Discografia MetallicA – parte 2: [Pré-MetallicA] Lars Ulrich

DiscMet_2_Lars young 2Diferente de muitos casos da história do heavy metal, Lars Ulrich, dinamarquês-americano, não veio de uma classe social mais baixa. Filho único, ele é oriundo de uma família de classe média-alta (o que, de antemão, já nos faz entender um pouco de sua personalidade egocêntrica, “mimada” em muitos momentos).

Lars nasceu em 26/dezembro/1963, em Gentofte. Seu pai, Torben Ulrich, foi um tenista canhoto de relevância (apesar de nunca ter ganho um título formal), jogando por muitos anos representando seu país em mais de 100 partidas da Davis Cup. Por ter jogado por muitos anos, com 49 anos, chegou ao topo do ranking dos jogadores mais experientes em atividade do conceituado torneio. Sua melhor classificação no ranking mundial de jogadores foi em 1973, na posição de número 96. Além da Davis Cup, jogou também US, French e Australian Opens, além da famosa competição Wimbledon. Venceu 97 de suas 145 partidas como profissional.

Torben Ulrich em ação

Torben Ulrich em ação

Atualmente, ele vive no interior da Califórnia, em Tiburon, como pode ser visto no Some Kind Of Monster em detalhes. Este documentário é assunto futuro, mas muito dele pode ser visto aqui.

Além das raquetes, o pai de Lars também era um amante da música, principalmente jazz e rock, chegando a possuir um estabelecimento pequeno em Copenhagen – aliás, o padrinho de Lars, Dexten Gordon, toca sax. Lars, então, cresceu no meio esportista e com a natural influência, começou a praticar tênis, chegando a ser premiado na categoria infanto-juvenil em algumas oportunidades, inclusive oscilando entre 10º – 15º no ranking da categoria. Daí também, provavelmente, o uso de sua tradicional faixa branca no cabelo nos anos 80 / 90 (enquanto ele possuía cabelo comprido).

O primeiro turning point na vida da então criança, com 9 anos de idade, se deu em fevereiro/1973. Mesmo tendo assistido a um show dos Rolling Stones com 5 anos de idade, no Hyde Park (para 250.000 pessoas), enquanto ele e sua família estavam em Londres e em outras cidades para torneios de tênis de Wimbledon, o que o marcou foi quando seu pai ganhou 5 ingressos para assistir a um show do Deep Purple na Dinamarca e em um mesmo local onde Lars disputou um de seus torneios de tênis. A princípio, seu pai não o levaria mas, com a desistência de um dos amigos do pai, Torben resolveu levar seu filho ao show.

A criança Lars ficou deslumbrada com a performance da banda, principalmente daquele “certo” guitarrista Ritchie Blackmore – mais detalhes de Blackmore nesta época (e depois, já com o Rainbow) podem ser vistos neste post da nossa discografia-homenagem a Ronnie James Dio.

Mesmo jovem, o pequeno Lars, assim, começou a sua coleção de discos com o Fireball, mas não se limitou ao Deep Purple, e também começou a expandir seus horizontes com Thin Lizzy, Black Sabbath, Led Zeppelin e os grandes nomes do rock e metal até então, tendo em Bonham uma de suas primeiras influências. Enquanto iniciava sua coleção de discos de metal, Lars continuava envolvido com a carreira de seu pai, acompanhando-o pelos torneios pela Europa. Assim, sua coleção de itens adquiridos pelo velho continente continuava a crescer.

Com sua abertura musical, com 12 anos de idade Lars chegou a ter a oportunidade de ver o Queen em Copenhagen mas, de castigo (!), não viu algo histórico como o início do auge dos ícones liderados por Freddie Mercury, um acontecimento classificado pelo próprio como “o pior dia de sua vida”.

