Kiss discografia 29a parte – Álbum: Carnival Of Souls: The Final Sessions

Neste post abordaremos o álbum mais confuso e controverso da banda:

ÁLBUM: CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS

*A Nova edição americana em vinil 180g.

*A Nova edição americana em vinil 180g.

A capa da edição brasileira do controvertido Carnival of Souls: The Final Sessions

*A edição picture, que traz um som preliminar de gravação.

*A edição picture, que traz um som preliminar de gravação.

  • KISS: Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Bruce Kulick
  • Lançamento: 28/10/1997
  • Produtores: Toby Right, Gene Simmons e Paul Stanley
  • Primeiro Single: Jungle
  • Segundo Single: Master & Slave

Faixas:

1- Hate – 4:36 7- In My Head – 4:00
2- Rain – 4:46 8- It Never Goes Away – 5:42
3- Master & Slave – 4:57 9- Seduction Of The Innocent – 5:16
4- Childhood´s End – 4:20 10 – I Confess – 5:23
5- I Will Be There – 3:49 11 – In The Mirror – 4:26
6- Jungle – 6:49 12 – I Walk Alone – 6:07

Antes da turnê preparativa para o MTV UNPLUGGED: KISS, já havia planos para lançamento de um novo álbum de músicas inéditas. No início de 1995, Paul Stanley dá uma entrevista afirmando que a banda estava ensaiando e compondo novas músicas, e ele e Bruce Kulick trariam um material muito forte neste novo disco. O atraso para o desenvolvimento deste trabalho se dá a partir da decisão de fazer o álbum acústico, o álbum com inéditas seria gravado depois deste projeto. Eric Singer, nesta mesma época já mostrava sinais de insatisfação com o adiamento do projeto, relatando, também numa entrevista, que cada vez que havia intenção de composição de novo material, Gene e Paul pareciam se dirigir para projetos que envolviam o passado da banda e na fase com maquiagem.

Toby Right – que havia produzido anteriormente o grupo Alice in Chains – é sugerido como um possível produtor do novo álbum ainda em julho de 1995, nesta época Gene, novamente relata os futuros projetos da banda: Um home vídeo, um filme, um desenho, um espetáculo da banda na Broadway. Em novembro de 1995, finalmente a banda entra nos estúdios para a gravação do novo petardo. A partir de 17/11/1995, o Kiss entraria no Music Grinder Studios em Hollywood, onde permaneceria até o inicio de 1996 gravando o disco. Em primeiro de dezembro, a banda faz fotos para a capa de aniversário de dez anos da revista Metal Edge, ainda envolvida nas gravações do álbum. Nesta época ainda não havia título para o disco, e Gerri Miller, editora da revista relata ter ouvido uma canção tipicamente acústica, ainda sem vocais, que não haviam sido gravados em nenhuma das músicas do álbum. Gene relata estar muito satisfeito com o seu andamento, e que o estilo era pesado, numa linha comparativa com CREATURES OF THE NIGHT ou REVENGE. Gene descreve que a contribuição de Bruce nas gravações e composições neste novo cd é definitiva, algo não visto anteriormente. Bruce descreve a produção de Toby Right como de trazer uma nova vibração à banda, encorajando todo o processo de gravação, além de ser um excelente engenheiro de som. Finalmente no fim de dezembro Gene afirma que o novo álbum estaria praticamente finalizado, com uma lista de músicas: “I Confess” / “I Walk Alone” / “Seduction Of The Innocent” / “In My Head” / “Hate” / “Carnival of Souls” / “Closed Doors Welcome No One” / “Childhoods End” / “Save Myself” / “Blister” / “I Can’t Forgive What I Can’t Forget” / “Rain” / “It Never Goes Away” / “Sleep Until You Die” / “Vengeance is Mine” / “Dead in Your Tracks”, e com previsão de lançamento em março de 1996, após o lançamento do MTV UNPLUGGED: KISS. De acordo com Bruce, outras músicas estariam listadas, como “‘Liar’ e ‘Old Man Wise’, com um riff que Gene adorou. Bruce utilizaria guitarras ESP e Gibson Les Pauls para a gravação das bases e solos do disco, e destacou que Bob Ezrin havia contribuído no inicio das composições do disco, mas após o adiamento do início do projeto, com a turnê Sul Americana no fim de 1994, e as turnês Japonesa e Australiana no inicio de 1995, Ezrin havia ficado indisponível para produzir o novo álbum, ainda que tenha direcionado o tom sombrio que define praticamente o álbum todo.

Na contracapa o estilo numa foto em estúdio já denota um trabalho sério.

*A edição picture, o segundo lado do disco traz a expressão  HEAD, que consagrou-se como nome desta versão.

*A edição picture, o segundo lado do disco traz a expressão HEAD, que consagrou-se como nome desta versão.

