Kiss discografia 21a parte – Álbum: Asylum

Neste capítulo iniciaremos a fase mais poser da banda com:

Álbum : ASYLUM

A capa do vinil brasileiro da época do lançamento.

A capa do vinil brasileiro da época do lançamento.

  KISS: Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Carr, Bruce Kulick

  Lançamento: 16/09/85

  Produtores:  Paul Stanley & Gene Simmons

  Primeiro Single: “Tears Are Falling”  – em 09/85

  Segundo Single: “Uh! All Night” – em 01/86

  Terceiro Single: “Who Wants To Be Lonely” – em 01/86

  RIAA Gold Certification em 13/11/85

  RIAA Platinum Certification em ?

  O Álbum atingiu #20 nas paradas

A capa do cd na edição remasterizada

A capa do cd na edição remasterizada

Faixas:

1- King of The Mountain – 4:17 6- Love´s a Deadly Weapon –  3:29
2- Anyway You Slice it  –  4:02 7- Tears Are Falling – 3:55
3- Who Wants to Be Lonely – 4:01 8- Secretly Cruel – 3:41
4- Trial By Fire  – 3:25 9- Radar For Love – 4:02
5- I´m Alive – 3:43 10 – Uh! All Night – 4:01

Em março de 1985 a turnê de ANIMALIZE termina em Meadowlands Arena Nova Jersey e banda mantém o estilo de seguir direto para o estúdio para fazer a nova bolacha com o título provisório de Out of Asylum (Saídos do Asilo), que refletia o estado da banda.  Explicando melhor, depois da primeira experiência com mudança no som da banda em 1979 com DYNASTY, o grupo passaria por momentos de loucura absoluta, quando perderiam dois membros originais, e teriam uma seqüência desastrosa (comercialmente falando) de álbuns, até o resgate de sua popularidade nos EUA a partir de LICK IT UP.  Apesar do resgate do sucesso nos EUA, ainda haveria mais duas trocas – dois novos guitarristas: Vinnie Vincent e Mark St. John, que não permaneceram na banda, cada um por um motivo, fato este que não ajudava em nada a manutenção da estabilidade do grupo.  O sentimento no início de 1985, com Bruce Kulick e Eric Carr, além do sucesso consolidado de ANIMALIZE, era de saída de um período tortuoso: um verdadeiro asilo.

A contracapa do cd remasteriza e a resenha em inglês mantendo o padrão da série.

A contracapa do cd remasteriza e a resenha em inglês mantendo o padrão da série.

O título do álbum seria trocado por ASYLUM, uma redução do título original.   O álbum seria gravado em Nova Iorque, no Eletric Lady Studios e com produção de Gene Simmons e Paul Stanley.  Desta vez Gene traz uma série de músicas para o álbum, que teria sua gravação iniciada em abril, apesar de ter tido um ritmo real de gravações no meio de maio.  Em julho Bruce Kulick já estaria gravando os solos das músicas, quando nenhum dos outros membros estaria acompanhando-o no estúdio.  Também em julho a Polygram decide relançar os álbuns antigos no formato Cd, e aproveitando a deixa resolve re-lançar CREATURES OF THE NIGHT como uma nova edição, onde na capa a foto mostra banda desmascarada e com Bruce Kulick (N.R: já comentado em nosso 18º post: CREATURES OF THE NIGHT).  É facilmente entendida a intenção da gravadora: lançar um álbum forte de um período de baixo sucesso comercial da banda, com a cara da nova fase de sucesso – desmascarada, numa tentativa fracassada de elevar grandiosamente as vendas do álbum. As músicas que Gene traz inicialmente para as gravações do disco seriam: Love’s A Deadly Weapon (trazida de uma demo de 1980, marcando a primeira demo com Eric Car na banda) We Won’t Take It Any More, I Have Just Begun To Fight, Take It Like A Man, Russian Roulette, Nobody’s Perfect (estas duas últimas estão presentes no recente SONIC BOOM), 100%, Keep Your Tail Between Your Legs, What You See Is What You Get, Hello Hello ,Anyway You Slice It e Secretly Cruel – Apenas as duas últimas e a primeira fariam parte do disco.  Paul Stanley que mantém a parceria com os compositores Jean Beauvoir e Desmond Child (co-autor de quatro das seis músicas cantadas por Stanley), traz “I’m Alive” (inicialmente chamada de Run For Your Life) e com co-autoria também de Bruce Kulick e Radar For Love, que seria acusada por anos como um plágio de Black Dog (Led Zeppelin). Bruce Kulick participaria na composição de mais duas músicas – King of The Mountain e Trial By Fire.  Se Eric não participa na composição de nenhuma música, sua participação no álbum é de destaque tanto na equalização, quanto na faixa inicial, onde a introdução é feita como um mini solo de bateria.  Da parte em quem toca ou não toca o quê do álbum, além das funções habituais dos membros, Paul Stanley toca baixo em Tears Are Falling, Jean Beauvoir faz o baixo de Uh! All Night e Gene Simmons faz a guitarra base em Any Way You Slice It e Trial by Fire. Diferentemente de todas as outras estréias na banda, como as de Eric Carr, Vinnie Vincent ou Mark St John, que tiveram suas participações excluídas em pelo menos uma música em seus respectivos álbuns iniciais, Bruce Kulick participa como guitarrista solo no álbum todo, com a exceção de Trial By Fire, que não tem solo.

