Monsters Of Rock 1988 (Donington Park): curiosidades e a camiseta do festival

Já falamos um pouco da história do festival e das edições nacionais – e hoje trago um pouco da edição de 1988, mais especificamente realizada no dia 20/agosto daquele ano, no Castle Donington Raceway, em Derbyshire, Reino Unido.

Após a super edição de 1987, onde o Bon Jovi foi headliner com o luxo de bandas do calibre de Cinderella, W.A.S.P., Anthrax, MetallicA e, como vimos na discografia recente, Dio, a edição de 1988 traria um cast muito, mas muito especial também para os 107.000 presentes – a maior edição do festival. Vamos a eles:

  • Neal Kaye
  • The Bailey Brothers
  • Helloween
  • Guns N’ Roses
  • Megadeth
  • David Lee Roth
  • Kiss
  • Iron Maiden

Algumas curiosidades:

  • O tempo estava muito ruim na semana que antecedeu a data do festival, o que levou ao local estar em péssimas condições, com muita lama.
  • Um dos telões caiu com os fortes ventos no início do curto show do Helloween, mas não parou de funcionar, o que fez o público não sair de perto dele mesmo com os riscos dele cair totalmente. Ele ainda estava parcialmente pendurado por uma cerca. O set da banda pode ser conferido aqui.
  • Um show deste porte, como sabemos, é bastante intenso. Quando a super banda Guns pisou no palco, a intensidade do público somada com as condições do local levaram muita gente ser pisoteada e sufocada nos moshs. Quando as pessoas caiam, não conseguiam se levantar mais. E, logo na abertura do show, com It’s So Easy, com o público delirando para ver a banda, duas pessoas acabaram morrendo sufocadas na lama. O show foi interrompido mais de uma vez, teve problemas técnicos, mas a banda estava com todo o gás que sabemos. “Don’t try to kill each other ‘cuz we’d like to see you here again”, disse Axl ao público após Mr. Brownstone. Veja o setlist do Guns aqui.

  • A polícia cogitou solicitar o cancelamento do evento, mas teve receio da situação piorar ainda mais.
  • Os shows do Megadeth e David Lee Roth foram tranquilos. Os setlists podem ser conferidos respectivamente aqui e aqui. Na última música do Megadeth, Lars Ulrich e Axl Rose fizeram backing vocals (!) para Anarchy In The U.K.! Já o show do David Lee Roth contou com medalhões do Van Halen, inclusive Jump!, que vinha sendo omitida dos setlists da sua ex-banda, como vimos na nossa discografia.

  • E finalmente o Iron Maiden, a grande atração da noite, com sua tour do fantástico álbum do ano, Seventh Son Of A Seventh Son. “We don’t want anybody to get hurt at this festival. We want everybody to go away and say they had a great time”, disse Bruce, pedindo também para todos darem 2 passos para trás, antes da banda iniciar a lindíssima Infinite Dreams. O show é reconhecido pelos fãs como um dos melhores da banda de todos os tempos, contou com um grande palco temático e é a base do também aclamado vídeo Maiden England, VHS este disponibilizado em 1989 e que será “ressuscitado” pela banda logo mais, com shows pela América do Norte (e que contará com este que vos escreve em 3 oportunidades nos EUA) e que muito possivelmente passará por nossas terras até 2013. O setlist do show pode ser visto aqui.

Para terminar o post, gostaria de trazer para vocês uma raridade: a camiseta oficial desta edição do festival! Ela é uma camiseta de tamanho “M”, mas menor do que as camisetas normalmente neste tamanho hoje em dia, e traz mangas do tamanho 3/4, não muito usuais para camisetas do estilo hoje em dia.

Ela foi comprada pela internet, em uma loja da Califórnia, EUA. Somente esta peça estava disponível. Depois de 1 mês, ela chegou, em excelente estado de conservação – na verdade, novinha em folha:

Quem sabe ela não vira um quadro? 🙂

Deixo meus agradecimentos ao Leandro, pela dica da camiseta, e ao Chris, pela ajuda com a logística da compra.

Fonte-base do post: UK Rock Festivals.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Anthrax, Artistas, Backstage, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Entrevistas, Guns N' Roses, Helloween, Iron Maiden, Kiss, Músicas, Megadeth, MetallicA, Resenhas, Scorpions, Setlists, Van Halen

33 replies

  1. Muito legal que você tenha reunido todas estas curiosidades aqui neste post, Eduardo. Os vídeos são muito legais embora ainda não tenha visto todos.

