O ‘Iron Maiden’ que não começa com ‘Prowler’

Mesmo com a popularização do formato MP3, eu nunca deixei de ter os meus CDs. Sempre fiz questão de comprar os lançamentos mais legais – acho que devemos fazer a nossa parte em apoiar os artistas que gostamos, especialmente em relação a coisas que acompanhamos o lançamento – e em especial, gosto de ter sempre toda a discografia das minhas bandas prediletas. Mesmo que por diversas vezes eu raramente ouça os CDs (e aqui falando em relação a mídia, propriamente dita) acabo acumulando bastante coisa que nunca “ouvi”, alguns até ainda lacrados.

Com a intenção de completar a discografia da minha banda preferida, lá por volta de 2000 e algo, aproveitei uma promoção da Lojas Americanas que estava vendendo todos os discos do Iron Maiden por R$10,oo cada CD. Comprei todos os álbums que me faltavam. E claro, é possível que até hoje alguns nunca tenham sido reproduzidos num CD player. E numa dessas dessas de reproduzir um CD comprado há bastante tempo, resolvi ouvir o ‘Iron Maiden’, o álbum (e aqui sim, falando em relação a mídia, propriamente dita). Para minha surpresa, quando eu esperava aquele riff sensacional e marcante de ‘Prowler’, vejam bem o que aconteceu:

O que certamente foi um erro de prensagem, para mim virou um item raro e muito valioso. Já recebi ofertas de fãs cobiçando meu ‘Iron Maiden’ que toca ‘The Number Of The Beast’. E já aviso logo: não vendo e não troco, rs.

Este CD faz parte da série resmasterizada, lançada em 1998, que vinha com um conteúdo multimídia para ser visualizado no seu PC Windows 95 ou no seu Macintosh PowerPC. E claro, este conteúdo não veio no meu CD.

'Iron Maiden', relançamento de 1998, remasterizado

‘Iron Maiden’, relançamento de 1998, remasterizado

O CD com a capa do 'Iron Maiden' impressa

O CD com a capa do ‘Iron Maiden’ impressa

Contracapa com o conteúdo multimídia: 'Iron Maiden' e 'Phantom Of The Opera'

Contracapa com o conteúdo multimídia: ‘Iron Maiden’ e ‘Phantom Of The Opera’

E este post me faz lembrar que eu preciso providenciar um ‘Iron Maiden’ de verdade, com ‘Prowler’, ‘Phantom Of The Opera’, ‘Transylvania’ e tudo mais, para minha coleção.

Abraços,

Su

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~ by Suellen Carvalho on Tuesday, September 18th, 2012.

23 Responses to “O ‘Iron Maiden’ que não começa com ‘Prowler’”

  1. Bom, Su, eu não sei sobre estas “ofertas” recebidas, sei que eu já fiz a minha a você quando você comentou há um tempo atrás que tinha um “Iron Number” – ou seja, para lhe livrar desta terrível decepção de esperar um CD e ter outro, posso lhe fornecer tanto o Iron Maiden quanto o Number, prensagens oficiais (e corretas), remasterizados, por essa coisa ruim aí, prensada errada e que faz com que você não tenha os clássicos do primeirão do Maiden.

    Ou seja, você dá esse CD para mim, que na verdade é outro, errado, usado e antigo, e ganha 2 CDs CORRETOS, novinhos em folha, lacradinhos e… IMPORTADOS! Wow! Que tal? Não vejo onde você pode perder nisso! :-)

    Isso me lembrou aquela prensagem francesa errada de 400 cópias do Ride The Lightning do MetallicA na cor verde, hehehe: http://www.postiar.com/post/24064/metallica-part-3-discography.html / http://www.metallicaworld.co.uk/f_a_q.htm

    O post é bem legal, a ideia do vídeo, sensacional, e a surpresa que deve ter sido, do tipo: “ué, será que errei o CD? Será que estão em caixinhas trocadas? O iTunes ficou doido?”, entre outras, é impagável…

    Guarde com carinho… ou melhor, se quiser, eu guardo para você… a proposta está eternamente de pé! :-)

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    • Eduardo, muito obrigada pela sua preocupação mas pode deixar que aqui em casa ele está muito bem guardado hehe

      Essa surpresa foi descoberta pela minha irmã, que na época da primeira tour da Somewhere Back in Time resolveu ouvir o cd e me mostrou isto.

