Discografia-homenagem DIO – parte 17 – álbum: The Devil You Know

ÁLBUM: THE DEVIL YOU KNOW

* O Vinil 180g  The Devil You Know

* O Vinil 180g The Devil You Know

A CAPA DE THE DEVIL YOU KNOW

A capa de The Devil You Know

■ Gravação: 2008 – Rockfield Studios, País de Gales.

■ Lançamento: 28/04/2009.

■ Produtores: Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Mike Exeter.

■ O álbum atingiu #1 na Parada Billboard US Top Hard Rock Albums.

■ O álbum vendeu 30.000 cópias.

Faixas:

1- Atom And Evil –  5:15 6- The Turn Of The Screw – 5:02
2- Fear – 4:48 7- Eating The Cannibals –  3:37
3- Bible Black – 6:29 8- Follow The Tears  – 6:12
4- Double The Pain – 5:25 9 – Neverwhere  – 4:35
5- Rock And Roll Angel – 6:02 10 – Breaking Into Heaven – 6:53

Em 24 de abril de 2006, antes da última perna da turnê de Master of the Moon, Dio confirma em entrevista um projeto de coletânea de sua fase no Black Sabbath, com algumas inéditas, e que esteve em Londres com Tony Iommi para criação das músicas, que se desenvolveram muito bem. Em seguida desmente uma possível reunião com o Rainbow, dizendo que era ótimo que as pessoas ainda pensassem dessa forma, mas se houvesse alguma reunião com o Rainbow, ele não estaria envolvido. A seguir afirma que o novo álbum de sua banda seria com canções mais rápidas, porque ouvira comentários de seus fãs pedindo para que assim o fosse.

Antes do término da turnê, ainda em 16 de agosto de 2006, Dio confirma já estar finalizando as composições de duas novas canções para a coletânea, que se chamaria Black Sabbath: The Dio Years. Neste momento o projeto se restringiria ao lançamento do álbum em estúdio e nada mais.

As notícias do novo lançamento do álbum com esta formação geram ofertas de realizações de shows. Em outubro de 2006, os já fortes boatos do retorno desta formação se tornam realidade com o anúncio oficial pela banda da confirmação da realização da tour em 2007. O grupo anuncia também que não se intitularia como Black Sabbath e sim se chamaria pelo título do seu primeiro álbum: Heaven and Hell. Os motivos para a troca de nome são vários, desde a recente e conturbada briga pelo nome Black Sabbath a outros diversos rumores, mas aparentemente o real era manter uma dissociação com a formação original e suas músicas, já que a tour iria conter apenas músicas da formação com Dio e a banda não gostaria de criar expectativas ao público sobre a execução de qualquer outra música de outra formação.

O “lineup” original previa a participação de Bill Ward na bateria, mas em novembro o próprio Bill confirma os relatos de que não iria participar deste projeto, e apesar de supostamente ter iniciado os ensaios e aparentemente gravado as novas canções com a banda, não se sente confortável para continuar. A escolha mais do que óbvia aponta para o baterista da segunda formação Dio/Sabbath, assim em dezembro Vinny Appice é trazido para o posto e iniciam-se as gravações para não duas, mas três inéditas do álbum. Neste ponto Vinny comenta sobre as três faixas dizendo ter recebido o material para ouvir – as canções com bateria eletrônica – o que traz dúvidas sobre a participação de Bill Ward anteriormente nas canções.

Em 14 de dezembro de 2006, Tony Iommi, em entrevista, comenta sobre as três novas canções: uma mais lenta e pesada, chamada Shadow Of The Wind, uma com andamento mais rápido, The Devil Cried, e uma ainda mais rápida chamada Ear in The Wall – e que nenhuma das três teve participação de qualquer teclado.

Em janeiro, Dio e Geezer anunciam no programa de Eddie Trunk na rádio que o tecladista da turnê seria o então ex-integrante da banda DIO, Scott Warren, e o álbum Black Sabbath: The Dio Years iria ser lançado em abril de 2007.

Em fevereiro, em entrevista, Tony discute a possibilidade de um novo álbum completo com a formação Dio/Appice, não descartando a ideia, já que o sentimento ao criar as três novas músicas era que poderiam criar um disco inteiro. Nesta entrevista também se cita a possibilidade de gravação dos shows para um CD/DVD e os bastidores da ideia da reunião com Dio, surgida ainda em 2005 em tour com Ozzy, quando ele e Geezer chegaram a comentar como seria boa uma reunião com o baixinho para tocar as faixas de Heaven and Hell, Mob Rules e Dehumanizer.

