Visitando o The Cavern Club São Paulo / The Cavern Restaurant São Paulo

Tendo tido a oportunidade de visitar rapidamente – mais muito intensamente – Liverpool no ano passado (post abaixo), e no mesmo post (na parte de comentários) já ter começado a colocar as informações que saiam do primeiro Cavern Club fora de Liverpool, estava mais do que na hora de visitar a unidade brazuca / paulistana…

Antes de começar a falar do passeio e do local, a ideia não é fazer comparações com o Cavern em Liverpool. Simplesmente não cabe. Eventualmente, entendo que vão sim acontecer algumas comparações, mas a ideia não é exatamente essa, e sim apontar características e o que entendo ser oportunidades para a nova casa…

Acordei ontem, dia 07/fev/2026, com essa vontade da visita “atrasada”. Logo fui olhar o site e o Instagram do local, mas confesso não ter entendido se poderia ou não visitar o “Club” – ou seja, onde temos o palco – em horário que não tem show. Isso, para quem foi no original – e para quem é turista / conhece o esquema do Cavern original – é algo que deveria ficar mais claro de saída – o mesmo para os horários de funcionamento da loja. De qualquer maneira, estando não tão longe do local, foi só juntar a família para ir.

Saímos de casa com o propósito de almoçarmos no restaurante do Cavern e visitar tudo que fosse possível ali. Com abertura aos finais de semana ao meio dia, chegamos no Shopping até um pouco antes, e as 11h55 já estávamos pelo local. Esse é o “horário família”, e a gente prefere do que ficar esperando no horário que todos gostam de ir almoçar, tipo depois das 14h00. O local estava totalmente vazio, apenas com os funcionários ainda se ajeitando. Eu realmente não sabia o que esperar – se iria ter ou não movimento – mas confesso ter ficado surpreso de não ter ninguém ali naquele horário em uma cidade como São Paulo… abaixo como funciona o restaurante no momento:

Ao entrarmos, o pessoal foi simpático, pois já entrei com o propósito de tirar as fotos sem ninguém. Confesso que achei estranho quando falei “vamos almoçar também” para uma das funcionárias, o que indica que deve ter mais gente que vai lá, olha, e vai embora sem consumir. Na unidade brasileira, é assim: a porta do lado esquerdo dá acesso ao restaurante ; a da direita, à loja (que também é bilheteria) e um acesso direto ao Club. Do lado de dentro, é meio que “tanto faz”, dado que, quando há shows, a parede de dry wall é retirada, e os ambientes viram um só. Mas achei a sacada muito boa: eles deixam fechada a parede quando não há shows, e podem integrar os dois ambientes, mantendo mais espaço de bar / comida e a possibilidade do lugar ficar muito maior durante os shows.

Obviamente, eu estava até mais interessado na parte Club que na parte Restaurant da coisa, então logo pedi para ver se podia pelo menos entrar para fotos, no que recebi a luz verde. Um rapaz me acompanhou por uma parte lateral de serviço, e pude visitar o local apenas com um técnico já iniciando os preparos de palco para o show cover da noite, que seria do U2 (um bom dia que escolhi ir apenas de dia, hahaha).

Após as primeiras fotos, voltei para o restaurante para fazermos o pedido, e ter mais tempo para visitar em mais detalhes – agora já mais “confiante”, fui pela porta principal mesmo, que estava aberta. Impressões gerais de todos os ambientes:

