Discografia-homenagem DIO – parte 1 – álbum: Ritchie Blackmore’s Rainbow

ÁLBUM: RITCHIE BLACKMORE´S RAINBOW

A Capa do Vinil da Edição Brasileira de Ritchie Blackmore´s Rainbow

A Capa do Vinil da Edição Brasileira de Ritchie Blackmore´s Rainbow

  • Gravação: 20/02/1975 a 14/03/1975 – Musicland Studios, Munich – Alemanha.
  • Lançamento: 04/07/1975
  • Produtores: Ritchie Blackmore, Ronnie James Dio, Martin Birch
  • O Álbum atingiu #30 nas paradas americanas.
  • O Álbum vendeu 60.000 cópias no Reino Unido – Silver Certification.

Faixas:

1- Man on the silver mountain –  4:42 5- Snake Charmer – 4:33
2- Self portrait – 3:27 6- The temple of the King – 4:45
3- Black sheep of the family – 3:22 7- If you don´t like rock ´n´ roll – 2:38
4- Catch the rainbow – 6:27 8- Sixteenth century greensleeves – 3:31
9- Still I´m sad – 3:51

Neste primeiro capítulo da Discografia de Dio, que abrangerá seus trabalhos entre o Rainbow e o Heaven And Hell, traremos os caminhos que fizeram Ritchie Blackmore juntar-se com Ronnie ainda ao fim do ano de 1974 e formar o que seria ainda que por poucos anos uma das superbandas dos anos 70. Em 1975 é lançado o primeiro álbum do Rainbow, intitulado simplesmente Ritchie Blackmore’s Rainbow.

Pra entender o que acontecia antes deste lançamento, Blackmore, considerado na época um dos grandes guitarristas do gênero, estava insatisfeito com os rumos que o Deep Purple seguia. Após a saída de Ian Gillan e Roger Glover em 1973, com a chegada de David Coverdale e Glenn Hughes, a banda lança no início de 1974 o álbum Burn que é sucesso de crítica e público. A mudança na formação, no entanto, traria mudanças na sonoridade da banda e o álbum seguinte, Stormbringer, lançado no fim do mesmo ano desagradou Ritchie pela característica funky trazida, sobretudo por Glenn Hughes. Não confundamos este funk – influência notória em Glenn Hughes, de Stevie Wonder, James Brown e artistas da gravadora Motown do início dos anos 70, com o posterior funk carioca, que nada tem a ver com o Purple de Stormbringer. Outro motivo de insatisfação foi o fato da banda não ter regravado neste álbum uma cover que Ritchie desejava incluir: Black Sheep of the Family, música da banda Quatermass.

Por outro lado, Ronnie Dio e sua banda Elf haviam sidos descobertos por Roger Glover e Ian Paice em 1972, o que motivou ambos a produzirem o primeiro álbum de estúdio do Elf. Glover produziu o segundo e o terceiro álbum da banda também, que foi convidada a excursionar como banda de abertura do próprio Purple nos anos subsequentes. Dio também faz uma participação no álbum-solo de Roger Glover lançado em 1974, chamado The Butterfly Ball. As turnês do Elf abrindo para o Purple chamam a atenção de Ritchie Blackmore, em particular pelas perfomances vocais de Ronnie. Cabe aqui ressaltar que quando da substituição de Gillan no Purple apenas por Hughes inicialmente, Ritchie já havia exigido outro vocal mais forte para completar o cargo. A preferência por vocais mais poderosos é percebida logo após na admiração por Ronnie James Dio.

Ritchie aproveita uma folga na turnê americana e no dia 12/12/74 grava na Flórida a cover que lhe foi negada pelo Purple, com Dio nos vocais e a participação de músicos de bandas como ELO e Procol Harum, além do baterista do Elf, Gary Driscoll. Nessas sessões de estúdio compõe de maneira muito rápida com Dio a faixa Sixteenth Century Greensleeves, que seria lançada no lado B deste compacto. Cada vez mais desiludido com o Deep Purple, Blackmore decide então fazer um álbum solo e grava com todos os membros do Elf (exceto o guitarrista) entre o final de fevereiro e o início de março de 1975, em Munique, Alemanha, o que seria o seu álbum solo Ritchie Blackmore’s Rainbow. O álbum é co-produzido por Dio, Blackmore e pelo renomado Martin Birch, que já havia trabalhado como engenheiro de som em quase todos os álbuns do Deep Purple até então. No repertório, as duas faixas gravadas em dezembro de 74, outras seis faixas inéditas, todas compostas pela dupla Dio/Ritchie e uma nova cover, a versão instrumental de Still I’m Sad, gravada originalmente pelos Yardbirds em 1965.


