Cobertura Minuto HM – Kiss em SP – 07/abril/2009 – bastidores

Sem delongas: eis um belo dia, no meu trabalho, que ganhei uma câmera descartável da Kodak de um colega de trabalho. Guardei-a, pois achei que um dia poderia ser útil. Apesar de não ser uma das maravilhas da tecnologia moderna, ela foi útil, sim. Então, em primeiro lugar, peço desculpas pela qualidade das fotos, que ainda foram escaneadas para figurarem aqui, mas vou ser bem sincero: foi o melhor que dava para fazer!

Acabei levando-a, sem grandes expectativas de qualidade, claro, ao show do Kiss em São Paulo. Levei-a porque minha noiva também foi, tinha o Paul voando em Love Gun, além da companhia dos meus amigos-irmãos Marcus e Rolf (anotaram a conta dos shows aí, já?) e do mestre Jake.

Chegando lá, a pista VIP nos esperava. Chegamos minha noiva e eu, visto que os bonitões acima demoraram demais um pouco para chegar.

Ingresso Kiss - Pista VIP - 07/abril/2009 - São Paulo

Ingresso Kiss - Pista VIP - 07/abril/2009 - São Paulo

Foi quando chegou um “conhecido” nosso. Ele, quem vem participando dos shows com a gente “por obrigação tabela”, me disse: “hoje tenho um presente para você”.

O presente era a fitinha mágica chamada “Kiss Produção”, para me dar o desejado acesso aos bastidores (dei um “zuada” no código de barras, ok?).

"Fitinhas" da pista VIP e da Produção do show

"Fitinhas" da pista VIP e da Produção do show

Bom, a dica era “falar inglês no celular” para dar uma disfarçada, afinal, como vocês sabem, muitas pessoas se conhecem lá trás. Lá fui eu, falando “esbroubles” no celular e passando pelos seguranças até chegar na parte de trás do palco.

Cheguei lá trás e vi as duas escadas que davam acesso ao palco. Uma delas estava cheia de coisas, era a de serviço. A outra, abaixo, era a que levaria o Dr. Sin e o Kiss ao palco:

Escada para o palco

Escada para o palco

Olhei para uma das paredes e logo vi qual seria a agenda do dia:

Agenda do dia

Agenda do dia

Do outro lado, parte dos boxes dos caras:

Boxes dos equipamentos

Boxes dos equipamentos

Me dirigi, então, para o “Kiss Production Office”. Entre famosos, trabalhadores e curiosos como eu, nada de especial para reportar aqui (ah! Aqui comecei a ver muitas, eu disse MUITAS mulheres… isso não faltava ali atrás)…

Kiss Production Office

Kiss Production Office

Usei o banheiro (vê se pode) e logo que saí, vi uma primeira “muvuca” mas para trás. Era o Pânico na TV! e as gatíssimas meninas do Pânico, as panicats paniquetes.

E, lógico, a popular Sabrina Sato também estava por lá. Ao seu lado, da banda “Destroyer Kiss cover“, “Fábio Stanley” (pelo menos foi o que me pareceu). Aliás, vocês viram essa notícia e fotos daqui? Mas que beleza…

Sabrina Sato (maquiagem) e Fábio Stanley

Sabrina Sato (maquiagem) e Fábio Stanley

Quando acabou o retoque da maquiagem, tentei chegar perto e tirar uma foto com ela. Como sou muito forte, consegui bater nos 3 seguranças dela e chegar perto da “maiden”. Na tentativa de tirar uma foto, estiquei o braço e ficou assim (sim, tem 1/4 de mim ao lado direito dela…) 🙂

"1/4 Eu" e Sabrina Sato

Tentei... "1/4 Eu" e Sabrina Sato

Bem mais simpática no momento menos acionada que a Sabrina, consegui uma shot melhor com uma outra paniquete, a diabinha do programa: Regiane Brunnquell, ou “Dany Capetinha“. Ela chamava muito a atenção de todos também: ela era um “desenho” de mulher, de tão bonita (de tudo)…

Eu e a Paniquete XXXX

Eu e a Paniquete "Dany Capetinha"

Bom, chega de papagaiada. Já estava satisfeito, pensei que ia ficar por ali mesmo. Olhei no relógio e eram 20h00, mais ou menos. Faltando 15 minutos para a abertura do show, resolvi arriscar e tentar subir aquela escada para o palco. E não é que deu certo? Falando qualquer coisa inglês no celular com o “Deus Metal”, subi e dei de cara com um monte de gente, e muitas mulheres, claro. Mas olhei para a minha direita e vi alguns “Kiss toys”. Essas talvez sejam as fotos mais legais deste post:

Olhem elas aí...

