Queensrÿche – Rage for Order – No meio do caminho ou passaram do ponto?

A capa do controvertido Rage For Order

Já que falamos da banda no 3º podcast no álbum The Warning (1984) que já foi resenhado pelo B-side, ficou a pulga atrás da orelha nos incomodando sobre o controvertido álbum que se seguiu na discografia da banda – Rage For Order (1986).
Antes de abordar o álbum em questão, descrevemos aqui o momento da banda em 1986. Após lançar um ótimo EP em 1983, com recepção amena e pouca divulgação, a banda lançaria se primeiro álbum em 1984 com o The Warning. Lembrando que o Queensryche é uma banda de Seattle (EUA), mas com o estilo nesses dois primeiros (o EP e The Warning) bem calcado no HM britânico tradicional – na linha NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal).
Em 1986, curiosamente ou não, várias bandas optaram por experimentar algo diferente e tivemos vários lançamentos das bandas mais tradicionais que fugiram ao estilo dos seus álbuns anteriores. Assim, álbuns como Turbo do Judas Priest – recheados de teclados, Ultimate Sin – Ozzy Osbourne – numa linha bem mais acessível, buscando o mercado americano – cuja o estilo em moda era classificado de Hair Metal ou Poser, e até o excelente Somewhere in Time trazia novidades com inclusão de baixos e guitarras sintetizadas. Talvez possamos pensar que o Queensryche optou por lançar algo também mais acessível, mas o caminho seguido foi muito mais radical e experimentalista.
Voltando ao Queensryche e fazendo referência ao álbum anterior, The Warning, as diferenças notáveis à esta linha mais tradicional no estilo NWOBHM eram talvez a orquestração de Michael Kamen em No Sanctuary e o estilo um pouco mais ousado, quase como uma antecipação do prog-metal do fim dos anos 80, na música NM156. O ponto de partida para interligar os dois álbuns (The Warning) e este Rage For Order talvez seja nesta música apenas e a qualidade indiscutível dos músicos e de produção da bolacha, mas comentar este álbum não é tarefa das mais fáceis, e como há uma diversidade de estilos, iremos tentar traçá-lo música a música.
Bom, começamos o álbum com Walk in the shadows que é uma das mais usuais músicas da bolacha, embora já contenha elementos muito diferentes da linha mais clássica NWOBHM, pois as guitarras embora extremamente bem tocadas (que dividem com extrema maestria o solo da música numa espécie de duelo com precisão cirúrgica) não têm o peso do álbum anterior ou mesmo se alinham neste estilo, numa linha mais para o Hard Rock. Temos de ressaltar (e vale para todo o álbum) a bateria que foi destacada na mixagem e fica muito alta em relação aos outros instrumentos, e a parte vocal que além de ser muito recheada de vocais auxiliares e em sua linha principal é extremamente bem cantada – Geoff Tate está aqui novamente numa fase privilegiada. Esta, como curiosidade, foi a única música do álbum tocada por aqui no show da banda do Rock in Rio 2. Segue um link dela ao vivo em 1991 (da mesma tournê do Rock in Rio 2)

A partir da segunda música, vemos um desvio radical da linha dos álbuns anteriores, e já é percebido na balada I dream in infrared com um abuso de teclados e guitarras menos distorcidas, a tal bateria em primeiro plano e os vocais elaborados.
The whisper é uma música acelerada com guitarras sem muita distorção harmonizadas em dupla inclusive no solo, e novamente a produção capricha na inserção de teclados e vocais – já com efeitos de narrativa – que permeiam também o álbum – são características de álbuns progressivos como o Pink Floyd The Wall e seriam utilizados também em álbuns posteriores como o Dream Theater – Awake.
Na quarta música a coisa se afasta ainda mais de qualquer linha tradicional de Heavy Metal. I´m gonna get close to you é uma regravação de uma música da cantora Lisa Dalbello que se alinhava no estilo Pop alternativo, e o Queensryche inseriu programações de bateria, efeitos e teclados criando um estilo inédito em bandas de Hard Rock até então que fica até difícil de classificar. Cabe ressaltar que Lisa Dalbello era professora de canto de Geoff Tate. Não dá para deixar de notar, que embora a música tenha um estilo muito diferente do que víamos até então, há trechos muito interessantes e bem tocados tanto nas pequenas participações de guitarra – solos e adendos e vocais e novamente na bateria que faz uma virada final muito distante do usual. E sem dúvida o fato desta música ter sido escolhida como single do álbum, com direito a um vídeoclip, igualmente estranho, contribuiu ainda mais para o choque que foi o lançamento deste álbum na ocasião. O visual da banda, outra mudança radical, é visto na contracapa do álbum e neste clip ainda de forma mais latente, e foi outra alteração muito mal recebida, mas ao que parece, também seguiu uma tendência da época, como nos visuais adotados pelo Judas Priest e Ozzy Osbourne nas turnês dos álbuns acima citados.