Os últimos shows de Blackmore no Deep Purple são feitos em abril de 1975, e em maio já se sabe de sua saída da banda. O até então primeiro álbum solo de Ritchie é finalmente lançado no início do segundo semestre do mesmo ano, mas Blackmore, notando o potencial da voz de Dio, resolve fazer de seu projeto-solo uma nova banda, o Rainbow, cujo nome foi inspirado pelo bar californiano de muita badalação pelo meio musical, chamado Rainbow Bar & Grill. Enquanto Dio considera Ritchie Blackmore’s Rainbow seu melhor trabalho junto ao Rainbow, o guitarrista se mostra insatisfeito com os demais músicos do Elf, pela sonoridade com levada mais funky do baixista Craig Gruber e a pegada mais leve do baterista Gary Driscoll. Blackmore entende que para competir com a classe dos ex-companheiros do Deep Purple, ele precisaria reformular a banda, mantendo apenas Dio. Desta forma, a formação que gravou o primeiro álbum sequer fez um show juntos, e o que se segue no restante do segundo semestre é a construção da super banda que faria o segundo álbum.

Ainda em julho, Blackmore faz poucas aparições em rádios especializadas, para promover o álbum. Ele acaba atingindo o 30º lugar nas paradas americanas, e o 11º lugar na Inglaterra, mas por pouco tempo, sem conseguir qualquer vendagem expressiva. Os singles são Catch the Rainbow, que tem sua linha de guitarra claramente inspirada em Little Wing, de Jimi Hendrix e a primeira faixa Man on the Silver Mountain, uma das mais clássicas desta fase do Rainbow .

 

Ambas fracassam em atingir alguma repercussão. Em agosto, a primeira troca: Sai Gruber, entra Jimmy Bain, baixista que seria bastante importante mais à frente na carreira de Dio. Cinco anos depois Craig Gruber seria testado, sem sucesso, para participar no primeiro álbum do Black Sabbath com Dio (Heaven and Hell). Blackmore chama Cozy Powell, baterista vigoroso que havia tocado com Jeff Beck e investe num jovem músico americano chamado Tony Carey para os teclados. O tecladista inicial – Micky Lee Soule – chegaria a tocar na Ian Gillan Band por algum tempo depois.

Com esta nova formação, o Rainbow faz vinte shows no Canadá e nos EUA entre novembro e dezembro de 1975, mas o aparato concebido para o show, um gigantesco arco-íris, causa diversos problemas elétricos, chegando a causar diversas interrupções nos shows. O setlist típico desses shows contém Self Portrait, Catch The Rainbow, Sixteenth Century Greensleeves, Man On The Silver Moutain, Still I´m Sad e músicas do próximo álbum, Do You Close Your Eyes, A Light In The Black e Stargazer. Esta nova formação vai ganhando entrosamento e entra em estúdio no início de 76 para gravação do novo álbum, que será a sequência desta discografia.

NR: Em nossa opinião, Ritchie Blackmore’s Rainbow é, por definição, um álbum de transição. Considerando os passados musicais dos dois membros principais desta formação, o trabalho oscila entre a pegada mais rock’n’roll do Elf, algo óbvio considerando que no line-up do álbum apenas Blackmore não tocava antes nesta banda, pitadas do Deep Purple e um estágio embrionário do que seria o estilo do Rainbow durantes os próximos anos. É inegável que músicas como Black Sheep of the Family e If you don’t like Rock and Roll trazem a vertente do Elf para o álbum; a primeira, recheada pelos slides de Blackmore e de vocais femininos (creditadas a uma vocalista chamada Soshana) ficou mais acessível do que a versão original do Quatermass que era mais próxima do estilo do Deep Purple ou mesmo do Uriah Heep; a segunda, remete aos momentos dos anos 50 do rock’n’roll, algo que pode ser ouvido nos trabalhos do Elf, seguramente é o momento mais latente desta característica no álbum.

