Reunião do Black Sabbath “original”: dinheiro AINDA é o principal?

Uma das coisas que sempre ouvi na vida, e sempre concordei pois vejo acontecendo no meu dia-a-dia, tem a ver com a seguinte máxima: “quanto mais dinheiro você tem, mais pão-duro você fica e mais você vai falar para os outros que não tem”.

Claro que isso não é regra e CLARO que este assunto aqui deve ser colocado com muita calma para poder se fazer uma analogia com o que está provavelmente acontecendo no mundo Sabbath atual. E mais: será que é só dinheiro mesmo?

Desde o anúncio oficial do retorno da banda, lá em 11/novembro/2011, já ficamos com a “pulga atrás da orelha” principalmente quanto a questão do estado atual de Bill Ward – de saúde e até mesmo condições de suportar uma world tour, por exemplo. Sem contar que Ozzy, ao-vivo, para quem acompanha sem  colocar como prioridade a ideia de que uma lenda está ali, sabe que além do script de brincadeiras e atitudes no palco estar bastante enxuto e previsível, seu vocal já está mais para lá do que para cá.

Em termos de qualidade, nos restava apostar na sessão de cordas da banda – essa sim, um prato cheio até hoje. Até então, não tínhamos ainda conhecimento também da triste notícia que Iommi seria diagnosticado com linfoma. A pulga foi da orelha para debaixo do braço.

E agora estamos abraçados com um cão sarnento: o choque no início do mês que Bill Ward recebeu o tal “the unsignable contract”. Sim, amigos: dinheiro.

Apesar dos termos em pauta não serem públicos, dá para termos uma ideia, conhecendo um pouco de quem estamos falando. Pela versão do lado do homem das baquetas, já era um assunto em pauta desde antes do anúncio oficial (e ali deveria ter sido resolvido, não é? Antes de qualquer coisa!) e não é segredo que a divisão do bolo em uma estrutura que conta com nomes como Ozzy e Iommi (que brigaram na justiça pelo nome da banda e que depois tudo meio que acabou em pizza) e Geezer, praticamente um irmão de Iommi, com Bill Ward correndo totalmente por fora, não seria nem perto de ser igual.

Ainda na versão de Bill Ward, mesmo tendo conhecimento disso, ele resolveu ir em frente. Até para efeito histórico, fica abaixo a carta aberta dele em seu site oficial sobre o caso:

Los Angeles, CA – February 2, 2012

Dear Sabbath Fans, Fellow Musicians and Interested Parties,

At this time, I would love nothing more than to be able to proceed with the Black Sabbath album and tour. However, I am unable to continue unless a “signable” contract is drawn up; a contract that reflects some dignity and respect toward me as an original member of the band. Last year, I worked diligently in good faith with Tony, Ozzy and Geezer. And on 11/11/11, again in good faith, I participated in the L.A. press conference. Several days ago, after nearly a year of trying to negotiate, another “unsignable” contract was handed to me.

Let me say that although this has put me in some kind of holding pattern, I am packed and ready to leave the U.S. for England. More importantly, I definitely want to play on the album, and I definitely want to tour with Black Sabbath.

Since the news of Tony’s illness, and the understanding that the band would move production to the U.K., I’ve spent everyday getting to or living in a place of readiness to leave. That involves something of a task, and as I’ve tried to find out what’s going on with the U.K. sessions, I’ve realized that I’ve been getting “the cold shoulder” (and, I might add, not for the first time). Feeling somewhat ostracized, my guess is as of today, I will know nothing of what’shappening unless I sign “the unsignable contract.”

The place I’m in feels lousy and lonely because as much as I want to play and participate, I also have to stand for something and not sign on. If I sign as-is, I stand to lose my rights, dignity and respectability as a rock musician. I believe in freedom and freedom of speech. I grew up in a hard rock/metal band. We stood for something then, and we played from the heart with honesty and sincerity. I am in the spirit of integrity, far from the corporate malady, I am real and honest, fair and compassionate.