      Mas aceito os cds importados, corretos, lacradinhos e etc como presente ;)

      • O CD estará bem acompanhado dos outros, Su, posso garantir… vai, o que que custa, anda, diz que sim, anda, SIIIIMMMMM ? #Apelação

        Legal que foi a Carol que descobriu isso, hehehehe… que surpresa deve ter sido…

        Negócio fechado?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

  2. Eu não sei não, Eduardo , mas acho que você vai precisar se esforçar um pouco mais na sua oferta….
    O post é muito legal de ler , como tudo que a Suellen traz por aqui, e eu confesso que não sabia desse erro de prensagem que faz o material acima ser tão especial .
    O assunto me lembra um vinil que o Marcos Mustaine uma vez me emprestou do Eric Clapton : Era um álbum duplo, onde ele apontava para uma faixa de um dos vinis como fantástica;Eu confesso até hoje nunca ter uma predileção especial por Clapton, desculpem-me pela heresia, e fui ouvir o tal disco.
    Era um trabalho ao vivo, e alguns momentos após o início da tal faixa, eu lembro de ter pensado : Realmente , uma faixa instrumental maravilhosa, com ótimas intervenções de guitarra ! Passados mais momentos da música , cada vez mais eu achava a coisa com menos “cara ” de Eric Clapton. Aliás, o baterista era fanstástico e bem numa linha mais hard rock do que acostumei ao ouvir do músico em questão .
    Por fim, aquilo me colocou uma pulga monstruosa atrás da orelha, e quando fui pegar o vinil para confirmar do que se tratava , surgiu a explicação de tudo :
    O disco duplo , sabe-se lá por quê, tinha um vinil original do trabalho e o outro de um ao vivo do Gary Moore ….o batera era o Tommy Aldridge…E a música, fantástica , era Parisienne Walkways!!! O disco de Gary é o Live at Marquee , de 83, que aliás também tem o Don Airey nos teclados, uma baita formação …
    Até hoje não sei por que o álbum tinha um disco de cada guitarrista, mas desconfiando da saudável maluquice do Mustaine Carioca, entendo que talvez ele tenha se enrolado em algum momento em que teve o álbum consigo. Interessante é que ele jurava que era Clapton, vai saber ….

    • B-Side / Remote, quanto à oferta, nem uma sinalização de estudo ou contra-proposta eu tive, sabe? Estou aguardando isso da autora deste ótimo post…

      Sobre a ótima história que você trouxe do álbum duplo, ficou uma dúvida: qual era o “label” do disco? Era tudo Eric Clapton? Ou apenas a capa, ou apenas os vinis?

      Isso existe ainda?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      • Eduardo, quanto a contra-proposta, vai esperando…eu sugiro que você espere sentado…
        Cara, o vinil estava trocado no album do Clapton . Era um do próprio junto com um outro do Gary Moore . O Marcos jura de pé junto que comprou o disco assim… Sei lá…..Mas o mais incrível é que ele não tinha reparado isso até me emprestar, ou seja nem o label do vinil ele tinha visto para entender que era outro disco…
        Foi eu botar o Gary Moore pra tocar e começar a achar ” nada a ver ” com o Clapton… Depois eu percebi que tinha meus motivos , certo ?

        Alexandre

        • Não haverá contra-proposta. Só o que posso considerar é aceitar o Iron Maiden original para fazer companhia para o meu Iron Number hahahaha

          E muito legal sua historia, Bside. Então o Marcos ouvia o Gary Moore o tempo todo achando que era o Clapton? E qual era o album do Clapton, afinal?

        • B-Side, ainda espero que ela possa me dar alguma alternativa de proposta, ué… hahahaha…

          Mas sim, certo, você tinha seus motivos… :-)

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

  3. Muito interessante e bem feito o post (a mão do clip é do Paul Stanley?), e Eduardo, concordo com o Ale, acho que sua oferta não será aceita….
    E talve o mais interessante é ver que a Suelen poderia ter ficado revoltada ao comprar o Cd, que veio errado e exigir uma troca, mas não, manteve o disco e agora nem 10 cds Iron Maiden e Number Japanese Extreme Mega Edition serão capazes de fazê-la se desfazer (sic!) da preciosidade Number of the Maiden…

  4. Uma raridade mesmo…

    Sinto saudade dos tempos que ia à Madureira ou ao Centro do Rio de Janeiro para trocar/comprar CDs.

    Não tenho nada de muito raro, mas 2 CDs interessantes: um do Pearl Jam, duplo, com nome “Welcome Home, Eddie”. Ótimo show com algumas músicas com nome diferente das músicas que estariam no proximo CD – o Vs.

    O Outro é um do Metallica, de um show na Itália. O bootleg não tem o show completo, mas no final de Seek & Destroy tem uma jam. E nessa jam tem uma boa parte da base da futura Outlaw Torn!

    Valeu!

    • Glaysson, acho que conheço esse show do MetallicA onde tem um pedacinho de Outlaw Torn em Seek. Mas creio que eles fizeram isso em outras oportunidades nesta tour também – não sei se já ouvi especialmente neste show na Itália ou em algum outro da época…

      Excelente sua lembrança disso!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

  5. Olá Glaysson, essa cultura do “escambo” ainda existe, embora reduzida. Existem duas lojas no RJ que mantem a prática: Musikali e Sempre Música (ambas em Ipanema, sendo que a última tem uma filialzinha no Catete). Lá além de cds, dvds e alguns artigos raros (a preços não muito modicos), tem (especialmente na Sempre Música) um bom acervo de vinis.

  6. Su, post publicado em destaque no Whiplash: http://whiplash.net/materias/curiosidades/163809-ironmaiden.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

  7. Su, mais uma publicação do post, do ótimo IMB Brasil:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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