Cobertura Minuto HM – Iron Maiden em Belém – um sonho revivido em Belém – resenha

Por Flávio Bastos

No dia 01 de abril de 2011 (por ironia do destino, o dia popularmente conhecido como o “dia da mentira”), uma das maiores bandas do cenário atual do Heavy Metal, IRON MAIDEN, estava em Belém pela primeira vez trazendo um show de grande porte da turnê mundial The Final Frontier (título do último álbum de estúdio do grupo britânico). Por isso, seguramente posso dizer aos leitores desse blog que me sinto bastante saudoso neste exato momento… é como se tivesse revivido um verdadeiro sonho ao ver os caras do Maiden em minha cidade natal. Porque convenhamos, deve ser do conhecimento de alguns que Belém não é lá uma cidade que recebe shows de grande porte com frequência, como esse que ocorreu em abril deste ano. Talvez, um show que viria “logo atrás” desse do Iron seria o que ocorreu no dia 03 de setembro de 2008, em Belém também, da banda alemã Scorpions.

Moral da história: bandas como o Iron Maiden estão quebrando paradigmas e, porventura, descumprindo protocolos impostos por outras bandas que percorrem o mundo com turnês caríssimas, que quando aterrissam em terras brasileiras, não traduzem de fato uma visita ao Brasil com suas cinco regiões geográficas e que consequentemente não satisfazem o ensejo dos fãs de verem shows históricos.

Dessa forma, uma vez que sou professor (diga-se de passagem), dou nota 10 pela atitude do Iron e todo seu crew apoiarem essa política comercial para com o nome da banda. Isto apenas dignifica a instituição que é hoje o Iron Maiden, uma banda claramente estabilizada no universo do Heavy Metal (a exemplo do Ed Force One) que sempre seguiu suas intuições e não se importava com as rádios que não tocavam suas músicas nos hits parades da vida. Daí o motivo da boa relação com os fãs, desde os mais antigos até os novatos que foram sendo conquistados pelo seu legado deixado ao longo das últimas três décadas.

01 de Abril (mentiras a parte): Contando até parece mentira, mas enfim, vou relatar minha relação digamos “sortuda” (para não dizer outra coisa como um palavrão exacerbado) com o IM. A pedido do meu amigo Eduardo Rolim (administrador do blog), que conheci em meio a turnê Somewhere Back In Time em 2009 (Brasília, 20 de março), resolvi compartilhar com os colegas headbangers alguns dos momentos oportunos que tive em minha breve existência.

Bem, sou do ano de 1988 (ano de lançamento do álbum de estúdio Seventh Son Of A Seventh son), então podemos dizer que sou aquele fã de Maiden “intermediário”, que pegou o “bonde andando”. Comecei ouvindo IM por volta dos meus 12 ou 13 anos de idade, ou seja, nessas alturas o Iron acabara por lançar o álbum de estúdio Brave New World (2000), entretanto ouvi logo de cara o clássico de 82 The Number Of The Beast. “Foi paixão a primeira audição!”. Tratava-se de algo que procurara a tanto tempo e que satisfazia minha ânsia por um som pesado porém harmonioso. Naquela época comecei a buscar por todos os álbuns do Maiden.

Hoje tenho todos eles remasterizados em CD. No entanto, cada um possui uma história particular, que vai desde fazer o uso indevido do dinheiro para comprar os Cd’s (tipo deixar apenas de pagar uma conta de telefone no dia do vencimento) até esculhambar com o vendedor de uma loja qualquer de Cd’s. Mas confesso que adquirir o Ed Hunter (1999) foi barra! Passei por um “barril” mesmo… para quem não sabe, o Ed Hunter é um álbum duplo de coletânea que vem com um jogo para PC (isto é, uma peça rara!). Eis meu primeiro sinal de “iluminação”: comprei o último CD da tiragem que foi vendida no Pará, meu estado de origem. Tudo bem, vocês podem até se questionar “Ah, qual é! Isso nós encontramos numa Fnac, Livraria Cultura, Abril, Saraiva ou Americanas da vida”… é, de fato, mas naquela época não contávamos com todas essas franquias que temos hoje Brasil afora né! Mas aí, eis que surge o momento que realmente marcou minha vida… “Before Mr. Gers / After Mr. Gers“…

Simplesmente conheci Janick Gers, um dos três guitarristas da banda, em pleno dia de show, em Brasília, passeando pela Praça dos Três Poderes, no dia 20 de março de 2009 (Eduardo é testemunha disso, hein – e este ano aconteceu com ele também, em Curitiba).

É como disse anteriormente, contanto até parece mentira! Esse encontro inesperado ocorreu por volta das 2:20pm do dia do show. Mais tarde, no Estádio Mané Garrincha (local do show), estava na pista premium marcando presença (onde conheci Eduardo) e, claro, peguei grade! Daí, no decorrer do show, de modo bastante singelo, houve um momento em que Sir Gers acenou pra mim! Não sei se era pelo fato do encontro inesperado… de qualquer forma, estava bem recente naquele dia… todavia, não param por aí meus momentos oportunos.