Este tom sombrio é em boa parte obtido pela opção de utilizar uma afinação diferente nas guitarras e baixo da maioria das músicas: Normalmente o KISS utiliza-se de afinação padrão, apenas regulando as guitarras meio tom abaixo, o que deixa a sonoridade um pouco mais grave. Isso não é nenhuma novidade no rock em geral, sendo utilizado por diversas bandas. Para CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS, a idéia foi ir um pouco além, afinando a corda mais grave um tom mais baixo que as demais, o que é conhecido por afinação Drop-D (onde o D refere-se a nota ré que tal corda passa a soar quando tocada apenas com a mão direita). Como o KISS já afinava os instrumentos meio tom abaixo normalmente, para este álbum há uma junção das duas idéias, onde, além desta afinação em meio tom abaixo em todas as cordas, a corda mais grave ainda sofre um ajuste mais grave em mais um tom, totalizando um tom e meio abaixo de uma afinação padrão, o que poderia ser chamado de afinação Drop-Db (ré-bemol). Com exceção de três músicas, todas cantadas por Gene Simmons (I Confess, Seduction Of The Innocent e Childhoods End), todas as outras são afinadas em Drop-Db ou eventualmente Drop-D (Jungle). Ainda há algo mais ortodoxo na afinação de I Will Be There, onde os violões são afinados um tom abaixo e 2 tons para a corda mais grave, podendo ser chamada de afinação Drop C (dó). A inspiração de uso de afinação mais sombria, segundo Bruce Kulick, partiu de bandas como Black Sabbath ou Led Zeppelin, já que notoriamente Jimmy Page era conhecido pelo mestre de afinações fora do padrão. Gene Simmons avalia o trabalho como “um disco corajoso”, mas não chega a efetuar qualquer cotação. A cotação de Paul Stanley é de 2 estrelas numa escala de até 5, pois considera que talvez não seja o estilo deste cd mais adequado ao estilo KISS. CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS é o trabalho com maior duração entre todos do grupo, já que todas as músicas (exceto I Will Be There) acabam passando dos quatro minutos e assim como em REVENGE, a faixa de abertura está a cargo dos vocais de Gene Simmons, pela segunda e última vez até hoje em toda a carreira do KISS.

Na parte interna da edição simples, a lista de musica com os autores e poucos detalhes da produção do álbum.

Na parte interna da edição simples do cd poucos detalhes da produção do álbum.

*O Vinil da recem lançada edição 180g Americana

*O Vinil da recem lançada edição 180g Americana

Em janeiro de 1996, a banda decide adiar o lançamento do álbum e partir para o projeto Reunion (detalhes no próximo post), com os antigos membros Ace e Peter, consolidando os rumores que datavam desde as apresentações no MTV Unplugged e permearam a gravação de CARNIVAL OF SOULS. Desta forma o projeto é engavetado indefinidamente. Neste momento Gene, criticado pelo atraso no lançamento de um novo álbum da banda – que já se aproximava por quase quatro anos – reafirma enfurecidamente que eles se recusariam a tomar as decisões influenciadas por qualquer tipo de interferência externa. Nikki Six (Motley Crue), naquele instante, é um dos poucos a ouvir o novo álbum, que é mostrado pelo seu amigo Bruce Kulick, e comentou que era o melhor que ele ouviu do Kiss, bem pesado e diferente do estilo clássico e antigo da banda. De qualquer forma, nos meses seguintes, o álbum vazaria e seria pirateado em vários formatos. Gene afirma que estava colocando até o FBI para verificar o motivo do vazamento do material. Bruce fica extremamente decepcionado principalmente pela baixa qualidade do material pirateado: afinal era um álbum onde ele participou nas composições de nove das doze musicas, inclusive cantando em I Wak Alone. A participação de Bruce é em verdade bem maior, pois ele também tocou muito dos baixos do álbum, principalmente nas músicas onde Paul Stanley canta (I Will Be There, Rain, Jungle, It Never Goes Away, In The Mirror e I Walk Alone). Em agosto de 1996 sai um comunicado oficial onde por motivos do projeto da reunião dos antigos membros do Kiss (Ace e Peter) e na intenção de participar em novos projetos externos já vislumbrados, Bruce Kulick e Eric Singer decidem sair do Kiss. Bruce, algum tempo depois, falaria um pouco mais sobre sua decisão, afirmando que não havia nenhuma garantia ou indício que o álbum seria lançado, que a banda estava firmemente direcionada a manter o projeto Reunion pelos próximos anos. Ainda relata que tinha ficado muito satisfeito com o material composto e gravado em CARNIVAL OF SOULS, além de ter sido o álbum que mais contribuiu, e que ele e Eric ainda continuavam oficialmente com contrato em vigência com a banda, mas que pensava na sua carreira, que não planejava ficar musicalmente inativo, e por isso estaria procurando novos projetos, fora do Kiss.

Cópias piratas melhoradas do álbum estariam disponíveis nos meses seguintes, a maioria com a omissão da música Outromental, que originalmente pertencia ao final de Childhood´s End, e que a posteriormente foi colocada no fim do álbum, melhor definindo, a música se iniciaria alguns segundos depois da ultima faixa do disco (I Walk Alone), e como havia um hiato de uns vinte segundos ou mais, ela poderia ter sido esquecida no processo de feitura da maioria das cópias piratas. Bruce novamente relata que possuía uma copia retirada das masters originais do álbum, mas que havia ficado impressionado com esta versão pirata melhorada, e que se o cassete pirata soava assim quando ele ouviu no som do carro, gostaria muito que o álbum fosse lançado em cd para ser apreciado da forma que o projeto merecia.

