Discografia-homenagem DIO – parte 13 – álbum: Angry Machines

ÁLBUM: ANGRY MACHINES

Angry Machines

Angry Machines

■ Gravação: 1996 – Total Access, Redondo Beach, Califórnia – EUA.

■ Lançamento: 15/10/1996 – (04/10/96 no Japão).

■ Produtor: Ronnie James Dio.

■ O álbum vendeu cerca de 40.000 cópias nos EUA.

■ O álbum não atingiu qualquer colocação na Billboard – EUA.

Faixas (*):

1- Institutional Man – 5:00 6- Big Sister – 5:27
2- Don’t Tell The Kids – 4:13 7- Double Monday – 2:50
3- Black – 3:06 8-Golden Rules – 4:46
4- Hunter Of The Heart – 4:06 9-Dying In America – 4:31
5- Stay Out Of My Mind – 6:57 10- This Is Your Life – 3:18

(*) A versão japonesa traz a faixa bônus: God Hates Heavy Metal – 3:45

Apesar de não obter um sucesso comercial favorável com a formação e conceito originados no álbum anterior, Strange Highways, Dio inicia o ano de 1996 disposto a apostar e ir mais fundo na mesma temática, mantendo a mesma formação para o novo trabalho, intitulado Angry Machines. Desta vez, no entanto, o próprio vocalista assume as rédeas do novo álbum, ao produzi-lo durante o primeiro semestre daquele ano. O álbum, que inicialmente é previsto para lançamento em setembro, tem um ligeiro atraso e acaba por sair no início de outubro e é o único álbum da banda a não possuir uma faixa-título entre suas canções, já que o título é apenas citado no meio da faixa Golden Rules. Jeff Pilson, que se via às voltas com a reunião da formação clássica do Dokken desde o fim de 1994, retorna para as gravações (sendo inclusive o principal compositor da faixa Stay Out Of My Mind) conforme havia acordado anteriormente com Ronnie, mas não segue em turnê. A boa receptividade e vendagem obtidas na reunião de sua banda original pesam e Dio acaba tendo de buscar um substituto. As relações entre Dio e seu amigo se mantém estáveis, e Jeff acabaria retornando brevemente à banda, conforme veremos a seguir. Larry Denílson é o escolhido para a turnê, que a princípio começaria em setembro de 1996, numa turnê em conjunto com o Rainbow, porém Ritchie Blackmore desfaz a banda, para iniciar uma parceria musical com sua esposa Candice.

Larry Denílson

Larry Denílson

Dio chega a fazer alguma promoção do álbum em setembro daquele ano, que é também o primeiro da banda a ser lançado apenas em CD, porém adia o início da tour para novembro, tendo boa parte da mesma sendo aberta pelo Motörhead em solo americano. Havia inicialmente até a ideia de fazer de Angry Machines um álbum conceitual, mas a intenção é deixada de lado, pelo menos naquele momento. Dio continua apostando muito firmemente no seu trabalho com Tracy G, pensando sempre na influência captada pelo direcionamento musical do guitarrista e formador do Black Sabbath, Tony Iommi, em seu trabalho de 1992 – Dehumanizer, como podemos ver nessa entrevista em duas partes feitas pelo vocalista e por Vinnie Appice para a MTV, no início da tour, ainda em 1996:

Os shows com o Motörhead, no entanto, não correspondem em vendas à categoria e representatividade das duas bandas em solo americano. São shows em casas para até 2.000 lugares e que muitas vezes tem lotação abaixo de metade do esperado, como em Tulsa, onde há apenas 375 ingressos vendidos. A inclusão de Mistreated, faixa do Deep Purple cantada por Dio em sua fase no Rainbow, é talvez a maior surpresa do repertório, ideia que talvez tenha sido trazida à tona por ocasião da eventual turnê conjunta com sua antiga banda, pois a maior parte do setlist aponta então recente fase do baixinho, com três faixas do novo álbum, Jesus, Mary & the Holy Ghost do álbum Strange Highways e duas faixas do álbum Dehumanizer, I e After All.

Para os shows europeus, as vendas são mais animadoras, com grande parte dos shows conseguindo lotar os locais de apresentação. A turnê mantém Double Monday e Hunter Of The Heart no repertório, faixas consideradas como as mais fortes do novo trabalho, mas exclui Big Sister, que ficou restrita às apresentações em solo americano.

