Cobertura Minuto HM – Anthrax e Testament – parte 2 (resenha)

•Friday, May 24th, 2013 • 1 Comment

Anthrax_ingresso_15maio2013_SP

Marcar uma única apresentação no Brasil no meio da semana (quarta-feira), em local relativamente afastado da cidade, noite de Corinthians x Boca Juniors pela Copa Libertadores em partida decisiva, seria exigir demais da lealdade e dedicação do público headbanger? Apesar de todos estes obstáculos os fãs não deixaram de prestigiar Testament e Anthrax, embora não tenham lotado o HSBC Brasil como na passagem do Anthrax por aqui em 2012. Mas aqueles que foram, mesmo que alguns com um olho no palco e outro no celular para acompanhar o andamento da partida que acontecia no Pacaembu, foram presenteados com uma noite do mais puro thrash metal, daquelas de lavar a alma e deixar surdo e com torcicolo.

Já falamos por aqui do clima pré-show, com fotos do merchandising, da casa, as músicas que rolaram no PA. Porém restou comentar sobre algo que sempre acontece aqui no Brasil quando temos um show com mais de uma banda principal: a falta de informação sobre que horas a primeira atração entrará no palco. Embora entendemos que neste caso o Testament não seja simplesmente uma banda de abertura, o ingresso não deixa claro se o horário lá impresso corresponde ao início de sua apresentação ou ao show do Anthrax. Este é um problema que persiste há anos por aqui. E não adianta ligar para a casa de shows a procura de alguma informação porque eles respondem o horário que está no ingresso. Em um ano que teremos várias apresentações com este formato (Ghost / Slayer/ Iron Maiden, Nickelback / Bon Jovi, Megadeth / Black Sabbath) seria bom as produtoras dispensarem um pouco de atenção com este tipo de coisa. Aqui no Minuto HM, sempre que podemos, colocamos a informação, inclusive de abertura dos portões, na nossa agenda de shows. Como no ano passado, seguindo o horário do ingresso, perdemos grande parte do show do Misfits, nesta ocasião decidimos nos precaver e chegamos com pouco mais de uma hora de antecedência para não correr nenhum risco de perder algo do Testament. Mas desta vez o horário do ingresso era o da primeira banda.

Com o fundo do palco trazendo a belíssima ilustração da capa de seu último disco, Dark Roots Of Earth, o Testament subiu ao palco 15 minutos após as 21h00 ao som do hino dos Estados Unidos, Star-Spangled Banner, emendando direto com Rise Up. Logo nos primeiros minutos já deu para notar que não teríamos problemas de som naquela noite que, como já é costume no HSBC Brasil em shows de metal, estava bem alto e equalizado. Apostando na força do excelente último trabalho, das 5 primeiras músicas executadas, 4 eram do disco de 2012 (Rise Up, Native Blood, Dark Roots Of Earth e True American Hate), todas muito bem recebidas pelos fãs.

Após esta sequência Chuck Billy convoca todos os fãs para uma grande roda. É a deixa para Into The Pit, do clássico disco de 1988 e um dos mais aclamados do gênero, The New Order. O que veio em seguida foi uma viagem aos anos 80 com os maiores clássicos do thrash mundial sendo executados sem pausa para descanso: Practice Watch You Preach, The New Order, Over The Wall e The Haunting.


A banda sai do palco por alguns minutos e retorna para D.N.R. e 3 Days In Darkness, do álbum The Gathering de 1999, que em sua versão de estúdio conta com Dave Lombardo, (ex?) baterista do Slayer nas baquetas. O set de pouco mais de 1 hora de duração é encerrado com The Formation of Damnation, faixa-título do disco de 2008, com Chuck Billy prometendo voltar ao Brasil em 2014 para a Copa do Mundo. Conferir uma apresentação do Testament, mesmo que com um set curto, é uma aula de thrash metal. Com sua formação quase original, junto com o preciso e avassalador baterista Gene Hoglan, a banda é perfeita ao-vivo, mostrando um entrosamento ímpar na execução de suas músicas, com destaque para o guitarrista Alex Skolnick, que esbanja habilidade e virtuosismo em seus solos.

