Cobertura Minuto HM – G3 (Joe Satriani, John Petrucci e Steve Morse) em SP – pré-show / resenha

Fala, galera,

sexta-feira com chuva indo e vindo em São Paulo, um clima perfeito para caos na cidade. Mas ainda bem que hoje é feriado 🙂 .

É noite das guitarras na cidade. Não uma, nem duas, mas três. O G3, edição “South American Tour 2012”, traz John Petrucci (que acabou de tocar com o Dream Theater por aqui) e Steve Morse (Deep Purple) de volta ao país, além de, claro, Joe Satriani (atual Chickenfoot).

Farei uma cobertura um pouco diferente deste show, sendo que usarei apenas este post para as atualizações do “antes e depois” do show. Portanto, este post será atualizado não somente hoje, mas também nos próximos dias com comentários pertinentes às 18 cordas. E já adicionei os 3 widgets de setlist para que, assim que a comunidade inicie a atualização deles, todos já tenhamos o repertório listado por aqui, automaticamente.

Também gostaria de agradecer, e muito, aos amigos que fizeram uma mini-logística para que esse ingresso viesse parar em minhas mãos como um presente. Muito obrigado a vocês.

Vamos lá. A chegada se deu de maneira muito tranqüila, quisera o trânsito de São Paulo fosse sempre assim…

Mas claro que tinha que ter uma coisa ruim para falar. Estacionei o carro no “barato” estacionamento da casa (R$ 40,00) e logo outro carro encostou. O cara, bebendo, saiu do carro e avisou outra pessoa que ia urinar.

Eu, ainda dentro do carro devido à chuva, não podia imaginar que ele daria a volta para fazer isso entre o meu carro e o outro, talvez na minha roda. Foi quando eu abri a porta do carro para trocar “elogios” com a pessoa.

Eu tenho um certo imã para essas coisas, visto que, depois desse desagradável incidente, o que observo, aguardando o Marcus Batera chegar, é um movimento de pessoas bastante tranqüilas, está até um certo e atípico silêncio do lado de fora, apesar do intenso fluxo de carros chegando agora que falta menos de 1 hora para o início da aguardada barulheira.

As filas estão organizadas e está realmente um clima de sossego, com camisetas do Dream Theater, Deep Purple e, claro, as que nunca faltam – Iron Maiden – circulando.

Mas hoje valeu a pena esperar pelo Marcus: olhei para o lado e encontrei sozinho, ali, simplesmente Aquiles Priester. Ele foi muito simpático quando pedi para tirar uma foto e comentei que estava fazendo aula de batera com um professor que um dia foi aluno dele, o Tony. Tony “Festas”, ele te mandou um abraço.

Eduardo com Aquiles Priester

Eduardo com Aquiles Priester

STEVE MORSE

O primeiro show da noite foi do Morse que, pontualmente as 22h00, subiu a um palco com ótima qualidade de som. Morse tocou por 48 minutos e comentou que demorou para vir tocar a música própria dele, cerca de 40 anos, brincando que ele achava estranho por ele ter apenas 39 de idade, hehehe.

O Marcus comentou comigo que tinha até a impressão que Morse estava um pouco “nervoso” por estar tocando ali, sabendo que estava abrindo para músicos com o crachá de Dream Theater e Joe Satriani. Eu, particularmente, não “senti” este nervosismo, talvez um pouco de ansiedade no início, mas nada que fosse algo que abalasse sua performance, ainda que o Marcus tenha comentado também que, tecnicamente, Morse cometeu alguns erros – eu, mais leigo no instrumento, não detectei nada que pudesse comentar com todos aqui.

Morse fez um set bastante divertido, com músicas bastante distintas, mostrando toda sua versatilidade, usando inclusive um violão elétrico. A banda que o acompanhava, com um baixista excepcional, Dave LaRue, fez com o que o som tivesse todo o corpo necessário. Para terminar, um cover da setentista banda Dixie Dregs.

