{Animal Magnetism – álbum & tour: 1980}
Agora com a sólida formação e sem maiores problemas à vista, os SCORPIONS vão para o estúdio no início de 1980, fechando a conta em cerca de dois meses: Animal Magnetism (Magnetismo Animal, em tradução livre) é o sétimo álbum de estúdio dos alemães de Hanover (oitavo da banda) e também mais um sob a produção de Dieter Dierks.
Lineup:
Klaus Meine: Vocal
Matthias Jabs: Guitarra, backing vocal
Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal
Francis Buchholz: Baixo, backing vocal
Herman Rarebell: Bateria, percussão
Tracklist:
| Faixa | Título | Compositor | Duração |
| 1 | Make It Real | Rarebell, Schenker | 3:50 |
| 2 | Don’t Make No Promises | Jabs, Rarebell | 2:59 |
| 3 | Hold Me Tight | Meine, Rarebell, Schenker | 3:58 |
| 4 | Twentieth Century Man | Meine, Schenker | 3:04 |
| 5 | Lady Starlight | Meine, Schenker | 6:16 |
| 6 | Falling in Love | Rarebell | 4:12 |
| 7 | Only a Man | Meine, Rarebell, Schenker | 3:37 |
| 8 | The Zoo | Meine, Schenker | 5:31 |
| 9 | Animal Magnetism | Meine, Rarebell, Schenker | 5:59 |
| 10* | Hey You | Meine, Rarebell, Schenker | 3:47 |
*Bonus track: apenas na versão alemã do álbum (no primeiro release)
A capa da obra, como não poderia deixar de ser, gerou novamente muita polêmica. Porém, desta vez, curiosamente não houve elaboração de capa alternativa e muito menos recall ou acondicionamento em embalagens plásticas da cor preta. Estaria o mundo mudando no início dos anos 80?
O design da capa é creditado a Storm Thorgerson, trabalhado à partir da ideia inicial do nome do álbum (Animal Magnetism) criado por Rarebell e aceito por todos integrantes do grupo. Storm foi também o criador de algumas capas de álbum do Pink Floyd. Anos mais tarde Rarebell afirmaria não ter gostado do resultado da arte final, apenas do doberman que a seu ver tinha um olhar muito significativo.
Tour:
Lançado no término de Março de 1980, o álbum foi imediatamente seguido de turnê homônima. Agora, pela primeira vez em sua história, os SCORPIONS aportariam nos Estados Unidos, rumo à conquista do Novo Continente.
Um ritmo alucinante de shows em terras americanas deu lugar a uma verdadeira febre de SCORPIONS no país. Aliado ao sucesso de vendagem e repercussão do disco anterior, as exibições ao vivo foram coroadas por performances mais que convincentes ao exigente público, ávido consumidor do mercado heavy metal.
De volta à Europa, uma agenda equivalente estava preparada para os alemães, que percorreram todo o continente, inclusive Reino Unido mais uma vez.
Mas, nuvens negras aguardavam a banda…
Próximo do natal, após um show na França, Klaus Meine subitamente perde sua voz quase completamente, mal podendo falar, além de sentir muito inchaço em sua garganta.
Levado rapidamente a um especialista é constatada a presença de um pólipo (tipo de cisto porém maciço e não oco) e alguns nódulos que se formaram em suas cordas vocais. Meine passa por duas longas cirurgias nas cordas e em seu período pós-cirúrgico é aconselhado pelo corpo médico que comece a considerar uma nova profissão.
Felizmente não havia mais shows marcados, apenas uma volta ao estúdio para o novo álbum, ainda sem nome. A imprensa alemã adiciona elevada carga dramática e pressão psicológica:
Seria o fim do vocalista dos SCORPIONS?
Avaliação:
Poderia e deveria ser melhor! Alguns clássicos de todos os tempos dos SCORPIONS também já estão presentes neste álbum, tais como The Zoo e Make It Real, porém o sentimento de decepção é inevitável ao suceder o excelente Lovedrive. A queda de qualidade é muito marcante.
Não há aqui aquele entusiamo que sempre foi a marca registrada dos alemães do heavy rock, sendo que podemos até dizer que esta obra parece trabalho de uma outra banda! Ao menos se tomarmos como referência a alta qualidade presente até o momento!
