Discografia MetallicA – parte 4: [Pré-MetallicA] Hugh Tanner, Lloyd Grant e Ron McGovney

Neste capítulo, trarei informações de 3 personagens que tiveram grande importância para o nascimento do MetallicA: os guitarristas Hugh Tanner e Lloyd Grant, além do baixista Ron McGovney.

As informações e itens como fotos e vídeos de Hugh Tanner e Lloyd Grant são escassas (ou mesmo inexistentes), confusas e muitas vezes polêmicas, além de em muitas oportunidades serem inconsistentes. De antemão, já comento que haverá um pouco de confusão neste capítulo, pois já começaremos a entrar na história do MetallicA, mas ainda de maneira contida. Assim sendo, vamos em frente.

HUGH TANNER

Já vimos a trajetória de Tanner no capítulo anterior. Hugh Tanner apareceu na vida de James Hetfield na escola em Brea. Ron McGovney foi convencido pela dupla a virar baixista e formarem a banda Phantom Lord. Após alguns ensaios na garagem dos pais do “novo” baixista da turma, Tanner resolve sair da banda para seguir seu objetivo de virar empresário musical.

Também já vimos que foi Tanner que, mesmo já fora da banda, apresentou Hetfield a Lars. E quem diria que, mais de 3 décadas depois, o MetallicA traria Tanner de volta a um palco, para tocar Motorbreath e Seek & Destroy. Hetfield, na oportunidade, conta como foi: Tanner ligou para Lars (ou vice-versa, nem ele sabe) e sugeriu o encontro, já que todos gostavam de metal – e o objetivo seria ver se Lars poderia ser o baterista da banda deles. Enquanto Tanner vai cumprimentando a todos, Lars confirma a história. A alegria de James é enorme ao finalmente poder tocar ao-vivo com essa importante figura:

Mas nem tudo da época pré-MetallicA, inclusive o relacionamento com Tanner e McGovney, seria descartado: Hetfield levaria ideias que ali apareceram e virariam Hit The Lights (que Ron McGovney afirma categoricamente que Tanner foi o que mais trouxe ideias para esta música) e No Remorse no primeiro álbum de estúdio do MetallicA, como veremos um pouco neste capítulo ainda, mas em detalhes no futuro.

LLOYD GRANT

Guitarrista jamaicano, é discutível considerá-lo efetivamente como ex-membro da banda. Começou a aprender guitarra com 19 anos de idade em Pasadena, Califórnia. Por 3 meses, fez aulas na Barry and Grossman e tem em seu curriculum ter saído com Eddie Van Halen e Mike Albert, antes mesmo do Van Halen assinar qualquer contrato.

Após 4 meses tocando o instrumento, ele participou de uma sessão de gravação no Independence Studio, em Hollywood, Califórnia, para um produtor local. Compartilhou ainda o estúdio com Neil Diamond, sendo uma de suas inspirações.

Sempre com muita vontade de aprender novas técnicas, Grant procurou mais jams para fazer parte na região de Los Angeles. Participou de bandas como Welcome, com sonoridade latina calcada em Carlos Santana e Blackstonedge, com influências de Led Zeppelin e Aerosmith, entre outras jams com outros músicos.

Conheceu Lars em 1981 através de um anúncio também publicado no The Recycler, onde se lia: “Heavy Metal Guitarist Wanted for music much heavier than the LA scene”. O trio tocou por algumas vezes e, segundo James, LLoyd era um guitarrista que conseguia solar como poucos. Já Lars o considerava um “Michael Schenker negro”. Hetfield o respeitava ao ponto de tido algumas aulas de guitarra com ele.

Lloyd e Lars

Lloyd e Lars

Lloyd acabaria contribuindo como lead guitar na música Hit The Lights, na versão que seria usada na primeira prensagem do Metal Massacre, de 1982, que ainda falaremos de maneira específica nesta discografia, trazendo inclusive mais detalhes de como a primeira música do MetallicA apareceria na última faixa da famosa compilação.

Entretanto, Lloyd não continuaria com a dupla Het-Lars pois, na visão de James, seu material para guitarra-base não era forte, consistente. O alto guitarrista, então, seria substituído ainda em 1982 por um certo Dave Mustaine (e, nas segundas e terceiras versões da compilação, o solo que se ouve já é de Dave Mustaine).

Lloyd fundou a banda DEFCON em 1985 e também foi estudar química, trabalhando nesta área por alguns anos. Também fundou a banda Pharaoh (ainda ativa) em 1998, que traz um som sombrio, porém com mensagens otimistas e, hoje em dia, está envolvido com o jazz.

Formação do DEFCON em 1985

Formação do DEFCON em 1985

Mais de Lloyd:

Lloyd e Kirk em um encontro  já com Kirk no MetallicA

Lloyd e Kirk em um encontro já com Kirk no MetallicA

Vídeo de Lloyd com Lars em 2007 –  Lloyd brinca que estaria finalmente virando assinante do MetClub e Lars respondendo que ele deveria tocar Hit The Lights para ganhar a assinatura grátis do fã-clube oficial da banda. Por fim, Grant ainda pergunta a Lars quando que eles então fariam novamente uma jam para a música, “heavy stuff”. Será que esse momento ajudou na ideia do encontro no show comemorativo de 30 anos do MetallicA?

Grant em um House Of Blues (2010):

Entrevista com Lloyd Grant em 24/novembro/2011, comentando desde 1979 até seus projetos atuais pela Califórnia:

RON MCGOVNEY

Diferente dos outros dois personagens deste capítulo, Ronald “Ron” McGovney é o único que pode ser, incontestavelmente, considerado um ex-membro do MetallicA e o primeiro baixista do grupo. Este americano descendente de norte-irlândes nasceu em 02/novembro/1963 e fez parte do Phantom Lord e do Leather Charm, que já falamos nos capítulos anteriores, aqui e aqui. Ron e James já se conheciam desde 1977, mas somente em 1981 que Ron conheceria Lars.

Ron McGovney com James Hetfield

Ron McGovney com James Hetfield

Ron participaria da lendária gravação de Hit The Lights para o Metal Massacre Vol.1 , assim como Lloyd. Entretanto, seria ainda mais importante na história ao figurar com os nomes de James Hetfield, Lars Ulrich, além do recém-chegado Dave Mustaine (que será melhor analisado no próximo capítulo desta discografia) naquela que pode ser efetivamente considerada a primeira formação mais “estável” do MetallicA, já em 1982.

A data de 14/março deste ano marca o “debut” do grupo: os ensaios na garagem do Ron resultaram em várias demos. Uma delas, a “Ron McGovney’s ’82 Garage Demo” que, apesar de nunca oficialmente ter sido lançada, traria 2 músicas originais e 6 covers: Hit The Lights, Jump In The Fire, Killing Time (da irlandesa Sweet Savage), Let It Loose (Savage), Sucking My Love, The Prince, Am I Evil? e Helpless (Diamond Head). Vamos voltar ao tempo para conferirmos este histórico registro de Anaheim, California:

No Remorse também viria deste fértil período na garagem do aprendiz baixista, local considerado como o berço do MetallicA (Motorbreath é outra que viria desta época, assim como uma tal de The Mechanix, mas deixemos este assunto para a sequência imediata desta discografia):

“Forçado” ao baixo e normalmente o único  que ficava “sóbrio” na turma, Ron frequentemente discutia com Lars, mas era com Mustaine que o novato baixista teria suas maiores desavenças. Mustaine costumava chamar Ron de “the crybaby”, dada à personalidade de Ron, sensível. Ron também era visto mais como um gerente da banda do que propriamente um membro dela. Assim, menos de 2 anos após entrar e com o grupo na iminência de lançar seu primeiro álbum de estúdio ao mundo, Ron sairia, decidindo vender a maioria dos seus equipamentos, inclusive sua amada Les Paul. Mustaine também deixaria a banda, cerca de 3 meses depois, mas isso também será encaixado no futuro. Ron não era visto pelo restante dos rapazes como um músico muito rápido em seu instrumento e limitado tecnicamente, o que batia de frente com os objetivos de um grupo de thrash metal. O dia 30/novembro/1982 marca o último show de Ron com o MetallicA.

