Cobertura Manowar em SP – parte 3 – impressões do show – ou resenha, se quiser

Hail and Kill, galera,

Pois é. Não chamei o título desse post de “resenha” pois creio que não tenho condições (conhecimento) para fazer realmente uma “resenha” sobre o Manowar. Além disso, foi a primeira vez que vi os “kings of metal”, como eles se auto-classificam, ao-vivo. Mas gostaria de registrar aqui algumas impressões que tive do show. E não espero que a maioria que estava por lá concorde com todos os pontos, mas vamos lá…
  • para começar, não vi a abertura do show. Marcus Batera demorou um pouco para chegar, mas nem sei que horas aconteceu a tal abertura. Não tenho nem como comentar nada… li apenas que a “Kings Of Steel”, banda cover do Manowar, tocou material próprio e coverizou “Rainbow In The Dark”, do nosso querido Dio;
  • logo na entrada da pista, vi microfones de gravação espalhados pela casa. Apesar de durante o show ter sido comentado pela banda que eles gravam todos os shows, a excelente, excepcional qualidade do som e a gritaria do público me leva a crer que, no mínimo, eles usarão algum material paulistano em algum futuro lançamento ao-vivo da banda. Podem apostar… o som estava incrivelmente equalizado, muito bom mesmo… eu que sempre estou no Credicard Hall finalmente posso comentar positivamente do som da casa (percepção de alguém que estava na pista “normal”);
Um dos telões do Credicard Hall, que alternou capas e imagens do Manowar, além de, muito raramente, vídeos ao-vivo do show.

Um dos telões do Credicard Hall, que alternou capas e imagens do Manowar, além de, muito raramente, vídeos ao-vivo do show. O palco não contou com nenhum elemento áudio-visual, como papel de parede... simples e crú.

  • a casa estava muito cheia, não dá para dizer que totalmente lotada, principalmente nos anéis superiores. Mesmo assim, notei um público realmente fiel à banda nesta data, um pouco diferente dos últimos shows que tenho ido, onde a “molecada”, o pessoal “da moda”, a turma do “vou para poder falar que fui” anda invadindo. Achei isso muito legal e meio que me senti assim ontem em comparação à muitos fãs reais da banda. Muitas camisetas “old school” do Manowar e, claro, da segunda banda de todos os shows, ou seja, do Maiden;
  • achei a performance geral da banda excepcional. Entenda por performance o trabalho individual de cada músico, e não o setlist escolhido para a noite, que vem sendo alvo de muitas críticas em diversos sites e fóruns pela internet (e creio que com certa razão). O baterista original da banda, Donnie Hamzik, estava pela primeira vez no país e, em conjunto com o vocalista Eric Adams, criticado nos últimos materiais de estúdio, foram os grandes destaques positivos da noite. O primeiro, por tocar com MUITA pegada e com o bumbo duplo praticamente a todo instante, sem parar. O segundo, por ter cantado com uma energia surpreendente, segurando legal ao longo de todo o show. Poser? Um pouco, mas é Manowar, certo? Mostrou muita força, como todo bom frontman deve ter;
  • DeMaio, no mais clássico “jeito Manowar to be”, arranhou algumas frases em Português (bem treinado, por sinal) e, olhando para as primeiras fileiras da pista VIP, convidou alguém “who got the balls” para subir ao palco e tocar guitarra. Nesse momento, 4 garotas (que, a propósito, o Renato e eu vimos de perto na volta do hot dog) entraram no palco. O cara, com uma camiseta do Iron Maiden, aprendeu o “jeito Manowar de se beber cerveja”, jogando o líquido para a boca. Um momento hilário. DeMaio falou para ele remover aquela camiseta, já que o Manowar era a única banda “true metal”, certo? Pediu uma camiseta da “true metal band” que não vi chegando… enfim… tudo bem a brincadeira do lance de “true metal” e tudo mais, mas jogar uma camiseta do Maiden no chão não foi algo muito bem visto por mim e pela maioria absoluta do público. Por mais que faça “parte do show”, há muitas outras coisas para serem exploradas… enfim, confira como foi no vídeo abaixo:

