Discografia MetallicA – parte 6: [Pré-MetallicA] Cliff Burton

É com muita honra e uma responsabilidade tremenda que este capítulo é feito e, de imediato, dedicado a este gênio que nos deixou tão cedo…

De Castro Valley, Califórnia, Clifford Lee Burton, o Cliff, nasceu no Eden Hospital (San Francisco) as 21h38 do dia 10/fevereiro/1962, filho mais novo de Jan e Ran Burton. Ele tinha dois irmãos, Scott e Connie. Seu pai exerceu a primeira influência para Cliff, apresentando a ele a música clássica (e literatura, como H.P. Lovecraft) e incentivando-o a iniciar suas aulas de piano aos 6 anos de idade. Na escola, Cliff já apresentava um nível acima dos outros alunos, dada sua alta capacidade de leitura. Burton-filho, em sua adolescência, também começaria a se interessar por rock e heavy metal e, já demonstrando grande capacidade para a música com sua criação teórica, ele flutuava também pelo jazz, southern rock, country e blues.

A família Burton perderia seu primeiro membro quando Cliff tinha apenas 13 anos: Scott. Cliff, a partir deste ponto, passou a se interessar pelo baixo e tinha o objetivo de homenagear seu irmão, querendo ser o melhor baixista para ele, que morrera de aneurisma cerebral na ambulância. Cliff passou a praticar muito, cerca de 6 horas por dia (prática que continuou mesmo depois dele entrar no MetallicA), tendo aulas com Steve Doherty, do ABC Music Studio. Com a proximidade do rock e metal, passou a ter como referências para criar seu estilo de tocar em excelentes nomes: Geezer Butler (Black Sabbath), Geddy Lee (Rush), Phil Lynott (Thin Lizzy), Lemmy (Motörhead) e Stanley Clarke (esse do mundo do jazz). Do lado da composição, Bach, Pink Floyd, The Misfits, Samhain, ZZ Top, Thin Lizzy, Aerosmith, Black Sabbath, Velvet Underground e Judas Priest. Também ouvia coisas como Simon & Garfunkel e já curtia uma nova banda que estava aparecendo, ainda no underground: R.E.M..

Aos 14 anos, Cliff entraria em sua primeira banda semi-oficial, ainda enquanto estava estudando na Castro Valley High School: EZ-Street. O nome era inspirado em um strip club da Bay Area, em San Mateo. A banda era composta por outros 2 futuros grandes nomes da música, que acabaram tendo seu merecido e reconhecido sucesso anos depois: o futuro guitarrista do Faith No More, “Big” Jim Martin (criador do grupo) e o baterista Mike “Puffy” Bordin, que também iria tocar no Faith No More (e Ozzy Osbourne). Completavam a banda Kevin Costa (vocal) e outro guitarrista, Danny Magalhaes, sendo que todos estavam na escola. Rocky Labour também assumiria as baquetas por um tempo na banda, entre outros nomes. Cliff já poderia ser visto com sua marca de baixo: Rickenbacker, como Lemmy.

Burton e Bordin

Burton e Bordin

EZ-Street

EZ-Street

Cliff não se mostrava muito interessado na direção que a banda estava indo, sob a liderança de Martin. O grupo tinha uma característica mais de ser considerada uma “banda de bar”, tocando covers dos anos 70. Cliff não queria se limitar e tocar aquele tipo de música – nas palavras dele: “pretty silly, actually… a lot of covers, just wimpy sh*t”. O grupo tocava normalmente no International Cafe, nas proximidades de Berkeley. O próprio Martin admitiria, em um momento futuro, que Cliff era diferenciado e que, normalmente, muito do que se vê em um palco é fantasioso – mas que, com Cliff, a coisa era diferente, ele não queria ser uma estrela, ele estava ali pela música. Fora da música, em 1980 e formado no ensino médio, Cliff já tinha também um perfil: calça jeans boca-de-sino, acompanhado sempre da bebida e da maconha, balançando sua cabelereira como ninguém e, low-profile que era, dirigindo a “The Grasshoper” – apelido dado para um station wagon da VW do ano de 1972, onde ouvia suas fitas de Lynyrd Skynyrd misturados com Bach.

