Cobertura Minuto HM – Titãs em SP – show “Futuras Instalações” – resenha

O Minuto HM esteve nesta última sexta-feira, 28/outubro/2011, no Citibank Hall em São Paulo para conferir a apresentação da banda paulistana Titãs. Antiga Titãs do Iê-Iê, agora com 29 anos de estrada, a banda não precisa provar mais nada para ninguém e mostra o por que é uma das grandes bandas de rock nacional. Possui um repertório de hits que não deixa ninguém indiferente e mesmo trazendo novas “roupagens” e arranjos às músicas – alguns melhores e outros nem tanto – a banda soube muito bem conduzir um show quase impecável, não fossem por algumas poucas escolhas infelizes no repertório.

Outro detalhe negativo mas que não tirou em nenhum momento o brilho do show foi a total ausência de sons mais “lado b” ao longo do repertório. A banda visivelmente priorizou os sucessos e deixou de lado  aquilo que sempre agrada a todo fã xiita de uma banda: músicas “lado B”. Uma pena a banda não arriscar mais nestes sons. Antes, era comum a banda passar por toda a discografia e tocar um registro por CD. Deixar de fora sons do Titanomaquia e do Tudo ao Mesmo Tempo Agora é algo de doer no peito. E algo que eu nunca vi foi um show de uma banda como Titãs com mesas na frente.

Charles Gavin que foi o último Titã da formação clássica da banda a sair e hoje dedica-se, entre outras atividades, a apresentar o programa O Som do Vinil no Canal Brasil de TV a Cabo – por sinal, recomendo a todos que se interessam por música a assistir este programa. Gavin rebusca grandes clássicos da música popular brasileira e, juntamente com seus respectivos autores e compositores, disseca a obra destes artistas com muita pesquisa e informação  relevante. Como é bom poder ver um programa que fala sobre música feito por alguém que entende de música. Parabéns ao Gavin por nos proporcionar esta oportunidade.

Voltando ao show, a banda soube substituir muito bem essa importante parte da cozinha e um baterista muito competente suportou a banda perfeitamente utilizando inclusive bumbo duplo em algumas viradas e finais. Branco Melo se revezando com Sérgio Brito no baixo e Paulo Miklos estava empunhando mais uma guitarra, deixando o sax de fora, e Tony na guitarra com a sua tradicional Gibson Explorer – saudades do lenço no rosto no estilo “bandido de faroeste”. A banda subiu ao palco as 22:10 – com um palco sem nenhum apelo visual, mas com um excelente jogo de luzes – abrindo com a maravilhosa Lugar Nenhum – uma das mais arrebatadoras músicas da banda e uma das preferidas deste que lhes escreve.

Em seguida rolou Aluga-se. Um som de autoria de Raul Seixas que a banda já incorporou há algum tempo no repertório.

A banda segue com a segunda homenagem da noite tocando uma música chamada A Minha Maneira, da banda de rock portuguesa Xutos e Pontapés. A música é bem executada e bem aceita pelo público.

Foram 3 músicas cantadas por Sergio Brito que em seguida abre espaço para mais um clássico e Diversão retoma a empolgação do show com Paulo Miklos em forma total e com seu enorme carisma e qualidade vocal.

Em seguida a banda executa dois grandes clássicos Oitentistas: Sonífera Ilha e Homem Primata. O público responde com entusiasmo, afinal, são hits.

Em seguida vem A Melhor Banda dos Ultimos Tempos da Última Semana, do disco homônimo.

Em seguida vem uma das músicas novas em caráter experimental que, na opinião do blog, não foi uma das melhores escolha: Morto e Vivo que, sinceramente, poderia ser descartada do setlist. Mostra uma tentativa de buscar os antigos modelos de música inteligente mas não alcança o nível da banda.

Mais um “medalhão” é executado: Flores. Sem sax e com um andamento um pouco mais rápido, veio muito bem.

Em seguida vem Caminhos Ypacarai cantada por Sérgio Brito. Eu particularmente achei o som não tão interessante, mas teve todo o suporte e boa aceitação do público e serviu para trazer algo novo do material que esta por vir mas, sinceramente, fica difícil de explicar essa música.

Pra Dizer Adeus veio em seguida. Excelente som. Excelente hit.

Em seguida, Epitáfio. Um dos sons de maior sucesso da banda e que obviamente dispensa comentários. Excelente som e excelente execução.

Go Back é tocada e cantada pelo público. Bom som. A levada mais reggae foi mantida e ficou excelente também.

