Faleceu Clive Burr, 56, ex-baterista do Iron Maiden

A família Iron Maiden acaba de sofrer um duro golpe: Clive Burr é o primeiro ex-membro realmente fundamental na banda que falece.

É difícil começar a fazer um post assim pois, como não é segredo para ninguém que acompanha nossos posts e nossos papos, eu sempre comento que temos que valorizar esses gigantes enquanto podemos. Clive não estava na ativa há muitos anos, mas é um primeiro sinal de que, como diriam os próprios gringos, “they are not getting any younger”. E, como disse, é chocante pensar que isso vai acontecer com cada vez mais frequência, inclusive nestas bandas que tanto tratamos como se fossem “inatingíveis”, quer queiramos ou não.

O que nos cabe é, desta forma, admirarmos os que estão em vida ainda e celebrarmos o legado (este sim, imortal) daqueles que já se foram.

Clive nasceu em 08/março/1957 e, portanto, tinha acabado de completar 56 anos de idade. Burr faleceu ontem, dia 12/março/2013, encerrando sua enorme batalha contra a esclerose múltipla. Tocou no Samson antes de sua entrada no Maiden, que tanmbém contava com “Bruce Bruce”. Trocando de bandas com Nicko McBrain, baterista da banda francesa Trust, seu sucessor, Clive participou “simplesmente” dos 3 primeiros álbuns de estúdio da banda, os históricos Iron Maiden, Killers e a obra-prima The Number Of The Beast, além do ao-vivo Maiden Japan.

O baterista tinha como seu grande ponto forte um incrível feeling, talvez um destaque até superior à sua técnica. Era um músico sólido, de grande (e forte) pegada e extremamente competente.

Já falamos muita da história de Clive e de seu duro caminho com a doença neste post aqui – e é um ótimo momento de relembramos um pouco dela – assim como estes outros posts relacionados.

Tanto Steve quanto Bruce já se manifestaram oficialmente:

Harris: “This is terribly sad news. Clive was a very old friend of all of us. He was a wonderful person and an amazing drummer who made a valuable contribution to Maiden in the early days when we were starting out. This is a sad day for everyone in the band and those around him and our thoughts and condolences are with his partner Mimi and family at this time.”

Dickinson: “I first met Clive when he was leaving Samson and joining Iron Maiden. He was a great guy and a man who really lived his life to the full. Even during the darkest days of his M.S., Clive never lost his sense of humour or irreverence. This is a terribly sad day and all our thoughts are with Mimi and the family.”

A última aparição pública de Clive ao lado de seus ex-companheiros tinha sido em um dos eventos do “Clive Burr MS Trust”, fundo que desde 2001 angaria (angariava?) recursos para a pesquisa desta ainda incurável doença. O evento serviu inclusive para encerrar, na época, a tour do álbum A Matter Of Life And Death (que não passou pelo Brasil) e foi a única data em Londres do Iron Maiden.

Iron Maiden Setlist Carling Academy Brixton, London, England 2007, A Matter of the Beast

clive_wheel2
Que ele tenha seu merecido descanso. E é esta a imagem que recomendo guardarmos como “top of mind”:
Clive Burr Iron Maiden
[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Entrevistas, Iron Maiden, Off-topic / Misc, Setlists

8 replies

  1. Que Clive tenha, enfim, seu merecido descanso. Carinho e reconhecimento dos fãs, sem dúvidas, ele sempre teve. Principalmente por ter participado de álbuns tão importantes na discografia do Iron, em especial o meu preferido The Number Of The Beast. Mas muito legal que seus ex-companheiros de banda tenham estado ao seu lado no combate desta triste doença… Não há muito o que dizer nesta hora…. O sentimento é como se um ente querido tivesse partido…

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  2. Não tenho muito que escrever… Clive passava por esse revés há algum tempo e talvez, em conformidade com as palavras da Suellen, tenha enfim descansado. Pouco sei da doença, espero que o sofrimento não tenha sido demais …
    Seu lugar na história ficará para sempre por ter sido o “cara” que começou com brilhantismo a conduzir as panelas do Maiden. Seu trabalho é muito bom em seu período com o Maiden, a entrada de Run to the Hills ficará para sempre para a posteridade como algo imediatamente reconhecível, basta qualquer baterista se atrever a tocar os primeiros segundos da canção , e lá está a marca de Clive. Outros momentos musicais seus no Iron também ficarão para a eternidade assim como presença sempre marcante nos shows da banda

    Que fique em paz , nós , amantes da boa música, só podemos ficar gratos
    a Clive.

    Alexandre

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    • B-Side, não foi a toa eu ter colocado o vídeo de Run To The Hills no post. Acho que é a grande marca do Clive, ainda que outras músicas também sejam emblemáticas.

      A cada vez que Nicko ou outro baterista tocar o clássico, lá estará Clive, eternizado.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. A realidade é que depois destes primeiros albuns o Iron adotou um som mas enlatado o que deixou saudades, mas é assim mesmo e mesmo tendo um som mas comercial sempre foram muito eficientes. Clive é aquele cara que você ouve é já sabe quem esta tocando e isso é marcante e sempre perseguido pelos músicos…

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    • Wellington, respeitando sua opinião, acho Nicko um baterista mais técnico, mas realmente Clive tinha um feeling e uma pegada muito forte, atributos que me interessam muito em um músico, principalmente bateristas…

      Que descanse em paz…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

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