A lista de músicas e a mesma foto na contracapa na edição brasileira do cd.

* A contracapa do vinil da recem lançada edição 180g Americana

* A contracapa do vinil da recem lançada edição 180g Americana

No início do outubro de 1997 aparecem as primeiras e poucas propagandas sobre o lançamento do álbum, e em 3/10/1997 a revista Rock Radio Trade Magazine (distribuída apenas às rádios e a indústria fonográfica) inclui uma pagina completa dando detalhes do álbum e seu lançamento. Finalmente, em 28/10/1997, com o titulo levemente modificado do que havia sido amplamente divulgado pelos fãs nas cópias piratas, CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS é lançado. O adendo THE FINAL SESSIONS se referiria a terem sido as ultimas gravações da formação da banda dos anos 1992 a 1996. Apesar da pífia divulgação da gravadora, que destruiu qualquer chance do álbum ter sucesso e de ser quase totalmente ignorado por Gene e Paul, o álbum ainda chega a atingir a vigésima sétima colocação por pouco tempo nas paradas americanas, mas falha completamente ao vender menos de quarenta mil exemplares nas primeiras semanas de lançamento. Os fracos números em vendas são perfeitamente compreensíveis devido à massiva pirataria que durou quase dois anos até o lançamento oficial. Como não há certificação RIAA para o disco, desta vez utilizando o SoundScan como parâmetro, os números em Fev/2007 apontavam para mais de cento e oitenta mil exemplares vendidos, número bastante aquém dos desejos comerciais da banda. Quanto aos singles, Jungle lançado no inicio de outubro chega a atingir (devido a fortes campanhas dos fãs pela internet), em novembro, o oitavo lugar nas paradas, a melhor colocação da banda desde os anos setenta, o que faz Bruce Kulick comentar a ironia da situação, dizendo que este sucesso se devia aos pedidos incessantes, e que as rádios estavam ouvindo e atendendo aos fãs da banda. Master & Slave é lançada como segundo single já no inicio de 1998, mas somente atinge o quadragésimo nono lugar nas paradas. Até hoje, nenhuma música do álbum foi ouvida em qualquer show do KISS, mas Bruce Kulick viria a tocar constantemente Jungle e I Walk Alone após sua saída da banda, inclusive ambas constam no álbum Live in the Galaxy , do Union, projeto de Kulick com John Corabi (ex- Motley Crue).

No “easter-eggs” do KISSOLOGY vol 3, Disc 1 há um pequeno vídeo de cerca de 5 minutos com sessões da gravação de CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS, inclusive um backing-vocal em Rain que acabou não entrando no álbum. O que é se sabe é que as sessões de todo o trabalho foram filmadas, mas o restante deste material permanece inédito.

Como fim do titulo do álbum sugere, THE FINAL SESSIONS marca o fim da era desmascarada da banda, com Bruce Kulick e Eric Singer, e deu aos fãs algo novo até o lançamento de um próximo álbum em estúdio (assunto para um outro post ). Semana que vêm abordaremos o retorno da formação original na Reunion Tour, até lá!

O cd em tom preto em coerência com a temática sombria do álbum.

NR: Conseguimos facilmente entender o porquê do grande receio em lançar este novo disco. Gene e Paul continuavam procurando o sucesso financeiro da banda nos anos setenta. A possibilidade da banda retornar com os membros originais e repetir a fórmula que havia funcionado no auge das vendagens do Kiss se tornou irresistível. Para que então arriscar com um álbum que era como um tiro no escuro, sendo muito diferente do que o Kiss havia feito até então, quase como o risco de uma nova empreitada comparável ao fracasso comercial de (MUSIC FROM) THE ELDER? A escolha foi óbvia e talvez financeiramente compensadora, mas destruiu a formação que criou dois álbuns excelentes.

Mesmo numa edição simples, o cd traz um anexo com o famoso Merchandising do Kiss.

O vazamento através da pirataria do disco e as acaloradas discussões entre os fãs, dos mais radicais seguidores do estilo inicial da banda aos mais novos e menos radicais que gostavam da mudança de estilo da banda, trouxeram a oportunidade para lançamento do álbum sem maiores compromissos e preocupações, já que a banda no momento deste lançamento já estava fortemente seguindo outras direções. Lembramos de ver o álbum a venda nas lojas brasileiras e inclusive achar que não era um lançamento oficial, tal a falta de divulgação e simplicidade da capa do cd, algo incompatível com os padrões dos lançamentos do Kiss.

Musicalmente – ponto que sempre consideramos o mais importante num lançamento de um cd – em CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS percebemos uma continuidade e talvez evolução em relação ao anterior em estúdio REVENGE. Este sentimento de continuidade se dá principalmente pela manutenção do peso e na uniformidade que havia voltado no primeiro álbum desta formação. Nota-se, porém que a produção direcionou o álbum a ser mais próximo do estilo grunge que havia feito sucesso no inicio dos anos 90, com bandas como Soundgarden e Alice in Chains. A temática sombria do álbum se enquadra neste estilo, e é talvez a grande diferença entre CARNIVAL OF SOULS e o álbum anterior, REVENGE, que apesar de uma sonoridade também pesada, contém os elementos clássicos do grupo, o que quase não se ouve neste novo trabalho. Isto pode justificar o porquê dos fãs mais tradicionais que gostam de REVENGE não gostam (ou até odeiam) este CARNIVAL OF SOULS. As letras do álbum também têm um direcionamento mais sério e questionam problemas do cotidiano e até religião, como vemos em Hate, Seduction of the Innocent e I Confess. Em Hate, Gene insinua que Deus poderia ter raiva, já que nós somos feito à sua imagem e possuímos este sentimento.