A banda inicia os ensaios ainda em fevereiro e a seguir a turnê no Pacific Coliseum em Vancouver, Canadá, no dia 11/03/2007, com o seguinte setlist: E5150, After All (The Dead), The Mob Rules, Children of The Sea, Lady Evil, Ear In The Wall, I, The Sign Of The Southern Cross, Voodoo, The Devil Cried, solo de bateria, Computer God, Falling Off The Edge Of The World, Shadow Of The Wind, Die Young, Heaven And Hell, Neon Knights (BIS).

O primeiro single da coletânea sai em formato digital em 13 de março de 2007, The Devil Cried, com ótima receptividade de público e crítica. O álbum Black Sabbath: The Dio Years sai em 3 de abril, quando a banda já se encontra em plena tour mundial que se desenvolveria por mais de 8 meses!

BLACK SABBATH: THE DIO YEARS

Black Sabbath: The Dio Years

Faixas:

1- Neon Knights –  3:51 9 – Falling Off The Edge Of The World  – 5:03
2- Lady Evil – 4:23 10 – After All (The Dead) – 5:42
3- Heaven And Hell – 6:59 11 – TV Crimes – 4:02
4- Die Young – 4:44 12 – I  – 5:12
5- Lonely Is The Word – 5:50 13 –Children Of The Sea (ao vivo) – 6:12
6- The Mob Rules – 3:13 14 – The Devil Cried * – 6:01
7- Turn Up The Night – 3:42 15 – Shadow Of The Wind * – 5:40
8- Voodoo – 4:32 16 – Ear in The Wall * – 4:04

* Música inédita

A turnê de 2007 é um sucesso absoluto e abrangeria cem shows, no Canadá, Estados Unidos (duas pernas – em março/abril/maio e setembro/outubro), Suíça, Itália, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Holanda, Alemanha, Polônia, República Checa, Bulgária, Eslováquia, Grécia, Hungria, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, México, Japão, Singapura e Reino Unido – finalizando-se em 18/11/2007.

Em 28 de agosto é lançado um CD/DVD do show no Radio City Music Hall, em 30/03/2007, chamado Live From Radio City Music Hall.

Até outubro de 2007, era sabido que esta formação finalizaria a turnê e se separaria a seguir, no entanto em janeiro de 2008 Tony Iommi confirma a procura por uma gravadora para a feitura de um álbum novo da banda e uma subsequente turnê de divulgação.

* O poster que vem na edição em vinil

* O poster que vem na edição em vinil

As gravadoras escolhidas foram: a Rhino Records, para distribuição para o mercado americano, e a Roadrunner Records, para o restante do mundo. Com o título de The Devil You Know o novo álbum conteria dez músicas inéditas. No disco os teclados seriam executados pelo co-produtor Mike Exeter, que era conhecido, entre outros, pelo trabalho com engenheiro de som no álbum The 1996 DEP Sessions, de Tony Iommi. Scott Warren permanece na banda para a tour.

Antes da gravação do álbum, Dio iria realizar uma última mini turnê com sua banda em maio/junho de 2008.  A tour consiste de dez shows realizados na Europa, três deles em festivais na Noruega, Finlândia e Espanha. A formação do grupo DIO nesses últimos shows continha Craig Goldy (guitarra), Rudy Sarzo (baixo), Scott Warren (teclados) e Simon Wright (bateria). Os shows misturavam músicas da banda Dio e Rainbow, sendo retiradas as canções da fase Sabbath, confirmando que a formação Heaven and Hell continuava ativa. Seguem as músicas de um setlist típico da mini-tour: Holy Diver, Killing The Dragon, Don’t Talk To Strangers, solo de bateria, Sacred Heart, Rainbow In The Dark, The Temple Of The King, Kill The King, solo de guitarra , Rock ‘N’ Roll Children, Man On The Silver Mountain, Catch The Rainbow e Long Live Rock ‘N’ Roll. Seguem abaixo trechos do último show da banda Dio, na Espanha, em 21/06/2008:

A banda DIO ainda se reuniria uma última vez em 2009 para iniciar as gravações de um novo álbum, que, segundo informações iniciais, seria a continuação do álbum Magica. Na verdade, a intenção de Dio era gravar as partes 2 e 3 de uma trilogia, ou seja, os chamadas Magica 2 e Magica 3. Com Doug Aldrich no lugar de Craig Goldy, grava apenas o single Electra, que participou da pesquisa do MHM, sendo eliminada logo na primeira etapa da votação. A música fez parte da coletânea Tournado Box Set, lançada no início de 2010 e também de outra coletânea lançada de forma póstuma em 2012, intitulada The Very Beast Of Dio.

