Discografia-homenagem DIO – parte 2 – álbum: Rising

ÁLBUM: RISING

O segundo e antológico álbum Rainbow Rising

■ Gravação: Fevereiro de 1976 – Musicland Studios, Munich – Alemanha.
■ Lançamento: 17/05/1976
■ Produtor: Martin Birch
■ O Álbum atingiu #6 nas paradas inglesas.
■ O Álbum atingiu #48 nas paradas americanas.
■ O Álbum vendeu 100.000 cópias no Reino Unido – Gold Certification.

Faixas:

1- Tarot Woman –  5:58 5- Stargazer – 8:26
2- Run With The Wolf – 3:48 6- A Light In The Black – 8:12
3- Starstruck – 4:06
4- Do You Close Your Eyes – 2:58

No início de 76, e após a breve turnê do fim de 75, estava claro que o próximo passo do Rainbow era registrar um novo álbum com a nova formação, uma vez que tais shows mostravam que este novo line-up certamente tinha muita lenha para queimar. O grupo se reúne em fevereiro na Alemanha e as gravações transcorrem de forma bastante rápida, visto que metade do álbum novo já estava sendo tocado no fim da turnê do primeiro álbum. Com cerca de seis meses de formação, sendo dois deles evoluindo o entrosamento musical através de shows, o Rainbow estava pronto para surgir de forma majestosa no horizonte. Novamente contando com Martin Birch na produção, o novo álbum tem apenas 6 faixas com cerca de 33 minutos em seu total e é intitulado Rising, como numa alusão à progressão natural da banda. Durante as gravações, além dos talentos de Dio e Blackmore, a idéia era dar espaço para as habilidades de Tony Carey e Cozy Powell, que amparados pela sólida base do baixo de Jimmy Bain, ajudariam os dois membros originais a formar o novo som do Rainbow.

O LP original traz dois lados com características diferentes, o primeiro trazendo faixas menores e mais acessíveis, cuja exceção talvez seja a faixa de abertura, Tarot Woman, pois essa tem espaço para uma introdução dos teclados de Tony Carey. As demais do então lado A são mais diretas, entre elas o single Do You Close Your Eyes, uma faixa com pouco mais de 3 minutos de duração, cuja letra foge um pouco da temática fantasiosa que é mais a característica da banda. Antes deste single, há outra letra interessante, a de Starstruck, que conta até em forma de desabafo os dissabores que Blackmore tem de passar com uma groupie francesa chamada Muriel que o segue por onde ele vá. A outra faixa deste lado, Run With The Wolf, segue o estilo mais comum nas letras de Dio. O segundo lado é mais ambicioso, com 2 faixas de maior duração e espaço para a inclusão da Orquestra Filarmônica de Munique em Stargazer (a grande vencedora da pesquisa do álbum aqui no Minuto HM). A letra desta música traz a história de um mago que enfeitiça seus seguidores a trabalhar sob qualquer condição e a todo custo na construção de uma torre, o que traria dias melhores para todos. Por fim, o mago acaba caindo da torre e morre, acabando com a esperança cega de todos. Essa letra pode ser interpretada livremente como um aviso a aqueles que se deixam envolver por falsos ídolos ou messias. A faixa que fecha o álbum traz os duelos entre Blackmore e Carey e antes de se chamar A Light In The Black tinha o título provisório de Comin’ Home. Ao contrário do que possa parecer, este segundo lado, com mais espaço para improvisos, acabou por não receber favoráveis avaliações de Dio, que considera um excesso as longas intervenções instrumentais, em especial nesta última faixa (que ficou em segundo lugar entre as mais votadas na pesquisa divulgada ontem).

A formação em 1976 era talvez a melhor de todas as fases da banda.

Após o lançamento do álbum em maio de 76, a banda sai em turnê nos EUA a partir de 11/06/76 durante dois meses, tendo como idéia dividir a tour (e compensar os gastos com o aparato técnico que é marca registrada da banda, o gigantesco arco-íris que vai de ponta a ponta do palco) com bandas de potencial no terrritório americano, como o Thin Lizzy, mas um problema de saúde de Phil Lynnot atrapalha tal decisão. Eles seguem para a Europa em agosto tendo por vezes o AC/DC como banda de abertura para terminar a turnê em novembro e dezembro em locais antes não explorados, como Austrália e Japão.

