Discografia Scorpions – [CAPÍTULO 11]

{ World Wide Live – álbum ao vivo: 1985 }

Durante a turnê do Love at First Sting, em 1984, diversas apresentações da banda foram gravadas, dentre os mais diferentes locais de apresentação.

Já em 1985, após difícil escolha das melhores performances os SCORPIONS lançam seu 11º trabalho, o segundo álbum ao vivo da carreira da banda: World Wide Live (Ao Vivo do Tamanho do Mundo), novamente produzido por Dieter Dierks.

Os seguintes shows (todos realizados em 1984) foram os escolhidos para compor esta obra:

  • Sports Arena, San Diego, CA, USA (26/Abr)
  • The Forum, Los Angeles, CA, USA (24 & 25/Abr)
  • Pacific Amphitheatre, Costa Mesa, CA, USA (28/Abr)
  • Bercy, Paris, França (29/Abr)
  • Sporthalle, Colônia, Alemanha Ocidental (17/Nov)

O lineup se manteve inalterado, com a volta de Rarebell e Bucholz os quais haviam sido brevemente afastados no trabalho anterior, sendo novamente integrados ao grupo.

Lineup:

Klaus Meine: Vocal

Matthias Jabs: Guitarra, backing vocal

Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal

Francis Buchholz: Baixo, backing vocal

Herman Rarebell: Bateria, percussão

Tracklist:

Faixa Título Compositor Duração
1 Countdown Jabs, Meine 0:44
2 Coming Home Meine, Schenker 3:17
3 Blackout Kittelsen, Meine, Schenker 3:48
4 Bad Boys Running Wild Meine, Rarebell, Schenker 3:50
5 Loving You Sunday Morning Meine, Rarebell, Schenker 4:39
6 Make it Real Rarebell, Schenker 3:30
7 Big City Nights Meine, Schenker 4:58
8 Coast to Coast Schenker 4:45
9 Holiday Meine, Schenker 3:19
10 Still Loving You Meine, Schenker 5:49
11 Rock You Like a Hurricane Meine, Rarebell, Schenker 4:13
12 Can’t Live Whithout You Meine, Schenker 5:32
13 Another Piece of Meat Rarebell, Schenker 3:36
14 The Zoo Meine, Schenker 5:55
15 No One Like You Meine, Schenker 4:09
16 Dynamite Meine, Rarebell, Schenker 7:12
17 Can’t Get Enough, Parte 1 Meine, Schenker 2:05
18 Six String Sting Jabs 4:12
19 Can’t Get Enough, Parte 2 Meine, Schenker 1:54

E desta vez, uma capa sem polêmicas. Uma foto publicitária dos membros da banda em um cenário de palco, privilegiando pela primeira vez o logotipo SCORPIONS, além do nome do álbum no centro.

O primeiro release do CD trouxe apenas 15 faixas, deixando de fora Another Piece of Meat, Six String Sting e as duas partes de Can’t Get Enough. Entretando, a versão remasterizada, publicada em  continha o álbum original na íntegra.

Tour:

Como qualquer disco ao vivo, a turnê foi invertida, sendo que após a publicação do World Wide Live a banda correu o mundo divulgando seu mais recente trabalho.

E foi justamente durante estas andanças pelo mundo que os SCORPIONS aportaram pela primeira vez em solo nacional, participando do primeiro Rock In Rio, em 1985!

Ancorado por bandas do calibre de Queen, AC/DC ,Iron Maiden, Ozzy, Whitesnake e Yes, dentre outros, o evento conseguiu reunir inacreditáveis um milhão e meio de pessoas, se tornando o maior festival de rock do mundo!

E foi para este caloroso público que os alemães de Hanover tiveram seu recorde de público, ao se apresentarem para 350 mil pessoas, na contagem da organização do evento! Rudolph Schenker diria alguns dias após o evento que nunca imaginou que se apresentariam para tantas pessoas como em San Bernadino Valley, California (325 mil espectadores, como visto no Capítulo 10) e muito menos em uma cidade construída para o rock (em alusão à estrutura criada para o evento) com mais entusiastas ainda.

O ano de 1985 se encerra com Dieter Dierks trazendo uma proposta de show um tanto ousada, para o ano seguinte, aos alemães… Veremos em breve…

Avaliação:

Ao vivo no melhor momento! O World Wide Live aproveitou o maior momento da carreira da banda para divulgar ainda mais o trabalho dos alemães e expandir fronteiras.

