
Entrando pela reta final dos apêndices que estão compondo em paralelo a discografia do KISS, os próximos capítulos trarão um apanhado daqueles que talvez melhor atuaram como músicos de apoio à Gene Simmons e Paul Stanley, a partir do momento em que os membros originais Peter Criss e Ace Frehley já não estavam na banda. A estabilidade buscada por Paul e Gene, que haviam acertado com Eric Carr, voltou após o turbulento período com Vinnie Vincent e Mark St John, no exato momento em que eles colocaram Bruce Kulick na banda. Bruce, o irmão mais novo de Bob Kulick, sempre foi um cara ideal para apoiar um projeto, uma banda ou mesmo contribuir na carreira-solo de algum artista.
Neste capítulo vamos entender um pouco da jornada de Kulick antes do KISS, particularmente o período junto ao grupo Blackjack, e o seu trabalho posterior em um dos grupos mais interessantes oriundos de algum membro da banda, o Union, formado prioritariamente por Bruce e John Corabi, recém saído do Motley Crüe.
A jornada de Bruce Kulick na carreira musical, sempre como guitarrista, surgiu ao seguir os passos do seu irmão mais velho, Bob Kulick. O grande talento de Bob sempre abriu portas para o músico, desde os ‘ghost works’ no KISS, mas também em bandas como WASP, mais à frente, e Bruce sempre esteve acompanhando o desenvolvimento de seu irmão. Após algum período participando de sua banda de infância KKB (formado a partir da primeira letra dos sobrenomes dos amigos Kulick, Katz e Bois), Bruce consegue participar profissionalmente de turnês ainda em meados da década de 70. Ainda nos anos 70 se destaca a sua participação junto do irmão Bob na turnê mundial de divulgação do multiplatinado álbum de Meat Loaf, “Bat Out Of Hell” (cerca de 43 milhões de álbuns vendidos até este momento). Os shows duraram cerca de 1 ano, entre novembro de 1977 e outubro de 1978.

Depois dos shows com o Meat Loaf, Bruce formou o grupo Blackjack, com Michael Bolton e um nome que seria conhecido no KISS, por gravar, mais à frente, no álbum “Creatures of The Night” o baixo da música “Danger”: o super talentoso Jimmy Haslip, com grande experiência em jazz e vários Grammys no bolso. O grupo contava também com Sandy Gennaro na bateria e com o Blackjack Bruce gravou 2 álbuns.
ÁLBUM: BLACKJACK – 1979

Lado A
1. Love Me Tonight – 2:59
2. Heart of Stone – 3:54
3. The Night Has Me Calling for You – 4:35
4. Southern Ballad (If This Means Losing You) – 3:45
5. Fallin – 3:33
Lado B
6. Without Your Love – 3:46
7. Countin’ on You – 3:38
8. I’m Aware of Your Love – 3:38
9.For You – 4:44
10. Heart of Mine – 2:56
Lançamento: 18/06/1979
Produzido por: Tom Dowd
O álbum chegou ao 127º lugar nas paradas da Billboard
Para o álbum foram lançados 2 singles, ambos em 1979. Inicialmente o grupo e a gravadora apostaram na faixa de abertura “Love Me Tonight” que atingiu o 62º lugar nas paradas Hot 100 da Billboard e foi divulgada também através de videoclipe:
Em seguida, foi lançada “Without Your Love”. Ambos os singles foram lançados em compacto com o lado B trazendo a faixa “Heart of Mine”. Também “Without Your Love” foi divulgado através de videoclipe:
No álbum são creditados Jan Mullaney nos teclados e Chuck Kirkpatrick, Tonny Battaglia e Eric Troyer nos backing vocals. Apesar do grande apoio da gravadora, o álbum obteve apenas repercussão moderada, apesar das boas críticas da mídia especializada. A gravadora continuou apostando na banda, para o lançamento do segundo álbum:
ÁLBUM: WORLDS APART – 1980