Ron foi realmente fundamental para o nascimento do MetallicA. Seja como músico, como dono da famosa garagem onde a banda nasceria, ou ainda com seu carro que ajudava o grupo a levar seus equipamentos (tudo na conta de Ron) – na verdade, ele mesmo questionava se estava mesmo na banda ou se Lars e os outros estavam mais interessados no dinheiro dele –  ele desistiria de seguir como músico após sua decisão de sair do MetallicA quando, na verdade, Lars, James e Brial Slagel arquitetavam escondido sobre outro músico: Cliff Burton. Veremos mais desta fase e o os detalhes de sua saída quando chegarmos aos Early Years.

A casa e a garagem onde tudo começou

A casa e a garagem onde tudo começou

Sobre a foto da casa acima, o próprio McGovney explica: “as pessoas sempre me perguntam sobre a casa onde o MetallicA começou. Ela foi demolida em 1983, e a propriedade está sob uma rampa para a estrada 105 em Norwalk, Califórnia. Aqui está uma foto da casa e da garagem onde a história do metal nasceu. Esta é a garagem onde James e Dave começaram a brigar por causa dos cães, e atrás dessa porta da garagem é onde eu quase fui eletrocutado após Dave derramar cerveja no meu baixo. Atrás dessa porta é o lugar onde todas as músicas do Kill ‘Em All foram escritas, exceto o solo de baixo, é claro. Atrás dessa porta, gravamos nossas primeiras fitas demo No Life ‘Til Leather, e praticamos todas aquelas músicas do Diamond Head. Se você mora no sul da Califórnia e você dirige a ligação do 105 e auto-estradas do 605, você está dirigindo sobre a história do metal!”.

Os moleques Hetfield e Ron McGovney com seus equipamentos nas ruas californianas

Os moleques Hetfield e Ron McGovney com seus equipamentos nas ruas californianas

Ron ainda faria aparições esporádicas como músico, quando funda em conjunto com Katon W. De Pena (Hirax), em 1986, o Phantasm. A banda chega a soltar uma demo, mas não chega a lançar um álbum, se desfazendo 2 anos depois com desentendimentos entre os membros. Em 2007, o Phantasm quase volta a existir, mas a coisa não se materializa.

Ron, apesar de ter sumido do mundo como músico, é um pai solteiro que vive atualmente na Carolina do Norte e tem uma boa relação com James Hetfield, inclusive sendo figura frequente nos shows do MetallicA quando a banda está pela Costa Oeste dos EUA. E, como já vimos em detalhes aqui, foi uma das principais atrações no show comemorativos aos 30 anos da banda, quando Ron finalmente voltou a um palco após 23 anos de inatividade:

Como comentado no início, é inevitável já não entrar um pouco na história da banda, mas ainda veremos mais detalhes da importância musical destas figuras mais para frente mesmo.

Ron McGovney - anos 80 e 3 décadas depois...

Ron McGovney – anos 80 e 3 décadas depois…

[ ] ‘ s,

Eduardo.

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53 replies

  1. E a discografia ganhando músculos…

    Estes são caras fizeram parte da história do Metallica e ajudaram a banda a tornar forma, sua identidade.

    O próximo será interessante, pois tenho restrições a superdimensionada influência destinada a Mustaine na vida do Metallica…!

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    • Glaysson, sim, este capítulo foi bem difícil de ser feito e foi inevitável não “entrar” já em algum material. ainda que de maneira mais rudimentar, dado o papel de cada um deles.

      A coisa vai ganhando seu formato mesmo e sim, agora retornarem aos nomes conhecidos e no capítulo seguinte, mexeremos de maneira também inevitável em alguns
      pontos que levantam polêmicas, interpretações diferentes -mas ainda não há UMA LINHA escrita por lá, então peço um pouco de paciência…

      Enquanto isso, vamos curtindo o material deste post, bem legal para ser conhecido ou novamente apreciado aos que já tiveram contato.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. o capítulo é cheio de informações que eu não tinha a mais mínima idéia, o que pra mim ainda que a discografia não tenha oficialmente saído ( já que estamos na fase pré) , já deixa claro que ninguém poderia escrever algo melhor no assunto que o Eduardo .
    Esse post eu vou precisar ler e ouvir com calma, pois há mais de uma hora de diversão nesses vídeos que complementam tao bem a história .
    Assim, lá pro final de semana eu volto com um comentário mais completo..

    Por hoje só dá pra dizer que valeu à pena cada minuto (HM) de perturbação que eu fiz para que esse documento histórico em forma de discografia saísse. E que no meu entender todos que nesse capítulo estão pertence à história do Metallica como ex-membros .

    EU volto por aqui, pra comentar mais…

    Alexandre

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    • B-Side, agradeço as palavras, um pouco exageradas, pois apenar de este capítulo ter sido extremamente trabalhoso, não nego, tenho certeza que outros fãs de MetallicA teriam sim como trazer o que eu escrevi por aqui.

      Os vídeos são bem legais mesmo, já demonstram como ae então molecada queria um som diferente, mais rápido e mais pesado – o nascimento do thrash metal veio de, por exemplo, demos como a que já trouxe neste post.

      Aguardo seus comentários que, com certeza, agregarão demais a este capítulo.

      Obrigado novamente, mestre.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Bem agora que devorei o capítulo em sua íntegra, o que salta aos ouvidos (não aos olhos ) de imediato é a melhoria vocal de Hetfield desses primeiros anos para a fase mais clássica, mas sabemos que essa evolução se dará aos poucos . Nessa fase, confesso, dá até pra pensar que quem está cantando é o Mustaine, e o Mustaine da fase inicial do Megadeth, vocal este que também evoluiu bastante durante os anos de sua banda.
    O que vem abaixo é uma opinião estritamente pessoal minha :
    Dos guitarristas :
    Hugh Tanner é o que menos pensou musicalmente desde então, mas sua participação como músico da banda precisa sim ser considerada, ainda mais que participou de composições enquanto membro do Metallica que chegaram ao primeiro álbum . Percebe-se que o músico hoje faz o básico do básico e que a questão musical ao que parece ficou restrita aos anos iniciais da formação desse histórico grupo.
    Loyd Grant : O guitarrista me pareceu encaixado em alguns momentos da proposta da banda, mas em outros completamente deslocado, num lance mais fusion, com influência até de jazz . Confesso que não gostei do vídeo de 2010, tem alguma coisa errada ali, alguma corda ligeiramente desafinada e algumas notas fora de escala ( a trilha me pareceu na linha da Since I’ve been loving you ) . A entrevista tem alguns pontos interessantes, mas nada de extrema relevância, interessante é ver como o acaso às vezes faz a coisa acontecer, outras vezes não.
    De Ron :
    Acho que ficou claro que a questão até de personalidade atrapalhou o futuro dele na banda . O baixo está bem audível nas demos ( que aliás, são históricas ) , e se percebe que ele dá conta do recado, até por que erros são encontrados em tudo que ali se ouve. É fato que não há comparação possível do primeiro baixista do Metallica com Cliff. Mas pensando bem, sabemos que Burton sempre foi muito ” fora da curva ” e não há comparação entre ele e qualquer outro baixista do Trash Metal.
    Assim, comparar Ron a Burton não tem nenhum cabimento.
    O post é fantástico e traz compilado informações que no mínimo teríamos de procurar em páginas e páginas da internet , correndo o risco de não achar algo tão fidedigno. O que está escrito acima torna-se um documento para a posteridade e fonte de grande qualidade para quem quer conhecer a banda.
    Que venha a próxima etapa, que promete !

