Discografia-homenagem DIO – parte 17 – álbum: The Devil You Know

•Sunday, June 16th, 2013 • 5 Comments

ÁLBUM: THE DEVIL YOU KNOW

A CAPA DE THE DEVIL YOU KNOW

A CAPA DE THE DEVIL YOU KNOW

■ Gravação: 2008 –Rockfield Studios, Pais de Gales

■ Lançamento: 28/04/2009

■ Produtores: Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Mike Exeter

■ O álbum atingiu #1 na Parada  Billboard  US Top Hard Rock Albums

■ O álbum vendeu 30.000 cópias.

Faixas:

1- Atom And Evil -  5:15 6- The Turn Of The Screw – 5:02
2- Fear – 4:48 7- Eating The Cannibals -  3:37
3- Bible Black – 6:29 8- Follow The Tears  – 6:12
4- Double The Pain – 5:25 9 – Neverwhere  – 4:35
5- Rock And Roll Angel – 6:02 10 – Breaking Into Heaven – 6:53

Em 24 de abril de 2006, antes da última perna da turnê de Master of the Moon, Dio confirma em entrevista um projeto de coletânea de sua fase no Black Sabbath, com algumas inéditas, e que esteve em Londres com Tony Iommi para criação das músicas, que se desenvolveram muito bem.  Em seguida desmente uma possível reunião com o Rainbow, dizendo que era ótimo que as pessoas ainda pensassem dessa forma, mas se houvesse alguma reunião com o Rainbow, ele não estaria envolvido. A seguir afirma que o novo álbum de sua banda seria com canções mais rápidas, porque ouvira comentários de seus fãs pedindo para que assim o fosse.

Antes do termino da turnê, ainda em 16 de agosto de 2006, Dio confirma já estar finalizando as composições de duas novas canções para a coletânea, que se chamaria Black Sabbath: The Dio Years. Neste momento o projeto se restringiria ao lançamento do álbum em estúdio e nada mais.

As notícias do novo lançamento do álbum com esta formação geram ofertas de realizações de shows.  Em outubro de 2006, os já fortes boatos do retorno desta formação se tornam realidade com o anúncio oficial pela banda da confirmação da realização da tour em 2007.  O grupo anuncia também que não se intitularia como Black Sabbath e sim se chamaria pelo título do seu primeiro álbum: Heaven and Hell.  Os motivos para a troca de nome são vários, desde a recente e conturbada briga pelo nome Black Sabbath a outros diversos rumores, mas aparentemente o real era manter uma dissociação com a formação original e suas músicas, já que a tour iria conter apenas músicas da formação com Dio e a banda não gostaria de criar expectativas ao público sobre a execução de qualquer outra música de outra formação.

O “line-up” original previa a participação de Bill Ward na bateria, mas em novembro o próprio Bill confirma os relatos de que não iria participar deste projeto, e apesar de supostamente ter iniciado os ensaios e aparentemente gravado as novas canções com a banda, não se sente confortável para continuar. A escolha mais do que óbvia aponta para o baterista da segunda formação Dio/Sabbath,assim em dezembro Vinny Appice é trazido para o posto e iniciam-se as gravações para não duas, mas três inéditas do álbum. Neste ponto Vinny comenta sobre as três faixas dizendo ter recebido o material para ouvir – as canções com bateria eletrônica – o que traz dúvidas sobre a participação de Bill Ward anteriormente nas canções.

Em 14 de dezembro de 2006, Tony Iommi em entrevista comenta sobre as três novas canções: uma mais lenta e pesada, chamada Shadow Of The Wind, uma com andamento mais rápido – The Devil Cried, e uma ainda mais rápida chamada Ear in The Wall – e que nenhuma das três teve participação de qualquer teclado.

Em janeiro, Dio e Geezer anunciam no programa de Eddie Trunk na rádio que o tecladista da turnê seria o então ex-integrante da banda DIO, Scott Warren e o álbum Black Sabbath: The Dio Years iria ser lançado em abril de 2007.

Em fevereiro, em entrevista, Tony discute a possibilidade de um novo álbum completo com a formação Dio/Appice, não descartando a ideia, já que o sentimento ao criar as três novas músicas era que poderiam criar um disco inteiro. Nesta entrevista também se cita a possibilidade de gravação dos shows para um CD/DVD e os bastidores da ideia da reunião com Dio, surgida ainda em 2005 em tour com Ozzy, quando ele e Geezer chegaram a comentar como seria boa uma reunião com o baixinho para tocar as faixas de Heaven and Hell, Mob Rules e Dehumanizer.

A banda inicia os ensaios ainda em fevereiro e a seguir a turnê no Pacific Coliseum em Vancouver, Canada no dia 11/03/2007, com o seguinte set-list:  E5150,  After All (The Dead), The Mob Rules,  Children of The Sea,  Lady Evil,  Ear In The Wall, I,  The Sign of The Southern Cross,  Voodoo,  The Devil Cried,  Solo de bateria, Computer God, Falling Off The Edge of The World, Shadow of The Wind, Die Young, Heaven and Hell, Neon Knights (BIS).

