Cobertura Minuto HM – Workshop e Meet & Greet com Dave Lombardo + participações de Eloy Casagrande e Dino Verdade – SP – resenha

Desde sua (última) saída do Slayer, Dave Lombardo vem realizando “drum clinics” e workshops (workshows) pelo mundo, além de participações em projetos paralelos, como no disco último álbum de estúdio do Sepultura.

Logo no início de 2014, havia a notícia que Lombardo faria alguns workshops pelo Brasil no ano com Meet & Greet para os presentes. O resultado final foi uma verdadeira “tour” por 10 cidades, fechando o ciclo no dia 03/set/2014, no Manifesto Rock Bar, em São Paulo. O evento paulista teve complementos de peso: a abertura ficou por conta de Dino Verdade, baterista e dono da marca “Instituto de Bateria Bateras Beat” (onde faço aulas de bateria) e Eloy Casagrande (o fenômeno brasileiro que vem – e muito bem – no Sepultura).

WorkshopDaveLombardo_SP_ingresso

Mas, infelizmente, antes de começarmos a falar do evento, terei de falar novamente de uma coisa chata, que ninguém nunca quer falar, que são os problemas. A compra do ingresso pela escola (alunos tinha um interessante desconto) foi feita de forma tranquila, sendo que quem pagava por transferência bancária teria seu nome na lista. Eu, que sou um teimoso de natureza, pedi confirmação via e-mail e também liguei no dia na filial da escola (que não é a mesma onde eu estudo) que organizava os pagamentos para confirmação. Tudo ok. Perguntei sobre os horários, até por se tratar de uma quarta-feira, e tudo previsto para início “entre 20h00 e 20h30”.

Sendo um frequentador de eventos no Manifesto há muitos anos, já sabia que os atrasos por ali são quase parte de uma cultura (cultura esta que não entendo). Sai do trabalho e preferi ir direto ao Manifesto. Parei o carro em um estacionamento em torno das 19h15 e fui jantar com a maior calma do mundo. Acabei o jantar uma hora depois e caminhei para o Manifesto, chegando as 20h30. Era uma noite fria e vi a galera fazendo fila para entrar (20h30). Ao chegar na fila, já bravo, encontrei o Gabriel, já conhecido por aqui, e ficamos ali nos questionando qual era a estratégia em manter as pessoas passando frio na rua. Para piorar, veio a tradicional garoa fina da cidade.

Eu não entendo qual a vantagem das pessoas não entrarem na casa, curtir o ambiente e, claro, consumir. Eu não entendo qual a vantagem de se manter pessoas em uma fila de um evento de heavy metal. Ou alguém aqui acha que é igual uma “balada”, onde pelo menos eu consigo entender que é para outros passarem e olharem que é um “pico” e gerarem a tal demanda ou desejo do lugar, principalmente se “bem frequentado”? Quem vai para eventos como estes já está programado para ir, ou minimamente já decidiu que vai e quer entrar. “Ah, mas isso não é postural metal”. Não tem nada disso. Não era apenas eu na fila que estava bravo, toda a galera por perto estava revoltada com a situação.

Quando finalmente minha vez chegou, havia uma pessoa da casa e outra da Ticket Brasil controlando a entrada. Ao olhar a lista de nome, alguns nomes impressos e muitos colocados à mão, pude ver nomes de famosos, como Aquiles Priester, Bruno Valverde (Angra) e Amilcar Christófaro (Torture Squad). Mas o MEU nome não estava na tal lista, e quem disse que eu entrei logo? Foram ali uns 20 minutos de ligações para meio mundo de pessoas. Outro professor de bateria da minha escola ficou na mesma situação e preferiu pagar na hora (mais caro) para entrar e depois resolver a situação. Eu fiquei ali naquela situação ridícula até que surgiu outra pessoa da casa com outra lista, “daqueles que tinham pago por transferência bancária). Entrei…

Não sei, sinceramente, de quem é a culpa, mas isso desanima e muito. Muitas pessoas na fila comentavam que evitariam novos eventos assim na casa, o que é lamentável, pois o Manifesto é, de longe, o melhor bar que conheço no Brasil.

