Lexington Lab Band e a evolução musical (parte 1)

Estamos em 2020 (ainda…) e muito de nós (como eu) nos encontramos, por boa parte do tempo, entrincheirados. Buscando exercitar o isolamento, cada um em seu grau de possibilidade, cada vez mais se recorre aos “amigos culturais”, como vídeos em canais de internet, álbuns (físicos ou não), bons livros, por aí vai…

Virei em 2020 um ermitão do YouTube, por comodidade e acessibilidade quase plena à praticamente qualquer álbum que exista na face da Terra, e aí, por consequência já indiquei por aqui alguns de seus canais, depois acabei encontrando outros, boa parte deles voltados à música, mas não necessariamente ao rock mais pesado. Nessa busca, me deparei com alguns canais que fazem boas rendições de faixas clássicas do passado, mais recentemente o Lexington Lab Band – e antes desse, o Band Geek Podcast, que mostra um clima mais de ensaio sem maiores edições, aliado um conteúdo com inúmeras faixas, boa parte delas que estão no nosso horizonte musical mais comum, como por exemplo:

Holy Diver

ou a ousadia de tocar um Heart of Sunrise, Yes fase clássica:

Especificamente tratando do Lexington Lab Band, o que mais me chama a atenção é como se percebe de forma mais clara, além de uma produção mais profissional sem o clima de ensaio informal, como os vídeos mostram o desenvolvimento dos arranjos originais, desde a escolha de determinada formação de um line-up para fazer a perfomance de determinada canção. O canal até se arrisca em cenários que estão mais próximos dos nossos, como algumas canções do Def Leppard, Pink Floyd ou da cena “grunge“, que vai ser assunto do próximo podcast.  

Aqui eu tinha “cumprido meu papel inicial”, pois o objetivo principal era indicar o canal dos “Lexingtons” , chamou-me atenção, por exemplo, o cuidado deles ao usar um baixo de 8 cordas para tocar a versão de Jeremy que postei acima. E ainda que a indicação venha a atingir (na maioria dos vídeos que lá estão disponíveis) admiradores de um som mais “JB FM“, a tal chamada “música de elevador”, esse é um canal para quem gosta de ver e ouvir qualidade nas versões praticamente impecáveis, muito próximas às originais.

Então, como afirmei, eu ia parar o post por aqui, mas eis que aí surgiu um segundo objetivo, no momento em que eu ouvi a versão deles para o clássico Hotel California, dos Eagles. E o assunto, inicialmente pretendido para ser totalmente desenvolvido em um único post acabou ficando muito extenso, desta forma o jeito foi partir para uma parte 2, que já está aqui, trazendo uma ” dissecação” da versão de Hotel California pelos Lexingtons e várias reflexões sobre a evolução musical.

Até lá.

Alexandre Bside



Categorias:Artistas, Covers / Tributos, Def Leppard, DIO, Pearl Jam, Pink Floyd, Resenhas, Yes

4 respostas

  1. B-side muito bem elaborado e muitos detalhes interessante.
    Assisti Foolin que a gente já tocou …….e vou dizer ficou obviamente muito bom, mas falta a emoção ……….falta a pegada do metal……….falta a quebra da “linha reta”…..o sentimento ……
    Sei lá ………..mas o pessoal manda muito bem ……nao vi o cowbell, por exemplo …não via alavancada ………..aquela que, numa boa, vi você fazendo fácil……quase não pude acreditar …………

    Does anybody there?

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    • Bem, comentário de quem entende a gente precisa respeitar ainda que haja algumas discordâncias. O cow bell está lá, pode se inclusive ve-lo em 2:45 min aproximadamente. Talvez esteja baixo na mixagem, por isso a estranheza .
      Em relação a alavanca fazendo um dive bomb invertido nas frequências graves , você tem inteira razão, ainda que a própria banda não faça ao vivo, já que há outras notas sobrepostas no sol que é feito apenas pelo Phill Collen. Isso é pra poucos mesmo. Poucos pereceberiam essa ausência, que poderia ter sido coberta pelo outro guitarrista, por exemplo.
      E a tal polidez que te incomodou também se justifica. Afinal , é projeto mais clássic rock/pop e eu compreendo a tal falta de pegada . Inclusive não me incomoda pois o resto do arranjo é muito bom.
      Você tem coerência no comentário. E um ouvido cirúrgico, impressionante.
      Ainda assim eu aplaudo de pé os caras. E gostaria de ouvir seus comentários no som do Pink Floyd e no de Hotel Califórnia que está segunda parte deste post.

      Valeu
      Alexandre

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  2. O que mais não me anima nesse tipo de canal é que o foco sempre são covers. Hoje em dia é possível ter um estúdio em casa e ao invés de promover um material próprio, vamos usar uma bateria eletrônica para tocar Holy Diver? Tantos músicos e ninguém tem material próprio? Não que o cover do DIO não tenha ficado legal, mas quantos tantos outros covers de Holy Diver temos no YouTube? Como se destacar no meio de tantos outros iguais? A resposta não será “tocando melhor” ou “produzindo um vídeo de melhor qualidade” … precisa ter material autoral.

    Gostei muito da versão de Jeremy (que baixo legal hein!), mas achei o vocalista sem sal – tem gente que acha que é só cantar em tom grave para fazer um Pearl Jam…

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Trackbacks

  1. Lexington Lab Band e a evolução musical (parte 2) – Minuto HM

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