Tony Iommi – O Homem de Ferro do Black Sabbath

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Anthony Frank Iommi – pai dos riffs mais cabulosos do planeta

Nós somos devastados por notícias não informativas. Aquelas que, além de não serem verdadeiras, colocam à prova o quanto o jornalismo da web possui pouca credibilidade. A quantidade de boatos que chegam às páginas virtuais do mundo inteiro – mesmo sem estatísticas – deve ser superior aos fatos. Se alguém tem alguma dúvida quanto a isso visite qualquer portal que se utiliza do futuro do pretérito (“Ozzy teria voltado às drogas”, por exemplo) como isca para notícia que de fato é quente (“Ozzy, segundo sua assessoria de imprensa, teve uma recaída”). A frase que diz que vivemos um mundo de mentiras nunca esteve tão próxima de ser verdade.

Feita a introdução, explico os motivos pelas quais gosto de ler biografias e estou em mais uma (a próxima é do Steven Tyler). Por mais que haja envolvimentos subjetivos e plenamente parciais numa leitura biográfica, lá encontramos aquilo que mais se aproxima da realidade dos fatos sugeridos. Um detalhe, um nome, uma data, uma esquina, sim, alguma coisa pode ficar para trás, mas lá é endereço certo para confirmação de alguns dados e estórias que acabam virando histórias interessantes.

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Tony e um tal de Eddie Van Halen na década de 80

“Iron Man – Minha Jornada com o Black Sabbath”) nos apresenta um doce e solidário Anthony Frank Iommi, o guitarrista cunhado por muitos como o “pai dos riffs” ou o “pai do heavy metal”, que assim como os outros integrantes de sua banda, teve uma infância pobre (não miserável), que logo foi abastecida por um sonho: montar uma banda e se divertir. Esta é a premissa que todos (eu disse: TODOS) os artistas alimentam até que são apresentados à gravadoras e empresários e me parece que esta relação promíscua (no sentido monetário da palavra) é quem destrói grandes projetos, interrompe processos de maturação artística para dar lugar à modismos, tendências e loucuras vislumbrando enriquecimento rápido baseado em decisões que atendem a alguma audiência.

Um dos maiores méritos de “Iron Man – Minha Jornada com o Black Sabbath” é a presença da ética de trabalho. Iommi em momento algum (especialmente em relação às pessoas que trabalharam direta ou indiretamente com o Black Sabbath) se refere de maneira pejorativa aos colegas de trabalho. Muitas vezes temos na verdade histórias de um cara ‘meio sem jeito’ tentando construir uma carreira profissional cercado por gente amadora ou inescrupulosa, sendo a segunda característica mais presente, certamente. Aliás, se a biografia fosse da banda poderia ganhar o seguinte título “The Four Stooges” (“Os Quatro Patetas”), pois fica muito claro que a simplicidade, a ingenuidade e o envolvimento pesado com drogas e álcool, acabaram lhe trazendo prejuízos óbvios no campo da saúde, mas sobretudo nos bolsos;  vivos ainda estão, mas poderiam ser mais ricos do que são, se um “sem número” de empresários não lhes tivessem roubado uma medida considerável de dinheiro, especialmente até o terceiro álbum, “Master of Reality”.

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Geezer, Osbourne e Iommi, o que sobrou da formação original

De tabela você pode acompanhar as loucuras de Ian Gillan (Deep Purple), o vício nada comedido de Glenn Hughes (outro sobrevivente junkie), o companheirismo de Geoff Nicholls, o entra-e-sai de Bill Ward (uma tendência, não?), a genialidade de Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath, DIO), o talento de Ray Gillen e o tapa-buraco Tony Martin, sem contar o amigo sempre presente, Brian May. Sobre Martin, alguns detalhes óbvios: o vocalista pouco reconhecido é o que mais gravou junto à banda (“The Eternal Idol”, “Headless Cross”, “Tyr”, “Cross Purposes” e “Forbidden”); mesmo quando Iommi preferia Dio, mas os problemas burocráticos ou pessoais impediam, Martin era cogitado novamente e fazia seu trabalho. Mesmo assim, e mesmo com 10 anos de banda, certamente é um dos músicos que é recebido com mais má vontade por parte dos fãs. Vai entender…

As decisões musicais que Iommi tomou, especialmente após a saída de Dio, podem até colocar em xeque a qualidade do que o Black Sabbath produziu após este período, mas o livro deixa bem claro que a mudança de integrantes atrapalhou muito a uniformidade da banda inglesa. Por mais que Iommi tenha sido o capitão do barco na maioria das vezes (ele relata que a experiência em “Forbidden”, segundo ele péssima pois a produção esteve entregue à Ernie C., guitarrista do Body Count), uma banda que mudou todos os seus integrantes em parte da sua construção sonora, de fato não pode manter uma linearidade.