£2.50, incluindo taxas, pelo ingresso...

£2.50, incluindo taxas, pelo ingresso…

A banda em seu melhor estilo e ao vivo

O set list traz várias canções tocadas na turnê anterior, como Stargazer e A Light In The Black do novo álbum e Sixteenth Century Greensleeves e Catch the Rainbow do primeiro trabalho, mas há de se destacar há uma releitura de Mistreated do Deep Purple e um medley que inclui Man On The Silver Moutain e Starstruck, complementadas por um blues instrumental com diversos improvisos de Blackmore e Carey. Há também uma faixa inédita, Kill The King, que faria parte do terceiro álbum da banda e que, logo após a introdução clássica dos shows do Rainbow – a célebre frase falada por Judy Garland no filme O Mágico de Oz, de 1939 – “Toto, we’re not in Kansas anymore… We must be over the rainbow” – seguida da reprodução bombástica pela banda dos primeiros acordes da música tema Over The Rainbow – servia de abertura para os shows desta turnê. A frase em questão é considerada uma das dez mais conhecidas frases do cinema até hoje. O álbum atinge o 48º lugar nas paradas da Billboard e consegue um 6º lugar na Inglaterra, onde atinge o Status Gold (100.000 cópias), mas o single Do You Close Your Eyes não atinge qualquer repercussão. Em fevereiro de 2011 é lançada uma versão comemorativa intitulada Deluxe Edition, em versão dupla, contendo diferentes mixagens das seis faixas, além de uma versão de Stargazer gravada em uma passagem de som.

Os shows da Alemanha e Japão em 1976 são gravados para um futuro álbum ao vivo em 1977, e posteriormente, já depois que a banda acabou, ainda seriam utilizadas em outros dois lançamentos ao vivo (um deles – um Box Set japonês em 2006 que traz três shows completos na Alemanha). Esses shows mostram como forte característica, de uma forma geral o aumento da duração da maioria das faixas, com improvisos de toda a banda, inclusive Dio, o que faz com que a versão de Catch The Rainbow, por exemplo, alcance mais de quinze minutos de duração. Outros destaques na turnê são os solos de bateria e teclado e as incontáveis guitarras quebradas por Blackmore ao fim das execuções de Do You Close Your Eyes.
A formação que gravou este segundo álbum, no entanto, só dura até o fim do ano, já que em janeiro de 1977 tanto Bain quanto Carey são demitidos por supostas divergências musicais. Outros rumores citam o álcool como motivo para demissão de Bain, e de uma eventual reclamação de Blackmore com o músico pelo fato dele não conseguir manter seu instrumento devidamente afinado. Para o lugar de Jimmy é contratado o baixista Matt Clark, que não agrada e também fica pouco tempo na banda. Tony Carey é recontratado, chega a gravar parte do novo álbum, mas pede demissão pouco tempo depois. Alguns boatos alegam que essa demissão tem relação direta com o incômodo de Carey em relação aos estudos do ocultismo por parte de Ritchie. Com a dispensa de Matt Clark, Jimmy Bain é novamente chamado para a banda, mas não aceita. O Rainbow parte para uma nova formação para a gravação deste novo álbum, que será assunto do próximo capítulo desta discografia-homenagem.

O vinil brasileiro de Rising está guardado com muito carinho.

N.R.: em nossa opinião, este é o álbum o que melhor define o estilo inicial do Rainbow, entre os trabalhos que contam com os vocais de Dio. O resultado é uma maravilha que chega à perfeição. Há uma mudança radical entre a sonoridade do primeiro álbum, graças, em grande parte, aos estilos de Tony Carey e Cozy Powell que trouxeram a banda para um som apontado para o futuro. O primeiro exemplo claro deste novo Rainbow aparece logo nos primeiros minutos da soberba Tarot Woman: a introdução dos sintetizadores de Carey seguida de uma senhora virada de bateria de Powell provam o que se ouvia no álbum Ritchie Blackmore’s Rainbow havia sido deixado para trás e que Blackmore enfim tinha conseguido fazer de sua nova banda uma real competidora para a classe de seus antigos companheiros do Deep Purple. Os teclados de Carey continuam a enriquecer a música durante toda a sua execução, e não entendemos por que esta canção nunca foi tocada ao vivo pela banda.