    Vendo o set do Helloween, é o mesmo que viria mais tarde a ser registrado em um EP, o Live in The UK, porem este gravado na Escócia. Gosto muito do Helloween desta época, a fase dos Keepers. E pra quem curte, este EP é muito legal mesmo!

    O vídeo do Guns com o clipe de Sweet Child O’ Mine mostra porquê eles eram uma das melhores bandas do momento. Tudo alí era muito perfeito e não somente a questão musical, que óbvio não é preciso nem falar, mas também visualmente falando. Os elementos que caracterizavam o guns estavam todos la: Slash com sua cartola, Axl de bandana, Steven Adler e Izzy ainda na banda…. muito bom.

    A participação de Lars nos backing vocals no show do Megadeth, segundo a biografia do Mick Wall, foi por conta de um convite do proprio Mustaine a Lars, que estava lá acompanhando todos os shows como um fã.

    E o Iron com a tour do Maiden England, a melhor ja feita pela banda na minha opinião, em sua melhor forma, melhor set… realmente demais!

    Uma pena os problemas que aconteceram durante o show do Guns, que acabaram tirando um pouco do brilho do show que tinha tudo pra ser perfeito com várias bandas em seus melhores momentos.

    E parabéns pela camisa. Uma bela aquisição. Mesmo que acabe nunca sendo usada, ela serviu de inspiração para que este post fosse feito, o que já foi um grande ganho. 😀

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    • Su, muito obrigado pelas palavras, como sempre. E os vídeos, como você já deve ter percebido, valem ser conferidos quando você puder.

      Eu realmente nunca ouvi muito do chamado “melódico” e, portanto, não tenho uma opinião muito forte das bandas que remetem a este estilo. Pude ver o Helloween abrindo para o Iron Maiden em 1998, época da tour deles do disco Better Than Raw. Minha expectativa estava tão grande pelo Iron Maiden que pouco me lembro do show, mas lembro que a aceitação da galera foi boa.

      Já o Guns estava ali, naquele exato momento, explodindo de vez para o mundo – você foi muito feliz na “caracterização” deles como banda – realmente eles tinham todos os elementos que uma grande banda precisa pois, além de ótimas e marcantes músicas, toda a parte visual, todas as polêmicas, tudo que um rock star tinha direito… o Guns tinha tudo isso e muito mais… Axl Rose já tinha fãs e seguidores fiéis, inclusive público feminino, e Slash era o “cara que todos querem ver a cara”, hehehehe. O talento era muito grande e a banda realmente ganhou o mundo.

      Já Lars é realmente um fã de música e sempre foi a shows na vida. Mas é interessante demais ver que ele participou com o Megadeth e ainda mais como backing vocals – ainda mais considerando a história Mustaine x MetallicA. Bom, também tinha muita droga e bebida naquela época, né? Enfim… sem contar que Lars já era fã do estilo Axl Rose de ser, querendo copiar até o estilo de se vestir do vocalista, então tudo “casou”.

      Já o Maiden, um monstro a parte… um set matador, um palco monstruoso, uma banda perfeita. Vamos ver como será a reprodução deste grande momento nesta nova tour que, a propósito, já está para começar… meu primeiro show será em menos de 2 meses agora!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Este mesmo show do Helloween com o Iron que vc foi em 1998, eu fui aqui no Rio, e mesmo curtindo a fase do Helloween na época, perdi o inicio do show da banda por conta de um problema que persiste até hoje por aqui nas produções de shows: o horário informado no ingresso nunca deixa claro se o horário impresso é o da banda principal ou também contempla a banda de abertura. Cheguei no bis do Helloween e depois disso nunca mais vi um show da banda. Não por falta de oportunidade porque eles já vieram várias vezes aqui depois de 98 mas porque perdi o interesse mesmo.
        Mas o meu foco naquela noite era o Iron com a tour do Virtual XI mesmo. Um dos últimos shows do Blaze e um dos únicos que a banda não voltou ao palco para o bis. Tempos difíceis…

