Kiss discografia 4a parte – Álbum: Kiss Alive!

Galera,

Nesta quarta parte da discografia, veremos como o KISS finalmente chegou ao tão procurado sucesso:

A edição remaster do CD

A edição remaster do CD

ALBUM :  KISS ALIVE !

  • Lançamento: 10/09/75
  • First Single : Rock’n’Roll all nite (Live)- em 10/75
  • RIAA Gold Certification em 12/75
  • RIAA Platinum Certification em 01/76
  • O Álbum atingiu #9 nas paradas

Faixas

Disco 1

1- Deuce – 3:32  6- Nothin’ to Lose – 3:23 
2- Strutter – 3:12  7- C’mon and Love Me – 2:52 
3- Got to Choose – 3:35  8- Parasite – 3:21 
4- Hotter Than Hell – 3:11  9- She – 6:42 
5- Firehouse – 3:42   

 

Disco 2

1- Watchin’ You – 3:51  4- Rock Bottom – 4:59 
2- 100,000 Years – 12:10  5- Cold Gin – 5:43 
3- Black Diamond – 5:50  6- Rock and Roll All Nite – 4:23 
  7- Let Me Go, Rock ‘n’ Roll – 5:45 

 

A contracapa no CD duplo

A contracapa no CD duplo

 

Ainda em 1975, e tentando buscar o sucesso, a banda decide por uma cartada lógica, porém arriscada: Lançar como álbum final do contrato inicial junto à Casablanca um disco ao vivo.   Na verdade, tal idéia já vinha amadurecendo antes mesmo do lançamento de Dressed to Kill, e os shows da turnê do terceiro álbum foram sendo gravados com este intuito.  A banda foi pioneira em muitos dos artifícios técnicos e visuais que todas os demais conjuntos acabaram por adotar: Podemos citar que o uso de plataforma suspensa na bateria , do letreiro luminoso e da pirotecnia sempre estiveram presentes nos shows do grupo, trazendo o conceito de espetáculo como complemento do vigor da música executada ao vivo.  O resultado era um show de muita qualidade, mas que também exigia bastante investimento.  Em conseqüência disto, a gravadora encontrava-se em péssimo estado financeiro, e também o fato de tal álbum ser menos oneroso contribuiu para que o projeto acabasse saindo.  É importante, no entanto,  ressaltar o risco que tal empreitada envolvia: Na ocasião, álbuns ao vivo eram tidos como carta fora do baralho, lançados normalmente em consequência de dissolução de grupos, ou saída de integrantes .Um lançamento ao vivo e duplo ainda por cima, poderia enterrar de vez a carreira da banda e a situação financeira da gravadora, ainda que o argumento lógico da força do conjunto ao vivo trouxesse a coerência de tal decisão.

Para tal gravação foi chamado o produtor Eddie Kramer, famoso pelos discos de Jimi Hendrix, e que também tinha produzido a primeira demo do KISS.  Ao contrário do que pode parecer, o álbum foi na verdade gravado com material de diversas cidades, como Davenport (julho de 1975), Michigan (data desconhecida), Wildwood (23/06/75), Cleveland (Allen Theater ,29/04/75 e 21/06/75), embora a maioria das músicas tenha sido ao vivo foi gravada dos shows de Detroit, no Cobo Hall, em especial o do dia 27/03/75.  E aqui encontramos algo mantido em segredo durante muito tempo:  Muito do que se ouve em KISS ALIVE! foi na verdade regravado em estúdio (Eletric Lady).  Segundo Kramer, algumas da músicas foram  literalmente desmembradas, deixando apenas a bateria para que fossem regravados tanto o baixo como a guitarra base de Paul Stanley.  Ainda segundo o produtor, as guitarras de Ace  não sofreram tantas alterações, e foram refeitos também alguns vocais.  Um exemplo clássico admitido por Paul Stanley está em C’mon and love me, onde o baixo errava em todos os refrões, sendo evidentemente refeito.  Recentemente, um DVD muito interessante chamado KISS Alive Ultimate Albums VH1 Documentary (da série Classic Álbuns da VH1) foi lançado e alguns exemplos de tais regravações são mostrados de forma detalhada pelo próprio Eddie Kramer. 