O Encarte no Vinil de Capa Dupla

O Encarte no Vinil de Capa Dupla

O estilo do Deep Purple pode ser ouvido com mais clareza no início da outra cover (Still I’m Sad), que lembra muito o começo da faixa You fool no one, do álbum Burn e na balada Temple of the King, que se tivesse os vocais de David Coverdale, lembraria com nenhuma dificuldade a ótima canção Soldier of Fortune, do álbum Stormbringer, ainda que o arranjo em The Temple of the King (que ficou em segundo lugar na pesquisa entre os votantes aqui do Minuto HM como melhor música do álbum) seja mais calcado no sublime trabalho dos violões de Ritchie Blackmore, enquanto Soldier of Fortune alie um belo solo guitarra aos teclados de Jon Lord, a alma desta canção.

O estilo hard rock medieval do Rainbow, ainda que se definindo, pode ser visto tanto musical quanto liricamente nas faixas Man on the Silver Moutain, que seria tornaria um clássico em especial nas perfomances ao vivo da banda e ironicamente no primeiro momento em que Dio e Ritchie tornam-se parceiros musicais, ainda no fim de 1974 com a composição Sixteen Century Greenleeves; aqui está, claramente, a primeira fagulha do estilo que o Rainbow apresentaria a seguir.

As demais canções do álbum alternam características de um ou outro passado musical, há se destacar a belíssima Catch the Rainbow (a grande vencedora da pesquisa do Minuto HM), onde Blackmore brilhantemente trouxe a melodia calcada no mestre Hendrix ir de encontro a uma interpretação inspirada de Dio, mas o outro X da questão de Ritchie Blackmore’s Rainbow é a formação que o gravou. Não podemos negar a qualidade dos músicos do Elf, onde destacamos em especial do baixista Craig Gruber que faz excelentes linhas de baixo no trabalho, como em Snake Charmer. Mickey Lee Soule e Craig Driscoll tem presença mais discreta no álbum; Lee Soule tem seu melhor momento na fase mais “Elf” do álbum, com um solo no estilo “Jerry Lee Lewis” em If you don´t like Rock and Roll e com Driscoll o disco traz uma sonoridade claramente mais leve do que desejava Ritchie, já acostumado ao hard-rock vigoroso dos tempos do Deep Purple.

Algo que gostaríamos de ouvir já neste primeiro álbum é a versão cantada de Still I’m sad, pois os vocais originais da música dos Yardbirds ficaram maravilhosos nas versões cantadas ao vivo que o Rainbow já fazia nos shows do fim de 1975, não sabemos ao certo o motivo de Blackmore ter registrado uma versão instrumental. Assim, nem mesmo a co-produção do gênio Martin Birch foi capaz de incrementar os necessários “overdrives” para fazer deste primeiro álbum do Rainbow um álbum com a plenitude musical que viria na sequência. O trabalho, ainda assim, está recheado de pérolas já citadas acima e que seriam presença constante nos shows do Rainbow desde então, com uma pegada bem mais poderosa, com os novos músicos aquisitados para a turnê deste primeiro álbum. É um inegável mérito para Ritchie que mostrava claramente ser um compositor e músico tão brilhante aqui quanto em sua fase do Deep Purple. Mas se existe uma estrela inquestionável no álbum, esta atende pelo nome de Ronnie James Dio: o trabalho vocal de nosso saudoso herói é magnífico em qualquer das faixas e é esse, sem dúvida, o grande destaque deste álbum de estréia do Rainbow.

Até o próximo capítulo desta discografia !

Alexandre Bside e Flávio Remote

Colaborou: Eduardo



Categories: Artistas, Black Sabbath, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Deep Purple, DIO, Discografias, Entrevistas, Jimi Hendrix, Músicas, Pesquisas, Rainbow, Resenhas, Setlists, Trilhas Sonoras, Uriah Heep, Van Halen, Whitesnake

64 replies

  1. Meu caros amigos Alexandre e Flavio (olha que raridade eu chamando vocês pelo nome, hehehe).

    Quando o Flavio começou com a ideia da “pesquisa reversa”, não achei que seria algo legal. Errei. Hoje sou um dos que mais estou curtindo a brincadeira, apesar das duras etapas eliminatórias.