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        • Esse negócio de horário no ingresso realmente é um problema bastante simples de ser contornado, mas raramente é. Basta colocar algo como “banda de abertura: hora x ; banda principal: hora y”. Mais nada é necessário – e raramente temos ingressos com este tipo de informação. Na agenda do blog, ainda procuramos colocar o máximo de detalhes possíveis, principalmente quanto a horários, mas realmente, na dúvida, o negócio é chegar cedo…

          Já sobre o Helloween, pouco me interessei pela banda ao longo destes anos, mesmo tendo visto o show, apesar de também não estar “focando”. E sim, tempos difíceis, com Blaze errando letras de músicas clássicas também, além de tudo…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  2. Nossa excelente post hein edu, arrebentando como sempre, trazendo todos esses detalhes acerca do festival. Já faz um bom tempo que não pego para ouvir bem o helloween, mas concordo com a su, o EP live in the UK é muito legal, me agradar muito ouvir a fase Kiske.

    O Maiden england nem preciso falar nada, é tida como uma das melhores tour da banda e já assisti inumeras vezes esse show.
    Edu e essa manga 3×4 hein, kakakaka. manda logo no quadro na parede que fica melhor, rsrs.

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    • Julião, muito obrigado pelos elogios. A ideia era justamente dar um pouco de contexto, e não apenas “mostrar” a camiseta – mas claro que ela (camiseta) foi a inspiração para que o post fosse feito…

      Sim, o Maiden England dispensa qualquer apresentação e é considerado pela maioria absoluta como um grande momento, talvez o auge absoluto da banda, em termos de setlists e produção ao-vivo.

      Já sobre o fato da manga ser 3×4, eu não sabia desse detalhe na hora da compra e isso também pouco importaria para mim, apesar dela ter um “apelo” mais feminino, digamos assim – o que eu quero dizer: eu não deixaria de comprá-la ou mesmo usá-la por isso.. a questão é que dá MUITA dó de usá-la e ainda não abandonei a ideia de enquadrá-la…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Claro, comprar pela internet nunca é 100% na certeza, tem sempre um detalhe ou outro que passa desapercebido , o que é normal. E outra o que realmente vale é este excelente item que você adquiriu, indiferente do estilo ou tamanho.
        Assim como este ticket abaixo que não é da mesma edição, mas vale igualmente como item de colecionador.

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        • Olha, Julião, na verdade, na foto do site, dava para ver que não era uma manga curta. Eu, sinceramente, pouco me importei com este ponto – podia ser até regata…

          A preocupação no momento da compra era se a camiseta estava em bom estado, pois também investir em algo muito “destruído” não seria legal – e está, aliás, está muito bem conservada – o branco ainda é branco, por exemplo… realmente estou feliz com a compra 🙂 .

          E sim, muito legal este outro ticket autografado, não? Outra raridade bem legal…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  3. Não é do Monsters de 1988, mas vale o registro!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Excelente e completíssimo post . Parabés pela raridade que chegou em suas mãos, eu sugiro que seja usado em algum dos momentos especiais que você vai viver nos EUA em breve. Transformá-la em quadro também é uma ótima forma de conservá-la .
    Voltando ao festival, um impressionante line up, sem dúvida . Dave Lee Roth estava no segundo álbum solo, ainda um momento marcante em sua carreira . O Megadeth estava para muito em breve chegar à sua formação mais clássica, ao que parece esse foi o último show com Chuck Beller e Jeff Young em sua formação , para serem substituidos por Nick Menza e Marty Friedman. Segue abaixo a versão de In my darkest hour deste Monsters 88 :

    O Guns and Roses vivia já uma fase de grande notoriedade, mas é interessante ver que ainda não era uma unanimidade, percebe-se claramente nos raros vídeos aqui disponibilizados que eles foram alvos de toda a sorte de objetos jogados pela platéia do “gargarejo” , bastava um deles se aproximar um pouco mais do público.
    O KISS rompeu sua tradição de não abrir para quem já havia aberto um show seu, certamente pelo cachê que deve ter mandado tal “escrita” às “favas”. A banda teve bom reconhecimento do álbum Crazy Nights na Inglaterra, mas confesso que vejo a fase que certas restrições , além de considerar a tour uma das mais fracas da banda . Interessante é que eles lançariam outro álbum ainda menos coeso na sequência, mesmo tendo o hit Forever( Hot in the shade) , mas que traz uma tournê com shows muito melhores que esse visto no Monsters .