O primeiro single da coletânea sai em formato digital em 13 de março de 2007, The Devil Cried, com ótima receptividade de publico e crítica. O álbum Black Sabbath: The Dio Years sai em 3 de abril, quando a banda já se encontra em plena tour mundial que se desenvolveria por mais de 8 meses!

BLACK SABBATH: THE DIO YEARS

BLACK SABBATH: THE DIO YEARS

Faixas:

1- Neon Knights -  3:51 9 – Falling Off The Edge Of The World  – 5:03
2- Lady Evil – 4:23 10 – After All (The Dead) – 5:42
3- Heaven And Hell – 6:59 11 – TV Crimes – 4:02
4- Die Young – 4:44 12 – I  – 5:12
5- Lonely Is The Word – 5:50 13 –Children Of The Sea (ao vivo) – 6:12
6- The Mob Rules – 3:13 14 – The Devil Cried * – 6:01
7- Turn Up The Night – 3:42 15 – Shadow Of The Wind * – 5:40
8- Voodoo – 4:32 16 – Ear in The Wall * – 4:04

* Música inédita

A turnê de 2007 é um sucesso absoluto e abrangeria cem shows, no Canadá, Estados Unidos (duas pernas- em março/abril/maio e setembro/outubro), Suíça, Itália, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Holanda, Alemanha, Polônia, República Checa, Bulgária, Eslováquia, Grécia, Hungria, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, México, Japão, Singapura e Reino Unido – finalizando-se em 18/11/2007.

Em 28 de agosto é lançado um CD/DVD do show no Radio City Music Hall, em 30/03/2007, chamado Live from Radio City Music Hall.

Até outubro de 2007, era sabido que esta formação finalizaria a turnê e se separaria a seguir, no entanto em janeiro de 2008 Tony Iommi confirma a procura por uma gravadora para a feitura de um álbum novo da banda e uma subsequente turnê de divulgação.

As gravadoras escolhidas foram: a Rhino Records, para distribuição para o mercado americano, e a Roadrunner Records, para o restante do mundo. Com o título de The Devil You Know o novo álbum conteria dez músicas inéditas. No disco os teclados seriam executados pelo co-produtor Mike Exeter, que era conhecido, entre outros, pelo trabalho com engenheiro de som no álbum The 1996 DEP Sessions, de Tony Iommi.  Scott Warren permanece na banda para a tour com a banda.

Antes da gravação do álbum, Dio iria realizar uma última mini turnê com sua banda em maio/junho de 2008.  A tour consiste de dez shows realizados na Europa, três deles em festivais na Noruega, Finlândia e Espanha.  A formação do grupo DIO nesses últimos shows continha Craig Goldy (guitarra), Rudy Sarzo (baixo), Scott Warren (Teclados) e Simon Wright (Bateria).  Os shows misturavam músicas da banda Dio e Rainbow, sendo retiradas as canções da fase Sabbath, confirmando que a formação Heaven and Hell continuava ativa. Seguem as músicas de um setlist típico da mini-tour:  Holy Diver, Killing the Dragon, Don’t Talk to Strangers, Solo de bateria, Sacred Heart, Rainbow in the Dark, The Temple of the King, Kill the King, Solo de guitarra , Rock ‘n’ Roll Children, Man on the Silver Mountain, Catch the Rainbow, Long Live Rock ‘n’ Roll. Seguem abaixo trechos do último show da banda Dio, na Espanha em 21.06.2008.

A banda DIO ainda se reuniria uma última vez em 2009 para iniciar as gravações de um novo álbum, que, segundo informações iniciais, seria a continuação do álbum Magica. Na verdade, a intenção de Dio era gravar as partes 2 e 3 de uma trilogia, ou seja, as chamadas Magica 2 e Magica 3. Com Doug Aldrich no lugar de Craig Goldy grava apenas o single Electra, que participou da pesquisa do MHM, sendo eliminada logo na primeira etapa da votação. A música fez parte da coletânea Tournado Box Set, lançada no início de 2010 e também de outra coletânea lançada de forma póstuma em 2012, intitulada The Very Beast of Dio.

Voltando ao assunto principal deste post, o processo de gravação de The Devil You Know se inciaria antes da segunda tour de Heaven and Hell em agosto de 2008 que se chamaria The Metal Master Tour. Nessa sequência de shows com um setlist mais reduzido abrindo para o Judas Priest e com a presença de Motörhead e Testament, há o resgate de pérolas como abrir o show como Turn Up The Night tocada em 30/08/2013 em San Manuel Amphitheater, San Bernardino, CA, USA.  Os 15 shows incluíam outras músicas devidamente resgatadas da “Dio Years”, como Lady Evil, I, Falling Off The Edge of the World, Time Machine, The Sign of The Southern Cross, Die Young e  Voodoo.

O restante do ano é dedicado a descanso e finalização do álbum que seria lançado em 2009. O single Bible Black é lançado anteriormente em 30/03/2009 no rádio e a seguir no dia 31 em formato digital (itunes) e em mini cd com Neon Knight ao vivo retirado do show no Radio City Music Hall em 2007.