  • Diferente de Liverpool, onde cada ambiente é separado fisicamente (Club / Restaurante / Lounge) / Wall of Fame, aqui, ainda mais pela proposta, traz uma característica do local parecer muito mais um “Hard Rock Café” que um “Cavern Club”. É muito boa a sacada da parede dry wall removível para os ambientes, e agora, fica a vontade de ver meu primeiro show ali – que, obviamente, será algo relacionado a Beatles.
  • Em sua grande maioria e como esperado, a maioria dos items da memorabilia local é decorativa apenas, ou seja, sem valor histórico (mas com valor comercial em muitos casos). Há displays ainda vazios, o que indica que ainda o local está sendo montado – mais do que compreensível. Minha sugestão? Parcerias com o Cavern original, e com museus como o nosso em Canela ou o de Buenos Aires… e, claro, com o Minuto HM aqui (mandei mensagem pelo formulário do site para uma visita do blog, inclusive mandando o post de Liverpool, mas não tive resposta)… obviamente, um dono (que é brasileiro) que consegue abrir um Cavern em São Paulo deve ter muito mais acesso e possibilidades, mas de qualquer maneira…
  • Mesmo não tendo tantos itens raros, há sim alguns – como o jogo Jigsaw, que parece ser de época, um cartão postal do Fab Four, ingressos de shows, autógrafos, LPs, a lancheira do Yellow Submarine, e até um item com cabelo do John Lennon. O que falta? Assim como nos HRC tem, seria legal colocar as placas informativas dos itens com informações.
  • O cardápio do restaurante poderia ter mais itens ida culinária inglesa, como o famoso sticky toffee pudding… sim, estamos no Brasil, mas algumas coisas como esta fariam a diferença… eu fui babando por um, por exemplo… ponto positivo que tinha o fish & chips, bem servido, e meu macarrão estava espetacular, muito bem servido. Os preços, dado o local / área da cidade / padrão paulistano, ao meu ver, estavam dentro do esperado.
  • A loja, para minha surpresa, estava fechada (!), e assim ficou até 13h30, horário aproximado que saímos. Se eu quisesse comprar também o ingresso para noite ali, não poderia. Os funcionários do restaurante não podem vender. Uma das funcionárias mencionou que “a loja funcionava separado”. Um outro, mais atencioso, me explicou melhor que em dia de shows, o local abria em torno das 15h00. Enrolamos no shopping um pouco, as crianças tomaram sorvete, ganharam brinquedo (pai esfolado como sempre nesses passeios paulistanos, hahaha), e voltamos as 15h10, onde uma simpática atendente já estava disponível. Ponto positivo a muitos itens do merchan que são idênticos ao Cavern original, apenas mudando o nome da cidade. Comprei uma camiseta mais diferente das que comprei ano passado e uma caneca – e, enquanto isso, a loja vendeu outra camiseta para alguém que viu a porta aberta e entrou espontaneamente, dado que havia pedido para ver as camisetas e elas ficaram no visual de quem passava ali… mais um motivo deles pensarem na estratégia atual…
  • Ainda sem ver um show, não posso falar nada sobre o tema. O local me parece apropriado em uma revisão visual apenas, com essa vantagem da abertura dos ambientes.
  • Uma besteira, mas que talvez seja legal aos fãs mais hard core: que tal, na pia do banheiro, termos os perfumes igual na unidade inglesa? 🙂

Fiquei chateado em não ver mais gente comendo por lá. Antes de sair, chegou mais um casal, e as 15h00, parecia ter mais uma mesa ocupada. Mas pelo que falaram, é um local que vive a noite, e não o dia, e que tem show que eles tiveram que “fechar as portas” por lotação. E é isso que queremos: que o local prospere, siga crescendo e melhorando, e mais importante que tudo: que ele tenha vindo para ficar – eu valorizo muito e parabenizo o dono pela iniciativa – não é nada fácil um negócio como estes no Brasil, como sabemos. Ter um segundo Cavern no mundo, ainda mais sendo no Brasil, é algo especial demais.

Quero deixo claro que tudo que escrevi acima tem o objetivo de passar uma visão independente do que vejo de oportunidades para a casa. Nesta visita, fomos bem atendidos, a comida estava excelente, os vinhos ali no canto deverão ser consumidos em uma próxima oportunidade… o pessoal foi simpático em permitir que eu visse o Club, gostei muito dos ambientes casa, a decoração está no caminho e a loja tem itens muito legais aos fãs. E logo que nos sentamos, entrou uma playlist Beatles nos speakers, como esperado :-).

Essa foi apenas a primeira de MUITAS visitas que farei neste local – inclusive para comer “apenas” – e estou certo que o local vai só melhorar! E talvez até mesmo na semana que vem, com uma programação do Beatles4Kids no Carnaval!

Fiquem com um vídeo e com a galeria de fotos dos ambientes:

Galeria de Fotos:

Que pena não ter meu Pai para ir comigo… mais um post dedicado para ele…

Long Live Cavern São Paulo! Como se diria em 1964… I’ll Be Back!

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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2 respostas

  1. O lugar parece muito bom! As fotos ficaram ótimas. Minha preferida foi a dos meninos no palco.

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