O atraso na parte externa provavelmente não atrasou o próprio evento pois, ao entrar, Dino Verdade tinha encerrado sua parte. Ou seja, não vi nada e não tenho ideia do que rolou. A casa estava muito cheia já e ficou lotada, com gente entrando até uma hora depois, inclusive meu professor de bateria, o mestre Alan Marques (Sangrena). Alan estava com o professor DELE de bateria e ficamos os 3 por ali conversando. O palco estava com a bateria principal da Ludwig, de Lombardo, e uma à direita do palco para Eloy, o que foi um verdadeiro alívio em termos de tempo. Os patrocinadores do evento também tinham um merchan sendo feito e comercializado na casa e assumiam os microfones nos intervalos.

Logo, Eloy entrou no palco sob merecidos aplausos e mostrou que é hoje o grande baterista deste país. Tendo a oportunidade de tocar não somente trechos de músicas do Sepultura, Eloy mostrou versatilidade ao tocar sons com sotaque mais “brasileirados”, que ele comentaria que curte muito mas que não usa muito em sua carreira atual. E vale reforçar que o som da casa, tanto para o Eloy quanto depois para o Lombardo, estava espetacular – sim, se em um show aberto com uma banda já há um destaque para o som da bateria deles, imaginem em uma casa fechada com o som da bateria em prioridade absoluta?

Atualmente com 23 anos e agora com 15 anos de bateria, o crescimento dele continua exponencial, deixando os presentes em êxtase com sua velocidade, técnica, pegada e precisão nos minutos que ficou no palco. Eu destacaria ainda o uso do bumbo duplo como um dos diferenciais absolutos do cara, é realmente impressionante como ele domina a técnica, tendo a admiração dos muitos bateristas presentes na noite. Ele fechou sua participação com Manipulation Of Tragedy, faixa do álbum de 2013 do Sepultura.

Antes de Dave Lombardo entrar no palco, houve uma reunião muito legal de bateristas no palco, sendo que aqueles nomes que eu vi na lista da entrada estavam realmente por ali e conversaram sobre peles de um dos patrocinadores da noite. O que valeu realmente foi ver o encontro destes grandes representantes brasileiros do instrumento.

Dave Lombardo, com um sorriso no rosto que não saiu até o final da noite, subiu ao palco e, com um playback de clássicos do Slayer, abriu o “workshow”:

Demonstrando uma alegria e energia “de criança”, além de uma simpatia singular, o cubano Dave Lombardo perguntou ao público se deveria seguir em inglês ou espanhol, sendo que a galera preferiu a língua inglesa, apesar de Dave brincar em “portunhol” em alguns momentos. Logo no início, ele pegou o celular dele e filmou a galera, “ganhando” de vez o público.

Foram aproximadamente 2 horas de papo e som, com dicas do instrumento (estudo, técnicas, execução de trechos diversos não somente de músicas do Slayer, mas também do Testament e outros projetos do baterista, como Fantômas).

Uma das histórias contadas foi a Combat Tour Live em 1984, que contou com Slayer, Venom e Exodus logo após o retorno de Kerry King à banda e gerou o primeiro home video da banda (Combat Tour: The Ultimate Revenge). Dave contou que, em um dos dias no ônibus da tour, Tom Araya, bêbado, foi para o fundo e perguntou onde era o banheiro. Cronos (Venom) respondeu à ele que “era ali”, e Tom urinou nele, gerando uma briga que deixou Araya com o tal olho preto no restante da tour.

O canhoto Dave abriu para o público perguntar o que quisesse, e muitos fizeram perguntas interessantes. Ele em detalhes a situação, entre outras curiosidades que podem ser conferidas no vídeo abaixo, como foi trabalhar com o multi-instrumentista John Zorn, sobre ele nunca ter estudado teoria musical a fundo em uma escola, sobre Capitol Records, sobre a importância de se ouvir todos os estilos musicais, e não apenas thrash metal (usou uma metáfora de que fazer isso é como comer farofa todos os dias), sobre seu álbum favorito do Slayer (Reign In Blood e World Painted Blood, por ser o último disco que Jeff fez parte).