O resultado mostra uma gravação visceral, que captou finalmente aquilo que todos queriam: O grupo em seu habitat natural, e como consequência o álbum foi galgando posições na parada, até chegar ao numero 9 e permanecendo nos charts durante 110 semanas, ou seja, por quase 2 anos.  Em outubro foi lançado o single Rock and roll All Nite (em sua versão definitiva) que atingiu o décimo-segundo lugar entre os compactos.  Com este sucesso, KISS ALIVE! transformou a banda em superstars e salvou a gravadora da falência, além de ter dado início a uma nova era de lançamentos ao vivo, que tem como exemplo maior o álbum de 1976 de Peter Framptom , o multi-platinado Frampton Comes Alive!. Até hoje, KISS ALIVE! é considerado uma referência de  álbuns ao vivo, estando presente em praticamente todas as listas do gênero.

A energia do show ao vivo no encarte do CD

A energia do show ao vivo no encarte do CD

Outro destaque é a arte gráfica: A foto da capa foi na verdade tirada em um dos ensaios para os shows do Cobo Hall, no Michigan Palace.

O fotógrafo Fin Costello também é responsável pela contracapa, que traz dois adolescentes com um cartaz do KISS, e que foram eternizados naquele momento.  Bruce Redoute e Lee Neaves, na época com 15 anos, lembram que  tal foto é do show de maio de 1975, no Cobo Hall, e que o cartaz fez um certo alvoroço antes do início do  show, chamando a atenção de Costello, que pediu para tirar a foto. Segundo Redoute, o cartaz original está guardado até hoje.  A gravadora também teve o cuidado de incluir um livreto na parte interna do disco e também incluir as mensagens escritas à mão por cada integrante.

Paul & Ace em 1975 - Encarte do Cd - Versão Remaster

Paul & Ace em 1975 - Encarte do Cd - Versão Remaster

A avaliação da banda é praticamente uma unanimidade.  Apenas Simmons avalia o trabalho com 4/5, todos os outros dão a nota máxima.  Após o lançamento do álbum, a banda parte novamente em turnê nos Estados Unidos, e o que segue é o início da KISSMANIA, com eventos curiosos como o convite da prefeitura de Cadillace (Michigan) para a tradicional parada anual da cidade, onde todos estavam caracterizados como integrantes do KISS (Documentário presente no kissology Vol 1).  Eles recebem o disco de ouro em dezembro de 1975, e finalmente o de platina no início de 1976 – a banda fez questão de recebê-los no palco do Cobo Hall em janeiro de 76 (dois shows no Cobo Hall, nos  dias 25/01 e 26/01,encontram-se disponível no kissology vol 1. No primeiro, dia 25, há uma cena inusitada em Strutter, onde Paul Stanley acaba por derrubar o pedestal do microfone com a própria guitarra, e deixa de cantar algumas frases da música, mas aparentemente não se importa.

E é do dia 26 um erro incrível de Gene Simmons , ao iniciar Let Me Go Rock’n’Roll, acaba confundindo as letras, e começa a cantar na verdade, Rock’n’Roll all Nite!!!.). 

Algumas músicas dos primeiros álbuns foram tocadas na turnê, mas acabaram não entrando para o Alive!.  Neste show de 26/01 eles tocaram Ladies in Waiting, e consta que Room Service e Two Timer (todas do Dressed to Kill) e ainda Let me Know e Kissin’ Time (em turnês anteriores) também foram tocadas.  Algumas seriam resgatadas em futuro distante, como  Love her all I can (na  Rock the Nation Tour) e Comin’Home ( no acústico MTV).  Ainda assim, o material destes três primeiros álbuns é tão espontâneo que podemos citar outras duas ótimas músicas nunca tocadas ao vivo, Getaway e Strange Ways ( ambas cantadas por Peter Criss).

 

Gene & Peter em 1975 - A Caprichada Versão Remaster do CD

Gene & Peter em 1975 - A Caprichada Versão Remaster do CD

 No inicio do ano de 1976, o KISS retorna para  os estúdios, buscando algo talvez mais difícil que chegar ao topo: manter-se lá.  O nome deste novo desafio chama-se DESTROYER, que será matéria para o quinto capítulo desta discografia.

A capa do Vinil Brasileiro - 1a versão

A capa do Vinil Brasileiro - 1a versão

NR – KISS ALIVE! é, sem dúvida em nossa opinião, o melhor registro ao vivo do conjunto.  As músicas aqui contidas encontram, em sua grande maioria, suas versões definitivas.  Não há como comparar, por exemplo, Deuce, Black Diamond, Rock and roll all nite e Let me go Rock ‘n ‘roll com as versões de estúdio.