    Alexandre

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    • Alexandre,

      Gostei de sua análise, principalmente para mim, que não entendo nada de música!

      Um ponto interessante é sobre a voz de Hetfield/Mustaine. Comecei a gostar de Metallica por volta de 1991/1992 na época do Black Album. E começou aquela troca de fitas cassetes entre os adoradores de heavy na escola (tinha uns 15 quando comecei a trocar fitas e uns 11/12 quando comecei a curtir Metallica). Sabendo do começo do Mustaine no Metallica eu poderia jurar que era ele que cantava, pois naquela época não tinha internet e não sabia o posto que ele ocupava na banda. Com o passar do tempo comecei a distinguir melhor e a voz do Hetfield se transformou muito . No vídeo abaixo mostra um pouco isso:

      Agora uma coisa que acho muito interessante. Mustaine (até hoje) e Hetfield (no início de carreira) tem a mania de falar “I think you will recognize this song” em algumas músicas. Já perceberam isso em demos/shows? Agora, quem pegou de quem rs?

      Abraço!

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      • Glaysson, muito interessante o video,que traz latente a variaçào vocal de Het.
        Algo parecido está no post do show recente do KISS em Sào Paulo, onde tambèm nos comentários se avalia a progressào ( e regressào) do vocal de Paul Stanley.
        Uma coisa clara é que durante os anos as versòes de Seek and Destroy tem variaçòes inclusive de tom ,mas também de andamento, isso se o conteúdo do vídeo acima está sendo reproduzido como foi tocado, pois há na internet como alterar tanto o tom como o andamento de qualquer cançào, qualquer um pode colocar Seek and Destroy num andamento “doom” ou “super speed metal” , por exemplo.
        Considerando que o vídeo é todo fidedigno, o amadurecimento é cristalino e atinge um auge por volta do fim da tour de And Justice e no início do Black Álbum.
        Após a tour extenuante do Black,certamente as cordas vocais de James sofreram ( como tantos outros, Dickinson, por exemplo, depois da World Slavery Tour – até durante ela) , mas ainda assim, com o vocal mais cansado, como James aprendeu a cantar, prefiro todos os exemplos finais aos primeiros dois ( de 83 e 84).
        O exemplo mais estranho talvez seja o de 2000, que está muito lento. E a banda claramente utiliza de recursos de baixar o tom da música em várias dessas versòes para facilitar a vida de Hetfield. Pra ter mais embasamento,eu teria de pegar um instrumento e tocar cada um dos trechos para explicar melhor, se alguém aqui quiser eu posso fazer, mas por enquanto a preguiça falou mais alto.
        Por fim, nào posso é concordar com a sua afirmaçào de que você nada sabe de música. Nào é necessário ou obrigatório tocar um instrumento pra isso, o que se precisa é paixào e entendimento pleno ( vivência , anos ouvindo o gênero…) . E isso, posso atestar, já vi que você tem de sobra.

        Excelente comentário, Glaysson

        Sds

        Alexandre

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        • B-Side, realmente ficou claro como a banda mudou a forma de tocar a música não só para facilitar para James, mas eu diria também que para facilitar para Lars (neste último caso, nos últimos 10 para para cá, principalmente).

          Em caso de dúvidas, minha versão predileta é a do Live Shit, com longos e divertidos 18 minutos de duração. O que a banda fazia ali e o que ela anda fazendo com a música nos últimos 10 anos mostram bem isso…

          Uma coisa que eu acho também que “já deu” é a forma que a música é hoje feita. Ela não traz mais nenhum fator imprevisível, e sim um Hetfield fazendo aquele “ôôôôôôôôôôôô” para chamar o riff nas duas oportunidades que cabem e aquele finalzinho de show diferente. Já estava na hora da banda sair da zona de conforto e voltar a variar isso, inclusive colocando o som, por exemplo, em uma volta de BIS, por exemplo, ou mesmo no meio de um set (abrir com ela seria exigir demais, e nem acho que é a melhor opção, mesmo). Mas lá estou eu aqui falando do futuro da discografia e presente da banda no lugar errado, hehehehe…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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      • Glaysson, o vídeo trazido é legal, mas alguns momentos me soaram estranhos, principalmente a partir de 1999, quanto ao andamento das músicas. Mas fica claro o ápice a partir da tour do Justice, com sua voz mais poderosa que nunca, fase esta que durou até do meio para o final da próxima tour, a do Black Album – sendo que temos o registro Live Shit para mostrar um pouco disso.

        Mas a tour do Justice, que foi vista pelos amigos B-Side, Remote e Rolf, é o topo mesmo – e eu arrisco dizer que não só de Het, mas de Lars e Kirk também. Mas estamos longe disso ainda aqui na discografia…

        Sobre sua observação final, eu arrisco dizer que a invenção deve ter sido de quem cantou primeiro – ou seja, do Papa Het.

        Valeu pela contribuição, excelente.

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • B-Side, obrigado por voltar aqui com suas observações que são sempre fundamentais para qualquer texto por aqui. Concordo que a voz de Hetfield se confundo e muito com a do Mustaine nesta época, e é simples: estamos falando de verdadeiro adolescentes, moleques, que nunca vislumbraram cantar nada, e sim tocar guitarra…

      Sobre suas observações sobre os guitarristas, não tenho como entrar na parte técnica, mas como um simples “analista musical”, suas observações são pertinentes. Hugh Tanner não demonstrou nada mesmo no aniversário da banda, muito pouco se sabe de sua vida nestes anos todos, mas o que é importante aqui não é falar do “hoje”, afinal, a ideia dos posts iniciais é trazer o que tínhamos antes do MetallicA ser essa potência que é até hoje. E, lá nos primórdios, ou melhor, antes dos primórdios, ele foi importante para o que viria depois, tendo inclusive contribuições sólidas, como vimos.

      Já Lloyd Grant é exatamente isso, até por sua origem, B-Side. É isso que eu quis mesmo trazer por aqui. Apesar de parecer encaixado, ter um instrumento de ponta e ser capaz de entregar resultados interessantes, ele não era talvez o que a banda necessitava, o que Hetfield e Lars precisavam efetivamente. Mas foi outro personagem importante. Já as entrevistas realmente nada trazem de relevante, a não ser por ser o que pude encontrar dele disponível, por isso, a ideia foi mesmo trazer o que estava disponível por aqui.