    O Iron certamente viveu o ápice de sua carreira, era considerada a melhor banda do momento, é muito legal ver o recorde de público que atingiram ( exceto por um certo e histórico show feito na América do Sul – Um tal Rock in Rio, de 1985 ). Turnê essa que está se repetindo esse ano exclusivamente nos EUA, e que teremos o mais acertado representante aqui do Minuto para trazer todos os detalhes desse histórico revival . Não havia visto esses vídeos de Donington, são bem legais, ainda que clareamente percebamos alguma dificuldade em certos momentos vocais de Dickinson, assunto que já foi comentado em um dos “longa-metragens” podcasts aqui do Minuto HM.

    Por fim , trago uma curiosidade envolvendo o nome Monsters of Rock . Sabemos que vários shows com esse label foram feitos na Europa, mas eu não sabia que em 88 existiu uma versão nos EUA , inclusive antes da parte européia , entre maio e julho daquele ano . As bandas daquele line up não fazem feio para esse impressionante line up de Donington ; São elas :
    Kingdom Come, Metallica ( na …And Justice for All tour), Dokken, Scorpions e Van Halen.
    Segue um vídeo dessa versão americana do Monsters 88 :

    Enfim, que momento para o gênero, felizes aqueles que estiveram nesses festivais !

    Saudações

    Alexandre

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    • B-Side, que espetacular este pos… matéri…artig… esse comentário que você fez!

      Primeiramente, obrigado como sempre pelas palavras. E sim, a ideia de usar a camiseta por lá não está descartada, mas confesso que tenho um certo receio de levá-la para viajar, pois em viagens, as vezes coisas acontecem (esquecimentos) – fora que lá estará 42º, então usar essa camiseta apertada com manga não seria o ideal. Mas, de qualquer forma, não desconsidero levá-la para de repente ir para um bar com ela…

      Muito bom o vídeo do Megadeth – Mustaine cantando, hein? Hehehehe.

      Sim, o Guns ainda não era uma unanimidade, mas já era uma banda com uma legião de fãs – mas, convenhamos, no meio de tantas feras, era mais difícil “valorizar” o Guns, apesar deles também estarem com uma energia monstruosa…

      Sobre o Kiss, seu comentário é um show à parte mesmo, e claro que há o alinhamento com a discografia, o que é excelente.

      E o Iron Maiden? Realmente o ápice em termos de tudo e realmente será uma honra poder vê-los mais de duas décadas depois recriando um pouco da magia – só não tem isso de “melhor representante”, nada… seu irmão, o Rolf, a Suellen ou você, apenas para citar alguns exemplos, representariam o blog de maneira espetacular… e concordo que o Bruce ali já demonstrava alguns sinais claros de fadiga, cansaço, então não atingindo tudo aquilo que sabemos que ele (continua) capaz. Não foi o ápice do vocal dele, ainda que em nada, em absolutamente nada, pudesse ser alvo de críticas a não ser comentários neste nível que estamos fazendo.

      Já sobre o Monsters of Rock de 1988 nos EUA, confesso que só fui descobrir quando estava procurando os vídeos para o post, então foi muito legal você ter trazido um pouco para a gente. Realmente é um lineup que faz feio para nenhum outro. A reportagem do vídeo da MTV, ainda que tenha algumas repetições no vídeo, é muito legal. Ver Kirk e Jason novinhos (Jason, então, novo de banda, inclusive), um Hetfield com toda a agressividade, no melhor dos sentidos, e Lars já falando coisas que ele fala até hoje, como “vamos fazer o que quisermos e o que acharmos certo”, demonstrando todo seu lado não-musical, mais político, mas de quem sabe sim administrar a máquina que é esta banda. Muito legal também ver a parte com Sammy Hagar e com os caras dos Scorpions…

      E sim, felizes são aqueles que ali estiveram presentes, seja qual for a edição.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Muito legal esta troca de comentários entre vocês dois. E o Bside sempre trazendo várias coisas legais pra complementar o post.

        O vídeo do Megadeth, talvez a minha música preferida da banda, Mustaine leva uma latada na cabeça lá pelo momento 4:05, mas em um dia em que ele parecia estar surpreendentemente feliz, possivelmente sob efeito de drogas, nem se importa muito com o fato e no final ainda levanta os braços, celebrando, bastante satisfeito \o/

        Sobre o Guns, acho que o problema não era bem de aceitação as coisas atiradas ao palco, até porque conforme pode-se ler neste próprio texto, foi a grande comoção na platéia devido o inicio da apresentação do Guns que deu inicio às tragédias que aconteceram naquele dia. Acho que as coisas jogadas no palco foram só um reflexo da grande situação caótica em que as pessoas se encontravam naquele momento. Enfim, estou só tentando defender a banda, rs.