Steve Morse Band Setlist Credicard Hall, São Paulo, Brazil, G3 South American Tour 2012

JOHN PETRUCCI

Como é tradicional nas apresentações do G3, veio o primeiro intervalo para que, as 23h03, John Petrucci fosse o guitarrista da vez – e com um “convidado” mais do que especial e bem-vindo – simplesmente Mike Mangini, o novo baterista do Dream Theater.

Falando em Mangini, o cara realmente é um monstro. Ele estava fisicamente um pouco diferente do que vi em agosto, mas sua chegada “mudou” o som da bateria da noite, com seu estilo e pegada excepcionais. Ficou muito claro para mim que ele estava mais comedido, mais “na dele”, afinal, trata-se do G3, e não de um “D3” ou algo do tipo 🙂 …

Outro ponto que é legal mencionar: Mangini usou uma camiseta do Hangar (assim como o Nicko, do Maiden, já usou também), banda do Aquiles Priester, que tive a honra de conhecer na noite, e um dos bateristas que disputou a concorrida posição quando Portnoy saiu da banda, o que mostra, além da humildade já conhecida e comentada do escolhido ao cargo, como existe uma boa relação entre Aquiles / Hangar com Mangini / Petrucci / Dream Theater. Teria sido a camiseta entregue pelo próprio Aquiles exatamente nesta noite?

A marca principal do show do Petrucci foi sua precisão cirúrgica com seu instrumento – realmente um relógio suíço. Contando com o mesmo baixista, Dave, e com Mangini, o som ganhou um peso espetacular. Petrucci não perdeu a oportunidade de mencionar como acha Mangini “not human” – no bom sentido, claro – e como ele ainda se surpreende com o talento do músico. A relação dos dois parece ser a melhor possível, o que tira as chances, em minha opinião, de um possível e aguardado por muitos retorno de Portnoy à sua banda de origem. Petrucci encerrou sua apresentação em precisos 50 minutos.

John Petrucci Setlist Credicard Hall, São Paulo, Brazil, G3 South American Tour 2012

JOE SATRIANI

O último da noite era Satriani, que subiu ao palco já aos 12 minutos do sábado. Satriani não perdeu tempo e começou a despejar seus clássicos logo de cara, para alegria do Credicard Hall.

Infelizmente, o som, que estava impecável, teve um rápido problema em Crowd Chant, sendo que o volume da guitarra de Satriani foi para quase zero. O problema foi rapidamente solucionado, sendo que a guitarra voltou um pouco mais baixa que antes, ainda que depois de pouco tempo, voltasse ao ótimo volume antes do acontecimento.

Satriani é um guitarrista com um característica única e, como sabemos, é o “professor” de muitos. Em seu currículo, alunos como Vai e Kirk, do MetallicA. Seu talento e carisma saltam aos olhos e, na noite de ontem, tudo foi mais uma vez confirmado. Abaixo, dois clássicos gravados em vídeo:

Always With Me, Always With You:

Surfing With The Alien:

O show dele acabou as 00h55, com Satriani elogiando a terra da garoa como “best audience” do Brasil. Ele aproveitou para convidar os outros dois guitarristas para que finalmente o G3 estivesse reunido. Mas ficava a dúvida: cadê Summer Song, Satriani?

G3

Com o G3 alinhado, com Morse ao centro e os outros 2 em suas posições preferenciais de palco, a banda anuncia que tocaria uma música muito importante para eles: You Really Got Me ganhou sua versão com o genial trio que, para responder à pergunta de todos, “delicadamente” foi inserindo Summer Song no meio da versão!

Mantendo a sequência de covers, a próxima escolhida foi White Room, do Cream, sendo que a banda repetiu a dose, desta vez tocando um pequeno trecho do clássico Sunshine of Your Love, da mesma banda. E Eric Clapton vê três brilhantes guitarristas tocando o que ele criou ainda nos anos 60…

Para terminar o set, o tradicional e esperado cover de Neil Young, para levantar de vez a galera, fechando uma apresentação de 3 horas e trinta minutos!

