Eternizadas grandes bandas, eternizados milimétricos equívocos

Amigos:

A responsabilidade deste post é grande e delicada, pois o intuito dele é compartilhar alguns momentos de bandas históricas onde, registrados de forma fonográfica, podemos perceber alguns milimétricos equívocos (esta foi a melhor forma que encontrei para descrevê-los) que foram pra sempre eternizados, quase em todos deles, em obras-primas da música. Trago para vocês pequenos errinhos registrados em álbuns da seguinte “seleção mundial” do heavy-metal: Scorpions, Black Sabbath, Led Zeppelin, KISS, Iron Maiden!!!! Assim, para todos aqueles que quiserem seguir esta jornada, sugiro buscar fones de ouvidos e equipamentos de boa qualidade de reprodução sonora. Preparados? Vamos lá:

1) Scorpions – Fly people Fly – do álbum Fly to the Rainbow -1974

Em 1974, os Scorpions estavam finalmente fortalecendo suas bases em busca do merecido reconhecimento mundial de seus talentos. Já contando com Ulrich Roth e praticamente com a formação que gravou o histórico álbum ao vivo Tokyo Tapes, o álbum já é uma crescente em relação ao álbum de estréia Lonesome Crow, e o indício do que viria a seguir, mas tudo isso já foi muitíssimo bem avaliado aqui pelo Julio e seus valorosos colaboradores, especificamente aqui.

A banda ainda não tinha estabilizado na sua formação um baterista, e neste álbum a participação de Jürgen Rosenthal em Fly People Fly traz exatamente aos 4min. e 35seg. uma virada de bateria que deixa sérias dúvidas se era aquilo realmente que o instrumentista em questão desejava gravar. Como existe a dúvida, peço ajuda aos bateristas de plantão: É ou não é um milimétrico equívoco? Na minha modesta opinião de leigo, e considerando a reduzida tecnologia da época, a banda achou melhor deixar do jeito que estava ao invés de provavelmente ter de regravar toda a bateria de novo. Quem se habilita a confirmar ou discordar? Em tempo: gosto demais da música…

2) Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath – do homônimo album de 1973

Quase um ano antes dos Scorpions e seu Fly to the Rainbow, o Black Sabbath, em pleno auge de sua carreira, lança em minha opinião o seu melhor álbum. A música-título é um destaque absoluto nesta obra-prima, e já foi alvo de diversos comentários por aqui neste curioso link que traz detalhes sobre suas várias regravações

A gravação original, porém, traz aos 4min. e 48 seg. uma virada de bateria que deve ter deixado Bill Ward em dúvida se era melhor manter o que foi gravado ou ter de refazer tudo novamente, afinal, estávamos em 1973, sem os recursos que talvez o fizessem apenas regravar o trecho em questão. Para dar o devido crédito a esta descoberta, queria citar o mestre Rolf como o responsável por encontrar este milimétrico equívoco, e perguntar novamente aos bateristas de plantão: E aí, foi ou não foi um deslize do instrumentista? Em minha modesta opinião, novamente algo que a banda preferiu eternizar, aliás, quem sou eu para discordar do nosso mestre Rolf?

3) Misty Moutain Hop – Led Zeppelin – do album Led Zeppelin IV de 1971

Agora a responsabilidade vai pesar muito, pois estou falando de um álbum com mais de 23 milhões de cópias vendidas, isto somente nos Estados Unidos!!! Isto significa apenas que, segundo dados atualizados no fim de 2009, apenas três álbuns tinha dentro do território americano vendido mais do que este. Independente da venda estratosférica deste Led IV, ele também é o meu favorito do grupo, e só pra lembrar, tem simplesmente Black Dog, Rock and Roll e Stairway to Heaven reunidas no seu primeiro lado do original lançado em vinil no início da década de 70.