Finalmente, em 1976, Lars ganharia da sua avó sua primeira bateria. E, novamente diferente da maioria dos músicos que começam com instrumentos rudimentares, Lars ganhou uma Ludwig, nível profissional (esse kit de bateria, como curiosidade adicional, foi roubado de seu dono em Boston, em 14/janeiro/1984). Já demonstrando a impaciência que hoje continua sendo uma de suas características, o garoto já queria tocar com alguma banda, mas foi aconselhado pelo seu pai a fazer aulas do instrumento antes. Lars então disse a seu pai: “posso aprender isso em 10 dias – sempre vivi para isso”.

Mesmo com sua paixão pela música cada vez mais evidente, seu pai continua investindo na carreira de Lars no tênis, mandando-o primeiramente para uma importante academia do esporte na Flórida, EUA, em 1979. Nesta oportunidade, além de treinar muito por 8 horas por dia, Lars aproveita para “engordar” sua coleção de discos.

Ainda no ano de 1979, Lars retorna para seu país-natal em suas férias dos treinos e conhece Ken Anthony, dono de uma loja de discos em Copenhaguen e influente nome na cena do metal no país. Ken apresentou o álbum Survivors do Samson (antiga banda de Bruce Dickinson) para Lars e, aos poucos, Lars foi se envolvendo cada vez mais com a revolução da New Wave of British Heavy Metal. Lars começou a efetivamente se interessar mais e mais pelo heavy metal, passando a aproveitar também da sua favorável condição financeira para começar uma grande coleção de materiais.

Em março de 1980, Lars retorna aos EUA para disputar um torneio de tênis na Flórida, ocasião na qual entra em uma loja de discos atrás do último lançamento do Triumph. O jovem Lars descobre, nesta oportunidade, um disco que trazia uma capa cativante: tratava-se do homônimo primeiro álbum de estúdio do Iron Maiden, disco que ele adquiriu e só ouviu no mês seguinte, de volta à Dinamarca, pois não tinha onde escutá-lo nos EUA. E, em outro encontro com Ken Anthony, Lars é apresentado ao álbum Wheels Of Steel, do Saxon.

No meio disso tudo, sua família resolve então proporcionar a seu filho condições de ele crescer no tênis e mudam de maneira definitiva para os EUA, comprando uma casa de alto padrão em Newport Beach, na linda e rica região de Orange County, Califórnia. Mesmo se afastando da Europa, Lars continua muito atento à NWoBHM e mantém contato com amigos de lá, anotando em seus registros nomes de bandas que surgiam, mesmo sendo apenas demos e materiais não-oficiais. Entre estes nomes, Angel Witch, Blitzkrieg (que sua futura banda viria também a coverizar), Jaguar, Holocaust, Raven, Witchfinder General, Sweet Savage, Savage, Praying Mantis e o Diamond Head.

Ao descobrir esta última banda, Diamond Head, Lars fica extremamente empolgado com o estilo dessa que viria se tornar a “banda de sua vida” e uma das maiores influência do MetallicA. Com a compra do Lightning To The Nations, de 1980, Lars viajaria para Londres para ver o Diamond Head tocar ao-vivo no Woolwich Odeon (entre outros shows na Inglaterra da banda). E apesar da viagem propriamente dita não ter sido devidamente planejada, Lars parecia já ter um uma carta na manga: antes de embarcar, trocou várias correspondências com Linda Harris, mãe do vocalista Sean Harris e também co-empresária da banda. Após o primeiro show, Lars, que não havia planejado onde ficar, consegue acesso ao backstage através de Linda e, em uma daquelas histórias incríveis, o guitarrista Brian Tatler resolve deixar Lars dormir (no chão) em sua casa em Stourbridge. Além disso, os dois foram assistir ao festival Heavy Metal Holocaust, cujo headliner era o Motörhead. De quebra, Lars ainda fica uma semana na casa do vocalista Sean Harris.