Testament Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2013, Dark Roots of Earth Tour

Após um rápido intervalo de 20 minutos, graças ao eficiente trabalho feito pelos roadies e demais membros da equipe técnica, o palco rapidamente fica pronto para receber o Anthrax. O quinteto nova-iorquino entra ao som de Worship, do álbum de 2012, mas a faixa que abre o show é Among The Living, do disco de mesmo nome, mostrando que este set seria um pouco diferente daquele que vimos no ano passado. Continuando no álbum de 1987, a banda parte para o clássico Caught In A Mosh que, como esperado, abre uma grande roda na pista, seguida da divertida N.F.L., com Joey Belladonna exibindo seus dotes vocais logo no início.

A banda mantem duas músicas de Worship Music no set: Fight ‘Em ‘Til You Can’t e In The End intercaladas rapidamente por March Of The S.O.D., cover do Stormtroopers Of Death presente no S.O.D., projeto paralelo do guitarrista Scott Ian e do baterista Charlie Benante. Mas é In The End que reserva um momento especial para a noite. A música, que presta homenagem a Dimebag Darrel e Ronnie James Dio, é executada com duas bandeiras com o rosto dos músicos cobrindo os amplificadores, com Belladonna pedido aos fãs para erguerem os famosos “devil horns”. O público respondeu à altura dos saudosos músicos e interagiu gritando pelo nome deles.

Ainda na linha tributo, e aproveitando para promover o EP de covers Anthems, Scott pede para que todos ajudem a cantar T.N.T., hino daquela que ele considera a maior banda do mundo, o AC/DC, claro. Pedido prontamente atendido, com todo a plateia gritando “oi, oi, oi, oi” num dos momentos mais celebrados do show. O final dela trouxe uma surpresa: uma pequena amostra de Back In Black, deixando todos os presentes somente na vontade, mas sem tempo nem de pensar em um possível medley…

Mais uma leva de “medalhões”, iniciando com Indians, que teve Belladonna filmando com a câmera que exibia as imagens do telão o “wardance” que acontecia na pista, passando por Medusa, Got The Time (cover conhecida até em Marte), encerrando a primeira parte do show com I Am The Law.

A banda retorna ao palco com um rápido solo de bateria do preciso Charlie Benante, seguido por I’m The Man, com o baixista Frank Bello, em mais uma noite de performance insana, dividindo os vocais com Scott Ian. O show segue com a banda tocando a introdução de Raining Blood em homenagem ao guitarrista do Slayer Jeff Hanneman, morto no início deste mês e tem Belladonna se esforçando para cantar os primeiros versos de The Ripper, clássico do Judas Priest e Madhouse, do segundo álbum do Anthrax, Spreading The Disease.

A plateia, já sabendo que o fim do show se aproxima, pede por Antisocial, cover do Trust. Pedido atendido e a noite se encerra com chuva de baquetas e palhetas e Belladonna cantando o hino Long Live Rock N´Roll.

O Anthrax, que desde o retorno da banda com Joey Belladonna no vocal vem numa crescente impulsionados pela força dos shows com o Big 4, o lançamento do excelente Worship Music, o EP de covers Anthems, tocando em vários locais ao redor do mundo com noite de gravação de DVD em Santiago, no Chile, nesta perna da tour na América Latina, começa a aparentar seus primeiros sinais de cansaço. Não que seu show não tenha sido de qualidade. Pelo contrário, a banda entregou aquilo que sempre esperamos num show de metal: peso e vários clássicos tão queridos pelos fãs, mas por vezes, talvez por conta do cansaço sentido pelos músicos por conta da incessante maratona de shows, viagens demoradas e problemáticas, gravações, etc, a banda parecia, por vezes, soar no automático, não agindo de forma muito espontânea. O vocal de Belladonna também demonstrou alguns destes sinais de cansaço, ainda que sua performance de uma maneira geral tenha sido de ótimo nível.

No meio de toda essa avalanche de acontecimentos que afetou a vida do Anthrax nos últimos anos, não devemos deixar de dar os merecidos créditos ao guitarrista Jon Donais que tem desempenhado seu papel muito bem ao substituir o guitarrista Rob Caggiano, hoje no Volbeat.