* A capa do Vinil de The Devil You Know

* A capa do Vinil de The Devil You Know

Voltando ao assunto principal deste post, o processo de gravação de The Devil You Know se iniciaria antes da segunda tour de Heaven and Hell em agosto de 2008, que se chamaria The Metal Master Tour. Nessa sequência de shows com um setlist mais reduzido abrindo para o Judas Priest e com a presença de Motörhead e Testament, há o resgate de pérolas como abrir o show como Turn Up The Night tocada em 30/08/2013 em San Manuel Amphitheater, San Bernardino, CA, USA. Os 15 shows incluíam outras músicas devidamente resgatadas da “Dio Years”, como Lady Evil, I, Falling Off The Edge of the World, Time Machine, The Sign Of The Southern Cross, Die Young e Voodoo.

O restante do ano é dedicado a descanso e finalização do álbum que seria lançado em 2009. O single Bible Black é lançado anteriormente em 30/03/2009 no rádio e a seguir no dia 31 em formato digital (iTunes) e em mini CD com Neon Knight ao vivo retirado do show no Radio City Music Hall em 2007.

O álbum finalmente seria lançado em 28/04/2009, e atinge o primeiro lugar das paradas de Hard Rock da Billboard, o terceiro entre os álbuns de rock, e catapulta a tour de divulgação em grande perspectiva.

A marcante e forte capa do álbum é adaptada de uma pintura de Øyvind Haagensen chamada Satan. Os números 25 e 41, que aparecem na capa, referem-se segundo Geezer a Bíblia – Mateus 25:41 – que fala sobre o último julgamento, onde os que sentam ao lado esquerdo de Deus, iriam para o Inferno. Há uma capa alternativa que sai apenas na cadeia Walmart:

A capa alternativa de THE DEVIL YOU KNOW

A capa alternativa de The Devil You Know

O CD sai com um making off em DVD, que mostra como entrosada estava a banda nas gravações do álbum.

DVD - THE DEVIL YOU KNOW

DVD – The Devil You Know

A banda sai em tour novamente em 2009, por quatro meses, também cobrindo os locais que haviam faltado das duas pernas anteriores, como a América do Sul (com cinco shows no Brasil) e Rússia e traz novamente novidades no setlist, como a intro de Country Girl e Die Young e as inclusões das novas Bible Black, Fear e Follow The Tears. Em grande parte dos shows a lotação da casa é esgotada e a receptividade é sempre excelente – banda participa dos grandes festivais da Europa em 2009, entre outros o Rockpalast  (Alemanha).

Além do Rockpalast, o grupo se apresenta no Graspop Metal Meeting (Bélgica), Gods Of Metal (Itália), Sonisphere Festival (Knebworth – Reino Unido) e o Wacken Open Air (Alemanha), em uma performance registrada em vídeo, que seria lançado oficialmente em 10 de novembro de 2010.

* Atualizado com a inclusão de fotos do Vinil adquirido por nós.

N.R.:

* O quarto lado de The Devil You Know

* O quarto lado de The Devil You Know

Em 2006, prever o retorno do Dio ao Black Sabbath era algo inimaginável para nós – afinal ninguém é futurólogo nesse blog – anyway…  a situação, porém, é facilmente explicável: as duas bandas estavam em situação nada animadora. A banda de Ronnie em um processo decrescente de criatividade, com os recentes álbuns sem grande repercussão, e o Black Sabbath em uma ridícula e estagnada situação desde 1997 – uma fórmula esgotada em poucos anos: os shows repetindo-se com as mesmas músicas, com participações em festivais (Ozz-fests e outros), setlists curtos, duas músicas inéditas em nove anos, que nem eram tocadas ao vivo, sem nenhuma perspectiva de um novo álbum, literalmente vivendo do passado nos últimos anos, desde reunião com Ozzy – ninguém aguentaria – talvez nem mesmo o dinheiro conseguiria manter tanta mediocridade. O problema era retornar com a formação que havia brigado tão fortemente há anos anos atrás. Como resgatar o grupo com tantas mágoas?