O álbum finalmente seria lançado em 28/04/2009, e atinge o primeiro lugar das paradas de Hard Rock da Billboard, o terceiro entre os álbuns de rock, e catapulta a tour de divulgação em grande perspectiva.

A marcante e forte capa do álbum é adaptada de uma pintura de Øyvind Haagensen chamada Satan. Os números 25 e 41, que aparecem na capa referem-se segundo Geezer a Bíblia – Mateus 25:41 que fala sobre o último julgamento, onde os que sentam ao lado esquerdo de Deus, iriam para o Inferno. Há uma capa alternativa que sai apenas na cadeia Walmart:

A capa alternativa de THE DEVIL YOU KNOW

A capa alternativa de THE DEVIL YOU KNOW

O CD sai com um making off em DVD, que mostra como entrosada estava a banda nas gravações do álbum.

DVD - THE DEVIL YOU KNOW

DVD – THE DEVIL YOU KNOW

A banda sai em tour novamente em 2009, por quatro meses, também cobrindo os locais que haviam faltado das duas pernas anteriores, como a América do Sul ( cinco shows no Brasil) e Rússia e traz novamente novidades no set list, como a intro de Country Girl e Die Young e as inclusões das novas Bible Black, Fear e Follow The Tears. Em grande parte dos shows a lotação da casa é esgotada e a receptividade é sempre excelente – banda participa dos grandes festivais da europa em 2009, entre outros o Rockpalast  (Alemanha).

Além do Rockpalast, o grupo se apresenta no Graspop Metal Meeting (Bélgica), Gods of Metal (Itália), o Sonisphere Festival (Knebworth – Reuno Unido) e o Wacken Open Air (Alemanha), numa performance registrada em vídeo, que seria lançado oficialmente em 10 de novembro de 2010.

N.R.:

Em 2006 prever o retorno do Dio ao Black Sabbath era algo inimaginável para nós – afinal ninguém é futurólogo nesse blog – anyway…  A situação, porém é facilmente explicável:  as duas bandas estavam em situação nada animadora. A banda de Ronnie em um processo decrescente de criatividade, com os recentes álbuns sem grande repercussão e o Black Sabbath numa ridícula e estagnada situação desde 1997 – uma fórmula esgotada em poucos anos: os shows repetindo-se com as mesmas músicas, com participações em festivais (Ozz-fests e outros), setlists curtos, duas músicas inéditas em nove anos, que nem eram tocadas ao vivo, sem nenhuma perspectiva de um novo álbum, literalmente vivendo do passado nos últimos anos, desde reunião com Ozzy – ninguém aguentaria – talvez nem mesmo o dinheiro consegueria manter tanta mediocridade.  O problema era retornar com a formação que havia brigado tão fortemente há anos anos atrás. Como resgatar o grupo com tantas mágoas?

Após a proposta da gravadora e um encontro de Dio com Tony Iommi, a velha e preciosa faísca estava de volta, e com uma diferença na maturidade dos membros, que resolveram esquecer os erros do passado e facilmente produziram treze músicas em dois anos.  A facilidade e genialidade para compor grandes faixas era o que deveria manter este grupo sempre junto, infelizmente não era o que tinha acontecido. E pensar que preciosos anos foram perdidos em grande parte por interferências externas – o quanto isso nos deixa decepcionados – pensar que poderiamos ter tido uns quatro ou cinco discos a mais desta formação, que por causa de fatores como a dupla Mrs e Mr Sharon Money Osbourne – é muito triste.

Mas iríamos ter uma chance de aproveitar o que resulta do novo encontro desses quarto grandes músicos (Iommi, Butler, Dio, Appice).  E resultado é óbvio – mais um grande disco.

Há um pouco de cada fase do grupo com Dio neste lançamento, a música de abertura Atom & Evil mostrando que o andamento marcado, e o timbre pesado característico de Dehumanizer estava resgatado. É uma excelente faixa que chegou a final da pesquisa do MHM, ouvir o solo de Iommi na faixa, com a cozinha Appice/Butler é de causar arrepios. O vocal de Dio, após o fim do solo, com a escala de Iommi em acompanhamento chega a nos causar lágrimas de alegria.

The Devil You Know tem outra inegável virtude, assim como o segundo album da banda,  Mob Rules, traz um clima, neste caso soturno, que permeia a bolacha toda, e aí ponto a favor da produção, que nos detalhes (como por exemplo juntar as duas primeiras músicas, sem espaços entre elas) garante esse aspecto.

Temos em Fear mais uma grande faixa, destacamos o pré refrão, com voz dobrada do baixinho, novamente um trabalho impecável.  A seguir a versão completa de Bilble Black (a vencedora da pesquisa do MHM) é bem superior a versão edit lançada dias antes, com a introdução e um solo que nos lembra Die Young do primeiro disco desta formação.  A entrada do baixo e sinos pontuando o andamento, com Dio incialmente entrando suavemente e a mudança para o riff principal, onde Dio esbanja novamente a potência vocal pesada em acompanhamento da guitarra de Iommi, característica desta formação.