DiscMet_6_CliffBurton_young_02

Cliff então se matricularia em uma faculdade, a Chabot College, para estudar música clássica e teoria. Lá ele voltaria a encontrar Jim Martin e novamente a dupla se juntaria, desta vez formando um power trio instrumental. O reencontro não duraria muito novamente, mas foi de grande importância para ambos. Cliff começaria a incorporar linhas harmônicas em que tocava, podendo colocar em prática seus aprendizados teóricos na faculdade e improvisando com distorção – muita distorção – influenciado principalmente por Lemmy, do Motörhead.

Aqui entra, claro, a clássica performance da dupla na “Hayward Area Recreation Department’s Annual Battle Of The Bands Contest”, de 1981, onde Jim Martin, já demonstrando sua versalidade que seria mais explorado anos depois no Faith No More, também entra na “orgia instrumental” (que tal esta definição?), usando inclusive um arco do seu violino Penderecki (homenagem ao compositor polonês de vanguarda). E Cliff já traria 2 cartões de visita ao baixo que se veria no começo do MetallicA. Já falamos deste grande momento no Minuto HM – faça uma merecida pausa no texto para ver esse grande momento aqui.

Entretanto, Cliff lentamente começava a deixar o estudo de música clássica de lado, focando seus esforços no heavy metal. Este não era exatamente o desejo de seus pais, mas eles aceitaram e apoiaram a decisão de Cliff, comentando que ele teria 4 anos para progredir com sua carreira. Seus pais lhe suportariam inclusive financeiramente, pagando pelo aluguel e alimentação, mas que ele deveria procurar por um emprego caso não evoluísse.

No ano de 1982, o baixista entra no Trauma (banda que ficou ativa de 1981 a 1985 e voltou em 2011), grupo este que já estava com espaço na Bay Area e marcada por sua intensa característica teatral e instrumental. Em uma determinada parte da performance, a banda tinha uma mulher (roupa de couro) amarrada a uma cruz e uma outra, loira em um vestido branco, sendo sacrificada em um altar, enquanto a banda tocava com gelo seco no palco. Em determinado ponto, uma cruz de ponta-cabeça, posicionada atrás de Cliff, pega fogo. O interessante, entretanto, é notar como Cliff não parece estar sincronizado com o que está acontecendo no palco, tanto em seu vestimento desconexo com outros membros da banda, como com seu instrumental calcado em esquisitas (mas lindas) linhas de jazz e outros tons mais psicodélicos. Notem ainda que ele acaba seu solo com o que veríamos em “(Anesthesia) Pulling Teeth” algum tempo depois…

Demos do Trauma

The Beat Of The Street:

Does The Music:

Enquanto isso, a nova sensação da Bay Area, o MetallicA, começava a ter problemas, especialmente com 2 de seus membros: Ron McGovney e Dave Mustaine, como já vimos. Lars já conversava com Brian Slagel no intuito de substituir Ron. O primeiro nome indicado para Lars foi o de Joey Vera, do Armored Saint, banda que já fazia parte da Metal Records. Entretanto, Joey tinha um comprometimento muito grande com o Armored Saint e seu nome foi descartado. Slagel, então, indicou a Lars que ficasse de olho em uma banda chamada Trauma, de San Francisco que, assim como a própria banda de Joey, era um dos nome que viria a aparecer no Metal Massacre II com a música “Such A Shame”.

Para que pudesse entrar na segunda versão da famosa compilação da Metal Records, o Trauma foi para Los Angeles. E assim, sem Ron saber, a dupla Lars e Hetfield foi conferir a performance do Trauma no Troubadour em 21/outubro/1982 – casa esta localizada no coração de West Hollywood desde 1957 por onde grandes nomes já haviam passado, como de Bob Dylan e Elton John.