Olhem elas aí...

Cabeças...

Cabeças...

Já tínhamos ideia do setlist da noite, mas eu consegui ver aquele famoso papel antes mesmo do show, diretamente da fonte…

Setlist Kiss @ São Paulo - 2009

Setlist Kiss @ São Paulo - 2009

Esta era a principal mesa de som e, ao lado dela, uma parede com… “Kiss stuff”. Alguém se arrisca a comentar o que seria exatamente isso? Eu mesmo não entendi no pouco tempo que fiquei por ali…

Principal Mesa de Som

Principal Mesa de Som

"Kiss stuff"... vai saber...

"Kiss stuff"... vai saber...

De repente, começou a gritaria pois o Dr. Sin estava subindo ao palco. Gritavam: “tem que entrar as 20h15”. As mulheres tiravam fotos, aquela bagunça toda, e eu fui indo para… o canto do palco! Resolvi arriscar e ficar no canto do palco, e não é que eu consegui de novo? Estava vendo toda aquela galera na minha frente (cerca de 35.000 Kiss Army pessoas), caras, a emoção é única. Fiquei olhando o público por alguns segundos e me imaginando como artista… é surreal! Fiquei me imaginando ser um artista e dominar aquela galera… puts… (obs.: eu tirei umas 5 fotos da galera e palco, mas ficaram extremamente escuras). Tentei fazer milagre com meus recursos aqui, mas não consegui grandes resultados – o flash da máquina batia no primeiro objeto da frente (normalmente, os ferros de suporte do palco) e, assim, o fundo (o público) ficou escuro. Se eu tivesse com minha Canon, ligaria o flash em segunda cortina, mas… não foi o caso.

Voltando: o trio formado pelos irmãos Busic – Andria no baixo e Ivan na bateria – e pelo guitarrista Eduardo Ardanuy – passaram ali, do meu lado. E pararam ao meu lado. Fizeram uma corrente entre eles, falando, entre palavrões enfáticos: “aí, hoje é nosso dia! Chegamos aqui! Vamos abrir para o Kiss! Vamos detonar! Conseguimos!” e toda aquela coisa…

Aí uma das pessoas da organização falou comigo, em inglês: “step back”. Eu saí e os caras passaram correndo para iniciar a abertura do show…

Dr. Sin ganhando o palco em São Paulo. Notem a bateria à esquerda, acima.

Dr. Sin ganhando o palco em São Paulo. Notem a bateria à esquerda, acima.

Uma das coisas engraçadas que aconteceram (para mim, claro), também, foi uma garota ruiva, de regata, falando comigo: “ai, tá frio aqui em cima, né?”. Eu só tinha falado inglês lá em cima. Então respondi para ela: “hey, hi…”. Aí ela falou a mesma coisa em inglês para mim, eu acenei “sim” com a cabeça.  Ela era alguma coisa de alguém do Dr. Sin… mas não sei o que e de quem…

Bom, o show começou. Eu dei aquela última olhada lá em cima, tirei mais fotos (eram 27 poses no total que eu tinha na máquina, sem saber se conseguiria voltar aos lugares de novo) e desci. Fiquei lá fora mais um pouco, sentindo como era ouvir o show de trás do palco (mal se ouve, claro). Foi quando olhei para o lado e vi um brasileiro bem conhecido do metal: Andreas Kisser.