Após a proposta da gravadora e um encontro de Dio com Tony Iommi, a velha e preciosa faísca estava de volta, e com uma diferença na maturidade dos membros, que resolveram esquecer os erros do passado e facilmente produziram treze músicas em dois anos. A facilidade e genialidade para compor grandes faixas era o que deveria manter este grupo sempre junto, infelizmente não era o que tinha acontecido. E pensar que preciosos anos foram perdidos em grande parte por interferências externas – o quanto isso nos deixa decepcionados – pensar que poderíamos ter tido uns quatro ou cinco discos a mais desta formação, que por causa de fatores como a dupla Mrs e Mr Sharon Money Osbourne – é muito triste.

Mas iríamos ter uma chance de aproveitar o que resulta do novo encontro desses quarto grandes músicos (Iommi, Butler, Dio, Appice).  E resultado é óbvio – mais um grande disco.

* O destaque para o single Bible Black

* O destaque para o single Bible Black

Há um pouco de cada fase do grupo com Dio neste lançamento, a música de abertura Atom & Evil mostrando que o andamento marcado, e o timbre pesado característico de Dehumanizer estava resgatado. É uma excelente faixa que chegou a final da pesquisa do MHM, ouvir o solo de Iommi na faixa, com a cozinha Appice/Butler é de causar arrepios. O vocal de Dio, após o fim do solo, com a escala de Iommi em acompanhamento chega a nos causar lágrimas de alegria.

* Na contra capa - 3 lados do vinil com musicas

* Na contra capa – 3 lados do vinil com musicas

The Devil You Know tem outra inegável virtude, assim como o segundo álbum da banda, Mob Rules, traz um clima, neste caso soturno, que permeia a bolacha toda, e aí ponto a favor da produção, que nos detalhes (como por exemplo juntar as duas primeiras músicas, sem espaços entre elas) garante esse aspecto.

Temos em Fear mais uma grande faixa, destacamos o pré refrão, com voz dobrada do baixinho, novamente um trabalho impecável. A seguir a versão completa de Bilble Black (a vencedora da pesquisa do MHM) é bem superior a versão edit lançada dias antes, com a introdução e um solo que nos lembra Die Young do primeiro disco desta formação. A entrada do baixo e sinos pontuando o andamento, com Dio incialmente entrando suavemente e a mudança para o riff principal, onde Dio esbanja novamente a potência vocal pesada em acompanhamento da guitarra de Iommi, característica desta formação.

As músicas Double The Pain, Rock And Roll Angel e The Turn Of The Screw nos trazem à lembrança um pouco da carreira solo do baixinho, mas bem fortemente marcada, pois a cozinha e a guitarra pesada de Iommi sempre trazem ganhos as composições fortes de Ronnie.

Em Follow the Tears há o uso do baixo de 5 cordas de Geezer, num riff bem pesado de Iommi, cujos teclados trazem o clima sortuno, criando um clímax até a entrada da marcação da bateria que nos traz novamente a lembrança de Dehumanizer no riff principal, acompanhado pela melodia principal que avança até o marcante refrão – outra excelente música que foi incluída nos setlists da tour.

E Breaking Into Heaven finaliza de forma magistral o lançamento, sendo um dos destaques da bolacha, e a preferida de Alexandre B-Side. A performance de Iommi no solo e de Dio, coroa de forma definitiva o grande lançamento da banda e o eterniza como o quarto grande álbum de estúdio desta formação.

E novamente um sonho realizado nos shows da tour brasileira, que tivemos oportunidade de acompanhar no Citibank Hall no Rio, em um momento inesquecível do encontro da galera do MHM.

Dio sempre considerou importante o time trabalhando junto e não individualismos destemperados. A banda Rainbow, apesar dos excelentes discos e shows, pertencia apenas a uma pessoa que pouco aceitava interferências (Blackmore) e a banda DIO girava muito apenas em torno da presença do baixinho. Ao finalizar sua carreira com Iommi/Butler/Appice, Ronnie reencontra-se com sua banda favorita e produz mais um registro magistral, um prêmio para a sua carreira maravilhosa.