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Momento de intimidade entre o vocalista e o maior criador do Sabbath

Em relação à resenha do livro de Peter Criss (Kiss), postado com exclusividade no Minuto HM, Iommi detalha questões mais musicais e de interesse não só dos fãs mas daqueles que desejam saber de detalhes de criações de capa (há um capítulo destinado ao Born Again com nuances sensacionais), canções, letras, produções da turnê, escolha de títulos de canções… Criss foi muito emotivo e sua narrativa tem até um “q” de vitimização, com o perdão do neologismo. Iommi embora não esconda seus dramas e nem seus próprios vícios, equilibra sua narrativa falando da banda, sua criação artística e seus métodos de composição; isso é a cereja do bolo.

No Brasil cresce a chegada de livros contando a vida de pessoas interessantes como Tony Iommi, mas uma verdade seja dita: o serviço não-avalizado das editoras no que diz respeito às traduções quase sempre fica comprometido, como o equívoco que ocorre na página 18 da edição da primeira edição onde se lê o seguinte:

“…Acho que minha avó era do Brasil. Meu pai nasceu no Brasil. Ele tinha cinco irmãos e duas irmãs…” (Editora Planeta).

heavenandhell

Esse quarteto dá saudade: Geezer Butler, Tony Iommi, Ronnie James Dio e Vinny Appice, conhecido como Heaven & Hell

Respeitamos o trabalho dos profissionais dedicados ao árduo serviço, mas na verdade o pai de Iommi nasceu na Inglaterra e não em nosso país (obrigado Suellen pelo toque em nosso podcast). Uma ‘versão’ de uma frase pode tirar o contexto original e desinformar. Fica a crítica.

Fora isso, essa edição em específico, tem narrativa até 2011, quando Sharon e Ozzy procuram Iommi para reunião da formação original de uma das bandas mais conhecidas do planeta. De lá para cá a reunião ocorreu em um anúncio pomposo no dia 11/11/11, Bill Ward caiu fora do barco antes dele zarpar, Iommi diagnosticado com linfoma e iniciou seu tratamento, a banda gravou seu disco, o lançou no dia 11 de junho e está excursionando pelo mundo. Já existe uma edição revisada do livro com os novos fatos.

Agradeço as informações suplementares de Suellen Carvalho, as revisões informativas de Rolf e Alex BSide em nosso podcast e agora partimos para leitura da vida do homem da boca enorme e não falo de Mick Jagger…

coverbook

Iron Man, Minha Jornada com o Black Sabbath – “Iron Man: My Journey through Heaven & Hell With Black Sabbath”, 1 ed. São Paulo: Planeta, 2013. 400p – tradução Tatiana Leão.

Esse texto também foi publicado no site PipocaTV

Twitter: Daniel Junior

Revisado por: Eduardo.



Categories: Artistas, Black Sabbath, Curiosidades, Deep Purple, DIO, Instrumentos, Kiss, Motörhead, Rainbow, Van Halen

20 replies

  1. Daniel, parabéns pelo post.O livro é bem legal e fácil de ler, cheio de curiosidades interessantes embora nenhuma revelação bombástica tenha sido feita ou alguma polêmica criada, que é o que as pessoas normalmente esperam ao ler uma biografia. A intenção de Iommi com o livro claramente não é esta. É simplesmente contar os fatos que marcaram sua trajetória como músico. Recomento a apreciação da discografia do Sabbath durante a leitura dos capítulos sobre os discos. A leitura fica bem mais interessante assim.

    Sobre o erro da edição brasileira, é realmente lamentável porque na verdade não se trata nem de um erro de tradução mas uma interpretação errada do tradutor pois o original fala “I think my nan was from Brazil. My father was born here.”, ou seja, here = Inglaterra. E é um erro que está logo em um dos primeiros parágrafos do livro.

    Abraços,

    Su

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  2. Daniel, sobre a abertura deste post, parece que você “adivinhou” o próximo absurdo que veríamos hoje na internet…

    (sobre o post, voltarei mais tarde para tecer comentários).

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  3. Fala Dudu!

