Kiss discografia 34a parte – Álbum: Sonic Boom

Neste capítulo, traremos os caminhos que fizeram o KISS gravar mais um álbum de estúdio em 2009.

ÁLBUM: SONIC BOOM

  • Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Tommy Thayer.
  • Lançamento: 06/10/2009
  • Produtores: Paul Stanley e Greg Collins
  • Não certificado pela RIAA Certification
  • O Álbum atingiu #2 na parada da Bilboard
*A capa setentista do vinil importado - uma edição bem caprichada.

*A capa setentista do vinil importado – uma edição bem caprichada.

O Estilo setentista na capa do novo álbum: Sonic Boom

1. Modern Day Delilah – 3:36 7. All For the Glory – 3:50
2. Russian Roulette– 4:32 8. Danger Us – 4:21
3 .Never Enough – 3.26 9. I’m an Animal – 3:45
4. Yes, I Know(Nobody’s Perfect)– 3:01 10.When Lightning Strikes – 3:42
5. Stand – 4:47 11. Say Yeah– 4:23
6. Hot and Cold – 3:34

Disco Bônus: KISS KLASSICS

1. Deuce  – 3:08 8. Heaven’s on Fire  – 3:24
2. Detroit Rock City – 3:57 9. Lick It Up – 3:56
3 . Shout it Out Loud  – 2:54 10. I Love It Loud   – 4:09
4. Hotter Than Hell – 3:10 11. Forever  – 3:53
5. Calling Dr. Love  – 3:26 12. Christine Sixteen  2:59
6. Love Gun – 3:14 13. Do You Love Me? – 3:39
7. I Was Made for Lovin’ You”– 4:42 14 Black Diamond  – 4:20
15. Rock and Roll All Nite – 2:49

DVD Bônus – LIVE IN BUENOS AIRES

1. Deuce
2. Hotter Than Hell
3 .C´mon And Love Me
4. Watchin´ You
5. 100.000 Years
6. Rock And Roll All Nite

Após a rentável turnê com o Aerosmith em 2003, a banda começa o ano de 2004 buscando manter-se na estrada e sem muita perspectiva de lançamentos novos, principalmente CDs, até por que o último registro (KISS SYMPHONY: ALIVE IV) não chegou as duzentas mil cópias vendidas, muito motivado pelo acesso cada vez mais fácil via internet de qualquer registro em áudio que fosse lançado. Os primeiros shows de 2004 estavam programados para maio, novamente na Austrália, aparentemente um novo mercado cada vez mais freqüente para ao grupo. Uma nova mudança na formação se anuncia, pois o contrato com Peter Criss, vencido no final de 2003, não é renovado e novamente Eric Singer é trazido para compor as fileiras do KISS, desta vez em caráter aparentemente permanente. A era do retorno da formação original, que havia passado por baixas desde 2001, com saídas alternadas de Ace Frehley e Peter Criss é definitivamente deixada de lado e esta nova formação com Tommy Thayer e Eric Singer torna-se estável, a ponto de ter até o momento seis anos de duração.  Com Singer e Thayer, a banda se vê mais livre para buscar qualquer tipo de repertório de qualquer era, visto que os novos integrantes são, antes de tudo, fãs do grupo e conhecem tão, ou melhor, que Stanley e Simmons as músicas das diversas fases do KISS.

A intitulada turnê Rock the Nation adentra pela Austrália em 08/05/2004, seguindo para mais seis shows no Japão até o inicio de junho, com boa receptividade pela platéia.  No repertório, o resgate de canções como War Machine, Makin’ Love, Unholy, Christine Sixteen e God Gave Rock and Roll to you II. O grupo segue para casa e a turnê nos Estados Unidos segue de 10 de junho a 13 de agosto. Os três shows finais são no México, ainda em agosto.  A “perna americana” traz mais surpresas no repertório, como a inclusão esporádica de diversas músicas há muito não executadas ou até nunca tocadas: As surpresas seguem desde as lembranças de C’mon And Love Me, Parasite e Tears Are Falling a musicas inéditas ao vivo (All The Way e Love Her All I Can).  Se a excursão ao Japão e Austrália é um sucesso, não se pode dizer o mesmo dos shows em território americano: menos de metade dos ingressos foram vendidos, e apenas os shows do México repetem a boa perfomance de venda dos shows iniciais.  O áudio dos shows nos Estados Unidos é comercializado através dos chamados Instant Lives, que disponibiliza em CDs os shows praticamente de forma instantânea. Assim, trinta e dois shows de 2004 foram colocados para aquisição, alguns trazendo as pérolas acima, raramente executadas. Mas a baixa vendagem dos ingressos nos Estados Unidos estanca os planos para 2005 e a banda passa praticamente o ano “em branco”. Além da decepcionante vendagem de ingressos da Rock The Nation Tour em solo americano, contribuíram para isso as cirurgias no quadril que Paul Stanley teve de se submeter em outubro e dezembro de 2004.  A exceção é uma participação em show para dar suporte a tropas de marinheiros americanos em 01/04/2005 intitulado Rockin’ The Corps, que depois foi disponibilizado em cd (que traz um dvd bônus com cenas do evento) O grupo participa no registro com Love Gun, Detroit Rock City e Rock And Roll All Nite, e no mesmo evento há a presença de personalidades americanas e outros artistas do mundo musical, como Richie Sambora e Ted Nugent. Os direitos das gravações foram cedidos à organização não-governamental Support The Corps, um atitude que só encontra precedente, pela banda, na cessão de uma gravação ao vivo de Heaven’s on Fire em 1984 para compor o álbum beneficente Hear ‘and’ Aid em 1985.  Durante o restante do ano de 2005, Gene Simmons prepara-se para seguir o exemplo de Ozzy Osbourne e seu rentável reality show The Osbournes com a sua própria versão intitulada “Gene Simmons Family Jewels”, que começa a ser exibida em 2006 e Paul Stanley faz sua estréia publica como pintor, exibindo e também vendendo suas pinturas em galerias de arte. O ano termina com o tão aguardado lançamento do DVD duplo Rock the Nation Live, contendo o show gravado em Washington, DC no dia 24/07/2004. No repertório, há a inclusão das músicas que foram pouco executadas durante a turnê, como Tears Are Falling e Love Her All I Can.  Sabe-se que neste show também foi tocada All The Way, porém a mesma não se encontra no DVD, apenas no cd bônus que foi lançado exclusivamente no Japão com três faixas; as outras duas (Psycho Circus e King Of the Night Time World) capturadas do show no dia 25/07/2004, em Virginia. Lançado em 13/12/2005,  Rock The Nation Live obteve certificação de dupla platina em 29/01/2007.

