Por que ainda assistimos W. Axl Rose e sua banda?

axlrose

W. Axl Rose – vocalista do Guns N’ Roses

O rock não parou. Pode não ter atrações que chamem atenção do leitor do MHM, mas é possível conhecer centenas de bandas novas a cada semana, que fazem seu som; na maioria das vezes saindo de qualquer tipo de rótulo, conjuntos no mundo inteiro (especialmente na Inglaterra) continuam fazendo seu som, arrebatando fãs em seus países e quando dão sorte do casamento “publicidade x novidade” (eu explico isso em outro momento), conseguem carreiras que passam dos “15 minutos de fama”. Bandas como Foo Fighters, My Chemical Romance, Panic At Disc, Imagine Dragons, Magic Numbers, Muse e tantas outras até enchem estádios mesmo que ainda não possuam uma grande biografia, exceção seja feita à banda de Dave Grohl.

O heavy metal, na sua essência, não produz mais bandas e o hard rock está tão datado que os grupos que faziam este tipo de som precisaram se re-inventar e nesta de achar uma nova abordagem musical ficaram pelo meio do caminho de suas carreiras. O que podemos falar de Kiss, Aerosmith e Bon Jovi, três legítimos representantes do hard rock americano? Poderíamos incluir outras bandas mas ficaria até mais difícil fazer uma análise dos últimos trabalhos.

Fiz essa pequena introdução porque pra mim ainda é um mistério (embora eu tenha suspeitas) porque pessoas ainda pagam para assistir à banda de W. Axl Rose (me nego a chamar de Guns N´Roses), um ex-cantor em atividade, que normalmente chega com duas horas de atraso às suas apresentações, além de contar com o repertório que tem no mínimo 25 anos, idade superior a maior parte do público que vai assisti-lo.

Eu já disse em outras ocasiões que é MUITO importante que enquanto tivermos oportunidade devemos testemunhar nossos ídolos. Numa previsão otimista, até 2020, muitas das bandas e artistas que cultuamos, não estarão mais em atividade pelos mais diversos motivos. Dá para imaginar Ian Gillan cantando com Deep Purple aos 74 anos? Infelizmente não. Só que Axl Rose, o genial músico e compositor, dono de canções inesquecíveis como “November Rain” e “Welcome To The Jungle“, não é a sombra da sua própria fama conquistada com méritos junto aos seus antigos companheiros. A banda Guns N´Roses (agora sim!) foi impecável “discograficamente falando” até “Use Your Ilusion 1 e 2” e depois, com um controverso “Chinese Democracy” (o disco que ninguém “ouviu”), ganhou elogios da crítica mas não tem no coração do fã mais ardente mais que uma canção deste LP.

Axl não consegue cantar seus falsetes e virou um “cover” (curiosamente o colunista do UOL usou mesma expressão para falar do show do último dia 28) de mal gosto de si mesmo. O loirinho que corria de um canto a outro com fôlego “de menino”, agora usa um figurino cujo o chapéu é obrigatório, talvez para esconder as poucas madeixas, mas isso pouco importa. O grande “lance” é que se este artista fosse brasileiro e não tivesse o carisma e a a boa trajetória, estaria renegado a se apresentar em “Festas Ploc” ou se juntando à Paul Di’Anno (Iron Maiden), Eric Martin (Mr. Big) e Jeff Scott Soto como músico respeitado pela história que construiu…

… mas então, se o que eu disse não é apenas uma opinião isolada, por que tanta gente se dispõe a assistir Axl e banda?

Uma das minhas opiniões é que as pessoas não estão indo ver o cantor, o compositor, o pianista e arranjador. Fãs do mundo inteiro estão ali para verem o cara que um dia jogou um telefone da janela do hotel ou mesmo que atirou uma cadeira em um lobby de outra azarada hospedagem em algum lugar do mundo. Vão assistir o cara que escreveu (um belíssimo) manifesto sobre a situação política da China no encarte importado de “Chinese Democracy” e as consequências do comunismo naquele país. Querem estar perto do cara que simplesmente esnobou a presença de Slash, Duff (McKagan) e (Matt) Sorum, achando ele, que na companhia de músicos tão competentes quanto os que possui, não precisaria recorrer aos desafetos. Se não com todos, o maior deles, Slash. Talvez seja por isso que tenha um admirador de luxo do músico sob a alcunha de DJ Ashba.

Se por um lado acho que Axl deveria seguir sua vida, se assim acha justo, me esforço para absolver o cara que paga entre R$ 200 e R$ 500 reais para assistir um cantor decadente, um Benito de Paula com pedigree (com todo o respeito ao músico brasileiro por quem tenho apreço e admiração), que só tem consigo, um livro do impecável passado debaixo do braço, utilizado jocosamente, a cada anúncio de turnê na qual ele fará tudo que se espera: cantar mal, chegar atrasado e dar atenção à canções mais recentes – em um determinado momento do show – que ninguém deu. Só ele.

Sei que alguns advogados do americano estão com dedo em riste, pedindo ao juiz que pare minhas acusações, mas para não dizer que estou sendo por demais rigoroso vejamos a situação de seus contemporâneos:

Sebastian Bach (Skid Row) não está em plena forma para jogar uma Copa mas continua cantando adaptado à sua nova tessitura vocal. Educado, sabe que aqueles agudos ficaram em 1991;

Jon Bon Jovi (Bon Jovi) sempre foi um cantor de voz feia mas mesmo sua feia voz mantém-se às características iniciais. Vez por outra dá seus gritos afetados sem comprometer em nada sua performance nos clássicos da banda de New Jersey;

Vince Neil, tirando as questões do peso (sabe-se até que o músico fez um intenso tratamento), também é outro que não faz feio com o Mötley Crüe. Com uma lembrança pertinente: a banda californiana tem sua história sendo contada a partir de 1981!

Eu poderia citar tantos outros músicos que ainda dão conta do recado e alguns poucos que estão indo de mal a pior (Paul Stanley e Geddy Lee, por exemplo) mas mesmo os dois senhores citados entre parênteses não estão tão patéticos quanto Axl. Com um detalhe: ambos perto dos 70.

Nem (Ian) Gillan e Ozzy estão em tão má forma vocal e olha que a vida deles já cobrou o preço de ambos várias vezes, mas parece que a dupla de ingleses são highlanders do rock and roll, graças à Deus.

Há um outro diagnóstico sobre a veneração: ausência de novos ídolos. Não surgem mais músicos talentosos igualmente carismáticos, ao menos no rock mais “pesado”. Chris Martin (Coldplay), Bono Vox (U2) e Myles Kennedy (Alter Bridge) são exemplos de músicos bons de palco, mas eles são cada dia mais raros. Talvez por figurarem como bons moços, não reforçam o estereótipo de músicos problemáticos.

Quero que este texto amplie a discussão e não fiquemos com os tomates na mão apontados para o músico, ainda uma referência no rock. Será que a atual geração será capaz de nos dar uma noite de diversão e talento sem que seja necessário recorrer ao que acontece do lado de fora para valorizar o que vai ocorrer no palco?

 



Categories: Aerosmith, Agenda do Patrãozinho, Artistas, Black Sabbath, Cada show é um show..., Curiosidades, Deep Purple, Guns N' Roses, Kiss, Mötley Crüe, MetallicA, Off-topic / Misc, Rush

63 replies

  1. os posts do Daniel sempre vem com muita opinião pessoal e eu sou muito interessado em ler e ouvi-las sempre.

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  2. Boa matéria, Daniel! Bom, eu sou muito suspeito pra vir falar sobre idolatria do GN’R, porque devo toda a minha aptidão musical à eles (principalmente) e à outros desses cacarecos! rs Certa vez eu li uma matéria que tentava explicar no que estamos errando na educação das crianças de hoje e um dos erros era a de afomentar a idolatria da criança! Concordei em alguns termos pq logo penso: “o que seria de mim sem a presença do Slash!?”. Mas me permiti o texto que dizia: “Ter ídolos nos escraviza tanto quanto ter algozes. Tendo ídolos, seu filho começa a competir com outras crianças para medir se aquilo que idolatra é melhor ou pior que aquilo que os outros idolatram, seja uma personalidade, um atleta, um time de futebol, um músico, etc. Ele coloca todas as suas expectativas naquela pessoa, saindo de si para querer se tornar o outro o que normalmente termina em uma grande frustração quando ele verifica que o outro possuía as mesmas idiossincrasias que ele.” Aonde quero chegar?,Bom, no Brasil, CARENTE de ídolos em diversos segmentos, a coisa é ainda mais crítica! Não é a toa que os vovôs sempre vêm pra cá se apresentar, porque aqui o mínimo de esforço (que pra eles já está passando dos limites) faz o público gritar, mesmo torcendo a cara ou dando aquela risadinha sem graça (como fiz no show do Sebastian Bach no último RiR), diferentemente de outros lugares pelo mundo, onde cobram mais. Mas quando fazemos uma reflexão sobre a cobrança que fazemos em cima da vida desses ídolos, não sabemos mas nos tornamos o câncer da vida deles! Um exemplo? Seria tão mais mágico se o James Hetfield tivesse seguido a sua vontade country que imprimiu em discos como Load e Reload, esses que foram MASSACRADOS pelos fãs (pelo câncer). Teria sido muito mais natural! FATO. Admiro mudanças que são naturais e deixei de cobrar dos meus ídolos aquilo que eles não podem mais me dar. Evolução na maioria das vezes é simplificar, que é sofisticar. Nem todo mundo vai concordar, mas adoro escutar a carreira solo do Eddie Vedder, por exemplo, e sentir sinceridade e verdade em cada nota, cada palavra. Esse, Eddie, um sortudo! Porque conseguiu evoluir e não sei como, com o aval dos fãs! Daí, hoje o que peço desses nossos Deuses: Sinceridade. Música boa é a Música sincera! 😉 Grande abraço, meu querido!