Em fevereiro de 1997, Vinnie Appice sofre com uma pneumonia que o afasta de sete shows, sendo substituído pelo então baterista do Scorpions, James Kottak. Os shows se revezam entre território europeu e americano, em locais para públicos pequenos, mas com lotação esgotada. São gravados os shows de Schaumburg (Illinois) nos Estados Unidos e Bremen na Alemanha para um futuro álbum ao-vivo. Dio começa a incorporar outras faixas de suas antigas bandas em seu repertório, como Catch The Rainbow, Man On The Silver Mountain e Long Live Rock ’N’ Roll do Rainbow e The Mob Rules, do Black Sabbath. Resgata também faixas como We Rock, do álbum The Last In Line. O fim da turnê americana, no entanto, traz novamente problemas de vendagens de ingressos, chegando a ver menos de 300 pagantes num local com capacidade para 4.000 pessoas, em Eckerman, Michigan no início de junho de 1997, mês de término da turnê em território americano. Como curiosidade, apresentamos abaixo um registro da banda com Kottak:

Não há perspectivas de shows durante o resto do ano, exceto pelas apresentações que novamente contemplaram o território brasileiro em excursão pela América do Sul. Seria a terceira turnê seguida em que teríamos Dio no Brasil, visto as apresentações que foram trazidas com o Black Sabbath na Dehumanizer Tour e os shows no fim de 1995, com o álbum Strange Highways. Uma nova mudança na formação traria de volta Jeff Pilson para os shows que faziam parte de um festival contemplando nomes de peso como Bruce Dickinson, Scorpions e Jason Boham Band. O início do festival denominado Skol Rock 97 seria em 14.11 em Curitiba, mas problemas adiam o show em terras paranaenses para o último em solo brasileiro, no dia 19.11. Assim, o festival começa em São Paulo para cerca de 30.000 pessoas (inicialmente no Estádio da Portuguesa (Canindé), porém houve uma alteração para o Constâncio Vaz Guimarães, o que levou fãs a irem ao estádio e terem que correr para o novo local), com abertura do Dr. Sin, no dia 15/11/1997.

Dio e sua banda trazem um repertório mais curto, visto que são a segunda atração internacional a se apresentar, apenas depois de Jason Boham. Assim o setlist de São Paulo não traz qualquer faixa do novo álbum, conforme se segue: Jesus, Mary & The Holy Ghost, Straight Through The Heart, Holy Diver (solo de bateria), Heaven And Hell, The Mob Rules, Mistreated/Catch The Rainbow, Stand Up And Shout, The Last In Line, Rainbow In The Dark, Man On The Silver Mountain / Long Live Rock ‘N’ Roll. Os shows se seguem para Belo Horizonte no dia 16, no Mineirinho e Rio de Janeiro, no então Metropolitan (atual Citibank Hall) no dia 17.11.

Ingresso do Skol Rock 1997

Ingresso do Skol Rock 1997

O repertório sofre alteração para os cariocas, que podem ver uma faixa de Angry Machines, Hunter Of The Heart, a faixa vencedora da pesquisa aqui do Minuto HM. Além dessa, Stand Up And Shout, Don’t Talk To Strangers e We Rock entram em substituição à Jesus, Mary & The Holy Ghost, The Mob Rules e o medley Man On The Silver Mountain/Long Live Rock ’N’ Roll, respectivamente. O fim da turnê sul-americana traz mais dois shows, na Argentina e no Chile.