    Complicado… O momento é grave e sem prazo de finitude para este tipo de incompetência.

    Aguardo seus comentários.

    Abraço,

    Daniel Junior

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  4. Daniel, você foi quase um vidente no início deste post, impressionante mesmo. Mas o assunto aqui é o Iommi, então vou deixar essa boataria lamentável envolvendo o Lemmy de lado.
    Eu sou meio suspeito para falar de biografias, por adoro tudo que ponho em minhas mãos, mas,tentando ser frio considero-o um livro muito bom, e como você perfeitamente levantou, não tem de Tony o objetivo de desancar qualquer de seus ex e atuais companheiros. A questão envolvendo Tony Martin fica como única dúvida; E ele ficou literalmente refém de um empresário na década de 70, e ainda assim o que se lê é a pura descrição dos fatos, sem exageros, no meu entendimento.
    Trata-se de uma obra obrigatória , pelos menos aos fãs da banda.
    Os adendos preciosos da Suellen trazem também a questão que envolve uma atualização da obra, com os atuais e importantes acontecimentos na vida de Tony Iommi, assim quem puder que leia essa nova edição.
    Agradeço pela menção no texto, mas não lembro mesmo de ter trazido algo que não a admiração pelo músico e pela obra em si. De qualquer forma, fico grato pela lembrança.
    Eu recomendo então aos apreciadores do Sabbath uma obra que achei ainda mais interessante que o livro de Iommi:Black Sabbath: Doom Let Loose: An Illustrated History Paperback por Martin Popoff, outro livro que o Rolf me emprestou e que devorei ainda com mais apetite que este Iron Man.
    Por fim ficou a dúvida envolvendo a foto com Eddie VH, pois as bandas excursionaram juntas em 78 ( aliás, segundo as más linguas, a banda californiana literalmente destroçou na abertura de uma decadente Black Sabbath)
    Mando as datas conjuntas da turnê do Black Sabbath