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    • Guga*, velho amigo Guga!

      Que bom vê-lo aqui no MinutoHM. Todos ficamos satisfeitos com sua visita e honrados com sua opinião.

      Entendo perfeitamente o que você fala da dupla “Load” e “Reload” porque os considero bons discos mas infelizmente as pessoas classifica-os como “discos ruins” DO Metallica.

      Ou seja: fossem de outra banda, talvez figurassem entre os melhores daquele grupo… Ou não!

      A pressão formada por bandas que alcançam o sucesso mundial, normalmente muda trajetórias naturais a qual você denominou como evolução. Eu acho que são escolhas de caráter artístico que ficam pelo caminho e quando vão “de” encontro ao que grande massa grita, acabam se esfacelando.

      Eddie Vedder sempre ligou o fod*-s* na sua postura responsável e ética no PJ. É o cara que faz clipe sem olhar para câmera, é o que briga com a empresa licenciada para vender tickets pelo preço dos ingressos.Ele é um exemplo prático de quem vive o que acredita, logo, estará na lista daqueles que farão o que quiserem com sua obra, dando-se ao luxo de viajar pelo mundo com seu violão. Meio Rodrigo Amarante, se é que você me entende.

      Mais uma vez agradeço sua visita aqui…

      Graça e Paz!

      *Para quem não sabe, o Guga é um excelente músico que tem uma banda chamada Contraplonge, Deixo para conhecimento dos amigos uma das faixas do seu disco “Mise en Scène” BRILHO ETERNO – ATO II – UM CAMINHO E SEUS PASSOS (3’51”)

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    • Guga,

      Belo comentário! E uma coisa é fato: os fãs de heavy são os mais chatos de toda a Humanidade. Por isso, talvez, Hetfield tenha deixado a linha de Load.Ou, aquela era uma fase.Não sei mesmo! Essa parte da história do Metallica é bem interessante, e muito pouco explorada pelos entendedores (até na biografia do Metallica ela não é bem focada).

      Já os fãs de grunge são mais abertos a novidades. Como exemplo, para comprar um ingresso para o show do Vedder aqui no RJ tive que suar um pouco!

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      • Glaysson, única ressalva que faço (minha opinião apenas) quanto a afirmação “são os mais chatos do mundo” é que eu entendo que sim, apesar da chatice, o nível de exigência que o público tem é MUITO maior, pois se presta muito mais atenção na música mesmo do que outros estilos em geral, como o pop.

        O público do metal presta atenção se um acorde foi feito certo, se se perde um simples prato de ataque, uma noite de baixo estranha, etc – como na música clássica, é um público que enxerga e ouve diferente, e assim a “reclamação” também tende a ser mais frequente…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • Olá, Guga. Comentário excepcional. Seja mais que bem-vindo ao Minuto HM.

      É complicada esta questão de idolatria mesmo. Dizendo por mim, eu SEMPRE tive ídolos – o maior de todos me deixou muito cedo, e creio que outros 180 milhões (na época) também: Ayrton Senna da Silva, que coincidentemente está sendo homenageado neste blog neste exato momento, com a foto e frase na barra lateral. Fora isso, na música, tenho diversos ídolos, e tenho que dizer que é necessário que saibamos separar a “idolatria” de aspectos como você abordou da matéria (se ela tiver um link, fique a vontade para coloca-la por aqui). Sempre fui fã do Romário no futebol, mas dentro das 4 linhas, especialmente das 4 da grande área. Fora isso, é exatamente o contrário. Isso vale para posturas e atitudes de muitos… Gene Simmons tem atitudes hoje com os fãs que são absolutamente nojentas… enfim, exemplos não faltam, mas o ponto é este…

      Não sei se nos tornamos “câncer”. Sabe o motivo? O cara só é ídolo se tiver… fãs. Ele consegue isso com base em alguns atributos, sejam diretos ou indiretos, mensuráveis ou não. A cobrança faz parte da vida. Uma coisa que aprendi em um momento da minha carreira no trabalho é: “jamais EXIJA de alguém algo que a pessoa não possa lhe dar”. Ou seja, seja quem for, jamais termos expectativa por algo que não pode mais ser entregue, ou que nunca pode ser. Agora, cobrança faz parte da vida – somos cobrados em tudo, e nos cobramos muito também (bom, pelo menos as pessoas que querem algo efetivo, não necessariamente material, mas algo na vida).

      Muito bom a parte de pedir música sincera… mas hoje em dia, é escasso… e como é…

      Continue navegando por nossas águas e participando com ótimos comentários como este.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. “Ele tá velho…” Bom, todos nós envelhecemos. No show aqui em Curitiba Axl estava bem humorado, brincou, começou o show no horário, brincou com a banda… Foi um bom show afinal de contas! Gostei muito de ouvir a Civil War, uma das minhas preferidas. Achei que valeu a pena. Acho que o Guns and Roses deve alternar entre shows muito ruins e alguns, vá lá, bacanas, como foi o de Curitiba.

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    • Olá Marcus!

      Sim todos nós envelhecemos!

      Nem questiono o óbvio e a naturalidade da vida mas como o artista tem se apresentado, pelo menos nos últimos cinco anos.

      Que bom que sua relação foi boa!

      Graça e Paz,

      Daniel

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    • Marcus, valeu pelo comentário. Neste caso, como disse o Daniel, não é uma questão da idade, mas do que é “entregue”. Todos nós aqui cultuamos músicos que já passam dos 50 NO MÍNIMO hoje em dia…

      Legal que gostou do show. Em Curitiba, houve um ponto adicional além da cláusula de atraso, que foi o limite do horário – isso ajuda quando existe. Ter no set Civil War realmente ajuda a valer tudo na vida.

      Conte mais do show, se quiser. É sempre interessante e vale o registro para a eternidade por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Muito bom!

    Bem, o Guns foi minha primeira banda de hard/heavy que curti. Com 10 anos assisti com meu pai a incrível apresentação deles no Rock in Rio em 1991 pela TV. Para mim, uma das maiores apresentações já feitas por uma banda.

    Nunca assisti a banda ao vivo por sempre achar que perderei a aura que o Guns (e Axl) tem. Vou ver um cara meia-bomba, com músicos mais ou menos, atrasando 2 horas…

    Você falou dos contemporâneos. Mas existem outros, da mesma idade, mas de outros estilos que estão a léguas de distância: Eddie Vedder, Chris Cornell, Hetfield, Belladona. Com potências vocais condizentes com suas idades.

    De qq modo, o Guns ainda atrai muita gente. Acredito que mais pela mediocridade das novas bandas do que pelos seus atuais méritos.

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    • Fala Glaysson!

      Bom tê-lo de volta aos comentários do MHM!

      Obrigado por contribuir com outros bons exemplos de gente que continua “mandando” bem apesar do tempo.

      Agora a questão colocada por você no último parágrafo ainda é para se pensar:

      – A mediocridade das bandas atuais contribuem para que o mito Axl se consolide?

      Qualidade ainda é um ponto de vista e existe quem considere algumas das bandas que citei no texto como ótimo exemplos de boa música sendo feita hoje.

      Graça e Paz,

      Daniel

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    • Glaysson, concordo: o auge do Guns, ou melhor, entre 1987 e 1993, período lançado no ao vivo Live Era, a banda era “dona do mundo”. Fazendo frente em termos de TAMANHO, tínhamos o MetallicA com o Black Album, o Iron Maiden com o Fear of The Dark e o Nirvana… mas realmente, AO VIVO, o Guns fazia apresentações irrepreensíveis…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Daniel, eu voltarei aqui, mas aproveitando o post, seguem algumas coisas (apenas para registro) relacionadas à nova passagem da banda pelo país:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  6. A marca de Mr. Daniel, que concordo deve estar sendo fuzilado por aí depois deste texto.
    Tenho os famosos concordos e discordos, mas estamos aqui para isso mesmo.
    Eu estou (devo estar) velho mesmo mas disso aqui não salvo nada.
    Foo Fighters, My Chemical Romance, Panic At Disc, Imagine Dragons, Magic Numbers, Muse.
    Aliás salvo as que não conheço – preciso conhecer e ver se salvo. A cultuada primeira e a ultima tem seus méritos não suficientes para que as salve.