Apesar do som da Trauma não ter chamado a atenção deles (e o próprio Cliff também já não estava mais se interessando pela linha que o grupo estava começando a seguir, mais comercial e, nas palavras do próprio, chatíssima), a dupla ficou impressionada com aquele “guitarrista” – sim, quando Cliff começou a tocar um solo tão rápido e distorcido (usando um pedal de guitarra para aumentar a distorção), apenas dedilhando (nada de palhetas), James achava que deveria haver algum truque ou alguma guitarra escondida atrás do palco, sendo que ele não acreditava que seria de baixo.

Lars colocou em sua cabeça que precisava ter Cliff na banda. O convite foi feito mas, apesar do interesse mútuo, Lars e James só conseguiram convencer Cliff a fazer uma jam com eles cerca de 4 meses depois. Cliff, já de volta a San Francisco e com o MetallicA aparecendo praticamente mensalmente por lá, sempre ia conferir a banda. Entretanto, havia mais uma importante questão e algo que seria um dos maiores marcos na história do MetallicA: de um lado, Lars, James e Mustaine estavam em Los Angeles e Cliff, por sua vez, odiava a segunda cidade mais populosa do país e não queria sair do seu conforto em San Francisco.

Com Ron fora da banda, inclusive sem local para ensaiar e vendo que Cliff realmente só aceitaria entrar no MetallicA caso a mudança acontecesse, Lars aceita as condições e convence os guitarristas a se mudarem para a Fog City – os 3 do MetallicA não tinham um laço muito estreito com Los Angeles e, apesar da mudança ser impactante, principalmente para Mustaine, que era um cara “bastante local”, a mudança se daria da noite para o dia caso o baixista aceitasse o convite.

Cliff, que era leal e não queria abandonar o Trauma, se vê cada vez mais limitado com seus companheiros, que queriam “podar” um pouco a liberdade musical dele. O MetallicA começa a persuadir Cliff intensamente para sua entrada na banda, ligando para ele frequentemente. Cliff continuaria rejeitando a proposta e tentando permanecer no Trauma, com o MetallicA usando a argumentação que se mudaria e, de quebra, não impediria Cliff de tocar da maneira que gostasse. Cliff, enfim, aceitaria o convite.

A mudança de cidade foi um win-win-win: o MetallicA se sentiu muito bem nesta mudança e logo San Francisco viraria realmente a casa da banda ; comercialmente falando, era hora de explorar mais a Bay Area e, por fim, ainda teriam o desejado baixista. Foi no dia 28/dezembro/1982 que finalmente Cliff entraria para o MetallicA, após um rápido teste que consistia em tocar uma música (Seek & Destroy) na casa do amigo e roadie Mark Whitaker. A banda, acompanhada de maconha e cerveja, começaria a traçar seus planos futuros.

Cliff em seu primeiro show com o MetallicA (05/março/1983), meses depois de ter entrado na banda:

Phantom Lord – segundo show de Cliff no MetallicA – San Francisco, 19/março/1983:

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Curiosidade adicional

Aria Pro II Cliff Burton Signature  |  Aria Pro II SB-1000CB Cliff Burton Tribute

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DiscMet_6_CliffBurton

R.i.P., Cliff.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

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21 replies

  1. Matéria magnífica,estão de parabéns…
    já sabia de tudo,mais a forma como descreveram,ficou muito boa.

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  2. Eduardo, o post deglutido em minutos de tão bom que é. Alguns adendos que são puramente minha opinião:
    Sou fã do baixista, aprendi a ser, e demorei para tal, mas sou fã. É um dos que não tem paralelo, assim como Geddy Lee, Harris, Sheehan, Buttler e alguns poucos outros. Acredito que a influência está em quase todos acima (exceto talvez o Sheehan, que é contemporâneo, acho que não influenciou). Quanto ao Lemmy, vou aceitar a referencia do som distorcido, mas não vejo mais nada. Acho que o Lemmy está anos-luz atrás de todos acima, e toca um baixo base (guitarra base com instrumento de 4 cordas mais grosas) que acho o oposto do que o Cliff fazia. O baixo Rick era usado por dois do que disse aí em cima pelo menos : Geddy e Geezer. Tem um video do Sabbath que vou soltar ai embaixo – é nitida a influência.