Joe Satriani Setlist Credicard Hall, São Paulo, Brazil, G3 South American Tour 2012

Ainda vale mencionar como todos os guitarristas elogiaram seus parceiros em seus shows individuais (“melhores guitarristas do mundo”) e verdadeiramente se divertiram entre eles e com o público quando estiveram juntos.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Deep Purple, Dream Theater, Músicas, Resenhas, Setlists

16 replies

  1. Muito bom hein Edu! O episódio do cara no estacionamento foi hilário!!! Hahahahahahaha Caramba!! Você conheceu Aquiles Priester … O cara foi um dos participantes dos testes para baterista do Dream Theater, como já postamos aqui!
    Sobre o show, aqueles meus amigos (o que foi no show do Dream Theater e o pai dele) foram ao show! Chegaram a me perguntar se eu queria ir … Eles já tinham comprado ingressos para a pista “em pé”!!! Declinei o convite …
    Sei que o show deve ter sido muito bom … Mas prefiro ver o Petrucci no DT!! Hehehehehehehe
    Abs

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    • Chris, sim, já tinha visto o Aquiles no show do Scorpions, mas ele passou muito rapidamente e não deu tempo de reação. Ontem, eu estava sozinho e olhei para o lado, ele também sozinho e aparentemente tranquilo. Foi mais fácil.

      Ele foi realmente bem bacana, tirou mais de uma foto, conversei com ele sobre meu professor de bateria, que foi aluno dele. Logo mais, vou atualizar o texto com mais coisas do show e contar melhor também outra curiosidade que teve no show com relação ao Aquiles.

      Sobre o episódio com o “ser humano” aí do estacionamento, é lamentável em todos os sentidos – não há como não mencionar algo ridículo como isso. E mais: ponto negativo ao Credicard Hall também, que não tem gente suficiente para monitorar o estacionamento e evitar que coisas assim ocorram. Falo isso pois carros ficam abertos lá com eles e aí já viu tudo que pode acontecer, né?

      Uma pena que você não foi. Você ia ter se divertido, pois Mangini foi o batera do Petrucci. Mas deixa isso para o post, logo mais. Eu estava na “pista em pé” também, com o Marcus Batera.

      Volte depois que trarei mais coisas por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Nunca vi um show do G3 , e aliás , não sou muito chegado a lances solos de guitarristas renomados. Isso chega a ser curioso, visto que teoricamente seriam assuntos musicais de meu interesse, visto que a guitarra é uma das minhas obsessões .
    Nessa linha, acho alguns trabalhos do Malmsteen ( os dois primeiros ) e alguns do Satriani dignos de menção . Dos demais, nada me agrada muito, embora eu tenha uma grande admiração por vários deles, em especial o Petrucci , que pra mim é o último grande guitarrista que conheci até hoje .
    Essa formação do G3, no entanto, me parece ser a melhor, pela inclusão do Steve Morse , que tem uma predileção pessoal minha maior que o Steve Vai, não aqui discutindo qualidade técnicas comparativas dos dois guitarristas. A questão é pessoal mesmo, pouquíssimas músicas do Vai em seus álbuns solos me agradam.

    Espero que o show tenha sido legal, mas a minha opinião também bate com a do Chris, as criações do Petrucci funcionam bem melhor no DT.

    Fica a dúvida se rolou um papo do Morse ( que acabou de participar de uma super banda com o ex do DT) e o Petrucci sobre o Portnoy. Quem sabe o guitarrista louro não convence o patrão atual do DT a fazer seu filho pródigo retornar ?