    Aqui a metralhadora está afiada:
    “e este artista fosse brasileiro e não tivesse o carisma e a a boa trajetória, estaria renegado a se apresentar em “Festas Ploc” ou se juntando à Paul Di’Anno (Iron Maiden), Eric Martin (Mr. Big) e Jeff Scott Soto como músico respeitado pela história que construiu…”
    Eu preciso saber como esta o Eric Martin, e o Jeff Scott já fez de tudo, mas considero ótimo vocal. Já o Paul Dianno se apresentou como convidado no Rock in Rio, tipicamente como uma festa ploc mesmo.

    Temos aqui também alguns discordos:
    a situação de seus contemporâneos:
    Sebastian Bach (Skid Row) não está em plena forma para jogar uma Copa mas continua cantando adaptado à sua nova tessitura vocal. Educado, sabe que aqueles agudos ficaram em 1991;

    Flavio:Eu achei sofrível a performance do Sebastian no Rock in Rio – era melhor não aparecer.

    – Jon Bon Jovi (Bon Jovi) sempre foi um cantor de voz feia mas mesmo sua feia voz mantém-se às características iniciais. Vez por outra dá seus gritos afetados sem comprometer em nada sua performance nos clássicos da banda de New Jersey;

    Flavio: Eu achei bem ruinzinho tb no Rock in Rio e ele pode dizer que não mas o complicado Sambora faz muita falta. Não acho a voz feia, mas acho que perdeu bastante com o tempo, ainda no limite do aceitável, mas com o Sambora por perto.

    – Vince Neil, tirando as questões do peso (sabe-se até que o músico fez um intenso tratamento), também é outro que não faz feio com o Mötley Crüe. Com uma lembrança pertinente: a banda californiana tem sua história sendo contada a partir de 1981!

    Flavio: Aqui eu desconheço o atual estado e nunca fui muito fã do timbre – aqui sim eu sempre achei voz feia.

    Quanto ao Axl a coisa tá complicada, ele esta bem fora de forma e vive na esteira do sucesso dos anos 80/90 mesmo – o fantasma que sustenta a ida do publico atual. As musicas daquela epoca são irrepreensiveis e vão resistir a todos os testes do tempo, entrando inclusive em todos os Guitar Hero que vierem por aí. Eu que vi a banda no Rock in Rio II não tenho motivos para ver hoje em dia.

    E no fim temos esta pérola:
    “Será que a atual geração será capaz de nos dar uma noite de diversão e talento sem que seja necessário recorrer ao que acontece do lado de fora para valorizar o que vai ocorrer no palco?”

    Boa pergunta…….

    Remote.

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    • Fala Remote!

      O rock – de uma maneira geral – é feito por estas bandas e tantas outras. Por questões ‘oficiosas’ e “de curiosidade”, me obrigado a escutá-las.Já gostar é uma outra história… rsrsrs

      Os exemplos que eu citei dos vocalistas mesmo que não estejam no auge (e poucos são os que estão), não chegam aos níveis abissais de ruindade da técnica do músico americano…

      Conheço duas pessoas que pagaram para assisti-lo e acho isso fantástico porque de duas uma:

      – Ou as pessoas ñ valorizam o dinheiro que ganham com o suor da labuta;
      – Ou elas ñ se importam em como o Axl esteja: “É o Axl”.

      Graça e Paz,

      Daniel

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      • Ou é o emocional, Daniel… creio que hoje em dia é a minoria absoluta que ainda são, mas essas pessoas existem… não posso deixar de concordar, entretanto, que muitos vão “porque é o Axl” e tem muitos que é o “papai” que paga… isso tudo tem MUITO a ver com um post antigo que fiz aqui há mais de 4 anos, onde eu já detectava um pouco disso: https://minutohm.com/2010/02/02/momento-papo-cabeca-reflexaodesabafo-shows-moda-publico-nao-conhece-nem-os-classicos/

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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      • Vamos lá, algum tempo ( muito , na minha concepção) longe de comentar por aqui, e já tinho lido este texto excelente, marca Daniel de qualidade, e que nos faz refletir tanto.
        Em relação aos vocalistas : Bem o Tiãozinho tá difícil de aturar hoje, e na verdade eu nunca achei ele bom. Hoje, tá pior, o show do RiR do ano passado é a prova inconteste disso. o Bon Jovi no meu entendimento tá melhor, mas vive sua pior fase, e não agrada quando o assunto é eminentemente vocalizações. E sim, o Sambora faz falta, embora dê trabalho e custe muito ao dono da banda. Pra nós, é uma pena.

        Acho Eric Martin e Jeff Scott Soto milhões de vezes melhores que os demais citados hoje em dia, mas estes,não por coincidência, são mais novos. Gillan abandonou os agudos em 84, Paul Stanley e Geddy Lee insistiram e deu no que deu. Aliás, a indicação da matéria ( brilhante ) sobre os drives do principal personagem deste post ( e eu ainda nem falei dele) é ótima e muito educativa pra todos. Entre Stanley e Lee, este último ainda está melhor, mas Paul foi um dos que mais durou com a voz em perfeito estado. Pena que hoje ” já elvis”…

        E Axl? Sim, ele está na categoria dos lamentáveis hoje e traz uma banda cover para substituir seus companheiros. Mas o KISS também não faz isso ? E o Bon Jovi, faz alguma diferença se amanhã, por exemplo, Tico Torres não estivesse mais com Jon? É claro que a gente quer ver a banda original, mas JBJ ia deixar de ganhar sua graninha para botar a gasolina nos seus inúmeros carros ( que eu imagino que possua )?

        Axl é simplesmente o dono da marca Guns and Roses e é isso que faz os shows da banda continuarem vendendo. E é a imagem mais forte da banda, por ser seu vocalista. É isso, na minha opinião. Puro e simples. Se Keith Richards sair do Rolling Stones, quantos ingressos a banda vai vender num próximo show no Brasil ? Todos, e rápido. E quem conhece Rolling Stones ? Nem eu conheço direito, imagina o resto do Brasil….Importante é ter o boneco no palco que atende pelo nome de Mick Jagger . Se rolar um playback, quem vai notar ? Eu sei, a gente vai…mas quem mais ?

        É lógico que as versões de Slash na valorosa companhia de Miles Kennedy são muito melhores que a Axl band , ainda que o gordito tenha um músico da competência do Sr Bumblefoot em suas fileiras. Nada tem a ver com a característica da banda, mas Ron é sensacional . Isso importa para a platéia? Pra 99% não.

        O vídeo de conhecimento sobre as bandas que o Eduardo botou lá embaixo é a prova inconteste de que quase ninguém entende o básico, o super trivial do que se avalia por conhecimento do rock em sua mais clara e conhecida forma. Ainda bem que eu conheço você e os nossos amigos daqui e de outros pouquíssimos blogs interessantes. E tome camisa da Fear of the Dark. E tome Nirvana e Kurt Cobain…

        Daniel, o tempo passou, os Beatles hoje se existissem poderiam novamente excursionar e conseguir se ouvir com o desejo que os fez pararem de tocar ao vivo , face a gritaria dos fãs que encobriam o som que sai dos fracos amplificadores da época. Mas a platéia é rigorosamente a mesma, em quase sua totalidade. Eles querem dizer que foram , pouco importa o estado de Axl ou qualquer outro que seja o exemplo da discussão.

        Ah, as bandas novas…Eu continuo insistindo, hoje tô vendo o Lolapalooza. Tá difícil, amigo, tá difícil….

        Alexandre Bside

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    • “Eu que vi a banda no Rock in Rio II não tenho motivos para ver hoje em dia.”…

      Aqui sim, realmente, não há como argumentar nada… a não ser repetir o de sempre: “nasci na época errada”.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. Perfeito Daniel você definiu muito bem o Axl Rose ! Parabéns

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  8. Daniel ataca novamente com um post bem escrito e com a lâmina afiada como sempre, trazendo boas reflexões e afirmações que divido minha opinião entre concordar e discordar. Eu demorei, mas espero que meu comentário adicione à discussão…

    Para começar, o lance sobre o rock não ter parado. É verdade, as eu não sou a melhor pessoa para falar deste assunto, pois talvez eu tenha desistido. Wolfmother, Rival Sons, alguma coisa do Avenged Sevenfold (Nightmare com o “Portina” e o novo álbum deles, do podcast) são talvez algumas das poucas exceções para mim. Muse, tentei, insisti um pouco, e desisti. Foo Fighters não pode ser considerada neste âmbito de “novo”,e Dave Grohl se junta a Sebastian Bach a ser “arroz de festa” hoje em dia. As outras opções citadas, não conheço. O Muse enche estádio na Europa (mas NEM TANTO assim), e não “pegou” tão bem no Brasil assim – talvez pelo modelo de divulgação adotado pelas bandas hoje, onde se compra músicas individuais, se perde divulgação como era antes apenas em rádio (praticamente o único canal na era pré-internet) e, consequentemente, se perde o conceito de discografia. Portanto, o modelo hoje nem sempre facilita a criação de empatia e fidelidade à banda.

