Discografia-homenagem DIO – parte 18 – Rainbow Ao Vivo

Com o término dessa primeira etapa da fase, por assim dizer, das “semifinais” que vão trazer as finalistas entre músicas que cobrem a carreira do saudoso Ronnie James Dio em suas três bandas mais representativas (Rainbow, Black Sabbath e Dio), inauguramos nesse post em forma de resenha um apanhado dos álbuns ao vivo gravados pelo lendário e saudoso vocalista. Esse primeiro post da sequência de três trará em detalhes os álbuns ao vivo gravados pelo grande vocalista em seu período na fantástica banda Rainbow. O foco principal é um live álbum que até hoje é considerado um dos melhores de todos os tempos, ON STAGE. Além deste, o post trará algumas informações de álbuns lançados em momentos que o Rainbow não se encontrava na ativa e que foram desengavetados para satisfação dos fãs que gostariam de ter mais material ao vivo no pequeno período de tempo em que Dio esteve nas fileiras da banda de Ritchie Blackmore. Sem mais nos estender, vamos lá!

ÁLBUM: ON STAGE

A capa do vinil - Rainbow On Stage

A capa do vinil – Rainbow On Stage

■ Gravação: setembro e dezembro de 1976 na Alemanha e Japão.

■ Lançamento: 07/07/1977.

■ Produtores: Martin Birch.

■ O álbum atingiu 7º lugar na parada do Reino Unido e 65º lugar na Billboard.

■ O álbum vendeu 60.000 cópias.

Faixas – Disco 1:

1- Kill the King –  5:32 3- Catch The Rainbow –  15:35
2- Man on The Silver Mountain/Blues/Star – 11:32

Faixas – Disco 2:

1- Mistreated – 13:03 3- Still I’m Sad  – 11:01
2- Sixteenth Century Greensleeves – 7:36

No fim de 1975 a banda Rainbow, após uma reformulação de seu line up pouco tempo após o lançamento de seu álbum de estreia  Ritchie Blackmore’s Rainbow, passa a ter em suas fileiras aquela que é considerada pela grande maioria de seus fãs a sua melhor formação e certamente a primeira superbanda que acompanhou o temperamental guitarrista nessa nova etapa de sua carreira. Em novembro para a pequena excursão que promoveu o primeiro álbum da banda, Blackmore passa a ser acompanhado por, além do próprio Dio, Jimmy Bain no baixo, Cozy Powell na bateria e Tony Carey nos teclados. Essa banda se reúne pouco tempo após o término desta primeira tour e compõe aquele que é considerado o melhor álbum da carreira do Rainbow: RISING.

O icônico arco-íris que faz parte de sua capa viria a ser o tema da turnê subsequente e ficaria para posteridade como símbolo maior da banda.

A grande maioria dos registros que se encontram até hoje da perfomance do Rainbow ao vivo estão justamente na turnê deste segundo álbum, em especial os shows na Alemanha e Japão. Dos shows desses países sairão praticamente todos os lançamentos oficiais conhecidos até hoje pela banda contando com Ronnie nos vocais, inclusive o único registro em vídeo com qualidade compatível com a grande fase da carreira da banda, esse gravado com a formação seguinte, uma outra super banda que gravaria o álbum LONG LIVE ROCK & ROLL, tendo David Stone nos teclados e Bob Daisley no baixo.

A exceção à regra está presente no álbum da primeira despedida da banda, quando Ritchie Blackmore resolve voltar para o Deep Purple, em 1984. Lançado em 1986, e tendo muito mais em seu track list faixas da fase de Jon Lynn Turner, o álbum contém duas faixas da turnê americana de 1978, gravados sob forma de bootleg em Atlanta e oficializadas para este lançamento: Man On The Silver Mountain (que foi adicionada na forma de overdub com faixas de guitarra) e Long Live Rock and Roll.

FINYL VINYL

Spotlight Kid, I Surrender, Miss Mistreated, Street Of Dreams, Jealous Lover, Can’t Happen Here, Tearin’ Out My Heart, Since You Been Gone, Bad Girl, Difficult To Cure, Stone Cold,Power, Man On The Silver Mountain, Long Live Rock ’n’ Roll, Weiss Heim.

A Capa de Finyl vinyl

A capa de Finyl Vinyl

De volta a 1976, os shows de setembro na Alemanha foram gravados tendo como ideia estarem disponíveis para compor um live álbum da banda, mas inicialmente a banda iria lançar seu terceiro álbum de estúdio. Sabe-se que os problemas com a mudança de formação anteciparam  o lançamento de ON STAGE, em especial pela saída de Tony Carey que chegou a participar da fase inicial da feitura do álbum LONG LIVE ROCK & ROLL.

Os shows da Alemanha, gravados entre 25 e 30/09/1976, estão presentes não só em boa parte do ON STAGE, mas também em outros dois lançamentos feitos muito tempo depois: em 1994 foi lançado o duplo LIVE IN GERMANY, que é um apanhado desses shows e contém todas as faixas que eram tocadas na turnê de 1976 e tendo, além de Stargazer, Do You Close Your Eyes.