    Aug 22 1978 Milwaukee, WI, Milwaukee Arena – Van Halen
    Aug 23 1978 Chicago, IL, International Amphitheatre – Van Halen
    Aug 24 1978 Chicago, IL, International Amphitheatre – Van Halen
    Aug 25 1978 Terre Haute, IN, Indiana State University, Hulman Center – Van Halen
    Aug 27 1978 New York City, NY, Madison Square Garden – Van Halen
    Aug 28 1978 Uniondale, NY, Nassau Coliseum, Mitchell Field Complex – Van Halen
    Aug 29 1978 Philadelphia, PA, The Spectrum – Van Halen
    Aug 31 1978 Erie, PA, Erie Fieldhouse – Van Halen
    Sep 01 1978 Hampton, Hampton Coliseum – Van Halen
    Sep 02 1978 Pittsburgh, PA, Civic Arena – Van Halen
    Sep 04 1978 South Yarmouth, Cape Cod Coliseum – Van Halen
    Sep 05 1978 Portland, Cumberland County Civic Center – Van Halen
    Sep 07 1978 Utica, NY, Utica Memorial Coliseum – Van Halen
    Sep 08 1978 Niagara Falls, Niagara Falls – Van Halen
    Sep 09 1978 Baltimore, MD, Baltimore Civic Center – Van Halen
    Sep 10 1978 New Haven, CT, Veterans Memorial Coliseum – Van Halen
    Sep 12 1978 Indianapolis, IN, Indianapolis Convention Center – Van Halen
    Sep 14 1978 Detroit, MI, Cobo Hall – Van Halen
    Sep 15 1978 Cleveland, OH, Richfield Coliseum – Van Halen
    Sep 16 1978 St. Louis, MO, Checkerdome – Van Halen
    Sep 17 1978 Kansas City, MO, Municipal Auditorium Arena – Van Halen
    Sep 18 1978 Tulsa, OK, Assembly Center – Van Halen
    Sep 22 1978 Fresno, CA, Selland Arena – Van Halen
    Sep 23 1978 Anaheim, CA, Anaheim Stadium – Boston (HL), Van Halen, Sammy Hagar, Richie Lecea, Russia
    Sep 24 1978 Anaheim, CA, Anaheim Stadium – Boston (HL), Van Halen, Sammy Hagar, Richie Lecea, Russia
    Sep 26 1978 Vancouver, P.N.E. Coliseum – Van Halen
    Sep 27 1978 Portland, OR, Memorial Coliseum Complex – Van Halen
    Sep 28 1978 Spokane, WA, Spokane Coliseum – Van Halen
    Sep 29 1978 Seattle, WA, Key City Arena – Van Halen
    Sep 30 1978 Seattle, WA, Key City Arena – Van Halen
    Oct 09 1978 Hamburg, Audimax – Van Halen
    Oct 10 1978 Essen, Grugahalle – Van Halen
    Oct 11 1978 Offenbach, Stadthalle – Van Halen
    Oct 13 1978 G̦ppingen, G̦ppingen-Uhingen Haldenberghalle РVan Halen
    Oct 14 1978 Ludwigshafen, Friedrich-Ebert-Halle – Van Halen
    Oct 15 1978 Würzburg, Kürnacthalle – Van Halen
    Oct 17 1978 Nürnberg (Nuremberg), Hammerleinhalle – Van Halen
    Oct 18 1978 Bad Wimpfen (Heilbronn), Stauferhalle – Van Halen
    Oct 20 1978 Cambrai, Palais Des Grottes – Van Halen
    Oct 22 1978 London, Rainbow Theatre – Van Halen, Lucifer’s Friend
    Nov 03 1978 St. Petersburg, FL, Bayfront Center – Van Halen
    Nov 04 1978 Jacksonville, FL, Jacksonville Memorial Coliseum – Van Halen
    Nov 05 1978 Hollywood, Hollywood Sportatorium – Van Halen
    Nov 08 1978 Birmingham, AL, Boutwell Auditorium – Van Halen
    Nov 10 1978 Memphis, TN, Mid-South Coliseum – Van Halen
    Nov 11 1978 Cincinnati, OH, Riverfront Coliseum – Van Halen
    Nov 13 1978 Atlanta, GA, The Omni – Van Halen, The Ramones (Show remarcado do dia 10/31/78)
    Nov 14 1978 Mobile, AL, Municipal Auditorium – Van Halen
    Nov 16 1978 Nashville, TN, Nashville Municipal Auditorium – Van Halen (O Black Sabbath não quis tocar no show, somente o Van Halen tocou no show)
    Nov 18 1978 Midland, TX, Chaparral Center – Van Halen
    Nov 20 1978 Oklahoma City, OK, The Myriad – Van Halen
    Nov 21 1978 Amarillo, TX, The Amarillo Civic Center – Van Halen (Show não confirmado)
    Nov 22 1978 Corpus Christi, TX, Memorial Coliseum – Van Halen
    Nov 23 1978 Houston, TX, Sam Houston Coliseum – Van Halen
    Nov 24 1978 San Antonio, TX, Convention Center Arena – Van Halen
    Nov 25 1978 Dallas, TX, Dallas Convention Center – Van Halen
    Nov 26 1978 Dallas, TX, Dallas Convention Center – Van Halen
    Nov 28 1978 Denver, CO, McNichols Sports Arena – Van Halen
    Dec 02 1978 Oakland, CA, Oakland Coliseum Arena – Van Halen
    Dec 03 1978 San Diego, CA, San Diego Sports Arena – Van Halen

    Tenho a impressão que a foto é ainda mais antiga, Daniel!!!!

    Saudações

    Alexandre Bside

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  5. Daniel, obrigado por compartilhar conosco um pouco desta biografia que, para mim, que li apenas algumas partes do livro, instiga a voltar à leitura.

    (Apenas a título de curiosidade, B-Side, o livro do Rolf passou por minhas mãos logo nos primeiros dias).

    Ficar aqui repetindo o óbvio da importância de Iommi para, por exemplo, nossas VIDAS é redundante. Então, é mesmo nas curiosidades que o verdadeiro valor de um material assim interessa, ou seja, nos acontecimentos da vida. E parece que o livro é recheado deles, o que realmente o torna fundamental para fãs dele, do Sabbath e, obviamente, de heavy metal.

    A curiosidade trazida pela Su é uma clara mostra que este tipo de material, mesmo em caso de dificuldade com o idioma original, é sempre melhor ser lido em sua língua original. Por mais que o trabalho de tradução esteja bem feito – e mesmo se tiver revisão – sempre escapa algo, algum sentido ou as vezes a MUDANÇA de sentido, e as vezes de um curiosidade que o leitor se atente e acabe “aprendendo errado”. Já sobre a foto com o EVH, olhando as fotos os 2, creio ser da década de 70, não? Como disse o B-Side, pode ser que sim!