        O Kiss, nem posso falar muito, preciso retomar os posts das discografia. O visual sem maquiagem, de clean não tem nada. É tão espalhafatoso quanto maquiados. Talvez até mais cafona hehehe

        O Bruce, vamos dar um descontinho né… muitas tours na época, estava desgastado mesmo.

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        • Nossa, eu não tinha visto a “lata voadora”… muito bem observado, Su… e sempre tem um idiota…

          Olha, como no caso do Mustaine, sempre tem uns idiotas (talvez os mesmos) que jogam coisas no palco, então não dá para saber ao certo se foi por conta de ser uma banda nova para os idiotas, pelo caos que se passava no festival ou por ser um idiota bêbado / drogado etc (podendo esta última ser combinada a gosto do freguês). Entre as 3 opções, fico com a última, até porque realmente a banda já tinha sim uma aceitação por grande parte do público, mesmo ainda sendo nova.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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        • Então , por partes, em complementos aos dois últimos ótimos comentários, do Eduardo e da Suellen :

          -Cafona é a palavra mais adequada para o visual do KISS, concordo em gênero, número e grau com a Suellen, mas isso na época talvez ainda fosse considerado algo de “vanguarda” , vai entender…
          Trago um exemplo do que foi a mudança de visual para a turnê posterior, esse show inclusive tá no kissology. Eles até usam uma música não muito cotada para abrir costumeiramente os shows, I stole your love :

          -No caso do Guns, eu poderia ir pela primeira opção citada pelo Eduardo, pefeitamente. Idiotas sempre tem a tendência de malhar as bandas pouco conhecidas .Se fosse no Brasil eu apostaria firmemente nessa hipótese, nessa época havia muito distanciamento, por exemplo, entre fãs do Guns e fãs do Iron.

          -Falando em Iron, hoje as tours estão menos sacrificantes para a banda ? Desculpem a ignorância, peço ajuda a vocês para tirar essa dúvida , pois também credito ao fato de Dickinson estar sabendo utilizar com mais sabedoria hoje a sua voz para o fato dele , em minha opinião, ser o atual melhor vocalista do gênero. Será excesso de shows, ou melhor aprendizado do uso vocal ?

          Saudações

          Alexandre

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  5. Bside, eu acho que a condição atual do Bruce deve-se as duas coisas: tours menos exaustivas e melhor aprendizado vocal.

    O Iron não mantem mais aquele ritmo incessante dos anos 80 de turne-gravação-turnê, o que certamente contribui bastante para a preservação das cordas vocais do Bruce. Por exemplo, o último show da Final Frontier Tour foi em Agosto do ano passado e somente agora, quase 1 anos depois que a banda voltará aos palcos novamente, para uma série de 2 meses de shows e depois uma nova pausa até a continuação da Maiden England.

    Isso é minha opinião como fã, baseado somente em observações. Não sei nada a respeito de técnicas vocais. A galera cantora aqui do blog é mais capacitada pra falar sobre.

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  6. Bom, B-Side e Su, tentando não ser muito repetitivo, vamos lá:

    Kiss: sim, na época ainda talvez pudesse mesmo ser considerado algo de “vanguarda” – a época farofeira, hehehe.

    Sobre o Iron Maiden, a Su comentou muito bem. Eu adicionaria ainda nos últimos anos, o Iron Maiden tem uma fómula-reloginho para tudo, é uma grande engrenagem: vocês podem notar que há um ciclo muito previsível no que a banda faz em termos de gravação de estúdio, tour, lançamento do ao-vivo, lançamento de algo do passado (Early Days e comemorações do passado – Somewhere Back In Time e agora o Maiden England) e tour de verão.

    É um ciclo que vem muito forte e previsível mesmo. Já nos anos 80, a coisa não era tão controlada, os álbuns eram lançados anualmente e havia tour após tour, shows e shows. Bruce sem dúvida evoluiu muito em todos os aspectos, inclusive neste de saber usar melhor sua poderosa voz. O Maiden prepara inclusive os setlists baseando-se neste aspecto da voz do Bruce – como exemplo, vide The Talisman, música muito alta, que logo veio para o começo do set logo após os 2 ou 3 primeiros shows da tour do The Final Frontier.

