Cobertura Minuto HM – Iron Maiden em Wheatland (Sacramento), Califórnia, EUA – 04/agosto/2012 – parte 2: resenha

Com mais de um ano de atraso, aqui estou eu trazendo o primeiro dos três shows do Iron Maiden que tive o privilégio de conferir na Califórnia, como parte da North American Tour 2012 e da já histórica Maiden England Tour.

O início desta parte da aventura já foi trazido ainda no dia do show. O que fiz foi uma verdadeira loucura: sair de uma região do estado, ir para Sacramento para depois VOLTAR para um lugar que fiquei duas semanas. E este ano, repetirei esse vai-e-volta, só que desta vez assistindo ao show da banda na minha cidade, São Paulo, no meio do Rock in Rio, e depois voltando para a cidade maravilhosa. Mas vamos falar do assunto do post.

Com a abertura prevista para as 07:30 P.M., resolvi sair cedo do hotel. Foi o tempo de chegar, pegar o carro alugado (que, com um upgrade de última hora, foi um maravilhoso Volto T5 2013 preto), chegar no hotel, sair para comer algo próximo e já voltar para finalmente sair para o show.

IronMaiden_Sacramento_04agosto2012_1_Volvo

Eu vinha usando o GPS com 100% de tranquilidade nas duas semanas que já estava por lá. Como o show era em uma outra cidade e era meu primeiro show nos EUA, resolvi não arriscar e saí em torno das 16h30 para um percurso esperado de 1 hora. Munido de comprovantes de ingresso / documentos e alternando entre as excelentes rádios californianas, no conforto de um carro espetacular, lá fui para a a estrada. O caminho foi tranquilo como esperava até Wheatland. Tranquilo até demais…

Enquanto observava com estranheza o céu nublando e fazia piadas comigo mesmo de que “São Pedro realmente não gosta de mim” (afinal, não chove na Califórnia no verão), fui acompanhando o GPS. Conforme ele ia indicando que estava chegando, a expectativa aumentava e eu vi a primeira placa indicando o local do show.

IronMaiden_Sacramento_04agosto2012_2309

Este “canto” da Califórnia é uma região ainda mais árida, “amarela”. E a estrada estava tão tranquila que pensei: “cadê todo mundo?”. Ver a placa me deu um alívio, mas ao invés de segui-la, resolvi apostar no GPS, que não indicou que eu deveria usar a saída da placa. E aí o susto começou. Ao passar por esta placa, uma segunda apareceu e mesmo assim, o GPS mandou seguir em frente. Eu pensei: “deve estar me mandando para o estacionamento”. E aí eu me dei mal demais.

Peguei mais uma ou duas pequenas estradas e, o GPS começou a indicar que eu estava chegando. De repente, olhei e, sem nada de nenhum lado e sem ter nenhum estabelecimento comercial há muito tempo (porque não existe pedestre nos EUA, hahaha), o GPS solta o clássico “you have arrived at your destination”. E eu estava no meio do mato amarelo!

Resolvi “brasileirar” e voltar. Mas o que eu colocaria no GPS? Resolvi colocar a primeira estrada, onde estava a placa. Só que para chegar naquela estrada novamente, o caminho indicou mais trocentas milhas – não havia como voltar da onde eu estava. E aí? Parei o carro no acostamento e confesso que um certo desespero bateu. Andei tentando achar algum local para perguntar, e nada. Então, resolvi voltar para a estrada e seguir em frente. Segui por cerca de ETERNOS 5 minutos (!) e vi um lugar alto e verde, e com certo movimento. Que alívio: era o anfiteatro! O caminho do GPS era realmente para uma das entradas do estacionamento, mas não estava correto. Foi a primeira e ÚNICA vez que o GPS me deixou na mão, mas o sofrimento foi grande. Cheguei até a pensar no fatídico dia no Rio no ano anterior… este foi o único sofrimento que tive. A partir daí, tudo aconteceu da melhor forma possível.

E aqui começa uma parte importante deste post. Para quem já teve a oportunidade de usufruir de um serviço como um show nos EUA, vai entender bem o que estou falando. Para quem ainda não teve, procurarei contar um pouco. O americano entende o “show” como uma experiência única, desde o momento da compra do ingresso até a sua saída do local. E aí pode ser dito: “ah, mas aqui também”. Posso apenas concordar que o que se VENDE aqui é para isso, mas que na prática, estamos MUITO LONGE de termos um serviço de qualidade por aqui, infelizmente – mesmo pagando muito mais por isso.