Em Seduction of the Innocent, Gene ironiza como alguns tipos de religião são exploradas hoje em dia, citando na letra “O padre parece bem alimentado, enquanto os fiés estão famintos dia a dia”. Paul Stanley atesta a preocupação na temática do álbum, afirmando que as letras foram a parte mais difícil na composição das musicas de CARNIVAL OF SOULS. Rain e It Never Goes Away são duas músicas que exprimem claramente algumas preocupações do homem com obrigações e responsabilidades. Não concordamos em rotular o álbum como o álbum grunge do Kiss. Achamos que o disco vai muito além do estilo que particularmente não somos grandes fãs. Podemos dizer que o álbum é uma grata surpresa. Novamente esta formação do Kiss acerta, com grande qualidade como um todo. CARNIVAL OF SOULS é um daqueles álbuns onde conseguimos ouvir do começo ao fim, sem perda de conteúdo das músicas. Podemos considerá-lo um dos nossos álbuns preferidos, sem pestanejar. Os destaques são as composições, onde Bruce tem indubitavelmente a maior participação em todos os seus anos de KISS e o show vocal de Paul Stanley, que a principio hesitou nesta linha proposta para o álbum, mas depois entrou de corpo e alma no projeto, se destacando principalmente em It Never Goes Away e Rain.

A parte rítmica da banda novamente vai muito bem, com grande alternância de convenções durante o álbum todo. Gene novamente se mostra bem presente ao álbum trazendo excelentes contribuições, o que acaba mantendo o nível do álbum todo. Hate é uma senhora faixa de abertura, não devendo nada, por exemplo, a Unholy, do álbum anterior. Quanto a Eric Singer, apesar de um som de bateria um pouco diferente da gravação dos álbuns do Kiss, é notável novamente seu desempenho como excelente músico neste seu segundo álbum de estúdio com a banda. Vamos destacar algumas faixas do disco, embora como já mencionamos, gostarmos do trabalho como um todo. As harmonias vocais se destacam em Rain e Childhood´s End (com um coro infantil a lá Great Expectations – DESTROYER). A sutileza acústica esta novamente presente em I Will Be There (uma composição de Paul dedicada seu filho). O peso que havia retornado em REVENGE, é novamente destaque em Master & Slave, In My Head e It Never Goes Away. Há de se destacar também o uso de violoncelos na soturna I Confess. A música Outromental ficou definitivamente fora do álbum oficial e acabou somente aparecendo no BOX SET do Kiss (assunto para um post futuro aqui no Minuto HM). Para terminar o álbum outra surpresa: depois de quase doze anos com a banda, Bruce Kulick faz o vocal principal, em seu último registro oficial na banda, I Walk Alone, outro destaque que mantém o nível das excelentes composições do álbum.

O certo é que para nós o sentimento, em saber que Eric Singer e Bruce Kulick saíram da banda, foi de total decepção, principalmente se analisarmos o nosso apreço nos dois lançamentos inéditos com estes integrantes. De uma certa forma, depois deste fato, estávamos preparados para um período de lançamentos mais óbvios e da repetição da fórmula vencedora dos anos 70 – muito apelo visual e pirotecnia, mas os detalhes de como a formação original retornou serão tratados no próximo post, até !

Flavio Remote e Alexandre B-Side.

*Post Revisado com inclusão de fotos das edições Picture e Americana 180g em 29/07/2015



Categories: Alice in Chains, Artistas, Covers / Tributos, Curiosidades, Discografias, Kiss, Mötley Crüe, Músicas, Nirvana, Resenhas

45 replies

  1. gosto de carnival of souls, album muito bom, musicas bem trabalhadas com uma sonoridade bem diferente.sem duvidas um grande album.

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    • Bravo! Bravo! Bravíssimo! Poderia chamar esse post de resenha. Mas vai além disso! Muito bom mesmo. Me remete aos bons tempos de Kiss Army of Brasil. Muita informação. Esse é para mim um dos álbuns que mais gosto do Kiss. Atual, pesado, técnico. Ótimos vocais, solos, arranjos. Pena q a grana falou mais alto e o álbum ficou engavetado. Antes tivessem continuado nessa linha ao invés de reinventar a roda. O Kiss sempre teve competência para se reinventar. A questão é agradar ou não aos fans. Ou pelo menos a maioria que comprará o cd e irá aos shows. Agradar a todos é impossível.
      Como foi citado o Alice in Chains, assisti esses tempos um vídeo recente onde os integrantes se maquiaram como os integrantes do Kiss. Muito legal.
      Se alguém acha q uma banda deve manter a mesma linha, me desculpe. Não concordo. A única banda que parece ter essa característica (me perdoem se estou blasfemando – não é intenção) é o AC/DC.
      Preferia que tivessem continuado do Carnival e nunca tivessem se mascarado novamente.
      Aliás… Não percebi teclado de fundo nas músicas. 😀
      Valeu!
      Claudio

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      • Excelente Claudio – Lembrar dos jornais do Kiss Army Brazil – são os primórdios mesmo – aquele video do animalize e um da turne Rock n Roll Over no Japão – são grandes momentos mesmo.
        E no fim concordo novamente – preferia o prosseguimento da linha que vinha fazendo o Revenge e o Carnival, mas as verdinhas falaram mais alto…

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  2. Gustavo

    Obrigado pela participação. É bom saber que outros apreciadores do gênero também, assim como nós, consideram este CARNIVAL OF SOUL um grande álbum.