    Depois veio a ideia da discografia para complementar cada álbum fechado pela pesquisa. Eu achei legal a ideia, claro, ainda mais tendo vocês como autores. Só que errei de novo: não imaginava que ficaria em um nível desses que vocês publicaram – para mim, se não for o melhor post do blog, está entre os tops com certeza.

    Não imaginava, de verdade, que sairia algo assim como temos aqui com a Discografia Kiss, um dos cartões de visitas de blog – para mim, o principal, diga-se de passagem. Mas este capítulo vai me fazer correr na gráfica para mandar fazer mais cartões…

    Caras, de verdade, parabéns é muito pouco para o que vocês fizeram aqui (fiz alguns pequenos ajustes, como sempre faço, mas nada de conteúdo – não me atrevo). Inseri uma foto do The Rainbow Bar & Grill também.

    Além disso, gostaria de destacar que a decisão de não cobrirmos a fase Elf de Dio foi aqui primorosamente contornada com muito contexto histórico. Caras, vocês são de outro planeta, de verdade…

    Obs.: a observação do funk foi sensacional, haha. Ri bastante por aqui.

    É uma verdadeira honra aprender com vocês.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Eduardo,

    Obrigado pelos (exagerados) elogios, o Ale tem maior mérito aqui, pois complementei o post, que ele criou quase todo. Estamos tentando, mesmo sem ser tão bons conhecedores assim, manter o nível da Discografia Kiss, que tanto deu prazer fazer.
    A foto do Rainbow Grill é excelente e me fez ir até o site (http://www.rainbowbarandgrill.com) e me deu vontade de dar uma ida não virtual até a California – quem sabe?
    FR

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  3. Esse Album é excelente minhas Musicas Favoritas dele são The Temple Of The King e Catch The Rainbow

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    • Olá Samara, seja bem-vinda ao seu primeiro comentário por aqui, você que sempre nos acompanha e nos recomenda pelo Twitter, interagindo conosco por lá. Primeiramente, muito obrigado!

      Suas preferidas coincidem com as da galera também, após o final desta votação. Legal que o post tenha lhe inspirado a escutar a banda, esse é um dos objetivos que temos…

      Continue comentando por aqui, ok? Bem-vinda novamente.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Se o álbum já é excelente, imagina a discografia então sendo escrita por quem mais entende do assunto?

    Mais um trabalho primoroso, como não poderia deixar de ser.

    B-side e Remote, parabéns!!!

    Já mostraram que vão manter o – até então, inatingível e inigualável (nas palavras do Rolim as quais endosso com certeza) – nível da discografia Kiss.

    Aprendi e me deliciei com a parte I.

    Que venham as próximas!!

    [ ]’s
    Julio

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    • Júlio, muito obrigado pelos elogios – a historia do baixinho é realmente fantástica . Teremos álbuns antológicos e tentaremos contar a trajetoria de três formas (mantendo o padrão da Discografia Kiss): a primeira de uma forma verdadeira, sem “puxar a brasa para nenhuma sardinha” que é o começo dos posts. Na segunda parte (a partir do NR que fica no fim do post) será o inverso e colocamos nossa opinião e a terceira parte são vocês comentando que sempre acrescentam muito aos posts. É um privilégio escrever um pouco sobre nosso ídolo neste espaço que o Eduardo genialmente criou e contamos sempre com a ajuda de vocês
      Abraços
      FR

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  5. Eu também agradeço os elogios, o post foi feito com carinho e segue o formato que o Flávio Remote tão adequadamente desenhou para os da discografia KISS,incluindo sempre que possível algum material próprio, como a capa e o encarte do vinil deste primeiríssimo do Rainbow.
    Como curiosidade , trago aqui neste comentário, para comparações, dois links do youtube com as versões originais do Quatermass em Black Sheep of the family e do Yardbirds em Sitll I’m Sad

    Quem puder comentar, eu agradeço!