    O heavy metal hoje gera sim novos conteúdos. Há novidades quando vemos bandas que misturam todos os tipos de elementos para fugir do caminho comum e novamente eu não sou o melhor cara para falar disso – já concluí que meu negócio é mais tradicional mesmo. Portanto, envelheci um pouco (ou muito) neste sentido.

    Mas sobre o tópico principal, há diversos ângulos para se olhar o motivo de pessoas assistirem ao Axl e banda hoje. Como chego aqui mais tarde para comentar e vejo excelentes comentários (ainda que não lidos atentamente, algo que farei depois para não influenciar o que falo aqui), muita coisa já foi dita, mas há algumas coisas importantes:

    Primeiramente, é tudo uma questão de nome. O Axl se apresenta sob o nome GUNS N’ F* ROSES. Este nome por si só vende, provoca as pessoas. É, junto com o MetallicA e o Iron Maiden, os nomes que são mais lidos por exemplo no Whiplash desde sempre, com o Black Sabbath correndo por fora. Eu sempre notei isso, sempre foi assim. Vamos falar sobre o nome:

    – para tipo 90% das pessoas, pouco importa os membros do Guns que não sejam o Axl e o Slash. Mas então, se é assim, por que o Slash toca em lugares pequenos para tipo 5000 pessoas, com um repertório com boas músicas do Guns, aliadas a outras ótimas músicas de suas bandas pós-Guns, e com um vocalista que, sem querer comparar passado, é bem melhor que Axl hoje, até para as músicas do Guns? Por que? Porque o nome não é Guns N’ Roses.

    – Duff vai tocar com o Guns. Você acha que isso muda a vida das tais 90% das pessoas? Não muda em nada. Dos 10% restantes, sim, valoriza demais. Mas e se esse nome fosse o Slash? O MUNDO falaria que o Guns voltou e aí sim, o Guns tocaria não para 22000 pessoas em SP (maior público do Brasil, mas menor público de todas as aparições da banda no país, número que cai a cada tour por aqui). Ou seja, se fosse Axl + Slash, a força seria imbatível.

    Conclusão: o nome é sim poderoso. Peguemos exemplos: uma coisa é o Eddie Vedder, outra é o Pearl Jam. Uma coisa é o Bruce Dickinson tocando para 7000, outra é o Iron Maiden. Uma coisa é o BLACK BABBATH COM DIO (sem usar o nome da banda) TOCANDO EM UM VIA FUNCHAL DA VIDA, outra é BLACK SABBATH com a “marca OZZY”.

    Eu também tenho resistência a chamar a banda atual de Guns, mas sim, Axl é o dono e se fosse com Slash, talvez não estaríamos falando nada aqui…

    A questão do atraso: hoje em dia, com internet, não é segredo para ninguém que isso acontece. Para mim, é simples: não gosta disso? Não vá. Está certo? Não está. Mas se for, não reclame. O lance que você citou da idade do repertório e da idade das pessoas, tenho que discordar veementemente da questão da idade, pois isso nada tem a ver, mas sim, a idade das pessoas que assistem ao Guns hoje mudou bastante, a meninada mal era nascida quando a banda “original” existiu.

    Sim, a questão de presenciar os ídolos… eu levanto esta bandeira diariamente e sim, vamos começar a perder a galera dos anos 60 / 70 principalmente em breve, e logo chegaremos aos 80… é triste demais… e sim, sem dúvidas é importante presenciarmos. Isso é uma das respostas que eu te dou para a pergunta do título do post… pelo menos para mim, é. Eu pude ver esta atual formação do Guns, Axl Rose Band, o que seja, algumas vezes (creio que 4), começando lá no retorno no Rock in Rio 2001, até por passagens em SP e uma em Brasília, estas últimas devidamente documentadas já aqui no blog e que merecem ser visitadas! E eu não fui desta vez por uma série de motivos, entre eles, dinheiro, o tal atraso e por já ter conferido tudo que tinha que conferir… e muito pela atual “qualidade” do vocal do principal da banda, Axl… oras, se a banda é ele hoje, e ele está muito mal, por que eu iria? Mas isso não é sempre que acontece.

    Tem a questão emocional envolvida, como já vi comentado por aqui. Se fosse o Bruce, por exemplo, eu iria, mesmo com ele se arrastando. Sou fã demais para não ir. O Lars não é um cara que admiro mais, mas jamais deixarei de ir a um show do MetallicA por isso, mesmo que James também não estivesse bem. É muita conexão, é muita história, é muito sentimento, é muita emoção…

    Analisemos o repertório do Guns atualmente. É muito clássico. É muita música boa. Não dá para criticar de “miséria”, por exemplo. Está tudo ali, até Estranged e Civil War agora, ambas que nunca ouvi ao vivo na voz de Axl mesmo com os shows que fui. Chinese Democracy “fala” com a garotada, acredite, pois eu vi acontecer – fala mais que “You Could Be Mine”, pasme comigo – música esta que Axl não consegue mais cantar nem se eu fosse surdo. E sobre o Chinese, músicas como Street Of Dreams, Sorry e especialmente Better e This I Love são boas músicas, cantantes, e que funcionam bem ao vivo. Compará-las com o passado não cabe, claro, mas são boas músicas sim, cantadas em tom mais grave e por isso, funcionando até melhor hoje que alguns clássicos.

    Mas sim, temos que entender que Axl não tem condições mais hoje. Ao vivo, quando sai um falsete, um grito, ou algo no tom de antes, ainda arrepia, mas não dá mais. E aí, viva Myles, que vem fazendo as músicas do Guns com Slash serem bem representadas “do outro lado do muro”.

    Não dá para comparar “se ele fosse brasileiro”. Não cabe esta comparação e o apelo dos nomes que você cita não são comparáveis à potência do nome de Axl.

    Se ele precisa dos “desafetos”? Se formos falar em dinheiro, os “desafetos” precisam mais dele do que ele deles. Se formos pensar em música “legado”, não (o DJ Ashba toca IGUAL, ué). Se formos pensar em música nova, mais dinheiro ainda e no EMOCIONAL, sim, todos precisam, inclusive os fãs. E ele não esnoba um deles: Duff.

    A questão do preço dos shows é relativa novamente. Eu acho um ABSURDO sermos “OBRIGADOS” a pagar o preço que custa um show grande hoje neste país, seja DE QUEM FOR. Não cabe o ponto para a questão, pelo menos para mim, pois se há demanda, a questão está respondida.

    Sobre Sebastian Bach, ele está mal demais, tão mal quanto Axl. Quem o viu no RiR 2013 e antes, como eu vi na festa de aniversário da Kiss FM (ambas shows com cobertura aqui no blog também), pode conferir.

    Nunca vi o Bon Jovi ao vivo, mas o nome aqui pesa e muito. Vale como comparação no caso do nome. Ou a gente acha que Sambora não estando com ele faria alguma menina deixar de ir ver o ídolo? Não… e sobre performance, como nunca vi, prefiro não falar.

    Vince Neil está bem. Eu vi o MC duas vezes, uma em SP, outro em um bombástico e incrível show “na casa de coração” deles, em Las Vegas, abrindo para o Kiss. Está ótimo do jeito que está, em resumo.

    Gillan, Stanley e Geddy Lee estão sofrendo com o desgaste da idade e o esforço dos anos. Não valem para comparação aqui. E Ozzy foi uma agradável surpresa no ano passado, pois nas outras vezes, eu imaginava que já tinha ido também. Mas Ozzy é algo que nem a ciência pode explicar, quanto mais eu…

    A ausência de novos ídolos… eu concordo com você… o U2 também entra, sem dúvidas… o U2 é o Bono. Quando o U2 veio para o Brasil em 2006 (a banda responsável pela mudança dos valores de ingresso no país), vi pessoas CHORANDO por ingressos. Aí eu perguntava: quem é o baterista da banda? E o guitarrista? NINGUÉM sabia. O U2 é o nome, e Bono é a outra marca de peso.

    Concluo então que não há resposta única para sua pergunta, mas é ousado demais da nossa parte falar que não vale a pena ver um cara como ele ao vivo. Cada um deve refletir a emoção x a realidade.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Fala Eduardo!

    Os posts do MHM são caprichados e acompanhando o nível da qualidade deles, vem os comentários.

    É um tratado sua resposta. Fui provocado a escrever muito sobre o assunto mas economizarei ao máximo porque acho que o texto em si já diz o que eu penso.

    Cruzando os elementos (emoção x dinheiro x status Axl) fico em casa assistindo o Live At Budokan. É uma questão pessoal que ampliei aos amigos e distintos leitores do blog.