Outro ponto que deve ser destacado é o público da noite. Diferente do que se observa normalmente em shows, a maioria absoluta estava extremamente focada no que interessava: o palco. Assim, toda a galera usava o celular ou câmera muito pontualmente, para registrar algum momento mais específico, ou ainda no intervalo de músicas, aproveitando o aumento da luminosidade. “Kudos” para o público do thrash…

Anthrax Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil, Summer Tour 2013

Abraços,

Su e Eduardo.

Dissertação Contemporânea Sobre a Importância do Passado no Presente ou Quanto Vale o Seu Buraco Preto na Estante?

•Friday, May 17th, 2013 • 12 Comments

vinil

Seis horas da manhã. Normalmente esta rotina estaria pronta mas me levanto um pouco mais cedo e me preparo para acessar o iTunes e sincronizar as músicas que preciso ouvir esta semana. Por diversão, por ofício ou por vício. Normalmente essa rotina se estabelecerá na segunda-feira e se estenderá até sexta onde o playlist renovar-se-á para próxima semana.

O parágrafo acima pode ser replicado na vida de milhões de pessoas no mundo. Variando os gostos, os dias, os motivos. Quando não ocupadas com os serviços de streaming (que ainda capenga no Brasil em função do território não ser “cortado” por redes wi-fi ou por ausência de 3G decentes, como acontece nos Estados Unidos, por exemplo), o i-listener (permitam-me o neologismo) faz sua rádio pessoal e cria sua trilha sonora para semana.

Por conta disso, espanta a notícia no G1 de que comerciantes estão lucrando horrores com a venda de LPs, alguns com lucros de 60, 70 e 80%. E não é só isso: nunca se vendeu tantos toca-discos desde que trabalho nesta indústria vital. Para entender clique aqui.
Os fetichistas do preto com um buraco no meio são sagazes quando o assunto é argumento. Lembro-me de discutir amigavelmente com um companheiro de trabalho que fazia questão de louvar as qualidades sonoras que o long play possui. Discussões técnicas à parte, óbvio que a moldura do LP é muito mais interessante do que aquela quadradinha em acrílico. Lá pela década de 80 eram até mais interessantes uma vez que a capa sempre foi parte do conceito do disco. Jamais passou pela cabeça do Sr. Steve Harris (baixista bastante contestado) que qualquer disco do Iron as canções não tivessem nenhuma relação com as capas. Aliás, diga-se de passagem, Derek Riggs talvez seja um dos artistas mais emblemáticos quando o assunto é emoldurar vinis com classe, bom humor e espirituosidade.

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No entanto nada justifica que alguns comerciantes estejam lucrando os tubos com a “volta” do vinil se não pelo saudosismo de resgatar uma prática (muito saudável) de se comprar Lps. Com todo o romantismo atrelado ao produto, não existe nada tão anti-prático do que comprar discos, com todos os cuidados que eles demandam, e não são poucos. Ainda é preciso que se diga que não existem tantos criativos “Riggs” que investem seus talentos na busca de expressões geniais na hora do lançamento de um disco. Pelo contrário. Capas não são tão veneradas como antes, a ponto de algumas vezes serem homenagens a outras capas que um dia foram clássicas. Exemplo: Sonic Boom.

Paradoxalmente o mercado dá muitos passos à efetivação da compra de música. Legalizando a prática “ilegal” (ok, it never ends) nas lojas do iTunes, por exemplo. Aliás, o legado industrial de Steve Jobs tem ENORMES serviços prestados ao mundo do entretenimento já que faz a roda da fortuna girar sem deixar artistas em geral, produtores gráficos, designers, criadores de jogos, músicos, sem ferramentas de publicidade e venda de produtos. Ou seja: cada dia está mais fácil manter as coisas nos lugares para fazer do seu iTreco um open device para entretenimento de todo tipo, tudo dentro da legalidade.