Lado A
1. My World Is Empty Without You – 3:08
2. Love Is Hard to Find – 3:13
3. Stay – 4:33
4. Airwaves – 3:43
5. Maybe It’s the Power of Love – 3:46
Lado B
6. Welcome to the World – 4:43
7. Breakaway – 4:13
8. Really Wanna Know – 3:47
9. Sooner or Later – 3:35
10. She Wants You Back – 2:51
Lançamento: agosto de 1980
Produzido por: Eddy Offord
O grupo contou com os mesmos músicos de apoio e a mesma formação do álbum anterior. Não foram produzidos singles ou videoclipes e não há qualquer repercussão nas paradas ou vendagem significativa do álbum. Logo após o lançamento deste segundo trabalho o grupo se desfez, com Bolton seguindo em carreira solo.
Apesar da pouquíssima vendagem comercial, o Blackjack é definitivamente um grupo que merece uma conferida, em especial o primeiro álbum, que tem composições mais inspiradas. A sonoridade que o grupo procura é algo que nos remete ao que o Whitesnake e principalmente o Bad Company fazia, um hard melódico misturado com soul e apoiado em guitarras econômicas, cirurgicamente colocadas, priorizando riffs e harmonias apoiadas em teclados, bom apoio de um super competente baixo e fortemente calcado nos vocais de Bolton, um especialista em uma pegada mais lenta e carregada de emoção. A bateria é pra se ouvir nos detalhes, em geral acompanhando o que cada música pede.
Já no primeiro álbum as duas primeiras faixas se destacam, calcando-se em especial nos refrões. “Love Me Tonight” é mais acelerada, já “Heart Of Stone” se situa próxima a uma balada, na verdade é uma ótima canção mid-tempo, órgão e até alguma sutil percussão nas estrofes. Bruce sola no fade-out da canção. O projeto tem o apoio do irmão Bob Kulick ajuda nas composições deste primeiro álbum, nesta faixa de abertura e também na terceira faixa, “The Night Has Me Calling for You”, faixa que mescla momentos lentos e trechos com uma ótima linha de baixo e guitarras dobradas. O lado A termina com uma balada (“Southern Ballad (If This Means Losing You)”), na qual Bolton encontra-se totalmente à vontade e a mais acelerada “Fallin”, um tanto repetitiva no refrão. Repetitiva também é a antepenúltima faixa do álbum, “I’m Aware of Your Love”, que se difere apenas por ter mais espaço para um bom solo de Kulick.
O lado B se inicia com o segundo single, “Whithout Your Love”, talvez a faixa que mais se assemelhe ao som do Bad Company e Whitesnake da fase embrionária, na qual o baixo de Haslip aparece em toda a sua categoria. Kulick também se mostra bastante influenciado, em especial pelo som que Bernie Marsden e Micky Moody faziam junto a David Coverdale neste fim dos anos 70. “Countin’ on You” segue a linha soul que se mistura ao hard, com um bem competente refrão. Depois da óbvia e já citada faixa “I’m Aware of Your Love”, Bolton e Kulick desempenham bons papéis na balada “For You”, antes do álbum terminar com “Heart of Mine”, faixa que repete a linha da faixa de abertura, sem o mesmo impacto.
Já o segundo álbum se inicia como uma composição de fora chamada “My World Is Empty Without You” A faixa foi composta pelo trio Lamont Dozier, Brian Holland e Eddie Holland, que eram especialistas em composições da Motown Records, voltadas ao soul, como “Baby Love”, “Stop! In the Name of Love”e “You Can’t Hurry Love” do trio feminino The Supremes e “Baby I Need Your Loving” de Johnny Rivers. A faixa apenas mostra uma sonoridade mais diluída em relação ao primeiro álbum, de leve tendência mais pop, carregada de teclados, que é a tônica de várias canções deste último trabalho do Blackjack, como a fraquíssima “Airwaves”. As demais faixas têm a assinatura da dupla Bolton-Kulick, ou mesmo apenas de Michael, que compôs sozinho “Maybe It’s the Power of Love”, “Welcome to the World” e “Sooner or Later”. Bruce, no meu entendimento, está mais á vontade com os solos, já a partir da segunda faixa “Love Is Hard To Find”, um dos destaques do álbum, mesmo com um certo exagero na repetição dos refrões, mas quase não aparece nas bases, que são em boa parte substituídas por teclados. O lado A ainda traz uma boa canção lenta, “Stay”, mas percebe-se uma menor inspiração em relação debut do grupo.
O lado B começa apostando na mesma linha do primeiro álbum, pois “Welcome To The World” mostra guitarras dobradas de Kulick para remeter-se à sonoridade do Whitesnake original e do Bad Company. A canção é outra que se destaca, com um bom solo de Bruce, poderia apenas apostar menos nos backings femininos. O restante do álbum, peca bastante em falta de inspiração e pelo fato de deixar Kulick dividir boa parte dos arranjos e mesmo nos solos com teclados (às vezes datados), apostando talvez em uma pretensa modernidade que não emplacou. Não se justifica tanta aposta em solos de teclados tendo Bruce na banda. O Blackjack inclusive nunca teve na sua formação um tecladista como integrante oficial. Ainda assim, Kulick faz uma interessante escolha por incluir uma modulação levemente carregada em efeito rotary speaker e um bom solo na penúltima faixa, “Sooner or Later”. O que se percebe neste segundo álbum é o que inevitavelmente aconteceria, uma aposta em Michael Bolton como artista solo, já que o espaço de Kulick é inegavelmente menor. Bolton claramente se situava mais à vontade cantando músicas com menos força e mais melodia, menos voltado para o hard, bem melhor situado no pop e soul. Não à toa, seus maiores sucessos foram encontrados nas faixas mais lentas, na carreira que decolaria um pouco mais à frente. Além disso, sabemos de sua ligação com o KISS, na coautoria de “Forever”, do álbum “Hot In The Shade” , junto com Paul Stanley.
Após o fracasso comercial do grupo Blackjack, Bruce participa de um álbum da já veterana banda The Good Rats em 1981 (Great American Music) e é chamado para gravar os álbuns solos de Michael Bolton, desde 1983. Outras participações ainda em 1980 foram em álbuns de dois artistas: Rosetta e Billy Squier. Em 1984 entra no KISS, ficando oficialmente até o fim de 1996, embora “Carnival Of Souls”, seu último álbum na banda, tenha saído apenas em outubro de 1997. Durante o ano de 1997 Bruce se junta a também demitido John Corabi (no caso, do Mötley Crue) para montar o grupo Union. O interessante é que foi o próprio Nikki Sixx quem teria sugerido a Bruce Kulick montar uma banda com Corabi, já que o Mötley havia voltado com Vince Neil.Corabi veio para compor, cantar e fazer as guitarras base, como fazia também no Mötley Crue.