Fiquei espantado com a organização para a entrada no estacionamento. Havia duas entradas principais e, mesmo estando literalmente no “meio do nada”, o chão estava sinalizado com o caminho que cada um tinha que fazer. Os muitos funcionários ajudavam e saudavam a todos. Todo mundo estacionava o carro (gratuitamente) de forma sequencial, sendo que o primeiro que chegava era o primeiro a ficar mais perto da saída. Justo, não? Não havia qualquer “trânsito” ou confusão. Muitos bangers, como nos grandes festivais, ficavam nos carros comendo, bebendo e, claro, ouvindo heavy metal / Iron Maiden, tudo de forma tranquila e pacífica.

Havia duas filas para todos os setores e, quando o portão se abriu, eu demorei cerca de 20 minutos para entrar, mesmo com muita gente nas filas. Meu ingresso era o “paperless”, bastando apresentar o cartão de crédito da compra, que eu tinha feito aqui do Brasil. Como bom brasileiro, com medo e desconfiado de tudo, levei todos os comprovantes do mundo, até do pagamento da fatura do cartão. O que aconteceu foi que na entrada, apresentei meu cartão, que foi passado em uma máquina e um recibo impresso, uma “operação” de menos de 10 segundos para autorização. A pessoa logo me direcionou para meu setor, perguntando se eu precisava de um mapa do local (que estava inteiramente sinalizado). Agradeci e comentei que iria caminhar pelo local.

Caminhar por locais de shows é parte do espetáculo nos EUA. É incrível a diferença. O lugar, espaçoso, tinha vários banheiros laterais (limpos), pequenos restaurantes (alguns com mesa) de todos os tipos de comida (claro que o foco é o combo fast food + cerveja, mas tinha de tudo mesmo por ali), 3 ou 4 tendas de souvenirs (onde acabei já comprando 3 camisetas da tour – J, K e L – gastando mais que o preço do ingresso – a margem de lucro é clara ali para o evento, mas como resistir a tantas opções?):

Estar sozinho em um show é uma experiência estranha, pois faz você ficar meio “deslocado” e aguça a observação – e também a “cara de pau”, como sair pedindo para gringo tirar uma foto. Mas, neste show, pude conhecer outras pessoas que, aliás, acompanham as postagens do blog pelo Facebook até hoje.

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Finalmente resolvi entrar. O “teatro a céu aberto” ainda estava vazio e aproveitei para tirar algumas fotos, inclusive mostrando o palco de abertura e também como é uma pista VIP de verdade.

Se me permitem, vou “pular” o show do Coheed and Cambria. Já tinha visto o show deles no Rock in Rio 2011 e confesso que tive apenas uma melhor impressão da banda desta vez, talvez por se tratar de um show de menor porte. O “destaque” para a maioria presente acabaria sendo um cover: se naquela oportunidade no Brasil eles fizeram um cover de Iron Maiden, desta vez não faria sentido e eles foram de Heaven And Hell, do Black Sabbath, que fez a galera cantar alto e saudar Ronnie James Dio.

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Coheed and Cambria Setlist Sleep Train Amphitheatre, Wheatland, CA, USA, Maiden England - North American Tour 2012

Durante o show de abertura e o intervalo para o início da Donzela, um hondurenho bastante simpático, que também estava sozinho, encostou em mim e começou a conversar. Logo nos posicionaríamos mais a frente e, de lá, acabaríamos sem querer “entrando” em uma roda com muita gente do IMFC. Eles ficaram incrivelmente surpresos / felizes em ter um brasileiro “se preocupando” em ter comprado ingresso para ver um show fora do país e fizeram de tudo para que eu me sentisse “em casa”. Este senhor que fez questão de tirar uma foto comigo, além do IMFC, também comentou que trabalhava na Live Nation, que é uma das maiores produtoras de shows do mundo. Aproveitamos e discutimos um pouco deste assunto, onde compartilhei coisas aqui do Brasil com ele. Foi muito legal conhecer este pessoal, ainda que brevemente, pois eles “facilitaram” muito minha vida durante o show.