As músicas Double the Pain, Rock and Roll Angel e The Turn of The Screw nos trazem à lembrança um pouco da carreira solo do baixinho, mas bem fortemente marcada, pois a cozinha e a guitarra pesada de Iommi sempre trazem ganhos as composições fortes de Ronnie.

Em Follow the Tears há o uso do baixo de 5 cordas de Geezer, num riff bem pesado de Iommi, cujos teclados trazem o clima sortuno, criando um climax até a entrada da marcação da bateria que nos traz novamente a lembrança de Dehumanizer no riff principal, acompanhado pela melodia principal que avança até o marcante refrão – outra excelente música que foi incluída nos set lists da tour.

E Breaking Into Heaven finaliza de forma magistral o lançamento, sendo um dos destaques da bolacha, e a preferida de Alexandre B-side. A performance de Iommi no solo e de Dio, coroa de forma definitiva o grande lançamento da banda e o eterniza como o quarto grande álbum de estúdio desta formação.

E novamente um sonho realizado nos shows da tour brasileira, que tivemos oportunidade de acompanhar no Credicard Hall no Rio, em um momento inesquecível do encontro da galera do MHM.

Dio sempre considerou importante o time trabalhando junto e não individualismos destemperados. A banda Rainbow apesar dos excelentes discos e shows pertencia apenas a uma pessoa que pouco aceitava interferências (Blackmore) e a banda DIO girava muito apenas em torno da presenca do baixinho. Ao finalizar sua carreira com Iommi/Butler/Appice, Ronnie reencontra-se com sua banda favorita e produz mais um registro magistral, um prêmio para a sua carreira maravilhosa.

A seguir na discografia MHM teremos a abordagem dos álbuns ao vivo ao longo da carreira do baixinho da grande voz, até lá.

Flávio Remote e Alexandre Bside.

Aventuras em Manhattan – Especial Minuto HM – Parte Final

•Saturday, June 15th, 2013 • 8 Comments

ammhm

Um brasileiro encara seu primeiro show internacional do jeito que encararia um show por essas bandas. Com medo do trânsito, da fila, do povo, dos imprevistos. Sabia que as poucas horas que me separavam da noite histórica poderia me causar problemas para conseguir uma boa visualização do espetáculo. É bom ressaltar que fiquei surpreendido de que aquele dia não reservava apenas o show do Adrenaline Mob mas também de outras duas bandas que eu desconhecia: Awaken e Nothing More. Comprei 1 ganhei 3. :)

A ideia era tirar várias fotografias, estampar a camisa do Minuto HM, fazer comercial deste blog querido, sortear um CD (autografado) do Adrenaline Mob, enfim, fazer a festa, registrando (fotograficamente) cada lembrança e detalhe do show. Máquina na mão, várias pilhas à disposição para não deixar de ‘congelar’ o que deveria ficar no memorial do tempo. Primeiro problema: fazer um comercial do MHM através da cami(set)a. O frio do rigoroso inverno novaiorquino fez com que eu estivesse com 3 blusas mais um casaco estilo pele de carneiro, desta forma, como que eu faço para bater no peito e mostrar minha black shirt para o ‘mundo’? Não tinha jeito mesmo… Foi frustrante, mas infelizmente não poderia passar pelo frio agudo que fazia à noite. Acredito que os fãs do MHM e especialmente o Eduardo Bianchi me perdoariam, afinal de contas ainda estava com mais um CD para sortear no blog…

Chego até o bar do Webster Hall, passa algum jogo da Premier League (acho que era o Chelsea quem estava no cotejo), o local está lotado para sua estrutura. É simpático, aconchegante, muito apropriado para um bom show de rock sem as megalomanias de um evento monstruoso. Não, o Adrenaline Mob não irá conquistar o mundo, a América, os Estados Unidos. Se naquela noite reinar sob a fria ilha de Manhattan, na terceira avenida, estava de ótimo tamanho. Eles abrem o Marlin Room (espaço dedicado aos shows ao vivo, existem outros espaços como uma discoteca) e eu vou para o lado esquerdo frontal do palco. Sim, este que vos escreve só tem uma grade lhe separando dos músicos. Apesar da simplicidade, fico inebriado por ver tudo tão perto. Dali algumas horas um dos meus maiores ídolos (e de um bocado de gente) estaria a pouco mais de  2 metros de distância de onde eu estava. Considerei-me um dos brasileiros mais sortudos ali.

A primeira banda a se apresentar (Awaken) começa a arrumar suas coisas no palco. Troco uma ideia rápida com o guitarrista dizendo que venho do Brasil especialmente para o show desta noite. Pergunto se ele conhece alguma coisa da nossa terra e ele diz que não. Quando digo que Sepultura é brasileiro ele se espanta e diz um sonoro “yeah”. Vejo um gordinho loiro andando pra lá e pra cá ajeitando o som de guitarra, microfone, bateria…  certamente era o roadie da banda. Não. Era o vocalista. Uma tímida vergonha tive intimamente. Não que eu tivesse rebaixado o cara, mas apesar do visual headbanger, não me passou pela cabeça que ele era o leader vocals da banda.