Desta vez o assunto é guitarra, e em cerca de 2 segundos (entre 01 min.e 16 seg e 01 e 18 seg.), eu terei de cometer a heresia de escrever por aqui que o mestre Jimmy Page deu uma “escorregada” na sua brilhante gravação de Misty Mountain Hop. Mas sou categórico, que me perdoem os outros fãs do Led Zeppelin, em minha opinião não há duvidas: Trata-se de mais um milimétrico equívoco, mas que de forma alguma compromete não só a ótima canção, como também um dos melhores álbuns de todos os tempos !

4) Killer – KISS – do álbum Creatures of the Night de 1982.

O KISS já esteve por aqui, em toda a sua discografia, e mais especificamente neste que o meu irmão Flávio Remote considera o melhor álbum da banda, neste link.

E como curiosidade, lembro que muito dos que tiveram a fantástica experiência de acompanhá-los em sua primeira vinda ao Brasil, em 1983, lamentaram que esta canção, do então recém-lançado álbum Creatures of the Night, não fizesse parte do set-list da histórica turnê em nossas terras, meses antes da cartada de retirada das máscaras, ainda em 1983. A tarefa aqui novamente envolve os bateristas de plantão, e foi trazida pelo amigo e baterista Bruno Peartnoy, com colaboração do Flávio Remote. Cabe aqui ressaltar que Eric Carr e o KISS fizeram um trabalho elogiável de captação da bateria neste Creatures of the Night, o que na época foi considerado um exemplo perfeito de sonoridade pesada, e por muitos a real e máxima expressão do falecido músico no KISS, durante toda a sua carreira. Peço a todos que ouçam com atenção a bateria de Eric já a partir dos 2 min. e 45 seg., quando termina o também excelente solo de guitarra à cargo de Vinnie Vincent. A partir de então, Eric mantém o uso de seu prato de ataque ao fim de cada compasso, porém “esquece” de usá-lo exatamente aos 2min e 59 seg., milimétrico equívoco que foi milimetricamente revelado pelo amigo Bruno e lembrado por meu irmão Flávio.

5) Revelations – Iron Maiden – do álbum Piece of Mind de 1983

Vou tocar novamente num “vespeiro” para trazer, com o perdão do trocadilho, uma “revelação” na gravação de Revelations, do sensacional álbum Piece of Mind, obra-prima da donzela de ferro. Este é sem dúvida, o mais audível e facilmente identificável milimétrico equívoco entre todos da lista, uma vez que envolve o vocal de Bruce Dickinson em plena forma. É possível que aqueles que aqui chegaram e que conhecem tão bem o Iron Maiden não vejam novidade no que vou descrever, mas o certo é que o produtor Martin Birch já desde o álbum anterior ( The Number of the Beast) havia identificado em Dickinson um vocalista como pouquíssimos no estilo e soube como ninguém buscar o máximo que Bruce poderia registrar em todos os antológicos álbuns que produziu com a formação clássica do Iron.

Amplamente divulgado no documentário Classic Álbuns é a soberba gravação do” grito” na faixa-título do álbum The Number of the Beast, onde Martin pede a Dickinson um esforço extra, conhecedor este do alcance vocal de Bruce. Assim como em The Number of the Beast, podemos ouvir em Revelations outro exemplo de esforço supremo para a gravação dos versos “So we lay in a black embrace, and the seed is sown in a holy place, and I watched and I waited for the dawn”. E precisamente, em 3 min e 35 seg, após Dickinson cantar and I watched ouvimos claramente sua respiração para o término da frase como se tivesse emergido de um mergulho, ofegante, buscando o ar para o término da sequência vocal. Tenho certeza que Martin Birch, o “patrão” Steve Harris e o próprio Dickinson poderiam ter optado por “ mutar” tal respiração ou ainda regravar a frase. O fato é que não o fizeram, e eternizaram o momento da brilhante interpretação de Dickinson de uma forma não usual, teoricamente avaliada como um milimétrico equívoco.