A seguir The Killing Words mostra um início em balada e violões e abuso de teclados. O refrão acelera um pouco a música e traz de volta um pouco das guitarras e vocais harmonizados em destaque. Novamente a bateria é destaque até na base do solo de guitarra que é muito bem executado. Esta música foi escolhida para ser uma do repertório do acústico MTV que a banda fez em 1992, no auge de seu sucesso comercial, após o lançamento do álbum Empire e do single Silent Lucidity. Porém a versão desplugada é mais facilmente digerida, pois tem um arranjo bem menos complexo, ainda que até o vocal tenha sido alterado para registros mais graves, mas não menos competentes.

Surgical Strike traz uma linha um pouco mais pesada e conseguimos ouvir um pouco do estalado do baixo de Eddie Jackson. Aqui percebemos o estilo que viria a seguir na discografia do Queensryche – o aclamado e consolidado metal progressivo de Operation Mindcrime. Novamente no fim dos solos de guitarra em dupla, aparece o teclado característico do álbum marcando a base. É uma música mais tradicional em vista do resto do álbum.
Neue Regel traz a lembrança de NM156 nos ruídos e programação eletrônica de bateria e traz um vocal com efeito na entrada no fundo parecendo como uma gravação telefônica até 01:49, quando o efeito é liberado para a entrada magnífica de um vocalista que realmente sabe cantar. A música fica presa numa marcação cadenciada até quase 3 minutos, quando entra o refrão e solo de guitarras novamente feito em dupla harmonizada. Uma música bem diferente do Queensryche dos discos anteriores. No fim efeitos sonoros de todos os lados, trazendo a novamente uma das características do álbum The Wall (Pink Floyd).
Chemical Youth também se alinha com o estilo de Surgical Strike, sendo uma música mais pesada e acelerada – apontando mais para o álbum posterior (Operation Mindcrime). Novamente a bateria que está ressaltada aqui aparece com efeitos (Phaser) na base do solo e é muito bem executada por Scott Rockenfield no álbum todo.
London é outra música nada ortodoxa em relação aos álbuns tradicionais de HM. Guitarras limpas e cadência marcam o início da música que traz novamente o uso de muitos teclados – O vocal harmonizado no refrão em contracanto. O solo novamente é tocado em dupla quase que o tempo todo, no fim um vocal impresionante de Geoff Tate, um grande destaque do disco. Esta música juntamente com I´m Gonna Get Close e Neue Regel trazem um estilo que não é o prog-metal que o álbum ostenta como um dos seus precursores, mas caminhando para um rumo até então nunca visto, como uma mistura elementos de programação de ritmos e ruídos característicos de rock alternativo de certas bandas dos anos 80. A “digestão“ desta mistura é difícil para uma única audição.
Screaming in Digital é um título adequado para a próxima canção, que em suas estrofes traz uma bateria com som eletrônico, teclados ou baixo sintetizados não usuais e vocal recheado de efeitos – num estilo que poderíamos indicar como tribal eletrônico (sic). Quando entra o refrão o vocal fica limpo em contracanto constante. Os solos são perfeitamente divididos entre Chris DeGarmo e Michael Wilton.
I Will Remember é uma balada que fecha o disco de forma mais tradicional com uso de violões, inclusive no solo, e que se vê de inusitado é apenas a bateria que mantém a caixa bem alta quando entra na musica. O vocal de Geoff Tate é novamente um grande destaque. Esta balada também foi utilizada na gravação do MTV Unplugged, num arranjo próximo a versão em estúdio, apenas adaptado para a característica acústica.