As perguntas continuaram e, entre elas, o fato da gravação de Show No Mercy não ter contado com os pratos de bateria, que ele explicou, entre algumas distrações do público, como foi o processo de overdub:

Dave tocou trechos de músicas do de The Gathering, do Testament, álbum de 1999 que ele disse que não se lembrava direito, ensinou a “sofejar” para tunar a bateria, respondeu de forma educada / política que achou “ok” a ideia do Big Four ter escolhido Am I Evil? como música para as bandas tocarem. Comentou também de quando substituiu o doente Lars no Download Festival de 2004, onde tocou Battery e The Four Horsemen, experiência que ele adorou (e que realmente foi excelente e na época, gerou bastante publicidade ao Slayer).

Com 31 álbuns na carreira até o momento, praticamente 1 por ano de carreira, a galera pedia trechos de músicas mais b-sides, e em um momento ele chegou a pegar novamente seu celular e fones de ouvido para relembrar dos sons pedidos.

Outro grande momento, que pode ser conferido nas fotos mais abaixo, foi quando ele ensinou como ajusta seus pedais (que são Cobra, apesar da bateria não ser). Ele disse que puxa o pirulito para trás dos dois pedais simultaneamente e que espera que ambos parem ao mesmo tempo. O mais legal foi que ele mesmo fazia tudo, em uma demonstração muito bacana com o público.

Lombardo elogiou alguns bateras, como o próprio Eloy e também George Kollias, do Nile, e que também marcou presença em recente workshop promovido pelo Bateras Beat. Elogiou lendas como Bonham e se limitou a elogiar YYZ quando pediram a ele para tocar.

O ex-Slayer também mostrou muita mágoa com seus ex-companheiros, mas em especial com Kerry King. Comentou que uma das poucas verdades que King fala é que ele (Dave) não faz aquecimento antes de tocar em um show, que ele aquece com as próprias músicas do show. “Talvez é a única verdade que ele sai da boca dele”, disse Dave sobre seu ex-companheiro de banda. Ainda chamou o clima por lá de “slaughter”. É, a poeira está longe de baixar ainda…

Mais para o final do workshop de Dave, fui ao banheiro. Quando acabei de subir as escadas, para minha agradável surpresa, encontrei Eloy Casagrande conversando com um duas pessoas tranquilamente, provavelmente um casal de amigos pessoais dele. Dei um tempo e logo fiz parte da conversa deles, inicialmente eles estavam comentando sobre a próxima tour do Sepultura na África.

Eloy ficou sozinho e pude trocar alguns minutos (hm) de ideia com ele, além de, claro, registrar uma foto e um autógrafo. Conversarmos rapidamente sobre a carreira dele, inclusive antes do Sepultura, e ele mostrou estar efetivamente feliz. Também falamos sobre a rápida ascensão que ele teve e continua tendo – até brinquei com ele sobre como eu lembrava dele com cerca de 17 anos e hoje como já estava bem diferente, principalmente com a técnica cada vez mais apurada. O cara é de uma humildade exemplar, que continue assim.

WorkshopDaveLombardo_SP_0791

Por fim, esperava que o Meet & Greet com Dave Lombardo fosse por ali, na andar superior do bar mas, para minha surpresa, ele foi feito no palco, enquanto a bateria era desmontada. Honestamente, pensei em ir embora, pois imaginei que demoraria bastante. O público foi informado que haveria um fotógrafo profissional para a foto, o que foi um acerto enorme pela quantidade de pessoas. Mesmo assim, Lombardo atendeu a TODOS que queriam ter um autógrafo em um vinil, baqueta, pele de bateria, CDs, ingresso, etc. Consegui garantir um autógrafo no ingresso ali mesmo.

A fila andou em uma boa velocidade, salvo algumas exceções de pessoas que queriam usar da chatíssima moda de fotos autorretrato (selfie), com o segurança tentando agilizar a saída. Lombardo atendeu a todos para tudo. Na minha vez, brevemente fiz elogios à ele e comentei sobre o Minuto HM, pois ele olhou a camiseta. Ele autografou uma foto promocional dele, sendo o segundo autógrafo que consegui e, ao final, foram duas fotos, uma que “mostra” o momento da conversa e a outra com ele apontando para a camiseta, a meu pedido, fechando esta excelente noite.

