Discografia-homenagem DIO – parte 10 – álbum: Lock Up The Wolves

ÁLBUM: LOCK UP THE WOLVES

A capa do vinil brasileiro de Lock Up The Wolves

A capa do vinil brasileiro de Lock Up The Wolves

■ Gravação: 1990 – Grany´s House Studio em Reno, Nevada, EUA.

■ Lançamento: 07/05/1990.

■ Produtores: Ronnie James Dio e Tony Platt.

■ O álbum atingiu #28 nas paradas inglesas.

■ O álbum atingiu #61 na Billboard – EUA.

Faixas:

1- Wild One –  3:57 7- Evil On The Queen Street– 5:51
2- Born On The Sun – 5:30 8- Walk On Water –  3:36
3- Hey Angel  – 4:50 9- Twisted – 4:35
4- Between Two Hearts – 6:27 10 – Why Are They Watching Me* – 5:00
5- Night Music – 4:56 11 – My Eyes – 6:24
6- Lock Up The Wolves – 6:27

* Somente no CD.

Após a finalização da turnê de Dream Evil, inicialmente haveria mais uma troca no lineup da banda, com a saída de Craig Goldie. Segundo Dio, o restante da banda nunca achou que Craig fosse um substituto a altura de Vivian Campbell e o fato é que o retrocesso nas vendagens do álbum Dream Evil contribuiu firmemente para que ele fosse substituído. Para complementar, o próprio Craig afirmou que queria fazer algo diferente do que era a proposta da banda. Dio resolve então fazer audições para um novo guitarrista e leva mais de 1 ano com audição de mais de 5.000 fitas demo. De 20 pré-selecionados, 10 eram de Los Angeles – porém o inglês Rowan Robertson foi considerado o melhor deles. Dio, no entanto, estava hesitante na contratação de Rowan, por causa da sua idade – 17 anos na época.

Rowan Robertson nasceu em Cambridge (Inglaterra) em 22 de novembro de 1971 e ouviu pela primeira vez Dio com o álbum The Last in Line (tinha 13 anos) e conheceu a banda ao vivo quando foi assisti-la no Monsters of Rock Festival em Castle Donnington em 1987. Ao saber que Dio procurava um guitarrista para substituir Craig, Rowan envia uma fita cassete para a gravadora Phonogramem Londres. Após seis meses receberia uma negativa, indicando que não havia interesse para sua contratação naquele momento. Rowan não desiste e então envia ao fã clube do grupo uma nova fita que, além de vários trechos de guitarras, incluía também um solo para a música Last in Line e uma mensagem, onde Rowan dizia que adorava o solo original, que Vivian era uma grande influência para ele, mas que queria mostrar uma versão um pouco diferente deste solo para apreciação. Após algumas semanas de espera, Wendy Dio liga para Robertson, indicando que Ronnie ficara interessado e iria a Cambridge vê-lo tocar ou o traria para as audições em Los Angeles. Rowan envia um vídeo da sua banda “Shoot the Moon” e a seguir viaja para Los Angeles para as audições, no início de 1989. Ele realizou duas audições e após a segunda é convidado para entrar na banda. Rowan é apresentado oficialmente à impressa como membro da banda em 20/07/1989 no Oliver’s Pub, em Nova Iorque, EUA.

Rowan Robertson, o novo guitarrista da banda

Rowan Robertson, o novo guitarrista da banda

Com a entrada do novo membro, segundo Dio, há uma grande movimentação na banda. O fato de Rowan ser tão novo e com tanta vontade de contribuir na banda evidencia o contraste com os antigos membros, os notadamente acomodados Jimmy Bain e Claude Schnell, que não acompanham o ritmo do novato. O fato é que no meio de agosto de 1989, há um comunicado oficial à imprensa sobre a saída dos dois músicos. Houve rumores de problemas pessoais entre Jimmy Bain e Dio, até sobre consumo exagerado de álcool do baixista, enquanto algumas outras fontes confirmam que os problemas eram relacionados mesmo à parte musical, embora algumas composições de Bain ainda participem do álbum.

Para substituição de Bain e Schnell, em 27/09/1989 são recrutados Teddy Cook, que havia tocado em pequenas bandas como a “Hotshot” em Nova Iorque, e Jens Johansson, que havia tocado com Yngwie Malmsteen, em turnê no mês anterior.