    Alexandre Bside

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    • Atendendo ao pedido do B-side, me posiciono:
      Há virtudes e senãos em cada uma das versões (Rainbow ou Originais)

      1)Quatermass X Rainbow – Black Sheep of the family:
      Virtudes Quatermass: Tem mais peso, bem cantada, um teclado bem colocado (hammond distorcido). Gosto num geral do Andamento.
      Senãos Quatermass: Tem um pedaço que não gosto das viradas de bateria.
      Virtudes Rainbow: Dio, DIo ,Dio, Dio, Dio, Dio, Dio, Dio, Dio… e bons momentos da cozinha.
      Senãos: Falta peso, não sou fã do slide (lá vem o crucifixo), nem do coro feminino.
      Resultado geral – um empate entre as versões, graças ao DIO – lembro que não faz parte das minhas favoritas do Album.
      2) The Yardbirds X Rainbow (1o album) – Still I`m Sad
      Virtudes Yardbirds – É cantada.
      Senãos Yardbirds – Coro enfadonho, Andamento Monolítico, Melancolia exagerada.
      Virtudes Rainbow – Andamento, Solo Guitarra, Cozinha (bateria).
      Senãos Rainbow – Cadê o DIO?, Cadê o DIO?, Cadê o DIO?, Cadê o DIO?,Cadê o DIO?, Cadê o DIO?, Cadê o DIO?, Cadê o DIO?, Cadê o DIO? e falta um pouco de peso.
      Resultado geral – O Rainbow leva, apesar da falta do vocal. Ouçam ao Vivo! – On Stage!, Ouçam ao Vivo! – On Stage!, Ouçam ao Vivo! – On Stage!, Ouçam ao Vivo! – On Stage!,Ouçam ao Vivo! – On Stage!, Ouçam ao Vivo! – On Stage!
      FR

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  6. Estou com o DVD Rainbow – Live in Munich (20/outubro) 1977 e pretendo que seja um dos meus programas do dia.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  7. Flavio e Alexandre: SENSACIONAL!! 

    Eu sempre tive o costume de quando estou conhecendo um disco/banda procurar mais informações sobre a produção, ano em que foi lançado, o contexto histórico de quando as músicas foram criadas e etc.  Acho que é um complemento da “experiência” de ouvir música.  E este, sem dúvidas,  é o texto mais incrível e completo que já li sobre o Ritchie Blackmore’s Rainbow. 

    A riqueza de detalhes, como o status da carreira de Blackmore e Dio naquela época, inclusive o de suas futuras ex-bandas, a repercussão do álbum, detalhes sobre a tour, só mostra o excelente trabalho de pesquisa feito por vocês, além da dedicação em entregar este texto maravilhoso.  Eu nem sabia que Black Sheep of the Family era um cover!

    E a Nota do Redator no último parágrafo, com a análise das faixas feitas por vocês, é a cereja do bolo!

    Levei todo um Ritchie Blackmore’s Rainbow pra escrever este comentário porque me faltavam palavras 🙂

    Abraços,

    Su

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  8. Suellen, muito obrigado pelos comentários, certamente nos dá um ” combustivel extra” para fazer dos próximos capítulos ( aliás, o Rising já está no “esqueleto” inicial ) algo que agrade à conhecedores como você .
    E em relação a Black Sheep of the Family, além de ser uma cover , tem um outro detalhe muitíssimo importante : Foi esta música que fez nascer o Rainbow e também juntar os dois gênios principais desta banda. Este é o grande mérito da canção, sem dúvida!

    Alexandre Bside

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    • Excelente, B-Side… o aprendizado não para…

      Sabe, cara, depois deste post seu e do Remote, fiquei aqui pensando: imaginem se ainda tivéssemos no mundo dos e-mails… isso sendo escrito em um e-mail para uma galera… nessa hora, fico muito feliz em ter criado o blog, de verdade – isso não pode ser perdido jamais!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Eduardo, quando falei que ia voltar aqui pra comentar era pra extender os meus parabens a você tambem, que errôneamente esqueci no meu primeiro comentário. Sorry!