Este equívoco só foi reparado pela banda Dio muito anos depois, em 2005. A sonoridade das próximas três canções tem relação direta com o feito por Ritchie no Deep Purple, mas nessas Carey está mais discreto, deixando-as sob a responsabilidade do som das guitarras de Blackmore em ótimo momento, mantendo a qualidade do álbum. Aliado a uma competentíssima “cozinha”, o resultado é um Purple mais calcado nas seis cordas, não trazendo em quase nenhum momento a sonoridade dos Hammond de Jon Lord.
O que se segue nas últimas duas canções é pura magia… Stargazer nasceu um clássico, desde a introdução fantástica de Cozy Powell, um solo digno dos melhores momentos de Ritchie e o vocal em plena forma de Dio. A participação da Filarmônica de Munique nesta música é até discreta, pois muito do clima da canção vem dos teclados de Carey, em sua segunda participação mais acentuada no álbum. Ao fim da canção se ouve com mais clareza a seção de cordas da Orquestra elevando a música à condição de hino supremo de todos os tempos. A junção de orquestra com banda (aqui usada de forma pioneira no Rainbow – mais um mérito para a canção) agrada e seria novamente utilizada nos álbuns seguintes do conjunto, e em certos momentos de forma bastante contundente.

Na contracapa, além de fotos dos musicos da banda, a letra de Stargazer.

Ainda sobre Stargazer, que admitidamente por Blackmore, fora criada numa influência da música Kashmir do álbum Physical Graffiti (Led Zeppelin – 1975), diríamos que esta faixa traria um aperfeiçoamento em direção a um estilo mais pesado, soando quase como um estilo inédito que influenciaria também outros artistas no futuro, seria como a criação e consolidação do Heavy Metal Épico, que tanto seria ouvido em bandas – em álbuns posteriormente. Podemos citar o Black Sabbath com Dio (Heaven and Hell e demais), a própria banda DIO (Egypt, Holy Diver), Iron Maiden (Alexander The Great, Powerslave), Saxon (Crusader), Manowar (grande parte da carreira) e Yngwie Malmsteen (I’m A Viking – talvez o segundo álbum inteiro – Marching Out) como grandes utilizadores deste estilo surgido com força neste álbum. O próprio Scorpions, com Sails Of Charon (1978), traz também este estilo, mas provavelmente isso se deve ao background clássico e influência do Guitarrista Uli Jon Roth, similar a Ritchie Blackmore.
O álbum ainda traz um fecho de ouro, A Light In The Black, com um trecho instrumental que rivaliza os duelos entre teclados e guitarra feitos por Jon Lord e Ritchie Blackmore em canções como Burn. Sua letra pode ser interpretada como uma continuação otimista da história contada em Stargazer, fazendo este segundo lado se complementar não somente de forma musical, mas também liricamente… simplesmente genial!

A capa do álbum também precisa de um merecido destaque, é sem dúvida a mais bonita da carreira do grupo e uma das mais clássicas de todos os tempos.

A capa do álbum é tão marcante que é homenageada em diversas maneiras

E o que parecia ser impossível aconteceu: Dio conseguiu se superar, e seu trabalho vocal em Rising e durante a turnê de 76 o levou a condição de grande respeitabilidade em meio ao público e crítica especializada, em menos de dois anos de Rainbow. Quem tiver alguma dúvida, que ouça a versão de Mistreated com esta formação, temos certeza que nada restará a argumentar.
A versão remaster (deluxe edition) lançada em 2011 é imprescindível em especial para o fã mais ardoroso da banda, que vai perceber sutis diferenças entre as mixagens de Nova York (utilizadas no lançamento original em 1976) e as de Los Angeles. Uma das músicas em que notamos maiores diferenças é Do You Close Your Eyes, que contém a inserção de um efeito de vibrato em um acorde da guitarra de Ritchie logo no início e o uso de palmas logo após sua metade. De uma forma geral, as gravações finais têm mais brilho e mais efeitos de reverberação em algumas frases de Dio, mas as diferenças de duração (a mais ou a menos) não passam de poucos segundos. O segundo CD traz as músicas com a mixagem inicial e mudanças mais perceptíveis. Uma das grandes diferenças é uma introdução dos sintetizadores de Tony Carey em Stargazer, que foi retirada da versão final pelo fato de já haver outra introdução similar na faixa inicial do álbum. O álbum termina com uma versão de Stargazer numa passagem de som, mas infelizmente a versão não agrada totalmente, visto que Dio está economizando sua voz para o show daquela noite.
Apesar da grande qualidade, a cena musical não era favorável, com o surgimento e a força do movimento punk, que afastaria o álbum da sua merecida consagração comercial, mas como para nós o que interessa é o conteúdo musical, se tivéssemos de resumir, diríamos que, com pouco mais de 33 minutos, Rising é uma prova irrefutável do provérbio popular que diz: “os melhores perfumes e os piores venenos estão nos pequenos frascos.” Trata-se da primeira autêntica obra-prima da carreira do baixinho de imensa voz.
No próximo capítulo, os últimos momentos de Dio no Rainbow, nos encontramos lá!