O KISS começa o ano de 2006 começa num ritmo ainda mais lento que em 2005, fazendo esporádicos shows no Japão e nos Estados Unidos entre maio e julho. A se destacar, a perfomance de Kissin’ Time e de Love’em and Leave’em, esta tocada pela primeira vez ao vivo. Paul Stanley dedica o segundo semestre para o lançamento do álbum-solo LIVE TO WIN (em outubro) e subseqüente turnê em clubes dos Estados Unidos. O grande projeto para o grupo, no entanto, é o lançamento em 31/10/06 do primeiro de uma seqüência de três DVDs que cobririam toda a carreira da banda: KISSOLOGY: THE ULTIMATE KISS COLECTION VOL 1 (1974-1977)  obtém grande sucesso de venda, atingindo o status de multi-platina (seis vezes) pela RIAA CERTIFICATION em 19/01/2007.  Seus sucessores são lançados em 2007, o KISSOLOGY: THE ULTIMATE KISS COLECTION VOL 2 (1979-1991) em 14/08/2007 e KISSOLOGY: THE ULTIMATE KISS COLECTION VOL 3 (1992-2000) em 18/12/2007, mas até o momento não foram certificados pela RIAA. O material contido nos três DVDs vem sendo mencionado constantemente em todos os posts até o ano de 2000, para maiores detalhes, vocês podem conferir os números anteriores desta discografia.  Durante o ano de 2007, os shows do KISS resumem-se a cinco, sendo quatro em julho e um em outubro. Apesar de membro do KISS durante todos esses anos, Eric Singer investe em outros projetos, como o ESP (Eric Singer Project) que conta com convidados como Bruce Kulick e também atuando como baterista de Alice Cooper no álbum Along Came a Spider de 2005 e na subseqüente turnê de divulgação. Já Tommy Thayer prioritariamente se envolve com a produção dos diversos DVDS lançados pela banda, como os citados KISSOLOGYs, entre outros. O último show de julho da banda, em San Jacinto, na Califórnia, no dia 27 foi efetuado sem a presença de Paul Stanley, que foi diagnosticado com aumento súbito do batimento cardíaco, entre o soundcheck e o horário do show. Segundo a informação do hospital em que Paul foi atendido, seus batimentos chegaram a 200 por minuto, sendo necessária medicação intravenosa para reduzi-los ao nível normal. O show teve uma perfomance inédita da banda como trio, tendo o set-list completamente improvisado: As músicas tocadas foram: Deuce, Cold Gin, Calling Dr Love, Christine Sixteen, Nothin’ to Lose, I Love it Loud, Goin’ Blind, Watchin’You, She, Parasite, God of Thunder, Let Me Go Rock’n’ Roll, Black Diamond e Rock and Roll All Nite, sendo Nothin’ To Lose e Black Diamond cantadas por Eric Singer. Em agosto de 2007, a banda se reúne no Henson Recording Studios em Hollywood, Califórnia para a regravação de clássicos que foram lançados exclusivamente no Japão, no álbum intitulado JIGOKU-RETSUDEN: NEW RECORDING BEST. A idéia de tais regravações era de permitir o uso comercial das músicas sem pagamento de direitos à gravadora anterior e para tal, as execuções teriam de procurar soar o máximo possível como as originais.  O álbum saiu no Japão em 27/08/2008 trazendo uma edição bônus que continha em DVD onze músicas do show de 4 de abril de 1977, no Japão (Budokan), vídeo já disponibilizado anteriormente no KISSOLOGY VOL 1.

O ano de 2008 não iria trazer quase nenhuma novidade fonográfica para a banda, a não ser pelo lançamento pela gravadora anterior de mais uma coletânea intitulada IKONS (um trocadilho com icons, – ícones em português). A coletânea é quádrupla em formato digipak e tem cada CD dedicado a um dos integrantes originais do KISS, trazendo apenas músicas cantadas pelo mesmo.  Desta forma, temos o CD 1 (vermelho) com canções com Gene Simmons nos vocais: God of Thunder, Almost Human, Calling Dr. Love, Ladies Room, Christine Sixteen, Deuce, Rock And Roll All Nite, Cold Gin, Parasite, Larger Than Life, Love ’em And Leave ’em, Plaster Caster, Radioactive e Charisma. O CD 2 (roxo)  traz as músicas cantadas por Paul Stanley: Detroit Rock City, Love Gun, Take Me, Strutter, C’mon And Love Me, Hotter Than Hell,100,000 Years, Rock Bottom, Do You Love Me?, All American Man, Mr. Speed, I Stole Your Love, Wouldn’t You Like to Know Me e I Was Made for Lovin’ You. O terceiro volume (azul)  fica a cargo dos vocais de Ace Frehley: New York Groove, Shock Me, 2,000 Man, Rocket Ride, Snow Blind, Speedin’ Back to My Baby, Talk to Me, What’s on Your Mind, Rip It Out, Save Your Love, Hard Times, Two Sides of the Coin, Dark Light e Into the Void. O último álbum (verde) traz as músicas com a voz de Peter Criss: Hard Luck Woman, Baby Driver, Hooligan, Beth, I Can’t Stop the Rain, Black Diamond, Mainline, Don’t You Let Me Down, Dirty Livin’, Getaway, Strange Ways, That’s the Kinda Sugar Papa Likes, Easy Thing e I Finally Found My Way.

Mas o ano é muito mais frutífero por marcar o inicio de uma nova investida da banda ao vivo, desta vez na KISS Alive/35 World Tour. Criada para comemorar os 35 de carreira do grupo, a turnê percorre boa parte do globo terrestre, a começar pela Austrália, tocando no fim de semana que trouxe os carros de fórmula um para a corrida de Melbourne. São quatro shows na Austrália e também Nova Zelândia no mês de março, com um repertório de canções clássicas da banda, onde a maior surpresa é a interpretação de Shock Me, com os vocais de Tommy Thayer. A banda segue para a Europa para 30 shows durante os meses de maio e junho de 2008, onde trazem para o formato do show a interpretação em uma seqüência quase na íntegra do álbum KISS ALIVE! (apenas Firehouse, Watchin’ You e Rock Bottom não são tocadas). Os clássicos das demais fases da banda, como Detroit Rock City ou Love Gun ficam para o bis, que costuma ter cinco ou seis músicas. A se destacar, a venda em sete minutos de todos os ingressos para o show de Helsinki, na Finlândia, o que motivou os organizadores a marcar uma nova data (cujos ingressos se acabaram em dez minutos).  Outros quatro shows são feitos nos Estados Unidos, durante o mês de agosto, e a banda prepara uma segunda fase dos shows para o ano de 2009, a começar pela América do Sul. Ao fim de 2008, começam a circular um rumor de que a banda estaria pronta para terminar um jejum de onze anos sem um álbum de estúdio.  Entre novembro e dezembro de 2008, o grupo confirma a intenção de um novo lançamento para 2009.  No início de 2009 as gravações parecem que vão se iniciar, mas antes o KISS finalmente retorna ao Brasil em abril, após dez anos, para shows em São Paulo (07/04) e Rio de Janeiro (08/04), depois de ter começado a turnê sul-americana em Santiago e Buenos Aires.