A banda toca em seguida um som novo chamado Tradição. Em minha opinião, a banda se mostrou um pouco insegura na execução do som. Paulo Miklos inclusive avisa ao público que o arranjo foi mudado no dia anterior. Foi visível que a mesma energia não foi aplicada ali e sinceramente não empolgou o Citibank Hall. Deixou a desejar. Miklos ainda pediu a letra para não se complicar. De uma banda profissional, por que passar isso ao público? Se não está pronta, por que tocá-la?

Comida é executada com um arranjo bem legal. A bateria com dois bumbos no final e em parte do arranjo ficou excelente.

Por Que Eu Sei Que É Amor é executada e mostra que mesmo sendo fora da “geração de ouro” da banda, boas composições foram feitas. Aí veio Cabeça Dinossauro, seguida de rápido solo de bateria muito bem executado, porém, curto… nada mais certo de se esperar. Levantou a galera!

Porrada (“nos caras que não fazem nada”), sensacional som da banda. Uma daquelas obras primas do rock nacional.

O Pulso, grande hit vem em seguida e o público canta uníssono.

Deixa Eu Entrar é uma parceria com o Sepultura e foi bem executada, mas também poderia ser dispensada. Som de um disco que eu não gostei, Sacos Plásticos, poderia ser dispensada, uma vez que outros discos não foram prestigiados.

Fala Aí, Renata, material novo que tenta trazer o som mais pesado da banda do passado, veio depois. Foi executada com Sérgio Brito nos vocais.

Vossa Excelência veio em seguida e vou te dizer, cantar essa música é melhor do que ir a um estádio e xingar um juiz de futebol. É quase uma libertação de tudo que a gente vê de absurdo aí na TV diariamente dos descalabros de políticos e gente dessa estirpe. Cantar o refrão é libertador… experimentem um dia!!! Você vai viver mais!!!!

Em seguida, vem uma seqüência pra fã nenhum botar defeito: AAUU, Polícia – tocada com velocidade no melhor estilo Sepultura – e Bichos Escrotos, com direito a reprodução do solo de baixo feito por Branco Melo e um rápido solo de bateria, nunca visto em bandas pop. Muito legal a sequência. Grandes clássicos! Viva Titãs!

O show acaba e a banda se prepara para a volta do BIS, que retorna com Família, sempre sendo considerada nos shows e recebida com muito entusiasmo. Nesta música, houve um endentado com Panis At Circense que ficou muito bom.

Em seguida vem Televisão com seus 29 anos de estrada colocando todos para cantar e, ao final, que em minha humilde opinião poderia ser melhor mas, como já dito anteriormente, a banda não arriscou, fechou-se com Marvin.

Foi um excelente programa para sexta-feira a noite. Queria dedicar esse post ao André (Andrezito), que é um dos profundos conhecedores de música e Titãs e para os amigos Marcelo e Lilian que estiveram conosco nesta noite que foi excelente!!!

For Those About to Rock… I Salute You!

Rolf.

Colaborou: Eduardo.



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Instrumentos, Resenhas, Sepultura, Setlists

8 respostas

  1. Rolf, muito legal ver este post por aqui, pelo jeito você se divertiu bastante no show…
    É uma pena que Charles Gavin tenha saído da banda também, agora são apenas 4 os integrantes originais ( que foram reduzidos à metade, não é isso?)
    Os titãs influenciaram uma inteira geração, e foi coverizados até pelo Sepultura , com a música Polícia.
    Ainda que eu não tenha uma preferência pela banda e seu estilo, e tenha lá minhas reservas em relação a um ou outro músico, preciso concordar e ressaltar a importância da banda para a abertura do rock como estilo musical da década de 80.

    Alexandre

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  2. Eu estava lá!! curtimos muito o Show…o Rolf foi muito acertivo com as palavras!! Parabéns.

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  3. Rolfístico, assim como o B-Side, a banda não tem muito lá minha preferência / gosto, mas é inegável a importância dela para nosso rock brasileiro.

    O post está excelente, como tudo que você traz por aqui. Parabéns!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Rolf, meu grande amigo. Obrigado pela homenagem. Titãs é tudo de bom. Todo dia, pelo menos uma música deles eu escuto no iPod. Sua resenha perfeita me remete aos vários shows deles que assistimos juntos nos anos 80 e 90, principalmente no Canecão e no Circo. Parabéns e obrigado pela homenagem e por estes minutos de prazer lendo a sua resenha e viajando entre presente e passado. Let’s rock man! Muitos abraços!

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