Discografia Scorpions – [CAPÍTULO 2]

 

{Fly to the Rainbow – álbum & tour: 1974}

Ao término da turnê Lonesome Crow, após abrir os shows da UFO por pouco mais de um ano, Michael Schenker foi convidado pela banda inglesa para assumir a posição de guitarrista.

E aqui está o efeito da primeira limitação da banda, mencionado no capítulo anterior. Ao aceitar o convite, o SCORPIONS se desfez!

Um grande amigo dos irmãos Schenker, Ulrich (Uli) Roth foi ainda convidado para a vaga de Michael, como guitarrista, mas não aceitou, preferindo continuar com sua banda Dawn Road.

Mas Rudolph estava convicto de que uma formação com Roth seria interessante, então, agora sem banda, participou de diversos ensaios da Dawn Road, terminando por decidir integrá-la. A formação continha além deles: Francis Buchholz no baixo, Achim Kirschning nos teclados e Jürgen Rosenthal na bateria.

Alguns meses de ensaio juntos e Roth juntamente com Buchholz convencem Rudolph Schenker a convidar Klaus Meine para revezar com o próprio Roth nos vocais. Convite aceito, novos ensaios se desenrolam e todos sentem ser o momento de uma turnê com esta formação.

Surpreendentemente, decidem fazê-la sob o nome de SCORPIONS, mesmo havendo mais integrantes da Dawn Road no conjunto. Contou a favor da decisão o peso de quem já havia publicado um álbum e estava um pouco mais conhecido no cenário de heavy-rock alemão.

O segundo álbum da banda com nome SCORPIONS, Fly to the Rainbow (Voe ao Arco-Íris), é publicado em 1974 e vira pretexto para sair das fronteiras da Alemanha e começar uma turnê pela parte ocidental do Velho Continente.

Lineup:

Klaus Meine: Vocal                                                                                               Uli Roth: Guitarra, vocal                                                                                      Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal                                                        Francis Buchholz: Baixo, backing vocal                                                                Jürgen Rosenthal: Bateria, backing vocal                                                                 Achim Kirschning: Teclados

Fly_1974

Tracklist:

Faixa

Título

Compositor

Duração

1

Speedy’s Coming

Meine, Schenker

3:38

2

They Need a Million

Meine, Schenker

4:54

3

Drifting Sun

Roth

7:43

4

Fly People Fly

Meine, Schenker

5:06

5

This is My Song

Meine, Schenker

4:18

6

Far Away

Meine, Schenker

5:43

7

Fly to the Rainbow

Rotch, Schenker

9:40

Quando questionado para comentar sobre a arte do álbum, o guitarrista Uli Roth foi enfático: “Não me pergunte o que significa! Eu não havia gostado desde o início!”. Criado pela mesma empresa de design em Hamburgo, Alemanha, a qual criara a capa de Lonesome Crow de forma regular, esta seria a segunda e última vez que trabalhariam com os SCORPIONS.

Tour:

Uma turnê internacional, constituída somente por países da europa ocidental e ainda assim muito breve. Durou cerca de seis meses após a publicação do álbum homônimo. Em meados de outubro de 1974, Jürgen Rosenthal foi obrigado a deixar os SCORPIONS pois não conseguiu ser dispensado do serviço militar obrigatório, tendo se alistado no início do mesmo ano.

Klaus Meine recebe diversas cartas de amigos de sua infância na Alemanha, sempre dizendo que de alguma forma tomaram conhecimento da formação da banda e gostariam de um dia poder apreciar a performance do velho amigo. Ele responde pessoalmente a todas mensagens afirmando que o momento certo de cada um chegará.

Avaliação:

Um pouco melhor… Esta é a verdade por trás de Fly to the Rainbow quando olhado pela perspectiva de quem já javia publicado Lonesome Crow. A música do SCORPIONS fica um pouco mais pesada (heavy rock) neste segundo álbum, leia-se Speedy’s Coming. Algo um tanto óbvio que o som estaria diferente, se lembrarmos de duas palavras: Dawn Road.

Entretanto, algumas faixas parecem ser assombradas novamente pelos hábitos do primeiro álbum, tal como Fly People Fly. Klaus Meine tem uma atuação regular e mesmo dentro de seu desempenho mediano, expõe os fracos atributos de Roth e Schenker quando estes atuam como vocais. A grande influência de Hendrix nos reefs de Roth para Drifting Sun também não parecem ter lugar neste conjunto de músicas.

Mas Fly to the Rainbow foi muito importante para que os SCORPIONS começassem sua carreira internacional, mesmo de maneira tímida, criando fundações sólidas para o que estaria por vir.

Premiações:

Fly to the Rainbow e suas músicas também nunca atingiram posição de destaque, tão pouco foram premiadas.

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 2 estrelas ( * * )

Ouça: Speedy’s Coming; They Need a Million; Fly to the Rainbow.

[ ]’s

Julio

> Colaborou: Mayra Scheidt.