      Agora, Ron sim, foi o mais importante de todos nesta fase, e sem dúvidas a personalidade dele ajudou a coisa não andar. Além disso, um certo Cliff Burton foi “namorado” em um determinado momento, e seu talento já saltava aos olhos, como veremos a partir de 2 capítulos deste. Hoje em dia, com o YouTube, temos como ver no raro material deste post que o baixo realmente aparece bastante no som, o que também é um sinal das influências musicais de todos, como o Iron Maiden. Ron foi fundamental para o nascimento da banda, sendo que Lars, mais “monetizado”, poderia ter contribuído até mais, mas foi ele, McGovney, que estava mais a frente por um período, se sentindo inclusive como alguém que era mais útil para a banda para coisas extra-música do que propriamente com as 4 cordas – que, a propósito, não era exatamente o que ele queria. Soma-se a isso as discussões com Lars e com o talentoso Mustaine, o problema de todos com bebidas enquanto Ron procurava ficar sóbrio, e tem-se o resultado esperado…

      B-Side, obrigado pelo ótimo complemento aqui, sua análise traz sempre muitas coisas que agregam e fazem a gente olhar as coisas de maneira mais ampla.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Alexandre e Eduardo,

    Perto de vocês sou um principiante!

    Vi um vídeo, que coloco abaixo, em que APARENTEMENTE a voz de Hetfield está melhor que a do último ano, bem como a bateria de Lars em algumas músicas.

    E também falam que a banda voltou a tocar For Whom… no mesmo tom original. Correto??

    Eduardo, concordo com você. Poderia dar uma mudada, colocar algo diferente, pois para quem é fã, já sabe tudo de cor. A última vez que vi algo parecido foi no RIR de Lisboa com Sandman e My friend of Misery.

    Abraços

    Obs.: escrevi esse comentário 2 vezes! O outro sumiu!!!

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    • Glaysson, uma ótima versão de For Whom, realmente melhor que no ano passado. Sobre a questão do tom, deixo a palavra para os músicos de plantão, mas me parece que a banda no mínimo voltou a se aproximar dos anos 90, o que já é ótimo – acho que anos 80, não.

      Mas temos que levar em conta que estes são os primeiros shows do ano, e que a sequência é que é perigosa tanto para o vocal de Het quanto para a performance de Lars – que, concordo com você, comparado com o que estava acontecendo ultimamente, vai bem aqui, voltando a ter uma boa performance – mas também esta é uma música de dificuldade menor que outras, como One, que é onde realmente a coisa pega – veja que aqui a voz de Het e Lars não vão bem, ou vão como estamos vendo nos últimos anos, principalmente Lars nas passagens:

      Vamos voltar a 1989 em São Paulo para vermos como a coisa mudou? Trago esta versão específica porque eles já estavam no final da tour de 88-89, justamente por aqui, e mesmo assim, funcionava assim nesta tour debut do clássico:

      Sobre seu primeiro comentário ter sumido, não apareceu nada para mim aqui na console. As vezes, pode acontecer isso, a dica é sempre escrever, copiar o texto e publicar. Caso dê algum problema, basta colar e tentar de novo, sem perder tudo (que é muito frustrante).

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Há uma diferença mesmo. A idade veio…

        Para quem quiser ficar brigado com Lars Ulrich, há bootlegs do LiveMetallica dos shows na Australia. Baixei o de Brisbane e o negócio está bem interessante. Eu, que não tenho o ouvido muito apurado para detalhes técnicos achei muito bom, principalmente Blackened.

        Em relação ao vocal, pode ser que o Hetfield vendo uma aproximação da gravação do novo álbum tenha feito algum tipo de treinamento/aulas e se refletido nos shows. A voz dele lembra a gravação da música do Deep Purple.

        Isso até é normal em outros casos, mas não tenho a mínima ideia se ocorre no Metallica e com Het.

        Abraços!

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        • Glaysson, o Hetfield recebeu sim instruções para cantar, fez várias aulas e hoje faz todo o processo que um vocalista deve fazer, como treinamento, testes, aquecimentos e tudo maais. Lá trás, o aquecimento dele era tomar cerveja e/ou vodka antes, durante e depois…

          Eu gosto muito do LiveMetallicA, tenho o app no iPhone / iPad e sempre o último show da banda está disponível oficialmente e gratuitamente para streaming. Não tenho o hábito de ouvir todos, até pela repetição, mas sempre que pinta uma música mais interessante no set, eu tento ouvir (exemplo: Trapped Under Ice).

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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      • Nao posso ainda falar alguma coisa sobre as versões, pois não tive tempo de ouvir , mas prometo retornar após vê-las, pois os comentários acima estão muito legais .
        Somente acerca do tom : As versões mais recentes estão um semi-tom abaixo das versões originais , ou seja, ” uma casinha ” da escala da guitarra mais grave, pra facilitar atingir as notas mais agudas do vocal e também deixar as versões mais pesadas . Normalmente essa é a intenção quando se baixa um semi-tom ou um tom . Algumas bandas ( as de Nu-Metal são exemplos clássicos ) baixam até mais de um tom, muitas vezes dois tons . E a idéia é soar mais grave mesmo, pesadão. Já falei isso em algum lugar, mas o dono da idéia que eu saiba é o pai do Metal , o “porteiro ” Iommi que começou a usar essas afinações lá pro terceiro ou quarto álbum do Sabbath.
        Aqui a diferença é mais sutil, acho que o principal ganho é pro gogó mesmo.
        Assim, o tom original de For Whoom the Bell tolls é Mi menor, e a versão acima está em MIbemol menor .
        E One na versão antológica de 89 está em Si menor . Na versão mais nova, eles a tocam em SI bemol menor . Uma ” casinha de diferença ” .
        Isso na verdade é obtido ao afinar as guitarras meio tom abaixo da afinação padrão . Se vocês forem observar as casinhas usadas, são as mesmas , mas como as guitarras são menos tensionadas, o som que sai é mais grave .

        Deu pra entender ou fiz mais confusão ainda ?

        EU volto depois de apreciar os vídeos todos…

        Alexandre

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        • B-Side, mais didático, impossível. Quem não entende nada de instrumentos, como eu, não poderia ter forma melhor de aprender.

          Aula-grátis, só aqui no Minuto HM, mesmo…

          Obrigado!

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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        • Melhor que isso, impossível!

          Agora uma pergunta: isso ocorre em todas as músicas ou apenas aquelas em que a afinação dificulta o cantor em um show de 2 horas?

          Por exemplo, em bandas que o cantor é excepcional ou tb não é guitarrista, como o Iron Maiden, isso ocorre? Ou ocorreu qnd ficaram mais idosos rs?

          Muito obrigado pelas dicas!

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          • Glaysson, acho que esta pergunta eu posso “me atrever” a responder, mas se o B-Side ou o Remote comentarem algo, sugiro você ir pela linha deles, hehehe…

            Cara, isso acontece muito normalmente ao-vivo com qualquer banda, seja qual for. O Iron Maiden também, respondendo sua pergunta. Diria que acontece ainda mais quando a música em estúdio é “muito alta” para o vocal, que é caso de bandas como o Iron Maiden, ou mesmo o Judas Priest. A questão da idade, ou mesmo uma sequência de shows, tudo isso contribuiu – e, em alguns casos de bandas que normalmente não nos interessam, a falta de talento mesmo fora do estúdio…

            [ ] ‘ s,

            Eduardo.