Em relação às vendas o álbum não foi avanço ao anterior e ambos, juntamente com o primeiro EP somente atingiram status Gold de vendas em 1991 – alavancados pelo sucesso da banda com o álbum Empire. Cabe ainda ressaltar que o álbum posterior a Rage For Order, o Operation Mindcrime, atingiu status Gold em 1989 (1 ano após o lançamento) e chegou a atingir Platinum em 1991 (também alavancado pelo Empire).
Após ouvir o álbum pela primeira vez não tem jeito – não se entende nada e tem que ouvir de novo e várias vezes para tentar entender o que aconteceu com o Queensryche em Rage For Order. Nós já ouvimos muitas vezes e mesmo agora em 2011 o álbum continua sendo surpreendente e atual – dá para notar que influenciou a geração de progressive metal que viria a seguir. O álbum seguinte: Operation Mindcrime traz uma temática única característica dos álbuns progressivos, mas é um recuo em termo de experimentalismo. Então se pensarmos em sequência, este Rage For Order não se situa no meio do caminho entre The Warning e Operation, e sim parece um passo a frente em relação a este último. Na época, porém ficou a sensação de que eles passaram do ponto no experimentalismo e talvez por isso a seguir recuaram um pouco na inserção de elementos eletrônicos (bateria e programação) e se aproximaram também mais do estilo direto em Operation Mindcrime – talvez daí um dos grandes méritos para o sucesso deste último.
Não é um álbum que podemos recomendar para todos os ouvintes. Se procuram um álbum pesado ou tradicional de HM, esqueçam o Rage For Order. Se estão em busca de algo mais inusitado e alternativo, talvez seja uma boa escolha. O que fica claro é que a banda já no segundo disco não tinha medo de experimentar e nunca mais se soube o que esperar do próximo álbum.
Bom, para finalizar deixo claro que se em 1986 o álbum ficou um pouco de lado, por estarmos procurando o estilo mais tradicional de Heavy Metal, hoje em dia é um álbum que eu ouvimos todo e nos surpreendemos em cada audição pelos detalhes, pela complexidade da produção e principalmente pela qualidade dos músicos da banda, numa fase excepcional.
Abraços e até um próximo review.
Flávio Remote e Alexandre B-side



Categories: Artistas, Black Sabbath, Covers / Tributos, Curiosidades, Discografias, Dream Theater, Iron Maiden, Judas Priest, Pink Floyd, Queensrÿche, Resenhas

26 replies

  1. Remote e B-Side, o review, para variar um pouco, está nota 11, na escala de 0 a 10.

    Basicamente, estou começando a conhecer melhor a banda através do esforço e da ótima insistência de vocês, e agradeço por isso.

    Ao ouvir Neue Regel, após indicação do Remote, minha primeira reação não foi diferente do esperado: “oi?” …

    Conhecendo o gosto de vocês, extremamente parecido ao meu, darei sim uma chance a este disco… é indiscutível a qualidade e a técnica, mas ainda não consegui digerir. Talvez seja uma fase – e este é um disco que não creio que seja para do que brinco de “som para todo dia”. Mas com o tempo, poderei fazer um comentário mais apropriado.

    Por enquanto, só tenho a agradecer pela resenha maravilhosa que vocês trouxeram e aguardar por próximos posts…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eduardo,
      Não há garantias que você vai gostar, adorar ou detestar. Aliás tirando a questão da qualidade técnica do album, nem eu sei justificar porque gosto. Não sei se você já virou fã do cara – mas o Geoff Tate faz um trabalho incrível nesta disco e as guitarras em dupla estão impecáveis, assim como o baterista tb tem grande destaque. O certo é que o álbum é muito diferente do estilo tradicional, que é o meu predileto. Então já ficou claro que precisa Muuuuuuitttasss audições para começar a entender.
      Boas audições
      FR

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      • Remote, sim, já estou admirando bastante o trabalho de todos da banda… Geoff é mesmo brilhante.

