Aberto desde 2010, o museu interativo Rockheim – ou “Det nasjonale opplevelsessenteret for pop og rock”, caso o seu norueguês esteja em dia, é um uma das diversas atrações turísticas da lindíssima Trondheim, onde no mesmo dia pude sair dali e ver o Iron Maiden :-).
O local, que já foi um deposito de grãos, é bem próximo à estação central de trem, traz 3 andares de “música popular norueguesa” – e aí que está o ponto: o metal, especialmente o Black Metal, é um dos estilos que marca robusta presença com uma enorme sala dedicada ao estilo, além de diversas outras referências pelo museu.
Minha entrada foi por uma sala temporária, e confesso: me assustei com a chatice inicial. Uma sala com tablets grandes trazendo artistas da Escandinávia, especialmente do país, e, claro, tirando o A-ha, não vi muita coisa interessante. Mas foi só sair dali para que o museu ganhasse mais vida (a-ha – claro, ao ia resistir). Na verdade, não sei se ele ganha mais vida, ou morte, pois a sala do Black / Death Metal é realmente impressionante e traz, com uma riqueza de detalhes relevante, muito do nascimento e consolidação do estilo – ali no início para a metade da década de 1990, com muito foco no extremo que acabou gerando uma série de eventos destrutivos, especialmente com as igrejas queimadas, até os dias mais modernos, onde o estilo e bandas não são apenas conhecidos ou respeitados na Europa nórdica, mas globalmente.
Ícones como Enslaved, Darkthrone, Bathory, Immortal, Amon Amarth, e especialmente o que meu parco conhecimento deste estilo de metal indica como a banda mais relevante do movimento, o Mayhen, são retratados de diversos ângulos. Além disso, o museu traz muito das origens e fontes / referências ocultistas e satanistas que o estilo “bebe”, tanto com álbuns, , livros, recortes de jornais, reportagens das TVs, e a parte interativa por tablets e outras tecnologias – tudo isso acompanhado do som tocando ao fundo e a sala com pouca iluminação, fazendo o ralo do banheiro de qualquer um acender aqui :-).
Há poucas referências pelo museu ao metal clássico, mas há itens do Sabbath, Slayer, MetallicA, e outras bandas, mas de verdade sem destaques.
Outras salas do museu vão para o lado mais pop da música d e artistas regionais. Há uma sala com diversos instrumentos expostos, e espaços para gravação de sons de maneira eletrônica, além de salas que reproduzem bandas em tour: ônibus, bares, hotéis, e a parte que mais gostei – a sala que homenageia o Mayhem – me falta conhecimento para saber se é algum lugar famoso na história da banda, como onde eles começaram (é o que pareceu).
Há uma sala com um Cadillac que estava tocando música americana dos anos 1950, em uma das poucas referências aos EUA / mundo fora da Europa. Há ainda uma parte mais clássica, museu mesmo, trazendo como se gravava e se ouvia música, desde o vinil até os modernos reprodutores digitais e o atual streaming. E, sim, um café com uma boa vista / sacada para a cidade / porto, além de, claro, uma lojinha nas qual comprei uma camiseta e um “devil horns” classificado como “portas-chaves” :-).
Por fim, achei que há poucas referências à premiação do “Rockheim Hall of Fame” – mas pode ter sido eu não prestando tanto atenção nisso…
Bom… caso goste de Black / Death Metal, e tenha a oportunidade de passar pela cidade, obviamente o museu vira parada mandatória. É sempre bom prestigiar os raríssimos locais que focam em música e trazem o metal, seja em qual vertente, como destaque. E, sim, o Black Metal por onde sigo passando na Escandinávia tem um grande peso na cultura regional.
Com licença agora que vou ver se o banheiro está escuro de novo…
Galeria de Fotos:































































































































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Eduardo.
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Categorias:Artistas, Black Sabbath, Curiosidades, Mötley Crüe, MetallicA, Slayer
56º Podcast Minuto HM – 22/março/2024 – e a pausa dos podcasts…
Que maneiro esse lugar….esse poster do Sabbath ai com Dio da era Mob Rules / HH embora vc mesmo tenha citado que não tenha nenhum destaque. Esse poster é de produção normal e já encontrado.
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Rolf, realmente o heavy metal clássico não tinha muito destaque e os itens que achei são os que estão nas fotos.
[ ] ‘ s,
Eduardo.
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Muito legal, embora a parte do Black Metal para mim fica só no entendimento da cena e seus, por vezes, indesejáveis desdobramentos.
A foto do meu Sabbath preferido é sensacional.
Chamou a atenção a Flying V, a batera com ferragens mais modernas, a SG cereja.
Muito bom, presidente, ainda mais como souvenir da atração principal.
Up The Irons!
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Isso aí, B-Side. O foco aqui é muito o local, e o local traz as bandas nórdicas que o Kelsei tanto gosta, com alguns vocais que, entendo eu, cairiam no critério dele como “agressivo” (ainda que eu pessoalmente entenda ser mais assombroso mesmo).
A sala do Black Metal é muito bem feita, e mesmo a gente, mais “acostumado”, sai dali um pouco impressionado. Talvez não esteja tão acostumado assim, hehehe…
[ ] ‘ s,
Eduardo.
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Mas que coisa legal essa ai hein! Isso sim é que é beber da fonte!
A Noruega é um dos principais expoentes do Black Metal, com o Burzum (que criou o que muitos chamas do primeiro álbum de Black Metal da história, que é chato pra dedeu) e o Mayhem, como grandes protagonistas. Os dois principais nomes dessa cena já estão mortos.
O primeiro vocalista do Mayhem, que atendia pelo nome de Dead, cometeu suicídio e a cena acabou na capa de um EP (que não tem no Spotfy, mas vocês podem procurar por “The dawn of the black hearts” no google)! Já o guitarrista e um dos fundadores do Mayhem foi assassinado por um dos músicos do Burzum, em um atentado que teve uma Igreja ateada fogo (e que eu acho ter relação com as fotos da igreja em chamas que estão ai no meio). Virou filme, acho que tem na Netflix (que eu nunca vi)! Se chama “Lords of Chaos”, de 2018.
Uma coisa importante, e que eu acho crucial para esse gênero, é o tempo maluco da Noruega. Esse negócio de “sol de noite” ou “noite de dia” acaba por contribuir para a criação desses doidos e essas histórias.
Muito do que a Noruega cria em Black Metal é uma parte da fronteira que eu nunca consegui passar, por mais que eu tenha um pouco de experiência nesse gênero!
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Valeu, Kelsei, pela mini-aula – obviamente, você foi a pessoa que eu mais pensei quando estive por lá, hehehe.
[ ] ‘ s,
Eduardo.
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