Dividi espaço com Liz Ramanand, repórter fotográfica do Loudwire e que gentilmente me deixou bem confortável para tirar minhas fotos amadoras. Confesso que não queria de forma alguma atrapalhar o serviço de quem estava ali para cobrir o show de maneira profissional, por isso perguntei várias vezes se ela queria inclusive mudar de lugar comigo já que fiquei em um ângulo um pouco melhor que o dela. A resposta foi negativa, zerei minha consciência. Leia a matéria que ela fez para aquela noite e como nossas fotos são gêmeas.

Como classificar o Awaken? Difícil pacas. A banda tem um som tradicional e pesado mas com pouquíssimas informações na internet. Faz um som vibrante mas lembra uma espécie de Motörhead tocando em pubs americanos. A ideia mesmo é a diversão e a garra. Não há muitos malabarismos técnicos, embora o som esteja bem equilibrado. Aliás, o som da banda estaria melhor que a banda principal da noite. Isso é assunto para mais tarde. Foi até difícil achar o setlist da apresentação da banda naquela noite, por isso resumiremos as descritivas à este parágrafo sucinto e econômico. Ah, e algumas fotos bacanas! Cabe uma observação: não estava em um ângulo favorável para ‘pegar’ o baterista em minhas fotos, portanto fico devendo essa… :(

A outra banda da noite, o Nothing More, foi uma gratíssima surpresa. A apresentação possui uma paixão imensa em todas as canções. Não sei se meu olhar estava contaminado pelo ótimo momento vivido ali, mas a primeira impressão que tive foi que Nothing More poderia figurar facilmente entre essas boas bandas americanas com muito sucesso e olha que a concorrência não está tão grande assim. Há muito o mercado estadunidense não apresenta valores que surpreendam o público e pra dizer a verdade, não sei se o público deseja mesmo ser surpreendido. Parece que o mais do mesmo já supre algumas carências de um certo nicho. O som da banda tem muito das características do nu (new) metal quando surgiu: uma batida tribal, guitarras com sua afinação sempre muito grave e um certo desespero de quem canta. Aquela urgência aguda de marcar a presença através de um desempenho vocal muito acima até do esperado. Não faltou punch. Não faltou também animação. O público presente estava ali para assistir o Adrenaline Mob e isso não inibiu a banda de fazer um ótimo show e deixar todo mundo com um gostinho de quero mais. Espero que conheçamos mais da banda . Não me recordo deles tocarem a canção abaixo (e com os efeitos especiais do clipe) mas vale a pena dar uma ouvida. O som da banda desce fácil (como diz o Dudu) e eu gostei muito do desempenho do vocalista. Pra vocês, Christ Copyright:

Algumas fotos da apresentação na noite (que graças à Deus) eu estava presente!

Toda expectativa para o novíssimo Adrenaline Mob. Fizemos um review sobre o disco de cover da banda que você pode conferir aqui. Ok, eu havia me divertido até aquele momento, esquecido o frio cortante da ilha e estava ali, eu, meu casaco ‘pele de ovelha heavy metal’, camiseta do Minuto HM, dois cds (um pra mim e outro para sorteio), máquina fotográfica, pilhas e emoção… show maneiro de curtir são os intimistas. Não que eu tenha lá uma ENORME experiência com shows nacionais e internacionais, já que tenho uma teoria muito particular sobre ir à shows. Em outro momento falo sobre. Intervalo com a saída do bom Nothing More e de repente alguém toca meu ombro. Over my sholder. As possibilidades de eu encontrar um conhecido dentro do Webster Hall eram muito próximas ao de ganhar na loteria ou mesmo ver minha mulher me procurando pelo salão dizendo que estava com saudades. Viro-me e não conheço o rosto. Percebo que não é americano pelo sotaque fortemente acentuado pelo espanhol carregado. Meu inglês 60% fica mais vulnerável ao barulho confortável do lugar e mais frágil ainda mediante um idioma que (não) se parecia com o bretão. Serviu apenas para que eu me sentisse bem com minhas limitações. O jovem peruano (que eu até hoje não sei o nome) pergunta-me se sou brasileiro, eu confirmo com um sorriso e pergunta se pode me pagar uma cerveja. Não bebo (só em ocasiões especialíssimas, mesmo assim vinho e malzibier – que não encontrei nos EUA) e não fumo, mas achei o momento tão singular que até provar a tal da Budweiser seria uma experiência diferente. Aceito. Em poucos minutos o jovem de aparente 25/30 anos chega com dois imensos copos de cerveja. Me diz que é noivo de uma brasileira e trabalha no centro de Manhattan. Faz MUITAS perguntas sobre o metal nacional. Realmente minha auto-estima com relação à língua inglesa foi lá em cima pois consegui entender a mensagem do headbanger latino sem muita sofreguidão. Imaginem aquelas mensagens de rádio que o Luciano Burti traduz na F-1. Então, foi assim.