        E sei que deverão ser muitas audições para este disco, pois também sou da linha tradicional do HM.

        Fico tranquilo com a fonte da indicação: vindo de vocês, cedo ou tarde, vou acabar gostando…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  2. Eduardo :

    Eu não apostaria minhas fichas cegamente nesta sua apreciação .Acho possível, mas não entendo que nossos limites dentro do gênero são exatamente idênticos , e entre bandas da minha predileção e do Flávio existem algumas mais voltadas para o progressivo, como Marillion, Yes e Genesis, além do Dream Theater que faz a mistura do metal com o progressivo, no meu modo de entender, de forma mais plena . Certamente o Queensryche ouviu muito algumas dessas bandas ( Marillion, Genesis e Pink Floyd) com certeza , mas também tem em sua “corrente sanguínea” bandas clássicas do Metal , sem nenhuma dúvida pelo menos o Iron Maiden e o Judas Priest.
    Mas uma coisa é indiscutível: A qualidade e competência dos músicos, independente das experimentações desse ou de outro álbum.
    Fique à vontade para não digerir o álbum, mesmo após diversas audições, eu ( e o Flávio acredito piamente que sim) entenderemos perfeitamente, caso isso ocorra. Mas se você já gosta do THe Warning e o Operation:MIndcrime , existe realmente a possibilidade que o álbum por você também seja bem “digerido”.

    Alexandre Bside

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  3. ai galera, lembro-me bem de quando esse album foi lançado em 86… ele era tão atemporal e ate mesmo estranho que gerou uma certa perplexidade em quem conhecia os trabalhos anteriores da banda, mas sinceramente esse album foi um passo a frente do seu tempo e que até mesmo hj em dia tem-se muita dificuldade de se entender a proposta da banda na época, considero este um dos tres melhorees albuns da banda, porem atualmente sinto muita falta de Cris De Garmo na banda, com suas caracteristica unicas de compor e que até o momento não se encontrou um substituto a altura e nem sei se irão encontrar..mas me emociono toda vez que ouço esse album pq abriu minha mente musicalmente falando …saudades desse tempo que não volta mais.
    abraços a todos

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  4. Sim, Alberto, seu comentário é perfeito e encaixa com a “trilha” que a resenha segue . Lendo o que você escreveu, reflito e bate exatamente com o meu sentimento , apenas não sei se considero um dos três melhores da banda, mas está muito perto disso.
    Bem vindo ao MHM e parabéns pela coerência…

    Alexandre Bside

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  5. eu considero esse disco como um marco na carreira da banda,apesar de nao ser o melhor,mas pra mim ele está sim entre os 3 melhores deles,quando ouvi esse disco foi um choque, e vale ressaltar que até hj eu ouço,o mesmo nao sai do meu longlpay….é claro q ele é inferior ao poderoso operation mindcrime e ao empire,mas é um album q eu particularmente adoro.

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    • Olá, Celso. Primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM.

      Valeu pelo comentário e continue aproveitando o espaço.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Celso, sua reação inicial ( o” choque”) foi ,ao que parece , quase uma unanimidade àqueles que conheciam a banda no formato mais tradicional ( mas igualmente excepcional ) do primeiro álbum The Warning e talvez o EP anterior .
      Tenho a mesma opinião que você em relação ao álbum hoje, após diversas audições percebi a qualidade do mesmo e , sim, uma virada radical e marco na carreira da banda.

      Obrigado pela opinião

      Alexandre Bside

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  6. Segundo o blog wildchild (http://wildchild-motherfucker.blogspot.com),
    o Queensryche pretende tocar o álbum na íntegra no dia 31.10.11, em Nova York, como comemoração aos 25 anos de lançamento do álbum.
    Que isto se torne um dvd !!!!