LIVE IN GERMANY

Kill The King, Mistreated, Sixteenth Century Greensleeves, Catch The Rainbow, Man On The Silver Mountain, Stargazer, Still I’m Sad, Do You Close Your Eyes

Rainbow - Live in Germany

Rainbow – Live In Germany

Em 2006, lançado como comemoração dos 30 anos dessa fase da banda, um pacote chamado DEUTSCHLAND TOURNEE 1976 traz a íntegra de três desses shows, em Colonia, Nuremberg e Munique, num formato de seis CDs, ou seja, três álbuns duplos. Podemos aqui ouvir a faixa Stargazer, grande vencedora da pesquisa entre as músicas do Rainbow, em sua versão de Colônia, executada, portanto, com a formação que gravou RISING:

BOX DEUTSCHLAND TOURNEE

DISCO 1 e 2 COLOGNE

Over The Rainbow, Kill The King, Mistreated, Sixteenth Century Greensleeves, Catch The Rainbow, Man On The Silver Mountain, Stargazer, Still I’m Sad, Do You Close Your Eyes.

DISCO 3 e 4 DUSSELDORF

Over The Rainbow, Kill The King, Mistreated, Sixteenth Century Greensleeves, Catch The Rainbow, Man On The Silver Mountain, Stargazer, Still I’m Sad.

DISCO 5 e 6 NURNBERG

Over The Rainbow, Kill The King, Mistreated, Sixteenth Century Greensleeves, Catch The Rainbow, Man On The Silver Mountain, Stargazer, Still I’m Sad, Do You Close Your Eyes.

O Box Deustchland Tournee

O Box Deustchland Tournee

A banda tocava muito raramente a faixa A Light In The Black, que chegou à final das pesquisas do álbum RISING, mas não há nenhum registro oficial ao vivo da canção, apenas versões “oficiosas“. Trazemos abaixo uma dessas raras versões, com qualidade de áudio bastante comprometida.

Com o adiamento do lançamento de LONG LIVE ROCK & ROLL, a banda novamente conta com o sexto membro Martin Birch para viabilizar o lançamento de ON STAGE. As gravações dos shows de Osaka em 05, 08 e 09/12/1976 e os dois efetuados no dia 16/12/1976 em Tokyo (o primeiro, às 15 horas), além do outro show feito na capital japonesa em 06/12/1976 são trazidos para juntos daqueles gravados em setembro na Alemanha serem selecionados para as versões definitivas do álbum. Martin acaba por adotar uma estratégia de “desconstrução” de algumas dessas versões, inclusive alterando a ordem original do show para melhor comportar na versão de vinil duplo que ON STAGE foi lançado. Assim, os shows da “tour” de 1976 seguiam a sequência que é conhecida nos outros registros ao vivo da época. Para ON STAGE, Martin traz o medley de Man On The Silver Mountain-Blues-Starstruck (a única faixa de RISING que está presente no álbum duplo) gravado no Japão para o lado A do trabalho, após a abertura de Kill The King (com o prólogo do trecho em playback do filme o Mágico de Oz). Esta era então uma faixa inédita, pois só seria lançado no terceiro álbum de estúdio da banda.

O vinil de On Stage - parte interna

O vinil de On Stage – parte interna

No lado B apenas uma versão de Catch The Rainbow, que normalmente se encontrava mais para o meio dos shows da ocasião. O cover de Mistreated do Deep Purple se encarrega de todo o terceiro lado do álbum duplo, mas normalmente era tocada nos shows logo após Kill The King. Ao optar por descartar as versões de Stargazer e Do You Close Your Eyes, Martin fecha o trabalho com o lado 4 trazendo Sixteenth Century Greensleeves, outra faixa tocada na parte inicial dos shows da época e Still I’m Sad, em sua versão cantada e que realmente fechava os shows. E mais do que inverter a ordem das canções, Martin optou por efetuar edições que retiraram o solo de bateria de Cozy Powell, além de outros pequenos trechos instrumentais de Still I’m Sad e introdução de Lazy do Deep Purple no medley de Man On The Silver Mountain.