    O Trauma… ainda bem que ele saiu para o Metallica. Que som ruim, um lance meio hard, meio teatro, meio pop, meio nada a ver – e o Cliff sobrando ali.
    Mas antes o projeto com o Jim Martin – que doideira – mas olhem abaixo em 09:50 (mais ou menos) um embrião de uma música que seria bem conhecida mais a frente.

    E tem o Aria Pro – fui ver o baixo do cara, depois do Rick, é bem bonito, vi ele tocando no Cliff em All, já era um estilo mais moderno, com os 24 trastes exigidos por Orion por exemplo.

    http://www.metallica.com/news/20130116-463284.asp

    Faltava a 5a corda, coisa que se popularizou depois, acho que era inevitável o Cliff vir a usar, pena que o destino assim não quis.
    Um gênio e depois de sua morte a banda realmente nunca foi mais a mesma, acredito que mudou-se inclusive na divisão de governança, se é que se pode falar assim. Mas isso é história pra frente..
    Estamos prontos para o Início? ou falta mais um tal guitarrista? OU mais alguém? Isso (claro) não é comigo…
    Abraços
    Remote.

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    • Remote, legal que tenha gostado do post, afinal, a responsabilidade é enorme. Também concordo com você o que Cliff realmente se influenciou foi a questão da distorção, até porque se pegarmos do Ride The Lightning para frente, é nítido que ele evoluiu ainda mais como baixista e muito mais calcado nos outros exemplos.

      Sobre o Trauma, ao-vivo, também achei uma verdadeira salada, ainda que em estúdio a coisa funcione melhor e até agrade quando o hard rock é o foco. Mas claro que foi ótimo que Lars, Hetfield e Mustaine (!) tenham topado a mudança para a Fog City…

      Ahhhh… eis que chegou o assunto da quinta corda… sabia que você traria, hehehehe. É provável mesmo que ele viesse a usar, o destino infelizmente não proporciou isso, uma lástima. E talvez você pudesse fazer um duplo questionamento caso ele não usasse, hein? Hehehehe.

      Sobre o início, eu confesso que olhei o índice e tenho uma dúvida. O próximo capítulo que pensei seria o Kirk, para depois entrarmos em um post-link para o Metal Massacre e o Kill ‘Em All, post este que será chamado de “Early Days”. E ainda tem no meio um post-homenagem que farei às outras 3 bandas do Big Four. Só não sei se inverto o Early Days com o Kirk, afinal, a banda tocou com Mustaine antes do Kirk. Assim, virá um dos 2 como próximo, depois o outro, depois as outras 3 bandas, depois o Metal Massacre e aí sim, o primeiro disco de estúdio.

      Para quem esperou tanto, para que a pressa? 🙂

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Grande Cliff Burton. Meu artista morto preferido – compete nariz-a-nariz com Layne Staley.

    Mesmo não tendo grande participação na composição do Kill ’em All, vejo grande influência no álbum, mas isso discutiremos depois!

    O único ponto que discordo da maioria dos amantes de heavy metal/Metallica é que com Cliff Burton o Metallica não buscaria novos mares, ficando preso ao som original. Vejo o Cliff o grande responsável pela mudança sonora do Metallica na ponte entre Kill e Ride. O período de gravação entre os dois álbuns é muito curto (9 meses) para tamanha mudança musical, com mais variações de estilo.

    Sem falar que ele que apresentou Velvet Underground e Lou Reed ao Metallica… E outras bandas que fugiam do espectro musical no Metallica na época. Posso estar errado mas acredito que com Cliff, o Metallica também seria mais abrangente que outras bandas nascidas na mesma época. Mais abrangente e ousada? Quem sabe?