Independente do motivo pelo qual tais monstros do metal optaram por deixar tais momentos registrados em seus álbuns, afinal a música se permite antes de tudo, ser uma expressão livre da arte, e como tal, por exemplo, ser livre também para ousar, buscar o lúdico, balançar a fria rigidez dos estúdios, teoricamente eles não eram para ali estarem. E longe de criticar qualquer destes deuses, o real motivo deste post foi compartilhar com os amigos do Minuto HM tais curiosos registros e quem sabe através dos normalmente brilhantes comentários dos profundos conhecedores que habitam este espaço, conhecer outros destes momentos.

Saudações,

Alexandre Bside



Categories: Black Sabbath, Curiosidades, Discografias, Iron Maiden, Kiss, Led Zeppelin, Letras, Músicas, MetallicA, Scorpions

38 replies

  1. Bside, o post é excelente e apesar de ja termos conversado sobre alguns dos “deslizes” – vou registrar aqui:
    1)Fly people fly – aqui é um erro mínimo, uma escorregada – não vale regravar a bateria toda.
    2)Sabbath bloody sabbath – aqui é como a primeira – uma escorregado e não valia regravar tudo.
    3) Misty Mountain Hop – Não acredito! – o mestre Page errando na fase áurea. Ok, os Deuses também tem seu lado humano. Essa eu não sabia – mas o deslize é minimo tb, quase imperceptível.
    4)Killer – aqui o erro é perfeitamente notado, e o Kiss deve ter ligado o fXXX-se – um erro desses apenas na bateria não tira o merito da musica – e se deixassem para o Paul e Gene decidir – o que importaria era menos dinheiro gasto nas gravações.
    5) Revelation – Essa é a mais interessante de todas. Até agora não entendi pq deixaram na gravação da musica. Gostaria de saber o que o Eduardo acha da falha de respiração do imaculado Dickinson – hehehehehhe – na verdade aumento a instigação para o Eduardo defendê-lo com unhas e dentes – Vai Eduardo!

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  2. B-Side, seu (excelente) post (que volto para falar em breve e tentar responder à “provocação” sadia do Remote) já está no Whiplash!

    http://whiplash.net/materias/news_857/119633.html

    Parabéns!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. Cara, parabéns, mandou MUITO bem nesse post.
    Organizou tudo de forma impecável, com ótimos textos, enfim, adorei.
    Mas confesso que não devo ter ouvido muito bom, porque não ouvi o erro de Misty Mountain Hop.

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  4. Alexandre,

    Primeiro, parabens pelo excelente post.
    Segundo, que ouvidos são esses, meudeus? hahhaaha

    Tirando o “erro” do Bruce, que da pra notar logo de cara, os outros, se você não tivesse apontado, eu nunca nem saberia da existência.
    Ainda preciso ouvir estes outros erros com mais atenção e fones de ouvido apropriados pra poder comentar.

    Porem, no caso do Bruce, e como ja ouvi Revelations umas 378mil vezes, vamos lá:
    Revelations é uma das minhas músicas preferidas do Iron e a que me fez virar fã de Bruce Dickinson. A interpretação dele nessa música é maravilhosa! Em alguns momentos ele parece chorar em vez de cantar.
    E acho que tanto Matin Birch quanto Steve Harris devem ter ficados tão embasbacados com Bruce nessa musica que deixaram passar esse deslize, ate para a musica soar mais natural, passar mais emoção e valorizar os esforço do Bruce tambem. Acho q foi isso…

    Em se tratando de Bruce Dickinson e Revelations, sou meio suspeita pra falar. Primeira vez que ouvi essa musica pessoalmente, na tour do Somewhere Back In Time em 2008, em SP, chorei igual um bebê 🙂

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  5. Vamos lá… Aí vai minha visão de baterista:

    No caso de “Fly People Fly” do Scorpions, não vejo aquilo como erro e sim como algo muito normal. Essa variação de velocidade e até com algumas notas juntas é muito comum hoje em dia pra alguns bateristas, até gosto de como soa, pra ser sincenro. Não sei na epoca como isso era visto, mas pra mim é normal.