Empolgadíssimo, ele demonstra um enorme respeito pelo Brasil e pelo metal feito no nosso país. Sou simpático, digo que estou ali em NY pela segunda vez mas que era a primeira oportunidade de ver Mike Portnoy de mais perto. Ele faz elogios superlativos ao músico americano. Volta e meia volta-se para o celular, diz que o irmão mais velho está preocupado. Dou um sorriso amarelo, uma espécie de “fo**-se” com educação; pois na verdade estou preocupado mesmo em captar todas as emoções do último show. E ele vai começar…

Sem muito glamour, cortinas, anúncios. Adrenaline Mob entra no palco, meus olhos vão para as peles transparentes da composição moderada do kit de Portnoy. Fico realmente encantado de ver tudo tão de perto. Russell é um gigante. E uma simpatia. Sobre ela falaremos (e comprovaremos) mais tarde. O jovem peruano faz comentários em spanglish no meu ouvido e meio reticente digo um ‘ok’ ou ‘amazing’ aqui e ali. Estou interessado em, mais do que registrar fotograficamente, viver a emoção do show. Quase que ele me atrapalha. Percebo a carência do cara e mudo um pouco o meu discurso monossilábico para comentários que pudessem explorar outros tempos verbais. Ele reage com mais frieza. O telefone dele não para de tocar. Desta vez o agente da desatenção é o irmão, que liga repetidas vezes.

O som no palco definitivamente não está bom. Tá valendo mais pela garra do que especialmente pelo desempenho das caixas de som. Não há dúvidas que Mike Orlando (guitarra), Russell Allen (vocal), Mike Portnoy (bateria) e John Moyer (baixo) estão se divertindo e colocando a galera presente (pouco mais de 700 pessoas) no mesmo clima de festa. E se não fosse essa temperatura, certamente eu ficaria boiando, uma vez que não era fã do primeiro disco (Omertà – 2012) e tinha poucas audições do disco que estava sendo promovido naquela noite. A doação dos caras – ali, ao vivo – na sua cara – fez minha cabeça pensar no profissionalismo dos integrantes. Portnoy é oriundo de uma das bandas mais famosas do mundo (em seu estilo), Allen não fica atrás com o Symphony X e mesmo assim não se furtam do prazer de compartilhar com aqueles marmanjos (e algumas gatinhas) momentos de intenso rock and roll. O que fez a diferença certamente foi o repertório muito bem escolhido o que transforma qualquer partida em vitória certa antes do time entrar em campo.

Adrenaline Mob Setlist The Marlin Room at Webster Hall, New York, NY, USA 2013, 2013 North American Tour

vinicius_setlist

Durante o intervalo que separava o bis, meu recém companheiro de show diz que mesmo com os incômodos telefonemas do irmão ficará até o fim pois quer pegar autógrafo em sua ‘baqueta’ (sim, ele estava com uma baqueta no show, dentro do casaco) de Mike. Mostro os dois cds e minhas boníssimas intenções. Ele se oferece para ficar com uma das capas para pegar a assinatura. Bizarramente eu fico com dois cds, um com capa e outro sem e ele com uma caneta própria para o momento. A banda volta ao palco após um curto e insosso solo de guitarra com um clássico “Dioniano”; Stand Up and Shout (Holy Diver)que não está no disco de covers e é recebido com reverência e choro pela plateia. Viro-me para o lado e eis que se aproximando do fim do show, o “peruano” some.

O placar da noite é o seguinte: dois cds (um sem capa), casaco de “ovelha heavy metal”, máquina fotográfica e pilhas gastas. Sozinho, preciso usar o expertise carioca para entender o que farei após o fim do show. Volto a ser um estranho no ninho, meio puto por estar sem meu kit completo que levei até ali. “Acho” um grupo de brasileiros, trocamos algumas informações. Havia inclusive um casal paulista que estava pela primeira vez em NY e que não sabia voltar para o hotel. Para eles, uma dupla de estudantes (entre 18 e 21 anos) dão as dicas. Eles retornarão ao Brasil no final do ano após um período de estudos nos Estados Unidos. O mais novo, Vinicius Bazan, estuda na Polytechnic Institute of New York City. É fã de Portnoy. Semanas antes estivera em outra apresentação do músico, também em Nova Iorque, com quem tirara uma foto MUITO legal. Dá uma olhada.

