Cobertura Minuto HM – Metal All Stars em SP – parte 1: quando aprenderemos?

Evento comprado desde 11/ago/2014, o Brasil finalmente está prestes (espero eu) a receber uma edição do que mundialmente é conhecido como Metal All Stars.

Metal All Stars

O “MAS” nada mais é do que a união de diversos artistas do heavy metal se apresentando juntos e tocando um pouco das músicas que fizeram em suas respectivas bandas ou carreira solo, normalmente os hits.

O lineup do projeto vai variando de tempos em tempos de acordo com várias variáveis, como conciliamento de agenda e interesses diversos de todos os lados. Já passaram Philip Anselmo, UDO, Vince Neil, entre outros nomes. Atualmente, fazem parte do projeto: Zakk Wylde, James Labrie, Geoff Tate, David Ellefson, Joey Belladonna, Ross The Boss, Chuck Billy, Carmine e Vinny Appice, Cronos, Kobra Paige, Blasko e Gus G. Realmente, um lineup de muito respeito.

É sabido, entretanto, que nem todos os artistas se reúnem em todos os shows, principalmente fora dos eixos (leia-se por exemplo América do Sul). Entretanto, ao se adquirir o ingresso, todos os nomes acima estavam relacionados.

O tempo passou, os ingressos chegaram e foram guardados, o horário de abertura dos portões foi confirmado para as 20h00 e “show” para as 22h30 (aqui, o de sempre: será que é difícil mesmo listar os horários de cada coisa – o mundo inteiro faz isso). A semana do show chegou, assim como de outros tantos grandes nomes que estiveram e ainda estão por todo o Brasil – Deep Purple e Paul McCartney, apenas como exemplos), e lá vamos nós ver o show. Certo?

Mais ou menos. O site oficial do evento começou a apresentar um zilhão de “postponed” em datas pelo mundo do festival. Enquanto isso, pude ver parte dos artistas chegando à Bolívia, da onde estão vindo para São Paulo, e alguns rumores começaram.

O primeiro mais sério foi de cancelamento, coisa que a organização do festival reiterou ontem que não. Depois, fiquei sabendo que Cronos já tinha cancelado sua participação. Ontem, Gus G era o segundo a pular fora. E hoje, eu disse HOJE, o dia do show, a confirmação de mais 2 nomes foram para o vinagre: Chuck Billy e Joey Belladonna. Aí pesou e começou o “diz não me diz”… segue, para registro, como as coisas foram mudando em cima da hora:

Junto ao comunicado de hoje, começaram as acusações estilo “Metal Open Air”:

No último dia 21 de novembro de 2014, a empresa GW e a Top, ambas produtoras do Show Metal All Stars – Brasil, obtiveram a informação de que parte dos artistas que compõe o projeto musical em questão, não iriam comparecer ao evento, pois alegavam desacordo comercial com o empresário responsável pela

venda da turnê mundial do projeto, o americano Gabe Reed.

Naquele momento, as produtoras do show, buscaram de todas as formas reverter tal situação, buscando inclusive compor diretamente com os artistas, porem, mesmo diante de um grande esforço, não obtiveram êxito.

Em conversas com a Gabe Reed Productions, responsável pela venda mundial da turnê, a mesma alegou que havia cumprido com os artistas em questão, todas suas obrigações, não sendo válido o argumento quanto ao não comparecimento por parte dos mesmos.

Devido ao curto prazo de toda situação, fica impossível julgar e dizer ao certo quem errou em cada caso, uma vez que as versões se contradizem.

Para nós como contratantes, adimplentes e cumpridores de tudo que nos fora colocado como obrigação, restou o desgosto e a frustração de ter uma seleção musical com menos artistas.

Portanto, dos quatorze artistas que compunham o grupo inicialmente, dez irão se apresentar e temos certeza que mesmo diante das ausências, teremos um show realmente único e inesquecível!

E mais: com 3 aberturas previstas, saiu também apenas esta semana a confirmação dos horários, que é a seguinte:

Portas: 20h00
Capadocia: 21h30 – 22h10
Project46: 22h25 – 23h15
Korzus: 23h35 – 0h35
Metal All Stars: 1h05 – 3h05

Senhoras e senhores, QUANDO APRENDEREMOS? QUANDO PASSAREMOS A TER UM SERVIÇO DE QUALIDADE MÍNIMA? QUANDO PARAREMOS COM ESTAS PORCARIAS DE ATITUDES DE VIRA-LATA SARNENTO? QUANDO HAVERÁ RESPEITO?