A contracapa do vinil que mantém o estilo ridículo da capa.

A contracapa do vinil que mantém o estilo ridículo da capa.

A capa do álbum merece um parágrafo a parte e teve sua concepção por autoria de Paul Stanley exclusivamente.  Os membros da banda estilizados em gravuras retocadas em padrão de cores similares àqueles dos álbuns solo de 1978, onde Eric e Bruce receberam respectivamente o verde e azul que foram utilizados por Peter e Ace. A reação dos fãs à capa variava em achar simplesmente horrível a se insultar pela associação aos antigos membros.  Outro detalhe que completa a infeliz escolha de Paul é a referência clara para a capa da banda Poison no álbum Look What The Cat Dragged In.  Stanley, porém, cita a capa de um álbum do grupo chamado The Motels como principal inspiração para esta capa. Tanto Gene quanto admitem que a idéia seria que ASYLUM se tornasse uma espécie de irmão gêmeo de ANIMALIZE, assim como tentaram fazer o mesmo na dupla ROCK AND ROLL OVER e LOVE GUN nos anos 70, mas ambos consideram este trabalho inferior ao precedente, já que Stanley o avalia com um conceito 3/5 e Simmons, 2/5.

No início de setembro Gene voltaria a participar dos seus outros projetos – cinematográficos, e participaria em um episodio especial de Miami Vice.  Gene estaria também envolvido com a produção fonográfica, especialmente com a Banda Keel e com Wendy O´ Williams.

No encate do vinil com as letras - fotos em P&B dos membros da banda.

No encarte do vinil com as letras – fotos em P&B dos membros da banda.

Em 16 de setembro o álbum é lançado e atinge o 20º lugar nas paradas americanas e 12º na Inglaterra e basicamente mantém o status do anterior ANIMALIZE (19º nas paradas americanas).  Um mês após o lançamento, atinge RIAA Certification Gold, o que mostra que a banda mantinha o momento de sucesso comercial, reiniciado com LICK IT UP. O álbum já atingiu as vendas suficientes para ser RIAA Certification PLATINUM, porém estranhamente nunca ganhou este status oficialmente.  O single Tears Are Falling atinge respectivamente 51º lugar nos EUA e 57º na Inglaterra e Uh! All Night quase nem chega a ser lançado propriamente como um single, não atingindo lugar algum nas paradas.  Os dois singles são lançados como vídeos, assim como Who Wants to Be Lonely e obtém boa visibilidade, principalmente na MTV americana.

O verso do encarte com as fotos de Gene e Bruce em P&B.

O verso do encarte com as fotos de Gene e Bruce em P&B.