If I’m replaced, I have to face you, the beloved Sabbath fans. I hope you will not hold me responsible for the failure of an original Black Sabbath lineup as promoted. Without fault finding, I want to assure everyone that my loyalty to Sabbath is intact.

So here I am. I lay my truth down before you. I’m good to go IF I get a “signable” contract. I don’t want to let anyone down, especially Black Sabbath and all the Sabbath fans. You know I love you. It would be a sad day in Rock if this current situation fell to the desires of a few.

My position is not greed-driven. I’m not holding out for a “big piece” of the action (money) like some kind of blackmail deal. I’d like something that recognizes and is reflective of my contributions to the band, including the reunions that started fourteen years ago. After the last tour I vowed to never again sign on to an unreasonable contract. I want a contract that shows some respect to me and my family, a contract that will honor all that I’ve brought to Black Sabbath since its beginning.

That’s the story so far.

Stay safe and stay strong.

I love every single one of you.

–Bill Ward

Em resumo: “oi, o anúncio foi do retorno original do Sabbath, eu sou um dos originais, sem mim, não é original, por favor, me honrem assim para que a coisa evolua”. Para deixar claro: não acho que Bill Ward esteja se “aproveitando” disso para tentar uma fatia mais generosa, ou seja, o tal “blackmail deal” da carta. Só que acho que, se ele já tinha tido a experiência lá na reunião anterior, 14 anos atrás, não deveria ter se metido a aceitar algo sem estar satisfeito com as condições. Quem aqui assina um contrato de trabalho sem saber o salário e benefícios?

Na sequência, ontem Bill mandou outra nota pelo seu site, talvez dando uma indicação que as coisas possam evoluir para a manutenção da reunião:

Dear Sabbath Fans,

This is Bill. I just wanted to humbly thank you all. Your support from across the world has given me further strength and hope for a positive resolve. I have been moved and overwhelmed by the thousands of messages. I love you all.

Rock forever,
Bill

Mas, neste mesmo dia de ontem, as datas da tour sumiram:

Se o assunto for REALMENTE “apenas” dinheiro, não dá para acreditar que estes senhores não cheguem a um acordo entre eles e com os envolvidos (que são muitos). E digo mais: quanto mais se demora, quanto mais stress e desavenças são geradas, pior para todos – inclusive para a saúde deles. E tudo isso para que? Para senhores que nada precisam provar.

Quero muito ter a chance de vê-los todos juntos – ao-vivo, inclusive. Mas algo que deveria ser legal e divertido, já que eles, INFELIZMENTE, caminham para o fim de suas carreiras (e vidas?) está sendo transformado, de novo, em algo que deixa a todos com vergonha. Isso é hora?

Correndo por fora, há assuntos que começam a vir à cabeça: como a reunião e o dinheiro já foi divulgada / é esperado, respectivamente, fica difícil acreditar que a reunião pode ser cancelada. Será que podemos esperar por outro baterista (Mike Portnoy está meio de bobeira, hahaha) ? Será que Bill tocará apenas em estúdio e não na tour? E eu tenho versões mais “maldosas”, mas talvez não seja o momento.

Obs.: vamos acompanhando e atualizando este post, em seus comentários, com os próximos “capítulos” – apesar que o que queremos mesmo é acompanhar o que nos compete – a música – e não estas eternas brigas e disputas financeiras.

E que saudade do baixinho

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Black Sabbath, Curiosidades, Entrevistas, Rumores, Tá de Sacanagem!

61 replies

  1. “Bom demais pra ser verdade” e sair tudo 100% certo ..

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  2. Bom, o meu comentário não vai ter nada de surpresa:
    Se com o baixinho o lado musical vinha sendo garantido com méritos na banda, o lado dinheiro parecia que também se resolvia mais facilmente, tanto que nem vazava uma possível rusga e pouco ou nada sabíamos desse aspecto.
    Com Ozzy, são inúmeros casos de rusgas financeiras, processos de ex integrantes, dúvidas sobre autoria nas músicas – em resumo: aquele tipo de coisa que não devia chamar à atenção do fã. O que importa é a música e essa formação tá devendo algo bom há muito tempo – e já começam as ladainhas….
    Aí me pergunto – vale a pena esse bla-bla-bla?
    Precisa realmente sair algo bom disso tudo (e a dupla Geezer/Iommi já provou inúmeras vezes que é capaz)…
    Tem que ser fã mesmo para não ligar para essas besteiras…
    FR

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    • Remote, eu mesmo pensei muito em fazer este post. Minha ideia original, quando a “baboseira” (re)começou, era ir atualizando o post da reunião.