Com os novos integrantes, a banda continua o processo de composição para a feitura de Lock Up The Wolves, que seria gravado em janeiro de 1990. Antes, porém, há a quarta mudança da formação do álbum anterior: Vinnie Appice resolve sair, apenas duas semanas antes do suposto início das gravações do álbum. Vinnie havia perguntado a Ronnie se poderia participar no álbum de Jeff Pilson (ex-baixista da banda Dokken) e Dio concordara. No fim de 1989 já havia rumores que Vinnie estaria se mudando para a banda de Jeff Pilson, embora Vinnie houvesse garantido a Dio que eram somente rumores. No fim, os rumores se transformam em realidade, quando Vinnie resolve sair da banda DIO para se juntar em definitivo à banda de Jeff Pilson em 27/12/1989. Embora fora da banda, Vinnie ainda se dispôs em participar das gravações de Lock Up The Wolves, porém Dio não quis.

A banda de Lock Up The Wolves

A banda de Lock Up The Wolves

Simon Wright entra na banda no início de 1990, quando Dio, seu amigo de longa data, o chama e pergunta se ele pode ajudar no estúdio para a gravação do álbum. Simon obteve permissão da sua então banda (AC/DC) para a participação em Lock Up The Wolves e voltaria para começar a trabalhar no novo álbum do AC/DC em fevereiro de 1990, porém à medida que o álbum de DIO foi sendo gravado, ele quis permanecer na banda e por consequência sair do AC/DC, o que aconteceu no fim de março ou início de abril de 1990.

Trechos da Gravação do Álbum

As gravações do novo disco se dão a partir de 20/01/1990 em Grany’s House Studio em Reno, Nevada, EUA, com o produtor Tony Platt. Das 13 músicas selecionadas, apenas 11 permanecem – as duas que foram descartadas tem os seguinte nomes: “Hell Wouldn’t Take Her” e “There’s A River Between Us”. O álbum seria mixado em Londres, no Battery Studios.

Com lançamento antecipado em uma semana, o álbum é lançado em 07/05/1990 e também são lançadas transcrições de guitarra e tablaturas em um livro a parte (Dio: Lock Up The Wolves – Guitar Recorded Version, Guitar Tab – Transcribed by Carl Culpepper).

Em 13/08/1990, o single Hey Angel é lançado em formato vinil 7”, com Walk On Water como lado B. De forma a aumentar a repercussão da música, há o lançamento também em formato 12” (EP), com Why Are They Watching Me, Rock ‘N’ Roll Children e Mystery em formato CD single com as músicas Rock ‘N’ Roll Children, Mystery e We Rock. O single fracassa totalmente nos “charts”, chegando apenas em 94º lugar na Inglaterra. A banda chega a lançar um segundo single promocional com as datas da turnê na capa: Born On The Sun, que aparece em versão original e edit. O álbum também não vai bem e novamente retrocede em sucesso em relação ao anterior, não atinge nenhum “certification status” e como melhor resultado atinge apenas o 23º lugar nas paradas da Suécia, onde Dream Evil tinha atingido o 4º lugar.

As músicas Wild One e Hey Angel (video clip) são lançadas em vídeo clip, assim como um VHS chamado Time Machine com nove vídeo clips da carreira da banda é lançado em 24/07/1990.

Video Clip – Hey Angel

Video Clip – Wild One

A turnê europeia do álbum se inicia com a banda abrindo para o Metallica, juntamente com outras bandas de abertura de menor porte como Bonham e Warrior Soul, nos países Holanda, Alemanha e França, entre 16 e 21/05/1990.

Born On The Sun (Live In Germany)

A seguir a banda se apresenta na Inglaterra num palco reduzido, apenas com o fundo da capa do álbum e alguma pirotecnia entre 25/05/1990 e 01/06/1990, tendo o grupo Trouble como banda de abertura e como presença ilustre de Nicko McBrain tocando Rainbow In The Dark em 29/05/1990, no Hammersmith Odeon. O restante da turnê seria realizada nos EUA e Canadá e é chamada “Throw ’em To The Wolves Tour 1990”, com uma produção mais esmerada tanto em pirotecnia como com tipos de palcos maiores e diferentes. Houve problemas de segurança nos fogos de artifícios, quando em 05/08/1990 houve a explosão no teclado de Jen Johansson, o que o fez desmaiar por alguns momentos. A “tour” se dá entre 01 e 28/08/1990 tendo em agosto a Yngwie Malmsteen’s Rising Force como abertura. No início de setembro, Dio participa do Super Rock na Alemanha (Mannhein) com as bandas Whitesnake, Aerosmith, Poison, Vixen, The Front e Cold Sweat e, no restante de setembro e outubro, há o retorno aos EUA para shows basicamente com as bandas Cold Sweat e Love/Hate como “opening acts”.