Mais três shows em Bogotá, Lima e Caracas completam a turnê sul-americana, que mantém o conceito de se tocar o álbum KISS ALIVE! quase em sua totalidade, incluindo nos shows também Watchin’ You . No bis, uma seleção de clássicos, como Shout it Out Loud, Lick it up e I Love It Loud.  Após a vinda à América do Sul, a banda intensifica os registros em estúdio durante os meses de maio, junho e julho, quando dão por terminado os trabalhos de gravação deste novo álbum, intitulado SONIC BOOM. O trabalho é agendado para ser lançado em outubro, mas antes disso o KISS faz mais dez shows da Alive/35 World Tour durante o mês de julho no Canadá (sendo um deles para noventa mil pessoas em Quebec) e outros dois em junho e julho nos Estados Unidos.

Paul e Gene

A banda está consolidada há seis anos com Tommy e Eric.

*O disco em capa dupla

*O disco “vinil” em capa dupla “brilhante” – na parte interna uma foto da atual formação.

O álbum, produzido por Paul Stanley em Los Angeles com a co-produção de Greg Collins, é totalmente feito com canções de autoria da banda, algo que só encontra precedente no longínquo LICK IT UP, de 1983. Com uma intenção clara de retomar o hard-rock clássico do começo da carreira, SONIC BOOM aposta neste trabalho em conjunto, e descarta qualquer influência externa em seu conteúdo. A banda efetua um contrato de divulgação que prevê o lançamento do CD na cadeia de lojas Wal Mart por míseros doze dólares, num pacote digipak que traz além de suas onze músicas inéditas, outro CD contendo o álbum JIGOKU-RETSUDEN: NEW RECORDING BEST, desta vez rebatizado de KISS KLASSICS, com as mesmas quinze músicas clássicas regravadas em 2007 e lançadas no mercado japonês. E mais: Um DVD que traz seis canções do show efetuado em 05/04/2009, na Argentina, o intitulado Live in Buenos Aires. Um livreto de vinte páginas completa o pacote, numa arte gráfica que traz uma alusão clara à clássica capa do álbum ROCK AND ROLL OVER, cujo autor (Michael Doret) é o mesmo deste SONIC BOOM.  A intenção era realmente recriar algo que trouxesse de volta o espírito da fase de mais sucesso da banda, e tendo a capa de ROCK AND ROLL OVER, que é provavelmente considerada a mais clássica entre todas as capas de todos os tempos do KISS, como elemento inspirador desta nova arte gráfica.  O álbum também traz uma inédita quantidade de parcerias entre Gene Simmons e Paul Stanley: São três músicas exclusivamente feitas pela dupla e mais uma, contando com a co-autoria também de Tommy Thayer, que além dessa contribuiu em duas outras parcerias. Também é sem precedentes a estréia no vocal de dois membros da banda, Eric Singer, em seu terceiro trabalho de estúdio no grupo cantando All For The Glory e Thayer, em sua estréia oficial no conjunto cantando When Lightning Strikes, também algo inédito em se tratando de vocais dos guitarristas solos da banda, pois Ace Frehley só estreou nos vocais do KISS no sexto álbum em que tocou (LOVE GUN) e Bruce Kulick em sua última participação (CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS). Outro ponto marcante é que novamente há uma musica (Stand) com vocais divididos entre Stanley e Simmons, algo mais comum nos álbuns produzidos por Bob Ezrin, e que desde REVENGE (com Spit e God Gave Rock And Roll To You II) não se repetia. O primeiro single de SONIC BOOM é a faixa inicial Modern Day Delilah, que é lançada cerca de dois meses antes do álbum, em 19/08/09.   O vídeo clip dessa música vazou pela internet nos primeiros dias de dezembro e foi oficialmente lançado em 09/12/2009 através do site Yahoo!  No vídeo clip os membros da banda em formato gigante andam em Detroit.

Para promoção do álbum, a parte americana da Alive/35 World Tour é finalmente agendada, indo de 25/09 (com dois shows seguidos em Detroit) a 13/12/2009 em Pitsburgh.  Modern Day Delilah é incluída nestes shows e um segundo single (Say Yeah) que foi lançado em 08/12/2009 também passa a fazer parte do repertório dos shows americanos a partir de 26/10 em Atlanta.

A edição recheada de bônus com KISS KLASSICS e o DVD de Buenos Aires.

*O disco em vinil branco no estilo mármore mostra o esmero na produção

*O disco em vinil branco no estilo mármore mostra o esmero na produção

A estratégia de venda exclusiva na cadeia Wal Mart e por um preço extremante acessível parece funcionar, pois SONIC BOOM atualmente já passou a casa de duzentas e cinqüenta mil cópias vendidas tendo atingido uma inédita segunda posição na parada da Bilboard, a melhor dentre todos os álbuns da carreira do KISS. No início de 2010 a banda lançaria mais um álbum, que será abordado no próximo post.

NR: Em nossa opinião, o lançamento deste novo SONIC BOOM deve-se principalmente a estabilidade que a atual formação vem mostrando, algo comparável ao momento que a banda passou depois da entrada de Bruce Kulick e até o retorno da formação original, em 1996, embora em tal fase o direcionamento musical variasse muito de álbum para álbum. Sabemos também que a primeira formação tem uma química única e indiscutível, mas que sofre com os destemperos de uma relação turbulenta quase desde o seu início.  E musicalmente, com Tommy Thayer e Eric Singer (principalmente) todos os momentos do KISS podem ser abordados ao vivo, como ficou claro no DVD Rock the Nation, com a execução de músicas de diversas fases da banda. Fica latente, porém, que Thayer fica muito mais à vontade quando os solos originais são os executados anteriormente por Ace Frehley. Suas intervenções em Unholy e War Machine, por exemplo, até funcionam, mas não tão bem quanto o executado pelos guitarristas da década de 80, como Bruce Kulick ou Vinnie Vincent. Se o KISS tivesse optado por músicas que exigissem maior demonstração técnica, como as com solos mais técnicos e rápidos dos álbuns LICK IT UP ou ANIMALIZE, era bem provável que a comparação não fosse lá muito lisonjeira com o atual guitarrista da banda. Podemos também destacar em Rock The Nation o uso pelo grupo de um conceito político em favor dos Estados Unidos, algo inédito até então, visto que a banda sempre procurou deixar-se à margem deste tipo de preocupação. Paul Stanley, ao final do DVD, incita a platéia num inusitado discurso em favor da pátria, enquanto bandeiras dos Estados Unidos são exibidas nos diversos telões do palco. Seja lá o que motivou tal discurso, a turnê acabou não rendendo o esperado, embora o show mostrasse que a formação atual já funcionava bem ao vivo, e em especial pelo resgate de musicas como God Gave Rock And Roll To You II, as mencionadas War Machine e Unholy e obscuras canções da fase mais antiga da banda, notadamente All the Way e Love Her All I Can. Com o fracasso comercial da turnê, a banda buscou entre 2005 e 2007 outras atividades, pois a pirataria digital certamente reduziria as vendas e acabaria tornando um novo trabalho inédito pouco interessante do ponto de vista comercial