A matéria ainda confirma a tese do fetiche com o saudosismo quando salienta que a maioria dos produtos à disposição dos consumidores é usado, ou seja, a demanda justificada baseia-se no que já se produziu e não no que se produz. Conseguem imaginar uma loja de carros fabricados em 1983 vendendo mais do que os fabricados este ano? Pois é assim que se comporta o mercado discográfico de vinil, por assim dizer.

Isso pode gerar um colapso econômico ou um novo convívio de tendências mercadológicas. Brechós vendendo mais que lojas de grife. Sebos literários obtendo mais lucro do que grandes livrarias. Dada às devidas proporções e tirando todo o exagero do contexto, isso se estabelecerá no mundo restrito, profundo e bastante conhecido dos colecionadores. Assunto para outro tempo.

Os smartphones tornaram-se em pouco mais de 3 anos de consolidação no mercado, um dos principais objetos de fomentação da indústria tecnológica. Traz a reboque investimentos do entretenimento, que se disseminam facilmente na sociedade, especialmente no target mais jovem. Canais de esporte como a ESPN, investem na transmissão de programas em dispositivos móveis, Netflix e o Hulu (serviços de TV por streaming) confiam no mercado, não apenas exibindo produtos mas assumindo investimentos na área de produção de séries, grandes empresas ganham licitações públicas para tirarem bairros e municípios da era medieval das fiações telefônicas do tempo da vovó, para, oferecerem com alguma (ou nenhuma, depende do caso) competência a mais alta tecnologia e no fim você vai até à esquina e traz o Creatures of The Night debaixo do braço.

Antes que algum idiota ou boçal possa tratar o texto como uma afronta àqueles que desfrutam do prazer de ouvirem suas canções de maneira muito elegante, não, este não é um debate que se abre contra a tendência apontada na matéria e nem uma defesa aberta apenas às facilidades criadas pela tecnologia. É uma base textual para pensarmos o quanto as relações de mercado foram alteradas a partir dos sentimentos que permeiam o homem. O passado jamais foi tão apontado como tendência como nos dias de hoje. O futuro está mais calibrado de nostalgia que se possa imaginar.

As grandes bandas de rock talvez não consigam lançar discos tão nobres e dignos de repetidas audições e, talvez por isso, não são poucas as notícias de que bandas, aqui e ali, saem em turnês mundiais para comemorarem 20, 25, 30 anos de um lançamento do que já foi. Como assim cara pálida?

Uma banda lança seu último trabalho, acredita piamente que aquele é o melhor que ele poderia fazer naquele momento e no entanto você dá uma olhada no set list e não tem QUATRO músicas do disco da tour… Pode ser que isso não aconteça em 100% das vezes em que uma banda de rock sai para estrada, mas não é nenhum absurdo.

O maior investimento da categoria “compre o novo” é uma exaltação “ao usado”, com fotos inéditas, demos irretocáveis (a antítese da antítese), entrevistas de promoção do álbum de 19xx e, pasmem, até músicas inéditas da época. Será que se não tivéssemos downloads, discos vendendo absurdos (na casa de milhões como acontecia há 30 anos), estaríamos reverenciando o que já foi devidamente homenageado? Haveria lugar para o passado se o presente fosse tão glorioso? Já que o passado transformar-se-á em ótimo no futuro, por que não tê-lo como bom hoje?

axel foley

Para gente não ficar restrito à categoria música, para quem acompanha o mundo do cinema ou das séries de TV, o que mais temos hoje são remakes de clássicos cinematográficos/seriados. Só se fala de re-criações, referências, citações de produções e que acabam não tendo o retorno que os investidores estão esperando. Um dos maiores absurdos (pra mim) é a produção do clássico oitentista “Um Tira Na Pesada” transformado em roteiro para TV com Eddie Murphy. Será que somente as coisas ruins merecem um fim? A eternidade do belo não está justamente na sua finitude, na perpetuação da glória na mente e no coração de quem foi cativado por ela?

Em síntese: a insatisfação é uma marca presente no peito de uma geração que parece não fazer mais distinção entre épocas. Por fim: não vejo mal nenhum em curtir um filme antigo, botar o LP pra tocar, matar a saudade dos livros já lidos, tirar a poeira dos clássicos pessoais, mas quando o ontem vira produto mais valorizado que o hoje, uma inversão de paradigmas se aproxima da gente. Para quem vivemos?