Vídeo de um show da tour

Um show da turnê americana, porém, se torna um pouco mais importante que os outros: o de 28/08/1990, em Minneapolis. Geezer Butler havia sabido do show e perguntara a Wendy se ele poderia ir assisti-lo. Dio então diz para Geezer que se ele fosse ao show, deveria tocar alguma música. Butler sobe ao palco e toca Neon Knights com a banda. Depois do show e algumas cervejas, os dois conversam sobre o estúpido e abrupto fim do Black Sabbath em 1982. Geezer, que acabara de retornar ao Sabbath, decide ligar para Tony Iommi, que se mostra imediatamente interessado na ideia do retorno da formação com Ronnie.

No fim de 1990, algumas revistas anunciam que embora houvesse alguns planos para a reunião do Black Sabbath, Dio estava trabalhando como Rowan e Jens para o próximo álbum de sua banda, que seria gravado em janeiro ou fevereiro de 1991. No começo de 1991, a banda DIO é paralisada, quando a reunião do Black Sabbath é anunciada por um álbum apenas, mas isso é história para o nosso próximo post. Até lá!

N.R.:

O recém adquirido vinil brasileiro

O recém adquirido vinil brasileiro

O fato de Dream Evil não ter funcionado comercialmente, com a conseqüente saída de Craig Goldie, traz um momento delicado para Ronnie. O novo álbum deveria reagir e retomar o sucesso obtido com os três primeiros da banda. Dio resolve começar do zero, isto é, como havia feito em 1983. Procura um guitarrista que pudesse fazer o papel que Vivian havia feito, com auxílio nas composições e trazendo solos inspirados que marcassem as músicas. Após mais de 5.000 fitas, Dio fica surpreso com o talento e estilo de Rowan Robertson, mas há um aspecto que conta contra: a idade de Rowan em contraste com os outros membros da banda. Dio resolve apostar em Rowan, mas no início do processo de composição, há uma evidente distância de ritmo entre o guitarrista e os outros membros que compõem – notadamente Jimmy Bain e Claude Schnell. A conseqüência com a saída dos dois últimos e no fim do ano a saída espontânea de Vinnie Appice é uma reformulação total na banda, que contava apenas com seu próprio dono da formação original.

Inicialmente não compramos o álbum, desconfiados com a mudança da formação de toda a banda e apenas tínhamos uma gravação em fita cassete das que considerávamos as melhores. Lock Up The Wolves não é um álbum que se aprecia de imediato, mas com um pouco de persistência, começa-se a perceber as virtudes e consideramos que funciona bem para qualquer fã do baixinho. Acabamos comprando uma versão russa do álbum que traz uma série de bônus de outra fase da carreira de Dio, como Hide In The Rainbow (bônus Sacred Heart) e Love Is All, Sitting In A Dream e Homeward, do projeto de Roger Glover – The Butterfly Ball. Por fim, o LP brasileiro entrou para nossa coleção bem tardiamente, pois foi adquirido há poucas semanas.

A versão russa do cd adquirido na galeria do rock em SP traz 4 bônus

A versão russa do CD, adquirido na Galeria do Rock de São Paulo, traz 4 bônus

Uma mudança total na formação de uma banda também costumar contribuir para perda de reputação e talvez pensando em manter os fãs, Dio tenta não modificar o estilo no novo álbum, que traz a mistura de músicas cadenciadas como a faixa título, Born On The Sun e Between Two Hearts (a surpreendente vencedora da pesquisa no MHM).

