O dia em que Alice Cooper quase matou Elvis Presley

Em meados de 1971, o grande rei do Rock, Elvis Presley, e Alice Cooper estavam hospedados no mesmo hotel em Las Vegas, Califórnia.

Tão logo ficou sabendo, Alice pediu para que contatassem a equipe do Rei pois queria aproveitar a oportunidade para conhecê-lo, já que desde criança era um fã inveterado do cantor.

Algumas horas depois, Cooper recebeu a ligação da assessoria de Elvis para que subisse à sua suíte. O Rei estava hospedado na cobertura – local dos nobres.

Na mesma viagem do elevador que conduzia Alice Cooper, duas paradas foram feitas, às quais entraram Liza Minnelli e a atriz pornô Linda Lovelace.

Ao chegarem na cobertura, numa espécie de ante-sala da suíte, o seleto grupo foi revistado durante vários minutos pela equipe de seguranças do Rei. Buscavam garantias de que nenhum dos convidados estava armado.

“Até hoje não entendo por que os seguranças se preocupavam com isso. Logo que entramos no quarto, o local estava repleto dos mais variados tipos de armas!”, lembra Alice.

Logo que entrou, Cooper foi recebido por Elvis que o levou para a cozinha. Lá o Rei abriu uma gaveta e tirou uma pistola carregada. Entregou a Alice e disse: “Vamos, aponte para a minha cabeça…”

“Reconheci imediatamente… era uma pistola calibre .32 e eu não sabia o que fazer… Apenas segurei sem apontá-la mas a fisionomia de Elvis começava a fechar… Era só algum dos vários seguranças dele entrar, me ver segurando aquela arma e me alvejar…”, conta Alice.

Mas, para quem conhece um pouco o perfil do senhor Alice Cooper:

“Tomei coragem e comecei a pensar: Vai lá cara, mira e atira no rosto… Você vai ser mundialmente famoso por ter sido o ‘cara que matou o Elvis’! Ou então dá um tiro só pra machucar… Assim continua com a fama sem ter problemas com a polícia… No máximo pega alguns anos…”, conta Alice.

Mas os pensamentos foram cortados por um movimento muito brusco do Rei, desferindo uma voadora em Cooper. Caído no chão, Elvis pulou em cima de Alice agarrando-o pelo pescoço e gritando “É assim que se para um homem armado!”.

Esta surpreendente reunião de 1971 é apenas um episódio da conturbada e emocionante vida de Alice Cooper, que também já teve oportunidade de embriagar-se com Keith Moon, Jim Morrison, dentre outros e outras…

“Nós tínhamos um clubinho de regras simples: vencia o homem que bebesse mais, sem parar, e continuasse em pé, depois de todos os outros terem caído. Nós tivemos uma alcova, uma vez, no bar Rainbow, em Los Angeles. Eu, Keith Moon, Micky Dolenz, Ringo Starr e John Lennon quando ele tinha tido uma briga com Yoko. Cada um de nós desabou, sobrou apenas o Keith… era impossível acompanhá-lo, ele conseguia beber durante sete dias seguidos…”

Estas e outras histórias memoráveis envolvendo Alice Cooper e diversos outros hellraisers podem ser conferidas na íntegra na entrevista por ele concedida ao jornal britânico Daily Mirror.

“Todo mundo ficou horrorizado quando Lady Gaga enforcou-se no palco do MTV Awards”, diz ele. “Eu venho fazendo esse movimento por 30 anos.”

[ ]’s

Julio.



Categories: Alice Cooper, Artistas, Curiosidades, Entrevistas, Rolling Stones, The Beatles

9 replies

  1. Fala, Julião, beleza?

    Coincidência ou não, este domingo que acabou de passar foi o dia que estava assistindo ao documentário “Metal: A Headbanger’s Journey”, do Sam Dunn – http://www.imdb.com/title/tt0478209 (mesmo cara do Flight 666, do Iron Maiden – aliás, esse cara anda tirando sarro no que tange a metal) e, nele, há várias entrevistas, inclusive com Alice Cooper, onde ele mesmo trata de contar a história, tão bem narrada por você aqui.

    E, neste documentário que ainda traz Sam na casa do Dio (!!!), entrevistas com Bruce Dickinson, Dee Snider, caras do Slayer, Lemmy, Tony Iommi, entre outros, Alice conta a história.

    Olha, é até uma questão de acreditarmos ou não nisso… os tempos eram malucos e é bem possível que uma bizarrice como esta possa mesmo ter acontecido – mas como Elvis morreu (ou não, hehehe), fica difícil…

    Vale a curiosidade sim e deixo a dica do documentário a todos – vale a pena, principalmente se puder ser visto em HD.

    Valeu!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Sam Dunn é outro que tem uma vida beeem divertida.
      E nessa época do Headbanger’s Journey, ele, que como muitos de nós também tem Iron Maiden como sua banda preferida, mal poderia imaginar que passaria a viajar com a banda, no Ed Force One, para a produção do Flight 666.

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      • É, eu diria que ele não deveria pensar em viajar com a banda, mas logo de cara se vê que este é um cara privilegiado e com vários “acessos”… esses documentários pré Flight 666 credenciaram-o, com certeza, ao trabalho com o Iron Maiden…

        Isso me faz pensar em uma coisa: seria como na F1? Todos nós gostamos de carro, de corridas, etc. Na maioria dos casos, os pilotos só chegam porque tem um baita suporte financeiro por trás da família. Seria o caso do Sam? Ou seria apenas um dos fatores? Ou seria pura sorte de estar no lugar certo, com as pessoas certas?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

  2. Tempos que ( acho ) não voltam mais . A loucura era além do concebível, eles realmente não tinham o que fazer com tanto dinheiro….

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  3. So eu fiquei impressionada com o fato de o Alice ser tão velho ao ponto de ter conhecido Elvis pessoalmente?

    E o cara tomou uns gorós com Keith Moon, Ringo Star, John Lennon… Uma vida bem divertidinha 🙂

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Trackbacks

  1. Minuto HM na Califórnia: Rainbow Bar & Grill « Minuto HM

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