Autógrafos Eloy Casagrande e Dave Lombardo

Autógrafos Eloy Casagrande e Dave Lombardo

Autógrafo Dave Lombardo

Autógrafo Dave Lombardo

WorkshopDaveLombardo_SP_0792 WorkshopDaveLombardo_SP_0793

Mais fotos do evento podem ser vistas aqui – e do Meet & Greet, aqui.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Exodus, Faith No More, Instrumentos, Músicas, Resenhas, Sepultura, Slayer, Testament

10 replies

  1. to começando a ler aqui
    irado demais!

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  2. Eduardo, excelente a cobertura , as fotos estão de espetacular qualidade. Dave Lombardo qualquer hora comenta por aqui, esperamos…
    E o evento seguiu uma prática atual das coberturas por aqui : A atração não deixou barato, valeu cada centavo investido, em compensação a estrutura deixou a desejar quando se fala em serviços. Não faz o menor sentido deixar os espectadores na garoa e no frio e além disso , já que todos esperavam, por que não fazê-los entrar e aumentar a arrecadação da casa em bebidas ou comidas ? Não faz sentido mesmo…
    Algo interessante é notar as diferenças dos kits , tanto nas peças quanto na forma de ajustá-las.
    A batera de Lombardo é mais tradicional ( mais metal),e tem aquele ajuste nos tons para deixá-los inclinados.
    A de Eloy tem uma disposição diferente, com um tom separado das demais peças e dois surdos, um de cada lado, algo bastante inusitado também.
    Alguém se atreve a explicar isso ?
    Vendo os vídeos, impressionou a velocidade dos dois, confesso ter ficado mais impressionado com Eloy, e concordo, me parece o melhor instrumentista na função no Brasil hoje em dia.
    Lombardo esbanjou simpatia e disponibilidade ao responder todas as perguntas e a que me mais me intrigou foi a questão envolvendo os pratos do álbum do Slayer, muito estranha forma de gravar o álbum.
    No mais , valeu trazer cada detalhe por aqui, e com certeza temos um baterista ainda mais competente após o evento agora.
    Vai escolhendo as faixas , ok ?

    Alexandre

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    • B-Side, os costumeiros agradecimentos a você pelas sempre gentis palavras e pelas contribuições sempre tão importantes a qualquer texto por aqui.

      É, mais uma vez se tratou de um evento que valeu muito a pena, mas que novamente pecou em organização – no caso deste evento, especialmente no início. Realmente tenho muita dificuldade em entender como é vantajoso (para não falar outras coisas) deixar pessoas que pagaram ingresso no frio e chuva ao invés de abrirem a casa para consumo e para verem a abertura daquilo que pagaram.

      E sim, os kits são bem diferentes mesmo, ótimo você ter trazido isso por aqui. A de Lombardo é realmente bem mais tradicional, tanto na configuração visual quanto das próprias peças mesmo – e nem preciso comentar que é o kit que eu mais gosto…

      O lance do Eloy com 2 surdos é bem legal – realmente a separação dos lados deve servir para determinadas viradas serem facilitadas, dependendo também de como ele ajustou o som de cada uma das peças para arrancar a sonoridade desejada… e deve ter uma questão pessoal envolvida, de gosto / costume.

      Sobre velocidade, até talvez pela questão da idade neste momento, Eloy me parece ser mais rápido hoje em dia. Aliás, depois do “workshow” dele, que impressionou e agradou a todos, esse quesito já estava preenchido na noite. Lombardo, que entrou “frio” e até mesmo bateu na trave com algumas notas iniciais, especialmente de bumbo, é obviamente uma autoridade no assunto também, mas nosso batera brasileiro é realmente um monstro…

      E sim, a questão dos pratos é algo realmente esquisito, e foi interessante ver a explicação dele ao vivo.

      Por fim, creio que do evento saíram muitos insights para outros bateristas presentes… não, não é meu caso, mestre… eu fui um mero expectador e apreciador, minha curva de crescimento, que é quase uma “reta curva”, se é que você me entende, já está quase no talo… a ruindade é gritante…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Oi,

    Dave Lombardo é a minha memória mais “percussiva” quando o assunto é heavy metal. Um cara autodidata (muito interpretam a palavra de maneira errada… autodidata é o cara que ESTUDA por si mesmo e não que NÃO estudou…) e que tem uma pegada bonita, pesada, clássica, gorda, fechada. Foi um enorme privilégio conhece-lo neste evento.