A seguir, na discografia-homenagem, teremos a abordagem dos álbuns ao vivo ao longo da carreira do baixinho da grande voz, até lá.

Flávio Remote e Alexandre Bside.



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20 replies

  1. Olá gêmeos. Parabéns mais uma vez pela riqueza de detalhes com relação a este release – que confesso – nunca ouvi, embora tenha visto o show (em vídeo) do Radio City Music Hall. Todos (do Minuto HM) as restrições que faço em relação à Dio/BlackSabbath, mas estou prestes a fazer reverência indo buscar o disco ‘por aí’.

    Obs.: 30 mil cópias… Um dado importante que mostra como estava a indústria em 2009 e como deve estar hoje.

    See U

    Daniel Jr

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    • Daniel, Muito obrigado pelos elogios, ainda mais de quem vem – ficamos muito felizes.
      Em relação ao Dio/Sabbath ou Ozzy/Sabbath – não dá para procurar uma coisa na outra – são duas fases muito diferentes e as vezes o duelo é inevitável – trazendo a famosa rixa que pode causar serios transtornos.
      Há aqueles que sempre sentirão saudades da fase Ozzy (talvez estejam matando essa saudade agora) e outros (poucos) que preferem a fase Dio.
      No NR nosso vale tudo, vale o gosto, vale o sentimento e aí não é a toa que estamos fazendo a discograifa – somos fãs do baixinho – não tem como negar. E mais, prefiro o baixinho junto com a trinca Iommi/Butler/Appice.
      Fiquei muito triste com a pisada no freio de 1997/98 – nada novo até a volta do baixinho (2007) São dez anos perdidos para uma banda tão importante – não precisava ser assim – cabia um esforço para manter a maquininha rodando, sem necessariamente viver do passado.
      Da fase Ozzy – sou fanzaço do Paranoid/SBS e Sabotage (principalmente)
      Da fase Dio – sou mais fã ainda e de todos, do Sabbath/Rainbow Heaven and Hell, do climático e endiabrado Mob Rules (um álbum impecável da NWOBHM- ainda não reconhecido até hoje), Do (na epoca) pesadíssimo e anti fantasioso Dehumanizer e deste que mistura um pouco de cada (endiabrado e pesado, com toques sutis do H&H)
      Se Voce não gosta dos que citei dos anos 80/90, não perca seu tempo – procure outra coisa. Se esta aberto a entendimento desta fase, indico qq um dos 4, com a ressalva de ouvir em alto e bom som. Se for ouvir este, indico Atom & Evil, Fear, Bible Black e a última – são testemunhos de um HM puro do pé.
      Seja como for, em qualquer fase do Sabbath – boa audição!
      Abraços
      Flavio

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  2. Putz, fico repetitivo aqui ao elogiar este excelente post. Parabéns a dupla de autores.
    Realmente chama a atenção a vendagem deste fabuloso álbum. Apenas 30.000. Impressionante.
    Foi muito legal o histórico da reunião, desde os rumores iniciais, a reunião para a coletânea The DIO Years que, aliás, na minha opinião, contém músicas excelentes e que, para mim, teriam ido mais longe na seleção feita no Minuto HM; até a feitura deste álbum impecável.
    Vi este show no Luna Park, em Buenos Aires, em companhia da minha, à época, futura esposa. Foi muito especial naquele momento e se tornou histórico e inesquecível uma que foi o último show que assisti do baixinho – melhor vocalista da história do rock. Sempre que vou a um show destes mestres vetustos que tanto admiramos penso que pode ser o último. Mas quando isto acontece mesmo, é duro de suportar. Repetidas vezes agradeci aos céus pelo fato de ter ido assistir aquele show. Lembro de estar tão entusiasmado com o show que optei por retornar ao hotel caminhando pelas ruas da capital portenha. Foram 4 quilômetros onde repeti na minha cabeça diversos momentos do show, comentando com minha esposa detalhes da apresentação. Sublime!!

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  3. Não sei se todos conhecem – eu não conhecia – uma música de 2008 com participação de Dio e Iommi – da banda Girlschool (que inclusive tocou hoje em São Paulo), álbum Legacy, o nome dela é I Spy. Foi lançada em duas versões e a abaixo traz os vocais do baixinho de grande voz ressaltados.