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            • Eduardo, seu pensamento em relação às afinações serem baixadas em meio tom ou um tom são bastante pertinentes mesmo. Eu concordo com você na quase totalidade do seu comentário, inclusive no pedaço da falta de talento ( excelente mesmo…). Peço permissão para humildemente discordar em apenas um detalhe ,pois até onde eu saiba, o Iron Maiden nunca mudou o tom de suas canções, nem na fase áurea , nem mesmo agora, ou seja, o pensamento de Steve ( principalmente ) e companhia é : Dickinson, segura o rojão , que nós não vamos mudar nada do original não, tá !!!!!
              No caso do Judas, aí sim não há a menor dúvida. Outro exemplo clássico é o KISS e mesmo o Dio em boa parte da melhor fase vocal da sua carreira ( bandas DIo e Sabbath) utilizou desse artifício, mas aí voltamos a talvez entender o recurso de baixar um semi-tom, diferentemente do caso do Metallica acima, ter uma relação direta com dar mais peso às canções . Ou seja, talvez baixar um semi tom no caso da banda Dio e do Sabbath fosse para soar mais pesado.
              Assim, entender qual o propósito passa a ser até subjetivo e precisa de ser analisado em conjunto com a forma vocal de quem está cantando. No caso do Judas, nenhuma dúvida, pois a voz de Halford já há tempos não é mais o que já foi. No KISS, hoje em dia sem dúvida. Mas no início da carreira eles também gravavam e tocavam ao vivo em afinação meio tom abaixo. Não dá pra entender o uso desse recurso nesse início da carreira como algo para facilitar o vocal de Stanley ou mesmo SImmons. Acho que era para soar mais pesado mesmo.

              EU não faço nenhuma questão de disfarçar ao reafirmar que esse assunto envolvendo as afinações fora do padrão é algo que me agrada demais , assim para ilustrar como a utilização de algo diferente do padrão pode vir de encontro a outras intenções , trago duas músicas , que no meu entender não trazem relação nem com a questão vocal , nem com a questão peso
              A primeira é I will be there, do álbum Carnival of Souls do KISS

              A outra , a clássica Kashmir , do Led Zeppelin

              Antes de tecer minha interpretação sob as afinações em si, trago um pouco de teoria que pode ajudar a quem aqui já chegou e ainda não está de saco cheio.

              As notas musicais na verdade trazem os sustenidos entre elas , olhando por exemplo o piano , os sustenidos ( conhecidos pelo simbolo #) são as teclas pretas enquanto as notas mais conhecidas são as brancas

              Assim: As notas musicais são : Dó – Dó# – Ré -Ré # , Mi, Fá , Fá#, Sol, Sol#, Lá , Lá# e Si.

              A distancia entre cada nota dessas abaixo constitue um semi-tom ( uma casinha, na guitarra) . Duas notas de distancia tem entre si um tom de diferença ( isso é matemática : dois semi-tons é igual a um tom)
              Ah, e não há sustenidos nas notas que terminam com i ( MI e SI)

              Se vocês olharem um teclado de piano, vão reparar que são 12 notas numa oitava , as sete brancas e as cinco pretas ( os sustenidos)

              Outra coisa, Um bemol é a nota anterior a uma nota padrão

              Ou seja, Ré bemol é igual a Dó # ; Se você desafina um semi tom de Mi, você estará tocando Mi bemol ( que é igual á Ré #)

              Isso posto, pedindo desculpas pela chatice e voltando ‘as músicas que acima citei :

              As duas versões trazem um uso inusitado de afinações completamente fora do padrão usual de uma guitarra ou violão ( que é MI-Si-Sol´-Ré -Lá – Mi, considerando da corda mais fina para a mais grossa) , senão vejamos :

              Em I will be there, os violões estão afinados da seguinte maneira : Ré-Lá-Fá-Dó-Sol-Dó, o que signifca que Bruce Kullck e Paul Stanley desafinaram seus violões em duas casas em todas as cordas, e na mais grossa , foram além, desafinando a mesma em 4 casinhas ( do MI pra o Dó )

              Em Kashmir, o mestre desse tipo de afinação fora do padrão Page fez o seguinte estrago : Ré – Lá – SOl – Ré – Lá – Ré . o que quer significar que esse gênio do Zeppelin desafinou as duas primeiras cordas ( as mais finas ) em duas casas ( um tom ), manteve a afinação usual nas três cordas que se seguem e na mais grossa também desafinou dois semi-tons em relação ao original.

              E por que isso tudo ? No meu entendimento, para gerar o ” clima ” que as canções possuem e adequar suas melodias ao uso dos outros instrumentos que compõe esses climas , sejam eles teclados ( no caso do Zeppelin, a cargo do brilhante John Paul Jones ) ou orquestração de cordas e banjo , na balada do KISS.

              E o resultado? No meu entender, fantástico !!! Não ficaria tão bom se fosse tocado na forma padrão, sem dúvida.Por fim,peço desculpas pelo tamanho do comentário e pelas baboseiras que tanto me agradam no mundo das afinações ….

              Ah, antes que eu esqueça, viva o DIckinson, que continua cantando quase como em 82!)

              Saudações

              Alexandre

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              • Esse comentário é brincadeira!!! Se tivesse como curtir infinitas vezes, eu curtiria! Para ficar melhor, só se houvesse uma video-aula, rs (brincadeirinha, hein Bside!)

                Bruce realmente é um cara único! A banda não dá um desconto nem para ele respirar (vide o caso Revelation)! E para mim, ele só melhora com o tempo. A sua técnica adquirida com o passar dos anos aliada ao seu talento só fazem com que ele se torne um vocalista mais completo ainda.

                Sobre o Kiss no início de carreira soar mais pesado, ta aí a explicação por eu gostar mais da banda ao vivo que em estúdio. Mas se a idéia já era soar mais pesado, por que nao fazer isso desde o estúdio? Seria alguma imposição das gravadores ou produtores no momento da gravação dos álbuns?

                Bside, seu comentário é sensacional e muito didático. Eu ja conhecia alguma coisa sobre teoria, as notas, tom, semi-tom, por conta de aulas de música que tive na escola, em tempos longíquos e algumas tentativas de aprender a tocar violão. Mas isto é aquele tipo de informação que se perde no seu cerébro se você não acessa com frequência. Quando eu ouço uma música, seja em estúdio ou ao vivo, não percebo essas questões de afinações diferentes que músicos experientes como você percebem mas sinto que há algo diferente alí, por feeling mesmo. Como é o caso de Kashmir. Ta aí a explicação técnica por ela ser uma das minhas preferidas do Led: sua afinação fora do convencional. E neste caso, eu não sei se você já viu a versão desta neste novo DVD, o Celebration Day. Não tenho como colocar o vídeo aqui no post agora, mas se ainda não tiver visto, aconselho fortemente que veja. É uma das coisas mais hipnotizantes que já ouvi! Lindo demais.

                Parabéns novamente pelo excelente comentário.

                Abraços,

                Su

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                • Ta aí, Suellen, mesmo não sendo o Boham pai, é sem dúvida o mais próximo que podemos chegar ao Zepp dos anos 70. A versão está eletrizante , até os vocais estão soberbos , embora eu desconfie fortemente de uma regravada em estúdio desses vocais..
                  Page não usa a guitarra Danelectro que ficou como marca registrada dessa música nos anos 70, acredito que usar uma Gibson Les Paul tenha relação direta com o fato de ele ser hoje em dia um dos principais endorses da marca. Mas lá está essa linda Les Paul vinho com a tal afinação que acima foi trazida.
                  E vindo ao que mais interessa, a versão é realmente um primor!