      Mas hoje acordei com isso na cabeça e, até para mantermos o histórico, resolvi fazer. Eu não poderia concordar mais com seu comentário que, como você disse, apesar de não trazer nenhuma surpresa, não há motivos também para trazer: queremos saber é de música!

      Mas com Ozzy (e vamos aqui falar do quinto “elemento” de uma vez: Sharon), fica difícil manter o foco apenas no que o fã quer realmente…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Tenho uma ‘teoria da conspiração’ com relação a este caso, também abordado por mim na semana passada no Aliterasom e postado no Whiplash: acredito que o imbróglio seja a participação efetiva do músico na turnê. Propuseram que ele gravasse o disco e não saísse com a banda para os shows e/ou outros motivos que especulamos ou sabemos por outros: há quem diga que Ward não tem mais condições físicas e técnicas de manter uma agenda agitada (como será do Sabbath). Em minha opinião, isso deve ser um “se” das entrelinhas das tratativas, tipo: “Se Bill Ward não estiver em suas capacidades íntegras PODERÁ ser substituído em turnê e/ou gravações ou qualquer coisa que leve o nome Black Sabbath, sem que receba os dividendos por isso”. Não especulo o nome da esposa de Ozzy neste caso justamente porque Iommi e Geezer também estão na parada e não seriam pau-mandado da dama de ferro. Infelizmente a fama de ‘mercernária’ ficou e tudo que envolva a carreira de Ozzy, os olhos e todos os sentidos são voltados para ela.

    Também sabemos que havia muitos problemas de ordem jurídica que envolviam o Black Sabbath e esta reunião. Acredito que os “velhinhos” tenham ignorado tais bugs e colocado a emoção em primeiro lugar ao anunciarem antes mesmo de tratarem o que ficara pendente.

    Lamento pela história da banda e porque em termos bem frios entendo que, não havia sequer necessidade de uma reunião, justamente pelos riscos de macular uma carreira discográfica (desta formação) quase impecável, sendo todos eles, referências para músicos, produtores, bandas e fãs.

    Parece que teremos uma novelinha com suspense, drama e comédia (o Ozzy está na parada) para os próximos meses.

    God Bless You.

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    • Pois é, Daniel. Faz bastante sentido seu ótimo comentário por aqui, bem como seu ótimo texto no Aliterasom. Esse seu comentário vai em linha com o que eu disse que tenho de mais “maldoso” mas que não me aprofundaria ainda…

      A nós, nos resta torcer para que as coisas caminhem para o sentido que a grandeza que este assunto merece, e não para uma situação vergonhosa para principalmente nós, os fãs. Não há “tempo” para este tipo de coisa, né?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Post publicado em destaque no Whiplash:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. É lamentável e muito decepcionante ver a que ponto o dinheiro vem caminhando para fazer senhores respeitáveis ( ou nem tanto ..) na faixa de mais de 60 anos interromperem algo que seria uma reunião histórica com álbum de inéditas depois de tanto tempo. A coisa ainda toma uma proporção mais desanimadora se levarmos em conta que Tony Iommi está sob cuidados médicos delicados, e ainda assim só o que se fala é em dinheiro . Parece até que Ozzy e Yoko, quer dizer, Sharon Osbourne estão na bancarrota ….
    Se o problema tiver alguma relação com a condição física de Ward para cumprir a tour ou mesmo a gravação do trabalho em estúdio, como foi trazido pela opinião sempre coerente do Daniel acima,. melhor era nem ter anunciado isso….