Este seria então o primeiro show que eu veria e eu já imaginava que seria o mais perto que poderia chegar. E realmente eu estava perto do palco, porém ainda trarei por aqui o primeiro show em Irvine, dias depois, onde eu fiquei absurdamente ainda mais perto. De qualquer forma, a expectativa pelo primeiro show era enorme e, pontualmente, o playback de Doctor Doctor soou no excelente sistema de som do Sleep Train.

Já neste início, dava para perceber que a gritante diferença de comportamento do grupo. Enquanto aqui este início já faz toda a galera pular, cantar o playback, se esmagar, etc., lá poucos faziam isso neste momento. É outro clima realmente. Para quem quer realmente VER o show, é interessante passar por esta experiência. O início com Moonchild, diferente do que foi na tour do Somewhere Back in Time de 2008 (a primeira “perna”), onde a música era usada para o retorno do BIS com Murray fazendo a intro com violão, “comandado” por Bruce, teve o tradicional playback de início, assim como a tour original Maiden England (claro, afinal, era a música de abertura e não daria para o Maiden “entrar” com violão e somente com a dupla citada). A música funciona de maneira esplêndida para uma abertura. O clima por ela criado, com o palco apagado, e depois a triunfal e enérgica entrada do sexteto inglês, dão logo de cara o tom do show, com um maravilhoso palco revisitado e devidamente “upgradeado”. Outra coisa que já fica clara logo de início é como todos estão muito bem, especialmente o vocal de Bruce, o entrosamento / divisão das guitarras, a precisão de Nicko e o galopante Harris:

A banda faz uma saudação para a cidade-capital do estado da Califórnia e traz Can I Play With Madness, ainda seguindo a linha do álbum que a tour celebra.

O playback volta para “we want information… INFORMATION… INFORMATION… (…)” para que, pela primeira vez, eu tivesse a oportunidade de ver o clássico de 1982 e um dos pontos altos do setlist logo de cara. Bruce mostra, nesta versão, o motivo dele ser quem ele é, e merecer todos os louros por estar cantando em altíssimo nível ainda. A banda então visita o Powerslave com 2 Minutes To Midnight, que faz finalmente o povo pular um pouco mais que o normal. E, a grande surpresa (de inclusão) de todo o setlist vem na sequência: Afraid To Shoot Strangers, do Fear Of The Dark. Apesar de ser uma música que gosto bastante tanto do álbum quanto na discografia (que perigo falar “discografia” por aqui), a música está desencaixada na proposta da banda de reviver o Maiden England. Isso também pode ser um sinal: o Iron Maiden não deverá “reviver” os anos 90, com tours especiais. – ou seja: tivemos a oportunidade de revivermos a época da World Slavery Tour e agora da Maiden England – e deve isso isso.

Neste sentido, até COMPREENDO o motivo dela entrar meio “jogada” no repertório. Mas ela entrar em detrimento à outras músicas que saíram, isso é um pouco decepcionante. Falaremos disso mais tarde. De qualquer forma, a performance especialmente com o solo inspirado de Murray foi ótima.

A dobradinha com duas “obrigatórias”, The Trooper e The Number Of The Beast, trazem novamente a Donzela aos clássicos oitentistas. A primeira, sem muitas novidades, com Bruce devidamente vestido para o clima da música – de negativo, este HORRIPILANTE (no sentido pejorativo, no caso) novo Eddie, que deve fazer Derek Riggs ter um desgosto enorme… e a que nos faz retornar a 1982 mostra um sensacional palco cheio de labaredas sincronizadas, com os “diabões” laterais. Um sonho reviver este clima, novamente um grande diferencial visual que a banda entrega.

O show passa rápido e já estamos com Phantom Of The Opera e Run To The Hills, a última do The Number Of The Beast executada na noite. Novamente há de se destacar Bruce em ambas, e Nicko que parece que ainda não sente a idade. Um gigantesco Eddie faz sua primeira aparição na noite em Run To The Hills, com todos os efeitos dando o clima:

A próxima dupla é de emocionar qualquer fã da banda, de qualquer idade e especialmente aqueles “de mais idade”, hehehe. Eu não imaginava mais ter a oportunidade de rever Wasted Years. Não há muito o que falar, desde que Adrian inicia a música até seu final. Aqui as palavras não justificam nada. A banda continua com Adrian e Harris ajudando Bruce nos vocais, especialmente o primeiro, já que o “chefe” não chega a comprometer, mas nem precisava cantar nada com a qualidade de Bruce e os ótimos backing vocals de Adrian. Outro destaque é Murray usando uma Flying V preta, uma guitarra que não estamos acostumados ainda em ver no Iron Maiden e que traz um “punch” no sempre limpo som do guitarrista.