                  Saudações

                  Alexandre

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                  • B-Side e Su, já que há a dúvida do vocal de Plant, fui buscar um vídeo “amador” da execução da música:

                    Deixo a palavra para vocês. Não há dúvidas que houve tratamento em estúdio, mas sobre regravações, B-Side, creio que sua opinião é necessária…

                    Sobre a versão que saiu no Celebration Day, ela conta também com algumas variações relevantes na forma de tocar por parte do filho Bonham, como o uso dos pratos em grande parte em detrimento à caixa que o pai usava, além das outras viradas nos tons, deixando a música relativamente mais moderna, até, na bateria. O teclado me parece mais alto também.

                    De qualquer forma, a versão, mesmo assim, é como a Su disse: linda, emocionante e hipnotizante – faz a gente voltar mesmo um pouco para um tempo que não voltará mais…

                    B-Side, your turn again…

                    [ ] ‘ s,

                    Eduardo.

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                    • Eduardo, eu e Flávio ouvimos com atenção a versão ” oficiosa ” de Kashmir e duas coisas ficaram pra trazer por aqui
                      1) Há alguma coisa de regravação em estúdio do vocal , mas é muito , mas muito mínimo, pelo menos que nós dois tenhamos percebido.
                      2) É por consequência, o vocal de Plant está excelente, muito acima do que eu pudesse esperar .
                      O dvd é obrigatório para aqueles que gostam da banda ( mesmo sem o Boham pai )

                      Alexandre

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                    • B-Side e Remote, é meu feeling também, que teve pouca coisa mexida em estúdio, o que é uma alegria.

                      O lado ruim é pensar que já se vão quase 6 anos deste show e que para 2012, quando tivermos a chance de ver Plant por aqui, a coisa infelizmente já caiu mais um ou dois degraus, principalmente nos agudos – apesar de em alguns momentos terem sido muito impressionantes e emocionantes.

                      Se a dupla ainda quiser fazer algo juntas, é bom correr…

                      [ ] ‘ s,

                      Eduardo.

                      Like

              • Alexandre,

                Nunca imaginaria que aquela simples pergunta de tom de FWTBT iria resultar em tamanha explicação!

                Adorei o comentário, principalmente que Kashmir é para mim uma das principais músicas de rock de todos os tempos e a banda é um dos embriões do heavy metal.

                Eu tenho preferência por bandas que buscam o som mais pesado do que rápido, por isso minha preferência por Metallica e Black Sabbath em bandas de heavy.

                Valeu mesmo!

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              • Mestre B-Side, o que dizer depois deste comentário? Não dá para não dizer o inevitável, que é a forma que você e seu irmão, quando deixam uma nota como esta, justificam o “trabalho” que todos nós fazemos para manter este blog no ar. Um comentário como este, em plena quase utópica Discografia MetallicA…

                Primeiramente, sobre Bruce, é algo que eu leigamente não sabia, apenas imaginava por entender que as músicas são executadas um pouco diferentes dos anos 80 hoje em dia, minha leiga confusão se dá mesmo por não ter esta base teórica de música. Assim, só posso não só admirar ainda mais Bruce e cia., como seu comentário.

                Sobre a aula de música, a explicação está simples e lógica e por favor, continue trazendo essas “baboseiras” por aqui, ok? Se tudo fosse “baboseira” como esta, viu…

                Mais perguntas leigas:

                – Existe Dó bemol?
                – Quando você tem um bemol posso em uma que termina com “i”, é igual também a imediatamente anterior?

                Sobre os vídeos, fantásticos, especialmente o do Led. É impressionante ouvir a música depois de aprender um pouquinho de teoria, imagino o que é ouvir a música com os ouvidos de vocês, músicos – é outra experiência, mesmo…

                Obrigado pela aula e o espaço para o “Escola Minuto HM” é um privilégio que quem participa deste espaço tem…

                [ ] ‘ s,

                Eduardo.

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                • Vamos lá , pagando as dívidas :
                  1)Eduardo, eu acabei de ver uma versão de The Trooper de 2012, em Dallas e comparei com a versão do Piece of Mind. É exatamente o mesmo tom ( mi menor) . O que eu acho é que o Bruce talvez tenha algum espaço de negociação junto ao Harris em tentar poupar algumas das músicas mais complicadas num set. Por exemplo, Aces High e Run to the Hills . Continuo achando que Harris não muda o tom em nenhuma das demais músicas, pelo simples fato de não trocar de baixo entre elas. Ou seja, se vira , Bruce . E não há dúvidas de que Bruce pra mim é o hoje o vocal com melhor perfomance entre aqueles que ficaram na ativa de forma ininterrupta há pelo menos 30 anos . E também acredito que poucos se atrevem depois desses trinta anos a continuar cantando as faixas no tom que foram gravadas .
                  Vamos manter com todas as honrarias o “hats off ” para o Sr Dickinson !

                  2) Eu não entendi muito bem a segunda parte da pergunta acerca dos bemóis , mas vamos ver se esclareço mesmo sem ter tido esse entendimento.

                  o Dó bemol seria a nota imediatamente antes do próprio Dó na escala musical : Como a escala musical , agora incluindo os sustenidos é : Dó – Dó# – Ré – Ré# – Mi – Fá – Fá# – Sol – Sol # – Lá – Lá# – Si ,e considerando que depois do Si, as notas se repetem , numa oitava acima, teríamos como o Dó bemol justamente este Si, já que depois dele viria novamente um dó . Agora , atribuir à nota Si o nome de Dó bemol é muito pouco usual. Assim como o Fá bemol é enarmônico do Mi . Diz-se de notas enarmônicas quando as mesmas tem a mesma entonação ( ou seja, teoricamente soam iguais ) . Traduzindo, o dó bemol é o Si e o Fá bemol é o Mi, mas raramente se chama o Si e o Mi de seus sucessores bemóis.

                  Da mesma forma , o Mi sustenido seria o Fá e o Si sustenido seria o Dó . Podemos considerar isso como correto, mas muito pouco usual.

                  O que pode ser considerado usual é considerar por exemplo o Ré# e o Mi bemol como enarmônicas . Assim como todas as demais nota, o Sol # é enarmônico do Lá bemol, e assim se segue . As exceções foram citadas acima, o restante da escala segue nesse padrao , por exemplo o Fá# é enarmônico do Sol bemol, e assim a vida segue .

                  Tá bom de “baboseira” por hoje ?

                  Saudações

                  Alexandre

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                  • B-Side,

                    para os itens 1 e 2, está tudo muito claro e bem explicadinho. Antes tivéssemos tanta “baboseira” no mundo por aí… enquanto eu tenho dificuldade em fazer as pessoas votarem em CINCO músicas em uma etapa da pesquisa, ou ainda as pessoas tem preguiça de ler posts, por aqui a coisa vai muito bem, obrigado…

                    E assim, obrigado pelas explicações… sempre terei (todos nós teremos) este post a recorrer quando precisar!

                    [ ] ‘ s,

                    Eduardo.

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            • Caracoles, haja discussões sobre os tais semitons – mas acho que está já tudo bem comentado, talvez cabia aqui falar das afinações de um dos influenciadores do Metallica – o Sr Porteiro Tony Iommi – que lá nos idos dos anos 70, tentava tocar varios semitons abaixo, em afinações quase impossíveis para a tecnologia da epoca. O resultado normalmente era uma desafinação só para a banda, ia tudo junto – baixo e o vocal do Ozzy ( o que não é novidade com afinação correta ou não, ou mesmo desafinação)
              Um dos vinis (la vou eu) que andei comprando é o BS Live at Last – e a coisa tá tão sofrível (além de erros pacas) que até a banda não queria lançar este ao vivo de 1973, que foi expelido pelo (ex) Manager em 1980 – a desafinação é cruel.
              Agora pensando em boas e alternativas afinações temos os casos de ganhar peso, como o Sabbath, Ozzy, Kiss ou mesmo os climas geniais do Zeppelin em afinações não ortodoxas que deviam fazer quebrar a cuca de quem queria tirar a musica de ouvido, sem saber que a afinação era diferente….
              Sobre o Iron, a coisa é mais simples: a afinação é sempre padrão, que se vire o vocalista, e o baixo ficou nas 4 cordas, ignorando os tons mais graves, aliás quem sou eu mesmo para questionar algo do Sr. Harris?