    Só resta lamentar , e muito…

    Alexandre

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    • E é algo que sempre falamos, né, B-Side (e galera)? Ao mesmo tempo que a reunião nos deixa feliz, empolgados por se tratar de quem se trata, com toda a história e importância, além da possibilidade de vermos os 4 ao-vivo, ficamos com essa sensação que a qualquer momento a coisa poderia balançar.

      Vamos aguardar os próximos pronunciamentos de “ambas” partes – Bill Ward e dos outros 3. E também novidades sobre a saúde de Iommi, a coisa mais importante de tudo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. No site da banda (http://www.blacksabbath.com/), há a seguinte declaração na data de 03/fev/2012:

    ________________________________________

    BLACK SABBATH RECORDING UPDATE

    We were saddened to hear yesterday via Facebook that Bill declined publicly to participate in our current Black Sabbath plans…we have no choice but to continue recording without him although our door is always open… We are still in the UK with Tony. Writing and recording the new album and on a roll… See you at Download!!!

    – Tony, Ozzy and Geezer

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    Basicamente, uma declaração de “isenção” e colocando a “responsa” em BIll, sem qualquer menção do tipo “vamos efetivamente trabalharmos para resolvermos isso”.

    Triste.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  7. Rumor do dia:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Por essas e outras respeito Robert Plant e Axl Rose.

    Reunião/disco/turnê do Led Zeppelin ou Guns N’ Roses? Aparentemente nem por toda grana do mundo.

    Pode até rolar uma participação ou outra ou um ou show beneficente mas a banda reunida novamente. Não creio.

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    • Tem “ou” a mais aí em cima mas dá pra entender. rsrsrs

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    • Bom, eu acho que são 3 casos diferentes (Led, Sabbath e Guns) – já começa pela atual idade dos integrantes do Sabbath e Led – sem contar que elas possuem músicos que infelizmente já faleceram.

      O caso do Guns é sempre uma incógnita e os próximos capítulos podem trazer alguma surpresa: http://minutohm.com/2012/02/07/slash-duff-e-axl-o-que-um-tweet-pode-dizer-ou-nao/ .

      O Led chegou a se reunir para aqueles shows em 2007, na O2, com Bonham filho. Claro que não pode ser considerado em tour, mas se reuniram e foi aquela loucura. Mesma coisa mais recentemente, ano passado, quando Gilmour e Waters estiveram juntos revivendo um pouco da alma do Pink Floyd (http://minutohm.com/2011/05/14/genios-nick-mason-david-gilmour-e-roger-waters-voltam-a-dividir-o-palco-em-londres/). Acontecerá de novo para estas duas bandas? Difícil. Impossível? Não.

      No caso do Sabbath, se Dio ainda estivesse por aqui, talvez nada disso estivesse acontecendo. Dinheiro realmente não deveria ser algo que impedisse estes senhores de fazerem isso provavelmente pela última vez. Sabe, não dá mais tempo de ficar neste lenga-lenga. Duro é que não sabemos muito profundamente o caso e só podemos aqui dar nossas opiniões do que pode estar acontecendo… mas é lamentável.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Concordo que tanto para o Led quanto para o Guns – e pelo que temos visto, ao contrário do Sabbath – dinheiro não é o que impede uma reunião/tour/ album. Porem o que impede são razões diferentes.

        O Led Zeppelin é uma banda que encerrou suas atividades com a morte de John Boham. Acredito que uma reunião, mesmo que com o filho de Boham na batera, não aconteça em respeito à memória do falecido baterista. E ja tem mais de 30 anos que a banda acabou!! Ja chega, né! Vamos superar isso! Imaginem que chatice ser qualquer um dos integrantes vivos, 30 anos sendo questionados sobre uma possivel reunião?

        E o Guns, como a Carol mesmo abordou no ultimo post que saiu aqui (http://minutohm.com/2012/02/07/slash-duff-e-axl-o-que-um-tweet-pode-dizer-ou-nao/), envolve mais uma questão de ego e orgulho do “ruivinho”.