O show então chega a seu ápice com Seventh Son Of A Seventh Son. É, o ápice dos ápices, o grande momento mesmo, o motivo desta tour (voltar a) existir. O palco se transforma em um culto de celebração ao disco de 1988 e a banda mostra que ainda está “sobrando”, pois executa com maestria esta dificílima música, com todos os detalhes que são tão primordiais. Eu filmei esta música, mas peço desculpas de antemão pois não estava olhando para a tela do celular, então eu estrago-o gritando por cima, filmando qualquer coisa as vezes, pondo o dedo no microfone sem querer, etc.  O cenário é outro grande destaque, o Eddie é enorme e extremamente bem feito. Vou deixar a parte visual e sonora falar por mim agora:

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A verdade é que após a faixa-título do álbum celebrado, as coisas ficam até meio sem graça. A banda, estrategicamente, aproveita para colocar duas músicas com característica mais “animada”. Ainda que eu goste muito de The Clairvoyant, confesso que ela até ficou “menos importante” após a obra-prima. Ainda assim, justifica-se sua presença nesta tour. O que não se justifica é Fear Of The Dark, que realmente mostra a todos que não sairá do setlist. E, diferente do que muitos podem pensar, a reação do público americano é como a nossa: idolatria total pela música “mais conhecida”. Essa reação e o fato deles sempre considerarem que há pessoas os assistindo pela primeira vez faz com que a música não sofra qualquer ameaça mesmo de sair de um setlist. Este é o verdadeiro momento para um descanso no setlist, ainda que eu goste e não tenha tanto problema assim com a música, apesar de, claro, ser a primeira que tiraria de um set da banda. A música não traz nenhuma novidade, entretanto.

O show vai acabando de vez e outro grande momento em termos visuais ainda vem antes do BIS. A esperada Iron Maiden não traz novidades em termos da sempre excelente performance da banda, mas o visual, assim como em Seventh Son Of A Seventh Son, é único e deixa todos boquiabertos, mesmo aqueles que já estão acostumados com o visual dos shows da banda de Harris. E quem rouba a cena novamente é o um Eddie totalmente animado, parecendo realmente que estava “vivo”. Novamente eu filmei o trecho e deixo para vocês esta lembrança.

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O BIS traz outra música que, assim como Wasted Years, imaginei que nunca mais veria: a faixa de abertura do Powerslave é precedida por efeitos dos aviões revitalizados, mais intensos, enquanto todos acompanham as imagens pelo telão. Novamente a performance da banda é sublime e, para mim, o pano de fundo com a capa da música é a mais bonita de todo o show. Ao final, Bruce não dá o tradicional grito, o que me causou muito espanto e, confesso, decepção na hora – um erro, ou mesmo uma “fugida”. Mas ele, nesta tour, parece fazer isso de propósito mesmo, deixando-o para o final do final – talvez uma tática também para se “preparar melhor” para o momento. Mas o grito, mesmo deslocado, com Bruce o anunciando com um “wait for it”, rindo e finalmente dando o esperado grito, acompanhado pelas labaredas.

O show termina com a última música da noite do clássico disco celebrado: The Evil That Men Do, que vai dando aquele gostinho ruim de que “está acabando”…

Por fim, Running Free como a música para encerramento de uma fantástica noite, trazendo de volta o horrendo Eddie “The Trooper” que é também o Eddie que identifica esta tour. A banda não se estende muito com as “separações” que fazia antigamente para a galera interagir e cantar, ainda que elas existam ainda. Não há esperanças: o “reloginho Iron Maiden”, como eu carinhosamente chamo um show do Iron Maiden, ataca novamente e é fim de show, sem choro, sem vela, com o já tradicional playback de Always Look On The Bright Side Of Life.