Recheado com os grandes sucessos dos anos ‘80 da banda, este álbum ao vivo tem performance muito enérgica (comece a ouvir na ordem, começando com o prelúdio Countdown e continue) e contagiante, sendo presença obrigatória na estante de qualquer tipo de fã da banda.

Exercício de audição: Identifique como a platéia ainda apresenta pouco “cheer” no início das músicas do último álbum (Love at First Sting) quando são anunciadas por Klaus, por exemplo Big City Nights, e constate ao fim da faixa o nível de emoção de todos. Como se tratava de um álbum relativamente recente, muitos ainda não conheciam as novas músicas, sendo que no fim é o puro contágio do rock fazendo efeito!

Toda a banda tem performance excelente, revisitando seus sucessos agora favoritos de público. Destaque especial para Jabs que ao receber todos os holofotes para Six String Sting vai contra a regra e se mantém em ritmo de balada romântica no solo, deixando ‘arpegios’ à Malmsteen apenas no finalzinho da música, provendo a harmonia perfeita para entrarem com Can’t Get Enough Parte 2 e encerrarem o show. Literalmente, um show!

Premiações:

O World Wide Live ficou com a 4a. posição no chart da Alemanha e a 17a. nos Estados Unidos (vale lembrar que neste mesmmo período, uma banda chamada Van Halen [a qual teremos a discografia também publicada aqui no Minuto HM] vinha refazendo a história do heavy rock em solo americano, com 2º lugar nas paradas ao mesmo tempo em que os SCORPIONS estavam em sua melhor forma).

O segundo disco ao vivo dos alemães de Hanover também faturou dois discos de platina, nos Estados Unidos e mais dois também na Alemanha Ocidental.

O single No One Like You, ao vivo, deste álbum alcançou a 40a. posição na listagem de singles da Alemanha e a 16a. posição no Reino Unido.

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 4 estrelas ( * * * * )

Ouça: Blackout; Bad Boys Running Wild; Big City Nights; Still Loving You; Rock You Like a Hurricane; No One Like You; Dynamite.

[ ]’s

Julio.



Categories: AC/DC, Curiosidades, Discografias, Iron Maiden, Queen, Resenhas, Scorpions, Van Halen, Whitesnake, Yngwie Malmsteen

11 replies

  1. Julião, na discografia do VH vc sabe que pode contar comigo também, muito muito bom!!
    Sobre o World Wide Live, é uma pena que não há faixas da era Roth caso contrário este seria de longe o melhor disco ao vivo dos Scorpions, na minha opinião.
    Ah e o meu CD tem sim apenas 15 músicas, é o da versão magra! rs
    Falow!! Parabéns, ótimo texto.

    Like

  2. Julio,
    Excelente post novamente. Lembrar dos shows no Rock in Rio (não eu não fui, eu era piralho e apenas vi trechos na televisão na época) que poderiam estar também inclusos neste álbum. Lembro de gravar uma fita k7 que ouvi muito destes trechos do show. Hoje tenho em DVD a gravação do show na íntegra, mas a imagem/som é razoável. Lembro ainda da guitarra de Mathias que foi feita em homenagem ao evento (vejam no link http://www.fotolog.com.br/virgin_killer/12973292)
    Considero o álbum excelente, mas algumas versões em estúdio ficaram melhor. O que vale mais é a energia que transparece na bolacha. Aguardamos o próximo capítulo da sua excelente discografia
    abraços

    Flavio T. Ponts

    Like

  3. Um excelente post para um excelente álbum, também considero este um exemplo de gravação de álbum ao vivo, capturando fielmente a energia da banda.
    Até o próximo capítulo

    Like

  4. Julio, excelente o post… me fez até passar a estação que eu deveria ter descido no metrô. Escrevo voltando!

    Apenas acrescentando mais um comentário, muito interessante a questão que você aborda sobre a reação ainda “tímida” no início das novas músicas e depois a reação de aprovação do público. Mais interessante se pensarmos na questão da época, com tantos clássicos sendo apresentados ao mundo… não só do Scorpions, mas do rock e metal internacional…

    E hoje temos que rezar por algo de qualidade…

    Parabéns novamente pelo texto.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  5. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

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