    Alexandre Bside

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  3. Cara$#$, esses detalhes é que são fo$# de entender como voces conseguem, só os gemeos mesmo, mas o album é realmente bom, não se parece com kiss, acho que identificamos a banda mais pelas vozes do que pela sonoridade, mas apesar de minha inicial teimosia quando B-side e Remote me mostraram o album, ele é realmente um bom album, pesado e com o típico compasso 4/4 do kiss, quadrado mas bem feito.

    Abraços meus irmãos pelo belo trabalho de voces

    Bruno Portnoy

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    • Brunão,

      Obrigado novamente pelos comentários elogiosos e pela assiduidade aqui nos posts. Sobre os Carnival, se existem algum album menos quadrado do Kiss, talvez este seja o que mais se aproxima. Da uma olhada em Master & Slave e In the mirror, que talvez sejam bons exemplos.
      Abraços
      Flávio

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  4. Tenho uma dificuldade absurda em avaliar este álbum. Considero este um excelente álbum de metal mas um péssimo álbum Kiss.

    Primeiramente, algo muito estranho foi o seu lançamento, que resultou no total fracasso comercial. Em se tratando de Kiss (e de Simmons) nunca esperaria que eles fossem lançar um álbum como esse, tão diferente, apenas depois de fazerem a Reunion. É demasiado estúpido! A Reunion tira completamente o foco do álbum já que era grande demais no universo Kiss. Ainda por cima era material da “antiga” formação, algo que não atraia a velha geração que voltou a ouvir o Kiss com a volta dos 1ºs integrantes. Enfim, um bom álbum que não teve o reconhecimento que merecia.

    Voltando a primeira frase do meu comentário, creio que, por mais multi-facetado que o Kiss provou conseguir ser ao longo da sua história, sempre que arrisca em mudar demais, algo dá errado. Deu errado com a virada “pop” (Dinasty só se salva pelo excelente trabalho do Ace, Unmasked é o pior álbum da banda na minha opinião), deu errado com a transformação em “rock ‘n’ synths” no Asylum e Crazy Nigths que resultou em dois trabalhos infelizes e, agora, por último no COS.

    O Kiss tem uma sonoridade muito própria e, por mais que se reconheça qualidade num outro estilo, e eu reconheço em I Was Made For Loving You, por exemplo, simplesmente não me soam tão bem essas investidas em novas sonoridades.

    COS é, assim, um álbum que me passa um bocado ao lado. Não é horroroso como muitos acham é, porém, um fraco disco KISS e isso sim me desagrada.

    Acho que este foi um álbum indesejado por quase todos, o único que desejou este trabalho como ninguém foi o próprio Kullick que, finalmente, após tantos anos na banda, conseguiu produzir algo de grande qualidade (juntamente com o que fez no Revenge), já que foi um mero coadjuvante que demonstrava pouco talento nos 3 álbuns pré-Revenge.

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    • CRCC,
      Obrigado novamente pela sua excelente participação no blog e na nossa discografia.
      Muito interessante é vermos pelo menos dois lados da coisa: Para a grande maioria dos fãs tradicionais da formação original, um álbum detestável, o Kiss virando grunge, etc…
      Para os fãs do Kiss da era pós make-up original: um álbum pesado e diferente, apreciado por alguns e por outros não.
      Para mim, especificamente, o que importava eram os novos lançamentos com qualidade, tais como o Creatures, Revenge, etc… Isto é: Se a volta com os membros originais fosse prenúncio de bons e novos albuns em ritmo normal (isto é a cada 1, 2 ou até 3 anos) tudo bem, senão – lamentável…
      Se a manutenção da banda com Singer e Kulick faria a banda lancar novos albuns com qualidade em ritmo acima descrito, era preferível. Na época (1996/1997) eu não enxergava claramente qual seria o melhor caminho. Hoje vejo que a banda escolheu o caminho das verdinhas… E nós ficamos 11 anos sem um novo álbum. Que reflexão podemos tomar a partir disso?
      Esta pergunta fica para nós, fãs da banda….
      Abraços – continue nos acompanhando na discografia, com seus ótimos comentários.
      Flavio

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      • Remote, curto e simples, e não falando de música diretamente, concordo que a banda escolheu o caminho das verdinhas desde sempre. Nossa “sorte” é que, diferente da maioria das bandas, fomos acariciados com diversos materiais de qualidade – uns mais, outros menos. O Kiss é um arsenal de produtos não ligados diretamente a música … brinco que o Kiss é a Unilever da música … hehehehe … o conceito é o mesmo: bombam o mercado com produtos e produtos. É uma potência rara.