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        • Su, concordo, acho que é bem por aí… sobre o caso do Guns, sempre ouvimos que os músicos que acompanham Axl no “atual” formação da banda são contratados, meio como quem quer dizer que eles não são uma banda “normal” – estão sem amarrações um com o outro.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  9. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Se os boatos se confirmarem, que mulher poderosa é Sharon Osbourne, não é mesmo? Demitir o baterista original do Black Sabbath e colocar no lugar o atual da banda do seu marido, não é pra qualquer um não!!! Como mulher, só posso admirar tamanha coragem, rs.

      Agora como fã, é lamentável! Black Sabbath original tem que ser com Bill Ward! A não ser que ele fosse impedido por um problema de saúde de participar da reunião, como já comentado por aqui, é realmente triste que dinheiro seja o impeditivo de algo histórico como isto acontecer. Vamos todos curtir a página do Facebook criada para apoiar Bill Ward – 1,000,000 Black Sabbath fans say yes to Bill Ward https://www.facebook.com/pages/1000000-Black-Sabbath-fans-say-yes-to-Bill-Ward/387229524625706. Todos sabemos a força que as redes sociais tem hoje em dia. Vamos curtir!

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      • Faz tempo que Sharon que manda, pelo menos quando o assunto tem envolvimento do seu marido. Le lembro aqui do episódio dos ovos com o Bruce Dickinson + desligamento de PA do Iron Maiden… aquilo foi patético.

        Sobre a página, já estou “curtindo” no FB.

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  10. Sharon Osbourne se entreg… manifesta:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Isso veio como um balde de água fria mesmo!!! até que tudo se resolve e esclareça, só dá mesmo para especular quais seriam os empecilhos que tirariam o Bill da jogada, dinheiro, saúde, técnica, talvez até um marketing tb cabe nisso tudo ae(deixando os fãs apreensivos).
    Mas de uma coisa eu sei, se não estiver o quarteto de pé no palco, ficarei desapontado, pois a banda não precisa de nada disso, nem precisariam se reunir pra falar a verdade, já que o legado deles está cravado na pele de cada “metaleiro”, mas acredito assim como o texto diz que essa reunião deveria ser algo saudosista, para se divertir e distrair, não como antigamente, mas como um último uivo antes de aposentar os instrumentos.

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  12. Vou dar meu pitaco. Em um mundo ideal eu adoraria ver o Black Sabbath reunido com sua formação original. Todavia, no estágio em que as coisas parecem se encontrar isso está um pouco difícil. Se a questão é financeira (da parte dos 3 Sabbaths ou da parte do Bill), é uma coisa esperada do business chamado Rock ‘n Roll, gostemos disso ou não. Sendo impossível a reunião dos 4, eu adoraria que se continuasse com a reunião do Sabbath sem o Bill Ward. No final das contas, para mim, a questão é poder ver ótimos músicos tocando grandes clássicos antigos e novas músicas que, se não são clássicos, são melhores que a grande maioria das musicas que chegam aos meus ouvidos. E tem mais um detalhezinho. Se fosse para “eliminar” um dos membros originais do Sabbath, eu teria escolhido o Bill Ward mesmo, se não por outro motivo, por sua saúde, que por anos tem sido um problema. Que venha o novo disco do Sabbath então!

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    • Oi Eduardo, seu pitaco faz muito sentido e é assim mesmo que as coisas funcionam, fazer o que? Só não era a hora de chegar algo em tom de “surpresa”…

      Também acho que um disco de estúdio seria algo muito melhor de se ouvir do que o que anda chegando ultimamente…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  13. Viram esta “entrevista” recente da Sharon? Dizem por aí que mentira tem perna curta… é só olhar para a cara dela – ou eu estaria vendo mais coisas além do lado político das palavras?

    O que acham?

    Fonte:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  14. Estava demorando, mas chegou: o meme clássico de Hitler, versão atual novela do Black Sabbath. Como sempre, não dá para não rir…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  15. Rick Rubin dizendo que Sharon não tem nada a ver com… nada:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  16. Galera, parece que o assunto do post foi realmente um “tiro certo”. Abaixo, faltando tão pouco tempo para os shows, o novo comunicado oficial do Bill Ward, que trago na íntegra.