    Tirando a parte que você falou sobre a questão da entrada – que infelizmente já me acostumei quando os brazucas organizam – eu fico muito feliz que o Manifesto também organize este tipo de evento que serve para gente estudar e conhecer de perto os nossos maiores ídolos nos seus instrumentos.

    Quanto ao Eloy, o que dizer? O cara saiu do “Domingão do Faustão” para a maior (?) banda de metal do Brasil! Sem contar que com 23 anos tem a experiência de um ‘macaco’ (ops) velho, sendo um dos melhores na sua ‘posição’. Realmente foi um grande evento. Sem contar o batera do Torture Squad, Aquiles… Muito bom!

    É uma pena (lamento mesmo) que a imprensa especializada dê pouquíssima atenção a um mestre do seu instrumento, reconhecido por sua influência, técnica e história. Tudo bem, quando for possível, o MHM estará lá para dar sua versão.

    Parabéns,

    Daniel

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    • Daniel, agradeço a você também pelas palavras.

      Seus atributos que definem o som de Lombardo são precisos, excelentes.

      Sim, tirando especialmente a parte da entrada, todo o resto estava bem organizado e esse tipo de evento é realmente um privilégio.

      Eloy é isso aí, nunca foi uma promessa, sempre foi uma realidade… realidade esta que só está melhorando, e com o importante fator da humildade. Ele é realmente diferenciado. E vale sim um destaque para todos os outros grandes bateras presentes no palco e até mesmo na plateia do evento, como o meu mestre de bateria, Alan Marques, atual Sangrena.

      Acho que se a grande mídia desse atenção a este tipo de evento, ele não seria tão especial quanto normalmente são. Concordo com você, claro, mas ao mesmo tempo, ainda bem, pois assim os verdadeiros fãs acabam sendo privilegiados.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. (Mais) um vídeo de boa qualidade do evento:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. Interessantíssimo.
    Sabe, nunca fui a um desses workshops. Mesmo me considerando um admirador atento da boa música, não sou um instrumenta que vale o que come (mas posso animar um churrasco ao violão após a 5º caipirinha de todos os convivas). Será que um evento deste poderia ser proveito para mim?
    Quanto aos problemas de organização do evento, penso que em Porto Alegre avançamos um pouco nisto. Há alguns anos era parecido com o que tu relataste, mas ultimamente a organização tem melhorado um pouco, descontadas algumas exceções, é claro.

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    • Schmitt, valeu pelo comentário, sempre complementando tão bem os temas em pauta. Olha, vale destacar que este foi o tal de “workshow” que parece estar na moda hoje em dia, principalmente de artistas que possuem nome mas que hoje ou se afastaram de suas grandes bandas, ou estão precisando de uma graninha, ou ambos.

      Os tais “workshows” (clinics lá fora) são um pouco diferente de workshops, estes sim mais técnicos. Neste caso, foi um bate-papo aberto, com Q&A, com algumas dicas mais técnicas, mas nada demais também, e ele reproduzindo algumas coisas ao vivo na bateria.

      Se você não é músico mas anima um churrasco depois de umas rodadas de caipirinha, eu acho que eu não animaria nem um cara que ganhou na megasena com meu talento. Bom, digo isso pois até para para caras como eu, um evento assim acrescenta, sim, sejam pelas curiosidades contadas, um ou outro detalhe a mais, seja por ver o cara mais de perto ou tocando coisas mais b-sides, e depois um meet & greet… eu acho que vale a pena.

      Sobre a organização, ponto para Porto Alegre, que em geral para eventos, parece estar mesmo um passo a frente do restante, e isso é importante. Até entendo que o o bar não quer gente “bêbada” ou as vezes até aquelas brigas de bar cedo, mas não dá para entender o motivo de abrir tão tarde, e a falta de bom senso em um dia frio e com chuva… realmente, é algo que passa longe da minha compreensão…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Olha o Eloy um arranjo pra lá de musical de uma música da sua banda.

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