Em 2008, após este estratégico “descanso” de aparições públicas como banda, eles novamente tentam buscar recuperar seu fôlego na nova turnê Alive/35 World Tour, atingindo primeiramente os mercados que sempre foram mais receptivos à banda, como Japão, Austrália e América do Sul. A turnê começa sem grandes mudanças no repertório, mas ao alterar para a execução de forma comemorativa quase na íntegra do antológico álbum KISS ALIVE!, o grupo acaba acertando em cheio e descobre um formato mais apropriado para a celebração dos 35 anos de carreira. E é justamente desta forma que o KISS vem ao Brasil pela quarta vez: o show do Rio de Janeiro infelizmente não contou com o público que os prestigiou no restante da turnê sul-americana, mas os cerca de dezessete mil felizardos, inclusive este que aqui escreve, não tiveram do que reclamar. O show nos brindou com canções que o tempo não desgastou, e que estavam um pouco à margem do repertório mais calcado de clássicos que a banda vinha executando. Desta maneira, foi ótimo ouvir Got To Choose, Hotter Than Hell (música Gene Simmons usou para sua famosa cuspida de fogo, em substituição à Firehouse, uma das poucas do KISS ALIVE! que não ouvimos) ou Nothin’ to Lose, cantada por Eric Singer.  O maravilhoso álbum ao vivo foi tocado quase na seqüência original, para delírio dos fãs mais assíduos, exceto pela mudança de ordem em Black Diamond, levada para quase o fim do show, apenas antes da obrigatória Rock and Roll All Nite e sua chuva de papel picado na platéia e Let Me Go, Rock’n’ Roll, que fechava o álbum. No Rio e nas demais cidades da turnê, esta veio antes de Black Diamond, deixando o fim para a mais conhecida música do grupo. Outro destaque foi a versão longa-metragem de 100.000 years, sem dúvida uma das melhores desta fase ao vivo, e desta vez muito bem “azeitada” com um solo de bateria, que fez uma homenagem ao original de Peter Criss em seu começo, mas também abriu espaço para o estilo mais moderno de Eric, com uma técnica impressionante de execução da parte final, numa interpretação mais livre. Tommy Thayer teve também seu espaço e seguiu de forma quase fiel o que Ace Frehley fez no clássico álbum ao vivo, mas incluindo um trecho da quinta sinfonia de Beethoven em substituição ao tema do filme 2001 – uma odisséia no espaço, que o Space-Man original usou nos seus solos da reunion tour.   Antes deste solo (tocado em She), durante Watchin You e Parasite, tivemos a visita da chuva, que despencou de forma torrencial, mas só fez incendiar ainda mais a platéia, pois parado é que não dava pra ficar.  Outro ponto positivo foi a equalização perfeita, com o som na medida certa e reforçado dos graves do “bumbão” de Singer. É certo que não podíamos mais esperar da banda aquela movimentação incessante anos 70 e 80, devido à idade de Gene Simmons e Paul Stanley (cuja voz depois de tantos anos a serviço do rock and roll começou a demonstrar sinais de cansaço), mas o show em momento algum se tornou enfadonnho, ainda que tenha durado cerca de duas horas. No bis, músicas clássicas das diversas outras fases do grupo, como Lick it Up (acrescentada de um trecho de Won’t Get Fooled Again, do The  Who, uma das bandas de grande influência no KISS) e I Love it Loud, que foi precedida do momento solo de Gene Simmons. A chuva não permitiu o vôo do linguarudo para o alto do palco ou ida de tirolesa ao meio da platéia de Paul Stanley em Love Gun (que nem tocada foi), mas não chegou a comprometer o restante do show. A conclusão que podemos chegar é que a banda retomou as origens, com um show bastante calcado no hard-rock de sua essência e muito bem executado por uma formação bastante competente para o estilo.

A edição tripla é caprichada, com as letras das musicas e detalhes das produções dos discos.

*Além do encarte com as letras (a direita), o disco veio com poster (dobrado a esquerda)

*Além do encarte com as letras (a direita), o disco veio com poster (dobrado a esquerda)

A Alive/35 World Tour mostrou-se um sucesso comercial fora dos Estados Unidos, mas para atingir seu maior público algo mais precisaria ser feito: A banda precisava de um álbum de inéditas que soasse convincente e mais do que isso, uma forma de veiculá-lo que conseguisse sobreviver aos novos tempos de acesso digital praticamente instantâneo. A estratégia montada para a venda do novo SONIC BOOM, através de uma poderosa cadeia de lojas e por um mísero valor para o padrão americano (praticamente um dólar por música inédita, e ainda trazendo como brindes outro CD com 15 músicas clássicas e um DVD com parte de um show gravado recentemente) tornou-se irresistível até para muitos dos consumidores da Internet.  A prova disso é o atual número de vendas que o álbum atingiu até o momento. A inclusão do álbum JIGOKU-RETSUDEN: NEW RECORDING BEST, sob a alcunha de KISS KLASSICS, além de libertar comercialmente as amarras da banda junto à gravadora anterior, serviu também para buscar novos fãs, que eventualmente desejassem conhecer o restante do catálogo da banda. As versões estão realmente muito próximas das originais, pelos motivos já expostos acima, e podemos destacar Deuce, Love Gun, Shout it Out Loud e Hotter Than Hell como alguns exemplos de regravações quase idênticas às anteriores. Algumas canções sofreram mais na tentativa de soar próximo às originais, como I Was Made For Loving You, cujo vocal atual de Paul Stanley já não consegue atingir os falsetes de quase 30 anos atrás, ou I Love it Loud, que não chega perto da sonoridade do álbum CREATURES OF THE NIGHT, em especial pela bateria, até por que Eric Singer é aquele entre os atuais membros do grupo que menos procura soar como as faixas originais se apresentavam. Lick It Up tem uma mudança na letra (na frase: “Don’t need to wait for an invitation” que nesta regravação ficou “Don’t want to wait for an invitation”) e foi gravada meio tom mais grave que a original do homônimo álbum, algo que também acontece em I Love It Loud.

No mais, mudanças muito mais específicas, como a sonoridade ligeiramente diferenciada do violão usado no solo de Forever, detalhes quase imperceptíveis à grande maioria dos apreciadores. O DVD gravado em Buenos Aires funciona bem como complemento visual, mas não traz nenhuma grande novidade e poderia trazer o show completo, e não apenas algumas músicas.

Os autógrafos da banda no encarte central do álbum.

*A contracapa do vinil.

*A contracapa do vinil.

Mas para que SONIC BOOM tivesse “vida própria”, e sustentasse com categoria a turnê americana, ele precisava ser bom. E exatamente é isso que o KISS conseguiu: fazer um álbum consistente e que remete diretamente à fase clássica da banda, sem que isso soasse como uma caricatura deles mesmos. As referências mais claras buscam os álbuns DRESSED TO KILL ou KISS, e mais especificamente, os “irmãos gêmeos” LOVE GUN E ROCK AND ROLL OVER. Evidentemente que tudo que a banda criou durante o restante da sua carreira não foi jogado no lixo, mas as referências de outras fases aparecem muito mais nos detalhes do que na essência do álbum. De uma forma geral, SONIC BOOM não traz músicas muito abaixo das demais, todas mantêm certo patamar de qualidade. Uma das faixas de destaque, com uma levada rock’n’roll que nos leva principalmente ao DRESSED TO KILL é All For The Glory, cantada por Eric Singer, que cumpre seu papel com muita competência.