Viva Axel Foley!

See U!

Daniel Junior

Cobertura Minuto HM – Anthrax e Testament – parte 1

•Wednesday, May 15th, 2013 • 7 Comments

Aqui o Scott Ian “viajando” :-) :

Pouco mais de 1 ano da última passagem com o Misfits, uma passagem que marcou inclusive uma frustrada tentativa de conhecer os caras no Manifesto Bar (mesmo assim, ainda conseguimos autógrafo em CD, palheta do Scott e ainda tínhamos o ingresso # 1), o Anthrax retorna à cidade da garoa, sendo este o único show no país nesta perna da Summer Tour da banda. Desta vez, a banda traz mais um grande “convidado”: nada mais, nada mesno que o Testament. Ou seja: uma noite de pura celebração de thrash metal!

Aproveitando o post, de lá para cá na vida do Anthrax, tivemos a saída de Rob Caggiano em janeiro deste ano, sendo substituído pelo guitarrista Jon Donais, do Shadows Fall. A banda, que continua promovendo o ótimo Worship Music, também lançou um EP de covers (Anthems EP), com covers de clássicos setentistas e um remix de Crawl (além da versão original), do mesmo Worship Music. Vale muito a pena apreciar o trabalho, para quem ainda não conferiu. O tracklist é:

  • Anthem (Rush)
  • T.N.T. (AC/DC)
  • Smokin (Boston)
  • Keep On Runnin (Journey)
  • Big Eyes (Cheap Trick)
  • Jailbreak (Thin Lizzy)
  • Crawl (versão Worship Music)
  • Crawl (versão remix)

E falando em covers, a banda vem, inclusive, tocando covers em seus recentes setlists. Aguardemos para ver se o que teremos na noite de hoje.

Pré-show:

A chegada se deu sem grandes problemas, feita de trem, inclusive hoje estou perto do HSBC Brasil.

O movimento é bom na região e dada a característica do show, o público é mais específico… digamos mais METAL.

A retirada de ingresso também se deu de forma tranqüila e a casa abriu as portas no horário esperado (19h00). Preocupa apenas que o canto da retirada é pequeno e apertado, quem chegar mais em cima da hora pode ter problema. Deu para ver os primeiros da pista correndo contentes para a grade. Outro fato é a ausência de informação de que horas teremos exatamente a abertura, coisa que normalmente no exterior já se tem com facilidade – é básico: abertura portões, banda de abertura e headliner. Precisamos evoluir…

Além de carrinhos de hotdog e dos tradicionais varais de camisetas, tem uma banda na rua, guitarra e batera, tocando thrash para a galera, apenas instrumental. Excelente o clima e espírito.

As 21h00, considero que a casa está 40% a 50% de sua capacidade das pistas, e os camarotes ainda mais vazios (20%).

NA PA: Black Sabbath (Iron Man, Paranoid, War Pigs), Accept (Balls To The Walls), Iron Maiden (The Trooper, Fear Of The Dark), Sepultura (Refuse/Resist, Roots Bloody Roots), MetallicA (Orion, Battery).

[ ] ‘ s,

Eduardo.

12º Podcast Minuto HM – 10/maio/2013

•Monday, May 13th, 2013 • 23 Comments

Antes:

Nada como começar novamente com as twittadas do Daniel: a empolgação prévia e o estrago depois. Mais uma vez, nosso podcast foi realizado em uma sexta-feira e quebrou de novo recorde de duraç!ao, com mais 30 minutos em comparação à edição anterior! Desta vez, foram OITO HORAS E TRINTA E QUATRO MINUTOS de conversa entre os 8 participantes.

E apesar de não termos tido a festa de animais do podcast passado, mais uma vez vimos o galo cantar e estava claro quando nos despedimos.