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  5. CRCC,
    Mais uma vez obrigado pelo comentário, bastante pertinente e corretíssimo, principalmente em relacao ao péssimo momento que o álbum foi lançado. Na verdade, o único motivo para tal lançamento é que o álbum tinha vazado tanto pela internet e de uma última vez com qualidade bastante próxima dos “masters” originais, que o único jeito era lança-lo para que algum lucro o mesmo obtivesse. Ele praticamente não foi lançado, foi “jogado” mesmo … Entendo também sua dificuldade em entender o trabalho, visto que ele é bastante diferente do estilo mais clássico do KISS, e podemos mencionar também o The Elder como outro exemplo desta diferença de estilos que você acabou não citando. Ainda assim, e respeitando a opinião de todos, adoro o álbum…
    Saudações

    Alexandre Bside

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  6. Olá pessoal.
    Bom, pra variar mais um review perfeito por parte de Flávio e Alexandre.
    Eu creio que deste album eu não tenha ouvido nada ainda.
    Na verdade, comecei a ouvir Kiss tem alguns anos e fui atrás mais da parte clássica da banda (tenho todos os Alive) e, não sei se influencidado positivamente ou negativamente, depois que lançaram o Psycho com a formação original nem me interessei pelo album anterior, que aliás, muitas vezes é até esquecido em discografias da banda de tão “pífio” que foi seu lançamento. Mas assim como ocorreu com o The Elder vou atrás do Carnival agora.
    Aliás, estou ouvindo o The Elder exaustivamente. Gosto de fazer várias audições de um album pra não emitir opinião precipitada em relação aos trabalhos, sabe como é: os ouvidos tem que se “acostumar” com o som, ainda mais em se tratando de The Elder.

    Abraços.

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    • Marco, acredito que aqui no blog isso é unânime: várias audições antes de formar uma opinião. E, particularmente, além de ser a melhor forma, é a única para garantir que a opinião não será distorcida.

      Isso pode demorar até meses… vejo uma galera hoje dando valor, por exemplo, ao Death Magnetic, do MetallicA, cuja rejeição foi precipitada na primeira ou segunda “ouvida”.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Marco,
        Muito legal a sua iniciativa de procurar ouvir o THE ELDER e CARNIVAL (futuramente). Só um detalhe, como falamos, não procure elementos típicos da fase clássica do Kiss, você não encontrará principalmente no CARNIVAL. Como o Eduardo sabiamente afirmou – certos albuns precisam mais tempo para serem apreciados: Os dois merecem bastante tempo para compreender até as entrelinhas do trabalho.
        Abraços
        Flavio

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  7. Eduardo,
    Sobre as verdinhas, concordo o Kiss sempre foi, direta ou indiretamente atrás delas. Já sobre ficarmos 11 anos sem material novo e nos ficarmos nos divertindo com coletâneas, lancheiras, maquinas de pimball, camisinhas, caixão do Kiss, no meu caso – não me encaixo.
    Flavio

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  8. Flavio Remote: Eu sou um fã de TODAS as eras do Kiss, existem álbuns bons em todas as formações e, apesar de achar que os melhores álbuns foram feitos com a formação original, a minha formação favorita é mesmo a que originou o Lick It Up.

    Também para mim, o que importa é a qualidade do material e não a formação que o faz, no entanto, na minha opinião, o Paul e o Gene sempre conseguiram manter a sonoridade do Kiss original que apenas foi evoluindo ao longo dos anos, com as novas tendências. Apenas creio, como disse no post anterior, que em alguns álbuns isso foi conseguido, noutros não.

    Você cita o Creatures e o Revenge. Pois bem, esses são 2 álbuns que estão, sem dúvida, no meu top 5 do Kiss.

    Já o COS, o Unmasked, Asylum e CN ñ conseguem ser novos e Kiss ao mesmo tempo, falhando redondamente nessa tentativa. O COS é muito melhor do que os outros 3, é, contudo, ainda assim, um falso álbum na medida que não se encaixa na discografia da banda, fica numa espécie de limbo.

    Concordo contigo quando vc diz q preferia uma formação com Singer e Kullick a tão longo hiato sem um novo hiato. No entanto, se pudesse escolher, escolheria longos anos seguindo o caminho do Revenge e não o do COS.

    Alexandre Bside: Não comentei sobre o Elder pq ñ acho, como nunca achei, que esse tivesse sido uma mudança tão radical na sonoridade do Kiss. Creio que a mudança no Elder foi mais a nível da escrita do que dos arranjos.

    Os arranjos apenas ganharam novos elementos pra acompanhar a riqueza da história narrada, por isso a inclusão de novos sons nas músicas. No entanto músicas como I, Mr.Blackwell, A World Without Herous, Dark Light, Only You , sem contar que Under the Rose se encaixaria bem no solo do Gene.

    Acho mesmo que eles foram muito além apenas em Odissey, Just a BOy e The Oath que, contudo, se encaixaram perfeitamente no contexto do álbum.

    Ah, e claro, o Elder é uma obra-prima esquecida. O COS ñ chega perto disso, nada perto mesmo.

    Mais uma vez agradeço ao pessoal do blog pelo excelente trabalho nestas resenhas.