    É sempre bom ouvirmos mais uma música contando com a dupla Dio e Iommi – ainda mais quando se trata de um bom som:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eu não conhecia a música, e para uma primeira audição achei bem interessante. É muito bom ouvir algo que para mim era inédito na voz de Dio novamente . Achei a faixa de um peso absurdo,mas o que mais me chamou a atenção foi o Wah-Wah a plenos ” pulmões ” de Tony Iommi.
      Uma senhora cacetada, permitam-me dizer!

      Alexandre

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  4. Este disco é uma pérola! Seguramente superior ao novo do Sabbath; 13. A qualidade sonora é exepcional e letras e composições impecáveis. Se tivesse saído com o nome Sabbath teria muito mais vendas, com o nome Heaven & Hell ele ficou restrito ao nicho e entendidos.

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    • Leonardo, concordo… mas há mais um ponto a ser considerado aqui, além do nome “Black Sabbath” – e este nome é Ozzy (Sharon) Osbourne. Isso estou falando PURAMENTE em termos comerciais / marketing, nada mais. Vide o que estamos vendo agora acontecendo com o “13”…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Leonardo, obrigado por comentar por aqui. Aliás, um comentário muito coerente . Náo ter o nome Black Sabbath na capa deste excelente trabalho certamente prejudicou as vendas. A questão envolve diretamente o nome de Ozzy e sua esposa-empresária, é uma pena que precisemos a todo momento dizer como lamentamos atitudes como essa.
      E endosso sua opinião em relaçao a compará-lo com o novo 13.
      Dio esteve ao lado de Iommi e Butler por 4 vezes e nos deixou com quatro obras-primas, uma prova inconteste da química que esses monstros tinham quando reunidos.

      Saudações

      Alexandre Bside

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  5. Chegar a este post é um mix de alegria e tristeza – a tristeza é, claro, pelo fato tão bem comentado na sempre brilhante N.R. dos posts da discografia: por que DIABOS esta formação não fez mais álbuns? E ainda, claro, pelo falecimento de Dio tão pouco tempo depois (resultando, indiretamente, em nosso papo via Skype e a futura criação dos nossos encontros, os podcasts) – e pelo fim “forçado” desta discografia que poderia ter mais capítulos…

    Todo o resto é alegria. A alegria de termos tido a oportunidade destas 13 músicas novas de estúdio e de termos tanto material ao vivo, inclusive com os shows em nosso país. A alegria de eu ter decidido ir a ambas apresentações em SP, e não apenas uma como inicialmente pensei, sendo que na primeira pude ficar de frente a Tony Iommi na pista VIP, com ele exatamente ali, tão perto. A alegria, ainda, de relacionar este post diretamente ao nascimento deste blog. Sim, estamos falando de uma época onde os e-mails pararam e viemos para cá, sendo que os nossos primeiros posts eram praticamente sobre o que estava acontecendo com o Heaven And Hell. Basta navegar pelos primeiros meses de publicações, mas mais abaixo eu vou facilitar um pouco isso.

    Antes, vamos falar desta resenha – mais um capítulo muito fácil e agradável de ser digerido. Como seria a banda com Bill Ward? Será que teria dado certo, especialmente ao vivo? Eu acho que a escolha de Appice, ainda mais para a sonoridade buscada pela banda, foi mais que acertada.

    A entrevista de Dio para Eric Blair é um excelente resumo também da fase, e a sinceridade (eu, sinceramente, até acharia arrogância se não conhecesse o baixinho (Iommi também comenta tal facilidade) – mas ele não foi arrogante, apenas expôs os fatos) mostram o quanto esta formação poderia ter rendido mais. As músicas, de qualidade que não devem para nenhum outro álbum da discografia do Black Sabbath, especialmente os com Dio, ainda que ache que, se tivesse que colocar em um ranking os 4 discos, ele ficaria por último, o que não significa nada em termos da enorme admiração que tenho pelo trabalho – valoriza, sim, os outros três discos. Ah! E a brincadeira mencionada no making of, com o talco no secador de cabelo – muito boa :-).

    Me recordo da primeira “ouvida” no disco e como adorei, de imediato, aquelas 3 primeiras músicas, especialmente o clima de Atom & Evil, o início e refrão de Fear, com a voz dobrada, e Bible Black inteira. Aliás, Bible Black, com o efeito do reverb, me fez arregalar os olhos e sentir a força de imediato. Fiquei muito empolgado mesmo. As três próximas possuem qualidade, mas nunca me encantaram tanto, especialmente Double The Pain que, para mim, destoa das outras 9 + 3 do período, sendo até dispensável ou podendo ser algo bônus. Deste trio, Rock And Roll Angel e seu solo se destacam.