A ASYLUM Tour se inicia em Little Rock, Arkansas em 29/11/1985, mantendo o mesmo estilo do set de palco de ANIMALIZE, com exceção do logotipo do Kiss ampliado e algumas alterações na plataforma da bateria.  Uma cover do The Who seria tocada nos shows – Won´t Get Fooled Again, substituindo Wholle Lotta Love (Led Zeppelin) que havia sido tocada na turnê de ANIMALIZE.  As músicas do álbum incluídas no set list seriam: King Of The Mountain, Any Way You Slice It, Tears Are Falling e Uh! All Night, embora as duas primeiras fossem tocadas em pouquíssimos shows.  Apenas Tears Are Falling seria tocada em turnês posteriores a esta.

Em janeiro de 1986 o Kiss tocaria pela primeira vez em Porto Rico, onde Paul Stanley tocaria Strutter juntamente com uma banda local, em um bar de San Juan.  A turnê se finalizaria em Meadowlands Arena em 11/04/86 e o álbum, logo a seguir, sumiria completamente das paradas americanas.

Não há qualquer registro de algum show desta turnê no DVD KISSOLOGY ou qualquer outro vídeo lançado oficialmente pelo grupo.

A capa do video Kiss Exposed.

A capa do video Kiss Exposed.

No ano seguinte, em 1987 o Kiss lançaria um vídeo em longa metragem chamado KISS EXPOSED, que basicamente traria como enredo a ida de um repórter atrapalhado à suposta casa de Paul Stanley, que juntamente com Gene – já que Eric e Bruce praticamente não falam nos 90 minutos de duração – mostrariam as facetas da banda durante os anos passados.

Alguns momentos dos shows da fase mascarada são mostrados, desde uma parte do show em P&B em São Francisco de 1975, até momentos do show do Kiss no Maracanã – Rio de Janeiro em 1983.  Estão presentes todos os clips até então da fase desmascarada (exceto Thrills in the night), incluindo os três vídeos de ASYLUM, além de I Love it Loud da fase com make-up.

O Vinil de Asylum mostra a mudança de selo da banda para a Polygram/Mercury.

O Vinil de Asylum mostra a mudança de selo da banda para a Polygram/Mercury.

N.R: Falar de ASYLUM como álbum não é uma tarefa muito animadora. Apesar de na época estarmos empolgados com o sucesso da banda e que praticamente aprovássemos qualquer coisa que a banda fizesse, o álbum é fraco e com poucos destaques.  As musicas de Gene não empolgam, a não ser Love´s A Deadly Weapon que agrada apenas ao B-side.  King of the Mountain, a faixa de abertura, talvez seja a melhor do álbum e as músicas de Paul são um pouco melhores, mas bem inferiores às dos álbuns anteriores, como em CREATURES OF THE NIGHT, LICK IT UP e ANIMALIZE. Tears Are Falling é uma boa música trazendo um ótimo solo de Bruce Kulick, algo que não havia nos singles dos álbuns precedentes. Já Uh! All Night peca por um certo exagero no foco comercial, principalmente pela letra apelativa.  Radar For Love talvez seja a pior do álbum, além de tentar ser um plágio descarado de Black Dog (Led Zeppelin).  Pior que o conteúdo musical é a capa, de extremo e desnecessário mau gosto. Do mesmo mau gosto são os clips dos três singles: Os trajes nunca estiveram tão ridiculamente coloridos, os enredos (?) destes vídeos nunca foram tão toscos. O incrível é ter que admitir que talvez o videoclip de Uh! All Night (a pior música entre os três singles) pode ser por nós apontado como o menos ruim . Podemos afirmar que ASYLUM era o pior lançamento da banda em anos, mas que mesmo assim manteve a banda em boa reputação nos EUA. O grupo, de fato, atinge uma boa estabilidade interna, pois conseguiu enfim ter um músico competente para substituir Ace Frehley, apesar de ter um estilo bem diferente do guitarrista original – mudando ao vivo alguns dos solos clássicos da banda. Bruce seria um guitarrista moderno, adequado à era pós Van Halen e em moda na época, sem competir ou ofuscar os reais donos da banda, Gene e Paul. Sobre o vídeo EXPOSED, ainda estávamos na época em que poucos tinham VHS, e lembramos-nos de ter assistido a uma cópia na casa de um amigo de um amigo em Botafogo.  Os momentos onde a banda toca ao vivo no vídeo eram inéditos na época e são os destaques.  O enredo do longa é ridículo, mas bem melhor que o pífio KISS MEETS THE PHANTOM OF THE PARK (citado no 9º Post que fizemos desta serie:Double Platinum).  A seguir haveria um hiato de mais de dois anos sem um novo álbum, que traria a banda ainda nesta fase poser, mas isso é assunto para CRAZY NIGHTS, no próximo post, até lá!