    Então, acho que é mesmo uma composição de sabedoria / idade com menos shows e com o próprio setlist. Por fim, poucas músicas também dos últimos discos são tão altas como coisas que vimos nos anos 80, ajudando o melhor vocalista de heavy metal atualmente, mas aí também não sou profissional do assunto…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Du, sua análise sobre o reloginho foi perfeita! E tambem a observação sobre a mudança no set em favor de uma melhor performance do Bruce. Não há mais nada a acrescentar! Parabéns! 😀

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  7. Muita coerência no comentário de vocês, Eduardo e Suellen. É que eu vejo o Iron conduzindo sua carreira de forma tão “ativa ” hoje em dia, com vários álbuns e tours , que até faz parecer que o ritmo não tinha mudado. Mas o que aconteceu nos anos 80, em especial incluindo a tour do Powerslave era realmente insano.
    Acho que a análise de vocês fecha o assunto de forma brilhante, em especial pelo detalhe envolvendo a The Talisman.

    Alexandre

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  8. B-Side e Su, muito obrigado a vocês pelas palavras, mesmo…

    Outro ponto que lembrei foi uma entrevista que vi do Bruce em algum lugar, logo no início da tour do The Final Frontier, onde ele “agradece” por El Dorado também estar no início do set…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Não sei se já comentaram aqui mas esse show do Maiden será lançado nos Bônus do DVD Maiden England ano que vem, assim como o Rock in Rio 85 foi lançado nos Bônus do Live After Death em 2007.

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    • Guil, sim, estamos sabendo. Obrigado! Aliás, com esta nova série de posts da Califórnia, teremos posts de 3 shows que tive a oportunidade de assistir por lá já dessa tour do Maiden England. Eles deverão ir saindo de acordo com a série, peço apenas um pouco de paciência, mas vão sair :-).

      Legal que esteja participando, continue conosco.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  10. Outra curiosidade legal do Monsters 88 em Donington é observar nas fotos do palco durante o dia os PAs descobertos todos “pretos” e quando rola o set do Maiden, na The Evil sobem dois “panos de palco” gigante de cada lado com mais desenhos dos icebergs e Eddies congelados….a banda (produção) levou bem a sério o lance da cenografia do 7º son com as geleiras e tudo mais….faz falta essas coisas em muitos shows hoje. (em 2008 no estádio em Londres usaram algo parecido no palco)….torço para que entre algo do show em Donington como bônus do DVD – ME. ps: da mesma forma que queria ver o cenário da World Slavery tour naquele palco do Monsters 96 no Pacaembu…Saludos!

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    • Jailton, obrigado pelo comentário por aqui e seja bem-vindo ao Minuto HM.

      Cara, o cenário da World Slavery Tour foi “parcialmente” reproduzido durante a Somewhere Back in Time Tour da banda (2008/2009). Agora, no Rock in Rio, teremos o cenário do Maiden England e posso adiantar, pois já tive chances de ver este show no exterior ano passado: caso a banda traga tudo, é o melhor cenário que eles já fizeram na carreira!

      Continue participando.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  11. Grato rela réplica Eduardo! Sim, sem dúvida estou a par da Maiden England tour 2013-13 e já com meu rock in rio card em mãos aguardando o show (e com sorte talvez mais algum outro na américa do sul ou Brasil para assistir também)….espero PRINCIPALMENTE que dessa vez por ser Rock in Rio e o Medina pagar a produção completa, a banda traga o cenário europeu (o mesmo usado nos shows dos USA), pois se vc reparar com atenção é diferente do modelo que usam quando a banda viaja com o Ed Force One…o cenário europeu e americano tem mais plataformas por sobre a parte da frente e alguns detalhes a mais de luz etc…

    Se olhar a SBIT tour quando começou em 2008 e fizeram a primeira perna da turnê os desenhos “egipcios” eram menos detalhadoos dos usados na turne europeia e americana, quando usaram o cenário com as duas escadas ao lado da bateria, mais rampas por detrás e até a escada defronte a bateria (colsa de fã xiita esses detalhes né? rs mas faz diferença)….além claro da múmia, eddie farao e demais coisas que trouxeram nos shows de SP e Rio 2009. (tive chance de ir em ambos tanto em 2008-09)…

    De toda forma, quando a banda anunciou que voltaria ao Brasil em 2009 disse que traria a produção completa da tunrê européia, mas na verdade trouxeram “sò” (se é que pode dizer só pois era o principal), os sarcofagos, o farap, a mumia da bateria e os pirotecnicos…o cenário usado foi o mesmo dos shows 2008 das gravações do Flight 666.

