Cobertura Minuto HM – Beatlemania Experience – The Beatles Biography em SP – resenha

Idealizada por dois produtores brasileiros em parceria com o governo inglês, São Paulo recebe a exposição “Beatlemania Experience – The Beatles Biography”…

Beatlemania Experience_SP

… e o Minuto HM esteve por lá no dia 01/set/2016 pela noite.

Ingresso - Beatlemania Experience_27ago2016

Transcrevo abaixo a origem desta exposição de uma boa reportagem do Estadão e da onde eu fiquei sabendo da exposição:

Em 2013, no Rock in Rio, o produtor Carlos Gualberto, conhecido por Branco, ajudou a criar a Rock Street dedicada, naquela edição, à Inglaterra. Ele chamou a banda cover dos Beatles All You Need Is Love para abrir o palco do local. O sucesso foi tão grande que o grupo tocou em todos os dias do evento. 

Nascia ali o embrião do projeto The Beatles Experience e uma parceria com o governo inglês por meio do Visit Britain (espécie de Embratur inglesa). 

Depois dessa empreitada, Branco se juntou ao produtor Christian Tedesco para montar aquela que será a maior e mais completa exposição sobre os Beatles já realizada no mundo.

Com essa descrição, o convite a um fã de Beatles é irrecusável. E assim foi e tentarei deixar algumas impressões abaixo, com uma galeria de fotos contando, na ordem, um pouco da exposição. Para quem ainda tiver interesse em conferir a exposição, recomendo ler o texto mas não ver as fotos, assim, o fator “surpresa” jogará.

Antes de tudo, é importante dizer que a exposição ficará no Shopping Eldorado de 20/agosto a 08/novembro/2016, ou seja, especialmente aos paulistanos, há tempo de sobra para vê-la. As opções são compostas por ingressos que podem ser comprados “de hora em hora” das 12h00 as 22h00, sendo que há opções de descontos para alunos da (ótima) Escola Cultura Inglesa, além de meia entrada para estudantes. Cada ingresso dá o direito de ficar 1 hora dentro da tenda temática montada no estacionamento no shopping, tempo este suficiente. Não é necessário chegar “pontualmente” no horário, há tolerância, mas para fins de organização, é preferível respeitar o horário.

Confesso que achei um pouco caro o ingresso a R$ 50,00 (aliás, está tudo muito caro…). Mas pagando meia entrada, como foi no meu caso, o preço fica bastante justo ao que se oferece na exposição. A recomendação que dou logo de cara é, se possível, prestigiar a exposição durante a semana. Em conversa com duas pessoas da organização já do lado de dentro, perguntei como foi a exposição nos finais de semana e ambos confirmaram que bem mais disputada. Nesta última quinta-feira, no horário escolhido das 20h00, estava super vazia e foi possível conferir tudo com calma e sem “disputas”. Caso contrário, a cada hora são permitidos grupos de até 30 pessoas.

Como disse, a entrada no dia e horário escolhidos foi super tranquila. São Paulo é uma cidade impressionante, pois a pouquíssimos quilômetros dali, o primeiro dos 2 shows do Scorpions rolava. A exposição é formada por salas que vão ao longo da linha do tempo reproduzindo desde os tempos dos The Quarrymen até o fim dos Beatles, trazendo ainda ao final um pouco da carreira solo de cada membro a partir do final dos anos 1960, e procurando “contextualizar” com muito material da época de como o Brasil “recebia” as informações que vinham do velho mundo.

E aqui talvez seja o diferencial da exposição: estes materiais de colecionadores, especialmente dos acervos de Bob Folch e da brasileira Lizzie Bravo (carioca conhecida pelos beatlemaníacos como a única que efetivamente participou de uma gravação com a banda – Across The Universe – alternando microfones com John e Paul nos estúdios EMI na Abbey Road). Vale um post somente dela, que um dia espero ter por aqui vindo de mim ou de quem se candidatar…

Na entrada, após um vídeo introdutório, teremos a recriação da área externa da Igreja St. Peter e do caminhão onde o The Quarrymen tocou em 1957, ocasião em que John Lennon, líder do grupo, conheceu Paul McCartney. Depois disso, cada sala é dividida por densas cortinas pretas que vão separando grandes marcos da história da banda. A organização comenta que, ao se passar à próxima sala, não é permitido voltar, ou seja, aproveitem cada sala!

Na sequência, um corredor reproduzindo a Mathew Street com mais fatos da história dá acesso ao “Cavern Club”, onde a banda se apresentou por quase 300 vezes. Aqui fica um aviso válido para toda a exposição: há de se conferir com calma o que é réplica / reprodução do que é “original” que, claro, está em número menor.