Gene Simmons aparece no CD com uma consistência de composições que nos lembram de seus melhores momentos na banda, como em REVENGE ou LICK IT UP, mas com a sonoridade dos álbuns da década de 70, como em Yes I Know ( Nobody’s Perfect).

Outras canções como Russian Roulette ou I’m An Animal (que foi composta por Simmons, Thayer e Stanley num hotel do Rio de Janeiro em abril) trazem de volta o baixista linguarudo do início da carreira. I’m An Animal é um dos destaques do trabalho, num ritmo mais cadenciado e é sem dúvida a mais pesada de SONIC BOOM. A faixa inicial é uma das grandes contribuições de Paul Stanley no CD, mas em todas as outras faixas ele se apresenta bem. Modern Day Delilah teve também a responsabilidade de chamar a atenção dos fãs para este novo SONIC BOOM, pois foi lançada antes, como principal single e podemos dizer que cumpriu o seu papel. Durante o álbum notamos também semelhanças com riffs de outras bandas como o usado nas estrofes de Never Enough, que pode ser comparado a um cruzamento de All Right Now da banda Free com You Shook Me All Night Long do AC/DC. Já o segundo single Say Yeah tem algo em sua estrofe inicial do álbum-solo de Paul Stanley, Live to Win, mas na essência é outra boa faixa com a mesma característica clássica das demais. A faixa cantada por Tommy Thayer, cujo riff inicial é “a cara” do single de 1975 Never Been Any Reason da banda Head Est, tem também referência direta com o conceito de Space-Man e não compromete, assim como o seu vocal, mas o grande mérito de Tommy no álbum é ter ajudado na co-autoria e arranjos das faixas. A falta de personalidade de seus solos, porém, é algo que nos incomoda, gostaríamos que ele desenvolvesse um trabalho que mostrasse algo mais que as intervenções já conhecidas de Ace Frehley.  Apesar de bastante coeso, SONIC BOOM deixa uma dúvida que só o tempo vai dirimir: Como não há um destaque absoluto entre suas faixas, não sabemos se alguma delas vai resistir ao tempo, mas pensando bem, o que mais poderíamos exigir de Gene Simmons e Paul Stanley, respectivamente com 60 e 58 anos? Sem fazer qualquer comparação a qualquer outra fase do KISS, só o fato destes “velhinhos” terem nos brindado a essa altura do campeonato com um álbum que definitivamente acrescenta aos mais de 35 anos de carreira do grupo é uma justificativa incontestável de que SONIC BOOM vale cada centavo investido em sua aquisição.

Conforme anunciado aqui no MHM, a banda lançou no final do ano de 2009  um novo ao vivo que, entre outras coisas, será assunto do nosso próximo post, assim que nossa aquisição for recebida e devidamente apreciada.  Aguardem o último capitulo desta discografia (ainda sem data) – até lá!

Alexandre B-Side e Flávio Remote.

*Post Revisado com inclusão de fotos do vinil importado em 30/07/2015.



Categories: Aerosmith, Alice Cooper, Curiosidades, Discografias, Kiss, Resenhas

50 replies

  1. Remote e BSide,

    Que pena que estes posts da discografia do Kiss estão acabando. Obrigado por compartilhar conosco este vasto conhecimento. Creio que não exista nada parecido na internet (ou até em outras mídias) brasileira de um material deste nível e tamanho. Imagino a dedicação e o tempo que vcs tiveram que dispensar pra fazê-la, sem ganhar nada com isso, tudo em nome do “Rock and Roll”, só pra que mais gente conhecesse mais sobre a banda. Eu mesmo, fã do Kiss, fiquei ainda mais fã depois de ler os posts de vcs e ainda pretendo rever alguns álbuns graças à leitura dos posts (ainda me falta o Dynasty, Unmasked, Animalize, Asylum, Crazy Nights e Carnival).
    Esta última fase eu acompanhei um pouco mais, mas nada que se aproxime de vcs (como vcs conseguem saber até a quantidade e data dos shows em cada ano??).

    Bem, sobre o Sonic Boom, é um discaço, bom pra caramba! Não acho que eles tenham voltado ás origens somente como tanto se diz, creio que eles conseguiram fazer um disco que reúne um pouco do melhor de cada fase da carreira da banda. Já começa com uma faixa com a “pegada” do Kiss (“Modern Day Delilah”). O nosso bom e velho (sem trocadilhos) Gene está bem “presente” no álbum realmente, deixando o disco com o peso na medida certa. Já Paul, como sempre, detona em faixas que ainda, mesmo com 35 anos de estrada, consegue nos surpreender (“Say Yeah”), encerrando o disco maravilhosamente. Quer uma faixa mais “Kiss” do que “Yes I Know (Nobody`s Perfect)”? Enfim disco excelente, com todas as músicas entre 4 ou 5 estrelas. Por ser Kiss, só faltou uma baladinha “proibida pra diabéticos”, mas eu é que não sou louco de reclamar de um disco por “excesso de Rock and Roll”.

    E “All For The Glory” (tive que esperar pra falar dela, já que o Flávio é duro na queda… rsrsrs…), que música! Ela já começa bem e quando vc menos imagina, ela melhora (outra boa pra acelerar!). Riffs harmoniosos, contagiante, um solo perfeito, belos vocais (fico imaginando ela ao vivo!!), enfim… mesmo assim, como dito por vcs, neste disco ela não destoa do resto do álbum (no bom sentido, fato que ocorre em “Psycho Circus” onde a faixa-título ofusca as demais). Enfim, tomara que não seja o último disco da banda, mas digo com orgulho que se for, a banda fechará com chave de ouro!

    Peço desculpas pelo comentário extramamente longo!

    Abraços.

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  2. bom amigos mais um excelente post, como o marco dias ressaltou, e eu tbm em posts anteriores não ha nada parecido na internet.vcs estão de parabens.considero o sonic boon um bom album acima da média, nuito bom de ser ouvido. mas marco aindo espero que o kiss demore um pouco mais para fechar as portas,e que quando fechar, quem sabe com um novo album KISS, pra mim um dos melhores da banda, será que é pedir demais?. rsrsrsrsrsrsr
    grande abraço.

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    • Luiz,

      Sobre o álbum “Kiss”, também o considero um dos melhores deles (entre os meus TOP 5, sem dúvida). Acho que não é pedir demais não, afinal quem imaginaria um disco como o Sonic Boom? Quem sabe eles não se superam mais uma vez…

      Abraços.