Alexandre Bside e Flávio Remote



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30 replies

  1. Nem li o texto ainda porque preciso de tempo e tranquilidade pra apreciar, além de colocar o Rising como fundo musical, claro. Mas este vinil do Rising… que coisa mais linda!!! 🙂

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    • Ouvir o Rising e ler o post – boa pedida – alias ouvir o Rising é sempre boa pedida.
      Em relação ao Vinil, não se preocupe (aliás temos todos da fase DIO):
      1) Ele será sempre muito bem cuidado
      2) Não está a venda – hehehehehehehe

      FR

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      • Eu ja tive um vinil do Rising nas minhas mãos e sim, a primeira coisa que reparei foi na existência da letra de Stargazer na contracapa.
        O vinil não tinha encarte. É assim mesmo?
        Achei numa feirinha de vinis antigos, na Cinelândia, por 20,00, em bom estado de conservação. Comprei e dei de presente de aniversário para um amigo. Só não me arrependo disso porque sei que está em boas mãos.

        Pra mim o Rising é tão perfeito que na minha cabeça ele vinha depois do Long Live Rock N’ Roll. Não que Long Live não seja bom, o Rising que é perfeito demais… o ápice. Fazia todo sentindo na minha cabeça a evolução do Rainbow desde o Ritchie Blackmore’s Rainbow, passando por Long Live Rock N’ Roll e o fim da era Dio, com chave de ouro, com o Rising.

        E esse texto faz jus ao disco. Vou imprimir e guardar junto com meu cdzinho querido. 😀
        E, como sempre, as notas pessoais de vocês dois são a cereja do bolo.
        Muito interessante todas as observações que vocês fizeram sobre Stargazer (a orquestra, o heavy metal épico) Nunca tinha parado pra pensar nesses pontos. Só me fez ter mais admiração ainda por essa música incrível. E a interpretação do Dio nessa música é uma das coisas mais lindas e emocionantes que já ouvi na minha vida.

        Demorei um tempo para eu sacar o quão A Light in the Black era legal justamente por ela vir logo após Stargazer. Mas como citado por vocês, ela complementa Stargazer, musical e liricamente! Não tinha como ser diferente. É muita genialidade.

        Eu babo tanto pelo lado B desse disco que parece até que não gosto do lado A, que é cheio de músicas ótimas também. Esse disco é tão perfeito que a impressão que me passa é que o lado A prepara o terreno para lado B. Sensacional!!

        Mais uma vez, Alexandre e Flavio, parabens pelo excelente texto. Fiquei realmente muito feliz em ler.

        Abraços,

        Su

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        • Suelen,
          Muito obrigado novamente pelas palavras sempre tão gentis. É como já falamos – Stargazer ta na lista de finalistas das melhores do baixinho, com méritos para ser uma vencedora até.
          A minha impressão bate com a sua em a Light in the black – a 1a do lado é tão genial, que ficava voltando para ouvir de novo – A Light (para mim) sempre foi coadjuvante. Vimos no resultado da pesquisa que não é assim para todos.
          Ah, é a apesar da letra na contracapa e a capa lindíssima, o vinil brasileiro era uma edição muito simples, não tinha encarte e por anos foi o único disponível em catálogo brasileiro dos 4 oficiais da época Dio, e é o único nacional comprado novo (e com facilidade) que temos desta fase.
          E a nova audição, já rolou?
          FR

