Discografia Scorpions – [CAPÍTULO 21]

{ Unbreakable – álbum e tour: 2004 }

Passada a turnê de Acoustica, os alemães começaram a pensar em um novo projeto. Mas desta vez, todos foram unânimes em perceber que já era hora de voltar ao velho e bom heavy rock característico dos alemães. Findava-se assim o período de experimentações com gêneros e estilos diversos (e às vezes até duvidosos).

Com um hiato de cerca de três anos, os SCORPIONS publicam Unbreakable (Inquebrável) em Junho de 2004. O 17º trabalho de estúdio da banda realmente retornou às origens.

Porém, algo que não acontecia já há algum tempo, pouco antes das gravações de Unbreakable, Ralph Rieckermann anuncia sua saída, trilhando por novos desafios e principalmente: trabalhar como produtor de trilhas sonoras. Trabalho este que já desempenhava até 1992, quando entrou no lineup dos alemães de Hanover.

Para a posição de baixista, foi escolhido o polonês Pawel Maciwoda, à época ex-integrante de bandas de heavy metal locais como TSA e Section 31. Em “entrevista de admissão” afirmou ter como maiores influências Red Hot Chili Peppers, Rush e Frank Zappa.

Lineup:

Klaus Meine: Vocal

Matthias Jabs: Guitarra, backing vocal

Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal

Pawel Maciwoda: Baixo, backing vocal

James Kottak: Bateria, percussão

Tracklist:

Faixa Título Compositor Duração
1 New Generation Meine, Schenker 5:51
2 Love ‘em Or Leave ‘em Meine, Schenker, Kottak 4:04
3 Deep And Dark Meine, Jabs 3:39
4 Borderline Meine, Schenker 4:53
5 Blood Too Hot Meine, Schenker 4:16
6 Maybe I Maybe You Meine, Rohani¹ 3:32
7 Someday Is Now Schenker, Kottak 3:25
8 My City My Town Meine 4:55
9 Through My Eyes Meine, Schenker 5:23
10 Can You Feel It Kottak, Meine 3:49
11 This Time Jabs 3:36
12 She Said Meine, Kolonovits² 4:42

¹ Anoushirvan Rohani – Pianista e compositor iraniano, também trabalhou com Sting no álbum Nothing Like the Sun; ² Christian Kolonovits – Maestro e eterno amigo da banda após ter conduzido a filarmônica de Berlim em Moment of Glory e ser o tecladista em Acoustica.

Todas as versões do álbum possuem uma faixa bônus: Remember The Good Times, enquanto as edições japonesas contam com mais duas faixas bônus: Dreamers and Too Far.

Tour:

Os alemães aproveitaram para embarcar em uma extensa turnê mundial divulgando os trabalhos de Unbreakable. Foram 140 shows em doze legs, passando por Europa, América do Norte, do Sul, Oriente Médio e Ásia.

Nós do Brasil fomos brindados com três apresentações: São Paulo, Vitória e Porto Alegre em 12, 14 e 15 de Outubro de 2005, respectivamente.

Já no Reino Unido, onde não se apresentavam desde 1999, os alemães tocaram como convidados especiais de Judas Priest.

Avaliação:

Volta às origens!! Finalmente os SCORPIONS estão de volta em seu território de dominância. A obra é, sem dúvida alguma, o trabalho mais pesado desde Face The Heat.

As faixas New Generation, Love ‘em Or Leave ‘em, Deep and Dark e My City My Town se destacam naturalmente ao ouvir o Unbreakable. O rock está mais pesado, a melodia agradável e a letra das músicas um pouco mais simples do que o costume.

Ressalva obrigatória: New Generation traz letra muito reflexiva, primeira em relação à situação global e futuro das gerações, como diz o próprio título:

Another day no peace in sight
A solution, far away
The military won the war
Certainly not for you and me
How many generations will it take
To cut the stream of blood

Outro dia nenhuma paz à vista
Uma solução, muito longe
Os militares venceram a guerra
Certamente não para você nem para mim
Quantas gerações vai demorar
Para cortar o fluxo de sangue

Depois palavras conscientemente já direcionadas a uma geração que não conhece os alemães desde seu início de carreira, a verdadeira nova geração (para o referencial da banda):

Here comes the young,
the new generation
You are the only ones
You are the only ones who can make a change

Aqui vem os jovens,
a nova geração
Vocês são os únicos
Vocês são os únicos que podem fazer uma mudança

Já particularmente a faixa Can You Feel It parece ser uma nova tendência à banda, usando elementos mais pesados que os tradicionais mas com melodia e ritmo característicos. Seria talvez uma ponte para ligar às novas tendências do rock mundial?