viniciusportnoy_1
Me sentindo um verdadeiro tiozão, vou me entrosando com os moleques, conhecendo suas preferências musicais, suas inteligências e genialismos. Isso tudo serve para vermos o espaço se esvaziar, old groupies (isso mesmo que você leu, umas put*** meio coroas saíram do camarim dos caras) indo para suas casas e um húngaro nonsense, que também nos fez companhia durante a saga do autógrafo. Este húngaro tornar-se-ia muito agradecido só porque eu tinha um chiclets no bolso e resolvi compartilhar. Uma clara demonstração que além de nonsense e sob efeito de entorpecentes, nosso amigo também era bastante educado.
Vejo o baixinho Mike Orlando saindo desacompanhado pegando ‘sua direita’. Não avisto Moyer (estaria ele dentro do estabelecimento ainda?). Também vejo o caminhão com o equipamento sendo abastecido por uma espécie de gerente de roadies. O tempo está passando. O show terminara por volta das 23 horas e são quase 1 da manhã. Estranhamente tranquilo (pela boa companhia dos moleques, diga-se de passagem) vejo um homem de quase 2 metros se aproximar. Russell Allen, que aprendi a admirar especialmente pelo disco Paradise Lost, do Symphony X, se aproxima simpaticamente do nosso pequeno grupo. Com uma doçura quase nada pertinente a sua figura, pergunto se ele imagina se sua banda pudesse tocar no Rock In Rio deste ano. Allen suspira e diz que seria um sonho. Eis um registro do momento.
Me and Mr. Allen
Mais um grande momento não terminaria assim. Sim, os minutos seguintes foram intermináveis e muito emocionantes. Quase dois anos exatos após me encontrar com a turma do Dream Theater ali na mesma cidade, vislumbro que o baterista fã de Ringo Starr (sim, é verdade, ele já disse e homenageou o músico inglês várias vezes), ex-membro do DT (e agora também ex-membro do AM), sobe as pequenas escadas que dão acesso à rua. Mais mirrado e frágil do que em sua aparência por trás da bateria, Mike Portnoy parece cansado. Tenho um impacto ao ver meu ídolo mais humano do que ele parece. Em todos os aspectos possíveis que essa frase queira exprimir. Não o encho de perguntas e esqueço que sou músico, blogueiro, professor… ali naquele momento tentei me compadecer de alguém que acabara de dar toda a energia possível para que eu (e outros) pudessem se divertir. Me aproximo. A simpatia deles (Allen e Portnoy) quando descobrem que somos brasileiros é impressionante. A educação nem se fala. A cortesia e a atenção daqueles senhores chega a ser comovente. Não tive muito contato com gente que admiro muito de perto. Um jornalista aqui, um músico ali. Não sou daqueles que de fato me emociono diante de uma referência artística/profissional. O que de fato me cativou naquela noite especial foi a forma como eu e meus “amigos” fomos tratados. Portnoy explica sua agenda no Brasil, ora com o Adrenaline (embora ele não cite a banda pra mim) e com o Winery Dogs (sobre estes ele fala até os dias em específico). Rouco e feliz, peço aos moleques que tirem esta foto.
DSCN0372
Ele se despede muito simpático, enquanto Allen ainda dá assunto ao húngaro, lhe fazendo uma promessa bastante interessante. Me parece que o AM iria tocar em algum lugar próximo ao lar americano do europeu. Ele (o húngaro) sorri se despede da gente e nós nos despedimos de Portnoy. Pergunto aos meninos onde tem uma farmácia por ali perto. Minha cabeça está explodindo. Meu coração está feliz. Ah! Consegui ao menos autógrafos para meu acervo pessoal (sorry, leitores… culpem o peruano!). Voltamo-nos para direita e vamos em direção a uma drugstore por ali perto, mais precisamente na quarta avenida. Ao chegarmos ao final da rua vemos Allen (do outro lado da rua) imponente como um cavaleiro das trevas, acenamos e ouvimos um sonoro e em bom português: “Obrigado”.
E assim eu termino minha saga… foi bom estar com vocês nestes capítulos desta viagem que foi muito bacana. Espero que outras oportunidades surjam, com mais e mais experiências interessantes. Se eu puder compartilhá-las com vocês, melhor ainda.
Fiquem com algumas imagens do show.

Abaixo um vídeo de baixíssima qualidade sonora. A ideia foi apenas registrar e mostrar aos leitores do MHM:

See U!

Daniel Junior (obrigado Vinícius pela cessão das fotos do seu acervo)

Vivian Campbell diagnosticado com linfoma de Hodgkin

•Tuesday, June 11th, 2013 • 5 Comments

Uma triste notícia de ontem da página de Viv no Facebook:

I feel fortunate that my cancer sent me an alarm call in the form of ‘the cough that wouldn’t quit’. Otherwise, how would I have known? After several months of trying every inhaler known to man, my doctor finally had me X-rayed. A further CAT scan revealed that enlarged lymph nodes were doing wrestling manoeuvres on my windpipe – hence the cough. What was causing the enlarged lymph nodes, however, was yet to be determined, so I underwent a surgical biopsy on March 11th, the first day of Leppard rehearsals for our Viva Las Vegas shows. Obviously, I didn’t make it to rehearsal that day, but it’s okay; I know the songs by now…

My diagnosis was Hodgkin’s Lymphoma and 6 months of chemotherapy is the prescribed treatment. I’m about 2 months in and feeling rather spiffy, all things considered. Hodgkin’s has an over 80% cure rate, so by my reckoning, if you’re going to have a cancer, Hodgie’s is the one to have!

The reason I’m sharing this with you is because, despite cancer and chemo, me and my new aerodynamic hairstyle (read: no hair) are going on tour this summer with the band and I don’t want anyone to be so shocked by my new look that they ask for a refund. Simple economics, really.

My family, friends and bandmates have all been extremely supportive through this and I look forward to a summer full of shows with both Def Leppard in June/July and the debut of Last In Line this August.

Viv

Pois é, galera. Infelizmente, é mais um caso de câncer entre nossos heróis. Vivian Campbell já foi assunto aqui em diversas oportunidades, principalmente seu período com Ronnie James Dio, quando realmente explodiu ainda no início dos anos 80, também com o início da banda homônima do saudoso vocalista.