Flávio Remote  e Alexandre Bside



Categories: Covers / Tributos, Curiosidades, Discografias, Kiss, Led Zeppelin, Resenhas, The Who, Van Halen

19 replies

  1. Eu gosto muito de Uh! All Night. Desculpem. Da música mesmo. O Clipe é excelente. Realmente é uma das fases complicadas do KISS o clipe de Tears are Falling é um dos mais ridículos que o Kiss já fez em toda a sua carreira. Ron Keel é anos 80 purinho e eu gosto de alguma coisa. King of the mountain e os seus dois bumbosmuito me agradam. Exposed é uma grande palhaçada. Tem até chipanzé!

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  2. Ahahahah, chipanzé, é mesmo. Ridículo mesmo pra época, detestei o album, com excecão de King of the Mountain o disco é muito fraco. Até porque nessa época já tínhamos descoberto Dio, Rush, Iron entre outros e ficava difícil colocar na Vitrola um disco que na capa tivesse 4 caras de Batom.

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  3. Rolf, Uh! All Night não dá
    Bruno – perfeito…

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  4. Rolf, desculpe mas eu preciso engrossar dos descontentes com a Uh!All Night…. aliás, não se pode negar que o riff do refrão ( que permeia a musica praticamente toda )é ” chupado ” da Misty Mountain Hop, do Led Zeppelin ( aliás do mesmo álbum da Black Dog ,que foi copiada em Radar for Love ). E o abismo de qualidade que separa as citadas músicas do Zeppelin dessas do KISS é realmente gigantesco, mesmo um fã com um minimo de consciência vai concordar .. Bem, todas as bandas ,inclusive o KISS, provavlemnte tem fãs com quase nenhuma consciência ….
    Continue contribuindo, suas lembranças são memoráveis

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  5. Triste…

    Que me desculpe quem gosta, mas esse foi triste…
    Em 1984 a banda resolveu assumir sua fase oitentista de “batom e laquê” que todas as bandas “posers” da época adotaram… Enfim, era o meio mais óbvio de se manter “atual” e, claro, o mais importante: manter as vendas no mercado americano.
    Com canções mais fracas e um estilo bem “duvidoso”, na época, eu achei que o Kiss havia chegado ao fundo do poço com o “Animalize”….
    Só que, no ano seguinte, eles conseguiram se superar, lançando este, que é, na minha opinião, o PIOR álbum de todos os tempos do Kiss.
    E aqui, infelizmente, nada se salva… o nível das composições caiu ainda mais e a sonoridade passou a ser totalmente pasteurizada e artificial. Os solos de guitarra perderam a originalidade e passaram a seguir aquela “massa barulhenta” dos guitar-heros dos anos 80. Os vocais do Paul Stanley nunca soaram tão estridentes e enjoativos… enfim…. foi “triste.”
    Ainda bem que as coisas melhoraram em “Crazy Nights” pois, embora eles ainda se mantivessem no mesmo estilo, o nível das composições melhorou significativamente.

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  6. Ah, só um comentário sobre o citado chipanzé do video “Exposed”: pra mim o maior chipanzé do video era mesmo o Paul Stanley, com aquele peito cabeludo, rebolando e fazendo “caras e bocas” no meio daquela mulherada gostosa contratada…. hehe…. que vergonha pra um fã do Kiss, heim…
    O pior era que, na época, esse era o único home video “oficial” da banda e, pra ver os vídeos musicais, tínhamos que aguentar quela palhaçada toda… é ou não é? hehe…