        Parabens não so por ter colaborado no texto mas também por ser o responsável por reunir tanta gente/material de qualidade nesse espaço, como já repeti umas mil vezes 🙂

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        • Obrigado, Su… obrigado mesmo! Na verdade, eu só tive o “trabalho” de não deixar que o conteúdo destes mestres ficassem limitados a uma galera e principalmente acabar sendo “perdido” nos e-mails da vida… foi só criar o espaço e organizar um pouquinho…

          Eles que me inspiraram (e continuam inspirando) a manter o blog sempre atualizado. Sem contar o principal: como eu aprendo… quem ganha sou eu (na verdade, nós todos).

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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    • Mal posso esperar pelo Rising, meu preferido do Rainbow e um dos meus preferidos da vida!!! Meus olhos brilham só em pensar no texto incrível que vem por aí 🙂

      E este detalhe de Black Sheep ter sido a música responsável pelo surgimento da parceria Blackmore + Dio só aumenta o meu remorso por eu a ter dispensado tão facilmente na primeira eliminatória da votação hahaha

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      • Eu também a dispensei, na primeira votação, o disco tem outras músicas muito melhores e com a assinatura da dupla Dio-Blackmore. Sem desmerecer a música do Quatermass, ela não é páreo para essa grande parceria.
        Na primeira parte da votação, a minha infelicidade foi ver Self Portrait de fora.
        E mesmo com o seu e o meu voto, Black Sheep of the Family acabou indo para a segunda etapa, acho que foi até além do que deveria…

        Bside

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  9. Sim, Eduardo , sem dúvida, uma idéia genial a sua!!!! Os excelentes posts e comentários desta galera super competente aqui reunida ficam eternizados ( assim espero).
    Meu unico senão é não ter mais participações do gênio dos gênios , o gênio indomável.. Um amigo nosso em comum, chamado Rolf…

    Alexandre Bside

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  10. Remote, B-Side e galera, link para discografia publicado no “O Mel do Rock”: http://omeldorock.blogspot.com/2011/06/minuto-hm-discografia-homenagem-dio.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. B-Side, Remote, post e apresentação da ideia das pesquisas e resenhas no Whiplash:

    http://whiplash.net/materias/news_844/144596-rainbow.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  12. Dance With The Devil: The Cozy Powell Story.

    Conheçam o projeto do filme pelo link abaixo do Facebook ou ainda pela própria conta no Twitter:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  13. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  14. Ouvi um pouco da entrevista, e no trecho que ouvi não há nada de muito diferente da história que conhecemos, nem do passado, a não ser talvez alguns detalhes da canção Smoke on The Water. O atual momento, é complicado, já que no meu entender Ritchie enlouqueceu ao virar um Robin Hood e largar a guitarra de lado.. O diferente é Ritchie conceder entrevistas, algo que ele sempre foi severamente avesso. Ou seja, trata-se de um verdadeiro desperdício Ritchie deixar de eletrificar suas músicas já há tanto tempo…

    Alexandre

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  15. Um blog muito legal sobre o Rainbow e, claro, Ritchie Blackmore: http://ritchieblackmoresrainbow.wordpress.com

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  16. Particularmente acho este disco muito mais Elf do que Deep Purple ou mesmo Rainbow, talvez por este motivo Blackmore tenha trocado quase toda a banda. Como curiosidade, foi comentado no ultimo Podcast sobre o The Rods, acho que fui o único a defender a qualidade do grupo, mas apenas para citar, além do ex-Elf e primo de Dio David “Rock” Feinstein, a banda contou com outro ex-Rainbow Craig Gruber. Outros membros importantes que estiveram no grupo podemos citar o baterista Carl Kenedy ex- Manowar e o holandês Shmoulik Avigal que gravou Diamond Dreamer o mais “Dio” dos discos do Picture.

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  17. J.P, mais uma vez obrigado por participar e mais do que isso, abrilhantar o conteúdo do post com esse comentário repleto de informações que poucos devem ter conhecimento.

    Eu concordo inteiramente com a questão do estilo que remete ao Elf, em especial nas músicas If you don´t like rock ´n´ roll e Black Sheep of the Family, o que é até coerente, pela formação ser um Elf acrescido do Blackmore.