  • o cara que subiu mandou ver na guitarra enquanto DeMaio, Eric e o próprio cara acompanhavam (e logo após “interagiam”, se é que vocês me entendem), com as garotas “liberais” que, aos poucos, começaram a tirar toda a roupa, ficando apenas com a parte debaixo “vestida”, enquanto se beijavam entre elas, entre os músicos… o maluco da guitarra também aproveitou a situação nos seios das garotas… enfim… algo que surpreendeu até mesmo quem já estava acostumado com shows e bastidores do metal (mesmo sendo algo “programado”);
  • o show foi passando, sempre com o som impecável e com uma ótima performance geral da banda, apesar de em algumas partes eles mesmos confessarem pequenos erros ou DeMaio simplesmente não tocando seu instrumento, mas as pessoas começaram a se questionar: “cadê os clássicos?”?
  • pois é. Clássicos do Louder Than Hell, tão esperados, foram simplesmente ignorados. E para fãs que esperavam 12 anos para ver os caras de volta, abdicar de clássicos deste e de outros clássicos álbuns deles foi praticamente um insulto;
  • quando entrou o playback final do show, Marcus Batera, Renato e eu já fomos rapidamente nos dirigindo para a saída do show, a fim de evitar aquela interminável fila de carros para sair do Credicard Hall e entrar na Marginal Pinheiros. Assim, não ficamos até o FINAL do FINAL do show. Mas quando Marcus e Renato já estavam fora (eu demorei um pouco mais para sair), ouvi um princípio de vaias. Achei que estava ficando louco, mas depois tal informação se confirmou: o público vaiou sim a banda ao final do show, basicamente pela ausência dos clássicos. E ainda tiveram gritos de “Maiden, Maiden”, talvez em alusão ao não-acredito-que-foi-de-propósito ato do baixista em desprezar a camiseta da Donzela de Ferro do camarada que subiu no palco.

Como concluir esta resenha este post com minhas impressões do show? Depende muito da expectativa que cada um teve para o show. Como a minha era de me divertir, sem me importar MUITO com o setlist, encontrar com os amigos e ouvir um heavy metal, então acredito que posso concluir que os objetivos foram atingidos e que sim, me diverti bastante no antes e durante do show. Mas entendo perfeitamente o que os fãs mais assíduos da banda devem ter sentido – afinal, não ouvir praticamente nenhum clássico absoluto da banda, como “Brothers Of Metal” e “The Gods Made Heavy Metal”, que eu mesmo adoraria ouvir (e a maioria das pessoas, tenho certeza, após 12 anos), deve ter sido no mínimo deveras decepcionante – o que é lamentável / inexplicável.

SETLIST MANOWAR EM SÃO PAULO – 08/maio/2010:

HAND OF DOOM
CALL TO ARMS
DIE WITH HONOR
SWORDS IN THE WIND
(KARL LOGAN SOLO)
LET THE GODS DECIDE
DIE FOR METAL
GODS OF WAR
SLEIPNIR
(JOEY DEMAIO SOLO)
GOD OR MAN
LOKI GOD OF FIRE
THUNDER IN THE SKY

________________________________________

WARRIORS OF THE WORLD (UNITED)
HOUSE OF DEATH
KING OF KINGS

LINE-UP

Eric Adams – Vocal
Karl Logan – Guitarra
Joey DeMaio – Baixo
Donnie Hamzik – Bateria

Por fim, fiquem com alguns vídeos de bastidores da banda no nosso país:

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Backstage, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, DIO, Entrevistas, Iron Maiden, Manowar, Resenhas, Setlists

6 replies

  1. Do Twitter oficial do Manowar:

    @manowar “Thank you for the wonderful show in São Paulo”… check out this message from Karine after the show –> http://bit.ly/bQtVBG 4 hours ago

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  2. O Manowar pra mim nao passa de um Spinal Tap de mal gosto… Já leram isso?

    http://whiplash.net/materias/humor/085156-manowar.html

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