Lars, indiretamente, fez desta maneira um “estágio” na vida de uma verdadeira banda de heavy metal, tendo a oportunidade de conferir, in loco, como as coisas no meio musical funcionavam, desde o trabalho com as músicas como tudo que envolve ter uma banda de nível profissional. O guitarrista do Diamond Head lembra um pouco de como era Lars: “uma coisa que me impressionava era a forma como ele gastava dinheiro em discos. Eram centenas de libras, mesmo sendo apenas uma criança, ele ia a lojas de discos e comprava pilhas e pilhas de coisas da NWoBHM (…). O mais engraçado é que ele nunca mencionou montar uma banda e não estava muito certo se ele era capaz de tocar bateria até então.”. Tendo realizado um sonho de conviver com a banda, Lars volta à sua cidade-natal e ainda conhece neste meio tempo o Mercyful Fate (outra influência de sua vindoura banda, também coverizada). Apesar do conflito de carreira tênis x música, a conclusão deste período de imersão no heavy metal era óbvia: o desejo fixo de Lars se envolver ainda mais com música, com metal, criando sua própria banda.

De volta à Califórnia, Lars ainda conheceria o fundador e proprietário da Metal Blade Records, Brian Slagel. Lars e Brian fizeram muitos intercâmbios de itens de suas respectivas coleções. Esta importante figura da cena do heavy metal teria uma importância fundamental para o MetallicA, como veremos em um outro momento.

Lars chegou a tocar com uma banda chamada Metal Church mas, por não ter seguido em frente com eles, não é apontado muitas vezes como ex-membro da banda, apesar de constar informação contrária em alguns lugares. De qualquer forma, a sonoridade da banda formada no início dos anos 80 em San Francisco, Califórnia, já apresenta elementos que veríamos no boom do thrash metal na sequência. Como curiosidade adicional, a banda faria uma tour do disco “The Dark” com o MetallicA em 1986.

O então cada vez menos tenista e mais baterista resolve colocar um anúncio em um jornal underground de Los Angeles, o “The Recycler”, procurando por músicos. O anúncio-chave para a história do heavy metal seria respondido por 2 guitarristas: James Alan Hetfield e um guitarrista do Leather Charm, Hugh Tanner.

O próximo capítulo trará um pouco da vida pré-MetallicA deste primeiro guitarrista acima até o momento do anúncio também. Até lá!

[ ] ‘ s,

Eduardo.

____________________________________

CAPÍTULO ANTERIOR: Discografia MetallicA – parte 1: Objetivos, Estrutura, Escopo e Índice

PRÓXIMO CAPÍTULO: Discografia MetallicA – parte 3: [Pré-MetallicA] James Hetfield



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47 replies

  1. Senhoras e senhores, eis que o MinutoHM é uma espécie de garrafa jogada ao mar, contando a história (em seus detalhes) dos grandes ícones da música pesada. Enquanto há mar, enquanto existe garrafa e onde houver texto, por favor, guardem isso com carinho. A memória é o que temos de mais precioso, porque até mesmo o presente, por vezes, é esquecível. Congratulations mr. Dudu!

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  2. Muito bom, Eduardo! Parabéns por este primeiro capítulo.

    Legal que Lars tenha tirado um bom proveito da confortável situação financeira de sua família para se dedicar a algo que amava e que isto tenha rendido bons frutos. Mas é válido ressaltar que sua mãe também teve um importante papel na formação deste jovem Lars. Conforme fala-se na biografia do Metallica, do Mick Wall, embora seu pai tenha sido uma grande influência na parte musical, sua mãe é a responsável por esta visão mais empresarial do Lars, visto que ela funcionava como uma manager de Torben.

    De resto o texto está impecável! Não que eu esperasse algo menos do que isso, vindo de você…. As fotos estão ótimas e cheio de curiosidades bem legais, como Lars no Metal Church. Não sabia disso. Inclusive, no vídeo do post, notei um “quê” de Hit The Lights.

    Parabéns, Du.