    Gosto bastante do trabalho de Gruber no álbum, mas fica claro que o direcionamento seguido pelo Rainbow pouco tinha a ver tanto com ele quanto com os demais membros do Rainbow.

    Quando pensamos em Cozy Powell, então, a questão de estilo salta aos olhos .

    Ainda assim, é um álbum muito bom e com vários clássicos da banda, que ficaram para a posteridade, e o início de uma parceira como poucas houveram.

    Saudações

    Alexandre

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  18. BSide e Remote,

    Não há nem o que se falar sobre a qualidade deste post e das informações aqui contidas, excelentes como tudo o que vocês assinam embaixo!

    Como sabem, gosto muito do Blackmore e do Dio em suas carreiras respectivamente no Deep Purple e Black Sabbath (interessante que “Live Evil” foi o primeiro contato que tive com o BS, e só depois fui ouvir o material com dos “outros” vocalistas), e durante a minha vida ouvi o Rainbow de forma muito aleatória. Então, a audição completa deste primeiro álbum que compõe a discografia homenagem Dio foi quase como ouvi-lo pela primeira vez.

    Nas audições do LP anteriores à leitura deste post, identifiquei imediatamente um estilo Hendrix “overall” neste disco (talvez mais na fase da Band of Gypsys), provavelmente porque a guitarra de Blackmore está mais limpa do que no DP, e até mesmo pelas excelentes linhas de baixo e bateria presentes neste LP do Rainbow. Obviamente, “Catch the Rainbow” imediatamente me lembrou “Little Wing” como vocês aqui destacam.

    Inegavelmente, os vocais em todo o LP são impecáveis em todos os aspectos: timbre, dicção, interpretação… Dio é Dio…

    Então, da mistura das influências rockeiras, eruditas e celtas de Blackmore com o estilo trazido pelos componentes da “Elf”, dá pra notar que o álbum é verdadeiramente uma transição para o som que o Rainbow iria ainda desenvolver.

    E, algo que também não sabia, aqui temos mais um trabalho produzido pelo gênio da mesa de som Martin Birch, que em breve estaria produzindo uma das bandas mais sensacionais de toda a história do Metal, o Iron Maiden (sem contar Whitesnake, Black Sabbath, Blue Oyster Cult, etc…)

    Foi muito legal entender como houve a junção de uma das vozes mais poderosas do Rock de todos os tempos com este guitarrista tão-talentoso-quanto-melindroso que é o Blackmore, e até mesmo de onde veio a origem do nome da banda.

    E a “Black Sheep of the Family”, tem algo a ver com a “Ovelha Negra da Família ” de Rita Lee? Musicalmente, sei que não, mas é bastante coincidência né…

    Seguirei ouvindo, aprendendo e comentando…

    keep doin’ it

    Abilio

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    • Abílio, que legal e que privilégio ter você por aqui comentando!

      Antes de tudo, um parêntese é necessário em relação a algumas de suas linhas escritas acima: Pelo que entendi, o trabalho de Dio no Rainbow passou de forma meio aleatória durante o tempo que você dedica até hoje ao cenário musical. Se isto aconteceu, e se até hoje você não ouviu o On Stage, álbum ao vivo da banda de 1977, eu recomendo fortemente que você pare tudo que está fazendo, pule quase todos os capítulos desta discografia, e vá lá no final, onde tem os capítulos ao vivo, para ouvir esta maravilha. Depois a gente volta para a sequência natural. Se isso já aconteceu, vamos seguindo neste post, e trago alguns adendos ao seu comentário.