Desavenças e polêmicas à parte, vamos acompanhando e torcendo por uma recuperação segura deste grande guitarrista irlandês, tão importante na história do heavy metal.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Dehaan, também conhecido como MetallicA, toca Kill ‘Em All na íntegra

•Sunday, June 9th, 2013 • 11 Comments

O MetallicA fez uma “brincadeira” ontem para deixar qualquer fã de boca-aberta: uma aparição surpresa e “quase secreta” em seu próprio festival, que nesta segunda edição está em Detroit neste final de semana.

Ontem, no palco secundário, em plena tarde (16h30 do horário local), quando o lugar ainda estava vazio, a banda apareceu disfarçada de “DEHAAN” (uma forma indireta de promover seu filme 3D, “MetallicA Through The Never“, já que Dane DeHaan é uma das estrelas da vindoura película) para tocar na íntegra o Kill ‘Em All!

Antes do show, Hetfield tinha colocado em seu Instagram o seguinte: “Don’t miss Dehaan! #MUYA #mff #UwillRegretMissingThem #IfUdoUmightKillEmAll #winkWink #getIt?”

Don't miss Dehaan! #MUYA #mff #UwillRegretMissingThem #IfUdoUmightKillEmAll #winkWink #getIt?

Mas mais que ter tocado o álbum na íntegra, uma curiosidade é ainda mais marcante: a banda não tocava (Anesthesia) Pulling Teeth na ÍNTEGRA desde 26/setembro/1986, ou seja, desde o show da noite anterior à morte de Cliff Burton.

Algumas foto da passagem de som e do show:

June 7, 2013 - Detroit, MIOrion Music + More 2013 Soundcheck. #RobertTrujillo #Metallica

June 7, 2013 - Detroit, MIOrion Music + More 2013 Soundcheck. #LarsUlrich #Metallica

June 7, 2013 - Detroit, MIOrion Music + More 2013 Soundcheck. #KirkHammett #Metallica

June 7, 2013 - Detroit, MIOrion Music + More 2013 Soundcheck. #JamesHetfield #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #KirkHammett #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #JamesHetfield #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #RobertTrujillo #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #JamesHetfield #LarsUlrich #RobertTrujillo #Dehaan #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #JamesHetfield #LarsUlrich #KirkHammett #Dehaan #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #JamesHetfield #LarsUlrich #Dehaan #Metallica

Orion Music + More. June 8, 2013 - Detroit, MI. #RobertTrujillo #JamesHetfield #LarsUlrich #KirkHammett #Dehaan #Metallica

Mais fotos aqui.

Vídeos:

A galera “correndo” para trocar de palco ou chegando para o festival:

Metallica Setlist Orion Music + More 2013 2013

O festival é deles, mas bem que podiam fazer isso no Sunset do Medina este ano, não? :-)

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Black Sabbath “13″: is this the end of the beginning… ou “the end of the end” mesmo?

•Friday, June 7th, 2013 • 32 Comments

Dois avisos antes deste rápido post:

1) SPOILER! caso você ainda não tenha ouvido o disco, não continue a leitura até ouvi-lo…

2) a intenção aqui é registrar uma opinião PESSOAL apenas sobre algo muito pontual, porém que considero importante. Não há qualquer fonte, “conspiração”, nada de nada por trás dela.

Estamos acompanhando o retorno do Black Sabbathquase por inteiro - desde o anúncio em 11/novembro/2011, no Whisky A Go Go. Acho extremamente cedo arriscar falar algo do disco ainda com mais propriedade – ele ainda mal foi lançado, apesar de ter sido temporariamente disponibilizado (streaming) na íntegra, de maneira oficial, no iTunes.

Confesso que já ouvi o disco por inteiro algumas vezes durante os últimos dias de uma forma que não fazia com um álbum há tempos, e ele cresce e muito a cada audição (99,9% pelo seu instrumental e deixando de lado os “all right”, “come on now” e “okays” de um Ozzy meio “computadorizado”). Mas creio que é melhor esperar mais para podermos resenhar por aqui, se for o caso, de maneira mais “madura”.

Tudo que eu queria registrar é que, para mim, ficou claro que, se o dinheiro não falar mais alto, a banda encerrou oficialmente seus trabalhos em estúdio com relação a material inédito. O final de Dear Father, ou seja, do álbum, é a razão para tal afirmação (não estou falando isso pela doença de Iommi ou problemas com substâncias do Ozzy, apesar de poderem estarem relacionados, claro). Conclui isso imediatamente na primeira audição completa do álbum, via iTunes, esta semana. O Sabbath deixou mais do que claro (sempre em minha opinião) que o ciclo ficou agora completo – a emenda para a sexta-feira 13 (!) de fevereiro de 1970.

Aceito comentários sobre o tema e tenho certeza que há muita coisa que vocês podem acrescentar sobre.

Creation of Black Sabbath's 13 cover

“Is this the end of the beginning… or the beginning of the end?”

[ ] ‘ s,

Eduardo.

 
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