A contracapa do Vinil de On Stage

A contracapa do Vinil de On Stage

A versão deluxe de ON STAGE lançada em 2012 traz o álbum inteiro compilado em seu primeiro CD. No segundo CD, um show praticamente na íntegra e na ordem original executado em Tokyo em 16/12/1976 (primeiro dos dois shows na data). O CD bônus substitui Still I’m Sad por Do You Close Your Eyes, mas não traz novamente a versão de Stargazer. Apesar de serem largamente gravados em áudio para o lançamento do duplo ao vivo ON STAGE, não é conhecido até hoje algum registro da formação com Tony Carey e Jimmy Bain em vídeo que possua um nível esperado de qualidade. Essa lacuna foi parcialmente preenchida com a gravação para veiculação em TV do show German Rockpalast, já com David Stone e Bob Daisley em uma turnê européia de pré-lançamento do álbum LONG LIVE ROCK & ROLL:

Dio afirmou em algumas entrevistas que esta segunda superbanda com quem trabalhou também era excelente, mas que ele sentiu-se melhor trabalhando com Jimmy Bain e Tony Carey. Durante os anos 80 e 90 várias versões bootlegs desse show fizeram a alegria dos fanáticos pela banda, até que o registro foi lançado oficialmente em 2006 em formato DVD, contendo videoclips do terceiro álbum, além de recentes depoimentos de Bob Daisley. O setlist é praticamente o mesmo dos shows de 1976, com a mudança de Stargazer pelo single Long Live Rock ‘N’ Roll. A banda seguiria em tour com essa segunda super formação até o ano de 1978, quando Dio resolve sair e seguir seu caminho a princípio para montar uma banda sob sua condução. A história acabou mostrando uma reviravolta, que será novamente trazida e desta vez ao vivo no próximo capítulo.

N.R.:

Um dos Vinis de On Stage

Um dos vinis de On Stage

ON STAGE é até hoje considerado por muitos um dos grandes álbuns ao vivo de todos os tempos, contemporâneo da época dos grandes lançamentos ao vivo. Consideramos que os álbuns gravados na década de 70 têm como característica principal, uma notória diferença de suas versões com aquelas originalmente gravadas, e de uma forma geral capturam melhor a essência das bandas e principalmente trazem a sensação do show para dentro de casa. Há diversos outros exemplos de álbuns ao vivo históricos do mesmo período: THE SONG REMAINS THE SAME, do Led Zeppelin, KISS ALIVE! do KISS, MADE IN JAPAN, do Deep Purple, TOKYO TAPES, do Scorpions, FRAMPTOM COMES ALIVE, de Peter Framptom, entre outros, comprovam tal afirmação. Os shows de uma forma geral traziam músicas em versões bastante estendidas, e no caso do Rainbow o melhor exemplo talvez seja Catch The Rainbow, que podemos ver abaixo na versão do DVD Live in Munich.

No início década de 80, já conhecedores do trabalho de Dio em sua própria banda e no Black Sabbath, praticamente nada sabíamos dessa etapa anterior da carreira do baixinho de grande voz. Os álbuns do Rainbow não estavam em catálogo no Brasil, a era da informação começou muito tempo depois. Até que ouvimos e gravamos em fita cassete um especial da rádio Fluminense FM, que reproduziu quase todo o álbum em uma noite. A exceção ficou por conta de Sixteenth Century Greensleeves, que não tocou no programa por pura questão de tempo, já que o programa durava apenas 60 minutos. Essa fita cassete literalmente gastou de tanto que a ouvimos. Ter o álbum passou a ser uma obsessão. Mas não era nada fácil, não se importava vinis de maneira habitual na época. Conseguimos comprá-lo usado por um preço que hoje se igualaria ao preço de uns dez discos. Lembramos que na época um dos futuros “alvos” era o Rush…Exit Stage Left, que teve de esperar um pouco mais. Se a fita cassete já era praticamente perfeita, ao comprarmos o vinil nos deparamos com a tal perfeição. Não há como comparar as versões originais, já excelentes, às versões do ON STAGE. As versões ao vivo são por nós consideradas as definitivas, fruto de um entrosamento de uma super banda que se igualaria às outras formações históricas, como o lineup do Led Zeppelin ou um certo Black Sabbath que Dio integraria pouco tempo depois de sua estada no Rainbow. O álbum abre de forma majestosa com a frase do filme O Mágico de Oz em playback, algo que passou a ser a marca de todos os shows da banda desde o seu início.

Assim, era ouvir Judy Garland intepretando Dorothy no filme de 1939 citar a hoje famosa frase “Toto, I have a felling we’re not in Kansas anymore… We must be over the rainbow”, para a banda atacar os acordes iniciais da música Over The Rainbow e a mágica começar a acontecer com Kill The King. A música, com uma fantástica condução de Cozy Powell, aliada ao duelo entre Blackmore e Carey, talvez seja a mais próxima do registrado em estúdio, visto que tal versão de estúdio foi gravada depois, e provavelmente com a responsabilidade de reproduzir uma proximidade do que era ouvido nos shows da época.

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

Na ordem alterada de ON STAGE, algo que não tínhamos a mínima ideia na ocasião, segue-se então um clássico: Man On The Silver Mountain ganha um peso absurdo em comparação com a versão de estúdio, e traz de brinde um novo duelo entre Blackmore e Carey, durante o blues que traz o suporte vigoroso de Jimmy Bain e que pode ser ouvido no meio da canção. Alguns trechos de Starstruck são ouvidos na versão japonesa que se encontra em ON STAGE, já que esses trechos não são encontrados nos shows alemães da mesma época, trechos este que também são muito superiores àqueles encontrados no RISING. Dio ainda dá uma clara demonstração de sua potência vocal ao final do medley, algo que seria encontrado durante todo o álbum.