    Abraços,

    Su

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    • “BrigaDu” pelas palavras, Su, e pelo ótimo complemento com relação à mãe de Lars. Eu não li o livro do Mick Wall como você então seus “inputs” de lá, somados com seu enorme conhecimento geral agregarão muito aos posts…

      Sobre o “quê” de Hit The Lights, sim, totalmente… aliás, tem coisa dali que com certeza foi aproveitado para “inspirar” o que a banda registraria depois.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. ” Devorei ” o capítulo, cheio de informações as quais eu em sua grande maioria desconhecia completamente . A foto do pai de Lars me lembrou um grande ( senão o maior ) tenista da década de 70, Bjorn Borg , vencedor de inúmeros torneios de WInbledom e Roland Garros. Interessante também é saber dessa situação mais privilegiada que a família de Lars desfrutava, sem dúvida um exemplo maior é o músico ter ganho um Ludwig como sua primeira bateria . Ou seja, apesar de sua admiração imensa pelo Deep Purple, certamente a influência como baterista era mais latente em Boham, uma vez que o saudoso baterista do Led tocava nas Ludwigs.Se a Suellen não sabia da história envolvendo o Metal Church, muito menos eu , aqui eu só aprendo …

    Estou ansioso pelo segundo capítulo , que vai trazer aquele que pra mim é o cara na banda!!

    Que venham pelo menos mais uns 30 capítulos como esse !

    Alexandre

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    • B-Side, agradeço e fico feliz que o post tenha acrescentado algo – a ideia é esta mesmo, né? Trocarmos figurinhas e quem sabe aprendermos uma coisa aqui e ali – posso dizer que eu aprenderei muito com as pesquisas e com os comentários de todos por aqui.

      É importante mesmo a gente parar para refletir como as favoráveis condições financeiras da família de Lars deram mesmo o tom das suas escolhas / carreira e até mesmo de sua personalidade.

      Obrigado de novo e vamos em frente.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Muito bom!

    Para mim o Lars é o responsável pelo Metallica ser a força musical que é atualmente, ultrapassando os limites do heavy metal, lotando estádios, etc.
    Acredito que sem ele, o Metallica seria uma das muitas ótimas bandas que conhecemos que não conseguem ultrapassar o underground ou ficam restritas a um nicho.

    Que venha mais e parabéns,

    Glaysson

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    • Glaysson, obrigado pelas palavras. É inegável como Lars foi sim o grande pivô do crescimento da banda, ainda que veremos uma certa figura que influenciou bastante neste aspecto mais para o final dos anos 80 / começo dos anos 90, transformando o MetallicA, que já era uma grande banda, em uma potência como poucas.

      Concordo com você que se não fosse essa visão, talvez a banda ganhasse terreno mas nunca virasse a máquina que virou. Não sabemos, entretanto, que rumo as coisas teriam, assim como nunca saberemos como seriam com Cliff vivo. Mas isso é assunto para MUITO depois, não?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Parabéns pelo post cheio de detalhes … é engraçado olhar mas nas últimas duas fotos do Lars no post, a de braços cruzados, ele tem muito cara de garoto mimado!!! HAHAHA

    Parabéns e obrigado pelo conhecimento desta banda que você está dividindo conosco!
    Abs

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    • Chris, obrigado e legal que esteja acompanhando e participando…

      Sobre seu comentário, minha ideia de traçar um pouco da fase pré-MetallicA, inclusive envolvendo aspectos da criação de todos, é justamente para tentarmos entender aqui como estes fatores são relevantes mesmo na composição do caráter e tentarmos “linkar” muito da história da banda e suas atitudes.

      No caso do MetallicA, especialmente, veremos que muita coisa se explica…

      E sim, Lars tem uma personalidade mesmo mais mimada, frutos das ótimas condições que nasceu e também aliado ao fato dele ser filho único. Tudo isso, sem dúvidas, influenciou na personalidade que conhecemos hoje…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  6. Não há nada melhor do que ler um post como esse, aqui no Minuto, com calma e refletir, sair compreendendo os motivos, tendências, vícios e paixões da banda e dos integrantes.

    E isso é só o teaser/trailer do blockbuster que o Rolim está preparando.