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    • CRCC,
      Obrigado pelos novos elogios das resenhas e os comentários sempre bem vindos. Entramos na categoria gosto e aí fica difícil chegar a alguma definição e normalmente deixo o gosto próprio fluir apenas no NR da resenha. Então vamos aos concordos e aos discordos:
      Discordo em relação ao COS ser um album fraco e que o The Elder (quase sempre comparados um com outro em até outras publicações – coisa que evitei colocar no post) que considero também ser ponto fora da curva. Os dois estão entre os meus 5, junto com Creatures e Revenge – Porra faltou um – só revelo no fim da discografia (como prometido, Eduardo)
      Concordo com o The Elder ser uma obra prima, esquecida. Sobre o COS ser um falso album na discografia – até porque foi lançado ,ou melhor foi expelido a força. Com o Revenge e o Creatures, excelentes, e acho ótima a formação do Lick it Up (A brasileira de 1983), apesar de certos exageros do Vinnie. Predileção minha com o Eric Carr ainda fica com o Ace – embora não haja realmente um grande trabalho feito pelos dois (acho que o Bruce não se achou no periodo Eric Carr). Concordo também que o Unmasked e Asylum são albums fracos. o CN também não é dos meus prediletos.
      Fico em dúvidas entre apontar a formação do Revenge/COS como melhor em comparação com a do The Elder. A banda seguir a linha do Revenge ou COS para mim tava de bom tamanho de qualquer jeito.
      Enfim acho que tirando o COS temos mais concordos, que discordos…
      Abraços
      Flávio.

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  9. “sem contar que Under the Rose se encaixaria bem no solo do Gene.”

    Não sei pq escrevi isso, não faz sentido :p

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  10. B-Side e Remote, Dream Theater no RJ dia 20 de março, estou fora de escala, poderíamos marcar um grande encontro do Minuto H.M. no aquecimento do show, ia ser heavy.

    Abraços

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  11. Carnival é bom demais: é puro rock and roll e pronto! É o que interessa! Ótimo disco do Kiss. Pra ouvir na estrada então… Pena que esta formação não durou…
    Maldita máquina de fazer dinheiro!!! O Rush é uma das poucas bandas que salvam hoje, viu?
    Até a próxima!!!

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  12. Pessoal, confesso que me surpreendi com o COS!
    Gostei bastante do disco!
    Só notei uma áurea grunge em “Childhood’s End” que, aliás, pra mim, é muito melhor que a maioria das músicas do “venerado” Nirvana.

    “Jungle”, “It Never Goes Away” e “Seduction Of The Innocent” são outros bons momentos na minha opinião.

    Só “Hate” não me agradou muito! No geral, grande disco.

    E isso só me leva a afirmar novamente que o Kiss sabe fazer (e bem) qualquer coisa que se proponha.
    Temos grandes discos em todas as fases: o hard-rock clássico dos anos 70, o Heavy Metal “cacetada” de Creatures. O “refinamento” em The Elder, este Carnival e até no “rock farofa” oitentista temos coisas boas como o “Hot In The Shade” (reafirmo que descartando 4 ou 5 músicas, teríamos um bom disco).
    O Kiss tem um modo único de fazer música!

    Alguma sugestão sobre os discos que me falta? Dynasty, Unmasked, Asylum e Crazy Nights, em qual devo ir primeiro?

    Abraços.

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    • Caro Marco
      Os que sobraram não são grande coisa, hein. Brincando, também acho o Dynasty o melhor dos quatro, tem bons momentos e o Ace tá muito bem.
      Um detalhe importante – esses 4 são no lado pop/poser da banda.
      Se só faltam os 4, tenha paciência e ouça todos, mas na ordem, escolheria:
      Dynasty, Crazy Nights, Unmasked e Asylum.

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  13. Marco,
    Hate pra mim é uma ” cacetada “, no bom sentido, é claro, mas tudo bem, as opniões sempre tem de ser respeitadas…
    Em relação a um próximo álbum ,e entre esses que você citou, sugiro de cara o Dynasty, sem dúvida na minha opinião,bem acima dos demais de sua lista de faltantes.
    Entre o Asylum e o Crazy Nights, prefiro este último, apesar do excesso de teclados ..
    o Unmasked até tem bons momentos , mas não se compara ao Dynasty, e segue mais ou menos na mesma linha
    Quer saber? Ouça os quatro….

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  14. Cara, esse album mostra que o Kiss não é só pirotecnia e merchandising, mas sim uma banda tecnica e musicalmente experiente, ou seja,eles realmente sabem tocar bem(em especial Bruce Kulick, na minha opinião, o melhor guitarrista queo Kiss já teve).

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  15. Ivan

    Que bom que você gosta do álbum, bem vindo ao clube !!
    Obrigado por comentar também !

    Alexandre Bside

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  16. Musicalmente, ‘Carnival of Souls’ é ótimo. Seu único problema é a maneira como foi lançado no momento em foi lançado.
    Somado a estes dois detalhes, completa-se a proposta de se mudar novamente o estilo, fazendo as mais pesadas músicas até então.
    Diagnóstico: este é daqueles álbuns para se avaliar escutando diversas vezes, principalmente se estiveres muito comprometido “com os antigos”.
    Agora se tens boa vontade para receber “experimentalismos”, como foi este gesto “vamos fazer bem pesado desta vez”, é só relaxar e curtir.