Os lados dois e três do álbum trazem simplesmente uma música em cada. A versão de Catch the Rainbow aqui é sem dúvida sua definitiva, com Ritchie Blackmore usando de uma sensibilidade poucas vezes ouvida em sua carreira. Os solos estão melodiosos durante toda os mais de 15 minutos da canção (com o auxílio do pedal MXR Phase 90, muitíssimo bem utilizado pelo guitarrista temperamental), num claro entendimento da maturidade musical que Ritchie vivia na época. A versão de Mistreated que é encontrada no lado três deixa a versão original, muito bem cantada por David Coverdale no Deep Purple, ser uma sombra do aqui encontramos, desde o segundo inicial em que Dio começa a cantar. A interpretação de Cozy Powell também é muito superior à de Ian Paice no Purple, levando a música a outro patamar.

A versão de Sixteenth Century Greensleeves é outro exemplo da força da banda ao vivo, em especial pelas linhas de Cozy Powell. Ritchie tem aqui o momento mais calcado nas influências clássicas que tanto trazia para a banda, com uma introdução simplesmente sensacional. O álbum termina de forma soberba com uma versão cantada de Still I’m Sad, que nos traz tentar entender por que a versão do primeiro álbum não traz os vocais de Dio. Tony Carey também é um grande destaque na faixa, com um pequeno e maravilhoso solo no meio da canção, após novo momento sublime de interação com Blackmore.

O DVD gravado já com David Stone e Bob Daisley é até capaz de tentar rivalizar com as versões de ON STAGE, principalmente por trazer outras duas canções, cujo histórico álbum não tem: Do You Close Your Eyes, uma das músicas deixadas de fora do álbum ao vivo de 1977, é até compreensível, pois vemos na versão deste Live In Munich que a canção funciona bem como encore, em uma versão mais para ser vista do que ouvida, principalmente pelo momento final onde Blackmore acaba por destruir suas Fenders Stratocaster diante do delírio da plateia. Long Live Rock & Roll não existia por ocasião da gravação de ON STAGE, e sem dúvida já se credenciava antes mesmo de seu lançamento no álbum homônimo de 1978 a ser um dos grandes singles da banda. O DVD acabou por imortalizar a por nós considerada a melhor versão que alguma banda fez de Mistreated.

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

Finalmente por volta de 1994, com LIVE IN GERMANY e mais recentemente com o álbum DEUTSCHLAND TOURNEE 1976, percebemos que Ritchie e Martin Birch optaram por deixar simplesmente Stargazer de fora de ON STAGE. E o que nos deixa mais intrigados ainda, a versão ao vivo da canção é simplesmente maravilhosa e deixaria o que já é perfeito chegar a um lugar muito além do arco-íris. Não dá realmente para entender por que pelo menos Stargazer ficou de fora de ON STAGE.

O álbum, magistralmente gravado pelo gênio Martin Birch, tem pouco mais de 60 minutos, ou seja, havia espaço para a canção. Assim como não dá para entender por que When A Blind Man Cries ficou de fora do álbum MACHINE HEAD, do Deep Purple. Opa, é o mesmo guitarrista nas duas ocasiões… dá até para entender o corte de trechos como a introdução de Lazy no início de Man On The Silver Mountain, ou o solo de bateria de Cozy Powell que deixaria a versão de Still I’m Sad ainda maior. O momento do baterista é outro, assim como Do You Close Your Eyes, que funciona melhor para ser visto do que teoricamente ouvido. Isso hoje, em 2013. Talvez, em 1976, com o poderoso uso dos dois bumbos do saudoso Cozy, ele fosse sensacional. Hoje podemos cometer até uma heresia em levantar a hipotése do solo, sem o aspecto visual, ter ficado “lugar comum”.

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

Um dos encartes que protegem os vinis de On Stage

O certo que Martin ao optar por fazer essas edições e rearrumar as músicas para funcionar melhor no formato de vinil duplo que ON STAGE foi lançado em 1977, certamente comprometeu a condição de ser um álbum ao vivo que seria a reprodução fiel de um concerto do Rainbow na ocasião. Hoje, com o lançamento da versão Deluxe, é possível escolher entre ouvir a versão que passou pelas mãos de Martin Birch ou a exata reprodução do show da banda, em sua sequência. E que ninguém se engane: não há álbum ao vivo sem pós-produção, nem mesmo aqueles considerados os melhores. Em ON STAGE não há overdubs, provavelmente, mas ele certamente poderia pelo menos conter Stargazer. Ainda assim, Martin Birch faz ao lado desses cinco gênios, em nossa opinião, seu melhor trabalho ao vivo, ao capturar aquele por nós considerado o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. Até o próximo capítulo ao vivo!