    Outro ponto interessante em respeito a Cliff é o respeito e admiração por parte dos fãs e dos membros atuais a Burton. Na comemoração dos 30 anos da banda, todos os dias havia uma referência a ele e toda vez que Orion é tocada ao vivo, Hetfield o cita. E quem segue o Hetfield no Instagram , vê várias citações a Cliff em algumas passagens.

    Abraço e parabéns pelo belo artigo,

    Glaysson

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    • Glaysson, infelizmente tenho muitos artistas “mortos” e não saberia colocá-los em um ranking… tem muita gente boa no céu, desde Bonham, Lennon, Dio, a lista é enorme… mas Cliff assumiria o baixo no céu, ou seja lá onde eles estão.

      Eu estou na sua linha também quanto à influência de Cliff na banda. Na verdade, ele já tinha um conhecimento teórico e uma abrangência muito maior que os outros “moleques”, que se interessavam mais em tocar muito rápido. A evolução que Hetfield, por exemplo, teve com Cliff é enorme, ainda mais com a saída de Mustaine.

      Obrigado e vamos em frente – ainda não sei quando, nem qual será o próximo post, mas vai sair, vai sair…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Vou de encontro à todos por aqui em trazer merecidos elogios para mais um capítulo ( ou pré) dessa que promete ser a melhor discografia do MHM.
    O assunto é o preferido entre 10 de 10 amantes do Metal e da boa música, pois aqui falamos de um gênio que se foi prematuramente. A minha primeira referência quando falamos de Burton é ” linká-lo” a Randy Rhoads, por ambos tiveram muito pouco tempo de duração em suas bandas ” oficiais” ( Randy deixou 2 álbuns com Ozzy, Burton deixou 3 com o Metallica), mas ao mesmo tempo deixaram muito em qualidade, e lacunas que nunca mais serão preenchidas de forma plena.
    Lendo e aprendendo muita coisa do maravilhoso texto acima, pude observar de onde vem a influência musical de Cliff que foi despejada no Metallica pra mim a partir do momento em que ele contribui de forma autoral na banda , mas precisamente do Ride pra frente, mas isso vamos falar conforme os capítulos se desenrolarem.
    Muito legal ver a influência do pai com a música clássica e com a literatura.
    Outro ponto legal foi acompanhar as influências de baixistas clássicos, e a utilização com bom gosto de 2 excelentes instrumentos. Concordo também que era muito provável que ele se dedicasse a conhecer as outras versões dos baixos surgidos mais recentemente, como os de 5 e também os de 6 cordas, quem sabe?
    Sobre o Trauma, alguma coisa boa sobressai num material de qualidade irregular. A proposta é meio estranha, com uma sonoridade mais pra trás, pode-se ouvir algo de THin Lizzy e UFO, com a teatralidade de um Alice Cooper, talvez. Falar em UFO e Michael Schencker é até meio óbvio para essa época, muita gente ( incluindo os guitarristas do Metallica) se inspiraram até em usar as Flying Vs , como vemos no Trauma.
    Também não sabia dessa mudança de cidade, ao ter Cliff na banda, enfim, que bom ter mais um post que só me agrega em conhecimento, tava realmente faltando isso na internet.

    Eu não vou tecer mais comentários sobre os álbuns com Cliff para esperar o momento mais apropriado. Mas é claro que ele foi um baixista que não tem comparação no Trash Metal. Até hoje , não encontro…

    Vamos ao próximo capítulo?
    Eu aqui fico salivando…

    Alexandre Bside

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    • B-Side, obrigado pelos elogios e legal esta referência a Randy Rhoads – infelizmente ambos tiveram muito pouco tempo, mas o legado é eterno e nunca deve ser “taken for granted”.

      Sim, a influência de Cliff seria ainda mais observada do Ride para frente, ainda que ele tenha já deixado muitas boas marcas no primeirão.