    Até pensei em destacar algumas partes, mas creio que é melhor que todos possam ler com atenção parte por parte e, na sequência, comentarmos. Dá para, claro, começar a especular várias coisas…

    Aí está:
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    Statement on Upcoming Black Sabbath Shows

    Posted on May.15, 2012 under Black Sabbath

    Dear Sabbath Fans and Fellow Musicians,

    I sincerely regret to inform you that after a final effort to participate in the upcoming Sabbath shows a failure to agree has continued. At this time I have to inform you that I won’t be playing with Black Sabbath at the Birmingham gig dated May 19th, 2012, nor will I be playing at Download on June 10th, 2012. Further, I will not be playing at Lollapalooza on August 3, 2012.

    It is with a very sad heart that I bring you this news. I am sincerely passionate in my desire to play with the band, and I’m very, very sorry that it’s fallen to this. This statement is even more painstaking to write, as I was particularly excited to play alongside Tony Iommi after the recent treatments he underwent. I wanted that to become a reality.

    To express my thoughts about you, the Sabbath fans, I’m going to speak to you all through an experience my brother James had recently. My brother Jimmy lives in the U.K. When speaking with him a couple of days ago, he told me that an acquaintance had stopped him on the street and confronted him, “is your brother playing Birmingham? What’s going on? I waited in line with my son and paid x amount for the concert tickets.”

    The man’s son is a young drummer. He’s going to see Sabbath, and he wants to see Bill Ward play drums. Upon hearing this news, I felt horrible. I couldn’t help feeling some resentment towards the failure to reach an agreement, the failure to remember where we came from, the failure to be as brothers, as we once were. To be clear, I’m not blaming the other guys or finding any faults with them. I would think it can’t be easy for them either, but this situation is just really sad. It’s sad that it’s come to this. “This” will surely leave a mark and be unwelcome to the memory. Hopefully “this” will heal and pass in time.

    My heart sank when Jimmy told me about this young boy. I know this boy is going to be disappointed, and I don’t know how to amend it, other than to put my arms around the boy and tell him I love him. Sabbath fans have a voice and a face, to me you’re human, you have families and despair. You have ferocity and emotions and graciousness, and at this moment as far as I’m concerned you are also that young boy in England. I don’t know how to amend my part in these failings other than to put my arms around you and say I love you and let you know I’m very, very sorry.

    Throughout this process, which began over a year ago, I have had to stand up for myself time and time again. I have had to stand up for myself and in doing so realize my actions indirectly, although unintentionally, are upsetting and hurting a lot of you. I know in my heart I couldn’t have done these concerts by agreeing the terms suggested. I made a solemn vow after the last European and Ozzfest concerts that I would never again enter into what was, in my opinion, a totally unsatisfactory contract. I have to stand for something, and as painful as it is, I’m doing it.

    Earlier in April 2012, I’d been asked to participate “minimally” in the Download festival. I believe I’d been offered no more than three songs to play while another drummer presumably played the rest of the show with Black Sabbath. I was not willing to participate in that offer. I was not prepared to watch another drummer play a Sabbath set, while I was to play only three songs.

    I found out about the Birmingham gig on Monday, April 30 through the Internet ad. I was taken aback somewhat by the date, and the fact it was Birmingham. Knowing the “signable” contract negotiations were at best in shreds, I was upset by the idea that the band was going to play Birmingham and play it assumedly without me. I had no prior knowledge of the date and location, and I felt totally excluded. We contacted the representative for Black Sabbath to see if something could be worked out. In the meantime my drum crew and I, along with our US endorsers, finished all the necessary planning for a swift departure to the UK. There wasn’t a whole lot to complete; we’d all been on standby more or less since mid-January 2012. The remaining work in the UK was confirmed done by our European and UK endorsers and we were good to go by Friday, May 4 2012. There were two stress points: firstly, getting an agreement in place, and secondly, getting to England in a timely manner. Jetlag time was taken into account as well as drum practice, a drum practice room in the heart of Birmingham, accommodation, and travel arrangements were all in place to meet with any band rehearsals that may have transpired before the Birmingham show. So far everything that had been arranged was on my dime, but we didn’t move ahead without a realistic confirmation.