      As influências citadas no seu comentário a respeito do estilo de Blackmore são perfeitas, assim como a clara e notória influência de Little Wing na versão de estúdio de Catch the Rainbow.
      A citação de Martin Birch ( para mim, o maior produtor do gênero de todos os tempos) é muito bem vinda e merecida, sabemos que Birch estava com o Deep Purple desde o início da carreira, e lá continuou, mesmo sem o Blackmore. Mas assim, também pode produzir os discos clássicos do Rainbow e seguir pelo Whitesnake com Coverdale. E como se não bastasse, produziu os discos do Dio no Sabbath e começou aquela parceria incrível com a Donzela.Ou seja, são muitos os predicados para este verdadeiro ” maestro” das carrapetas.
      Pelo que sei, a grande divergência entre Dio e Blackmore se traduzia no trato com os fãs, já que o baixinho sempre foi conhecido por estar o máximo possível entre eles, enquanto RItchie mal dava as caras ( de poucos amigos, diga-se de passagem). Outro senão tem relação com o direcionamento musical do Rainbow a partir da sequência do terceiro álbum de estúdio, mas isso vamos deixar mais pra frente, já que você está nos brindando com a leitura da discografia. De resto, pelo que eu saiba, sempre houve uma mútua admiração, respeito e bom entendimento.
      Por fim, Ovelha Negra e Black Sheep of the Family foram lançadas em 1975, ambas . Será a tal sincronicidade ?

      Alexandre

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  19. Scorpions participarão de tributo a Ronnie James Dio gravando The Temple Of The King… vem coisa legal por aí…

    http://www.classicrockrevisited.com/show_interview.php?id=1029

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  20. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  21. Blackmore sendo Blackmore:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Olha, gostei do que ouvi, ainda que tenha optado, entre os inúmeros vídeos, por ouvir Catch the Rainbow, apenas.
      O ponto focal é o vocal, de incrível dificuldade e acho que o atual Ronnie foi muito bem, considerando é claro, que aqui não há competição com o original.

      Outro ponto é o repertório, recheado de clássicos do Rainbow, mas também do Purple , inclusive Smoke on the Water, música que eu não esperava mais ver num repertório do temperamental Richie. Sabe-se que na década de 80 e início de 90 muitas vezes Blackmore não queria tocar a canção naquele retorno do line-up clássico do Deep Purple.

      Segue o set:

      01. Highway Star (DEEP PURPLE cover)
      02. Spotlight Kid
      03. Mistreated (DEEP PURPLE cover)
      04. Since You Been Gone (Russ Ballard cover)
      05. Man On The Silver Mountain
      06. Catch The Rainbow
      07. Difficult To Cure
      08. Perfect Strangers (DEEP PURPLE cover)
      09. Child In Time (DEEP PURPLE cover)
      10. Long Live Rock ‘N’ Roll
      11. Stargazer
      12. Black Night (DEEP PURPLE cover)
      13. Smoke On The Water (DEEP PURPLE cover)

      OU seja, Ritchie fez um set list matador , sob a alcunha de Rainbow, pra jogar pra torcida, inclusive indicando que incluiu Stargazer por que aparentemente era uma canção que a maioria dos fãs queria ouvir ( não me diga, Ritchie….. que “novidade”……)
      Assim, com uma banda competente ( Jens Johanson nos teclados) e Linda McCart, quer dizer, Candice Night nos backings… e tocando o que todo mundo quer ouvir, só resta saber até onde essa lua de mel vai durar….

      Por enquanto é aproveitar…. E torcer que ele resolva aparecer por aqui…Sonhar não custa…

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  22. Achei bacana a homenagem ao Dio em Man on the the Silver Moutain. Mas a saudade do Dio foi impossível se segurar.

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    • Um belo trabalho geral, um saudosismo enorme… o Ronnie atual foi muito bem, além da moça atrás de todos nos backing dando aquela força…

      A filmagem está ótima e é legal ver o arco-irís clássico da banda novamente brilhando. E pensar que esse símbolo hoje significa outra coisa, mas deixa este assunto para lá, porque aqui ele significa a banda!

      O solo de Blackmore foi… de Blackmore.

      Agora, perguntar quem é o man on the mountain foi sacanagem… arrepiou… pensei que ele não falaria no começo, mas quando falou, foi sensacional…

      É torcer para isso passar em algum lugar no Brasil, quem sabe, como já bem dito por aqui…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  23. Mais uma entrevista com Ronnie… o Romero sobre a “reforma” do Rainbow: http://www.blabbermouth.net/news/new-rainbow-singer-ronnie-romero-says-first-three-shows-were-a-dream-come-true/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    Aliás, só escuto Rainbow nos últimos dias, versões ao vivo, cada música com 10, 15, 18 minutos… uma “cortesia” permitida pelo trânsito da terra da garoa…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  24. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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