      É muito provável mesmo que ele experimentasse estes tais baixos de 5 e 6 cordas, B-Side – era um caminho natural…

      Boa observação sobre o Trauma, realmente uma banda meio estranha, parece mesmo um “catado” influenciado pelos nomes citados e ainda por cima, com um baixista que não se prendia a seguir minimamente alguma proposta deles. Por isso, a grande bagunça no som deles…

      Sobre a mudança de cidade, sim. O Cliff é tão importante para a banda que isso as vezes passa e a gente não se toca que, na verdade, o MetallicA nasceu nas cercanias de Los Angeles do que em San Francisco, mais foi na lindíssima cidade da ponte mais famosa do mundo que eles finalmente se considerariam “em casa” – e graças a insistente teimosia do baixista – para vermos que nem sempre a maioria vence e também que, quando se quer mesmo alguma coisa, dá-se um jeito…

      Como venho dizendo, estou confuso mentalmente quanto ao próximo capítulo (eu disse que esse negócio de discografia não é muito para mim), mas já que me meti nessa, peço mais um pouquinho de paciência para eu me desenrolar mentalmente e ter um tempinho para fazer, ok?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  5. é impressionante o grau de qualidade dos posts dessa série. é realmente surpreendente tudo que temos visto aqui. As pesquisas, os pontos de vista , a abordagem, os fatos ilustrativos, a capacidade de narrativa e a facilidade com que se é possível deglutir – parafraseando um comentário
    acima – o post e toda a sua cadeia de informações geradas em grandes linhas. Eu, com meu conhecimento rasteiro da banda – nada que qualquer apreciador do gênero não conheça – passo a aprender e ter os posts como grande fonte de informação.

    Eu sempre tive uma admiração muito grande por todos que se aventuraram por aqui, mas quando vemos coisas assim, fica difícil de expressar em palavras o quanto isso é impressionante.

    Eu só tenho orgulho. Me emociona mesmo ver o quanto o blog é rico e quão longe isso aqui pode chegar

    Eduardo, meu irmão, sem palavras ate aqui e só espero que o tal “desenrolar mental” citado por você paire por pouco tempo na sua mente. Esqueça sobre o tal “peso de responsabilidade” você está honrando de forma brilhante essa banda que merece todas as homenagens possíveis por toda a sua história memorável e seu legado ……..ainda mais por você que é um dos fãs irredutíveis dos caras e escreve com a maior das propriedades. Fique tranquilo, bicho. Você já mostrou que isso aqui é histórico.

    For Those About To rock…..I Salute You

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    • Aparições do Rolf por aqui devem ser celebradas e eu só posso ficar honrado e feliz com as palavras. Muito obrigado, cara. Realmente o blog ganhou uma maturidade impressionante e agora o desafio em manter o nível é sempre mais intenso, mas creio que com o “time” que temos por aqui, lendo e contribuindo, essa é a menor das preocupaçações.

      Obrigado mesmo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. A banda Trauma voltou – e já com trazendo, em uma homenagem, sons que foram escritos por Cliff Burton e que não estavam disponíveis até então. Vale a pena conferir o link (que possui vídeos) abaixo:

    http://www.blabbermouth.net/news/cliff-burton-featured-on-scratch-and-scream-reissue-from-his-pre-metallica-band-trauma/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  7. Blog e canal do YouTube referenciado nas tags do canal de YouTube “Vai Sabrina”:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Ray Burton, pai do Cliff, recebendo o pacote especial comemorativo aos 30 anos do Master Of Puppets, chamado “MetallicA: Back To The Front”.

    E aqui Lars e Hetfield falando do novo livro:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Uma homenagem legal de produtores brasileiros ao Cliff em sua marca registrada no álbum de estreia da banda.

    Vale a pena ler os créditos do vídeo e preferencialmente vê-lo pelo celular para maior interação com o 360º, especialmente de óculos de VR estiverem disponíveis.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  10. Muito legal, Eduardo. Cliff era um gênio mesmo, cada vez mais isso fica claro.

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