    Communications between the representative and my lawyer continued through the weekend of May 5 finalizing on Wednesday, May 9. The offer we received on May 9 was, “come to the UK, play for free and see how the first show goes.” I was tempted. Playing for free would not have been a problem for me, but “seeing how the first show goes” left an element of risk which could have affected Download. My ideal thought was to play in full the Birmingham show, in full Download, and in full Lollapalooza.

    I had notified the representative that May 10 was my cutoff day in order to have good lead-in time for England. On the night of May 9 I asked for a brief letter to be sent to the representative asking to find out if we were at an end. On the morning of Thursday, May 10, I received a reply in the affirmative. After consulting with my advisors and crew a decision was made to let go and stop.

    I can’t prioritize the Sabbath fans making one show more important than the other. I can’t do that. All of you are important. It’s all the gigs or none at all. I can’t come to Birmingham and “see what happens” knowing there is a risk of not being able to play Download or Lollapalooza. Again, for me, it’s all or nothing. I had to say “no” to Birmingham on the principle of wanting to play all the shows. Saying no to Birmingham is very difficult for me. My family grew up in Birmingham. Black Sabbath grew up in Birmingham. It’s still my hometown and I resent having to arrive at such a difficult choice.

    Although the statement was made that, “the door is always open” for me, as explained above, walking through that door is not always as easy as it sounds. There are many complicated issues and unseen and unspoken agendas on hand. I can assure you, my criteria for a “signable” contract is based in mindful principles, respectability, and acknowledgement of my history within the band.

    I hold no malice or resentment towards the other band members. I love them; I’m tolerant of them; I’m frustrated with them, as they may be with me. My fight has never been with them. I’ll love them forever. In my opinion, nobody wins this time; the band doesn’t win; the fans for an original lineup don’t win. Nobody wins, nobody. Even the ones who thought they did.

    I didn’t want to make this decision, but I have to be honest and transparent. This is the statement I didn’t want to write; it’s the last thing I wanted to do. But, I have written it, and now it can go into the universe.

    Since Spring of 2011, I’ve waited patiently and hopefully for a signable contract, you know the rest. I stand for the boy in the U.K., for the coming drum student, for all the drummers, who write their parts out and get stiffed on the publishing, I stand with the Sabbath fans chanting “Bill Ward” and asking “why?” and I stand with Tony and Geezer and Ozzy.

    On a final note, even though I’m at an end with the upcoming announced concerts, I will remain with an open mind and a position of willingness to negotiate “signable” terms with Sabbath’s representatives in the future.

    Stay strong.
    Stay safe.

    With all my heart and strength, I love you,
    Bill Ward

    Following on a separate page is a thank you message to some very extraordinary people: http://www.billward.com/thanks/

    Fonte: http://www.billward.com/2012/05/statement-on-upcoming-black-sabbath-shows/#more-1428

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    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • E o que o management do Sabbath falou sobre esta última declaração de Bill Ward? Nada – apenas o famoso “cada história tem 2 lados”. Se tem 2 lados, qual seria o OUTRO?

      E o baterista que estará com eles? QUEM É? Por que não revelar o nome?

      Lamentável…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Realmente muito triste que isso tenha terminado assim. A meu ver, toda essa história virou uma grande falta de respeito com Bill Ward. Até mesmo esse breve e pouco esclarecedor pronuncionamento por parte do management do Black Sabbath, mesmo que o intuito tenha sido evitar dar uma maior repercussão ao assunto, mostra o descaso com o baterista.Descaso, este, que parece ser algo que já vinha acontecendo há bastante tempo… Chega a ser ridículo que tenham oferecido a Bill a “oportunidade” de tocar 3 músicas no Download como se ele fosse um convidado especial e não um dos membros fundadores da banda. Acredito que Bill Ward tenha sido bastante honesto em seu depoimento pois como ele mesmo disse, não há ganhadores nessa história. E se a formação com Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinnie Appice teve que ser chamada de Heaven and Hell, uma formação com outro baterista que não Bill Ward também não pode ser Black Sabbath. Que seja Ozzy & Friends mesmo.