    Agora no caso do Black Sabbath…Oops! Haha, aquilo sim foi um equivoco. Mas como já dito, não compensava gravar tudo de novo por causa daquilo.

    No caso do Kiss, há duas hipoteses. A que talvez ele tenha esquecido e a outra é que ele realmente teve a intenção de faze-lo. Porque as vezes é natural sair do mesmo, mesmo que seja só numa parte e são minimos detalhes que pegam de surpresa que acabam deixando a musica mais ‘bem feita’.

    Abs.

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  6. Sensacional post, como tudo que o Alê faz por sinal.

    Vamos as minhas considerações com visão baterística da coisa.

    1)Fly people fly – O batera aqui nitidamente erra a virada simples de caixa, porém o mesmo marca o final do tempo no bumbo corretamente, ou seja, pode c@gar o meio mas se limpou no final.

    2)Sabbath bloody sabbath – Aqui é um erro grosseiro do Bill que nitidamente disseram, aahhhh deixa pra lá, e como eu não podia deixar de dizer – Viva Vinnie Appice.

    3) Misty Mountain Hop – Parece erro que ficou pra tras mesmo, pode-se notar nitidamente a Heroína tomando a guitarra de suas mãos, mas se querem saber minha opinião, ele pode errar o que quiser…

    4)Killer – Aqui está nítido que não foi erro do Finado Eric, pode-se notar uma supressão sonora, ou seja, me parece cagada da masterização, uma emenda ou algo parecido que por falta de respeito ao mestre suprimiu seu Lindo Paiste.

    5) Revelation – Achei espetacular, coisa de mestre, deixaram-nos sentir todo o clima do estúdio nesse disco e não poderiam retirar esse que é um dos melhores momentos do disco, lindo. Vale ressaltar nessa musica ouvida no fone de ouvido, o som dos pratos reverberando nas paradas no início da musica, coisa de gênio.

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  7. Eduardo,
    Já que no podcast você não conseguiu ouvir o equívoco do Dickinson, vou te dar uma “ajuda”. Montei um vídeo explicativo para a sua apreciação e do restante da galera, é claro.
    Abraços e segue o link:

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  8. Bom, eu preciso responder a aqueles que aqui generosamente deixaram suas impressões:

    Valladao :

    Obrigado pelos elogios e quanto ao erro de Misty Moutain Hop, que foi o que me motivou a escrever este post, reconheço que é necessário um pouco de atenção, inclusive por que durante o pequeno deslize de Jimmy Page existem outros instrumentos, como um piano elétrico maravilhosamente executado por John Paul Jones, que podem acabar camuflando o erro. As guitarras estão mais de um lado do stereo, o teclado está mais pro outro. Se facilitar, experimente ouvir o lado do fone de ouvido que tem mais a presença das guitarras, deve assim ser mais fácil de identificar. São duas sequencias de notas do riff principal da música, na primeira ele erra mesmo, e na segunda , provavelmente se recuperando do primeiro erro, a primeira nota acaba saindo mal executada, com um fim mais abrupto.

    Obrigado pelas palavras ,e bem vindo ao Minuto HM

    Alexandre BSide

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  9. Suellen:

    Obrigado pelas palavras, e o Dickinson tem todo crédito do mundo pra fazer mais 378 mil vezes o que ele fez em Revelations!