Além disso, tivemos algumas coisas bem legais: o Rolf aparecendo e ficando porum bom tempo conosco ; a manutenção da ilustre presença da enciclopédia J.P. e a estreia de mais uma pessoa, outra enciclopédia, Eduardo Schmitt, que chegou como um “velho de casa”, tamanha à familiaridade com o blog e mesmo as terminologias usadas por aqui, o que é uma tremenda honra para todos nós. Seja bem-vindo, xará, e obrigado por investir um tempo conosco!

Está cada vez mais difícil falarmos de como foi o podcast mas, para variar, tivemos de tudo: além do esperado papo de música, foi mais uma grande reunião de amigos, no clima de muito bom humor, como se estivessem todos em uma mesa de um bar.

Os participantes desta edição foram:

  • Eduardo [dutecnic] como host;
  • Daniel (PipocaTV);
  • Flavio Remote;
  • Suellen Carvalho;
  • Alexandre B-Side;
  • Rolf;
  • J.P.;
  • Eduardo Schmitt (estreia).

Como de costume, o podcast pode ser ouvido (por streaming) e/ou “baixado” após o login no 4shared aqui (443 MB). Para fazer o download em formato MP3 para seu computador, clique no botão “Download Now” – o arquivo virá com a tag já devidamente formatada para seu MP3 player.

O B-Side também trouxe o teaser da edição anterior, com pouco mais de 9 minutos, que pode ser baixado aqui (8 MB) ou no nosso espaço no iTunes!

Além das opções acima, também é possível baixar os arquivos desta edição do podcast (e anteriores), inclusive os teasers, pela home page do Minuto HM – ali à direita, no respectivo link dos widgets, a qualquer momento, sem necessidade de se acessar este post futuramente.

Quanto à lição de casa para o 13º Podcast, voltamos ao básico: 3 discos, a saber:

Por fim, os agradecimentos obrigatórios a todos que, trimestralmente, se programam para este encontro maluco aconteça. Obrigado também ao você que terá coragem de ouvir a gente…

O espaço, como sempre, está aberto para os comentários…

Até agosto!

Ah! Faltou o “depois”:

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Aventuras em Manhattan – Especial Minuto HM – Parte 3

•Sunday, May 12th, 2013 • 5 Comments

Obrigado por você ter acompanhado nossa estada em NY, cidade apaixonante e que sugiro pelo menos uma ida. Os Estados Unidos vivem eventos monstruosos nos últimos 25 anos e minha torcida é que tais acontecimentos atinjam um menor número de inocentes. Adianto que estamos preparando uma nova tour por um dos países com cultura riquíssima e repleto de grandes discos ao vivo (matou?). Como tudo está no campo ideológico, é melhor deixar em suspense e anunciar no momento propício. É hora de terminarmos a história que começou sendo contada no dia 19 de março.

Embora já conhecesse parte da ilha de Manhattan nunca se sabe tudo sobre ela. Minha grande expectativa, desta vez em que fui sozinho para os Estados Unidos, era concentrar meu tempo em atividades que eu pudesse reportar no Aliterasom, no PipocaTV ou no MinutoHM. Matérias autênticas que não tivessem sido apreciadas em outro meio de comunicação. Óbvio que outra diversão não-musical não estava descartada, como assistir uma partida dos Knicks pela NBA, lá no Madison Square Garden.

A primeira vez em que fui e fiquei deslumbrado com tudo que vi e comprovei, fui surpreendido por uma tarde de autógrafos do Dream Theater a poucas ruas de onde eu estava hospedado. Cheguei até a loja 3 horas antes do acontecimento. Não me arrependi. Foi ótimo ver os meus ídolos de pertinho com sua nova formação. Mike Portnoy havia se despedido 1 ano antes, numa separação aparentemente trágica mas cujo o derrotado (naquele momento) estava explícito. Mike, o Mangini, assumiu as baquetas e trouxe sua técnica didática e irretocável para A Dramatic Turn Of Events, o cd da transição, o primeiro sem Portnoy.

Fui catar pela cidade grandes shows, espetáculos, lançamentos de discos, qualquer coisa musical. Durante os dias em que estive lá sabia que David Bowie e Bon Jovi lançariam seus respectivos LPs. O barulho maior foi em cima do disco do Bowie já que era o primeiro de inéditas desde 2003 (Reality); What About Now é a continuação medíocre de uma carreira que poderia ser brilhante se não concentrasse suas forças na figura do seu ícone. Fazer o quê?