ÁLBUM: UNION – 1998

1. Old Man Wise – 4:18
2. Around Again – 6:10
3. Pain Behing Your Eyes – 4:33
4. Love (I Don’t Need It Anymore) – 3:45
5. Heavy D – 5:42
6. Let It Flow – 6:08
7. Empty Soul – 4:49
8. October Morning Wind – 4:10
9. Get Off My Cloud – 4:09
10. Tangerine – 4:43
11. Robin’s Song – 4:28
Faixas bônus: For You/ Oh! Darling
Lançamento: 24/02/1998
Produzido por: Curt Cuomo
O álbum chegou ao 36º lugar da parada da Billboard conhecida por “Heatseekers”, exclusiva para bandas novas.

O recém formado grupo também tinha em sua formação o baixista James Hunting que já havia tocado com David Lee Roth e o pouco conhecido baterista Brent Fitz. Hunting é conhecido por usar baixos com até 12 cordas. Curt Cuomo, o produtor, é também conhecido por sua ligação com o KISS, tendo composto junto a Paul Stanley o single “Psycho CIrcus”. O grupo seguiu divulgando o álbum em clubes pequenos dos EUA e também em participações acústicas (por vezes com Kulick e Corabi apenas) em exposições do KISS durante 1998 e 1999.
Além das músicas do álbum, o Union fazia no set list alguns covers, de trabalhos anteriores de Kulick e Corabi, mas também músicas de outros artistas, como Led Zeppelin ou Beatles e mesmo canções do KISS pouco esperadas, como uma versão acústica de “Beth” ou a incrível “Tough Love”, do álbum Revenge. O grupo ainda excursionou no período pela Europa e também passou pela Argentina, durante o ano de 1999, e talvez para que banda conseguisse tempo para compor as canções do segundo álbum de inéditas, ainda em maio foi lançado o álbum ao vivo, “Live in The Galaxy” gravado no Galaxy Theater em Santa Ana em 10 de outubro de 1998.
ÁLBUM: LIVE IN THE GALAXY – 1999