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  7. Pois é, gosto é gosto, né? hehe… tanto que o álbum até vendeu bem… muito mais do que discos bem superiores, como o “The Elder”, por exemplo. Eu te confesso que já tentei ouvi-lo de todo jeito, em várias ocasiões e épocas diferentes, mas ele nunca me convenceu. Não gosto do conceito, nem da produção, nem das interpretações e nem das composições.
    Aliás, esse negócio do Gene Simmons de dizer nas músicas “Oh Yeah!” e fazer o backing, em uníssono, repetir o “Oh Yeah” em seguida eu acho MUITO FEIO…. hehe… e pior que ele tem “mania” de fazer isso, principalmente nos álbuns dos anos 80… vc já reparou?
    Acho que até tem música lá (“Tears Are Falling” ou “Love´s A Deadly Weapon”) que até poderiam ficar melhores, se fossem tratadas de forma diferente pelo produtor, com menos “pasteurização a lá anos 80”, vocais menos estridentes, instrumentos bem timbrados e solos melhores. Enfim, como eu disse, gosto é gosto, né? Abraço pra vc!

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  8. Cavalheiros, serei sincero: o visual glam-batom-laquê-… da banda me é apenas uma variação no seu intento de divertir.
    A questão é: não acho particularmente incríívell o visual da banda mascarada, então…
    Mas cá entre nós: uma coisa que deveria ser óbvia em todo artista da música é, em dado momento, lançar um video contendo todos os clipes – e em ordem cronológica, pelo amor de Deus! – para acompanharmos a mudança do artista através dos anos quando se colocasse o video e o deixasse rodando.
    E com o Kiss isso seria mais sensato e principalmente muito divertido!!!

    As músicas do Asylum? divertido. Assim como a era glam.

    Um abraço e

    I Believe in Rock n’ Roll!

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  9. Rafael, mesmo levando em lado apenas a diversão da coisa, esse Asylum poderia ser melhor, hein?
    Pelo menos manteram um lançamento a cada ano e os clips são no minimo engraçados…
    Abraços

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  10. Falar da nata é fácil. Comentar essas resenhas excelentes sem pegar a carne de pescoço é sacanagem. Então vamos la. O Asylum não me agradou muito na época do seu lançamento.
    A sequencia de lançamentos que acompanhávamos estava indo bem… Creatures, Lick it Up, Animalize… até a chegada desse pitoresco álbum que para mim foi apenas mais um embalo da moda glam para lucrar. Podiam ter pulado esse lançamento.
    Ouvindo novamente o álbum poderia se dizer que seria sim uma continuação do Animalize, da sobra de material do Animalize. Não fosse a boa fase da banda, talvez seria mais um capitulo desastroso como Unmasked. Felizmente a sequência emplacou alguns bons alguns.
    Por falta de sorte, na época conseguir deixar cair no chão o vinil e tive que comprar outro para não ficar com a coleção incompleta. Era o inconsciente se manifestando. Asylum é um dos que menos gosto. O solo do Peter é pior.

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  11. Concordo contigo quando estavamos mal acostumados com a otima sequencia do Creatures, o Asylum está bem abaixo.
    Sem duvidas um dos menos apreciados por muitos dos fãs, um disco que foi piorando no meu apreço também com o passar dos anos.
    Legal as suas histórias agora registradas por aqui.
    Abraços
    Flavio