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        • Suellen

          Também agradeço os generosos elogios, vindo de quem conhece é muito compensador… Em relação ao álbum, concordo que o lado A ( que é ótimo) não se compara ao B, pelo fato das propostas mais ambiciosas das 2 faixas que fecham o disco. Mas faço uma exceção à primeira faixa , Tarot Woman : O trabalho dos teclados de Tony Carey é soberbo, a bateria de Cozy Powell é perfeita.Aproveito para trazer aqui a lembrança de quando comprei este vinil cujas fotos complementam este post. O momento é muito claro para mim, pois marcou a minha vida.
          Comprei o álbum na TIjuca ( Pça Saens Pena) , na mesma galeria que hoje tem lojas como a Scheherazade e a Headbanger, mas a melhor loja da época ficava no sub-solo, e chamava-se SubSom discos. Vários discos eu esperei chegarem sentado no banco daquele subsolo , mas deixemos esta história quem sabe para outra hora. Bem, voltando ao Rising, eu já tinha o On Stage e vários do Sabbath com DIo e da própria carreira-solo do baixinho. Portanto, quando dei de cara com a mão segurando no arco-íris , entrei na loja e comprei-o de imediato. Precisava ir na casa de um amigo ( o Bruno ) para algum compromisso e foi lá que colocamos o álbum para ouvir. A lembrança mais forte está nos primeiros momentos do vocal de Dio, quando ele canta : ” I dont want to go, something tells me no, no,no,no…” . Eu me lembro claramente de estar na sala do batera que volta e meia aparece aqui no Minuto , com seu pai e seu irmão, a cena ficou na minha memória , e graças a maravilhosa interpretação do Dio, vou guardá-la até o momento em que não mais estiver por aqui…
          E esse é o verdadeiro poder da música : Nos transportar para momentos inequecíveis e ao mesmo tempo até simples , era uma simples audição do um disco novo numa vitrola .
          Por isso Tarot Woman é tão especial para mim…
          E o Rising, o melhor momento do Rainbow, sem dúvida!

          Até a próxima

          Alexandre Bside

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          • É tão legal essa “memória musical” que nosso cérebro tem. Esse poder de associar uma música com pessoas, situações, sensações. Sejam elas boas ou ruins. 

            Eu lembro  muito bem do dia que descobri Stargazer. Era um sábado a tarde, eu estava em casa, no computador e coloquei o Rising pra ouvir enquanto navegava na internet, com fone de ouvido. 
            Fiquei tão fascinada que tirei o fone e coloquei a música pra tocar no aparelho de som, porque queria ouví-la com volume bem alto. Ouvi por varias vezes seguidas, sem parar. 

            Já para minha irmã a experiência não foi tão boa. Ela estava tirando um cochilo a tarde e acordou revoltada com a barulheira, com a “gritaria” do Dio no final da musica, reclamando de eu voltar a música toda hora…
            Já falei que ela tem que superar esse trauma e dar uma chance pra música, tirar essa má impressão, porque ela está perdendo muita coisa na vida sem apreciar essa maravilha.

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  2. Caros mestres B-Side e Remote,

    eu sabia que este post seria uma das melhores coisas que sairia aqui no blog. Mas quando eu realmente acredito que não serei mais surpreendido pelo talento de vocês, quebro minha cara – e como fico feliz em quebrá-la sempre.

    O post está “Nota Rising”, apenas para deixar absolutamente claro o que achei do texto. Fiquei até emocionado lendo o texto com o nível de detalhes que só vocês podem mesmo entregar. É realmente uma aula deliciosa ler estes materiais de vocês – me sinto honrado, até.

    Obrigado por entregar este texto brilhante e por fortalecer ainda mais minha apreciação pelo disco – os detalhes aqui dados me farão refletir ainda mais sempre que estiver ouvindo esta maravilha da música. Este post já entrou na minha lista de melhores do Minuto HM.