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  3. Marco, Luiz Gustavo, Galera do MHM,

    Ainda teremos mais um capítulo aqui e brevemente. Nosso CD do Best of Alive 35 está chegando e nos permitirá mais essa empreitada. Sobre o conhecimento compartilhado, queria dizer que aprendemos bastante aqui nos Posts e sempre que vocês comentaram algo, aprendíamos e apreciávamos mais. Os tais números nas turnês foram fruto de pesquisas, assim como grande parte de todos os posts. Ainda iremos fechar mais adequadamente a discografia, aguardem o próximo post para comentários finais da série (incluiremos nosso TOP 5, e pediremos a opinião de vocês também neste último post).
    Marco, quando publicamos o NR, eu e Ale tentamos agrupar ao máximos nossas preferências, mas já que você aborda especificamente All For The Glory, eu (Flavio) afirmo que é uma das minhas prediletas, junto com a faixa título e I´m An Animal. Então estamos concordando bem no álbum.
    O Sonic Boom é um álbum para se elogiar e principalmente tem grandes virtudes, que é ser honesto e feito integralmente por uma banda. As músicas serem boas ou ótimas talvez seja apenas um reflexo disso.

    Sobre o primeirão – KISS, é realmente um clássico da banda, mas não vou dizer se entra ou não nos meus TOP 5, isso (como dito acima) vai ficar para o último post. Aliás, abriremos a discussão para dois TOP5 da banda, se puderem, aguardem!

    Abraços

    Flavio Remote

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    • Amigos,

      que alegria ver a discografia Kiss quase pronta, mas também vou sentir falta dos excelentes posts semanais. Estou MUITO atrasado com minha leitura atenta deles (leio e escuto o disco), portanto, ainda vou curtir bastante os posts.

      Só para manter o padrão, obrigado a dupla “infernal” BSide e Remote pelas excelentes contribuições.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  4. flavio.
    com certeza iremos esperar o top 5. só que pra mim vou ter uma certa dificuldade no top 5.não por falta mas por excesso. não poderiamos fazer o top 8,9,10.rsrsrsrs
    brincadeira estaremos a sua disposição para contribuirmos com vcs.

    Like

  5. Flávio,

    Ainda não estou em condições de eleger o Top 5 da banda, talvez até vcs publicarem este último post eu esteja “apto” a fazê-lo. Realmente o Sonic Boom é bem mais coeso que o disco anterior (que vcs sabem que eu gosto bastante também!), isso é notável, talvez pelo fato do “bom ambiente interno”.

    E gosto da participação do Tommy no disco. Pra mim “All For The Glory” (sempre ela) tem um dos melhores solos do Kiss, embora a música seja de Paul.

    Onde vc menciona “faixa-título” entre as suas prediletas, seria “Modern Day Delilah”? Aliás, já que vc falou em título, de onde será que eles tiraram esse nome? Sonic Boom, seria por causa do “estardalhaço” que o disco pretendia causar? Ou será que Gene e Paul são fãs do jogo para video game “Street Fighter”??…. kkkkkk (não resisti)…

    Abraços.

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  6. Caro Marco,
    Sim, viajei na maionese – a musica referida é a primeira faixa, não a faixa título. Então as minhas prediletas são Modern Day Delilah, I`m An Animal e All For The Glory (acho o vocal do Eric sensacional…)
    Sobre Sonic Boom, lá vai um chute: Vi nas entrevistas prévias do show sinfônico na Australia, o Gene falar que a apresentação da banda seria uma especie de “Sonic Boom”. Acho que o termo ficou guardado para o album seguinte. Como falamos anteriormente, o Gene pensa em títulos das músicas, antes de fazê-las e desta forma pode ter pensado também no titulo do álbum.
    Abraços

    Flavio

    Like

    • Pessoal, Modern Day Delilah é um baita som mesmo, virou toque de celular por um tempo e para minha esposa, ainda é para o dela!

      Eu adoro o início do som, aquele “huuummm” é formidável… refrão pegajoso (Kiss!), bons vocais, enfim, a música é um T!

      Como já divulguei aqui no blog, já tinha procurado por esta música no You Tube! e achado uma das antigas com o mesmo nome, vejam:

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  7. Galera do MHM :
    Antes de tudo, agradeço as palavras elogiosas do Eduardo , o Luiz e o Marco Dias . Em relação ao “vasto conhecimento” , evidentemente que tenho de discordar . Há muitas pessoas no Brasil e aqui no Rio também que certamente tem muito mais conhecimento que eu e meu ” remote” irmão. Aqui no MHM mesmo temos um grande exemplo do Bill, que além de nos ajudar com material fotográfico , ainda fez comentários e ajustes nos posts que só posso agradecer e elogiar. É certo que os posts realmente demadaram algo de dedicação e tempo, mas é compensador e gratificante ver o trabalho disponível para quem quiser ler , concordar , discordar , etc… Novamente preciso mencionar de forma agradecida o espaço que o Eduardo nos gentilmente concedeu . Em relação às datas e outras citações mais meticulosas, realmente rola um trabalho de pesquisa , afinal ninguém aqui consegue guardar tudo o que postamos em nossas cabeças já deterioradas pelo bom rock and roll. Mas boa parte do post não tem a ” cola” de nenhum lugar , pois já conhecemos a banda desde 83 e esta bagagem de mais de 25 anos nos faculta um pouco mais de tranquilidade para aqui escrever. Fica em aberto ainda a conclusão da discografia, pois o novíssimo álbum ainda precisa de análise e é o responsável pela interrupção em caráter cirúrgico das 34 semanas seguidas de post do KISS . Espero que tenha sido por um bom motivo, espero realmente que novo ao vivo da banda corresponda. E como mencionado pelo meu ” remote brother”, neste último post vamos tecer comentários mais pessoais sobre os discos de predileção na banda, mas já vou adiantando que não esperem nada clássico na minha lista, afinal me considero ( aliás, considero o meu irmão também ) um fã muito pouco ortodoxo do KISS . E eu ainda tenho mais fator nesta predileção nada comum : O Bside que me acompanha nas resenhas, pois sou assumidamente mais fã de músicas obscuras não só do KISS , como de diversas outras bandas .
    Por fim , e pra falar um pouco do SONIC BOOM, ressalto algo ainda pouco mencionado diretamente aqui nas resenhas e comentários: Acho que desta vez a banda conseguiu fazer um álbum que tem a linha dos álbuns do início da carreira, o que não é pouco,pois eles tentaram fazer algo parecido no PSYCHO CIRCUS e em algum momento do HOT IN THE SHADE , mas não acho que conseguiram em nenhum dos dois : No HOT IN THE SHADE eles ficaram só na intenção, pois vinham fazendo vários álbuns num estilo mais pasteurizados e no PSYCHO CIRCUS faltou um pouco da característica de Peter Criss e Ace Frehley, por razões já mencionadas naquele post . Desta vez, sem interferencias externas, e sabendo bem para onde ir, a banda conseguiu repetir a sonoridade e com músicas de boa qualidade .
    Até o próximo post!