Na boa… está difícil se contentar com este tipo de coisa. É inaceitável. E claro, a maioria deve achar tudo isso “normal”. Infelizmente, não é. Está longe de ser. Isso é uma enorme falta de respeito com quem paga por um serviço, se programa, podendo inclusive estar vindo de outras cidades, tem horários, trabalha no dia seguinte, precisa viajar no dia seguinte cedo (meu caso, por exemplo) e, mais que isso, é informado NO DIA DO SHOW que há cancelamentos “mas que mesmo assim, será legal”.

É óbvio que os 10 nomes que ficaram, espero eu que fiquem todos ainda, justificam o evento mesmo assim. E é claro que será legal. Mas e se eu vou ali exclusiva pelo Belladonna, Chuck Billy ou outro cancelado? Aí eu tenho de me contentar em esperar o trâmite para pegar meu dinheiro de volta, claro… por que estou aqui reclamando, certo? Está tudo certo, mesmo…

Se, por um lado, é importante ressaltar que estamos tendo a informação disponível e pelo Facebook nota-se um esforço da organização brasileira em responder às pessoas (isso no Metal Open Air não aconteceu, o que é ainda mais grave), é um absurdo que tenhamos que passar por isso. Não quero aqui ficar do lado se é mesmo o empresário gringo ou não, eu sou o cliente, oras. Como funciona o reembolso, por exemplo, de quem viajou para o show e HOJE (!!!) tem a informação de cancelamentos? O reembolso prevê passagens, hotel, tudo? Eu já passei por algo assim e sei como é

De novo: pelo que se lê, a culpa é específica do empresário americano responsável. Mas, de qualquer forma, é inadmissível uma situação destas. É impossível aceitar do ponto de vista do fã. Se é sabido que existiram problemas em outros países também, então por que a organização aceitou esta situação? É simples: pois no fim, o último da cadeia é que paga o pato e todo o resto está botando dinheiro no bolso.

E a resposta da pergunta do título é fácil e para mim, mais que repetitiva: jamais.

Esta cobertura deverá voltar, mas espero que falando do que realmente interessa: o evento.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Anthrax, Artistas, Black Label Society, Black Sabbath, Cada show é um show..., Curiosidades, DIO, Dream Theater, Manowar, Mötley Crüe, Megadeth, Pantera, Resenhas, Testament

17 replies

  1. Rolim, sabe dizer se o line up citado esta confirmado? mesmo assim só sobrou medalhão

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  2. Eduardo.

    Jamais mudaremos. Não tenho muito a acrescentar uma vez que é recorrente da parte da gente que se esforça para testemunhar alguns espetáculos sermos tratados como gado.

    Para vermos UMA das diferenças, o leitor está convidado a ler o mesmo post escrito por você sobre o show do Elton John ou mesmo do Billy Joel em NY.

    E mais uma vez concordo com você com relação a conformidade que o pessoal aceita. Não, isso não é normal, não, isso deveria ser punido com rigorosidade e sim, não há prazo de se extinguir.

    Espero que a ‘sobra’ compense as ausências sentidas, caso do Gus G, por exemplo.

    Daniel

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    • Daniel, é exatamente isso. Não há mais como aceitar. Não há desculpas. A comunicação é plena hoje em dia, é abundante, é GRÁTIS. O evento vem sendo planejado há meses. Você está mexendo com emoção das pessoas também, além da parte financeira. Está mexendo com planejamento, com expectativas. É complicado…

      As pessoas viajam bastante ao exterior hoje em dia. Daria para pelo menos EMULAR um pouco?

      E sim, ainda ficaram muitos “medalhões”, como disse no texto e o Rolf reforçou no comentário, mas o ponto não é “só” este…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Está confirmado esse horario mesmo? 1h da manhã?

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  5. Cara, que situação isso aqui de novo.

    Vamos repetir : DE NOVO!!!!!!

    Quem sabe um dia.????

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    • Esse dia, B-Side, não chegará. Simplesmente isso, não chegará – em vida, não deveremos ter.

      Algumas palavras / termos sobre o show de agora pouco: “constrangimento” ; “despreparo” ; “falha” ; “improviso” ; “bola na trave” ; “ridículo” ; “vamos dar uma força”.

      Cara, foi feio… e é claro que o Carmine não deu nem sinal…

      Quando passar esse período de shows, espero escrever mais… os bons momentos foram poucos, bem pontuais mesmo… duro.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Meu comentário é uma palavra: Desrespeito.

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  7. se vcs acharam que desrespeito foi só na organização, na execução do show, nao sei se da pra dizer se ficamos na tênue linha do que poderia ter sido um show ruim. Em respeito aos artistas brasileiros que visivelmente se esforçaram e chamaram pra eles a responsabilidade de manter o show ativo, eu vou considerar a minha opinião favoravel ao show. Só por isso. Sria uma injustica achar que o show foi um fiasco completo em respeito À eles

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    • É uma pena , Rolf, saber desta questão também . Vamos elogiar sim a presença da banda de apoio do Brasil! E será que algumas das versões não ficaram pelo menos razoáveis ou boas ? Pode citar alguma muito abaixo da crítica ? Ou melhor, que tal uma resenha ????

