Cobertura Minuto HM – Blaze Bayley em SP – Manifesto Bar – 12/jan/2019 – resenha

Saiu melhor que a encomenda!

Dia 12 de Janeiro de 2019. Blaze Bayley, detentor de uma vasta carreira solo e conhecido pela sua (fraca) passagem no Iron Maiden, dava as caras no Manifesto Bar mais uma vez para a turnê de seu último trabalho – The Redemption of William Black – a terceira parte de uma história que eu não faço a menor ideia da qual seja.

Pelo comentário acima, deu para sacar que minha ida ao Manifesto tinha a total intenção de ouvir as canções da Donzela de Ferro na voz do homem que gravou X-Factor e Virtual XI junto com Steve Harris & Cia. Também não estava com expectativa alta, visto que Blaze seria acompanhado de uma única guitarra e um kit básico de bateria (se bem que para covers do Virtual XI, não precisaria mais do que isso).

A casa abriria 18h00. Cerca de três horas antes, em sua página oficial do Facebook, Blaze Bayley informa um Meet & Greet gratuito entre 18h00 e 19h00. Desnecessário dizer que 17h30 eu estava na fila do Manifesto – e desnecessário dizer que eu já estava na parte da fila que dobrava a esquina.

Falhando na pontualidade britânica, Blaze e banda chegam 18h15 em frente ao Manifesto. Um minuto depois (literalmente) a fila começa a andar. Entrando na casa, dou de cara com o Meet & Greet, onde, sentado em um banquinho, Blaze cumprimenta, tira fotos e assina todos os artefatos trazidos por fãs: livretos de CDs (de sua carreira solo e do Maiden), livros, LPs, quadros, camisetas… quem é fã de algo no meio musical sabe o que é isso.

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O Meet & Greet foi até 19h15. O show iniciou 19h50. Ao entrarem no palco, Blaze já começou falando com a plateia, pedindo barulho. Mandou de primeira um “Scream for me São Paulo” e, em tom de brincadeira (?), emendou um “I thought you were better than Argentina! Scream for me São Paulo!“.

As duas primeiras canções foram as duas primeiras músicas de seu novo álbum. E eu tomei um cala-boca. O que eu tinha achado sem sal ouvindo ao álbum estava muito bom ao vivo – o peso era maior (algo até esperado para uma casa pequena do tamanho do Manifesto) e os instrumentos estavam bem, mas bem melhor equalizados com a voz do Blaze que nas gravações de estúdio. Futureal foi a primeira canção donzelística da noite.

O setlist balanceou bem as canções solo com os clássicos do Blaze na era Maiden. E em todas as músicas Blaze chamou a galera, andou de um lado pro outro e manteve a energia sempre para cima. Poucas eram as canções com os nomes anunciados, principalmente as do Maiden – acho que só Angel & the Gambler e Como Estais Amigo foram anunciadas; todas as demais a banda saiu tocando (o que explica alguns videos meus não terem o iníciozinho das músicas).

Os músicos que acompanharam Blaze (todos ingleses, integrantes da banda Absolva, já o acompanhando pelos últimos seis anos) também mantiveram uma boa energia. O baterista Martin McNee, apesar de fazer só o básico, tinha boa pegada; Karl Schramm, o baixista, eu achei muito bom! Já o guitarrista Chris Appleton, achei muito poser (existe essa expressão ainda?!); enfim, um cara que quando foi exigido – como em solos do Dave Murray – acabou pecando em quesitos como limpeza x velocidade.

Blaze comentou que teve muito orgulho de sua época no Maiden e relembrou o Philips Monsters of Rock, seu primeiro grande show no Brasil, que ele classificou como “amazing and scary“.

Quando foi anunciada Angel & the Gambler, pensei seriamente se gravaria a música. Devo ter birra com ela… sei lá. Mas como Blaze tinha anunciado que iria tocar uma versão diferente, mais voltada para “uma musicalidade mais Blaze Bayley” como ele mesmo colocou, resolvi filmar. O que ocorreu na verdade foi que a faixa teve as partes cantadas junto com as famosos firulas instrumentais (os “solos”) e apresentação dos músicos. Se eu soubesse que isso me custaria acabar com o espaço que eu tinha no meu celular – o que me fez perder a filmagem de Como Estais Amigo e Lord of the Flies – eu teria pensado diferente. Tarde demais…

Na sequência, enquanto a banda introduzia o riff inicial de Man on the Edge, Blaze pegou seu próprio celular e fez um pequeno vídeo-selfie com a galera, que foi para o Instagram do cantor (assim como é feito em todo show).

Mais para o final eu apareço, mas só eu apontando para me acharem…

Após o BIS, que não teve aquela saidinha básica do palco, choveu palheta, mas todas do lado que eu não estava. O baixista e Blaze cumprimentaram muita gente, sem negar atenção para ninguém.

Fui para a gigantesca fila de pagamento final (que ainda estava pequena quando entrei) e, no caminho da saída, vejo Blaze com uma toalhinha no pescoço, voltando a autografar e a tirar fotos com fãs que não tiveram a oportunidade antes do show. Fiquei surpreso com a atitude. Já vi muito mané no Manifesto que se acha estrelinha e que não atendeu aos fãs nem com um pedacinho da prestação que Blaze fez.

Foi o meu primeiro show em 2019 e espero que outros do mesmo nível venham: com uma celebração ao metal do jeito que Blaze conduziu. Com qualidade, profissionalismo e paixão pela música e pelos fãs.

Passei o domingo com o ouvido zunindo. Bom demais!

Beijo nas crianças.

Kelsei Biral

Contribuiu / revisou: Eduardo.



Categorias:Blaze Bayley, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Entrevistas, Iron Maiden, Músicas, Resenhas, Setlists

4 respostas

  1. Reportagem um pouco constrangedora, mas vale por ver a verdadeira entrega do Blaze em fazer algo ali, de maneira bastante humilde, em minha opinião – ainda que ele erre uma entrada em Futureal, ao que parece 🙂 …

    http://www.wikimetal.com.br/blaze-bayley-futureal-tv-brasileira/

    Blaze vem se tornando um operário do metal. Trabalha muito, é atencioso e gentil com seus fãs e claramente age sem o dinheiro ser prioridade número 1 como tantos outros por aí.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Todo o respeito do mundo ao Blaze, um grande cara. Uma pena que meus dias de ‘disponibilidade’ se foram, ou estaria com você lá no Manifesto para vê-lo mais uma vez. Obrigado pelo review, fez com que eu lembrasse um pouquinho desta época boa. Abraço!

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  3. Kelsei, muito bom você trazer aqui como foi esse evento
    Meet & greet foi excelente. Material autografado – tick
    Fotos boas e boa transcrição
    Muito obrigado por trazer aqui esse evento.

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