Hoje, quase trinta e cinco anos depois, percebe-se que nunca mais o KISS conseguiu fazer algo tão vivo que pudesse representá-los, mesmo já tendo lançado ao menos novos quatro registros ao vivo.  A espontaneidade da banda naquele momento foi espetacularmente capturada, ainda que com as devidas regravações citadas acima, por Eddie Kramer.  KISS ALIVE! marca o fim da fase inicial da banda (podemos considerar fase 1), onde se percebe a força da banda tentando conquistar seu público.  Neste mágico momento de conquista tudo é válido e os integrantes estão muito dispostos a qualquer sacrifício para alcançar o sucesso.  Os problemas internos são rapidamente resolvidos e quase não há choque de egos. 

As cartas de cada membro e o Vinil na parte interna - 1a edição Brasileira

As cartas de cada membro e o Vinil na parte interna - 1a edição Brasileira

Em relação ao Vinil, lembramos de duas edições, onde aquela que era vendida nos anos oitenta não era com capa dupla, uma clara redução de custos na distribuição brasileira.  A nossa atual versão acaba sendo como um misto da versão capa dupla dos anos 70, que adquirimos usada e descartamos os vinis, com os vinis da edição dos anos 80, coisa de fã mesmo.  A seguir teremos o início da fase 2, onde veremos que nem tudo são flores, embora o álbum seja clássico e literalmente destruidor, mas isso fica para a semana que vem…

Os fãs eternizados na foto da Contracapa - Vinil - 1a Edição Brasileira

Os fãs eternizados na foto da Contracapa - Vinil Brasileiro

Alexandre B-side e Flávio Remote



Categories: Curiosidades, Discografias, Jimi Hendrix, Kiss, Resenhas, Uriah Heep

33 replies

  1. Mesmo com um setlist matador destes (claro que na época e pelo que vimos das edições anteriores, ainda não se tinha esse sentimento), as possibilidades de crescimento ainda eram obscuras. Mas com RnRAN (and party every day!), a porta ficou mais escancarada. Foi arriscado, porém, se não tivesse acontecido, como foi abordado no post, o futuro da banda estaria fortemente comprometido. E ainda bem que funcionou!!!

    Como vimos, a banda realmente se destacava com sua ótimas performances ao vivo, e ter um registro oficial fez com que a banda pudesse finalmente atingir o objetivo que nunca escondeu. E, aliás, muito legal ver como foram pioneiros em alguns recursos tecnológicos que fizeram os shows do Kiss sempre serem tão especiais, ricos em detalhes visuais. Até hoje, muitas coisas são copiadas, mas sem o “charme” deles, em muitas situações.

    Aliás, grande parte do set deste disco pode ser visto este ano, nos dias 07 (SP) e 08 (RJ) de abril de 2009. E como foi bom… pena o Paul Stanley estar muito rouco no dia!

    No aguardo da fase 2… parabéns pela qualidade e pontualidade destes excelentes posts!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Aqui o Kiss aprendendo a ser um headliner em Detroit. Parte do material acabou sendo usado no Alive.

    Muito interessante: http://www.kiss-world.com/2010/03/today-in-kisstory-1975_27.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. ótima matéria..

    não gostei tanto assim do album..

    achei bom sim, mas não matador como o kiss é..

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  4. Há 35 anos atrás, o Kiss tocava no Cobo Hall. Uma compilação ao som de Parasite pode ser vista no vídeo abaixo:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. galera to loko pra achar o show do kiss o show
    KISS ALIVE 1 COBO HALL
    com as seguintes musicas
    1- Deuce – 3:32
    2- Strutter – 3:12
    3- Got to Choose – 3:35
    4- Hotter Than Hell – 3:11
    5- Firehouse – 3:42
    6- Nothin’ to Lose – 3:23
    7- C’mon and Love Me – 2:52
    8- Parasite – 3:21
    9- She – 6:42
    10- Watchin’ You – 3:51
    11- 100,000 Years – 12:10
    12- Black Diamond – 5:50
    13- Rock Bottom – 4:59
    14- Cold Gin – 5:43
    15- Rock and Roll All Nite – 4:23
    16- Let Me Go, Rock ‘n’ Roll – 5:45
    é o msm show q esta em cima mas quero achar o DVD
    c vcs puderem me ajudar agradecerei muito vcs
    valeu galera !!