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  10. Bem, esta resposta vai para os bateristas de plantão que me ajudaram com suas observações :

    A questão que envolve a Fly People Fly é talvez a mais polêmica, pois temos opiniões divergentes:A maioria ( temos a opinião do Marcus Batera via podcast de ontem, dia 29)acha que ouve o erro, mas por exemplo, o Lucas já discorda. COntinuo achando que talvez a melhor definição seja aquela que acabei escrevendo no post.Pode não ser um erro, mas provavelmente não era aquilo que foi originalmente concebido para execução;
    A de Sabbath Bloody Sabbath é uma unamidade, obrigado a todos que concordaram.
    A do KIllers é realmente um detalhe, detalhe este inclusive que foi descoberto por um baterista, o Bruno. O curioso é que o próprio Bruno acabou isentando o Eric Carr do erro, apesar dele mesmo ter sido o responsável pela descoberta, mas isso eu entendo bem, é coisa de fã em última instância. Ou seja, o FInado e maravilhoso Eric Carr não errou (nunca), no máximo ele “improvisou”…

    Alexandre Bside

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  11. Eduardo,

    agora não é possível que você não ouça o detalhe acerca da Revelations..O Remote poderia talvez ser um pouco mais ” polido” no ótimo trabalho de mixagem que ele fez acima…
    Aguardamos sua palavra final

    Alexandre Bside

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  12. Eduardo, B-side e demais:
    Concordei com o B-side, alias já tinha até revisto e não gostado do video explicativo anterior. Alterei alguns textos e mantive o conteúdo que é o que vale.
    Eduardo, veja este link

    E tente encontrar o milimétrico equívoco.
    Abraços

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  13. Agora, sim, excelente trabalho de mixagem , bastante elucidativo, enfim , muito claro de entendimento e perfeito!

    Alexandre Bside

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  14. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    Agora que vi o video!
    E o video me fez lembrar algo: Por que diabos o Bruce toca guitarra nessa música? HAHAHA

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    • Oi Suellen, agora não entendi se devo tentar responder a pergunta ou se você está apenas “brincando” com a participação dele…

      Aliás, este foi um assunto comentado no nosso podcast de segunda-feira… está lá na gravação… se tiver “paciência” de ouvi-lo, você ouvirá algumas “curiosidades” deste assunto, inclusive sobre o Rock in Rio 1.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Complementando e tentando não estragar que foi dito no podcast sobre a música e o Dickinson, vocês por acaso notaram que além de Revelations tem outra música no vídeo? A resposta do motivo pelo qual a outra música está no video também está no podcast, quase como um Easter Egg – pq procurar esta resposta em 4h de conversa vai ser tarefa até a páscoa…
        Abraços

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      • Eduardo, foi uma pergunta retórica. É q eu tinha esqucido q ele tocava guitarra em Revelations.

        Sobre o RiR1 é a história de ele ter batido a cabeça no braço da guitarra, nao é?
        Por isso o sangue hehe

        Acabei de baixaro podcast. Pode deixar que eu vou tentar terminar de ouvir até a páscoa 🙂

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  15. Realmente, ouvir mais de 4 horas de malucos falando de metal é uma tarefa árdua….Quase tão árdua quanto extrair alguma declaração do Eduardo referente ao ” milimetrico equívoco ” que agora considero muito bem dissecado na colagem que o Flávio Remote fez.
    Como está escrito no final desta mixagem: Nós entendemos o motivo pelo qual você não ” notou”.
    Coisa de fã mesmo!!

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  16. B-Side, Remote e galera,

    FINALMENTE cheguei para comentar este maravilhoso post que o Alexandre nos brindou por aqui. Como ele mesmo disse no post, é uma grande responsabilidade, mas que ele (e com a ajuda as vezes de caras como Bruno e Rolf, outros mestres) tirou de letra…

    Este é o primeiro comentário: um post deste tipo não é encontrado facilmente… e ajuda a enriquecer ainda mais o Minuto HM.

    Este post tem só um, digamos, “problema”: vai fazer com que sempre que escutemos estes clássicos, nos lembremos destes pequeno equívocos… HAHAHAHA…

    Em tempo: gosto demais das 5 músicas aqui trazidas, são grandes hinos destas bandas.