Também estão presentes no disco, em diversas faixas, os trechos que caracterizariam as baladas de outros trabalhos, porém neste caso não há uma faixa inteira mais lenta dedicada aos easy listeners, apenas trechos.

Na definição de Klaus Meine para Unbreakable: “um álbum conceitual de senso especial pois simboliza a indestrutibilidade das coordenadas musicais que sempre regeram os SCORPIONS”.

Explica-se desta forma não só o título do trabalho como também o porquê da não existência de uma música título, como muitos fãs estranham ao primeiro contato com o álbum.

Premiações:

Resultado de pouca publicidade empregada pelo selo (BMG International) em 2004 e nos períodos seguintes, somado ao grande intervalo entre publicações de estúdio fez com que Unbreakable não recebesse o devido interesse por rádios e mídia em geral, não figurando nos charts mundiais.

Este sendo mais um motivo para basear a extensa turnê mundial, como vimos acima.

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 3 estrelas ( * * * )

Ouça: New Generation; Love ‘em Or Leave ‘em; Deep and Dark; My City My Town.

Countdown:

Faltam 15 dias para o último show da carreira dos SCORPIONS em São Paulo, pela turnê Get Your Sting & Blackout World Tour (2010).

[ ]’s

Julio



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7 respostas

  1. Julio :

    Este é um álbum que eu não dei a devida atenção, quando foi lançado. A banda passava, pelo menos para os fãs mais fiéis ao estilo mais tradicional, por um momento de descrédito, talvez desde o Crazy World (de 1990, ou seja, quase uma década e meia antes). As experimentações acusticas-sinfônicas-eletrônicas dos três trabalhos anteriores, ainda que alguma delas tivesse obtido alguma repercussão comercial, certamente contribuiram muito para este descrédito junto aos fãs mais assíduos da banda.Hoje, ouvindo com outro espírito o álbum, considero que este Unbreakable, se lançado por exemplo após o Love at first sting de 1984, teria obtido muito melhor aceitação e desempenho comercial. As três primeiras músicas são muito boas e gosto bastante da Through my eyes , que me lembra muito o trabalho da banda no início da década de 80. Você acerta quando cita que não há uma balada mais tradicional no trabalho, aliás este é mais um post com a excelência de toda a discografia, e achei interessante a junção do inicio mais “meloso” de Maybe I Maybe You, onde Meine está perfeito como sempre, e o pedaço final bem pesado, na minha opinião, outro destaque no álbum. Não o considero, porém, um trabalho totalmente coeso, mas sim um primeiro passo para a recuperação do crédito perdido durante todos esses anos desde o Crazy World. Um chute para fora no álbum é a faixa-bônus, Remember the Good Times,totalmente desnecessaria, principalmente em se tratando do conceito do álbum, que é a busca do som mais tradicional da banda (e até mais pesado, afinal estávamos em 2004). As outras duas faixas, presentes no material japonês, até me agradam mais, apesar de serem menos aceleradas que o restante do cd.
    Estou aguardando com ansiedade o próximo capítulo, que é um álbum que aprecio bastante.

    Saudações

    Alexandre Bside

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  2. Julio,

    Acabo de ler todos estes capítulos da discografia do Scorpions e sinto um misto de emoção e muita saudade. Comecei a ouvi-los em 1988 (e á se vão mais de 20 anos) e desde então acompanho seus lançamentos e trajetória (dei longa uma pausa do Pure Instinct até o Acoustica como o fiz com o Metallica que voltei a ouvir depois do Death Magnetic) muita coisas adorando , outras nem tanto mas é inegável que a música do Scorpions fez parte de várias fases da minha vida. Ler os capítulos e as track list dos albúns é como uma viagem no meu passado. E pensar que os caras estão se despedindo é o fim de uma era. Imagine a nossa vida sem Scorpions, Kiss , Iron Maiden ,Ozzy , Dio (que já se foi…) e outras tantas, nem sei . Parabéns pela discografia acho que daria uma revista ou um livro . Seu blog está no meu bookmark cara !!

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  3. Julio, parabéns, outro excelente post, com o especial destaque que você fez em relação à letra da música New Generation.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. ótimo post… acabo de descobrir o site 😉

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