      Alexandre

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  8. meu amigo, B-side, só pra vc ter uma ideia, houve uma formação em que tinhamos se nao me engano…..Vinnie Appice, David Ellefson e Geoff Tate no palco. o inicio indicava que executariam Neon Nights, mas foram erros atras de erros na música: entrada erradas, saidas erradas, perderam a entrada do solo, erraram as convenções de saida e entrada do solo, erraram a quantidade de vezes do refrão………todo mundo se olhando pra saber aonde estavam…..enfim, nada que nós ali estavamos esperando ou que alguem pudesse esperar de musicos e pessoas daquele quilate. ….é claro que, o que transcorreu normal na múscia ficou muito bom, mas no geral o resultado final foi um “needs improvement” total…..pra quem ta ali pra gritar, pular e beber cerveja, deve ter sido um prato cheio, mas pra mim, que estava ali pra respeitar o legado de Dio + Sabbath, o minimo que eu poderia esperar era um pouco mais de entrosamento entre os musicos e uma preocupação em trazer pra um publico pagante, versões de respeito……….nao foi o que se viu……..soou meio que um lance improvisado……..se fosse de graça, eu iria adorar o que vi, mas se eles se propuseram a cobrar por isso, que pelo menos tivessem o bom senso de saber o que estavam tocando ou mesmo a humildade de pedir desculpas ao final das versões desastrosas…………….pra mim soou desastroso……………..eu paguei uma pista VIP pra ver um show e nao uma sequencia de pessoas se revesando pra improvisar as coisas………….como eu comentei: se nao fossem os musicos brasileiros do ex-Angra, o batera do Korzus, um tecladista de apoio e o guitarrista acho que so soulfly – ou atual Cavalera Conspiracy – o show teria sido um fiasco mesmo……..é claro que, tambem, houve momentos bons……mas leia-se “momentos bons” em momentos que eles simplesmente executaram as coisas de forma correta e nada mais do que a obrigação deles, afinal, nao era esse o proposito de fazer um show? não eram as “stars” do Heavy Metal ali? todo esse clima de “improviso” ficou visivel e o publico brasileiro que em geral costuma ser muito caloroso, na minha opinião, deu uma resposta morna aos musicos que se revesavam no palco…….mas eu gostei dos brazucas….deram um show de profissionalismo…….foi o que nos restou a eles eu dou o meu muito obrigado por valerem a pena o meu ingresso

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    • Rolf,

      revoltante. Entendo que atenuar é uma maneira de fazer justiça e reconhecer quem foi profissional, mas no “toldo”, apenas uma palavra: lamentável.

      Daniel

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    • Eh……o negócio pelo jeito foi pior do que eu imaginava…É incrível que um line-up incluindo Appice e Tate possa se enrolar com Neon Knights, pois Appice tocou a canção anos a fio e Tate gravou a música no cd de covers do QR. Além disso, ainda tocava o clássico na turnê subsequente ao álbum, tendo tocado com a sua ex-banda inclusive aqui no Rio ( naquele show para meia dúzia de pessoas, incluindo este que aqui escreve).

      Daniel está certo, o jeito é lamentar…

      Segue a versão decente do Rio de Janeiro, para poucos felizardos :

      Bons tempos aqueles!

      Alexandre

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  9. Puxa vida. Realmente o show parece ter sido um desastre completo.Não dá pra entender. Os caras são músicos profissionais a zilhões de anos e estão em turnê com este tal Heavy Metal All Stars… Não daria pra, ao menos, dar uma ensaiadinha no repertório?
    Pelo jeito foi o evento tornou-se uma Jam descomprometida com um preço exorbitante (qualquer preço seria caro).
    Quanto a questão da produção, realmente foi lamentável, mas quero dar um contra-ponto aqui.
    Dos idos dos anos 80, com sonorizações horríveis, horários descumpridos e cancelamentos frequentes, avalio que já melhoramos muito aqui no Brasil em termos de produto entregue ao consumidor de shows de rock. Isto sem falar na quantidade muito, mas MUITO superior do que se tinha antigamente.
    Posso estar sendo otimista ou me iludindo, mas vejo o caso que o presidente está relatando como uma exceção em meio a uma maioria de produções bem feitas. É claro que tudo isso é baseado em altos preços de ingressos, mas ainda, se for pra escolher prefiro que haja show com preços caros do que somente assistir pelo DVD ou Blue Ray.
    Aguardo um review mais preciso do evento!
    Abraços

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  1. Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em Brasília – parte 1 | Minuto HM

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