Between Two Hearts

A entrada de novos membros, porém, traz algumas mudanças: a vinda de Rowan ao mesmo tempo em que traz uma modernidade ao som, típico dos guitar-heroes da época, pela velocidade do seu estilo, traz também toques clássicos de blues que não existiam desde a época do Rainbow, como se vê no moderno blues/heavy Evil On Queen Streets. No entanto, há momentos onde o trabalho perde o fôlego, como em Night Music ou Twisted. Pela primeira vez na banda Dio, Lock Up The Wolves traz um produtor externo (Tony Platt), que havia trabalhado com o AC/DC, para auxílio no resgate da banda e melhora no som, e aí há uma divergência entre gostos de quem escreve o post: enquanto eu (Remote) prefiro o som mais aberto e o timbre da guitarra de Rowan e que a produção traz para o álbum, B-side prefere o timbre mais fechado de Craig Goldie em Dream Evil. A cozinha também está bem gravada, e tanto o baixo de Teddy, quanto a bateria mais tradicional de Simon estão mantendo o peso necessário a um álbum de Heavy Metal. Em relação aos teclados, não há muita interferência no som da banda com a chegada do conhecido Jens Johansson (ex-Yngwie Malmsteen), embora ao vivo fique mais claro que há um tecladista na banda, que se posiciona de frente para a plateia, do lado da bateria de Simon e tem seu momento solo no show.

A contracapa de Lock Up The Wolves

A contracapa de Lock Up The Wolves

Dá para notar que há um esforço especial na feitura de Lock Up The Wolves – a capa do disco, embora não tenha o mascote Murray, prima pelo bom gosto e o álbum mantém o bom nível de composições com a ótima My Eyes (finalista da pesquisa no MHM), que traz em sua letra uma mistura de títulos de várias canções de sucesso de Dio em toda a sua carreira e é uma bonita faixa que fecha a bolacha.

My Eyes

Embora tenha boas composições e o vocalista novamente em grande forma, o disco novamente peca por não trazer um grande hit, ou mesmo um single de impacto, já que Hey Angel não obteve nenhum sucesso. O álbum também falhou pela demora a ser lançado (quase três anos depois de Dream Evil) e por não se enquadrar na cena existente de rock pesado nos EUA, principalmente. No início dos anos 90, houve o movimento grunge que se contrapôs e praticamente extinguiu o estilo glam/hair metal do fim da década de 80. Dio não se enquadra em nenhum dos estilos, e muito menos no estilo trash que também estava em alta naquele momento.

Algo deveria mudar para que Ronnie retomasse o sucesso, mas isso é assunto para nosso próximo capítulo, com uma nova reviravolta!

Flávio Remote e Alexandre Bside.

Edição: Eduardo.



Categories: AC/DC, Aerosmith, Artistas, Black Sabbath, Curiosidades, DIO, Discografias, Entrevistas, Iron Maiden, Letras, MetallicA, Pesquisas, Rainbow, Resenhas, Van Halen, Whitesnake, Yngwie Malmsteen

16 replies

  1. Mais um fantástico post desta fantástica dupla Remote / B-Side…

    Chegamos aos anos 90 na discografia-homenagem com um álbum que traz um dos maiores desafios da carreira do baixinho de grande voz, que era tentar recolocar a sua banda no caminho do sucesso – e o álbum, neste sentido, falha, como vimos em detalhes por aqui.

    Entretanto, o detalhe das 5.000 fitas, que eu não sabia, é muito impressionante e mostra a enorme, a gigantesca dedicação do mestre Dio para acertar com um guitarrista que pudesse ajudá-lo na tarefa de por as coisas no lugar novamente. Mas, com tantas mudanças de formação e com nenhum grande hit, a coisa não deslancha.

    Musicalmente, o álbum traz bons momentos mais parecidos com o Rainbow, mas se perde em outros, como em Twisted, uma música bem fraca. Entretanto, traz linhas vocais maravilhosas de Dio que, só por isso, vale o disco. A arte gráfica também é bem legal.

    Pergunta aos mestres: vocês possuem mais detalhes do lance de Simon Wright? Ele estaria com a intenção de ajudar o amigo apenas? Convenhamos: largar um AC/DC da vida não é algo muito “normal”. Vocês comentam que ele teve a permissão da banda para a gravação e depois acaba optando por ficar, mas existem mais detalhes conhecidos nesta história?