Alexandre Bside e Flávio Remote



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31 replies

  1. Pessoal, que ótimo esse complemento com os discos ao vivo dando uma sobrevida a esta série tão perfeita de posts em homenagem ao baixinho. E nao poderia começar melhor do que com On Stage. O post, como de costume, está impecável.

    Não sei se concordo com a opinião de este ser o melhor álbum ao vivo de todos os tempos – um dos motivos é a imperdoável exclusão de Stargazer do tracklist – mas, como falado inúmeras vezes no último podcast, não concordo mas compreendo, rs. A história narrada por vocês, desde o momento em que o ouviram pela primeira vez na Fluminense, algo que não consigo se quer imaginar mesmo naquela época, a execução de um álbum praticamente inteiro, cheio de musicas grandes e solos, até finalmente adquirí-lo, ainda que diante de toda dificuldade para comprar um álbum importado, torna totalmente compreensível todo o carinho que este disco desperta em vocês. Ainda mais que todo este esforço e dedicação foi plenamente recompensando por um álbum excelente, com uma banda entrosada e em um de seus melhores momentos e com versões que não devem nada às gravadas em estúdio. Pelo contrário, ficam melhores ainda ao vivo. Eu percebo isto mais claramente em Man On The Silver Mountain e Sixteenth Century. Catch The Rainbow eu já considerava perfeita então sua versão ao vivo foi só a comprovação do fato, que como bônus ainda tem o belíssimo solo de Blackmore.

    Mas mesmo assim, a ausência de Stargazer é imperdoável, ainda mais depois de ouvir como ela é perfeita nos CDs da Deustchland Tournee. E nestas versões ao vivo, eu destacaria a introdução feita no teclado além, claro, da maravilhosa interpretação de Dio.
    Uma outra duvida que me surge é, se On Stage cobre a tour do Rising, por que somente uma musica dele esta presente no álbum e, ainda assim, só um trecho, escondida numa jam de Man On The Silver Mountain?
    E para finalizar, com o lançamento do On Stage deluxe, qual a versão preferida de vocês? A original com a ordem alterada de Martin Birch ou a outra com Do You Close Your Eyes?

    Abraços,

    Su

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    • Suellen, obrigado novamente por comentar e pelos elogios. Vamos as dúvidas e indagações :
      -A tour do On Stage trazia ao vivo também Stargazer e Do you Close your Eyes, do Rising. E ambas ficaram de fora do On Stage, sendo a segunda aparecendo na versão deluxe recentemente. Eles tocaram também A Light in The Black, mas essa foi deixada de lado durante a turnê. Ou seja, apenas Tarot Woman e Run with the Wolf não foram tocadas na tour. E a primeira foi tocada por Dio anos depois, pode ser vista na versão do Holy Diver Live, por exemplo

      -Eu posso falar por mim, e acredito que também seja a preferência do Flávio, eu prefiro a versão alterada do On Stage por duas razôes : A primeira , menos lógica, por ter crescido me acostumando a gostar da ordem que Martin Birch optou. A segunda, mais lógica, por achar Still I’m Sad duzentas vezes melhor que Do you Close your Eyes . Agora , se a versão nova tivesse Stargazer, aí a briga ia ser dura..

      Eu concordo com a sua colocação acerca desta obra-prima não constar do On Stage, mas ainda assim o considero “imperfeitamente perfeito” e que tem mais uma virtude: Ser o melhor álbum ao vivo, mesmo sem Stargazer.

      Saudações

      Alexandre

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  2. Começando o comentário pelas duas extremidades do texto: aquela sensação já conhecida da Discografia Kiss se repetiu quando vocês chegaram ao post do The Devil You Know (que ainda cabe meus comentários, eu sei) – e foi pior desta vez, pois se trata de algo que não teremos continuação. Então este adendo de luxo com os ao vivo traz até um alívio e é uma ótima forma de continuarmos não só homenageando, mas discutindo essa carreira que deixa tanta saudade e um enorme buraco para o metal.

    Neste post, talvez ainda mais que nos outros, a Nota dos Redatores é ainda mais marcante, por ser tratar de algo que emociona a todos que leem a história de vocês com o álbum e, como no meu caso, se “projeta” a um tempo onde haviam todos os tipos de dificuldades para se conseguir acompanhar os nossos artistas prediletos. Fico imaginando aqui e ter tudo que temos hoje mostra como os tempos são outros e como vocês puderam vivenciar algo único, mesmo com as dificuldades.

    Falar do On Stage e criticá-lo é uma heresia. Como vocês bem disseram, a forma como ele foi capturado, assim como os outros exemplos que vocês também citaram, é única. Eu também sou bastante favorável a essa “captura” o mais live possível, e o que podemos conferir é o que rolou de verdade, há microfonias, há pequenos e estranhos “barulhinhos” aqui e ali, mas é como eu também gosto. Eu fui “descobrir” isso na minha vida depois do Rock in Rio 3, quando assisti ao Iron Maiden com o Bruce. Lembro claramente do show e das músicas, onde ele cantou e onde não, e quando saiu o CD / DVD Rock in Rio, me assustei com as “colagens” da voz dele onde não cantou e os overdubs para todos os lados. Foi ali que eu aprendi isso.