Pelo Whiplash descobri que o Adrenaline Mob lançaria seu disco em Manhattan no dia 13. Simplesmente pirei. Afinal de contas era a chance de ver de perto o ex-DT. Confesso: o disco de estreia da banda (Omertá) não foi amor à primeira vista. Nem à segunda. Achei que era mais um dos projetos do Portnoy, estilo super banda, como outros grupos que ele tem com Steve Morse (Flying Colours), Neal Morse (Transatlantic), Tony MacCalpline (InstruMENTAL Inspirations), fora suas participações especiais. Bem, se eu não era tão vidrado na banda assim, valia a pena curtir meu primeiro show internacional (uau!) com a presença luxuosa de um dos melhores vocalistas de metal, Russell Allen (Symphony X).

Bem, o local do show era em um dos menos explorados por mim. Ficava na 3rd Avenue, menos glamurosa que a 5th e o Park Avenue, por exemplo. A terceira avenida é daquelas que  fazem o mix entre o lado residencial e a parte comercial da Ilha. Fácil ver pessoas fazendo seu cooper matinal, cachorros sendo conduzidos por seus donos (ou pessoas pagas para darem vida boa ao cães), crianças e seus sorrisos americanos (quem já viu, entende, que não viu, acha que todos nós sorrimos iguais), pessoas abruptas em seus gadgets, iPhone é vírgula; a comunicação virou uma mania para americanos e moradores da América. Atravessando ruas, tomando café no Starbucks, procurando sinal wi-fi, eles são absolutamente envolvidos com o iTreco, de uma maneira que me fez sentir melhor, já que sou um recém (e não refém) filho de Jobs, mas sem patologias e surtos. Ainda.

Conversei com Eduardo, vulgo Rolim, vulgo Bianchi, vulgo Dudu, da possibilidade de assistir o show e escrever alguma coisa para o Minuto HM. Óbvio que ele achou sensacional e deu todo o suporte possível. Pedi uma segunda camiseta (é assim que fala?) para fazer propaganda da “família do heavy metal”. Aliás eu providenciaria outras surpresinhas para tornar a experiência minha e dos leitores inesquecíveis. Confessei a ele que desconheci este lado da cidade – pra dizer a verdade achei que fosse lado do Brooklyn – e ele me aconselhou a passar um dia antes pelo local, investigando e me familiarizando. Sorte minha não era tão longe quanto eu pensava e eu, além de comprar com tranquilidade o ingresso, dei uma voltinha para saber saídas, atalhos, qualquer coisa que fizesse ficar mais confortável com a avenida.

Próximo passo: comprar o cd Covertá (confira aqui nosso review). Ou melhor: dois. A ideia era comprar um para sorteio no Minuto HM, uma vez que certamente eu gostaria de autografar e agregar valor (infinito) ao produto, assim, o leitor do blog teria a essência do que foi dito aqui em mãos. Foi o que eu fiz. Comprei o meu e comprei o do sorteio. Fiz a lição de casa e ouvi a versão do AM para alguns clássicos do rock como Lemon Song (Led Zeppelin). O lançamento me tocou muito mais do que o disco de estreia, certamente por conta do repertório. Fazia uma média de 5 à 7 graus naquele dia. Com colegas tijucanos fiz uma city tour e fomos até o Brooklyn Bridge, cartão postal obrigatório para quem vai à Nova Iorque. Havia  andado pelo menos uns oito quilômetros naquele dia; dei uma guia de cidade para os novos turistas. Foi divertido pacas. Além de um sumiço temporário (outra hora conto, ouça o próximo podcast e você saberá o que ocorreu) de um dos que estavam na turma, foi legal demais comprar um novo fone de ouvido , conhecer uma belíssima loja de discos (ah, Remote, se você estivesse por lá) e… chegar morto no hostel, a pouco mais de 1 hora da abertura do local do show.

Parada obrigatória para última e fundamental parte do relato. Espero vocês por aqui.

Abraços,

Daniel Junior

 
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