Cobertura Minuto HM – Eduardo Falaschi – Encerramento da Temple of Shadows Tour em São Paulo – 17/ago/2019 – resenha

“Meu agente falou: ‘vamos marcar mais um show em São Paulo’ e eu respondi ‘cê tá louco?! Nã nã não’ … “

Eduardo Falaschi


Parece que você já leu sobre esse show, mas era outro post. De volta à São Paulo, Eduardo Falaschi resolveu finalizar a bem sucedida turnê Temple of Shadows in Concert, alguns meses depois de lotar o Tom Brasil para a gravação de seu DVD. E eu resolvi não perder isso de jeito nenhum, pois acredito seriamente que foi a última oportunidade de presenciar o álbum Temple Of Shadows na íntegra.

O show prometia um setlist especial e novos convidados, dentre eles o baterista alemão Alex Holzwarth, que gravou o álbum Angels Cry, do Angra.

Com início previsto para às 20:00, cheguei 10 minutos para o início do show. Para minha surpresa, o Tropical Butantã estava fechado, com fila dando volta no quarteirão! Não era só eu, mas vendo o pessoal na fila, ninguém entendia nada.

Depois de muita dor nas costas e 1 hora de fila, adentrei à pista comum. A visão de duas baterias no palco animou! Por volta das 21:30 o show começou, dessa vez sem uma orquestra completa, mas com quarteto de cordas, como foi feito em muitos shows dessa turnê. O início se deu com o playback de Deus Le Volt!, sem o tradicional playback de Gate XIII. Em Spread of Fire, de cara deu para perceber que Alex teve pouco tempo para estudar as músicas – eu que não sou lá essas coisas peguei erros de tempo e muitas viradas incompletas.

Acabando Angels and Demons, Edu veio pedir desculpas ao público pelo atraso. De acordo com o explicado, a casa teve problemas de infraestrutura e todos os cabos tiveram que ser soldados à mesa de som novamente horas antes do horário previsto do show.

O álbum foi fluindo bem e o som estava bem montado. O primeiro dueto da noite seria em Temple of Hate, mas Edu cantou sozinho. Inclusive, Alex ficou na bateria até essa canção somente, sendo substituído por Pedro Tinello, último baterista do Almah. E dali para frente, a bateria voltou a ficar fiel ao álbum!

Com isso, o primeiro dueto ficou em No Pain For The Dead, com uma mulher que eu não anotei o nome e não achei depois na tal da Internet. Todos os vocalistas convidados por Edu para esse show vieram de um concurso de talentos realizado uns tempos atrás – e nesse show eu resolvi curtir ao invés de tentar ficar anotando nome de convidado, pegando foto boa e de fazer vários vídeos…

Em Winds of Destination, o cantor convidado, um cara de nome engraçado e de cabelo com mechas azuis, emulou Hansi Kursh muito bem. Soou claramente artificial, mas ficou bem fiel à canção.

Todo o restante do Temple of Shadows fluiu bem. Em Late Redemption (que encerrou a primeira parte do show, sem a execução de Gate XIII) também não tivemos participação de um vocalista, mas o público cantou a voz em Português – não é tão incomum Edu fazer isso, e fica até legal, pois o pessoal veste a camisa e canta mesmo!

Com o fim do Temple of Shadows, era hora de vermos as novidades. E começamos bem: Edu voltou a tocar Almah, executando a trinca Esperanza, Warm Wind e The King. Que continue tocando em próximas turnês, pois Almah tem coisas sensacionais!

Subir 2

A filha de Edu entrou no palco e falou ao microfone. Ela ficou ao lado do pai durante toda a execução de Warm Wind, canção que foi feita para ela.

Voltando à fase Angra, tivemos a execução de Rebirth e, na sequência, a volta de Alex na bateria, que entrou junto com Luis Mariutti, que dispensa apresentações! Era a deixa para o playback de Unfinished Allegro, que antecederia Carry On.

Inclusive, Carry On foi executada em homenagem ao André e foi sugestão do Alex de colocá-la no setlist. Edu, que não é bobo, chamou mais um de seus revelados talentos ao palco, um moleque que canta horrores. Convenhamos que a voz de Edu não iria aguentar Carry On (assim como não aguentou – o cara teve que dar pirueta para conseguir cantar aquilo – diferente do moleque, que alcançou as oitavas mais altas).

Na sequência, uma versão mais Power Metal de Pegasus Fantasy foi tocada. Eu achei que ficou bem legal, com um peso bem diferente para a versão feita para o desenho dos Cavaleiros do Zodíaco.

E na saideira, todos os convidados do show foram chamados ao palco (menos o Luis Mariutti) e, com duas baterias, Nova Era foi executada. Eu saí um pouco antes de terminar a música, pois precisava pegar o metrô a tempo. Na saída, dei de cara com o Luis Mariutti, que estava fora do Tropical, conversando com um pessoal do backstage.  Eu fiquei com cara de bobão e totalmente paralisado e, como nunca fico com bateria de celular ao fim dos shows, não deu para pedir uma foto (como se eu conseguisse falar).

Foram 4 shows em 4 meses! Mesmo não tendo um Tropical Butantã lotado (mas estando em cheio), Edu Falaschi agora passará por um daqueles períodos de ócio criativo. Em 2020, teremos novo álbum de inéditas e o aguardado DVD da apresentação com a Bacchiana. Agora é torcer para bons ventos!

Beijo nas crianças!

Kelsei



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Músicas, Resenhas, Setlists

2 respostas

  1. Kelsei, outra cobertura fantástica sua, sensacional ver sua dedicação e imagino que não deva ter sido nada fácil, emocionalmente falando, estar em um show como este.

    Não há como não admirar seus textos e sua precisão em nos “trazer para dentro” do show sem ser prolixo.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Concordo com o Eduardo, a respeito da excelente resenha. Vi o vídeo de Carry On e é realmente de se destacar o vocalista convidado. Não entendi o quarteto de cordas parado, no entanto. Um deles até se agitava, uma pena não participar no arranjo , o que caberia perfeitamente.
    De resto, chover no molhado. O Angra fez dois ótimos álbuns com o Edu, esse o mais técnico, a banda na ponta dos cascos.
    Justa e oportuna a rendição ao álbum

    Alexandre

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