    Eu por enquanto, fico no aguardo da continuação dessa super resenha

    Alexandre

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    • B-Side, ainda vou escrever mais neste post, mas a formação com Morse também me agrada. Eu, particularmente, gosto muito do Satriani e do estilo dele, ainda que isso de maneira alguma quer comparar talentos aqui – também é questão de gosto. Petrucci, por sua vez, é um relógio, uma precisão impressionante, nota a nota.

      Sobre seu comentário sobre um possível retorno de Portnoy, digo que não, meu amigo… Petrucci apresentou Mangini ontem como “not human” (no bom sentido, claro) e que ainda se surpreende com ele. Acho que um retorno não é impossível, mas diria que não há a mínima chance no que depende de Petrucci, pelo menos em um curto / médio prazo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Mais uma vez tour G em destaque mundial na metrópole paulistana!!! Quem não foi perdeu

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    • Olá, Henrique. Primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Obrigado pelo comentário.

      Realmente foi um show bem legal, e os músicos fizeram questão de demonstrar o carinho que possuem especialmente por São Paulo e Brasil como um todo.

      Continue conosco.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Estive no Credicard Hall ontem e foi um show ótimo como eu já esperava. Três dos melhores guitarristas em uma só noite é no mínimo pra se esperar algo excelente e realmente foi demais.
    Na minha opinião, comparando os três, acho que foi ficando cada vez melhor na ordem de apresentação, mas eu sou meio suspeito pra falar, visto que não sou grande fã do Dream Theater e Deep Purple, mesmo gostando, não posso me considerar fã. Já da carreira do Satriani, conheço todas e é o meu guitarrista preferido, então nada anormal em ter preferido a sua apresentação.
    O show durou muito tempo, se não me engano, foram 3 horas, o show mais longo que fui, mas valeu a pena o cansaço.
    Aliás, quando sai pra pegar uma água e voltar pro show do Satriani, encontrei dois caras com a camiseta do Minuto HM, entrando na pista, no lado esquerdo haha.

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    • Olá André, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM.

      Muito legal seu comentário. Também considero a ordem correta, ainda que isso nada tenha a ver com comparações diretas entre eles, apenas por uma questão até de, digamos, “história” com o G3.

      O show durou meia hora a mais do que o que você achou, hehehe. O post foi atualizado hoje com uma mini-resenha e alguns detalhes como este.

      Sobre os “caras” que você viu do blog por lá, eles eram justamente o Marcus e eu, Eduardo 🙂 .

      Continue conosco, aproveitando o espaço.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Muito legal a resenha, já vi os três em shows em suas respectivas bandas, exceto o Satriani que vi em fase “solo” e gostei muito. Aliás concordo com a formação atual G3, três gênios guitarristas de muito bom gosto, mas também não sei como me portaria com 3 horas de guitarra, guitarra e guitarra e guitarras…

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    • Remote, obrigado pelo elogio. Também já vi todos eles algumas vezes em suas respectivas bandas e o Satriani, sei lá, mais ainda. Bem legal mesmo essa formação do G3.

      Claro que o excesso de virtuosismo cansa um pouco as vezes, mas no geral, as horas passam rápido. Os “outros” músicos também são sempre excelentes (baixistas, tecladistas e bateristas), então há muita coisa para ser apreciada…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. O setlist do Joe Satriani tem um leve erro… ele abriu com “Ice 9” e não “Cool #9”

    Mas esse foi um dos melhores, se não o melhor, show da minha vida!

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    • Flávio, primeiramente, seja bem-vindo ao blog. Obrigado pelo comentário!

      Você tem toda razão na sua observação. A gente usa um widget de um site específico de setlists, “alimentado” pela comunidade. Esse item já foi corrigido por lá e automaticamente refletido aqui. De qualquer forma, muito obrigado pela informação.

      Legal que tenha curtido o show e fique a vontade para comentar mais dele por aqui, ou mesmo em nossos outros posts de sua preferência.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  1. Cobertura Minuto HM – Dio Disciples em SP – parte 1: pré-show e resenha | Minuto HM

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