A banda inicia o ano de 1998 para promover o primeiro duplo ao-vivo da banda, intitulado Inferno: The Last In Live e novamente o repertório é alterado, deixando de vez as músicas de Angry Machines de lado. Ainda que o álbum traga as faixas Double Monday e Hunter Of The Heart, apenas Evilution (do álbum Strange Highways) faz parte do setlist dos shows daquele ano entre as que foram compostas e gravadas pela dupla Dio-Tracy G. Dio mantém faixas mais clássicas, notoriamente trazendo várias músicas de sua época no Rainbow, além de canções como I Speed At Night. Novamente a banda se vê às voltas com baixas vendas na turnê e Vinnie Appice acaba deixando o grupo após o terceiro show, em 22.05.98, para seguir como baterista suplente de Bill Ward na reunião do Black Sabbath original, visto os problemas de saúde que Bill eventualmente poderia apresentar durante a propalada reunião. A ruptura com Appice, no entanto, não é tão facilmente digerida por Dio, como foi com Jeff Pilson, e marca o fim da carreira do baterista na banda DIO. Para seu lugar, um velho amigo e conhecido de Ronnie: Simon Wright, que já havia estado na banda na época do álbum Lock Up The Wolves, retoma seu posto, de onde não mais sairá. A estreia de Simon se dá no dia seguinte à saída de Vinnie, exatamente no dia 23.05.1998, em Las Vegas. Os shows americanos são uma sequência de vendagens decepcionantes, exceto quando a banda abre para o Iron Maiden. A parte européia da tour de suporte ao duplo ao-vivo é de melhor aceitação, com shows para públicos maiores que em solo americano.

Dio se vê novamente com uma mudança de formação durante os shows europeus, quando Larry precisa retornar para os Estados Unidos ao fim de outubro daquele ano. Seu substituto é um velho conhecido e excepcional músico: para doze shows na Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia é recrutado Bob Daisley, que tocou com Dio em seu final de jornada com o Rainbow, ainda na década de 70.

Bob Daisley novamente com Dio

Bob Daisley novamente com Dio

A banda interrompe suas atividades no fim de 1998 e retoma no início de março de 1999, apenas para mais dois shows com ótimo público na Rússia, com Larry de volta ao conjunto. Dio resolve dar uma nova guinada musical em sua carreira, buscando um projeto que musicalmente fosse inspirado na concepção musical do início de sua carreira com o Rainbow, sugerindo a Tracy G uma formação com dois guitarristas, estando ele numa função mais rítmica, deixando os solos para outro guitarrista com um “approach” mais próximo ao de Ritchie Blackmore. Tracy não aceita essa nova proposta e acaba saindo da banda. Os novos guitarrista e baixista escolhidos por Dio não eram exatamente desconhecidos dos fãs da banda, e o novo projeto prometia o primeiro álbum conceitual da carreira do grupo e do próprio vocalista. Mas isso fica para o próximo capítulo da discografia, com o oitavo álbum de estúdio da banda DIO.

N.R.:

Ao nosso ver, ao apostar na fórmula buscada em Strange Highways, Dio acabou por fazer provavelmente o pior álbum de sua carreira, até porque os poucos momentos onde aliou a harmonia com o peso no álbum anterior foram praticamente anulados em Angry Machines. O CD é ainda menos harmônico que seu antecessor, caminhando ainda mais para um estilo mais ”industrial“ e como se não bastasse, ainda traz músicas menos inspiradas. Há no trabalho faixas muito aquém do mínimo que se espera do vocalista, como Black, e em geral o que se vê é um trabalho que vai agradar muito poucos fãs da banda. Podemos citar alguns bons momentos instrumentais, como um apuro técnico em uma levada pouco convencional na bateria de Vinnie Appice em Institutional Man ou um uso único de uma bela harmonia baseada em violões de 12 cordas por Tracy G em Double Monday, o que, convenhamos, é muito pouco para uma banda com a categoria de Ronnie e seus companheiros. As próprias faixas em que Dio aposta durante a turnê não se constituem em sombra do brilhantismo que a banda tanto demonstrou em seu passado. Tanto Hunter Of The Heart quanto Double Monday não agradam a maioria, exceto talvez por seus fãs mais ardorosos.

Além disso, Dio se vê as voltas com diversos problemas durante os quase três anos entre lançamento e fim de turnê (incluindo-se aqui a divulgação do duplo ao-vivo Inferno), ao tocar com três baixistas e três bateristas distintos (se considerarmos a participação emergencial de James Kottak), em casas com capacidade menor de público e muitas das vezes, em especial nos EUA, não conseguindo sequer colocar metade de espectadores nos seus shows. E como se tudo isso não fosse o suficiente, o episódio, talvez o mais desagradável, é a saída de seu companheiro de longa data, Vinnie Appice, por questões meramente financeiras, ao se colocar como suplente de Bill Ward na rentável reunião do Black Sabbath. Dentro de todo esse cenário, há pouco o que acrescentar de forma positiva, mas é preciso, por exemplo, destacar a consolidação de Scott Warren como tecladista de Dio, algo que durou até o fim de sua carreira, inclusive no Black Sabbath. Scott é co-responsável pelo único momento de maior harmonia em todo o CD, a faixa que chegou merecidamente a disputar a final da enquete do Minuto HM. This Is Your Life, canção diametralmente oposta a tudo que se encontra no CD, é uma das poucas coisas boas do álbum, com grande interpretação de Dio em cima de uma melodia triste de Scott.