    Maravilhoso, qdo saem os próximos?!?! rs

    [ ]’s
    Julio

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    • Julio, agradeço imensamente pelas palavras (blockbuster foi de um exagero sem tamanho), ainda mais vindas de quem entregou uma discografia com tamanha qualidade como a do Scorpions e continua a excelência com a do Van Halen por aqui.

      Os posts iniciais da discografia do MetallicA devem sair (devem, e não deverão, notou?) com uma frequência até legal por aqui, mas quando entrarmos no post do Early Years para frente, aí, abrindo o assunto para todos, puxem uma boa cadeira, bem confortável…

      Legal que estejam curtindo e vamos em frente, com o Hetfield.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. Eduardo,
    Acertou em cheio – imaginei que o primeiro seria o Hetfield, mas o post responde porque não. Dos “personagens” talvez o mais controverso da banda, do tipo ame ou odeie. Realmente o início de tudo está com este. A personalidade já está muito bem delineada neste primeiro post, dando para entender as consequencias futuras. Nunca foi o meu predileto da banda, mas não dá para negar a importancia de Lars no MetallicA, talvez seja o principal, o líder – ou não já que há o Hetfield dividindo o papel de maior importância – esta discussão fica para os próximos posts ou os podcasts – já que pode render muito. Já me antecipando, meus comentários vão tender para a reprovação deste personagem num futuro desta discografia, mas acho que terei bons motivos para tal, como já disse, meu envolvimento com a música, com o HM, Hard Rock, ultrapassa o limite do bom senso, tendo a ser como um torcedor, que se deixa levar pela emoção, seja na idolatria, na admiração, seja no repúdio, na reprovação. Acho que terei motivos mais bem explicados aí na frente, deixemos para o momento certo.
    Enquanto isso vamos aprendendo por aqui – e muito – com está dádiva, que está pagando com juros e CM a dívida que cobramos insistidas vezes ao nosso Mestre Yoda. Ficou claro a importância da família na construçao do baterista lider da banda, fiquei pensando também num duelo do Pai tenista com o Sueco Bjorn Borg, mas acho que isso não aconteceu – acho que o Borg foi mais contemporâneo – alguem responde ai!
    Parabéns Eduardo! E que venhamos com os próximos personagens!
    Abraços
    Remote

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    • Remote, fico feliz que tenha gostado do post. Realmente a história da banda começa na Dinamarca, não nos EUA, em uma família esportista de certa bufunfa.

      Lars tem uma personalidade bastante difícil mesmo, não muito querida normalmente, e ainda historicamente nunca foi um músico de talento inquestionável, principalmente se o compararmos com GRANDES nomes como Portnoy, Peart ou Bonham que, independente da personalidade, não são questionados sobre suas respectivas técnicas. Mas, como disse, essa opinião bate de frente com a qualidade que ele apresenta nos primeiros álbuns da banda, que é de primeiríssima linha, nada elementar e marcante, de estilo único, principalmente seus bumbos no ..And Justice For All e no Black Album. Mas isso é assunto para depois.

      Quis aqui trazer, e pretendo dentro do possível fazer com os outros, um pouco da vida pré-banda e da personalidade pois acredito que realmente influenciaram muito a trajetória da banda – e continua influenciando. Eu acho que, da minha parte, aprovarei e reprovarei muitas coisas dele na sequência, no começo as aprovações serão tão frequentes, chegando a momentos de serem absolutas, mas depois dos anos 90, isso deve mudar um pouco de figura. Mas vamos deixar mesmo para depois.

      Não manjo muito de tênis infelizmente, o Marcus Batera manja, mas não sei se ele está acompanhando de perto por aqui.