    Agora chega e vamos ao que interessa… antes de tudo, aos que não saibam, eu não toco e não tenho noção PRÁTICA de NENHUM instrumento musical… muito menos sei cantar… entretanto, considero que tenho ouvidos apurados, então aí vai o que consigo contribuir…

    1) Fly People Fly: em minha opinião, é um erro sim: a virada ficou “acelerada”. Não considero, como comentado mais acima, uma variação. Se esta foi a intenção, ficou estranho. Respeito a opinião de todos, ainda mais considerando que não sou baterista (não sou nada, na verdade), mas para mim é sim algo que fugiu de uma normalidade, de algo esperado. Resumindo? Errinho.

    2) Sabbath Bloody Sabbath: dos 5 milimétricos equívocos, este de Bill Ward é o mais gritante e fácil de reconhecer, em minha opinião. E esta é uma música que, junto com Revelations (CALMA, JÁ VOU FALAR), vai passar a me “assombrar” com esta minuciosa falha revelada (sem trocadilhos com a quinta música do post) pelo B-Side, mas apontada inicialmente pelo mestre Rolf. Essa é impossível de não notar mesmo…

    3) Misty Mountain Hop: esta é realmente complicada, talvez a mais difícil de todas aqui. Mas também escuto não só um, mais dois deslizes do mestre Page. E como não entendo nada de teoria, tudo que posso dizer é que ele tenta voltar para consertar o milimétrico deslize e não acerta logo neste retorno, apenas logo depois. Mas confesso que este, depois de Revelations, foi o que mais tive que ouvir até realmente perceber. Mas está lá, mínimo, insignificante perante o resultado final praticamente, mas está lá. É praticamente um Easter Egg na história da banda, parabéns por este apontamento…

    4) Killer: puxa, este é relativamente fácil de comentar no sentido que é óbvio que não se ouve o crash exatamente no momento apontado, apenas depois. Será mesmo que aconteceu um erro aqui, ou foi uma variação? Em minha opinião, e ainda considerando que depois tudo volta ao “normal” que vinha sido executado, foi sim um pequeno “ooops” do gênio “The Fox”.

    5) Revelations: ai ai ai, ai ai ai… deixa EU emergir aqui, respirar (apesar de estar resfriado, gripado, sei lá) para poder falar sobre isso… Primeiramente, gostaria de dizer que o vídeo que posteriormente foi aqui adicionado foi HILÁRIO. Mas vamos lá, vai… eu ouvi o trecho da música a exaustão desde que vi este post pela primeira vez… aliás, ouvi tanto que chegou uma hora que, de verdade, não conseguia mais ouvi-lo. O post, publicado no sábado, fez com que eu mergulhasse (sim, como Bruce, muitos dirão) neste trecho a fim de detectar o tal suspiro, respiração, ventinho, etc.. Confesso que, até ontem, terça-feira, eu não ouvia era absolutamente NADA disso. Para mim, era a pronúncia da palavra “watched” com ênfase no tempo verbal (passado), o “ed”, que Bruce ali pronunciava. Pura ênfase. Não, eu não ouvia nada. Mas como repeti o trecho por, sério mesmo, dezenas de vezes, via iPod, computador, YouTube, versão original, remasterizada, pelo speaker do celular, do computador, por fones da Apple, in-ear da Bose, on-ear da Bose, enfim, tudo que tinha as mãos, pude finalmente (e foi pela versão trazida no post originalmente, no YouTube, e não pela excepcional versão “dedicada” do vídeo do Remote) ouvir a tal respiração, que agora ecoa em minha cabeça como uma “palavra” em minha cabeça, um “errr”,… sim, está lá mesmo. A versão do vídeo do Remote me confundia por logo após vem o som da bateria, e com a rápida repetição, me confundia. Mas é verdade, é verdade, é verdade, ele rapidamente emenda com o “and” e me travava a ouvir isso… não consigo nem mais fazer qualquer espécie de “defesa”, ma digo que, sem contar a música, apenas a letra, ali caberia (não estaria errado se existisse) uma vírgula. Na música, o uso dessa pausa também não mata o verso como um todo. Mas também entendo que, pela sequência esperada, ali não era o melhor momento de ter uma pausa… apesar de eu continuar com a opinião de que uma pausa ali não mataria o todo e não estaria liricamente errada… agora, o fato disso não ser “mutado” na mixagem final é realmente algo histórico…