O tão esperado álbum ao-vivo acaba refletindo talvez também esse momento menos favorável da carreira de Dio, e apesar dos inegáveis clássicos, deixa a sensação de que seu lançamento em outra época seria muito melhor acolhido pelos fãs, tanto que também fracassou comercialmente, vendendo cerca de 50 mil cópias. Outro ponto comum de reclamação daqueles que sempre acompanharam a banda é a interpretação de solos clássicos num estilo bem pouco ortodoxo, que foi o desenvolvido por Tracy G em seus anos na banda. Independente de se discutir aqui a qualidade técnica do guitarrista, isso foi algo que pudemos acompanhar “in loco” através de muitas reclamações dos fãs brasileiros, no show do Rio de Janeiro, que até trouxe boas surpresas num repertório curto, como a inclusão inesperada de Mistreated e Catch The Rainbow. Não podemos deixar de ressaltar que a voz de Dio ainda se encontrava em excelente forma, e do prazer que foi novamente ver Vinnie Appice conduzir as panelas da banda, lugar que ele nunca deveria ter deixado. Ainda assim, numa noite com guitarristas fabulosos, como Roy Z e Adrian Smith (Bruce Duckinson solo) e Mathias Jabbs (Scorpions), ver Tracy G improvisando, em solos que marcaram seu lugar na história durantes as três bandas em que Dio tão brilhantemente participou não recebeu da plateia carioca um bom reconhecimento, era notória a insatisfação de grande parte do público com o guitarrista.

E durante o desenrolar desses shows, talvez inspirado pela eventual turnê conjunta que não aconteceu com o Rainbow, Dio percebe que o caminho perseguido durante mais de 4 anos não lhe trouxe o reconhecimento esperado, e busca então uma guinada radical, ao trazer de volta algo do direcionamento que o fez brilhar em sua primeira banda de reconhecido sucesso, já ao ir paulatinamente incluindo canções compostas com Ritchie Blackmore no setlist da Angry Machines Tour e deixando as novas músicas praticamente de lado. Era preciso resgatar a magia de algum de seus grandes momentos do passado, e novas modificações são trazidas à tona, sendo a maior delas culminando na saída de Tracy G do grupo. No próximo capítulo, detalhes sobre esse novo caminho que o baixinho de imensa voz vai percorrer.

Até lá,

Alexandre Bside e Flávio Remote



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22 replies

  1. Quisera, meus caros B-Side, Remote e demais leitores, que este álbum fosse bom como esta formidável resenha. Mas o que vemos nesta comparação “Angry Machines” x “texto Minuto HM” são opostos em termos de qualidade…

    Parece que tudo conspira contra neste momento para a banda. A coisa já começa mal com o reencontro Dio / Blackmore sendo cancelado (vai saber o que poderia ter acontecido se esse encontro tivesse rolado, a gente sabe como as coisas acontecem quando músicos se reencontram em momentos distintos).

    A entrevista já mostra um Appice aparentemente desmotivado, tanto que ele nem parece estar ali, com Dio realmente assumindo todas as respostas. Mal esperava Dio que rolaria o acontecimento da saída deste amigo, fato que se provou muito ruim em todos os sentidos (momento da banda e perspectivas do futuro, além de comprometer a relação de confiança do baixinho com ele, coisa que só voltou mesmo anos depois e que veremos no derradeiro capítulo da discografia por aqui). Detalhe para o comentário de Dio quanto a This Is Your Life, realmente uma música totalmente fora do disco, comentando que, apesar de ele querer falar da realidade do mundo sob sua ótica (desemprego e outros grande problemas da sociedade) e dando a entender que o disco é somente coisas tristes e desgraças, sempre há a esperança no fim do dia.