Pega-se mais um corredor com um trem e chegamos à fase da Beatlemania, culminando no maior show da carreira da banda ocorreu em 1965 nos EUA, no Shea Stadium, perante mais de 50 mil pessoas, recorde para um show musical na época. Esse show, um momento histórico na carreira dos Beatles, foi recriado na exposição por um filme de realidade virtual: há uma sala com óculos sei-lá-quantos “Ds” que faz com que o visitante possa estar na primeira fileira de frente à banda. Não deixe de olhar literalmente para cima, para baixo, para trás e para os 2 lados, já que de acordo com a reprodução da música, o “comportamento virtual” especialmente das desesperadas mulheres muda. É bem legal.

A Beatlemania continua e o que se vê de memorabilia é bem legal, com fotos, roupas, compactos, revistas, encartes de jornais, reproduções de ingressos, enfim, muito material.

Passando da metade da década de 1960, a exposição leva o visitante aos estúdios da EMI, na Abbey Road, com um cenário rico em detalhes em sua fachada. Dentro se encontra o protótipo do baixo de 6 cordas que George usa em Hey Jude (Paul está no piano) e que John também usa em Let It Be e The Long And Winding Road – talvez uma das coisas mais legais que achei na exposição.

A fase psicodélica também é trazida com muito material, sem contar a fase da imersão à cultura indiana. Para “Yellow Submarine”, os visitantes acessam a sala mais “doida” da exposição, que é justamente o submarino com janelas e as águas onde “nothing is real”… ah! Não deixe de baixar o periscópio da direita (olhando de frente do início da sala, ou o da esquerda se já estiver ao contrário da sala). 

A apresentação no topo do prédio que era a sede da gravadora Apple (the rooftop concert), em 1969 na 3 Savile Row, também tem uma sala dedicada com a banda cover All You Need Is Love assumindo o papel de tocar Don’t Let Me Down em uma execução excelente. Aqui fecha-se a trilogia dos filmes…

Como não poderia faltar, o cruzamento da Abbey Road conta com uma sala onde há um fotógrafo profissional para tirar foto da galera atravessando a mais lendária faixa de pedestres do mundo. No dia visitado, talvez por estar vazia, não havia o tal fotógrafo, o que é uma falha e, claro, perda de receita à exposição.

A exposição termina com um pouco da carreira solo dos 4, trazendo curiosidades interessantes e quanto à Paul, um pouco das passagens dele pelo nosso país. Por fim, em estilo americano total, a saída pela “lojinha” com alguns itens gerais e outras da loja RValentim, que sempre tem como opções decorações rock and roll. Ao sair, ainda há a Strawberry Fields Forever e outros jogos e atividades incentivados por patrocinadores.

Se vale a pena? Fãs mais “hardcore” não se surpreenderão muito, especialmente os que já tiveram a chance de viajar para a Inglaterra e conferir in loco coisas por lá. De qualquer forma, mesmo para os fãs mais dedicados, é sempre um passeio divertido, especialmente se puder pagar com desconto ou meia. Para uma distração ou para quem sempre quer aprender mais – sempre há o que aprender – pelo menos uma visita é obrigatória.

Galeria de fotos:

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Discografias, Instrumentos, Resenhas, Setlists, The Beatles

7 replies

  1. Excelente programa. Rolim, muito obrigado pelas fotos e pela resenha. Você é um grande especialista no assunto e qualquer opinião sua tem um peso enorme aqui pra mim e imagino pro blog………………………você esteve em Londres, esteve em vários shows do Paul e é um grande conhecedor, e, é como você mesmo disse: São Paulo é inesgotável …….o Scorpions então esta perdoado ☺

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  2. Bem, eu não vou provavelmente ver esta exposição, infelizmente, aliás, então agradeço por quase estar lá através dessa resenha e das fotos perfeitas e capazes de cobrir boa parte do exposto. Não sabia da história do baixo de 6 cordas, eu aqui só aprendo , aliás.
    Excelente programa não só para os paulistas, mas pra aqueles que puderem também lá comparecer.

    Obrigado, Eduardo.

    Alexandre

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    • Valeu, B-Side. A ideia foi tentar trazer algo por aqui que fosse “fora do óbvio” já que a carreira dos Beatles é talvez a mais rica de todas as bandas e por “tabela”, nós que gostamos de música partindo desde as primeiras décadas que surgiram as bandas acabamos sabendo pelo menos da “base” de tudo, então é partir para o diferencial…

      Se vier a São Paulo, é um bom programa e sim, vale inclusive para quem não é fã das bandas – vale como passeio!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Divulgação do post pela conta do Twitter do Shopping Eldorado:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Brasil sendo Brasil. Ainda bem que ninguém sabia que se trata de um país tropical. Chuva em SP? Imagina…

    É brincadeira…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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Trackbacks

  1. Virtual Reality: finalmente se tornando uma “realidade” – Minuto HM

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