    De resto, um disco que traz uma música que aprendi a gostar mais depois de tantas audições, inclusive com o DW: a vencedora da pesquisa Between Two Hearts. Além disso, a vice-campeã, My Eyes, conta com uma lindíssima interpretação de Dio e também fica em alta comigo…

    Parabéns novamente, amigos, e vamos ao Dehumanizer… AHHHHH, O DEHUMANIZER, O BLACK SABBATH…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eduardo,
      Agradecimentos aos elogios e em relação sua pergunta em relação a Simon, e desculpe se for um pouco longa a resposta, que vai abaixo:

      Acredito que DIO não tenha tentado somente remontar uma banda, que se desmanchara, e sim uma família, com um ambiente que ajudaria a manter as coisas funcionando, mesmo com as dificuldades e pouco sucesso da época. Neste caso Rowan e Simon (pelo menos) se encaixavam perfeitamente. Vou deixar um link para uma entrevista de Simon, onde ele explica a grande afinidade, a grande amizade e admiração sua pelo baixinho, que provavelmente o fez largar o AcDc. O Trecho referente à sua pergunta segue abaixo:

      “Jeb: You and Ronnie were very, very close. What was it about Ronnie James Dio that made you want to join him? You left AC/DC to join Dio.

      Simon: There were some other reasons behind that…but yes, Ronnie is special. The first time I met Ronnie was in 1984. It was many years before I ever thought about joining his band. I was with AC/DC and we were playing one of those Monsters of Rock shows. It was like AC/DC, the Scorpions and Van Halen, what a great lineup. In 1984, they moved it out of Castle Donington for the first time and traveled it around to other places in Europe. I met Ronnie backstage at one of the shows. I was just wondering around backstage and he just walked up to me and introduced himself and said hello. I was like, “Wow, Ronnie James Dio just talked to me!”

      He was a very smart guy who was very funny. He was just super intelligent. After I got to know him I joined the band. He had the biggest heart and the greatest memory in the world. He was the quickest thinking guy that I have ever met in my life. There was something very special about him, and then there was the voice.

      He helped me out a lot over the years. I went through a messy divorce and I was going to leave the band and was totally in a bad place. Ronnie told me not to think about it and that I could stay in his house. He told me not to worry about it. I turned around and it is like 11 years later and I was still living in his house. We got along great. We would watch sports and hang out. It was great. I was completely heartbroken when he died. It was a complete nightmare. Apart from the death of my own father, it is the worst thing to ever happen in my life. Ronnie was like a father to me.

      Jeb: You were the houseguest that would not leave!

      Simon: [laughter] Eleven years. I moved out a couple of times but I always ended up going back and hanging out there. We worked in the house a lot. If we weren’t building something then we were hanging out getting drunk. We also worked on music in the house. Craig [Goldy] would stay there a lot too. We would work on the demos for the albums in the house. We really worked well together in that environment. There was always something going on; the wheels were always in motion.”…..

      Então Dio era um grande amigo, que o ajudou nos momentos mais dificeis, ele cita o divorcio, e como Dio o acolheu em sua casa, onde ele morou por quase 11 anos. Simon considerava Dio como um segundo pai, além de admirá-lo, pela sua inteligência e grande coração, acho que são os principais motivos.
      A entrevista completa de Simon está aqui – é recente e bem legal e aborda a controvertida banda Dio Disciples – vale a pena a leitura:
      http://www.classicrockrevisited.com/interviewSIMONWRIGHT.htm

      Em relação ao Rowan, mais a frente, vou anexar uma entrevista onde Dio fala sobre sua admiração pelo talento do menino guitarrista – não vamos adiantar muitas coisas agora, pois teremos uma mudança grande no próximo capítulo, essa entrevista traz também assunto sobre outros fatos posteriores que ainda serão abordados.

      Quanto ao disco, para mim é mais um dos esquecidos que vale a pena uma maior paciência para apreciação. Um album que a cada dia aprendo a gostar mais..

      FR

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      • Remote, muito boa a entrevista! Li inteira e me pareceu bem honesta, bem sincera e sem qualquer menção “estudada”, proposital. Realmente é de se admirar, cada vez mais, o que o baixinho representou em todos os sentidos, inclusive o humano.

        São lições para qualquer pessoa, seja qual for a área de atuação ou o nível. Ainda tem mais este ponto da entrevista relacionado:

        Jeb: This is really the last one: On paper most people would say that your crowing achievement for you, personally, would be the years you spent playing drums for AC/DC. I would guess they are wrong.

        Simon: You’re right, looking on paper, it does look like that. I don’t want to take anything away from my years with AC/DC as they were wonderful. Looking back, I wish I ‘d been older as I was just a kid who was thrown into this rock n’ roll washing machine. A lot of it was unnerving and scary. The lads in the band were very good to me; they were good mates. It was great and I had some great times. They are still an incredible band but my days in DIO were fantastic days. I will never forget them; they were something special.