    “Desgraça” mesmo é o resultado final do disco como um todo, muito fora de um nível esperado de músicos desta categoria, contando com / produzido por Dio. São raros mesmos os momentos bons do álbum, muito bem citados no texto. Seria o “Virtual XI” ou o “Reload” da banda? 🙂

    Mas voltando ao post, a seleção de vídeos está fantástica. Kottack é um baterista que me agrada muito, gosto da “pegada” e estilo dele e, mesmo faltando um pouco de bumbo durante a música, foi muito legal vê-lo com Dio, inclusive usando uma camiseta da banda do baixinho.

    A parte que cobre os shows no Canindé e Metropolitan está fantástica. Só o ingresso já emociona hoje, uma lembrança deliciosa. E a foto do show, é de vocês também? Com a banda fracassando nos EUA em termos de tour (aliás, acho que o verbo é até uma generosidade minha, pois tocar para menos de 350, 400, 500 pessoas, ou seja, um público de um barzinho praticamente, é tão deprimente como injusto com o vocalista e seus companheiros, independente da qualidade do material de trabalho da época – fico eu imaginando aqui ter a oportunidade de ver um show da banda com tão pouca gente, praticamente um show particular). E tudo isso por R$ 25,00 em uma especial terça-feira…

    Assim, como foi bom relembrar do Skol Rock, festival esse que já me recordo da adolescência e que não fui provavelmente por uma questão de idade, pelo que me recordo aqui. Para quem estava tocando para tão pouca gente, é quase um prêmio para a banda poder ver tanta gente de novo na frente. O medley de Long Live com Man On The Silver Mountain foi um pouco estranho, mas o “thank you São Paulo” me arrepiou (no sentido de não poder ter mais a chance de ouvirmos isso)…

    Já no Rio, Hunter Of The Heart, ao-vivo, para mim, não funcionou como em estúdio, com o solo descaracterizado, como também achei no masterpiece Stargazer. Com exceção à alguns momento de guitarra nesta versão, fica difícil comentar alguma coisa, a não ser realmente curtir cada segundo deste marco para a história da música que é a feitura desta música, que vimos lá no começo desta discografia igualmente maravilhosa, ser executada regida pela poderosa e emocionante voz de Dio.

    Enfim, um momento muito ruim para a banda DIO em termos de música em estúdio. Um disco dispensável, salvando-se Hunter Of The Heart e a última faixa do disco, ainda que ambas não estejam nem perto quando pensamos em outros álbuns da banda, principalmente nos anos 80. As “Angry Machines” acabam sendo os aparelhos de som com este disco, hehehe.

    Mas no fim das “Strange Highways” (a coisa já vinha se arrastando dali), quem sabe uma “Magica” não ajuda, certo, Remote e B-Side? É o que veremos em 2013, após as pesquisas…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eduardo, agradecemos os elogios sempre tão generosos … Eu entendi esse capítulo da discografia mais interessante até pelos acontecimentos ( em sua maioria não muito agradáveis ) do que pelo conteúdo musical em si, que , embora tenha lá seus seguidores, não é da apreciação da maioria dos fãs da banda . Eu e o Flávio consideramos sem pestanejar esse o pior trabalho da banda, e lembro de no show do Rio temos feito parte dos descontentes com o estilo do guitarrista Tracy G. A foto, para fins de créditos devidos, pertence ao excelente site http://www.dio-net, nós sempre fomos meio desleixados quando se refere à guarda de materiais referentes ao shows que já assistimos , o que reconheço, é uma lástima… Mas acabei hoje descobrindo uma foto que envolve o nosso baixinho de grande voz em outra aventura pelas terras cariocas que fará parte em algum momento da sequencia dessa discografia .
      Voltando ao Angry Machines, realmente pouca coisa sobra , sempre em nossa opinião, e é termo geral entre eu e o Flávio apreciar a faixa final como melhor trabalho desse álbum . Perto desse, o Strange Highways é até razoável …Mas a coisa vai dar um salto de qualidade na sequência dessa discografia, que aliás vem me despertando a curiosidade por saber qual será a vencedora do álbum conceitual que é nesse momento alvo da pesquisa do MInuto HM.

      Saudações !