    Iommi está passando pelo momento mais difícil das tantas páginas da sua vida. Me parece, mas sempre com 1 pé e meio atrás, que ele está lidando bem com a situação e que o fato dele repetir que gostaria de continuar escrevendo, compondo e que o Sabbath pudesse ter um sucessor para esse bom disco que é o “13”, mostra também que ele sabe que, infelizmente, a coisa está chegando ao fim da linha – para toda a linha de frente, na verdade. Não querer enxergar isso é tapar o sol com uma peneira RASGADA!

    Enfim, digo isso pois teremos a HONRA, o PRIVILÉGIO de vermos Iommi novamente no Brasil em questão de meses e isso nunca deve ser desvalorizado. Quem ainda puder comprar ingresso, deveria fazer (ainda tem o Megadeth, a propósito). Nunca sabemos o dia de amanhã – dia de show no Brasil, ou de depois de amanhã (depois dos shows aqui). Aos que acham que ninguém é insubstituível (coisa que eu sempre achei idiotice), eu digo aqui, com a maior tranquilidade do mundo: Iommi É, SIM, insubstituível!

    Que este gênio supere esta maldita doença e viva por muitos e muitos anos ainda. Precisamos dele.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Lembro do show que assisti em 1992, na turnê no Album Dehumanizer. O show, em Porto Alegre, ocorreu no ginásio do gigantinho e a equalização do som privilegiou em muito a guittara de Mr Iommi.
      Normalmente costumo reclamar de equívocos deste tipo pois privilegio um equilíbrio na equalização que me permita ouvir com clareza todos os instrumentos/vozes de uma banda. E mesmo com a presença de mestres incomensuráveis como Geezer, Dio e Appice tenho na minha memória que não reclamei deste desequilíbrio. Afinal estava diante do mestre do metal. E em outubro o verei novamente. Não fica muito melhor do que isso, hein?
      Já adquiri mas ainda não li o livro. Terei que resolver isso imediatamente.

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      • Schmitt, realmente ouvir Iommi mais alto que os demais – mesmo em 1992 (e 2009) – não é mesmo um “problema”. E para este ano, MUITO MENOS… mas é um prazer este ano ouvir Geezer novamente, também.

        De resto, sou como você, também privilegio uma equalização devidamente balanceada.

        Vai chegando a hora…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

      • Oi Schmitt,

        não tive o privilégio de assistir o Sabbath em nenhuma das suas formações, por vários motivos, mas ver um show dos pais do metal é um privilégio em qualquer circunstância. Até com o TM no vocal.

        Leia o livro, se você pegou a edição que a Su comentou, deu mais sorte que eu. A leitura é facilitada pela forma simples com a qual o Iommi escolheu contar sua vida.

        Abraço,

        Daniel Junior

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    • Olá Eduardo.

      Tem sido um prazer saber sobre estes seres humanos (às vezes não parecem) com suas histórias peculiares e cada um com um jeito de encarar a vida de uma maneira diferente da que a gente enxerga. Tenho um outro desafio, em outra leitura, amplamente divulgada.

      Com relação ao show do Black Sabbath (com abertura do Megadeth), dessa vez (e haverá outra?), eu passo, porque não tenho simpatia nenhuma pelo local do show (Sambódromo), mesmo para um espetáculo perto de histórico.

      Com relação à doença é sempre temerário falar desta patologia em um prazo curto, mas, pela ausência de notícias – discrição, quem sabe – acredito que ele vem se comportando bem diante da luta que é vencer o câncer.

      Obrigado pela força, sua e dos leitores do MHM.

      Daniel Junior

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  6. Tony Iommi começou a lecionar na Coventry University… a ideia é passar seus conhecimentos sobre criação de músicas como um todo.

    Que o grande mestre esteja bem e continue com seus projetos. A banda, inclusive, está planejando mais um álbum de estúdio seguido de, aí sim (e tomara que não), tour de despedida: http://feedproxy.google.com/~r/blabbermouth/~3/LJdEdksKP-4/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  7. Quem não iria querer um professor como este ?!?!?!??!?!

    Like

  8. Mestre dos mestres com sua novíssima e “assinada” SG, sua segunda signature pela Epiphone:

    Mais: http://www.blabbermouth.net/news/black-sabbaths-tony-iommi-officially-launches-signature-sg-custom-guitar/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    E como é bom ver ele com uma aparência muito boa, muito sadia…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  9. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  1. Cobertura Minuto HM – Black Sabbath – The End of the End – Documentário – 28/set/2017 – São Paulo – Minuto HM

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