Eu e o Andreas Kisser, do Sepultura

Eu e o Andreas Kisser, do Sepultura, em 07/abril/2009

Essa foto se junta a uma outra que tenho do americano Derrick Green: ele estava no show do Paul Dianno no “Manifesto Bar“, em 30/janeiro/2005. Meu amigo Marcus também tem uma foto com ele (deixo para ele, então, fazer um post sobre isso depois)… aliás, a banda foi para lá após o show.

Eu e Derrick Green, do Sepultura, em 30/janeiro/2005

Eu e Derrick Green, do Sepultura, em 30/janeiro/2005

Voltei para a pista VIP para ver o show, que, na minha humilde opinião, foi muito ruim. Destaco apenas o final do show, onde o sucesso dos caras foi tocado…

Ao final da abertura, resolvi, obviamente, tentar voltar lá para trás. Consegui. Quando cheguei lá, a coisa estava muito mais “cheia”. Entre artistas, fotógrafos, curiosos e afins, ficamos esperando a chegada do Kiss (antes que eu esqueça, o alagoano da Globo Márcio Canuto assistiu ao show do Kiss ao nosso lado (Rolf, Alê, Marcus, Edu, Jake+esposa e eu) lá na pista VIP. Ele cantou, até…

Ficamos ao lado de uma BMW, aguardando o momento.

Foi quando 2 vans com os piscas ligados se aproximaram, para histeria geral. Os seguranças foram fazendo o tradicional cordão humano de isolamento enquanto a primeira van, com Simmons já maquiado no banco da frente, veio se aproximando. Eu estava literalmente “no meio da rua”, e fui puxado para trás. Nosso linguarudo predileto passou com a van na minha cara… foi sensacional.

Quando eles desceram do carro, todos viraram fã. Gritos de “Kiss” e para todos eles, mais para o Paul, foram ouvidos. Eu mesmo gritei e recebi um aceno. Eles ficaram aproximadamente 10 minutos ali, esperando para subir as escadas para o palco, conversando e ouvindo as músicas que estavam tocando (Eric e Paul brincaram bastante durante a última música do THE WHO que tocou antes da subida deles, fingindo tocar a música). Estavam realmente felizes e empolgados ali atrás. Foi muito legal!

Eu tinha 2 fotos na máquina. Só consegui revelar uma: estava uma zona, muito escuro, e não conseguia um bom ângulo para fotos. Outras pessoas tiraram, e ainda vou receber estes arquivos. Mas fiquem com esta da minha máquina:

Segurança à parte, vejam a banda mais a direita...

Segurança à parte, vejam a banda mais à direita...

Galera, é isso. Não vou falar do show, minha intenção era trazer um pouco da vida lá de trás, dentro do possível, visto que a máquina não ajudava, nem o tempo e meu conhecimento de onde eu poderia ou não passar e fazer lá trás. Mas excedeu minhas expectativas, e consegui ver muita coisa.

Espero que tenham curtido (puts, este post deu trabalho).

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, Discografias, Instrumentos, Kiss, Resenhas, Sepultura, Setlists, The Who

20 replies

  1. Eduardo,
    Muito legal a aventura, e o tal Kiss stuff ? – é uma incógnita mesmo, parecem coisas para retoque de maquiagem, talvez fosse bom perguntar à minha esposa ou à sua noiva, não?
    Interessante sua foto com o Kisser (Kiss – er???) é que tenho um relogio idêntico ao seu, porém que está arranhado, quer trocar?
    Abraços,
    Flavio Remote

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    • Remote, deixei no ar para ver se alguém matava… sim, tem relação à maquiagem deles… só não me pergunte o quê é o quê lá… hehehehe.

      Quanto à sua proposta do Iron Man, que não tem relação direta com o Sabbath (apesar de ele ir em todos os shows comigo), desculpe, sem chance. Mas posso garantir que o meu está muito mais arranhado que o seu, fedido, sujo, porco mesmo. Já troquei partes da pulseira algumas vezes, sempre quebrando no dia-a-dia do metal. Se você ficar com o seu, deve fazer um melhor negócio… hahahaha. Mas o bom do meu é que está aí, na labuta, sempre funcionando por completo (a luz verde já não é mais a mesma, mas ainda ilumina!).

      Aquele abraço,

      Eduardo.

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  2. Muito bonita a KISSquete…parabéns, muito bem contada toda a história!