Já em 2011, em Belém, no dia 31 de março, quando esperava pelo Ed Force One no aeroporto internacional Val-de-Cães, tive a sorte de ser entrevistado pela emissora local da cidade afiliada a Rede Globo, a TV Liberal:

Pena que a reportagem que vocês vêem no vídeo postado no YouTube foi editada sem grande parte de minha entrevista. Somente apareço usando um boné cinza gritando super histérico (seria a parte final da minha entrevista). Mas ainda tem mais…

No dia seguinte, dia do show, 01 de abril de 2011 (ironicamente o dia da mentira), estive presente na área VIP do show (front stage) e novamente, claro, peguei grade! Bem, já que era dia da mentira né, niguém vai se espantar se eu disser que a banda que abriu o show foi o STRESS. Alguém pode dizer algo como, “Hã!? Stress, que banda é essa!?”, enfim trata-se apenas da primeira banda de heavy metal do Brasil e que é legitimamente paraense, além de ser a primeira banda de Death Metal do mundo. Bom, pelo menos é o que é comentado no underground do metal, mas de qualquer maneira sugiro que procurem saber mais a respeito para que eu não passe por mentiroso meus caros, isso se for possível né porque com toda essa atmosfera de 01 de abril é um tanto complicado [risos]. Mas aí prosseguindo com show histórico do IM em Belém no dia da mentira, eis que surge um outro grande momento: “o presente de Steve Harris”.

Como um bom fã de futebol que sou, assim como Mr. Harris, decidi carregar comigo pro show uma camisa oficial do meu clube do coração, Paysandu Sport Club, na tentativa de arremessar para Steve em algum momento oportuno da apresentação. A princípio tive insucesso, pois o chefe da segurança de palco ao perceber que iria arremessar a tal camisa não me autorizou fazer o arremeço visando preservar o espetáculo, no sentido de não causar qualquer problema na performance da banda no palco. Contudo, tive (mais uma vez) a sorte do sujeito talvez “ir com minha cara” e ter deixado eu entregar a bendita camisa, no final do show, pessoalmente, para Steve Harris no backstage. O que me rendeu ganhar em troca através do tal sujeito uma palheta original da turnê, personalizada pelo guitarrista Dave Murray. Infelizmente, não tenho nenhuma grande prova como a foto que tirei com Janick Gers em Brasília em 2009, a não ser a palheta a qual tenho posse e não vendo por nada nesse mundo por ser uma verdadeira relíquia e uma foto no front stage (na grade) que tirei ainda com a camisa do Papão da Curuzú (como é conhecido o meu time aqui em Belém) enrolada na minha cabeça. Ou então se eu encontrar o cara da segurança algum dia, peço pra ele postar aqui confirmando a veracidade da minha história [risos].

De qualquer forma, para aqueles que acreditam no que relatei até então, digo a estes que são pessoas de fé. Para os outros, compreendo a desconfiança, porém o que importa pra mim é o fato de eu saber que vivi essas emoções. Basta isso! Basta sabermos que vivemos coisas pelas quais valorizamos de verdade e que acreditamos. Segundo Steve Harris (quando deu uma entrevista na TV Iron Maiden), quando nós fazemos algo em que acreditamos, aquilo tende a dar certo ou pelos menos não fracassamos de imediato. É o que penso meus caros: tenho fé! Acreditei que poderia viver isso e vivi.

Não sei não… Ou eu tenho muita sorte e quase sempre estou na hora certa e no lugar certo, ou é coincidência demais minha gente… posso dizer que sou um fã de Maiden realizado! Sei lá, tente fazer o mesmo…

UP THE IRONS!

Um grande abraço,

Flávio Bastos.

Colaborou: Eduardo.



Categories: Artistas, Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, Iron Maiden, Resenhas, Scorpions

4 replies

  1. Flávio :

    Muito legal o seu relato apaixonado pela passagem da banda em Belém. Sem dúvida, algo inconcebível na década de 80, mas hoje perfeitamente possível de se repetir. Isso por que o Iron Maiden tem vindo ao Brasil em todas as últimas turnês , e em cada vez que vem , parece buscar mais datas e mais lugares de nossas terras .
    Considerando a experiência super positiva que rolou por aí nesta The Final Frontier Tour, onde a estrutura montada muito bem descrita pela Suellen ( vide o link : https://minutohm.com/2011/04/08/iron-maiden-%E2%80%93-parque-de-exposicoes-%E2%80%93-belem-pa-01042011/) funcionou perfeitamente pois sua pist vip contemplou , além da vista privilegiada, conforto, entrada tranquila , lounge com puffs e buffet ( algo muito diferente do que vimos aqui no Rio , no lamentável episódio patrocinado pela incompetência do HSBC Arena ) acho que o Maiden tem todos os motivos do mundo para voltar por aí. E entre eles, o principal: Fãs como você!

    Saudações ,

    Alexandre Bside

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  2. Flavio, primeiramente, bem-vindo ao seu primeiro post por aqui, no Minuto HM. Começou com 2 pés direitos!

    Como o Flavio disse, nos conhecemos no show do Iron Maiden em Brasília, em 2009, o último que vi da histórica SBIT Tour. Estava sozinho neste show, como ele, e começamos um papo logo na entrada para o show.

    Não só atesto tudo que foi escrito por ele como digo que me emociono ao lembrar desta época e como eu também poderia ter visto Gers em Brasília mas, por uma mudança de planos de passeio, não fui para a Praça dos Três Poderes. Enfim, o Deus Metal foi legal comigo e me deu a chance de encontrar o guitarrista este ano, em Curitiba. No dia do show, o Flavio me mostrava com um orgulho que só um verdadeiro apaixonado pode mostrar as fotos com Janick. Sensacional.

    Flavio, seu relato é muito bonito e o vídeo da entrevista, engraçado. Gostaria de lhe perguntar se você poderia compartilhar conosco uma foto da palheta – terei o maior prazer de adicioná-la aqui no post. E também gostaria de saber se você tem a foto que tiramos juntos com o palco de fundo – se tiver, por favor, me envie também.

    O B-Side, acima, disse outra coisa fundamental: de impossível no passado para muito provável no presente e futuro, cidades como Belém e outras que nunca haviam recebidos shows de grandes bandas podem, sim, aguardar por possíveis visitas de artistas de grande porte. Espero apenas que com preço justo e organização / valor agregado tão bons como nesta oportunidade em Belém.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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