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  6. É Eduardo, sem dúvida uma prova inequívoca da grande popularidade que a banda viveu desde o início dos anos 70. A parte envolvendo o helicóptero ao fim do vídeo é digna de representantes de estado, literalmente a cidade toda parou para receber a banda. Trazendo para um momento mais atual( mas nem tanto…), talvez bandas como Iron Maiden na primeira parte dos anos 80 e Guns and Roses e Metallica , no inicio dos anos 90 viveram algo parecido, para melhor exemplificar o que aconteceu com o KISS até o fim da década de 70. O resultado disso normalmente é o mesmo : Muito, mas muito dinheiro, excesso de tudo que se pode imaginar , situações surreais como a acima citada, desgaste dos músicos, abuso de drogas, separações de membros das bandas e uma inevitável queda de popularidade após tanto tempo de exposição .

    Um abraço,

    Alexandre

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  7. Isso, Eduardo, perfeito . Beatles e também Elvis, um pouco antes.. Eles sempre começaram tudo que conhecemos hoje.

    Alexandre

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  8. Muito legal, confiram!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  10. Amigos, falta pouco para os 40 anos de Alive!. Vai ter Deluxe?
    Ainda não o tenho. Na Livraria Cultura tem um Remastered simples. Vale a pena ou melhor o duplo?
    Lá tem um Deluxe do Love Gun. Qual foi o critério? edição de 30 anos? grato.

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  11. Rafael, tudo bem ? Legal você ter mencionado por aqui esta versão deluxe do Love Gun Não possuimos nem esta , nem a do Destroyer , esta comentada por nós quando do review do Monsters.
    A versão deluxe do Love Gun não tem qualquer referência com alguma data a ser comemorada/mencionada. Assim como teoricamente a versão do Destroyer não comemora 35 ou 40 do lançamento em si. Ao que parece , refere-se aos 35 do lançamento, mas a data em si não é exatamente cronológica com a questão.
    Esta versão do Love Gun tem um cd com extras, o que é uma vantagem em relação ao relançamento do Destroyer, este só possue a mais aquela versão com o solo retirado e substituido do Ace Frehley por um do Dick Wagner em Sweet Pain.
    São faixas demo, entrevistas, versões ao vivo. O contra é que parece que o som da bateria de Peter Criss ( em especial a caixa) das versões de estudio foi modificada, fazendo a ira dos mais puristas e conhecedores do som original. Eu ouviria ambas as edições se tivesse de optar por alguma.
    As versões em cd que possuimos são as remasters lançadas no fim da década de 90 ( 97, 98, dependendo da versão). Qualquer versão em cd desta leva eu recomendaria.
    A grande questão é a tal sonoridade da bateria, a qual eu ainda não comparei.
    Eu não tenho neste momento intenção de comprar esta versão deluxe, ainda que traga um cd de inéditas.

    Em relação ao Alive! não tenho nenhuma informação sobre alguma nova edição. Seria incrível se eles lançassem uma sem as famosas edições e regravações . Mas eu duvido muito disto ir adiante… A versão dupla remaster é muito recomendada, pode ir sem sustos.

    Alexandre

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  12. Olá. Não tenho o Alive ainda, mas vi para vender um que dizia ser Remasters 1997, mas 1 cd apenas. Vale a pena ou melhor o duplo?

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    • Olá , Rafael, sempre presente por aqui, nós agradecemos.

      A versão conhecida como a ” the remasters ” tem dois cds, como você pode ver aqui mesmo, nas fotos do post . Um é preto , o outro branco.
      Sobre as diversas versões que existem, eu sempre recomendo uma pesquisa no site http://www.discogs.com, que mostra grande parte das mesmas trazendo fotos para esclarecer melhor a questão.

      A versão conhecida como ” the remasters ” é altamente recomendada, pelo encarte e história por trás do momento de lançamento do álbum e eu sempre prefiro quando segue fiel ao lançamento original, ou seja, neste caso, em cd duplo.

      Em relação às demais, não posso ajudar.

      O conteúdo, bem, esse dispensa comentários….

      Saudações

      Alexandre.

