Cobertura Minuto HM – Água Brava no Rio Rock & Blues Bar – parte 1

Em 28/07/12, finalmente tivemos oficialmente a volta do Água Brava aos palcos para o lançamento de seu álbum, que vem sendo amplamente coberto pelo Minuto HM desde que o projeto ainda era algo embrionário. Na verdade, a banda fez antes uma espécie de “warm-up” tocando por pouco mais de 15 minutos no Tributo à Maldita, evento que teve a cobertura do Marcos Mustaine para o Minuto HM aqui.

Desta vez, a expectativa era de um show completo, no Rio Rock & Blues Bar, com a abertura do Black Zeppelin Project. Nesta primeira parte da cobertura, traremos um pouco do que é o local dos shows e algo da banda de abertura desta grande noite.

Reconhecidamente com poucos locais que prestigiam o hard-rock, o Rio de Janeiro tem no Rio Rock & Blues Bar uma boa alternativa para apreciadores de uma boa acústica e estrutura num cenário de menor porte, mas de grande qualidade . A casa, que fica na Lapa, na Rua do Riachuelo, numero 20, tem 2 ambientes para música ao vivo, ambos com estrutura de palco, espaço para público e mezanino e bar. O show que o Minuto HM cobriu se deu na parte superior da casa, onde o espaço de palco é maior e certamente mais adequado à eventos dessa importância.

O interior da casa traz vários itens ligados à música, como instrumentos e discos de ouro emoldurados, constituindo um interessante museu que por si só já vale uma checada no local:

Por volta das 23 horas, depois de algum tempo dividido entre beliscos, bebidas e boa música, começo a ouvir sons familiares da carreira do Led Zeppelin em playback numa espécie de mix abrangendo diversos dos sons clássicos da banda. É o início do show de abertura, à cargo do Black Zeppelin Project, que faz uma releitura bastante inusitada das canções do Led, usando elementos e ritmos diversos, como jazz, soul music, funk (não confundir com aquela “coisa” que chamam de funk carioca) e até sons mais brasileiros, como xaxado, por exemplo.

A banda emenda o playback abrindo seu show com Immigrant Song, uma senhora “cacetada” que me chamou à atenção de imediato. Ainda que possa causar certa estranheza para quem conhece os sons originais do Zeppelin pela “mistureba” que o projeto traz nas suas interpretações, é inegável a categoria dos músicos e surpreendeu-me muito positivamente as versões que o conjunto se propôs a nos trazer. Todos são ótimos instrumentistas, mas me surpreendeu demais e é preciso destacar o virtuosismo do baixista Didier.

Os covers se seguiram, com a execução de clássicos inquestionáveis como Stairway to Heaven, Dyer Maker e Kashmir, entre outras canções menos “standards”, como Dancing Days e ótimas rendições de Heartbreaker, Celebration Day e No Quarter

Quem quiser conhecer um pouco mais dessa proposta do Black Zeppelin, deve visitar a página deles no My Space:

A banda termina tocando sons como Wanton Song, Rock and Roll e Black Dog, com ótima pegada vocal e instrumental a cargo de Rogério Farner (voz); Didier Fernan (baixo); Alex Curi (bateria) e Sérgio Morel (guitarra) e saem do palco ovacionados, deixando uma grande responsabilidade para o Água Brava.

Responsabilidade essa que foi plenamente atingida e será assunto da segunda parte dessa cobertura! Abaixo um “aperitivo” dessa próxima parte:

Saudações

Alexandre Bside

Colaboraram: Flávio Remote e Leticia Santoro.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Led Zeppelin

5 replies

  1. Talvez por ser muito fã do Led Zeppelin, estranhei um pouco a proposta do Black Zeppelin. Mas há que se destacar o virtuosismo dos músicos (especialmente o baixista Didier Fernan). Excelente escolha e ótimo show de abertura! No aguardo da cobertura do show do Água Brava. Abraço!

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  2. Carlos, muito obrigado por postar seu comentário. A proposta do Black Zeppelin causa sim certa estranheza , principalmente se considerarmos que o Led Zeppelin fez álbuns sensacionais e as versões originais de suas canções são inalcançáveis.
    Entendo, no entanto, que a proposta do Black Zeppelin não é competir ou até mesmo comparar suas versões com as originais ( que estão no alto de um pedestal impossível de se atingir) .
    Vendo dessa maneira, a “mistureba” começa até fazer um certo sentido, e a banda é muito profissional na forma que as executa. Eu também tive certas reservas em especial com as músicas mais clássicas, como Stairway to Heaven principalmente .
    Mas outras canções que não tive a oportunidade de registrar em vídeo ficaram, pro meu entendimento, bem legais, como Wanton Song e Dancing Days.
    O Água Brava sai em breve, não deixe de acompanhar por aqui..

    Mais uma vez , agradeço suas palavras

    Alexandre

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  3. Olá…aqui Rogério Farner, cantor do Black Zeppelin…Queria agradecer pela matéria…Acertaram em cheio!!!
    Nosso trabalho não tem uma pretensão de soar melhor ou pior que o Led Zeppelin…simplesmente diferente…o lance é tentar ouvir sem pré concepções…mas acho que seria desperdício da nossa parte, até pq somos músicos bem experimentados, tentar seguir as cartilhas originais, e acredito que seria muita pretensão também, querer soar como o Led Zeppelin…
    O Led soava de forma única…No início é natural uma certa estranheza, pois as versões originais são definitivas!!!
    Grande abraço!!!!

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  4. Rogério, obrigado por comentar por aqui, seja bem vindo . O trabalho de vocês é muito interessante, fiquei realmente agradavelmente surpreso com as releituras de uma banda que dispensa comentários . A responsabilidade fica enorme, acho que vocês estão se saindo super bem mesmo.
    A questão de gosto é pessoal, assim algumas versões pro meu estrito gosto ficaram excelentes, outras eu ainda não consegui digerir. Mas a melhor sensação para quem conhece bem o Led Zeppelin é de ser surpreendido em vários momentos , e confesso ter aberto vários sorrisos durante a interpretações inusitadas que acompanhei nos shows.
    Desejo a vocês muito sucesso e continuem por aqui, contando conosco do Minuto HM para seguir suas próximas aventuras musicais !

    Um abraço

    Alexandre

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