    Então, conferir toda a genialidade dos músicos no On Stage, em uma formação mágica, com as músicas ganhando tanto – é impressionante como Man On The Silver Mountain, por exemplo, é OUTRA música quando ao vivo, e sem contar como as músicas ganharam em tamanho mesmo, com solos e performances de um tempo que não voltam mais. Catch The Rainbow ao vivo nesta época é um exemplo de como se fazer uma música épica e completa, e nunca mais teremos algo como os registros desta época. A não inclusão de Stargazer é a coisa que já discutimos e dói, ainda mais considerando que não foi supostamente um problema técnico ou qualquer coisa que pudesse justificar sua ausência em termos de performance. Quanto a Mistreated, realmente acho que fica até injusto comparações com o Deep Purple e Coverdale – no popular, a versão original “não dá nem para o cheiro” – e olhem que é excelente, não?

    Sobre Dio, é chover no molhado: sua voz em termos de potência, extensão, interpretação, tudo, acompanhada da guitarra mais que imprevisível do imprevisível Blackmore, tudo isso com uma fortíssima cozinha, justificavam a escolha de vocês como o melhor álbum ao vivo da história. Eu não sei classificar isso, eu infelizmente não vivi a época de ouro do metal (só era nascido), mas eu consigo compreender facilmente o que vocês falam. Hoje, com a versão deluxe disponível, fica ainda mais fácil considerar este álbum perfeito.

    Minha dúvida: há algo que temos nesta compilação de discos ao vivo que vocês preferem de outra época? Ou mesmo em versões originais? Vocês já fizeram este exercício de comparação, uma a uma, imagino…

    Agora é aguardar pela sequência, já com expectativa… enquanto isso, “Toto, I have a felling we’re not in Kansas anymore… We must be over the rainbow…”.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. Eduardo, se eu entendi bem , você nos pergunta se existe alguma versão das músicas que compõem o On Stage que ficaram melhor em outros desses lançamentos acima ou até em suas versões de estúdio, e ainda, em versões com outros músicos ou ” oficiosas”. Se a pergunta é essa, e novamente falo por mim, considero as versões do On Stage definitivas, ou seja, não encontro outras versões que sejam tão boas quanto às encontradas no álbum, e um pouco ( ou muito ) deste mérito também é do mestre Birch. Afinal, como um álbum seria por nós considerado o melhor ao vivo de todos os tempos se não tivesse nas ” carrapetas ” o tal sexto gênio desta inigualável formação ?
    Assim, o tal exercício de comparação não tem a mínima graça, pelo menos para mim. E se for para trazer momentos mais destacados desse álbum, posso citar por exemplo, que não conheço um improviso de blues com um duelo entre teclados e guitarra tão genial quanto aquele que se encontra no Medley de Man on the SIlver Mountain. A versão de Catch the Rainbow traz um Ritchie Blackmore no momento mais melódico e maduro de seu trabalho como guitarrista, e é perfeita. Também não há como não se espantar com a presença vocal de Dio em Mistreated, que como você citou acima, deixa a ( ótima) versão do Deep Purple parecer lugar comum. Aliás, falando em Mistreated, e deixando bem claro que não há versão que se compare a esta do On Stage,posso trazer outra que no meu entender também ganha da versão original do Deep Purple, É uma versão cantada em 2004 por Glenn Hughes em seu álbum e dvd chamado Soulfully Live. Se quiser dar uma checada, está por volta dos 57 minutos do vídeo abaixo, que é o show na íntegra. O improviso ” encharcado ” de blues e soul no fim da música é precioso…

    Enfim, trazer alguma versão que se entenda ser comparável as do On Stage é me chamar pro embate. É melhor trazer os hackers de plantão , por via das dúvidas…

    Alexandre Bside

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    • B-Side, dúvidas esclarecidas. Na verdade, eu não imaginava ouvir nada diferente, só perguntei pois de repente pudesse haver alguma músicas com versão futura que pudesse chegar. Mas já imaginava…

      Sobre a indicação com Glenn Hughes, foi um prazer enorme ver mais esta linda versão, realmente um banho de blues e soul, com o baixo deliciosamente alto e uma versão em geral fantástica de todos que estão acompanhando Hughes. Talvez esta versão supere também a versão do Purple… o que acha?

      Sobre o embate, eu vou lá enfrentar o irmão do homem que questionou Steve Harris? Sou doido, mas não sou maluco, como se diz por aí…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Brincadeira o Glenn Hughes, hein! Lindo demais vê-lo cantando com tanto sentimento, especialmente ali no fim da música, ele cantando sozinho… emocionante!