    Alexandre Bside

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  8. Se o Kiss queria fazer um disco no estilo ’70, parabéns, conseguiram.

    Nenhuma banda da nova geração consegue fazer um rock tão simples e tão apegado a fórmula de que rock é “pra dançar e não pra pensar”.

    Como ponto positivo neste álbum está, certamente, o GRANDE trabalho do Gene no disco. Este é, como todos os outros da discografia do Kiss, um reflexo de que se as músicas do Gene são boas, o álbum será bom. Gosto muito do Paul mas não tem, a meu ver, uma única música dele que seja melhor que qualquer uma do Gene.

    I’m an animal é, de longe, a minha favorita. All for the glory é a que se segue. Stand é a única música que se destaca pela negativa.

    Outros pontos negativos é o trabalho do TT. Não, eu não acho os riffs e solos deste álbum maus, pelo contrário, simplesmente os acho muito parecidos com os do Ace. Pensava que a postura de clone do Ace por parte do TT ficaria na porta do estúdio mas, pelos vistos, me enganei. É que se for pra copiar alguém, ao menos que se copie o Vinnie, não o Ace, enfim…

    Por último, uma triste conclusão: a voz do Paul está morrendo. Dá para sentir em todas as músicas cantadas por ele, principalmente “Danger Us” e “Say Yeah” que a voz dele está gasta, apesar dos retoques em estúdio.

    Um álbum, globalmente, superior ao Psycho Circus sem ter uma música do nível de “Psycho Circus” ou “Journey of a 1000 Years” (serei o único que adora essa música?).

    Parabéns pelo trabalho.

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    • CRCC
      Obrigado pelos elogios
      Concordo com 99% do seu comentário. A voz do Paul, a postura do TT, a importância do Gene, As musicas I´m An Animal e All For The Glory,o álbum ter um conjunto superior ao PSYCHO CIRCUS.
      Ah, e das do PSYCHO, gosto das duas que você diz também.
      Sobre as músicas não serem a nivel de Psycho, aí discordo. As duas acima e Modern Day Delilah estão (para mim) no mesmo nível e já são destaques na banda.
      E complementando o que você já disse: Se o intuito era ser bem 70, a banda conseguiu, num trabalho coeso, honesto e principalemente: de banda.
      Abraços

      Flavio

      Flavio

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  9. Vamos aumentar os apreciadores declarados da música “Journey of a 1000 Years” : É talvez a minha favorita no Psycho (juntamente com a faixa título). Assim, CRCC, você não está sozinho nesta..
    Em relação ao Sonic Boom , também Stand está entre as minhas menos apreciadas, concordo também . Mas num geral acho o álbum bem coeso, nem esta é muito abaixo das demais . Talvez Danger Us seja outra, em minha opnião, um pouco abaixo das demais.
    E outro ponto de concordância é a I’m an Animal, também a considero a melhor do álbum, seguida de perto da All for The Glory. Enfim, a maioria do que você comentou também bate com a minha preferência pessoal .
    Algo que é bem interessante também é o seu conceito a respeito das músicas do Gene, pois normalmente o Paul Stanley traz músicas de bom nível, independente do estilo do álbum . E quando o Gene também se apresenta em boa forma, sem dúvida ganhamos todos .
    Em relalçao ao Tommy Thayer, já foi citado no NR do post o nosso desconforto principalmente com os solos muito “clonados ” do estilo Ace Frehley. Acho muito dificil aparecer alguém que “clone” o estilo do Vinnie Vincent : amando ou odiando, seu estilo é único, inimitável .
    Obrigado novamente pela participação e pelo elogio

    Alexandre Bside

    Like

  10. Grande Cd, eu não esperava tanto , todas as musicas no mesmo nível , algumas lembrando os 70s , outras na linha 80s, banda participando integralmente do trabalho diferente do Psycho Circus . . .
    Apesar de gostar de todas , as favoritas são Modern Day Delilha, Never Enough, Yes I Know, I’m an Animal, All For The Glory, When Lightning Strikes, Danger Us.

    Pena que na tour apenas 2 faixas no set-list , inclusive a minha grande decepção é o Tommy cantar Shock Me , ao invés de When Lightning Strikes.

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  11. Quero esclarecer uma coisa do meu post anterior. Quando escrevi que “Gosto muito do Paul mas não tem, a meu ver, uma única música dele que seja melhor que qualquer uma do Gene.” estava me referindo apenas ao Sonic Boom. Na discografia do Kiss, lógico que existem músicas do Paul melhores do q outras do Gene.

    Fico mais descansado de ver que não estou sozinho com relação a Jof1000Y. Sempre que vejo leio reviews sobre o PC ou debato com outros fãs sobre esse álbum, todos parecem esquecer da qualidade dessa música.

    Like

  12. CRCC,

    Pode me adicionar à lista dos que reconhecem que “Journey Of a 1000 Years” é uma grande música. Aliás, na versão que não conta com “In Your Face” ela acaba sendo a música de encerramento, o que, pra mim, seria o ideal pro álbum. Concordo também em relação à “Stand”. Ela começa bem e tinha tudo pra ser uma “arrasa-quarteirão”, no entanto, quando chega o refrão ela “esfria” (normalmente eu não gosto muito de músicas assim, onde o verso é mais empolgante que o refrão!!), e se torna meio melosa. E em relação a análise do Sonic Boom, acho que todos concordamos quanto a ser um trabalho mais “coeso” que o Psycho e concordo plenamente até a seguinte parte deste seu comentário: “Um álbum, globalmente, superior ao Psycho Circus sem ter uma música do nível de “Psycho Circus””.
    A meu ver, Paul também fez um belo trabalho no Sonic Boom, e como citado pelo BSide, acho que ele normalmente mantém uma certa “regularidade” nos discos da banda, ao contrário de Gene que, em alguns momentos, se mostrou longe. Obviamente a maior participação do “linguarudo” engradece qualquer disco do Kiss.

    Abraços.

    Like

  13. É impressionante a qualidade dos posts do Alexandre e do Flávio, aqui batizados por mim de Remote e B-side. A riqueza de detalhes, a acertividade dos comentários, os poscionamentos e a forma de escrita são perfeitas e irrepreensíveis. é um orgulho pra mim muito grande poder conhecê-los há quase 20 anos e perceber que eles estão sempre a frente do tempo em matéria de conhecimento musical. Eu estou longe do MinutoHM por vários motivos, o queme rendeu alguns esporros com razão do Eduardo Rolim, e ao entrar é sempre surpreendente. Eu não consegui ler tudo na página ainda, mas eu chego lá.