Sendo mais criterioso, pode-se perceber até mesmo um Klaus Meine menos potente e entusiasmado aqui, claro que muitas músicas são lentas mas… talvez a arte estaria imitando a vida, ou melhor, antecipando o que estaria prestes a acontecer na vida do vocalista dos SCORPIONS.
Premiações:
O Animal Magnetism obteve a 52ª posição naquele ano nos Estados Unidos e a 12ª posição na Alemanha, sua terra natal. Foi também agraciado com o Disco de Ouro em solo alemão e Disco de Platina (seu primeiro) nos EUA. Os singles Make It Real e The Zoo alcançaram respectivamente as posições 72 e 75 da Billboard no mesmo ano.
Diante deste panorama, a Mercury Records renova o contrato com os alemães por mais dois anos consecutivos, feito completamente inovador à época. A renovação a princípio se limitava ao solo americano.
Para seu iPod:
Avaliação do álbum: 3 estrelas ( * * * )
Ouça: Make It Real; Lady Starlight; The Zoo.
Colaborou: Denis Fernandes.
[ ]’s
Julio.
Categorias:Curiosidades, Discografias, Pink Floyd, Resenhas, Scorpions


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Deve ter sido um período muito tenso da história deles, imagina só, começando a despontar, fazer sucesso, fama etc e acontece isso com o vocal!
Vamos ver o desfecho disso, estou no aguardo! (hehehe)
Muito bom Julião.
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Excelente post, e dessa vez estou de acordo até em gosto com tudo. O album é mais fraco que o Lovedrive, os destaques são as três do IPOD do Julio. The zoo que fica bem melhor ao vivo, Lady Starlight é uma bela balada e Make it real mantém o padrão de hard rock desta fase mais direta do Scorpions. Novamente não vou adiantar nada nesta historia, pois quero deixar o Julio continuar contando, como vez fazendo com extrema habilidade. Só uma dica – meu primeiro album em estudio do Scorpions é o próximo e eu não costumava comprar nada sem ter certeza da qualidade na época.
Abraços Julio e Parabens novamente.
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Julião, parabéns por mais este excelente post da Discografia Scorpions. Gosto bastante das que você indicou para o iPod.
[ ] ‘ s,
Eduardo.
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Esse álbum, pelo que entendi no post, teve o mérito de abrir de vez o mercado americano para a banda, mas também acho que deve em relação ao anterior e também para a fase com o guitarrista Ulrich Roth. O meu destaque é a balada Lady Starlight, gosto mais da versão ao vivo de The Zoo, muito mais vibrante que esta lançada em 1980…. Make it Real também seria o outro destaque, mas o trabalho tem múaicas que eu considero fracas, como Don’t Make No Promises ou Twentieth Century Man.
O mais legal pra mim é que sempre que me deparo com um novo capítulo desta discografia, antes mesmo de ler, penso : Opa, lá vem mais uma chance de aprender alguma coisa nova sobre os caras!! Eu sabia da questão envolvendo a voz de Meine, mas achei que o problema tinha ocorrido na gravação do álbum seguinte, e não durante o desenvolvimento da turnê deste Animal Magnetism, e que certamente atrapalhou talvez uma consolidação da banda em terras européias. E o outro detalhe desconhecido era que os médicos consultados meio que ” desenganaram” o baixinho alemão. Deve ter sido um grande baque para ele e para a banda…. Mas o próximo capítulo vai nos ajudar a entender como essa fase difícil foi superada, mal posso esperar para ler…
Os posts estão cada vez melhores, parabéns Julio!
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Com relação a arte do álbum…a grande poolêmica não foi a capa em si…e sim a contra capa, (que ficou fora de circulação por muitas versões) no qual o cachorro está supostamente praticando um sexo oral no homem da capa e a garota continua com seu olhar fixo!! Perturbador e genial!!!
Òtimo texto!!!
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Julio e Denis, post publicado no Whiplash: http://whiplash.net/materias/news_851/130429-scorpions.html
[ ] ‘ s,
Eduardo.
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