    Alexandre Bside

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  7. Resenha perfeita, Rage for Order foi o primeiro disco do Queensryche que ouvi. Na época, o disco soou meio estranho, não parecia com nada do que eu tinha ouvido no metal até então, mas lembro de ter gostado logo na primeira audição, pois foi fácil perceber que era um álbum bem criativo e trabalhado, misturando elementos de metal tradicional com progressivo. A propósito, o Queensryche junto com o Fates Warning são os criadores do estilo “metal progressivo” que chamam hoje?

    Ps: nota 10 para o Rage for Order.

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  8. Maurício, muitos consideram sim o Queensryche e o Fates Warning ( que eu nem conheço tanto ) os pré-cursores do metal progressivo ou como é mais conhecido, o prog-metal. Bandas como Dream Theater, talvez o maior expoente desse prog-metal, citam e endeusam tanto uma banda como a outra, sabemos de uma excursão conjunta do QR com o DT no meio dos anos 2000 e da satisfação de Mike Portnoy em ter gravado algo com o pessoal do Fates Warning , em projeto paralelo.
    Sei que o QR bebeu muito da fonte do Pink Floyd , principalmente ao gravar o Operation : MIndcrime e também em álbuns mais introspectivos, como o excelente Promised Land. Dessa mistura saiu o que hoje é considerado o prog-metal .
    Em relação ao Rage for Order, também me causou muita estranheza o álbum quando comprei, até por que já acompanhava a banda desde o ótimo, mas bem mais tradicional, Warning . Que bom que você gosta também do álbum,pode-se falar o que quiser dele, mas é dificil discutir a criatividade , isso não pode ser questionado …
    Agradeço os elogios e fique conosco, há outros posts bem interessantes inclusive envolvendo o QR, como uma resenha sobre o Warning e outra sobre o Operation Mindcrime .

    E engrosso o coro pelo 10 ao Rage for Order !

    Saudações!

    Alexandre Bside

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  9. Ocorreu a coincidência de, quando comprei meu vinil de “Rage for Order”, há uns oito ou nove anos, eu estar vivendo uma fase meio ruim. Sem rumo na faculdade, poucos amigos, morando em um lugar meio afastado… Talvez nunca tenha ouvido tanta música quanto nessa época. E como não tinha internet nem acesso a uma vasta biblioteca de mp3, os protagonistas disso eram meus próprios discos. Mergulhei na audição de “Rage for Order” como na de pouquíssimos outros, e foi caminho sem volta. Apaixonei-me por canções como “I Dream in Infrared”, “The Killing Words” e “I Will Remember”, que revelavam mais beleza e complexidade a cada audição. “Operation: Mindcrime” pode ser a obra-prima do grupo e é sim meu favorito, mas guardo um espaço muito especial para “Rage for Order”, e acho uma pena que tantas pessoas não consigam enxergar sua genialidade.

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    • Legal, não sabia que você o tinha conhecido bem depois do lançamento, ja no meio dos anos 90, o que me surpreende mais ainda, pois eu e Ale vinhamos acompanhando o Queensryche desde 85, ouvindo o Warning e um video ao vivo que trazia canções do EP. Em 1986 a surpresa foi imensa, o que a banda foi fazer depois do Warning?
      Acharia mais complicado entender como você gostou do disco, mas seu comentário mostra que houve tempo para apreciá-lo devidamente e as músicas que você cita estão entre as minhas prediletas também.
      Obrigado pelo comentário e Abraços
      Flavio.

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  10. Foi o primeiro álbum que ouvi do Queensryche, e na época também o achava meio estranho, apesar de gostar muito do mesmo, e isso faz mais de 20 anos, e ainda continuo escutando esse disco ao qual considero entre os 3 melhores deles.
    Apesar de o metal estar presente, o excesso de teclados e demais efeitos, assim como passagens de violão dão o toque progressivo ao disco. Esse disco tem um clima bem tenso e misterioso e isso me atrai bastante. Se pudesse comparar os discos do Queensryche com gêneros de filmes, eu diria que este está para suspense, o Operation para ação, e o Promised land para drama.

    Ps: será que é meu comentário? Não lembro de ter comentado nesse site.

    Mauricio?
    Tuesday, January 1st, 2013 • 14:05

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