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  17. A situação está cada vez pior, agora o site oficial do Black Sabbath excluiu totalmente todas as fotos que constavam o Bill Ward, tanto no background quanto na galeria, com recortes na cara dura e ainda por cima na discografia eles desconsideraram os álbuns não gravado com o Ozzy, do “Never Say Die” pula para o “Reunion” e fim.
    Tá muito estranho tudo isso.

    http://www.blacksabbath.com/discography.html

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  18. Impressionante como eles conseguiram piorar mais ainda a imagem já bastante desgastada com todo o desenrolar do episódio envolvendo Ward.
    E tem mais , se eu tivesse de jogar minhas fichas num culpado por mais essa idéia magnífica , apostaria sem dúvida naquela senhora , que imagino , todos sabem bem quem…

    Alexandre

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  19. E eles tocaram dia 19.05 em Birmingham, com o atual batera da banda de Ozzy, Tommy Clufetos, aliás nada seria mais óbvio . Quem quiser assistir, atesto, o repertório é ótimo. Mas a mancha de todo esse desenrolar acima não me deu ânimo ainda, apenas me interessei pela saúde de Iommi, me pareceu bem nos poucos minutos que vi no youtube.
    E pra piorar, que tal retirar clássicos do BLACK SABBATH , sim são clássicos do BLACK SABBATH, como Heaven And Hell, Mob Rules, Dehumanizer, Born Again, da discografia oficial da banda?!?!?!?
    O que será que houve com o Iommi, será que o vil metal foi o simples motivo disso ?
    Pelo jeito a banda tem novos donos , o casal Osbourne manda em tudo agora….

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    • Se eu já não me interessava muito por uma formação que apenas repete músicas feitas há mais de 30 anos atrás, um pseudo bêbado, uma espécie de caricato roqueiro desafinado com sua esposa mandona ao pior estilo “mulheres ricas” no comando….
      O que estamos presenciando é tão lamentável, é cada vez mais ridículo, e traz um crescente desânimo a cada novo capítulo dessa bizarra estória.
      Nada pior para o Black Sabbath – um dos pilares do HM, que parece migrar para um fim melancólico – era melhor ficarem separados, era mais digno…
      Se bem que pensar em dignidade com os atuais donos da banda é uma virtude incompatível… é realmente perda de tempo.

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      • A resposta dada pelo tal “management” às cartas de Bill Ward foi então mais um capítulo lastimável: “não vamos comentar”. Foi tão ridículo e tão desrespeitoso à ele e aos fãs… A GENTE sim, que não deveria falar nada…

        Os outros 3 não merecem…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • Lamentável mesmo, B-Side…

      Iommi realmente parece estar bem, dentro do possível, mas com essa doença, eu prefiro nem comentar nada, pois infelizmente sou muito negativista (ou seria realista?).

      Creio que ninguém mais tem dúvida quem manda na banda agora… e mais a mulher do que o homem…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  20. Black Sabbath com Tommy Clufetos no Lollapalooza em Chicago

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  21. pessoal, todo mundo nesse bate papo ou é empregado ou empresário, ou é patrão ou é empregado, enfim, já viveu essas tretas… e pra quem é ou foi empresário, possivelmente já teve sócio… é a mesma coisa. Não estamos falando na arte, na atividade, no talento operacional… está se discutindo o business, e nisso todo mundo está no mesmo pé, nivela tudo… todo mundo sabe do que se trata essa treta, já viveu algo assim.

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    • Felipe, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Obrigado pelo comentário.

      Você tem razão em todos os seus argumentos. Apenar da diferença entre um emprego “formal” e a música, no final, tudo cai no dinheiro. O questionamento do post não busca questionar exatamente esta relação, e sim se, como seres humanos mesmo em uma idade girando na casa dos 70, e ainda com todas as complicações agora de saúde, se não valeria a pena algumas coisas serem “relevadas”.

      Claro que ninguém quer ganhar menos que o outro e justiça deve sempre ser observada, mas será que não dá para achar o “40” na relação “8 – 80″, sem precisar que um músico não possa seguir somente por grana?

      Continue participando.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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