      Alexandre

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      • B-Side (e Remote), o álbum é tão ruim que, fazendo uma fria análise, mal escuto quase nada dele – e confesso que era um disco totalmente abandonado em minha library musical – e continuará sendo, afinal, existe tanto material excepcional do baixinho que fica difícil priorizar novas chances à ele…

        Eu também deixava muitas coisas dos shows que ia meio “jogadas” onde morava antes e muito se perdeu. Depois comecei a guardar tudo em uma caixa de sapato, agora tenho mais controle…

        Estou ansioso pela foto encontrada e não podemos esquecer que o início deste blog marcou também algumas fotos da galera aqui de SP nos shows do Heaven & Hell. Hoje, ver os posts é mistura uma sensação legal da lembrança com a tristeza de, infelizmente, termos perdido o baixinho tão cedo.

        E concordo que, em comparação direta com o Angry Machines, o Strange Highways vira razoável.

        Vamos em frente e 2013 promete…

        Parabéns pela enorme qualidade dos textos, que só vocês conseguem entregar…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  2. Pessoal,

    parabéns por mais um post da discografia. Vocês estão se profissionalizando nisso. Estando aqui no capítulo 13 e olhando pra trás tudo o que já foi publicado, o trabalho está ficando lindo demais! Como já falei diversas vezes, não há nada comparado ao que temos aqui em lugar nenhum da internet!

    A maneira como vocês trazem todos os detalhes tanto do momento da gravação quanto bastidores da tour, a rotatividade dos músicos, a frustração com a “perda” do amigo de longa data para o Sabbath, a rejeição do público dos EUA, fazem a gente ter uma total compreensão do contexto de como as coisas estavam complicadas na época. Terminei de ler entristecida pela situação difícil pela qual o Dio passava, rs. Dio, no fim de tudo, ja estava servindo de banda de abertura para o Iron Maiden na tourne do Virtual XI, com o Blaze!!! Dureza…

    Fico pensando aqui após ver a inclusão de várias músicas do Rainbow no set list dos shows, será que havia alguma possibilidade de nessa quase-tour conjunta de o Dio cantar novamente com sua antiga banda?

    Bem legal vocês terem postado aqui a foto do ingresso do Skol Rock. Me veio imediato a lembrança de como eram os ingressos do Metropolitan naquele tempo. Lembro que quis muito ir a este show embora não conhecesse nada de Dio exceto Neon Knights. Eu queria mesmo era ver o Bruce, que estava na tour do Accident Of Birth mas, infelizmente, não pude ir.

    Sobre o disco, confesso que não me recordava de ter ouvido antes por completo até a votação aqui no blog. Já tinha ouvido algumas músicas soltas, mas nunca o álbum inteiro. E realmente é um disco bem complicado. A começar pela primeira faixa que começa com uma bateria diferente, um andamento interessante mas se perde no meio, não vai a lugar algum e termina do nada, em fade out.

    Don’t Tell the Kids com uma bateria de metal melódico totalmente fora do lugar! Estranhíssimo, para dizer o mínimo! Em Stay Out Of My Mind eu gosto bastante de como Dio canta, especialmente o refrão mas chega no meio a música muda, vira outra, com um solo bizarro de teclado! Talvez se cortassem este solo, esta seria uma das músicas aproveitáveis deste disco junto com Hunter Of The Heart, que é a que mais lembra o “velho” Dio e This Is Your Life.

    Parabéns novamente por mais um incrível post e esperando ansiosamente pelo momento que as coisas começarão a ficar melhores para o baixinho, que como sabemos, ainda vai demorar um pouco hehehe.

    Abraços,

    Su

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    • Su, comentário perfeito. Só não concordo quando você diz que os autores “estão se profissionalizando nisso”.

      O nível destes posts já supera qualquer coisa profissional que se lê por aí, e não é de hoje… mas concordo que eles continuam surpreendendo, refinando as amarrações de tudo.