Categorias:Curiosidades, Discografias, Jimi Hendrix, Resenhas, Scorpions, UFO

16 respostas

  1. Opa Julio,
    Novamente digo: cara que idéia excelente essa discografia do Scorpions!
    Desconhecia esta parte onde a banda se desfaz e se integra com uma outra, e depois retorna com o nome de Scorpions. Isso faz todo o sentido e reflete neste próximo período do Scorpions. Sempre vi a participação do Roth muito forte na banda, até a sua saída.
    Entendendo o fato que voce coloca, a banda era bem do Roth, e acabou recebendo o nome da banda da dupla Schencker/Meine. Ótimo ver também que Francis Bulchholz participava da banda anteriormente com Roth.

    Percebi aqui e então temos já dois Scorpions – o primeiro (lonesome crow) mais rock puro, com maior influencia de Sabbath e este onde o Roth traz uma temática mais hippie, tanto nas letras, como no seu estilo musical, calcado no Hendrix (até vocalmente). Temos então a manutenção de músicas longas (principalmente neste álbum) e muito destaque para este Hendrix Alemão. Ter um tecladista ativo na banda de Roth também evidencia a diferença nesse estilo mais viajante…
    Com o tempo, acredito que haverão divergências entre o estilo Meine/Schencker (Hard Rock/Balada) e Roth(um pouco mais Heavy/Psicodélico), o que talvez tenha provocado a saida do último, é isto? De qq maneira vamos ver mais a frente na sua excelente discografia.

    Sobre o álbum – acho bem melhor que o primeiro, e confidencio aqui que gosto muito da fase Scorpions com Roth, sendo fã deste guitarrista durante o seu período na Banda. Num geral gosto de quase todas, e até na balada um pouco piegas – Fly People Fly, onde a guitarra de Roth está magnífica. O único ponto que não aprecio é o vocal do Roth, que seria utilizado em toda esta fase. Com um gênio vocal na banda (Klaus Meine), não cabia muito espaço para um vocal limitado assim.

    No aguardo para o 3o capítulo …

    Abraços

    Flávio Remote

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  2. Julio, reforço as palavras do Remote: ótimo ver você (e seus amigos que sei que estão também contribuindo – sejam todos bem-vindos à família do Minuto HM) desenvolvendo a discografia do Scorpions!

    Como disse antes, conheço muito pouco da história desta banda como um todo, então é claro que não sabia desse interessantíssimo fato que é o centro deste post, ou seja, a banda se desfazendo e se integrando com outra.

    Muito interessante também o desenvolvimento feito acerca dos estilos que começavam a ficar mais claros e que começaram a nortear o futuro da banda.

    Também estou ansioso pelo capítulo 3.

    Um grande abraço a você e todos que estão participando da discografia e do Minuto HM.

    Eduardo.

    Curtir

  3. Olá,
    Também não tenho muito conhecimento sobre o Scorpions, mas aprecio várias músicas dos caras.
    Esta será uma ótima oportunidade para isto!
    Estarei sempre lendo e comentando (sempre que possível) por aqui.
    Em relação à capa (já que não conheço as músicas, por enquanto), deu pra entender claramente o pq dessa ser a última criada por esta empresa para a banda: a primeira é ótima; já essa, de gosto meio duvidoso, mas talvez se alinhasse ao título do disco, sei lá…

    Abraços.

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  4. Julio,
    Parabéns, está ficando demais! A forma como as coisas estão se desenrolando e ficando no ar para os próximos capítulos deixa qualquer um muito ansioso!
    Mayra.

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  5. Cara , eu não sabia desse negócio do Scorpions na verdade ter ” acabado”!!!. Muito bom o capítulo, espero com ansiedade os demais …
    Em relação ao álbum, cada vez que um post do Scorpions é publicado , eu pego o disco em questão e dou uma lembrada..
    E assim, não vejo comparação entre esse e o primeiro, acho esse muito superior. O estilo clássico do Scorpions realmente ainda estava bem longe neste momento, mas gosto da voz de Meine, está muito melhor que no Lonesome Crow. Também gosto muito do estilo Hendrixiano de Roth, um talento para a época. Algumas músicas já trazem um estilo melódico que me agradam, como Far Away , a faixa título e Fly People Fly, ainda que meio piegas.
    Mas na verdade, o estilo mais pesado de Speedy’s Coming seria o adotado na sequência , certo ?
    O jeito é aguardar pelo In trance…
    Parabéns novamente pelo post

    Alexandre Bside

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  6. Pessoal,
    Fico realmente muito agradecido por todos os elogios!
    É claro que muitos de vocês já estão manjando os próximos capítulos, mas acho que algumas surpresas ainda serão bem-vindas!
    Quanto a recapitular o disco, como disse o Bside, esse é um dos principais valores de se conhecer a discografia de uma banda, na minha opinião… Uma antiga vinheta da MTV dizia “quem não vê o clip não sabe a cara da música” e complemento com “e quem não conhece a história da banda, não sabe porque a música é assim”.
    [ ]’s
    Julio

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    • Julio, concordo mais com o seu complemento (vídeos para mim são pouco importantes – não conheço quase nada dos vídeos e, se eu pensar nos do Iron Maiden, para citar um exemplo clássico, é melhor ficar assim mesmo). Nada como saber da história de uma banda para poder analisar a coisa “como um todo”, e entender o momento de cada disco/música de acordo com ‘n’ aspectos que envolvem a criação destes – sejam eles musicais ou não.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. Ah, vi esta no Youtube,

    Remote

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  8. E speed´s coming:

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