    Não pago mais de 200 dilmas para assistir um cara que se fantasiou de “Axl dos anos 90”.

    Por vezes penso com a emoção. Sei que PS está péssimo (faz tempo) mas se o Kiss tocar no RJ, eu vou. Motivos: nunca vi a banda ao vivo e foi a PRIMEIRA banda “do coração”.

    “Mas e o Guns, você viu?”

    Também não. E nem verei pelo jeito. Porque esta aí, seja de “direito” ou não, não é a banda que fez AfD e UyI 1 e 2. Esse é um jogo de casados x solteiros que tem como principal star o nome do Axl e não o próprio Axl, como você bem distinguiu.

    Quando Bruce saiu e tocou com uma super banda não era Iron Maiden.
    Quando Plant tocou com músicos do Oriente não era o Led Zeppelin.
    Quando Cornell tocou com músicos ou sozinho, não era o Soundgarden.

    Logo, quando Axl canta seus velhos (e ótimos sucessos) com uma EXCELENTE banda, pra mim, também não é GnR.

    MAS…

    Admito que este tipo de comportamento dos fãs em relação ao astro que eu chamo de pós-glorium é mais ou menos como um fundo de investimento, por tudo que foi plantado no passado; particularmente, fazendo paralelo com o futebol, acho que deveria parar no auge.

    No mais, eu fico muito feliz de despertar os comentários e reações porque humildemente penso nos argumentos cedidos por cada um, alguns me fazem demover o que eu disse (como comparar Soto com Axl) e outros ratificar meu pensamento: razão sempre vai sobrar, dinheiro nem tanto.

    Mais uma vez sou muito grato à você, amigo.

    Graça e Paz,

    Daniel

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    • Valeu, Daniel, e os comentários por aqui realmente são incomparáveis… e a “culpa” é toda nossa, ainda bem.

      É, acho que tem que avaliar todos os elementos e a relação final. Você diz isso de ficar em casa, mas se o Ozzy estivesse mal como estava antes (porque, realmente, ele ressurgiu não sei da onde) em carreira “solo” cantando “Iron Man” e as de sempre, você não ficarei mais “atiçado”? Pois é…

      Eu entendo seus pontos, são corretos, mas isso é complicado de ter uma resposta única. É aquilo: se Slash estivesse ali, tudo seria diferente, com certeza. Imaginemos aqui por um momento os 2 juntos e como a mídia trataria isso… e como todos tratariam… “é o Guns de volta”, com certeza…

      O lance do auge em analogia como o futebol é mais uma “bola dentro” sua, e sou eu que agradeço a oportunidade do ótimo papo, como sempre.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  10. Daquelas reportagem que não dizem nada, não acrescentam nada, mas mostra a nova geração usando camiseta do Black Sabbath, Iron Maiden, Slipknot e não sabendo nem quem é o cara… e sai até um Nirvana ali no meio…

    Não sei o que é pior – é, é a idade chegando…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Matéria legal sobre a “parte técnica” de cantar, especificamente abordando o tema “Axl Rose” e o que possivelmente houve com a voz dele – vale a pena conferir: http://whiplash.net/materias/biografias/200844-gunsnroses.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Ótima matéria – até eu que nunca cantei patavinas vejo os danos do tal uso do drive. É tipico de vários cantores principalmente de um estilo que requer maior vigor. Acho que temos varios exemplos do desgaste usando o tal drive. Paul Stanley, Chirs Cornell, Tony Martin e por ai vai.
      Pelo que vi é como “uma fruta deliciosamente perigosa” e quase como um vício – soa extremamente bem e estraga que é uma beleza…

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  12. Vendo um vídeo do show do Guns em Curitiba, com o Axl dando chilique e errando Estranged, imagino se isso ocorresse com o Metallica (comparando com uma banda que está no estilo “metal”, que disse que tem os fãs mais chatos do Universo)…

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    • Glaysson, isso de Axl “parar” pelo menos uma música em cada show é o que os americanos chamam de “business as usual”. Cada show, um susto – eu vi isso e parece que vai acabar o show. Enfim, o que não dá é para se surpreender…

      Mas concordo: se fosse com outra banda, seria considerado diferente. É que ali é o padrão mesmo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  13. Hi,

    a molecada sabe pouco… Pegaram, exceção o cara vestido socialmente, só adolescente… Achei que foi um pouco de maldade.

    Eles precisam ler (urgentemente) o MHM.

    Graça e Paz,

    Daniel

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    • E seriam bem-vindos… quem quer aprender, o espaço aqui é uma generosa mãe… mas não pode ter preguiça de ler e querer apenas figurinhas…

      Aula um: não usar uma camiseta de rock em vão. Lembro de antigamente ir à Galeria do Rock e ser questionado se eu sabia mesmo das camisetas de MetallicA e Iron Maiden que eu vestia, com risco até de mandarem tirar… hoje não tem mais isso…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  14. Reparem na performance vocal deste senhor de 66 anos (13 a mais que Axl).

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    • Daniel, o grande Tyler realmente é um cara diferenciado. A performance mais recente que conferi, no Monsters of Rock de 2013 (com cobertura aqui no blog), foi de cair o queixo.

      E muito legal essa tour de reunião do “fã Slash” com seus ídolos do Aerosmith. O resultado não podia ser diferente de espetacular…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  15. Mais uma vez entrando atrasado no vagão. É como se diz aqui em Porto Alegre: Chega atrasado, pega o (ônibus para ) Viamão lotado e que sentar na janela, pegando ventinho… não dá! Mas eu não resisto, ainda mais quando aparece um post tão instigante (ou provocador) como este do Daniel.
    Acho que a primeira diferenciação a fazer é entre aqueles que vão ao show por serem fãs “de carteirinha” da banda e aquele que vão… sei lá por que motivo… pra contar as novidades na escola ou faculdades, porque os pais pagam, etc… Destes últimos não falarei por pura ignorância do fenômeno.
    Acredito muito na ligação emocional que as pessoas constroem com bandas e músicas que os acompanharam por 20, 30, 40 anos. Músicas e bandas que os acompanharam nos momento felizes e tristes. Nas boas e más horas. Não se pode menosprezar isto. Para cada pessoa pode ser uma banda, ou bandas, e para outros, outras bandas, outros estilos até, além do Heavy Metal.
    Sabbath, Purple, Maiden, Metallica, Guns, Ac-DC, Stones, etc…
    A oportunidade de ver uma banda destas na sua cidade, no seu país é, para muitos desses, impossível de se deixar escapar.
    Se algum de vocês não entende o que quero dizer, peço que formulem na sua cabeça uma hipótese do Led Zeppelin sair em turnê, mês-que-vem. O quanto tu estarias disposto a investir financeira e pessoalmente para poder ter a oportunidade de testemunhar uma apresentação dessas ao vivo.
    Talvez para o Daniel, que já confessou que não gosta muito de discos ao vivo, isto não signifique muito. Para mim, vou contar a vocês, ainda lamento o fato de não ter dado um jeito de ter ido naquele show do led em Londres em 2007, do qual tenho o DVD mas… é pouco, muito pouco.
    Concluo este ponto: para quem tem uma ligação emocional com uma banda (e toneladas de pessoas tem uma ligação emocional com o Guns and Roses) eu compreendo qualquer valor investido num show.
    “Ah, mas não é show do Guns e sim do Guns cover com Axl”. Bem, poderia até concordar com esta argumentação, mas a verdade, já dita acima é que para muitas pessoas, o vocalista é a cara da banda e representa 80-90% da mesma. E se esta tournê foi de uma banda cover, o set list foi muito bem escolhido. muitos clássicos indiscutíveis.
    Quanto a qualidade da voz do Axl, não quero falar muito pois ainda não fui a um show do Guns And Roses. Confesso que apesar de ADORAR o AfD, não tenho aquela ligação emocional com a banda como com outras já citadas acima. A questão dos atrasos do Axl, esta sim, acho inconcebível e foi isto que me afastou dos dois show que ocorreram aqui em Porto Alegre. Nestes tempos em que todas as bandas respeitam os horário no máximo que podem, ataques de estrelismos estão fora de moda. Pensando bem esta é uma questão em que o Brasil se aprimorou em muito não é mesmo? Nos anos 80 atrasos de uma ou duas horas eram considerados “normais e esperados”
    Quanto a voz dos nossos ídolos. Penso que é apenas natural que com a idade (já avançada) de muitos a performance caia um pouco, ainda mais no que tange aos agudos. Acho que muitas vezes é uma questão de adaptação a nova situação. Cantores com Geddy Lee e Ian Gillan, me parece que souberam adaptar suas performances ao vivo ao novo nível de agudos que dispõem em sua garganta. Todos sabemos que a performance não é a mesma dos trabalhos originais e isto dói um pouco, mas os caras se adaptaram e entregam um show competente e dentro do que se propõem a fazer. De outro lado estão cantores como Paul Stanley ou Sebastian Bach que insistem em tentar fazer coisas que não tem as mínimas condições de fazer nos dias de hoje. Isso termina em performances falhas e, me custa dizer, constrangedoras por vezes, como a do tiãozinho no R&R 2013. Nesta categoria incluiria, uma pena, o David Coverdale. Em algumas apresentações mais ou menos recentes dele vejo esta tentativa, talvez levada pela emoção do momento, de fazer o que não consegue mais.
    Até o grande rei da voz do metal, Roni James Dio, me parecia com a voz um tanto comprometida no Holy Diver Live ou no DVD do Heaven & Hell…
    A grande exceção aí é Glenn Hughes: esse extraterrestre, com todos os excessos que cometeu em sua vida continua cantando como um garoto. Impressionante.
    Por fim, não vou falar sobre uma nova safra de artistas do gênero metal. Conheço poucas coisas e me considero um cara meio conservador para estas coisas. Tento me forçar a ouvir coisas novas mas o que consigo fazer na maior parte destes esforços é ouvir coisas novas para mim e que no final são bandas antiquíssimas que eu não conhecia bem, hehehe. Ou então bandas com artistas clássicos que se montaram a banda agora (Black Country Comunion ou Winery Dogs) Existem exceções, mas servem apenas como confirmação da regra.