1 Old Man Wise – 4:18
2 Around Again – 5:16
3 Heavy D – 6:04
4 Jungle – 7:49
5 Love (I Don’t Need It Anymore) – 3:47
6 Man In The Moon – 8:00
7 I Walk Alone – 7:10
8 Surrender – 4:40
9 Pain Behind Your Eyes – 4:47
10 Power To The Music – 5:19
11 Tangerine – 5:54
12 October Morning Wind – 4:12
13 You’ve Got To Hide Your Love Away – 2:38
Lançamento: 18/05/1999
Produzido por: Bruce Bouillet e Bruce Kulick
Não há qualquer repercussão comercial conhecida do álbum.
Como nem o álbum de estreia e menos ainda o álbum ao vivo conseguiram alguma repercussão além de um público muito seleto, o Union ainda tentaria uma última cartada, com um novo álbum de inéditas, em 2000, mas após mais alguns shows o grupo acabou se desfazendo oficialmente em 2002. Há vários bootlegs de shows desta época circulando na internet, e entre eles há um belo registro com mais câmeras que você pode ver abaixo.
ÁLBUM: THE BLUE ROOM – 2000

1. Do Your Own Thing – 4:32
2. Dead – 3:35
3. Everything’s All Right – 5:17
4. Shine – 5:35
5. Who Do You Think You Are – 4:40
6. Dear Friend – 5:22
7. Do You Know My Name – 4:58
8. Hypnotized – 4:48
9. I Wanna Be
10. No More – 4:37
Lançado em 22/02/2000
Produzido por Bob Marlette
No meu entendimento, o primeiro álbum do Union, autointitulado, pode ser considerado algo próximo do que Kulick fez junto ao KISS no subestimadíssimo “Carnival of Souls” ou mesmo vários dos excelentes momentos de Corabi no também autointitulado “Motley Crue”, junto a Nikki Sixx e companhia. As faixas são todas compostas pela dupla junto ao produtor Cuomo, exceto “Empty Soul”, uma canção com 5 compositores. Logo na ótima faixa de abertura, “Old Man Wise” é possível entender bem qual é a proposta da banda, carregada de influência grunge e bem pesada. Já “Around Again”, outra cacetada sonora, nos lembra o single “Jungle”, do esquecido álbum do KISS. “Pain Behind Your Eyes”, a terceira faixa, começa cadenciada e densa para evoluir e encaixar nos vocais gritados de John e na guitarra afiada de Bruce. Uma das melhores do álbum, sem dúvida. Segue-se “Love (I Don’t Need It Anymore), faixa de inegável potencial mais comercial dentro da proposta. “Heavy D”, mais cadenciada, é outra muito competente faixa que lembra bastante a sonoridade grunge do derradeiro álbum de Kulick junto ao KISS. Também é inegável que há também muitos traços do que Corabi fez junto ao Mötley Crue no autointitulado de 1994.
Além disso, influências muito bem vindas do período final dos Beatles, a fase mais viajante e psicodélica, também servem de inspiração neste trabalho de estreia, por exemplo na faixa “Let It Flow”, na que se segue, “Empty Soul”, mais lenta e com um ótimo solo de Bruce e também na faixa seguinte, “October Morning Wind”, que aposta em violões e é ainda mais calma e viajante. A base do trabalho, portanto, não traz são simples cópias, mas músicas que se situam nesse caldo que mistura as citadas três influências principais, cantadas com maestria por John Corabi, cuja voz rasgada ficou perfeita no trabalho. O álbum, no entanto, no meu entendimento, é um pouco extenso e perde um pouco de ritmo no fim, poderia ser mais enxuto. Ainda há uma edição japonesa com duas faixas bônus, entre elas uma boa versão de “Oh! Darling”, dos Beatles.
Já o álbum ao vivo, “Live In The Galaxy” é sem dúvida a melhor porta de entrada para conhecer o Union. O trabalho acerta em cheio ao mesclar as melhores músicas do debut com faixas que Bruce e Corabi fizeram em seus trabalhos anteriores. Há ali uma ótima versão em longa-metragem de “Man In The Moon”, música do projeto The Scream, de John. A outra música que também tem o ‘histórico Corabi’ é a fantástica “Power To Music”, do álbum dele junto ao Mötley Crue, mais no fim do disco. Já Bruce aposta nas canções do pouco lembrado “Carnival of Souls”, cuja proposta também se assemelha ao que o grupo fazia. Ele também entrega os vocais da excelente “I Walk Alone” e escolhe o single “Jungle” como a outra para lembrar seus bons momentos neste álbum do KISS. O grupo ainda achou espaço para incluir “Surrender”, faixa clássica do grupo Cheap Trick.
Do álbum de estreia, o grupo resolveu levar para a estrada as faixas iniciais, como “Old Man Wise”, “Around Again”, “Heavy D”, ”Pain Behind Your Eyes” e o potencial single “Love (I Don’t Need It Anymore)”, o que corrobora no entendimento que as melhores músicas do álbum de debut estão no seu início. A única exceção é a também interessante “Tangerine”, que ao vivo dá mais espaço para Kulick. Aliás, o álbum ao vivo em geral abre um pouco mais de espaço para a inegável categoria de Bruce nos solos. No fim do álbum, há duas versões acústicas que foram gravadas nas chamadas Kiss’s Expo, por Kulick e Corabi, prioritariamente, entre elas “You’ve Got To Hide Your Love Away”, dos Beatles, em versão muito próxima à dos Fab-Four. O álbum é muito recomendado, apenas seria um álbum ainda melhor se fosse lançado após o segundo álbum do grupo, pois traria outras boas canções, na época ainda não lançadas.
O registro fonográfico do Union termina com o segundo álbum de inéditas. “The Blue Room” começa um pouco diferente, com uma escolha mais ‘up tempo’ nas 2 primeiras faixas, o que honestamente não me agradou. A partir da terceira faixa, “Shine”, que tem uma inegável influência oriental dos Beatles e do Led Zeppelin, o trabalho começa a engrenar, trazendo canções que tem tanta qualidade quanto os melhores momentos do álbum de estreia. “Who Do You Think You Are” se remete ao “Carnival of Souls” com uma letra bem agressiva. Em “Dear Friend”, Bruce Kulick se arrisca em alguns vocais. A faixa, sem dúvida, se destaca no álbum, melódica, triste e carregada de emoção. Ainda mais sombrias e pesadas são “Do You Know My Name”, cujo refrão poderia ser mais caprichado, e “I Wanna Be”, que pode até ser considerada uma balada dark, outra boa faixa no álbum. O álbum também merece uma conferida, traz composições a cargo de Kulick, Corabi e o baixista Hunting junto ao produtor Marlette, mas não traz o impacto do disco de estreia da banda.