      Até o Hetfield, que já está no forno da publicação… os postsdos personagens deverão ir saindo em uma frequência até rápida, mas depois, já adianto, a coisa vai ser bem mais lenta… zzzzz…. mas sairão quando estivem prontos!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • A dúvida do Tênis – resolvi pesquisar ->Um resumo abaixo:
        Torben Ulrich nasceu em 1928
        Bjorn Borg nasceu em 1956 – são 28 anos de distância.
        Embora improvável, já pela distancia etária acima, pesquisei nos torneios principais de tênis (Grand Slams) que são os US Open, Rolland Garros, Wimbledon e Australia Open.
        Torben Ulrich jogou grand slams no torneio principal singles de 1948 a 1974.
        Bjorn Borg jogou grand slams no torneio principal singles de 1973 a 1981.
        Portanto estiveram juntos em poucos torneios Grand Slam e nunca se enfrentaram. Os torneios que estiveram juntos foram:
        US Open 73/74 e Roland Garros 73.
        A carreira de Torben foi modesta chegando no máximo nas quartas rodadas de alguns dos torneios Grand Slam. Fez mais sucesso no torneio de masters onde chegou a ser o melhor do mundo em 1976.
        Já Borg foi multivencedor em Roland e Wimbledon e chegou as finais no US Open por várias vezes.
        Podem (improvável) ter se enfrentados em outros torneios profissionais ou em torneios de exibição, mas não pesquisei.
        Imagino que Torben pode ter influenciado a Borg – pela distancia etária e por serem nórdicos.

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  8. Excelente entrevista com Lars, que visitou a Guitar Center em San Francisco para falar de sua relação com a TAMA… ele comenta muito do começo que é falado neste post, como seu primeiro kit (ele não é preciso na data, mas mais ou menos bate também com o que temos no post), o roubo do kit, a relação com a TAMA via Neil Peart, como o kit diminuiu (Lars, diminuiu mais que isso, vai) quando ele estava com o Alice In Chains…. fala ainda de coisas como fama e outros temas, como o que ele queria no início da carreira, que era suar e conseguir tocar Diamond Head…

    Fonte: http://www.blabbermouth.net/news/metallicas-lars-ulrich-recounts-his-beginnings-talks-about-his-relationship-with-tama-video/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Lars abordando o assunto “drogas” (especialmente a cocaína) e bebida na vida dele, entre outros assuntos…

    http://www.mirror.co.uk/3am/celebrity-news/metallica-drummer-lars-ulrich-talks-3780401

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  10. No dia 08/abril/2016, Lars foi o responsável em fazer o “induction” do Deep Purple no Rock and Roll Hall of Fame. O legal foi que Lars não deixou de mencionar a todos os membros – especificamente, claro, Blackmore.

    Grande momento feito por este verdadeiro fã histórico da banda:

    #DeepPurple After Party! #RockHall2016

    A post shared by Metallica (@metallica) on

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Além do documentário “Mission To Lars” (http://www.blabbermouth.net/news/mission-to-lars-documentary-feat-metallicas-lars-ulrich-to-be-made-available-in-north-america/), agora Lars também aparece no filme independente “Radio Dreams”, cuja descrição é: “A brilliant and misunderstood Iranian writer struggles to pursue his ambitious goal of bringing together Metallica and Kabul Dreams, Afghanistan’s first rock band.”.

    Para mais informações:

    http://www.imdb.com/title/tt3990782/

    http://www.blabbermouth.net/news/radio-dreams-movie-featuring-metallicas-lars-ulrich-festival-screenings-announced/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  12. Galera,

    Nesse vídeo tem uma “retrospectiva” do Metallica na visão do baterista Beto Cardoso. O que achei:

    – O cara é bom, e é legal vermos as variações da bateria ao longo dos anos;
    – Ele não consegue “imitar” o jeito de tocar de “Until it Sleeps”;
    – Para mim, o trecho mais difícil foi “All Nightmare Long”.

    Abraços!

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    • Obrigado Glaysson por trazer este vídeo do Betto, realmente um trabalho primoroso do batera. Já conhecia e revi alguns trechos – eu gosto mais de vê-lo tocando até o …AJFA.

      Tem vaga para ele fazer uma boquinha se quiser na banda ao vivo, hehehe. 🙂

      Logo ele terá que atualizar isso com mais trechos, ao que parece sai o novo do MetallicA ainda este ano. Aguardemos.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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