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              • Remote, você quer dizer você e seu irmão tentando tocar? 🙂

                [ ] ‘ s,

                Eduardo.

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                • Eduardo, hoje na época da informação, fica relativamente fácil encontrar as afinações do Led e detalhes sobre as músicas, mas nos anos 80, início de 90 a coisa era bem mais complicada. Eu lembro de Bron-Yr-Aur, uma instrumental com violão que parece ter uns 10 violões, mas é o tal lance da afinação diferente. Outra também clássica é a Rain Song (uma das minhas prediletas da banda). Enfim eu e Ale ralávamos e não saia direito – acho que o ouvido não atrapalhava, mas advinhos nunca fomos.
                  E olha a facilidade atual: É digitar no google – afinação Page e la vem:
                  DADGAD
                  A afinação diferente mais famosa de Page. Esta dava a guitarra uma sonoridade parecida com uma cítara. Ele aprendeu esta afinação em 1966, quando Al Stewart o ensinou a tocar “Black Waterside” (do músico folk Bert Jansch).
                  Algumas músicas com esta afinação: “White Summer”, “Black Montain Side”, “Kashmir” e, mais tarde, a música “Midnight Moonlight” (uma música que surgiu de uma outra da era Zep, chamada “Swan Song”)
                  CACGCE
                  O álbum Led Zeppelin III era muito focado em sons acústicos. Esta afinação folk foi usada na música “Friends”, na “Bron-Yr-Aur” (esta foi lançada apenas no Physical Graffiti), e na “Poor Tom” (lançada apenas no Coda).
                  CGCGCE
                  Esta afinação foi usada no slide blues “Hats Off to (Roy) Harper” em 1970.
                  DGDGBD
                  Esta afinação foi usada por Page em algumas músicas, incluindo: “Black Country Woman” e “Going to California”. E um semi-tom abaixo para a versão estúdio da “That’s The Way”
                  DADGBE
                  Apenas afinando a 6ª corda para um “ré”. Afinação usada na “Moby Dick” e “Ten Years Gone”
                  Rain Song (DGCGCD – versão estúdio) (EADADE – ao vivo)
                  Provavelmente os mais “bonitos” acordes foram tocados nesta afinação da Rain Song.
                  Fica muito fácil….

                  fonte : TheGrunge // http://www.giuberti.com.br/forumledzeppelin/viewtopic.php?t=19

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    • Ah, em relação aos vídeos do Metallica, lá em cima.
      Preciso concordar com o Glayssom, a banda ficou mais velha, e tá dificil de manter o pique de 89, mas mesmo assim, gostei demais de For Whoom na versão mais recente. Acho que o Trujillo presta uma senhora homenagem ao saudoso Cliff, sem entrar em comparações.
      Já em One, como o Eduardo disse, a coisa pega um pouco mais, embora no meu entendimento o que esteja complicado seja o bumbo da bateria do Lars, principalmente. O bumbo está comprometendo a versão, quando ouvimos a de São Paulo, não há como negar que a coisa foi pro brejo atualmente e naquela época era só alegria . O vocal, se não é mais o mesmo, me agrada nesse novo estilo e só comprova que cada vez mais Hetfield está sobrando na turma.
      Já Lars precisa urgentemente recobrar as habilidades principalmente nos seus pés ! Isso inclusive foi dito no útlimo podcast pelo Daniel, e ele não poderia ter sido mais feliz , o que está pegando mais é o lance dos bumbos , principalmente quando se utiliza o recurso do bumbo duplo.
      Não dava pro Lars fazer uma reciclagem com alguém que manja do recurso? Que tal o Dave Lombardo, que tá precisando de uma graninha atualmente, isso o Ulrich tem de sobra….

      Saudações

      Alexandre

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      • Não tenho como procurar aqui, mas vejo depois em casa e posto se existir um video com o som original: escutei o LIveMetallica de Brisbane e me parece que o bumbo duplo está sendo bem usado. Como já foi dito pelo Eduardo, é começo de turnê, mas escutando a banda, me parece em grande forma. Tomara que continuem assim até o RiR.

        E o Trujillo tem imprimido muito peso à banda. Hoje The Four Horsemen está com muito peso se comparada a versão original (quantas mudanças de tom rsrs??) e muito se deve a ele e Hetfield.

        Boa ideia sobre o Lombardo… Um intensivo seria bom! Mas acho que o problema aí é físico (está meio gordinho) ou está com os burros cheios de dinheiro e sem motivação para melhorar.

        Apesar que vi uma reportagem (http://whiplash.net/materias/news_838/157681-metallica.html) que o cara admite que deu uma regredida. Um bom passo é a aceitação … rsrs

        Abraços!

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        • Glaysson, creio que, na verdade, a questão do bumbo trazida pelo Daniel e pelo B-Side não é “apenas” mais para o final da música, antes de começar aquela clássica “metralhadora” de One, e sim durante toda a música…

          Sim, The Four Horsemen hoje tem um peso absurdo e é executada bem diferente daquilo que ouvimos no primeiro disco, ou ainda da The Mechanix. Eu particularmente continuo preferindo, em minha opinião, sempre, as versões mais antigas mesmo.

          Será que ainda veremos alguma mudança do Lars em relação à forma como ele vem fazendo hoje? Será que há interesse? A banda diz que sempre gosta de se reinventar, olhar para frente, não repetir o que pedem, o tal Master Of Puppets 2, então me desculpe a visão até um pouco pessimista, mas não vejo nada mudando em favor do retorno do que a gente podia ouvir principalmente até o Black Album. O que eu espero, de coração, é estar errado…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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          • Sobre The Four Horsemen, naõq uer dizer que prefiro a versão atual, acho as duas fantásticas. Tem uma no festival Metal Hammer, em 1985, com Cliff em grande forma, que é uma maravilha.

            Quando vc fala em retorno, acredito que vc fala do Lars, a grande forma de Lars. Também acho muito difícil ele voltar àquela fase. PODE ser que volte em estúdio, o cover do Deep Purple ele tocou muito bem. Agora ao vivo, acho quase impossível… Torcer.

            Ele poderia ficar como manager (faz muito bem), deixar o Dave Lombardo que está dando sapo tocar rsrsrs. Ele poderia fazer participação especial nos shows, tocar umas 3/4 músicas, todo mundo iria se divertir e seria ótimo, principalmente se der uma desculpa de doença (pode até ser)…

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            • Glaysson, seu último parágrafo é exatamente o assunto que fiquei com receio de comentar por aqui, e mais por você mesmo, hehehe… mas já que você deu essa abertura, ainda comentaria que tem um tal Portnoy que encaixaria provavelmente como uma luva também…

              [ ] ‘ s,

              Eduardo.

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              • Não acho nada demais ele sair, ainda mais por problemas físicos. Acho isso muito difícil isso ocorrer, principalmente que detalhes e falhas técnicas só ficam evidentes para quem fica com o ouvido grudado, escutando cada passagem, etc, como nós fazemos. Eu mesmo nem percebo muito, só percebo que está mais lento, mas nada de viradas, bumbos, etc, me chama atenção.