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    • Eduardo, é sempre importante o comentário, pois traz consideraçoes importantes, mesmo quando nesse caso vou discordar mais do que concordar com os pontos trazidos.
      Concordo com o estimulopara ir ao show, o repertorio é infalivel, mas o risco do atraso , da falta de consideraçao é grande tb. Sera que o Axl já tomou na cabeça e agora vem ‘respeitando’ um pouco mais o horario? Seria bom daqui pra frente, quem sabe um dia me animo a ver este cover de luxo.
      Vao os meus discordos/
      Acho que o Geddy Lee ainda vai tentando levar no limite, mas o Gillan caiu muito mesmo. Ė uma questao de gosto, mas eu nao aprovo.
      O Led nao e Led desde1980, e o Plant tambem ja esta no limite da coisa. Eu vi a dupla Page Plant no Hollywood Rock, la nos anos 90, foi muito bom, mas para ficar animado em ir ao Show do Led, ou temos uma atmosfera favoravel – show perto, acesso bom, e etc…. ou precisavamos ressuscitar o Bonham.
      O Dio em Holy Diver Live estava gripado, nao sei pq insistiu em gravar o show, nao foi o melhor registro mesmo. Com Heaven And Hell, já estava com mais de 65 anos e fica um pouco mais dificil, mas considero boas performances, é claro que nao da para comparar com a fase dos anos 80.
      Por fim concordo com as avaliaçoes de Coverdale (cada vez pior), Sebastian Back (esse eu nunca gostei ao vivo) e Paul stanley (que tem claros problemas) e tambem com Glenn Hughes que incrivelmente esta em excelente forma, e vamos incluir o Steven Tyler e numa proporçao menor Rob Haford e Mr Dickinson que estao muito bem.
      Que venha a treplica – abraços
      Remote

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      • Remote, Axl só entra no palco mais pontualmente quando há claramente formalizado que atrasos forçarão o show a ser interrompido antes do fim. O que eu não entendo é porque não se faz então isso para tudo…

        De resto, só tenho a reinterar que concordo em tudo, ainda que tenha que fazer uma leve ressalva para Plant que, pelo que vi nos 2 shows solo mais recentes dele pelo país, foi bem em vários momentos, considerando tudo que deve ser considerado dele… claro, longe de auge, longe daquilo até, sei lá, metade dos anos 80, mas a metade dos anos 80 são 3 décadas nas cordas vocais…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • Xará, comentário excelente. Pode pegar a janelinha…

      Sim, há o fenômeno das redes sociais claramente influenciando na decisão das pessoas hoje em fazer as coisas, sejam estas coisas ir a um show, a um evento, a um lugar qualquer, ou ter determinadas atitudes. É uma questão que ultrapassa os entendimentos convencionais, um fenômeno que só cresce, e cresce cada vez mais intensamente no Brasil. Os resultados passam por pessoas cada vez com menos personalidade, sem argumentações, querendo viver para os outros ao invés delas mesmo (a não ser para divulgação pessoal). É complicado…

      O Led em 2007 foi engraçado: havia um amigo que eu trabalhava, o Clóvis (o “Robinho” que canta com o Rolf, Marcus Batera e galera) que ficou alucinado para tentar conseguir um ingresso. Até tentamos, claro, sem qualquer sombra de sucesso… mas ficou a história das tentativas e do pseudo-planejamento que tínhamos se conseguíssemos, hehehe…

      Também acho que a questão financeira não é o centro da discussão. Aqui no Brasil que os shows custam o que custam. É um claro aproveitamento da industria atendendo à resposta de coisas como o fenômeno social acima, tudo isso desde a visita do U2 em 2006, que foi o show que mudou os parâmetros de preço por aqui. A banda retornou ao país depois de 8 anos e gerou uma comoção geral, e aí foi a faísca para tudo que temos hoje em termos de preço.

      Quanto às análises e nomes citados, vou na argumentação do mestre Remote… e seus exemplos foram excelentes e delicados no sentido do passado x presente… e sobre o Holy Diver Live e a gripe de Dio, não dá para entender mesmo… foi uma pena o registro capturar bem ESTE momento…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Ola Schmitt,

      obrigado também por participar!

      Você foi preciso em algumas questões – que até então – foram ignoradas por mim. Uma delas é essa ‘nova’ (nem tão nova, vai) condição de assistirmos aos nossos ídolos de tão perto.

      Hoje as oportunidades não são tão de ‘ouro’ assim e a gente, com algum esforço, pode vê-los, até mais de uma vez, em cidades diferentes (Rolim, mode on) e fazer análises sobre os desempenhos, city by city.

      “Talvez para o Daniel, que já confessou que não gosta muito de discos ao vivo, isto não signifique muito. Para mim, vou contar a vocês, ainda lamento o fato de não ter dado um jeito de ter ido naquele show do led em Londres em 2007, do qual tenho o DVD mas… é pouco, muito pouco.”

      Só re-afirmando: eu não gosto de discos ao vivo mas vou à shows e, como se diz no Rio, não sou torcedor de radinho: participo mesmo. O lance com relação às produções é que, desde a década de 70, eles são fakes (mexidos, tratados, alterados, “overdubiados”) e eu não curto isso. O que engrandece os shows são os repertórios dos discos autorais, e destes, ah sim, não abro mão.

      Graça e Paz,

      Daniel Junior

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  16. Eu tive a oportunidade de estar presente no último show de South American Tour,em Fortaleza,e uma coisa eu posso afirmar,não se vai para um show do Guns N’ Roses por Ashba,Bumblefoot ou ainda Duff…Não só eu,como todos os demais naquele lugar estávamos ali para ver a figura mítica que é Axl Rose…
    Por Quê?
    Por ser um dos maiores senão o maior frontman que a música já presenciou,por ter o disco de estréia mais vendido da história do Rock,por suas canções que influenciarão e ficarão cravas para sempre em nossas cabeças!
    A verdade é que em algumas músicas ele ainda é Axl Rose,o que dizer de It’s so easy,Mr.Browstone,Civil War,Estranged,Patience,November Rain,Knockin’ On Heaven’s Door,em outras como Paradise City e You Could Be Mine é algo lastimável,já em Sweet Child O’ Mine,ele “dá” a canção ao público,deixa que estes a cantem,a tornem muito mais romântica do que Hard Rock…
    Chinese Democracy e Welcome To The Jungle ainda conseguem transmitir aquela energia de outros tempos…
    O seu carisma é algo surreal,suas danças meticulosas ainda conseguem fazer a cabeça das mulheres..A maneira que Ele sabe levar o público de uma maneira imensurável,Ele tem o conhecimento da dimensão que têm,Ele sabe que todos estão ali ara vê-lo,então um simples aceno seu,leva ao delírio milhares!Quando em algum momento esporádico ele usa aquela sua voz que junto com tais danças provam que ali está realmente Axl Rose,ele recebe aplausos,lágrimas caem dos olhos daqueles que por uma vida sonharam em estar ali,a poucos metros de seu ídolo,as childhood memories vêm a tona,aquele amor esquecido,não parece mais tão distante,aquela ânsia furiosa da adolescência por mudar o mundo,sabe-se de qual maneira,parece emergir do íntimo de seu ser.
    Não é segredo algum que Ele,não usará mais seu famoso Drive,porém,como se trata de Axl Rose,sempre fica a expectativa…
    As limitações médicas o proíbem ,os boatos informam que talvez ele passe por uma cirurgia de rejuvenescimento das cordas vocais…
    Os atrasos?
    Parecem programados,quando Ele vê que ninguém aguenta mais esperar,que pessoas começam a sentar em pleno recinto,eis que surgem o logo da banda,a euforia é impactante,os gritos então…
    Os chapéus,as jaquetas,as botas de couro,e até mesmo as explosões,provam que o Rock não morreu,respirar por aparelhos,é bem verdade,mas são caras como Axl Rose,que mantém o sonho vivo,com a sua presença a Paradise City se torna real,até mesmo nos lugares mais ínfimos…Afinal tirando os clichês,”É o Axl Rose”,mais essa afirmação não é algo vago ou idiota,não,são nessas palavras que se pode definir toda uma geração,toda uma influência,toda uma vida,afinal “O Guns N’ Roses é minha vida,não a de outra pessoa”…