    Sobre o final do vídeo-montagem trazido pelo nosso brilhante Remote: durante nosso podcast, levantei uma questão sobre a mesma música que eu já tinha pessoalmente detectado, sozinho – o trecho de Revelations que se parece muito com Phantom Lord, do MetallicA. Aos que nunca perceberam, recomendo uma nova e cuidadosa audição das duas músicas novamente. As duas músicas sairam em discos do mesmo ano (1983), sendo a do Maiden no mês de maio (gravação em março) e a da banda americana em julho (com gravação em maio). Mesmo assim, não acho que o MetallicA tenha ali “plagiado” tal trecho. Entretanto, como já disse, não sou músico, mas a semelhança dos trechos é enorme e eu percebi sozinho. Me lembro de estar ouvindo Phantom Lord quando me deu o “estalo”, na hora, não sabia da onde, mas depois ouvi Revelations e ali estava…

    É isso. Um post fantástico, discussões fantásticas e muito aprendizado por aqui. E sim, duas grandes assombrações para mim: SBS, mas especialmente Revelations…

    B-Side e Remote: agradeço imensamente pela contribuição e pelo vídeo dedicado… já fico ansioso para o próximo post de vocês… quando sai? Hoje ainda? 🙂

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

    • Olha Eduardo, no fim das contas o que vale é que você percebeu TODOS os erros e sendo músico, amador, profissional, cantor de chuveiro, isso nada interessa. É interessante ver que os deslizes foram deixados por questões econòmicas, falta de saco, sei lá, mas que estão lá bem identificados, estão. O próximo post – posso adiantar que já estou pesquisando um pouco para publicar um quase nesta mesma linha. O problema é que demanda um bom tempo para eu montar, e minhas férias se acabaram ontem, quando tive tempo para fazer o tal vídeo dedicado. Espere que dentro do possivel tentarei acelerar para publicar. Aliás hoje já comecei a coletar o material.
      No fim tenho que elogia-lo, pois mesmo sendo incondicional fã do Bruce, aceitou que houve um erro – isso é: somos todos humanos, inclusive nossos ídolos.
      Suelem e Eduardo
      Sobre a phantom lord e o show do Rock in Rio, afinal tava tudo na brincadeira do podcast e realmente cabiam entrar no video. Sei lá se já sabendo das relações, a Suelem vai continuar nos aguentando por mais de 4 horas.
      Abraços.

      Like

      • Remote, desde o começo eu comentei que não teria problema algum em comentar, caso eu CONSEGUISSE realmente entender / ouvir, a tal respiração. E eu a ouvi, após meu cérebro finalmente conseguir isolar aquilo.

        Fico ansioso pelo seu post… e espero que dessa vez, não seja necessário nenhum “trabalho adicional” comigo… hahahaha.

        Agora, sobre a Suellen estar ouvindo (e comentando!) nosso podcast, é realmente de se destacar por aqui…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

  17. Eduardo, o seu comentário demorou ,mas saiu e valeu a espera!.Muito completo e minucioso.
    Agora apenas o Rolf tá me devendo….
    E Suellen, você merece o prêmio ” paciência de Jó” por estar ouvindo essas 4 horas !!!
    Eduardo, eu já lhe disse e escrevi isso por aqui algumas vezes, vontade de publicar outros posts eu sempre tenho, mas o dia tem apenas 24 horas , infelizmente…

    Alexandre Bside

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