    O europeu além de mais bem feito, tinha uma série de desenhos interessantes como algumas referencias aos anos 80 como o simbolo do Chicago Bulls, um pacman “come come” etc….

    No show do estádio de Londres e acho que Italia, usaram panos desenhados também sobre os PAs e acima do palco (semelhante ao cartaz azul oficial da turne do SBIT) e nada disso vir prá cá…rs

    De toda forma. já achei incrivel esse cenário usado nos shows 2012 da Maiden England tour e torço para usarem aquelas outras “geleiras” rs que brilhavam no escuro..pois ainda achei simples esse palco comparado ao usado em 1988…

    De toda forma claro, o show musical que importa! Mas me referia sobre como o desenho da piramide usada no Monsters of rock SP 96 combinaria perfeitamente também com o cenário de palco usado na SBIT…da forma como fizeram nesse Donington 88 a partir da The Evvil….rs

    post longo mas pra explicar tudo….parabens pela equipe e posts do blog, ta bem legal (o post sobre o Elvis Experience ficou perfeito)

    Saudações!

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    • Jailton, legal que esteja acompanhando o blog e curtindo. Agradeço em nome de todos por aqui e incentivo-o a continuar sempre participando!

      Sim, teremos que ter sorte para vermos em 2013 o Maiden tocando em mais alguma cidade do Brasil. Já estamos avançando para fevereiro e o primeiro semestre já começa a ter alguns nomes confirmados… se for deixar para o segundo semestre, aí praticamente temos que descartar as chances, dado que os headliners do RiR costumam ter contrato de exclusividade com o festival – Sr. Medina é o Sr. Medina, não é a toa que ele consegue o que consegue, sábio e habilidoso como é…

      Vamos torcer sim para ser toda a parafernália gringa pois, se for, será lindo – para mim, novamente. Sim, quando o avião é usado, por questões de limitações e mesmo financeiras, a coisa fica menos mais “enxugada”… mas vamos ver…

      Muito legal seu comentário quanto à SBIT tour, sim, é isso mesmo… vi 5 shows desta tour em 2008 e 2009 e, assim como você, reparei sim nestes detalhes. Claro que fez falta e ainda tivemos que nos contentar com algumas economizadas em fogos de artifício. Sua observação do Flight 666 é correta também, inclusive é uma pena que as imagens dos outros países não tenham sido de quando o palco ganhou mais elementos…

      Quanto às geleiras que brilhavam no escuro nos anos 80, cara, pelo menos nos shows que vi nos EUA, não rolou. Entretanto, eles trouxeram muitas coisas bacanas e fizeram diversos “upgrades” pontuais em explosões e no Eddie de Seventh Son Of A Seventh Son. Vou parar de falar por aqui porque tenho uma enorme dívida neste blog de resenhar dos 3 shows que vi e pretendo fazer isso ainda. Quando? Não sei ainda, mas espero fazer logo, logo…

      De novo, parabéns pelo comentário excelente e continue participando mesmo. Dê uma navegada no blog por data e verá posts da SBIT Tour e muitas outras coisas do Maiden e de outras bandas.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  12. Fantástica novidade – finalmente saindo de maneira oficial e atualizada – dia 25/março/2013, o lançamento do DVD Maiden England ’88, antes disponível somente em VHS, contando com três músicas deixadas de fora da versão original: “Running Free”, “Run To The Hills” e “Sanctuary”. O segundo disco será a sequência do documentário iniciado em “The Early Days”, contando a história da banda com o passar dos anos.

    Obs.: é lamentável ver a falta de criatividade novamente da banda em usar esse horrível Eddie The Trooper novamente – que Eddie ridículo! Outra coisa: remasterização sem blu-ray? Está na hora de matarmos o DVD de vez…

    Mais informações: http://ironmaiden.com/maiden-england-88-concert-to-be-released-on-dvd.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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Trackbacks

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