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  12. Olá Prezados!
    Assim como vocês, eu adoro o Kiss!
    E já li várias vezes cada resenha de cada álbum.
    Com alguns eu concordo com os comentários pessoais e com outros não.
    Assim como de alguns álbuns que vocês elogiaram bastante, eu não gosto (Unmasked e Music From The Elder), e de outros que vocês desceram a lenha, eu gosto bastante e adoro (Asylum e Crazy Nights, respectivamente).
    Eu vim aqui hoje, para fazer alguns comentários sobre o Asylum:
    Primeiramente, gostaria de solicitar uma correção sobre o paragrafo dedicado a capa do álbum.
    Concordo que a capa é ridícula, mas não foi copiada do álbum de estreia do Poison – Look What The Cat Dragged In, pois este último foi lançado em 1986 e o Asylum no final de 1985.
    Eu gosto de várias bandas, de várias épocas do rock. E acho que cada fase teve seu valor:
    Anos 70 (Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Aerosmith, entre vários outros).
    Anos 80 (Ozzy Osbourne, Judas Priest, Iron Maiden, Whitesnake, Van Halen, entre vários outros, e um Kiss reformulado, buscando se adaptar ao momento, e tentando manter um padrão de originalidade para seus álbuns).
    Anos 90 (Guns N’ Roses, Metallica, mais Aerosmith, U2, Nirvana, Soundgarden, Alice In Chains, Pearl Jam, entre vários outros).
    No início dos anos 80 o Kiss teve seu segundo grande momento, com Creatures Of The Night, Lick Up e Animalize, perfeitos do início ao fim estes lançamentos.
    Pois então, chegou a vez de Asylum, em 1985 o cenário era de um glam metal bombando com toda força.
    Os artistas tentaram se adaptar, quem não se lembra do cabelo do Axl Rose no lançamento do seu primeiro EP (Live Like A Suicide)? O Motley Crue estava em pleno vapor com o seu Theate Of Pain, e o visual do Vince Neil, estava tão luminoso e lotado de laques e batom, que ele parecia uma mulher.
    E isso não era vergonha para ninguém, porque a banda que realmente originou o Glam foi o New York Dolls, lá em 1973, e o visual deles era realmente de travestis. E esta banda fez um sucesso arrasador nesta época, sendo considerados os queridinhos da América. O primeiro álbum dos caras é simplesmente demais!
    Os clips, dos 3 singles de Asylum, são terríveis, como quase tudo que foi feito nesta época: Mötley Crüe – Looks That Kill, Ozzy Osbourne – Crazy Train, Bon Jovi – Runaway, Poison – Talk Dirty To Me/ I Want Action, Van Halen – Pretty Woman, entre vários outros.
    Mas em especial, o clip da música Who Wants To Be Lonely, é tosqueira total! Só Poison e Twister Sisters superam, e recentemente estão ressuscitando este estilo com o Steel Panther!!!!!!
    Falando agora das músicas:
    1 – King Of The Mountain: Na minha opinião a melhor música do álbum e também a melhor música de abertura entre todos os 80’s álbuns do Kiss. A introdução de bateria ficou fantástica, e o vocal do Paul, dispensa comentários. O refrão grudento também é viciante.
    2 – Anyway You Slice It: Música mediana, assim como tudo que o Linguarudo fez nesta época. Mas a letra é interessante, e o riffizinho de blues no finalzinho da música, deu um pequeno toque de classe.
    3 – Who Wants To Be Lonely: Falem o que quiser desta música, mas ela não pode ser escutada em baixo volume. É tão contagiante que já vale a bolacha inteira.
    4 – Trial By Fire: Fraca, só para encher linguiça, mas na minha opinião não incomoda tanto quanto Charisma do Dynasty.
    5 – I’m Alive: Acho a pior do álbum, muita gritaria por nada, mas muito apropriado para época. Esta música tem uma base de bateria e guitarra, muito semelhante ao que o Motley Crue estava fazendo naquela época.
    6 – Love’s A Deadly Weapon: O álbum volta a ter um bom momento, melhor disparado do Simmons e merece destaque.
    7- Tears Are Falling: Melosa, mas nos anos 80 não se podia lançar um álbum sem um balada romântica, ou pelo menos uma semi-balada, e esta música é tocada até hoje nos shows, prova de que venceu o desafio do tempo.
    8 – Secretly Cruel: Música mediana novamente, só não consigo distinguir se é uma balada, uma semi-balada, uma balada rock, ou um rock californiano?
    9 – Radar For Love: Esta copiou o Led Zeppelin mesmo, como dito acima. Mas o Led Zeppelin é a grande referência para quase todas as bandas dos anos 80 e 90. Se você não estiver com a Black Dog (Led Zeppelin) e fixado na perfeição desta música, você não vai sentir tanta decepção com Radar For Love.
    10 – Uh! All Night: Comercial, comercial, comercial, mas não estraga em nada o álbum.
    Por fim, eu cresci escutando todas estas bandas dos anos 80, das mais rock até as mais pop rock. E escuto até hoje, no auge dos meus 38 anos de idade, e Asylum este presente na minha adolescência. Eu adoro este álbum, não achando que ele é o melhor em qualidade musical, ou criatividade do Kiss, mas simplesmente, pela rejuvenescimento que esta época trouxe ao Kiss.