        There was a family atmosphere and that was apparent early on when I joined the band. We were the Dio family. It was something that I was really comfortable with. It became very important to me. Those were my most productive and happiest years, I would think.

        Enfim, fantástico… ele não comenta DIRETAMENTE os motivos que o levaram a fazer a troca de banda, mas acho que dá para entender tranquilamente…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

        • Eduardo, obrigado pelas palavras elogiosas, mas devo deixar a maior parte de seu reconhecimento ao Flávio, que contribuiu com a grande parte desta resenha. Eu gosto do álbum, mas há quase metade dele que não me entusiasma tanto. As prediletas são o competente single Wild One , que tem um fantástico solo de Rowan, a faixa-título ( bem melhor que a anterior, Dream Evil), as duas finalistas ( onde between two hearts que conheci através do Rolf e do Flávio é a minha predileta do álbum) , a rapidinha Walk on Water ( que me lembra alguma coisa do Rainbow com o próprio DIo) e Evil on a Queen Street, já várias vezes mencionada por você e pela Suellen também. Considero as demais faixas mais fracas e sem poder para brilhar na tarefa de single, por exemplo, no caso de Born on the Sun e Hey Angel.
          Vou trazer uma curiosidade envolvendo a faixa-título: Esse é o primeiro trabalho da banda Dio onde a faixa-título não se situa na segunda faixa da ordem do álbum, originalmente a segunda do lado A. O motivo dessa interrupção eu não faço a mínima idéia …
          Rowan é um grande talento , seus solos são inspiradíssimos, mas ainda assim o álbum não decolou. Acredito que haveria uma insistência com essa formação ( ou pelo menos boa parte dela, com Rowan e Simon) , mesmo não havendo uma vendagem esperada do trabalho, mas aí Dio se encontrou com um tal de Geezer Butler..
          E o resto fica pro próximo post…

          Alexandre

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          • Excelente, B-Side… sobre a ordem da faixa-título, eu percebi isso ouvindo o disco e fazendo as pesquisas, mas legal você ter trazido mais esta (eu podia ter registrado isso no meu comentário, mas esqueci).

            Também achei Born On The Sun e Hey Angel músicas que não brilham e, de uma maneira geral, acho que prefiro o álbum anterior mesmo, como já comentei.

            [ ]’ s,

            Eduardo.

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  2. Essa série de votações tem sido muito legal pra despertar o interesse por discos da carreira do Dio que até então eu deixava de lado. Nunca dei muita atenção para este Lock Up The Wolves mas graças as audições pra poder votar de forma consciente nas pesquisas, redescobri muitas coisas legais como My Eyes, Between 2 Hearts e Evil On The Queen Street, as minhas preferidas.

    Outra coisa que noto é uma diferença da maneira de cantar do Dio deste disco para o que veio a seguir, o Dehumanizer. Aqui ele soa de forma mais “doce” e suave enquanto no Dehumanizer, o seu vocal já é mais agressivo e pesado, mais adaptado ao som do Sabbath, digamos assim…

    Agora falando sobre o post, senti um pouco que o Craig Goldie acabou servindo como bode expiatório pelo fracasso do Dream Evil.
    Rowan Robertson mostrou ser um cara muito obstinado mesmo com a pouca idade. E até mesmo bastante ousado ao sugerir uma nova versão para o solo de Vivian Campbell em Last in Line. Diria até que talvez tenham sido estas características que tenham despertado o interesse do baixinho. E já vi outra entrevista, além do ótimo vídeo aqui do post, em que o Dio elogia bastante o talento de Rowan. Alguem tem idéia do que ele está fazendo atualmente?

    E Dio, hein? Assim como Jeff Pilson roubou Vinnie Appice, Dio foi lá no AC/DC e roubou Simon Wright hehehe. Aliás, a entrevista que o Remote postou aí nos comentários é muito legal mesmo! Um complemento do post!

    Concordo que Lock Up que não é um álbum que se aprecia de primeira. Tanto que após várias audições com mais cuidado, músicas como Night Music e Hey Angel que a princípio não me despertaram nenhum interesse especial, agora já consigo curtir também, além das que citei lá no início.

    Parabéns por mais um excelente post, pessoal!