    Mas Follow The Tears, com aquele início, voltou a me empolgar, e muito. Um Sabbath purinho, colhido do pé, como diria o Rolf, que creio que tem como música favorita esta (eu fico em dúvida a minha, entre a primeira, Bible Black e Follow The Tears). Neverwhere é outra boa música, mas Breaking In Heaven fecha o disco realmente com maestria, e consigo ententer a preferência do B-Side, especialmente pelo trabalho de Iommi, que é de se tirar chapéus até dos manequins de lojas.

    Um disco fortíssimo de uma formação genial, sem comparações ou repetições. O trabalho da cozinha traz os elementos “sabbathicos”

    Ao vivo, a banda estava muito bem também. Dio já dava alguns sinais, entretanto, que a idade e a saúde já não eram as mesmas, o que afetava seu vocal, ainda que nada que tirasse o brilho. Por falar em brilho, registro aqui novamente a satisfação em ver com o pessoal dos shows de SP o tal brilho nos olhos durante os 2 shows, especialmente, claro, Rolf, que chorou em Heaven And Hell cantando comigo. É um dos momentos que guardarei sempre no coração. Uma pena que não tive com a galera no show do Rio, teria sido sem dúvidas outro grande momento, ainda que tivemos a chance de termos tudo registrado por aqui.

    Hoje em dia, minhas músicas prediletas continuam as mesmas daquelas audições iniciais, sendo que melhoram com o passar do tempo, aliadas à saudade e o buraco que jamais será novamente preenchido na música.

    A discografia é fechada com chave de ouro – ou melhor, com os ao vivo agora, ainda teremos uma chance de ouvirmos e conhecermos mais da carreira de Dio com tantos outros grandes músicos ao seu lado. Obrigado, Flavio, obrigado, Alexandre.

    Por fim, deixo o convite a todos explorarem nossos primeiros posts, ainda embrionários, mais simples do que vemos normalmente hoje no blog, porém com um valor eterno. Boa viagem no tempo, onde vocês encontrarão nossa primeira pesquisa, informações, reviews, vídeos e fotos dos shows do Heaven And Hell pela América do Sul (incluindo os shows de São Paulo e Brasília), entre outras lembranças:

    https://minutohm.com/2009/03/27/gostaria-de-saber-a-opiniao-da-galera/

    https://minutohm.com/2009/04/03/resultado-poll-1/

    https://minutohm.com/2009/04/09/trechos-de-the-devil-you-know-disponiveis/

    https://minutohm.com/2009/04/10/heaven-and-hell-the-devil-you-know-em-torrent-por-enquanto/

    https://minutohm.com/2009/04/17/letra-heaven-and-hell-bible-black/

    https://minutohm.com/2009/04/25/partes-do-chat-da-galera-do-minuto-hm-12-a-14-de-abril-de-2009/

    https://minutohm.com/2009/04/28/heaven-hell-show-secreto-e-videopodcast-do-bible-black/

    https://minutohm.com/2009/05/05/heaven-and-hell-esta-chegando-o-grande-momento/

    https://minutohm.com/2009/05/05/heaven-and-hell-hoje-e-o-primeiro-dia-da-turne/

    https://minutohm.com/2009/05/06/follow-the-tears-bogota-05052009-fragmento/

    https://minutohm.com/2009/05/06/hh-fear-bogota-050509/

    https://minutohm.com/2009/05/07/heaven-hell-bogota-em-hd/

    https://minutohm.com/2009/05/09/hh-argentina-falling-off-the-edge-of-the-world/

    https://minutohm.com/2009/05/11/heaven-and-hell-bible-black-video-oficial-hd-e-com-letras/

    https://minutohm.com/2009/05/11/hh-die-young-bh-10052009/

    https://minutohm.com/2009/05/20/heaven-and-hell-sao-paulo-15-e-16-de-maio-de-2009-fotos-by-jake-wizard/

    https://minutohm.com/2009/05/20/resultado-poll-4-heaven-and-hell-tocou-o-mesmo-set/

    https://minutohm.com/2009/05/26/heaven-hell-em-brasilia-review-e-fotos-movin-up/

    https://minutohm.com/2009/07/01/heaven-and-hell-%E2%80%93-sao-paulo-%E2%80%93-15-de-maio-de-2009-mais-fotos-by-eduardo-dutecnic/

    https://minutohm.com/2009/08/31/resultado-poll-8-atom-and-evil-a-melhor-do-%E2%80%9Cthe-devil-you-know%E2%80%9D/

    R.I.P., Ronnie James Dio.