    Abs.,
    Wagner

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  3. Muito legal o ” furo de reportagem ” … Me amarrei mais na foto das guitarras,alucinante…..Dá pra ver as 5 Les Paul e a explorer que Tommy Thayer uso ( essa última, mais precisamente no bis …) A minha preferida é a preta, mas dá pra sacar também a Les Paul prateada que foi destaque no show….
    As guitarras do Paul Stanley de perfil são muito parecidas , será que a que ele quebrou também estava neste case?
    Obrigado pela excelente contribuição , Eduardo…
    Mas e o show ? Quem poderia trazer uma resenha mais completa?

    Alexandre

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  4. show de bola esta resenha , de profissional valeu “mermo”

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  5. “Kiss Stuff” é Material do Kiss

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  6. nossaaa tbm fui no show e concordo que abertura não foi no nível ”KISS” merecido… mas mto boas suas fotos.. sonho meu ver tudo isso de perto mas peons tbm peguei um bom lugar no show!! afnal não poderíamos perder a lenda!!

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  7. E-mail do B-Side de 07/fev/2009, pouco antes do blog ser lançado, no clima da nova passagem do Kiss pelo Brasil:

    “A respeito do Iron e o Kiss, estarei vendo aqui no Rj . O KISS é mais por que eles vem aqui no RJ, certamente dos três shows ,o que menos me interessa …
    O KISS não lanca nada desde 98 , e não toca nada de inédito interessante desde a turnê do Revenge ( já se vão quase 15 anos ). Desculpem a acidez do comentário,mas a fase de retorno das máscaras é muito mais pelo visual ( meio velho,apesar dos disfarçados quilos de make up) , do que pelo som…Vale a pena ir por que não está mais caro do que os outros shows internacionais , tem o Eric Singer que ao vivo dispensa comentários ( que esteve no show de 1994 em São Paulo,certamente vai concordar …) e um Ace clone que faz os solos certinhos ,pois é o Tommy “Ace Sóbrio Clone” Thayer . A ideia de se tocar o Alive! todo neste último set list de 2008 ( como foi bem observado pelo Remote ) é até algo a se destacar,considerando que os shows mais novos não tinham nenhuma novidade…

    Gostaria de ver algo assim, poderiam tocar qualquer cd da fase clássica na integra,seria bem legal de ver …Mas acho muito pouco provável que eles se aventurem a fazer algo deste tipo. Cláudio ,andei lendo seus comentarios sobre o dvd do Paul Stanley,e também gostei do dvd ,embora ele não traga nenhum extra ,é basicamente o show e ponto final. Tem músicas bem legais, novidades como A million to one e Magic touch ( que você havia mencionado ).A banda é bem legal,o Brazuca da guitarra é excelente…..

    Gostei de ver algumas do primeiro disco solo, principalmente a Tonight you belong to me .Faltou a Take me away , outra de destaque daquele solo. Gosto das músicas novas, são meio modernosas, mas encaixam bem no set list…

    Falando em Magic Touch, realmente do Dynasty é a quarta música que vejo de alguma forma tocada ao vivo. Além das manjadas I was made for lovin you e 2000 man,apenas Sure Know Something tem versão ao vivo,mesmo assim apenas no Unplugged da MTV e no Symphonic .Na turnê do Dynasty( que aliás ,traz a banda em não muito boa forma ,com o já demissionário Peter Criss) ,eles tocam as duas manjadas acima, e ponto final .De novidade também um medley de gosto duvidoso trazendo três músicas dos solos de Gene ( Radioactive), Paul (Move on – que aliás está bem melhor neste novo dvd solo) e Peter (Tossin and Turnin- perfeitamente dispensável,diga-se de passagem).E New York Groove , do solo do Ace,música que ainda acompanharia a banda em outras turnês ,como a Reunion de 1996 e também a turnê do Unmasked .

    Em suma, um bom dvd pra quem acompanha a carreira do KISS, gosta do vocal do Paul Stanley ( que está excelente, embora refeito) , e gosta de uma respeitável banda de apoio.”

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  8. Ótimas fotos do show:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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