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  13. Ontem estava ouvindo a edição de número 179 do podcast do Wikimetal, em que foram entrevistados os componentes do Uriah Heep.
    Ao responder uma pergunta sobre o álbum Uriah Heep Live de 1973, Mick Box afirma que a qualidade e o sucesso que o álbum alcançou teria “inspirado” o Kiss a lançar o Alive I. Algum de vocês teria uma confirmação disso por parte da banda?
    Aliás, na mesma resposta Mick Box comenta que ao contrário da maioria dos álbuns ao vivo da época o álbum dos “Heeps” não teve nenhum overdub feito em estúdio,

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  14. Schmitt, nunca tive essa informação de qualquer fonte , pelo menos que eu me lembre. Acho muito possível, no entanto, que o álbum tenha sido inspirado por esse Uriah e outros clássicos, como Slade Alive! e Made in Japan , do Purple, todos anteriores ao Alive! .
    O caminho hoje é entendido como lógico face o sucesso que a banda tinha na estrada e que não conseguia reproduzir em estúdio. Na época, no entanto, álbuns ao vivo não tinham ainda das gravadoras função que não a de dar um tempo para as bandas face a algum problema vivido ( troca de integrantes, brigas, acidentes , etc..) . Não eram vistos como fontes de sucesso.
    Voltando ao seu questionamento, não sei se alguém da banda admitiria isso, não são exatamente os menos vaidosos e egocentricos artistas do planeta. Eles provavelmente vão sempre atribuir a idéia ao fato de serem uma banda poderosa de estrada.
    Acho que a dúvida vai persistir , infelizmente,

    Alexandre

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  15. Saudações.
    Quando eu adquiri este disco, por volta de 1990, eu literalmente adorei-o. Mas com o passar do tempo, ao descobri que ele havia sido refeito em estúdio, a magia se quebrou!
    Um estúdio é como um laboratório, onde você faz e desfaz coisas. Comete erros e os conserta. Mas tocando ao vivo isso não é possível. Portanto em um registro ao vivo em disco, para mim, tem que estar contido tudo (erros e acertos) o que aconteceu no palco. Não deve haver maquiagem.
    Ainda gosto desse álbum, mas não o tenho mais como um autentico disco ao vivo. Pra mim ele é só e apenas um disco de estúdio mascarado, igual (em sentido inverso) ao disco OS 24 MAIORES SUCESSOS DA ERA DO ROCK (do RAUL SEIXAS, mas que não trazia o nome do cara e sim o de um suposto grupo – ROCK GENERATION), lançado em 1973 e que foi relançado em 1975 com outra capa, outro título (20 ANOS DE ROCK + o nome do RAUL) e foram adicionadas palmas, para causar a ilusão de um disco ao vivo.
    Abraços… e até DESTROYER…

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    • Bem, Fabricio, apesar das suas coerentes justificativas acerca do Live ( in studio ) que se tornou esse Alive! , a idéia de Eddie Kramer era capturar a insanidade ( no bom sentido) que a banda passava ao vivo e não havia anteriormente conseguido registrar fonograficamente. Entendo o seu desagravo, apenas gostaria de ressaltar que a imensa maioria dos álbuns ao vivo foram feitos exatamente como este. Não é justificativa, mas é o que se faz de praxe.
      Não conheço este álbum do Raul Seixas ( aliás temos aqui no blog um profundo conhecedor do Raul – o Itamar , que de repente pode nos ajudar nisso) , mas são coisas diferentes. Nenhuma das duas que mereça defesa, mas diferentes. Eu já ouvi um álbum ao vivo do Pholhas ( acredite, se quiser!!!) onde claramente o que se ouvia era um som de estudio acrescido de palmas. No caso do Alive! ( e da grande maioria dos outros discos supostamente ao vivo) , o que se faz é corrigir falhas e erros que seja de captação de instrumentos ou vocais. Também é errado, sem dúvida, mas soa imensamente menos artificial, pelo menos pela minha percepção acerca do Alive!
      De qualquer forma, foi muito legal você ter trazido seu depoimento e justificável decepção sobre este que é tido com um dos melhores lives de todos os tempos. Muito legal mesmo, Fabrício.

      Até o Destroyer!

      Alexandre

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  16. Coisas que a gente acaba encontrando nos Kiss Kruises. Brian Tichy rendendo uma homenagem a Peter Criss no icônico solo de bateria eternizado aqui no Alive ! ( 100.000, years). Como se não bastasse a parte de Criss, Tichy ainda faz as linhas de Stanley em interação com a platéia. Pra o fã do KISS, priceless!

    Alexandre

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  17. Muito maneira a homenagem

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