    [ ] ’ s,

    Eduardo.

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  6. Eduardo,muito legal que você tenha nos trazido essa viagem no tempo para os primórdios do blog, e é até impressionante quantos posts foram feitos na ocasião da vinda desses quatro mestres do Metal para o Brasil e infelizmente pela última vez reunidos por aqui.
    Eu poderia agradecer novamente pelos sempre exagerados elogios,mas esse seu comentário me fez refletir na verdade é como que a realização do blog e a transformação das centenas de emails ( ainda que nem todos venham parar aqui, ainda que vários profundos conhecedores não consigam estar presentes aqui como nós e,acredito, eles mesmos gostariam) nesse acervo incrível.
    Dei uma linkada no poll que fez de Atom & Evil a vencedora lá em 2009 da melhor música ( algo que não se repetiu agora, quase quatro anos depois) e pronto!!! Lá estava todo o processo de votação, o gráfico formato pizza e a análise sua e minha do resultado da votação. Isso hoje, quatro anos depois, restrito a um ambiente de emails seria como realizar uma expedição arqueológica.
    Portanto, viva a biblioteca virtual do MInuto HM!!!!

    Alexandre Bside

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    • B-Side, eu me recordo de quando o blog foi criado e ainda estávamos todos aprendendo como era postar, como comentar e como colocar elementos como fotos e vídeos por aqui, a vinda dos mestres do metal “acelerou” muito tal aprendizado, pois começamos, no melhor sentido, a “loucamente” postarmos tudo: achávamos um vídeo no YouTube e pronto, já era motivo para um post :-).

      Veja bem: por mais que hoje pareça “bobo” perto dos posts atuais, eu nunca achei isso, e continuo não achando! Eu acho que o valor histórico é o grande barato hoje, e quando a gente dá a “nossa cara” para os posts, eles ficam ainda mais especiais. O material atual que vem sendo postado no blog é então algo que, em anos, olharemos orgulhosos – eu já sou, na verdade. As lembranças, aquele momento único, aquele texto, os contextos… a cada dia que passa, os posts ficam melhores e melhores.

      Foi um grande prazer realizar esta “expedição” pelo ano de 2009 no blog. O melhor é termos hoje tudo organizado por aqui, termos saído do e-mail. Não consigo imaginar o conteúdo que temos por aqui “perdido” pelas caixas postais de todos. Hoje, basta um “search”, uma navegação e lá vamos nós fazermos viagens atrás de viagens. Quando eu criei o que chamo de “MHM Classics”, que é um post “antigo” que divulgo por semana (aliás, bom ter falado isso, acabo de ter a ideia de passar a incluir isso no e-mail semanal!), me deparei a quantidade de coisas legais que temos. E o início do blog, com as postagens relacionadas ao Heaven & Hell / Black Sabbath, fizeram a gente chegar onde chegamos hoje. Por isso, este post do The Devil You Know é mais um marco para o Minuto HM!

      Por fim, é muito legal que tenhamos o “retorno” mais frequente do Abílio e do Claudio por aqui, que são parte do antigo listing. Eu, particularmente, acho muito mais fácil acessar o blog e comentar do que depender de e-mail hoje e espero que isso, aos poucos, também passe a ser uma realidade para todos os amigos que antes participavam mais ativamente – afinal, fazem uma falta tremenda por aqui! Eu também acredito que todos eles querem participar mais e espero que o blog facilite isso, pois hoje a liberdade de estar por aqui estando em qualquer dispositivo na internet ajuda bastante.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. Algumas faixas que Dio gravou com outras bandas já da mais um capítulo aqui…

    Essa é com Ronnie James Dio e Munetaka Higuchi

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  8. Remote, fantástica a atualização com fotos da bolacha adquirida – e curioso o quarto lado do vinil – tão curioso quanto bonito, imagino que ao vivo, muito mais…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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