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  4. EU acho sim a versão superior a do Deep Purple, Hughes era na época ( há quase 10 anos ) e ainda hoje uma dos grandes vocalistas em atividade e supera a já excelente versão de Coverdale, no meu entender.
    Em relação ao embate, deixemos isso pra lá, era só brincadeira mesmo….

    Alexandre

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  5. É impressionante como as visitas frequentes que faço ao minuto HM me impactam fortemente. E desta vez compartilho, em parte, as emoções vividas pela dupla dinâmica dos posts, Alexandre e Flavio. Creio que sejamos contemporâneos (sou da safra de 1969) e lembro quando escutei o primeiro LP do Sabbath que me caiu nas mãos, Live Evil – com nosso baixinho homenageado. Após isso procurei avidamente seguir por duas correntes em paralelo, conhecendo toda a discografia do Sabbath e a carreira pregressa de RJD no Rainbow.Lembro quando escutei o primeira fita cassete com uma cópia do disco em análise aqui e de ficar imaginando se a baixa qualidade do som se devia a captação original ou ao fato de fita ser uma cópia da cópia da cópia. Óbvio que fiz uma cópia para mim tb, adicionando mais uma fita a minha coleção (foi a de número 147 de um total que passou de 500). Mas a qualidade das interpretações estava lá, sensacional, irrepetível (ou quase, pois coloco o Made In Japan no mesmo patamar).
    Enfim, este post me tocou mesmo, pode parecer frescura, mas é verdade. Santa ideia de quem resolveu estender esta discografia ao álbuns ao vivo. E se o artista sobrevive a si mesmo através de sua obra, estamos, com este post e comentários, inserindo uma dose de energético na vida e obra magnífica de Ronnie James Dio.
    Agora, quanto as comparações das versões de Mistreated, vou discordar. A versão do Purple ainda é imbatível. Vejam a versam do bootleg “Live In London”. A dobradinha Hughes e Coverdale, a força, o punch da interpretação de blackmore e principalmente a emoção que Coverdale imprime ao trecho final da música, quase parecendo que ele está sofrendo, ali mesmo, as consequências desta desilusão amorosa faz com que esta versão supere em alguns décimos de ponto a versão de On Stage, ainda que a técnica vocal do baixinho se mostre superior. É o que penso.
    Vou parecer repetitivo. Meus parabéns aos autores do post, meus parabéns ao minuto HM.
    ps: Que bela versão do Hughes hein? Como esta voz sobreviveu tão bem a tantos anos de “tratamento” intensivo de abusos químicos…

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    • Schmitt, fantástico comentário…

      Sobre o final: não dá para explicar ou entender mesmo como a voz dele sobreviveu (e continua muito bem hoje). Ele mesmo (Hughes), através do Twitter, comenta isso com relativa frequência e faz aquele papel de “pai”, comentando: “não façam isso, não entrem nessa que eu quase não saí”. Hoje, “limpo”, ele comenta da felicidade em estar bem em todos os sentidos, inclusive com sua voz em dia, e mostra muita felicidade e confiança – não é para menos, já que realmente é um caso à parte – ele poderia nem estar mais aqui entre nós…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Eduardo,
      Agradeço aos elogios ao post e somos próximos na safra – a nossa é de 68. Já quanto a Mistreated – gosto de todas as versões – desde o Purple LP Burn, até as ao vivo como no Made In Europe ou mesmo neste Live in London – excelente – que tenho em LP. Temos a versão do Hughes – que é brincadeira – que voz impressionante! Temos a do Whitesnake tb (link abaixo com a linda intro de Lord). Mas a versão do On stage é imbatível – mas como cansamos de falar no ultimo podcast – não concordo com a sua escolha – mas respeito – afinal é uma excelente versão.

      e o Glenn Hughes no Ronnie Von (sic!!!)

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  6. Exceção feita à introdução maravilhosa do saudoso Lord, eu particularmente não gosto muito da versão do Whitesnake, ainda que contando com o fantástico Cozy Powell , que já havia participado da versão histórica do Rainbow com Dio.
    Em relação ao Hughes no Ronnie Von ( ?!!!!!?) , percebe-se que a voz continua perfeita, quem sabe os dois um dia fazem um dueto em um futuro programa….
    Dá pra entender ( embora não concordar, hahahahha,) a predileção do xará do blog à versão de Mistreated como foi concebida . Concordo que Coverdale sempre foi muito emocional na interpretação da música , é difícil uma escolha, afinal são versões excelentes mesmo. Assim, presto uma espécie de “homenagem” em acrescentá-la aqui nos comentários:

    E vou acrescentar mais uma, de estúdio , com Malmsteen e Jeff Scott Soto.O vocal do primeiro vocalista do temperamental guitarrista sueco também merece respeito :

    Saudações

    Alexandre Bside

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    • B-Side, galera, no começo deste primeiro vídeo, a partir dos 19 segundos: estaria ali uma inspiração de capa do que veríamos no fantástico Rising, do Rainbow?