    Abraços,

    Su

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    • Suelen,
      Varias coisas legais que vc traz e sempre complementando os posts, obrigado. Vamos lá ao que adendo ao seu comentário:
      1) Lock Up cresceu também em interesse, apreciação e até comprei o vinil – gosto de várias do disco, essas três e mais Wild One, Hey Angel, Born on the sun, Lock Up – gosto bem do álbum, acho superior ao anterior, mas acho que é uma questão de estilo. Between two hearts nunca será mais a mesma depois do MHM.
      2) Concordo que Dio está mais agressivo no Dehumanizer, que está no momento tortura da votação.
      3) Craig Goldie foi uma aposta que não agradou a banda e não funcionou – saiu de cara como o maior culpado, sim, o bode expiatório (aliás de onde vez essa expressão), mas a banda se desfacelou depois, dois integrantes se mostraram desinteressados, um titubeou e o momento musical contribuiu para o fracasso de Dream Evil. Dio retornará mais a frente com Craig, mostrando que mantinha o apreço e amizade com o guitarrista.
      4) Dio “cantou” Simon, que gostou da cantada, acho que foi isso (sem maiores conotações, hein…)
      5) Rowan, dei uma pesquisada, vai abaixo:
      Ele continua em atividades musicais, como músico de estudio e participou(a) de algumas bandas, sem notório sucesso comercial, entre elas:
      VAST (Visual Audio Sensory Theater) – um projeto que reunia teatro e musica – com dois albuns.
      Violet´s Demise – No meio dos anos 90, o album foi gravado e a seguir engavetado, mas devido a vazar na internet, saiu em 2001 com o titulo Revisited e com o nome dos principais integrantes Logan/Robertson
      O primeiro album da banda seria lançado oficialmente em 2003, Radioactive, onde algumas das canções participaram das trilhas sonoras de Smalville entre outras.
      DC4
      Banda formada por ex integrantes do Armored Saint e Odin, – Rowan entra na banda em 2006 e com ela faz dois albuns Explode (2007) e Electric Ministry (2011)
      Atualmente é colunista musical para a revista Intense Guitar and Bass e participa de um projeto com Geoff Nicholls, originalmente chamado Queenstreet e posteriormente renomeado para The Southern Cross que basicamente faz covers de Dio em todas as bandas (Rainbow/DIO/Sabbath)
      Aqui a materia completa
      http://www.black-sabbath.com/2012/04/the-southern-cross/

      E videos da Queenstreet:

      Abraços
      FR

      Like

      • Remote, um comentário-post-aula este, hein? Demais!

        1) Eu ACHO, pelo menos hoje, que prefiro o disco anterior. Mas isso é gosto e momento, e não tenho audições suficientes para AFIRMAR isso…
        2) Sim, muito mais agressivo no Dehumanizer, mas isso é assunto para depois mesmo…
        3) Principal origem é bíblica: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bode_expiatório
        4) Não sei se você assiste ou conhece o seriado Two And Half Men, mas ele pareceu ser o “Alan” na casa do irmão, não? Hehehehe…
        5) Uma aula…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

      • Muito legais os vídeos da banda de Rowan, especialmente os de Hey Angel e Letters From Earth que a gente não costuma ver registros delas ao vivo por aí. E o gigante aí canta muito bem mesmo!! Valeu por postar os vídeos aqui, Remote!

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    • Obrigado Suellen pelas palavras, mas confesso sou um dos que não aprecia tanto as mencionadas Hey Angel e Night Music, essa principalmente. Não está em discussão o vocal de Dio, esse sempre é soberbo. Evil on a Queen Street é uma música subestimada na carreira de Dio, também merecia muito mais do que ficar entre as menos votadas do álbum na pesquisa aqui do MInuto Hm.
      Por fim, quem não viu os vídeos da banda de Rowan, curiosamente a principio chamada pela sempre por aqui mencionada Queenstreet, eu recomendo fortemente, em especial os dois últimos, da fase Sabbath do saudoso Dio. O vocalista desse projeto tem um sotaque diferente, mas canta soberbamente as músicas, que sabidamente são um desafio vocal para qualquer um que se habilite . Encontrei um Rowan numa pegada mais pesada e com o mesmo talento de sua fase prodígio junto a Ronnie.
      Em suma, vale dar uma checada, em especial na Letters from Earth..Quem sabe ela ganha uma sobrevida , nesse momento tá quase indo para a degola na atual pesquisa do Dehumanizer.

      Alexandre

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  3. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  4. Os ex-membros da banda DIO na tentativa de formarem algo com Eddie Van Halen: http://ultimateclassicrock.com/dio-members-eddie-van-halen/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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