Iron Maiden Setlist Sleep Train Amphitheatre, Wheatland, CA, USA, Maiden England - North American Tour 2012

OPA! OPA! Cadê as outras músicas da Maiden England tour? Cadê, por exemplo e principalmente, Infinite Dreams e Still Life? Ou Killers, Die With Your Boots On? Ou mesmo Heaven Can Wait? A verdade é que a banda preteriu estes sons, infelizmente, mantendo Fear Of The Dark e incluindo Afraid To Shoot Strangers, “comprovando” minha tese que os anos 90 não deverão fazer parte destas tours comemorativas. E mais: pela PRIMEIRA vez desde que foi lançada, o hino (e, para mim, a música que identifica a discografia da banda) Hallowed Be Thy Name ficou de fora, o que, claro, é algo que odiei com todas as minhas forças. Por mais que se queira falar “mas a banda sempre tocou, não era a hora de variar?” – oras, se é para variar, que não varie COM ELA. Tirem The Trooper, tirem sei lá o que, mas NUNCA Hallowed Be Thy Name. Apesar de Murray ter dito no passado que a música não sairia nunca de um set, desta vez ela saiu e é minha crítica mais forte de tudo para o “chefe”.

Ainda assim, é injusto reclamar. O show é histórico, incrível e traz a banda ainda provando ser a maior de metal em atividade, quando se pensa em toda a complexidade das músicas x forma como estão sendo executadas. É um show imperdível e ainda bem que pude ver mais dois deles poucos dias depois deste (e os trarei na sequência aqui no blog). E ainda bem que ainda verei daqui poucos dias mais 2 shows, um em minha cidade, e outro no Rock in Rio 5!

Na saída, os americanos deram mais uma demonstração de como se organizar algo: VÁRIAS saídas foram abertas para os carros (afinal, TODO MUNDO estava de carro), devidamente sinalizadas e organizadas. Não demorei NADA para sair com “meu” Volvo, mesmo com 25.000 carros fazendo a mesma coisa…

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Se vale a pena ver um show de metal nos EUA? Pela energia do público, nem tanto. Pela organização, sensação de dinheiro bem investido e se você quiser VER o show com calma, sem se preocupar com fatores extra-show? Ahhh, vale… e muito.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Black Sabbath, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Iron Maiden, Off-topic / Misc, Resenhas, Setlists

11 replies

  1. Eduardo,

    Muito bom o post! Como é diferente o processo de show fora do Brasil… Eles te tratam como um rei! Em relação à energia do público, essa é a explicação para os gringos adorarem vir até aqui, um povo muito caloroso.

    Ah, não verei os vídeos agora… Como será meu primeiro show do Iron, quero ter o impacto de tudo novo! Estou fazendo o mesmo com as outras bandas que espero (Metallica e AiC), para ter a surpresa!

    Abraços e parabéns

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    • Glaysson, em termos de organização – desde a compra dos ingressos, que fiz pela internet na hora da abertura com dificuldade ZERO – até o “drive carefully” e toda a ajuda para a saída do evento, os caras são o que a gente precisa ser. Essa é a verdade.

      Agora, em termos de animação de público, etc… aí não tem jeito, é cultural, e concordo que é por isso que quando os caras brincam de “Pedro Álvares Cabral” e descobrem nosso país, ficam inclusive sem entender o que é isso… é só olhar, por exemplo, o Rush In Rio, que vi recentemente, e olhar as caras do Geddy e do Alex – eles mal acreditam naquela massa cantando até o riff de guitarra…

      Este foi o primeiro show que vi na Califórnia, o segundo foi o que fiquei AINDA mais perto e fiz mais vídeos surreais… bom, lhe aguardo neste e nestes 2 próximos posts a partir do dia 23 então, hehehe.

      Valeu pelo comentário!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  2. Parabéns Eduardo! Que jornada! Os posts demoraram, mas sairam em momento muito oportuno!