      Olha, eu aqui estou adorando ver / rever as diferentes versões e neste ponto, sem querer comparar com a original ou a do Rainbow (esta a que eu mais gosto), gostei bastante das versões do Whitesnake também, bem como do Malmsteen com Jeff Scott Solo.

      Mas as interpretações do original Coverdale e Glenn são espetaculares.

      Resumindo: todas as versões são ótimas para mim e isso é especialmente difícil de se observar com outros exemplos de outras músicas e bandas.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. O post é do Rainbow, mas a “mistureba” Purple x Rainbow x Whitesnake x Sabbath permite, assim como o Minuto HM. Então, ainda sobre Mistreated, trago algumas curiosidades que li sobre:

    – ela deveria ter saído no Machine Head, mas o temperamental Blackmore a segurou;
    – Coverdale escreveu as letras e é a única do Burn que ele canta sozinho

    Coverdale falando da música no encarte da versão de 30 anos do Burn:

    “We recorded “Mistreated” from 11pm to 7:30 in the morning. I heard the first playbacks and thought it was terrible. It was so bad I just sat down and cried because I wanted it to be so good. Then the next night we had another session and I did it on the second take. It’s like progressive blues. It wasn’t raised in a shack by the railroad tracks but I’ve still had emotional hassles and that’s the only kind of blues i can interpret. I tried very hard because I knew it was essential to get the strong emotive quality the song needs. The thing I wanted was for somebody listening to the song to think: ‘I know what he’s talking about’ and get the feeling, then the song would be worth it. It’s essentially a physical feeling. The reason it didn’t come off straight away was simply that I was trying too hard.”

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. E agora é minha vez de falar de um “cover” de Mistreated, dessa vez, no começo de um dos solos de Kirk Hammett no maravilhoso e perfeito Live Shit, de 1992 (esta versão do show em San Diego, em uma segunda-feira). Ele aproveita e “insere” um pouco de MetallicA também… o resultado, para mim, é fantástico:

    A versão acima é a “clássica” para os fãs de MetallicA, mas não foi a primeira vez. Kirk e Lars já tinham prestado a homenagem antes – por exemplo, em 30/novembro/1991, no Richfield Coliseum, em Ohio, precedido por um momento “Page” de Kirk com Heartbreaker:

    Obs.: que saudade deste Lars e deste kit…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Festival de Mistreated por aqui, hehehe
      Difícil escolher qual a melhor. Embora sempre tenha tido uma predileção pela versão Dio, confesso que fiquei balançada pela a do Hughes. E a do Metallica, bem legal também, como o Eduardo citou, com um “quê” de Metallica, especialmente lá pelo finzinho. Ainda bem que o Hetfield não se meteu a cantar porque senão a coisa ia ficar feia pra ele aqui nessa competição de quem canta o melhor Mistreated, rs.

      Abraços,

      Su

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    • É …um MetallicA em ótima fase, sabemos que o Purple é uma das referências para todos , especial Lars.
      Aliás, discografia???

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  9. One more version for Mistreated – Iris:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  10. Outra versão bem legal, o vocal é muito parecido com o timbre e estilo de cantar de Coverdale. Outra coisa legal é a guitarra, uma Charvel linda e com uma pintura diferente.
    Se continuarmos , não vamos parar mais :
    Mais uma ilustre: Axel Rudi Pell com Doogie White ( que já esteve no Rainbow na volta , nos anos 90)

    Alexandre Bside

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    • Outra fantástica versão mesmo, tanto no vocal quanto nos instrumentos…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Magnifica versão!!!!!! Alexandre, realmente eu ainda não havia ouvido, tão pouco poderia imaginar Doogie White na banda de Axel Rudi Pell. Esta versão esta infinitamente melhor que aquela gravada no Live “Made in Germany” que contava com o Jeff Scott Soto no vocal.
      A interpretação do D. White esta fantástica, não consigo entender como Steve Harris pode escolher o Blaze Bayley ao invés dele, não há comparação!!! Infelizmente ele andou entrando em algumas “furadas” como nos discos que gravou com o Yngwie J. Malmsteen e na sua segunda passagem pelo Praying Mantis, o CD The Journey Goes On e’ sofrível, muito abaixo do que acostumamos a ouvir da banda, uma pena já que o estilo dele se encaixaria perfeitamente com os melhores trabalhos do Praying Mantis.
      Um dia vasculhando em um sebo, me deparei com o único CD do Midnight Blue, primeiro registro que conheço do Doogie, banda que também contava com o Alex Dickson nas guitarras, por um momento de bobeira acabei não comprando o CD, depois quando me arrependi voltei a loja e não pude encontra-lo novamente, acho que já deveria ter sido vendido.

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  11. On Stage é “o álbum ao vivo”. Pra mim On Stage está para o Rainbow assim como o Alive! está para o Kiss. As músicas ao vivo ficaram muito mais empolgantes.
    Esse é o único CD do Raimbow que eu comprei. E conscientemente o fiz em homenagem aos meus caríssimos amigos Flavio e Alexandre.

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