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    • Ronan
      Que legal ter lido a discografia e fico surpreso de ter lido várias vezes, agradeço a atenção, espero que tenha apreciado.
      É muito difícil fazer as resenhas e não trazer o gosto pessoal para elas, mas tentamos, na medida do possível, deixar para o NR (nota dos redatores) a parte onde trazemos as experiências com os discos e nossos gostos. Nos comentários também ficamos mais livres para tecer preferências ou desgostos.
      Não há nada de errado em gostar mais ou menos de um disco e por exemplo um de meus preferidos (como você mesmo diz) é o The Elder, e a grande maioria dos fãs não gosta.
      Sobre o seu comentário não concordo sobre gostar muito de Unmasked, não é dos nossos escolhidos, e deixamos claro na resenha quando escrevemos: …”Há pouco a se destacar no álbum, um lampejo de qualidade pode ser verificado na música Naked City”….
      Quanto ao Asylum realmente é um dos que menos gostamos (talvez seja para mim o pior da banda), mas mesmo assim considero King Of The Mountain uma musica legal.
      Não consigo comparar King Of The Mountain, como abertura de disco, por exemplo com Creatures of The Night, ou Exciter ou I´ve Had Enough – todas (para mim) bem superiores.
      Mas concordamos também quando falamos sobre os toscos clips da época – e o Asylum é campeão neste aspecto.
      Concordo também que o Kiss tentou se adaptar à epoca Hair Metal que estava em auge no meio da decada e o estilo visual de Asylum mostra isso. Eu que nunca fui fã das bandas mais alinhadas como o Poison, Cinderella e assim por diante, acabei por não gostar desta aproximação. Mas no fundo, talvez se as musicas fossem melhores, acabaria por ignorar o visual.
      Quanto a capa, você está correto e acredito que o texto não ficou claro (vamos alterar). Acreditamos que o Poison usou a referencia de Asylum para seu disco e não vice-versa. A referência para o Kiss, como citamos por Paul Stanley é do grupo The Motels, que acabara de lançar o disco Shock, entre outros de sua discografia que trazem um visual bem colorido. Muito obrigado pelo apontamento.
      Enfim ressalto que o espaço no MHM é bem democrático e gostarmos das participações da galera.
      Aguardamos seus comentários no restante da discografia.
      Abraços
      Flavio Remote

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    • Roman, assim como o Flavio, meu irmão e co-autor deste post, eu agradeço muito a sua participação aqui.
      Já foi feito o ajuste no texto na questão da capa, havia ficado ruim mesmo, no mínimo carecia de interpretação mais clara.
      Em relação ao álbum, acho que tenho ligeira avaliação melhor ao mesmo considerando a opinião do Flávio, mas ainda assim ele passa longe dos meus favoritos.
      Mas a questão gosto não é o ponto principal deste comentário, pois cada um deve manifestar sua predileção e todos nós precisamos respeitar, concordando ou não.
      O ponto principal é a excelência de seu comentário, abrangente, completo mesmo, música por música, coisa de autêntico admirador da banda e do álbum. Eu só tenho a agradecer-lhe por isso.
      Peço então que traga seus embasados comentários aqui visto nos demais álbuns da discografia . E por que não, nos outros ótimos posts dos talentosos redatores do Minuto HM. Seu conhecimento bate muito com a grande maioria do que é lido aqui, e seria muito agregador.

      Saudações

      Alexandre Bside

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    • Roman, quero apenas lhe dar as boas vindas ao blog, como já fizeram também o Flavio Remote e Alexandre B-Side, autores deste post e também de toda a maravilhosa Discografia Kiss aqui publicada.

      Como foi dito, seria um prazer se pudesse comentar também nos outros posts da discografia – na verdade, em todos os posts que quiser. Dá para ver que você é outro apreciador da boa música e seu comentário aqui foi excelente, agregador e respeitoso, características que são o espírito deste espaço.

      Valeu mesmo e até uma próxima!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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