Cobertura Minuto HM – Foo Fighters em Calgary (Canadá) – parte 1: compra do ingresso e detalhes da cidade

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Calgary-CA – Bem amigos do Minuto HM, agora sim, em definitivo… vou mudar: hi, everyone! Hoje começa a primeira cobertura internacional de um estrangeiro para os minuteiros (acredito). Estamos aqui, de Calgary, para falarmos de um dos braços da turnê mundial da banda Foo Fighters, talvez – em minha modesta opinião – uma das bandas mais populares do planeta, unindo o carisma de seu band leader Dave Grohl, mais a musicalidade acessível do seu repertório. Além do FF, teremos a presença da banda Royal Blood (?), grupo este que tenho pouquíssima informação, mas de quebra deixaremos um videozinho por aqui para conhecermos o som do grupo que é da terra da Rainha.

Calgary é uma cidade industrial que fica no centro sul do Canadá na província de Alberta. Ostenta títulos interessantes para seus habitantes como uma das cidades mais limpas do mundo, além de ser, segundo o site da revista Exame, o quinto lugar com melhor qualidade de vida no planeta, o que não é pouca coisa. A cidade tem um clima bem pacato e nos dá a (falsa) impressão de estarmos continuamente em férias. Com uma população educadíssima, um sistema de trânsito que funciona e uma enorme zona de expansão ao sul da cidade. Isso significa que existem muitas casas novas e um urbanismo com cheiro de “lacrado”. Com uma população de idade avançada, o silêncio dá o tom do clima na vizinhança e por quase toda a cidade, incluindo o Downtown. Calgary deixaria atordoado quem é fanático por adrenalina pois tem uma cadência onde as pausas são em maior quantidade do que as notas.

Por conta destas características, foi que arrisquei (13), mesmo sabendo com semanas que o Foo Fighters viria para cá, ir no mesmo dia comprar o ingresso para o espetáculo de hoje. Um risco? Sim, mas eu sabia que justamente estas peculiaridades, de uma cidade quase “caipira”, não atrairia um público que fosse capaz de dar um sold out. Embora o site do Royal Blood diga o contrário.

É sempre uma aventura você descobrir os lugares nas quais ainda é completamente visitante. Não dá para se sentir em casa. Ainda mais quando, diferente do Brasil (e do Rio de Janeiro, minha terra natal), os locais são equidistantes. O que facilita a vida do “calgariano” é justamente o sistema de transporte público – que funciona com bastante competência –  e as largas estradas com velocidade máxima de 60 km/h.

O Calgary Transit controla o transporte e é através do C-Train que vamos até o Scottiabank Saddledome, um ginásio que na maior parte do ano recebe jogos de hockey sobre o gelo, um dos esportes mais populares do país. Aliás, o Scottiabank é a casa do Calgary Flames, um dos que possui torcida fanática e grande rival do Calgary Stampeders. O C-Train é um sistema de transporte ferroviário que corta a cidade com uma logística simples. Com conforto e pontualidade impecável, faz baldeação com os ônibus da cidade e deixa a população em lugares estratégicos tal qual o local do show.

Meus guias para chegar se dividem entre o conhecimento de quase dois anos da minha esposa – que só esteve lá para comprar meu ingresso do Rush para o show deste ano – e o Google Maps. Mesmo com todas as recomendações para soltar na estação Victoria Park / Stampede, eu soltei na Erlon / Stampede. Andei 600 mts até que chegasse ao ginásio. Tivesse soltado certo, a estação do trem desemboca no Saddledome.

O túnel que sai da estação do C-Train até o ginásio é tão abandonado que tive por algum momento o temor de estar perdido. Pegadinha. O local é tão tranquilo que é só seguir as setas e ao menos isso eu acertei. A parte fronta do SS é todo blindado (fechado) e não consegui ver onde vendia os tickets. Deparei-me com uma funcionária e soltei meu inglês “de botequim” para saber onde poderia comprá-los. Ela interrompeu sua marmita e deu a informação de “bate pronto”. Andei mais 200 mts e adquiri o abençoado ingresso para o show de hoje à noite.