                Acho que ele só sairia por impossibilidades físicas. Sentiria falta de ir a um show do Metallica e não ver aquela figura estranha mostrando a língua haha.

                Um cara do Aliterasom, que acho que visita o blog, fez um ótimo artigo sobre o Lars dos últimos anos. Foi um belo comentário, técnico e que passou longe do clima “fanboy” que impera no whiplash e facebook, que normalmente é feito por fãs de Megadeth e/ou Iron Maiden que adoram criticar um “ai” que o Metallica faz.

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                • Glaysson, sim, ele só sairia em último caso e eu acredito até que seria mais fácil a banda se aposentar oficialmente do que Lars ser substuído de maneira definitiva…

                  Sobre o ótimo texto do Daniel (sim, é a mesma pessoa que participa aqui tão brilhantemente), ele foi inspirado em um de nossos podcasts, onde discutimos em detalhes e o Daniel colocou em palavras de maneira sensacional.

                  BTW, você precisa participar do nosso podcast ainda… e se tiver coragem, ir escutando nossas gravações, hehehe.

                  [ ] ‘ s,

                  Eduardo.

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      • Sim, em For Whom, aquele começo, o simples (que na verdade não é tão simples assim) fato de Trujillo não usar palhetas já remete ao saudoso baixista que nos deixou tão cedo…

        Além dos bumbos, B-Side (e Daniel), as “passagens” da música estão péssimas também. A “marcação” do Lars apenas para a música “seguir no tempo” me lembram eu mesmo quando estou sozinho em uma bateria, brincando de ser rock star e tentando tocar músicas de dificuldade fora do básico do básico…

        Sobre a reciclagem… meu pensamento é até mais radical, impossível, um pouco improvável e polêmico. Com estes adjetivos, creio que bons entendedores já sacaram… me dói pensar nisso, mas…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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        • Vamos lá, eu não acho realmente que o problema dos bumbos se apresenta apenas só no fim de One, eu acho também , como completo leigo no assunto ” panelas “, que as viradas de bateria ficam meio vazias , várias vezes parece que o Lars esqueceu de tocar alguma peça da bateria na execução dessas viradas. Um dos motivos pra mim é o bumbo, que deve ajudar a ” encher” as viradas, mas confesso que não sou o mais indicado para buscar o foco do problema. Isso é uma opinião apenas de leigo do instrumento percursivo. Eduardo, já falamos sobre a questão da bateria antes , você já demonstrou várias vezes que entende do assunto, em especial quando falamos do Lars. Assim, se as passagens estão péssimas pra você , quem sou eu pra discordar ?

          Alexandre

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  5. Eduardo,

    imagino como deve ter sido difícil escrever este post. Como você mesmo disse, são escassas informações sobre estes caras, especialmente os dois primeiros. Parabéns pela sua pesquisa. Você trouxe aqui coisas únicas, especialmente sobre Lloyd Grant. Ouvi algumas passagens do DEFCON e o som era bem semelhante ao que o Metallica fazia na época, inclusive o vocal.

    Os vídeos da Ron’s Garage são ótimos, embora a qualidade do som não seja das melhores, a energia da banda alí já era claramente perceptível. A versão de Jump In The Fire é bem legal, com Hetfield se esgoelando no refrão.

    Sobre Ron, concordo que ele é o único entre os 3 que possa realmente ser considerado um ex-Metallica. Sua importância é relevante não só como músico mas também com todo apoio prestado à banda nos primeiros anos, como você descreveu no post. Legal que, apesar da maneira maneira um pouco chata como ele foi dispensando pela banda ele conseguiu manter uma amizade com seus antigos companheiros.

    Parabéns por mais um post!

    Abraços,

    Su

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    • Su, legal que tenha gostado do post e você, que já leu inclusive o Enter Night, do Mick Wall, sabe como é difícil achar coisas principalmente dos guitarristas do post. Obrigado.

      Concordo com tudo que disse, Ron é o que mais claramente pode ser considerado ex-membro, mas para mim, os 3 são, com importâncias distintas.

      Vamos em frente, pois agora a coisa vai esquentando…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Eu como total “leigo” no assunto, estou aproveitando para conhecer detalhes que não tinha a menor idéia, como esses músicos que participaram do início da banda e que para mim eram até então desconhecidos …

    Quanto à explicação de afinação em um meio tom abaixo, dado pelo BSide … Não dava realmente para ser mais didático … só se ele fizesse um vídeo explicando isso!!! HEHEHEHEHEHE

    Abs.

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    • Chris, legal que esteja curtindo e acompanhando. O MetallicA tem uma história riquíssima e é difícil sintetizar, ainda mais para mim, em um post. Então, este seu feedback me deixa bem satisfeito.

      Sobre o B-Side, já não é a primeira vez que ele comenta daqui sobre o vídeo, acho que está faltando uma macr… digo, um incentivo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. E ai Du, blza ??!!

    Estou acompanhando cada post desta discografia e está excelente. Você está trazendo fatos que geralmente não são de conhecimento de muitos apesar de serem uma parte importante e que por bem ou por mal colocaram a banda no rumo certo. Só queria te parabenizar mesmo e já to ansioso pelo próximo capítulo da saga !

    Cara, tá muito bom, sério mesmo. Qdo chego ao final de cada post dá até comichão de ter q esperar pelo próximo. Além da redação tá perfeita, rola uma suspense q prende a atenção do cara … tipo série de TV !! 🙂

    Abs.,
    Wagner

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    • Wagnão Megadeth! Beleza por aí? Agradeço sua preocupação em deixar registrado aqui seu comentário e assim como no caso do Chris, fico muito feliz que esteja curtindo e aproveitando. A ideia é essa, logo (bem, não tão logo assim, mas uma hora) chegaremos aos discos e aí será legal também.

      O próximo capítulo é de um de seus ídolos da vida, Dave Mustaine, então a responsabilidade é grande.

      Fico muito feliz ainda com a analogia de “série de TV”, não foi a ideia, confesso, mas eu estou tentando “parar” cada capítulo em um determinado ponto da história, ou seja, até a banda começar a se reunir e fazer seus primeiros shows. As vezes esta proposta não é cumprida plenamente, mas estou tentando.

      Valeu novamente!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  8. Bom, eu não sabia nada desses três e era brincadeira o Eduardo guardar tanta informação sem compartilhar, e salve a insistência que nos brinda sempre com posts espetaculares desta discografia.
    Dá para perceber que os dois primeiros pouco acrescentaram a banda, talvez realmente nem possam ser considerados sendo integrantes, não deixando de ter sua importância. O forçado baixista colaborou um pouco mais, mas estava bem aquém do nível da banda, um guitarrista deslocado que não deu certo. As vezes este tipo de deslocamento de função da certo, ou alguém pode questionar os Srs McCartney e Butler?
    Eu estou ansioso pelo resto e a entrada de um certo baixista (esse um verdadeiro craque no assunto).
    Mas não vou cobrar mais nada, porque a discografia tá um espetáculo, se melhorar, estraga….
    Remote.

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    • Remote, obrigado pelos elogios quanto ao post, legal que a série esteja contribuindo até com as autoridades máxima de conhecimento de heavy metal deste espaço.

      Ainda temos outro espetacular guitarrista antes do espetacular baixista, mas sobre questionar alguém alguém, só você mesmo pode responder e ter coragem para tal, hehehehe…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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