    Eu tive o prazer de ver o Van Halen em 1998 no Madison Square Garden em New York e confirmo o que você disse, é incrível a organização destes gringos. Parecido com você, no meu caso saí do metrô dentro do complexo e fui seguindo as placas e pensei que não tinha quase ninguém até entrar no ginásio já semi-lotado. Depois da abertura do Creed, apaga a luz e Eddie VH começa “Unchained” com um som de flanger animal… Opa, já tô fazendo um review! Fica pra outra esta história…

    Voltando ao “Maiden England Tour”, este foi um dos VHS mais gastos na minha vida, uma vez que o LP que o antecede é um dos meus “all time favorites” e neste show dava pra ver bem os caras tocando. Imagino a emoção no momento da “Wasted Years” (sempre que estou pra baixo essa música me faz erger a cabeça…) e da “Seventh Son of a Seventh Son”, que não existem palavras para descrevê-la…

    Portanto, em relação a tour original, concordo com as tristes exclusões da clássica “Killers”, “Infinite Dreams”, uma avalanche de guitarras dobradas e mudanças de tempo e key, “Still Life” e “Die with your Boots On”, que são músicas bem diferentes do resto do catálogo, “Heaven can Wait”, em que toda a crew entrava no palco pra cantar “Oh oh oh!” e é claro “Hallowed be Thy Name”, que,fora tudo o que você disse, com 3 guitarras fica mais legal ainda…

    Vamos ver o que eles aprontarão aqui!

    Abração!

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    • Valeu, Abilio. Realmente demoraram muito mais do que eu queria e do que deveria, mas acabou sendo legal ser agora pela expectativa dos shows tanto em SP, quanto no Rock in Rio.

      Ahhh sim, hein? Uma resenha de um show do Van Halen é quase uma utopia. Eu incentivo-o muito a fazer isso por aqui, por favor… afinal, só falta o VH na lista de grandes bandas para a maioria da galera ver…

      Pois é, este VHS é parte da vida de muita gente, da minha também… é duro ver as músicas que citei sendo “limadas”, ainda mais na tour comemorativa… e Hallowed Be Thy Name, para mim, é o hino da banda, é mandatório, não deveria sair NUNCA. Mas, com exceção a isso, é impossível criticar qualquer outra atitude da banda, mesmo a inclusão de Afraid To Shoot Strangers (como disse, provavelmente dando o indicador que eles vão preterir os anos 90) e a manutenção de Fear Of The Dark (temos que entender que não dá para tirar isso do set).

      Não nos enganemos: por aqui, será EXATAMENTE o mesmo show, sem mais, sem menos…

      Agora, vá para o segundo post, o primeiro show de Irvine… você verá pelas fotos a proximidade e confirmará tudo pelos inacreditáveis vídeos que fiz!

      Valeu pelo comentário, muito obrigado mesmo.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

      • Realmente, pensando bem, será difícil fazerem uma turnê comemorativa do “No Prayer for the Dying” em diante… Assim sendo, acho que tocando as músicas do “Fear of the Dark” (o disco que acredito ter tido mais “impacto” nos 90), eles ao mesmo tempo já eliminam esta obrigação e por outro lado dão uma moralzinha pro Gers…

        Like

  3. Eduardo, li o excelente texto, admirei a grande quantidade e qualidade de fotos. Os vídeos, infelizmente , vão ficar para depois do RIR. Os detalhes e comentários sobre o show do maior conhecedor de Iron Maiden que conheço são a cereja do bolo, como você gosta de falar, e concordo, que tal se eles pensassem um dia em tirar Fear of the Dark do repertório ? E ainda mais não tendo Hallowed Be Thy Name…
    Por último, ainda dizendo que vou retornar para reler este post com a atenção que ele merece, vale à pena ressaltar a questão envolvendo serviços, e como precisamos melhorar no assunto no Brasil.

    Eu volto, prometo!

    Alexandre Bside

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    • B-Side, agradeço por ter disponibilizado um pouco do seu tempo para ver tudo este material, e sei que você voltará para apreciar com mais calma após o Rock in Rio. Único exagero aqui é você falar de “maior conhecedor”… isso não é verdade, ainda mais com a qualidade do grupo por aqui.

      Cara, eu já pensei muito sobre Fear Of The Dark e vejo que a banda não “pode” tirar esta música. O argumento que “muitos estão vendo a banda pela primeira vez” é verdadeiro e eles atingem uma enorme parcela do público com ela – eu diria a maioria esmagadora, mesmo. Agora, remover Hallowed Be Thy Name foi, para mim, o grande ponto baixo de tudo, mais ainda que as músicas da própria Maiden England original…

      Sobre serviços, não me canso e não me cansarei de falar disso por aqui, para o bem ou para o mal. E se for o caso, elogio também, quando merecido – normalmente o Rock in Rio é uma das exceções que ganha elogios meus, veremos em breve para este ano…

      Aguardo seu retorno!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

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