    Axl Rose,é a rebeldia viva…Axl Rose não é Axl Rose…Axl Rose é o Rock N’ Roll,da sua forma mais bruta,e radical,regado a muito sexo e drogas…

    Axl Rose não vende mais discos,nem ao menos shows,nem mesmo se importa com a crítica …Ele vende oportunidades,yeah,ele propicia a chance de adultos reviverem seus passados,largarem seus ternos e gravatas,deixarem seus trabalhos e burocracias em algum lugar desconhecido,ligare para seus velhos amigos e irem até seus armários e baús e procurarem aquela sua velha calça jeans surrada,aquela bandana já desbotada pelo tempo,e então…,
    Ah,o tempo aquele que parece ter passado até mesmo para Axl,mas que por uma noite parece descansar,parece voltar,parece simplesmente se deixar levar pelos acordes de Sweet Child O’Mine…
    O tempo então não incide naquela noite,ele nos deixa,e tudo soa como a 20 anos…Aquela boa sensação que apenas,APENAS,um show do Guns N’ Roses,pode causar…

    Mesmo sem Slash,Izzy,Steven/Sorum ou ainda Clarke,até Duff,o Guns N’ Roses ainda é o Guns N’ Roses,por um simples motivo…
    Guns N’ Roses e Axl,são a mesma coisa,uma união perfeita,porém explosiva,mas ainda assim perfeita…

    Alguém que em meio as ruínas daquela que outrora fora a maior banda do mundo,ainda sobrevive…

    “Vivendo, como nenhum outro de seus antigos parceiros, o lema “armas e rosas”, William Axl Rose construiu em torno de si – e com a ajuda dos meios de comunicação – uma imagem que sobreviveu ao próprio fim do Guns. Bad boy, polêmico, indomável, carismático e controlador são traços que, dentre outros, definiriam muito bem o mito Axl. Se ele confirma ou não tal imagem – possivelmente não dê a mínima pra isso – o fato é que Rose segue acumulando fãs e desafetos. Quanto a estes últimos: se pensam que com críticas – ainda que bem intencionadas – contribuirão pra que Axl Rose se torne um “cara legal”, é melhor desistir… Isto porque “caras legais não tocam rock n’ roll”, como já cantava o próprio Axl muito tempo atrás. Não tem jeito. Axl Rose é o que é”

    Acho que,se a voz não é mais a mesma coisa,ou a forma física está longe de seu melhor estado,nos não devemos apenas respeitar,mas sim contemplar e saber receber o que este cara ainda nos dá,mal ou bem ele ainda é um dos poucos que continua fazendo alguma coisa,por esse negócio chamado Rock N’ Roll…

    Acho que a pergunta a se fazer não seria,então “Por que ainda assistimos a W. Axl Rose e sua banda?”,e sim, “Por que não conseguimos simplesmente apenas assistir e contemplar a W .Axl Rose,e sua banda?”

    E a resposta seria,

    Porque a figura de Axl Rose,envolve muito mas que sua própria voz,ou ainda sua forma física,é algo que nos faz,pensar,refletir,e nos remontar ao passado,afina o Guns N’ Roses esteve em algum momento na vida de quase qualquer amante da música em geral…Axl Rose,é ainda um ser mais complexo,por vezes nos perdemos em nossos próprios pensamentos sobre Ele,jamais existirá um consenso sobre tal pessoa,por milhões de pessoas o definem como simplesmente “É o Axl Rose”,sem realmente ir a fundo no seria realmente este Axl Rose…

    Daqui a 100 anos serão poucos aqueles que lembrarão de tal figura,mas ainda existirão aqueles jovens com A ânsia de entender um pouco mais sobre o Rock N’ Roll,e então descobrirão ao menos em parte o que é e o que representa não apenas Axl Rose,mas sim também sua figura…
    E ainda existirão um ou outro jovem com aquela bandana,e uma antiga calça jeans surrada,enquanto isto existir o Rock N’ Roll permanecerá vivo,e o legado de Senhor chamado William Axl Rose,perdurará através das eras…

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    • É muito legal termos as diferentes formas de manifestações, as mais sóbrias, as mais racionais, e as mais passionais. Aqui está claramente identificada uma forma passional de admiração e apreço pelo ídolo onde nada irá macular sua reputação, desempenho, imagem ou similar. Neste caso Daniel, acredito que não há argumentos suficientes para modificar minimamente a visão do caso..
      No MHM temos espaço para todas as opiniões e também o direito e dever de discutí-las.
      Continuo não achando que vale assistir a “banda” como está. Preferia a versão dos anos 80, com Slash, Duff e outros fazendo também os seus papeis. Com Mr. Axl o risco é grande e o retorno pode ser decepcionante. Se tudo sair bem no evento, atualmente seria um bom show de rock apenas.

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    • Gustavo, quero primeiramente lhe dar as boas vindas ao Minuto HM.

      Apesar de eu atualmente estar mais na linha do comentário do Flavio Remote logo abaixo do seu, eu entendo perfeitamente toda a situação exposta por você, especialmente o lado do que somente um fã observa e principalmente SENTE.

      Eu já dei minha opinião sobre este assunto no comentário, inclusive tenho a dizer que assisti a “formação não original” da banda em todas as passagens dela, desde o RiR 2001, salvo esta última deste ano. O Axl Rose realmente (ainda) possui um pouco daquela rebeldia, de ir contra o sistema, características fundamentais de quem sabe que o rock exerce não somente no mundo musical. Concordo ainda com as músicas eternizadas, mas aí também temos diversos outros exemplos e a situação é a mesma. Não acho que as “dancinhas” dele são mais contagiantes, mas concordo que ele no palco ainda causa o furor com os fãs. Acho ainda que a voz dele muito raramente consegue algo próximo do que se via, talvez em alguns momentos mais grave, e o tal “drive” quase não existe mais, e quanto usado, é raro as vezes que com sucesso.

      Os atrasos, para mim, são uma falta de respeito sem tamanho, pois hoje em dia, um show é um “serviço” MUITO caro para certas coisas serem desrespeitadas, ainda mais para quem tem compromissos. Agora, é tão óbvio que ele vai atrasar que eu mesmo nem ligo mais para isso, pois a “surpresa” do atraso não é surpresa neste caso e aí, quem vai cedo, ou não é fã por não saber, ou tem que aguentar isso, já que pagou (e caro)…

      Eu acho que ele se importa com a crítica sim, pois sempre está envolvido em um ou outro escândalo físico – que eu acho também que pode ser proposital algumas vezes, para sempre estar sendo comentado.

      A parte da bandana me emociona um pouco, pois tenho uma guardada do RiR 2001 até hoje em casa. Sei bem esse lance que você comenta de separar a roupa surrada no dia anterior ao show, em uma espécie de ritual… sensacional…

      Por fim, concordo que daqui 100 anos, este nome estará marcado na história – mas muito pelo que foi feito na formação original, e quase nada de 1996 em diante…

      O espaço aqui no Minuto HM é justamente aberto para estas ótimas discussões e novamente lhe agradeço pelo seu emocionante e apaixonado comentário.

      Continue conosco.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Gustavo,

        re-inteiro o agradecimento de sua visita ao MHM…

        Entendo sua visão semi-apaixonada (semi, porque ela é bem razoável, apresenta motivos para nos debruçarmos) mas se pegarmos, parágrafo por parágrafo do seu edital/ode ao Axl, poderíamos substituir por tantos outros caquéticos ídolos que representam as nossas vidas em algum momento.

        Talvez a minha pergunta seja retórica, ou seja, aquela que não pede/merece resposta, porque justamente os motivos que levam alguém a assistir ao Axl não envolve nenhuma questão explicável/aplausível/suficiente.

        As pessoas assistem ao Axl ainda porque ele ainda está vivo. Sabe-se lá como.

        E se isso parece ser o suficiente, e se é para alguns (para mim e o Remote, não), é foro íntimo, não merece tantas questões da minha parte.

        Confesso que estou feliz com a repercussão do tema.

        Obrigado à você, Gustavo, por ter compartilhado sua experiência. Aqui sempre respeitaremos cada exposição. Avaliamos isso como riqueza, de verdade.

        Graça e Paz,

        Daniel Junior

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  17. Interessantíssimo o comentário do Gustavo. Inclusive ser conecta bem com o que eu havia mencionado antes sobre a ligação emocional entre o fã. E seu ídolo.