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  14. sobre a questão do distanciamento do Kiss em relação à algo político, eu tenho uma opinião contrária. Sempre achei o Kiss uma banda que mostrou as cores da sua bandeira americana sempre que possível. No AliveIII com Star Splangle Banner, nas entrevistas do israelense Chaim Klein Witz falando que os EUA é a melhor nação do mundo, em fotos posando imitando o retorno de soldados da guerra civil americana, com bootons de bandeira e por ai vai

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    • Rolfístico Personagem!!!!!
      Ate que enfim apareces por aqui. Tá, O Kiss já teve momentos politizados, mas não são tantos assim. Se já vimos entrevistas do Gene falando nos EUA como a melhor nação, já vi também declarações da banda que não se importava ou não trazia à tona alguma preocupação política, lembro em particular da entrevista no Brasil 1983, onde eles dizem se importar basicamente com o nosso amado R&R. Concordo com os momentos que você lista ai em cima.
      Por fim, além dos agradecimentos aos elogios, temos que ressaltar que suas intervenções aqui no MHM são sempre excelentes, comprovando sempre que vc é um dos maiores conhecedores no assunto, e nós não podemos ficar desprovidos de sua presença por tanto tempo assim. A discografia está acabando e saiba que sentimos muito a sua falta. Apareça mais por aqui,
      Abraços de longe do seu amigo Remote.
      Flavio

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  15. ROlf, que bom tê-lo de volta, por favor não suma de novo… Afinal, se o Eduardo é o Yoda, você é o nosso Obi Wan Kenobi…

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  16. Só os Gemeos Neura para escreverem essas coisas, vou confessar que nem sabia que isso era nome de disco, ainda mais do Kiss, mas pelo que voces escreveram me deu vontade de ouvir, quem sabe indo pro show do Dream Theater…

    Fiquei surpreso também em saber que o Paul quase empacotou, tá f#d@, as vezes esquecemos que os caras são terráqueos, são sessentões, etc.. aliás, daqui a pouco também seremos, com nem tantos discos vendidos, mas seremos..

    Quero mandar um abraços para esses amigos, irmãos, companheiros de uma vida que são B-side e Remote, sem voces minha vida seria mais pobre e chata com certeza!!

    Rolf, DT em Março por#@!!!!!

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  17. Bruno, estaremos juntos no Dream Theater em Março, assim espero …Estendo o convite aos que puderem me dar este privilégio no Rio de Janeiro!!! Enquanto isso , vai ouvindo o Sonic Boom, acho que você vai gostar, lembra os álbuns mais antigos da banda …

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  18. Pessoal, no link abaixo, uma curiosidade:
    “Sonic Boom” entered The Billboard 200 chart at position No. 2. This marked the band’s highest-charting LP ever.”

    Além do show que eles vão fazer (ingressos já esgotados, claro) no 2 Academy Islington club, dia 02/março/2010 (Londres).

    http://www.roadrunnerrecords.com/blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=135619&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+(Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines)

    [ ]’ s,

    Eduardo.

    Like

  19. Pois é, o “Sonic Boom” perdeu pro álbum do Michael Buble, se não me engano! Quase conseguiram desta vez emplacar a 1ª posição da Billboard.

    E, pra variar, eles continuam com os lançamentos “caça-níqueis” da banda, né? Li por cima, mas que história é essa de disco colorido?

    Abraços.

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  20. Sonic Boom e outros do Kiss na Rádio UOL:

    http://www.radio.uol.com.br/#/volume/kiss/sonic-boom/19790

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  21. Definido o nome do sucessor de estúdio deste útlimo álbum Sonic Boom: O novo cd, programado para 2012 tem o título de Monster, e também é produzido por Paul Stanley e tendo a banda apenas na concepção do mesmo, seguindo o que foi feito neste Sonic Boom.
    Eu particularmente não gostei do novo título, esperemos que o álbum seja mais inspirado que esta escolha .

    Alexandre Bside

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  22. Lamentável….

    Like

  23. Kiss no estúdio gravando o Sonic Boom:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  24. B-Side, Remote, dica da discografia publicada no blog Rock N’ Roll Machine: http://www-rocknrollmachine.blogspot.com.br/2010/03/kiss-uma-completissima-discografia.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  25. Bacana, viva o Minuto HM!

    Alexandre

    Like

  26. Ok!!! Por favor!!! E a resenha do KISS – Monster (2012) CD ?!! 🙂

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    • Olá, bem-vindo ao Minuto HM!

      Neste momento, esta resenha está em fase prévia de sua feitura pelos autores: o disco ainda está sendo “digerido”, no melhor dos sentidos, já que as impressões têm sido positivas. Logo mais teremos a resenha por aqui, que confesso, eu também estou bastante ansioso por ela!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  27. Wow!!! Ok!!! Perfeito!!! 🙂 Brigadão pelas Infos!!! 🙂 No aguardo super ansioso… 🙂 YOU Rock!!! KISS Rocks!!!

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  28. Vídeo enviado pelo Abilio sobre o Kiss no Wallmart em 2009:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  29. Confesso que na época do lançamento do Sonic eu não estava muito sintonizado com a banda e não percebi a qualidade da músicas. Graças a essa enciclopédia pude conhecer muitos detalhes e peculiaridades dos álbuns, produções, enfim muito da vida da família Kiss. O álbum é muito bom. As regravações são muito interessantes e algo que me chamou a atenção é que as musicas parecem melhor pronunciadas que nas gravações originais. Não se se isso é consequência da qualidade da gravação ou se andaram frequentando um fonoaudiólogo hehehehehe. Sempre gostei de versões diferentes das originais geralmente ouvidas ao vivo. Mas este diferencial realmente me agradou muito e só fui descobri isso recentemente.
    O fato é que ler cada resenha me faz sentir a energia da audição dos álbuns nos anos 80 quando os mesmos eram saboreado repetidas vezes no mesmo dia. Também me faz ter a certeza que o Kiss é banda que mais me identifiquei mesmo que por vezes tivesse ficado em segundo plano quando me lançava a novas experiências no universo do Rock and Roll.
    Obrigado meus amigos !

    Like

    • Cara, muito legal os comentários e como você percebe alguns detalhes, neste caso das regravações, com melhor pronúncia, onde eu também concordo.
      Acho que deram um cuidado maior, já que era a 2a vez (pelo menos) que gravavam a mesma musica.
      Quanto ao album, é realmente um resgate, resgate dos anos 70 e da banda junta compondo para fazer o disco, coisa que há muito tempo não acontecia.
      Mas na época do lançamento, eu também não estava tão antenado, em lembrar que o anterior inédito tinha sido em 1998, e não esperava muita coisa. Bom que fui muito bem surpreendido.
      Já ouvi ou Monster? Falta mais algum para comentar aqui?
      Abraços
      Remote.

      Like

  30. Kiss se apresentando pela segunda vez em sua carreira como um trio, sem Stanley:

    Info:

    KISS performs at the 2016 Race to Erase MS Gala at The Beverly Hilton in Beverly Hills, California! These two songs are the second half of their 18-minute mini-set, live onstage in the same hotel ballroom where the Golden Globes are held every year.

    Why no Paul Stanley? He is currently recuperating from a torn bicep…which makes this only the second time EVER that KISS has performed as a power trio! The last time was 9 years ago, in July 2007 (that show also with Paul as the missing member).

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Direto do Túnel do Tempo – Capítulo 3: O “Big Bang” do Minuto HM « Minuto HM
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