    Tomara que os dias voem para o texto do Long Live Rock ‘n’ Roll, já estou salivando aqui de tanta ansiedade!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eduardo, que bom que gostou, afinal a responsabilidade de escrever sobre este antológico álbum é muito grande.
      O Long Live já está no forno também, aliás a pesquisa está bem interessante, mas o teor do álbum é completamente diferente deste aqui – vamos ver se conseguimos transpor para o papel….
      FR

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    • Eduardo

      Quando nos “sobra” a responsabilidade de escrever sobre um álbum como esse, buscamos com afinco fazer o melhor que podemos, pois o blog é repleto de conhecedores com muito a dizer , este continua sendo o grande diferencial do MInuto Hm em relação às demais páginas digitais do gênero.
      E aí acontece algo muito legal, pois também acabamos descobrindo e aprendendo coisas que não sabíamos .
      Assim, só posso lhe agradecer a oportunidade de continuar contribuindo por aqui, acho que ninguém fica mais feliz e realizado do que eu , obrigado , amigo!

      Alexandre Bside

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      • B-Side, assim fico sem palavras, não vale… a honra é toda minha, toda nossa, em ver você e seu irmão mantendo o nível do blog cada vez maior. Concordo com você que não existe por aí na internet um espaço no nível que o Minuto HM atingiu – e desde os primódios – desde que transformamos os e-mails neste espaço – convenhamos: que coisa boa, né?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

    • “Nota Rising”
      Perfeito! Esse texto é exatamente isso. Nota Rising 🙂

      Like

  3. Estou muito emocionado ao saber que amigos, e grandes amigos fazem matérias maravilhosas… sempre tivemos no meio do metal..muitas saudades…com lágrimas nos olhos…assim é o único jeito de agradecer nossa amizade até hoje… é um dos motivos que levanto a bandeira do metal…um grande abraço Rolf, Alexandre, Flávio..poxa ,que saudades… \m/…we rock 🙂

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  4. Luciano,

    A saudade é grande, mas você nunca deixou de ser lembrado por todos nós, sempre falávamos por aqui das suas sensacionais histórias. Estamos tentando seguir com qualidade nesta discografia que homenageia o baixinho de imensa voz sabendo que teremos ilustres leitores de altíssimo gabarito, nos quais agora tenho a satisfação de lhe incluir .
    A cada fechamento de pesquisas entre todos os álbuns que Dio nos presenteou ( no Rainbow, Sabbath ( e H&H) e banda Dio) onde estamos escolhendo a melhor música que Dio já cantou estamos postando por aqui essa resenha do álbum em questão,
    Já tivemos o Ritchie Blackmore’s Rainbow ( cuja a vencedora foi a linda Catch the Rainbow , aliás , não sei se você lembra, mas a galera do Destiny juntou-se um dia com o pessoal do A1000noácido para tocar, entre outras canções, justamente essa , na versão longa-metragem,
    tive o privilegio de tocá-la com você e Felipinho, foi uma honra muito grande) e agora fechamos a resenha do Rising, com a escolha justíssima do hino Stargazer .
    Dentro de poucas semanas, traremos o Long Live Rock and Roll, que está atualmente no meio da pesquisa.
    Não deixe de trazer suas impressões, sempre muito bem vindas.

    Alexandre Bside

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  5. Tweet lembrando da tour que o AC/DC abria para o Rainbow, muito bem mencionado neste fantástico post! Segundo a mensagem, foram 19 shows!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  6. Li o post ouvindo o Rising…..cara,que maravilha,parabéns pelo post galera,muito rico em detalhes,e,tudo que o Dio fez em sua carreira foi maravilhoso,explendido!!!!!!

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    • Olá João Paulo, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM.

      Legal que tenha curtido o post e tenha curtido o disco lendo o artigo. Realmente a discografia desperta esta vontade de ouvir o disco e conferir os detalhes…

      A discografia-homenagem a Dio está em andamento e temos até o The Last in Line já publicado, começando desde os tempos de Rainbow. Não deixe de conferir os outros capítulos, caso ainda não tenha visto – além das pesquisas das músicas – neste momento, estamos no disco Sacred Heart.

      Continue conosco!

      [ ] ‘s,

      Eduardo.

      Like

  7. João Paulo :

    Agradeço também em meu nome e do meu irmão as palavras sobre o post . Agradeço ainda mais por ter lido a resenha ao mesmo tempo que ouvia o álbum: Tenha certeza que esta é a melhor forma de nós , autores, agradecermos pessoas como você que dão tanto valor à obras-primas como esse Rising.

    Um abraço

    Alexandre Bside

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