O Union oficialmente se desfez em 2002, Corabi seguiu para outros caminhos, entre eles como guitarrista no Ratt e vários álbuns junto aos Dead Daisies, além de algumas poucas gravações solo. Ironicamente a cozinha original (Hunting/Fitz) foi encontrar uma oportunidade na carreira solo de Vince Neil, mas a convivência entre os quatros membros do grupo se manteve nos anos seguintes, volta e meia haveria participação de todos em projetos dos demais. Em 2005, o grupo ensaiou uma volta, com Eric Singer na bateria, mas para poucos shows no Japão. No fim do ano, Chuck Garric fez o papel de baixista para se reunir a Corabi, Kulick e Singer em outros shows na Europa, que também serviram de divulgação do único DVD oficial, “Do Your Own Thing Live”, que você pode assistir abaixo, contendo shows da fase clássica do grupo.
Com o término das atividades do Union e mesmo antes de 2002, Bruce se vê novamente disponível no mercado e resolve investir em sua carreira solo. A primeira parte desta discografia paralela se encerra agora com o trabalho de Bruce nos grupos Union e Blackjack. O objetivo era também mostrar que há um material até bem interessante de conhecer, em especial os álbuns de estreia das duas bandas e o ótimo álbum ao vivo do Union. Os próximos passos do guitarrista, seus álbuns solos e suas diversas participações em outros trabalhos desde então serão trazidas no próximo capítulo.
Até a parte 2, então!
Alexandre B-side
Categorias:Artistas, Curiosidades, Discografias, Kiss, Mötley Crüe, Músicas, Resenhas, The Beatles
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