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  18. Bom cometeu 2 erros na sua matéria sobre o Axl esnobar o Slash e o resto da banda. Bom todos menos Slash ainda tocam com o Guns. No RIR III o Axl convidou o Slash porém o mesmo recusou. Hoje sinceramente não queria o Slash de volta.

    Sobre o Chinese Democracy vendeu mais de 7 milhões de CD’s fora mp3. Bom pode ter sido devido aos antigos fãs, mas nos dias atuais um CD vender isso é um recorde. Considero um ótimo CD, sim não podemos comparar com Illusion, mas esse álbum foi único na historia. Qual banda lança dois Álbuns duplos com tantos sucessos? Não tem como repetir. Todos os álbuns lançados pelo Guns pois Illusion seriam fadados a ruins pois sempre iriam fazer tal comparação.

    Agora minhas opiniões pessoais.

    Sobre a Voz:
    Axl teve que operar a garganta 2x devido a nódulos por ter abusado do drive sem fazer corretamente. Hoje ele é proibido de fazer drive com risco de perder a voz. Porém ele melhorou a técnica do drive e usa pouco em alguns trechos das musicas e abusa de falsetes. Nunca mais teremos a voz dele como antigamente. Li uma matéria que ele faria novamente outra cirurgia a mesma que Tyler fez e que recuperou a sua voz, porém ate o momento não fez.

    Desde 2009 ele esta em turnê mundial, faz shows praticamente de 2 em 2 dias e tem 52 anos. Nunca mais veremos um Axl correndo de um lado ao outro e mandando drive no máximo sem perder a afinação.

    Sobre o Carisma:
    Porém apesar dos atrasos nos shows o que acho uma falta de respeito, mas ele é dos antigos, da noite. Show as 9, 10 da noite não é “rock dos antigos” mas o tempo evoluiu e a galera não “aceita” mas esperar. Mas em diversos shows inclusive os últimos que fez no Brasil ele entrou no horário correto.

    Já fui a 5 shows dele e considero um artista que sobe no palco para fazer uma boa apresentação, percorre o palco todo, cumprimenta o publico, tem um bom carisma no palco. Faz um set list que agrada. Ao contrario do Jon Bon Jovi que so fica no meio do palco, faz um set list ridiculo esquecendo que o que o fez ser Bon Jovi foi as musicas antigas e ele simplesmente ignora isso nos seus set lists.

    Mas quando comparamos o Axl ao Tyler, bom ai é covardia. Pq o Tyler tem mais carisma, faz o mesmo que o Axl sobe para dar show, se importa com isso e a operação que fez na garganta garantiu a ele o mesmo timbre. Porem as musicas..rs Dream On o ponto alto do show é de 1977

    Atrasos:
    Foi muito criticado no RIR de 2011 primeiro pelo atraso. Mas poucos sabem a equipe do SOAD demorou 40 minutos para liberar o palco. Equipe do Guns demorou 30 minutos para arrumar o palco, porem chovia muito e o palco era uma cachoeira sem exageros. Então a mesa de som do Guns queimou. A equipe do RIR não sabia o que fazer, a equipe do Guns tinha uma mesa reserva e colocou, porém a mesma não estava ajustada. e isso demorou mais 1 hora. O Axl não atrasou pq queria. Subiu no palco mesmo com a chuva, com uma mesa de som não ajustada e foi um show ruim. Retorno que ele teve foi ruim, som ruim, guitarrista erra no Welcome to the Jungle. Mas mesmo assim o cara fez mais de 2 horas de show e levantou o publico quando abusou do Drive em Knockin’ On Heaven’s Door.

    Pq ainda ouvimos eles com musicas de 25 anos atras?
    Tem 3 do ultimo disco (2008) que toca nos shows e levanta o publico. Qual da geração dele levanta publico com as musicas lançadas depois de 2008? Qual bandas de hard rock temos hoje? Que banda atual vai lançar um IIIusion? Penso igual a vc estamos ferrados..não tem e não tenho perspectivas que vai surgir alguma banda de hard rock como tivemos na geração de 80 – 90.

    Apesar dele não mandar bem nos drive, mas quando manda mesmo por uns segundos nossa a emoção é grande. A sinergia do show, as musicas o som da guitarra no welcome to the jungle não tem preço. Então por isso ainda vamos aos shows dele. Pois ele ainda tem vontade e quer mandar os drive, quer estar no palco, não precisa mais de dinheiro, faz pq gosta. E esquece o Slash, presta atenção nesses 3 guitarristas são fod**!!! São ótimos. Richard faz o que nenhum outro guitarrista conhecido faz, bater na guitarra como bate sem perder a distorção.

    E as criticas que o pessoal fazem para a atual banda é criança fazendo pirraça querendo o Slash. No RIR 3 galera falou que o buckethead era um guitarrista horrível e que estragou os solos do Slash. É uma piada isso, pois o buckethead é um dos maiores guitarristas da historia eleito 6 vezes o melhor do mundo. E avaliando tecnicamente é muito mais muito melhor que Slash.

    Dizer que a banda atual é ruim musicalmente é outra piada. Musicalmente a banda atual é muito melhor. Os músicos são melhores, mais experientes. Ter Slash novamente seria apenas nostalgia ou seja a sinergia de um show do Guns com Slash seria fod*, mas avaliar a banda atual como ruim é bater o pé igual criança dizendo eu quero o Slash de volta.

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    • Olár Renato,

      tudo bem? Bom tê-lo aqui no Minuto HM.

      Cada dia fica mais claro pra mim que nenhum tecnicismo musical ou uma fase que mereça ser destrinchada do ponto de vista de ‘carreira’ justificará, para bem ou para o mal, o motivo do fã no show.

      Só a paixão,tão somente, é a maior justificativa para o que injustificável, o imponderável ou mesmo ao que foge da nossa razão tentar alinhar.

      Graça e Paz,

      Daniel Junior

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    • Renato, seu comentário traz bastante coerência e justifica na visão de um fã a presença de muitos pagantes sempre que o atual GNR aparece em nossas terras. Vou também corroborar com todos aqui que apreciaram ler essas linhas acima escritas.
      Apenas não consegui ler em nenhum dos comentários, nem mesmo no texto principal alguma crítica ao line-up atual de músicos que acompanham Axl. São todos muito competentes, isso é o senso comum entre todos nós. Bumblefoot, então, é extraordinário.
      Fica para alguns ( inclusive eu) meio estranho ver uma banda repleta de músicos para fazer a coisa acontecer, mas isso é puramente visual. Assim como muito de nós entendemos que o DNA de Bumblefoot traz um aproach técnico muito maior que o de Slash, este um adepto genial da old school de guitarristas. Ambos, excelentes em seus estilos. Assim como era Buckethead, de estranhíssimo visual, mas de competência por nenhum do que aqui comentaram negada.

      Alexandre

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  19. Olha só digo uma coisa,fã q é fã de verdade ñ deixa de gostar do ídolo só pq tá velho,cantando mal,e ñ faz mais as mesmas coisas de antigamente,até pq ngm fica jovem pra sempre,claro q uns ficam melhores e outros piores,citarei aqui Bruce Dickinson (Iron Maiden),
    amo Bruce,ele continua fod**…mas acho q o Axl só tá ficando velho…Guns sempre foi e sempre será uma banda épica,q conquistou gerações e q ainda conquista,só q para o meu querido e amado Axl Rose a velhice chegou rápido demais e ele ñ conseguiu se adaptar infelizmente…o Slash fez e faz falta?Claro q sim,mas já q houve desentendimentos entre os dois nós como fãs temos que entender pô….e Viva o Rock !
    Viva Guns…q fique eternamente aqui —> ♥

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  20. Olha, vou falar isto como um elogio. O amigo Renato Mattos daria um excelente advogado. A defesa que ele faz do atual Guns and Roses é muito bem embasado. É certo que a “mola propulsora” desta defesa é realmente a paixão. Mas não e só isso. Ele pinça cada aspecto e tece comentários que tem uma coerência interna. Ficou muito interessante. Parabéns.

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  21. Daniel, tem pelo menos 1 detalhe na pesquisa que para mim deixa o resultado no mínimo questionável :

    A pesquisa traz o alcance vocal ” in the recording studio” . Vamos tentar descobrir o ” range ” da Xuxa , que tal ????

    Outra coisa : certamente não é nos dias de hoje ( Axl não grava nada em estúdio pelo menos há 5 anos ).

    Agora a ” achologia” : Até que ponto o ” vocal range ” determina a potência vocal superior ou inferior de determinado cantor ?
    Eu pergunto isso por que o vocal atribuido a Elvis e John Lennon vai de B1 a A5 . Independente da qualidade como cantores de ambos ( Eu particularmente gosto muito do grave de Elvis), seria essa a melhor forma de caracterizar potencia vocal ? Sabe o porquê da pergunta ? Por que esse range é exatamente o mesmo atribuído a um tal de Geoff Tate:

    Citando um dos jargões mais utilizados aqui no Minuto HM : I’m afraid….

    Alexandre

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