    Relaxei, curti e adorei Carnival of Souls: The Final Sessions.

    Abraços e

    I Believe in Rock n’ Roll!

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  17. É Rafael, parabéns por ter ouvido sem preconceitos – realmente uma tarefa dificil, com tanta crítica espalhada por aí. Concordamos que o álbum é ótimo, independente do estilo ou banda que o faz. Quanto ao lançamento – que lançamento? hehehehehehehe……
    Obrigado pelos seus comentários, sempre complementadores.
    Abraços

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  18. Eu me considero um grande fã tanto de Kiss como do Alice in Chains, nesse álbum Carnival Of Souls eu consigo identificar muito da sonoridade do AIC no KIss, principalmente em faixas como Hate, Jungle, Rain (que parece inspirada em Rain When I Die do AIC)..
    A ironia dessa história é que os integrantes do AIC foram influenciados pelo Kiss, e o que se vê nesse disco é o Kiss sendo influenciado por eles.. Carnival Of Souls é definitivamente um dos meus álbuns favoritos.
    Pra finalizar, é muito interessante escutar o disco chamado “Hard To Believe”, um tributo de bandas grunges ao Kiss, tocando clássicos.. Mostra de fato que o quanto a banda influenciou a tendencia mais controversa dos anos 90.

    Like

    • Thiago, obrigado por participar e seja bem-vindo. Como disse o Flavio acima, seu comentário é coerente e muito bem colocado.

      Fica desde já o convite para você continuar participando por aqui – explore a Discografia Kiss publicada por aqui, é certo que gostará. E fica também um convite adicional para participar de nossos podcast, realizados trimestralmente (próxima edição será em algum dia de novembro deste ano), pois seu comentário “lhe credencia” a ter um ótimo papo!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Obrigado Flavio e Eduardo, já estou conhecendo e admirando cada vez mais o trabalho de vocês por aqui, parabéns por esse grandioso blog com tantas análises que fogem da superficialidade e trazem realmente informações aprofundadas e recheadas de curiosidades. Continuem assim!
        Abs!

        Like

        • Thiago, é um grande prazer ler algo assim. Eu agradeço a você, em nome de todos, por isso. Continue explorando e participando, você é bem-vindo!

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

          Like

        • Thiago

          Eu também agradeço por seus comentários e endosso sem dúvida uma bela ” caminhada” pelo blog.
          Outro diferencial é que os comentários, mesmo discordantes, são sempre pautados de respeito, bem diferente do que vemos por aí.
          E temos verdadeiros conhecedores das diversas vertentes do rock em geral, posso citar as recentes contribuições do Abílio, que sabe como poucos de assuntos como por exemplo o progressivo, vide o último post publicado.
          Em relação ao assunto deste post, ficou claro a intenção do KISS em buscar algo de vanguarda (da época) na escolha de Toby Wright para a feitura do álbum, pois esse era muito conhecido por seus trabalhos no Alice in Chains. Aliás, o KISS sempre “migrou” para a tendência de determinado momento, eu diria, desde o Dynasty, com a pegada mais ” disco”. E em vários momentos, fez álbuns bastantes interessantes fora da sua “praia ” de origem.
          Esse Carnival pra mim é um dos melhores exemplos disso, acho o álbum sensacional!

          Um abraço, Thiago, e continue nos enriquecendo com suas intervenções aqui no blog.

          Alexandre Bside

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  19. Thiago,
    Excelente intervenção – eu havia pensando nessa mutua influência outro dia. Sim o AIC tem grande influência do Kiss – basta ver até nas promos deste ultimo disco – né Suelem? Eles são grandes fãs dos mascarados.
    Em relação ao Carnival, o Kiss tentou (hesitante e tardiamente) se adequar a onda grunge – e quando o disco foi lançado, a onda já estava em declínio. E concordo na referencia (por sinal ótima) do AIC nas musicas que você citou – inclusive na Rain.
    Meu irmão costuma a dizer que é o melhor album grunge – esse do Kiss – e por isso um dos meus albuns também de grande apreço. O disco é muito bom, mas não agrada aos tradicionais fãs da banda.
    Sobre a Hard to Believe – sim já ouvi essas covers – inclusive tem o Nirvana – Veja o Post do Kiss My Ass, onde mencionamos a coletanea de covers e outras:

    https://minutohm.com/2009/12/07/kiss-discografia-27a-parte-%E2%80%93-album-kiss-my-ass/

    Muito obrigado pela participação e esteja sempre por aqui.
    Flavio Remote

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  20. gostei muito dessa resenha.

    acabei de ouvir o cd e achei legal, mas o revenge é muito melhor..

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    • Caro Fernando,

      Obrigado pelas palavras. O Revenge é ótimo – mais direto, mais rock tradicional, e tem espaço para os singles mais mercadológicos (I just wanna). É muito mais alinhado com a proposta base do Kiss, e é perfeitamente compreensível a sua escolha.
      São dois ótimos discos, independente da proposta mais direcionada com a banda, e por isso nos trouxe o sentimento de tristeza quando a formação se foi.
      Aproveite o restante da discografia,
      Abraços
      Remote.

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