Bem, não foi necessário juntar os amigos músicos que conheço para pedirem ao FF para tocarem aqui em Calgary, então sou grato aos céus por iniciar minha caminhada nesta agradável cidade com um show que tem sido um dos mais divertidos para quem curte um rock com assinatura estadunidense e que vai fazer os vizinhos fecharem as janelas por um tempo.

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Até mais,

Daniel



Categories: Agenda do Patrãozinho, Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Foo Fighters, Off-topic / Misc

4 replies

  1. Daniel, eu que curto assistir um show – e dada as questões de preço e organização, cada vez gosto mais de ver fora do país – imagino como está o clima por aí, que você nos trouxe tão bem por aqui nesta primeira parte. É um privilégio daqueles ter algo assim, coisa que realmente só o Minuto HM tem…

    Para você, é um presente, ainda mais depois da situação com o show da R40 do Rush, que infelizmente não deu certo. Bom também é, pelo que li aqui, ver que você está pouco a pouco chamando a cidade com clima de férias de “home sweet home”, apesar de ser uma das principais cidades canadenses. Tenho certeza que este post, marcante por vários motivos, será o primeiro não apenas desta cobertura sensacional, mas de muitos outros shows pelo Canadá.

    Sobre o Royal Blood, é uma das bandas de abertura do Rock in Rio deste ano, justamente na noite do MetallicA, então por aqui no mês que vem teremos a chance de conferir – ou não, sei lá :-).

    Sobre o show, como anda Dave Grohl das pernas, literalmente? Ele ainda está fazendo shows sentado, depois do problema que ele teve?

    Desejo-lhe um bom show, eu gosto muito de ler sobre as experiências “paralelas” sobre tudo que envolve o show, e pelo jeito as coisas vão muito bem, obrigado, por aí.

    Agora é curtir, apreciar a bateria do ex-Alanis que também é uma porrada atrás da outra, e esperar pela próxima parte da cobertura.

    Obs.: acabamos de receber sua mensagem no WhatsApp, já que o local possui wifi. Coisas do primeiro mundo que a gente acostuma imediatamente, passa a achar normal, mas que quando volta para o terceiro (ou seria quarto agora?), sente aquela revolta…

    Enjoy!

    [ ] ‘s,

    Eduardo.

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  2. Excelente isso aqui, Daniel, teremos a primeira de muitas, assim esperamos, cobertura internacional diretamente de Calgary!!! Excelente, mesmo.
    O post é muito legal, por mim, mais pelos detalhes da cidade , que são de nos colocar em inveja, em especial quando o assunto é qualidade de vida, do que pela banda em si.
    Veja bem, admiro e respeito o trabalho e cuidado que Dave tem apresentado em resgatar locais históricos e prestar homenagens à bandas que vão diretamente ao gosto do povo aqui do Minuto HM ( Rush, talvez no mais latente exemplo). Também o vejo cercado de músicos que por aqui habitam , seja em eventos comemorativos ( o aniversário do moço este ano teve, entre outros, Paul Stanley, Dave Lee Roth, Zakk Wylde e Lemmy), seja em participações de shows , deles ou de outros. Mostra claramente que Grohl é uma das maiores bolas da vez, com prestígio notoriamente reconhecido. Porém, a banda ainda não me emocionou, quem sabe eu talvez não tenha descobrir uma forma mais precisa de entendê-los.
    A cobertura, no entanto, pelos demais aspectos que a cercam, me deixou cheio de expectativa, estou ansioso pela segunda parte.
    Um bom divertimento, Daniel!

    Alexandre

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  1. Cobertura Minuto HM – Overkill e Symphony X – Calgary (Canadá) – resenha | Minuto HM

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