      Que honra ter um texto destes por aqui, acompanhado de comentários como este seu…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Suellen, tenho visto os posts anteriores, e realmente é muito legal ver uma discografia se completando pouco a pouco. É legal também ver que o Julio já mencionou ter intenção de retomar os posts do VH, que vinham numa sequência sensacional. O ingresso, como já comentei antes em resposta ao Eduardo, faz parte do site http://www.dio.net, mas é interessante realmente observar como o layout desses ingressos mudou para o atual formato ( e juntamente com o layout, o absurdo dos preços atuais praticados, diga-se de passagem) .
      Voltando à epoca das ” máquinas furiosas ” , realmente o ponto mais baixo é ver o Vinnie Appice sair da banda para ser o reserva do Bill Ward, certamente pela grana que rolou nessa função de suplente. Lembro claramente de em algum momento ler uma entrevista do batera se queixando da baixas vendagens dos shows da banda na ocasião , mas ainda assim é triste ver a forma em que Appice saiu, para nunca mais voltar .Ainda bem que a parceria com Dio seria retomada mais pra frente, o que deveremos trazer naquele que deve ser o último capitulo dessa discografia .
      Eu posso sim concordar com a sua aposta de que se houvesse um mínimo de boa vontade de RItchie Blackmore, teríamos a chance de ver Dio e o temperamental guitarrista de volta aos palcos em algum jam, e quem sabe, retomando a fase mais clássica do Rainbow. As circunstâncias acabaram por desfavorecer tal situação, e hoje o que pode se ver é Blackmore e sua esposa volta e meia trazer alguma canção dessa fase tão maravilhosa do Rainbow. A banda Dio vai tocar alguns desses clássicos nas turnês subsequentes a essa da Angry Machines, visto que o caminho seguido pelo baixinho traz certamente muito dessa influência daquele momento em diante.
      Falando do Angry Machines , são trechos que se salvam e uma predileção mais evidente pela vencedora Hunter of the Heart pela maioria dos fãs, fato mais do que confirmado pela vitória da mesma na pesquisa do MInuto HM. Confesso não ser um dos mais entusiasmados pela canção, mas reconheço que é uma das que se salvam no álbum.
      E Don’t tell the kids rivaliza com Black pelo posto de talvez a pior canção de Dio em toda sua carreira , assim também entendo . Black é a que menos gosto, ainda menos que a segunda faixa do álbum.
      Por fim, agradeço os elogios , a preocupação é sempre fazer algo que agregue em qualidade aos textos que encontramos aqui no blog.

      Até o Mágica !

      Alexandre

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  3. As pessoas aqui falam desses dois álbuns do Dio como horroroso, confesso que quando comprei os dois estranhei muito até tentar ser igual e ser totalmente diferente do feito no Black, considero os + importantes pois ai Dio viu que estava no atalho errado e juntou essa experiencia com o que tinha feito antes e fez coisas básicas que queremos ouvir. Não se pode revolucionar o tempo todo as vezes dão água mesmo e importante foi ver ele revigorado depois deste album com uma banda que já conhecíamos do Dream Evil e que na época também foi criticado e uma coisa interessante na carreira do Dio é tirando Holy Diver as músicas tem uma variação de qualidade muito grande chegando até a irritar.

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  4. Wellington, obrigado por participar por aqui com seus comentários !

    Em relação ao fato de Dio usar a experiência desses dois álbuns com Tracy para voltar à algo mais tradicional em sua carreira, concordo inteiramente. Acho que o músico tem direito de experimentar, mas a qualidade musical deve ser sempre algo a ser buscado, independente do estilo então desejado. E o caminho de volta começa no Magica, sem dúvida um salto de qualidade em relação a essa fase com Tracy.
    Realmente no meu entendimento ele tentou fazer algo parecido com o Dehumanizer, mas o resultado não atingiu nem de perto o objetivo .
    Se puder, acompanhe os outros capítulos, saudações !

    Alexandre

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  5. Ótimos comentários, realmente. Só faço um reparo. Os shows do Skol Rock estavam marcados para o Canidé, mas foram realizados no Constâncio Vaz Guimarães. Disso eu lembro bem, porque eu cheguei no Canidê e não tinha ninguém lá. Fui avisado por um ambulante de que o show havia mudado de lugar. Resultado: cheguei atrasado e o show do Dio já tinha começado (ele já estava cantando Mistreated). E o guitarrista Tracii G era muito ruim. Mas valeu, porque o Show do Bruce foi excelente, assim como o do Scorpions.

    Parabéns pelo site.

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  6. Fernando, eu também agradeço os elogios e principalmente as correções mencionadas. Concordo que os demais shows foram bem legais e foi ” lugar comum” a insatisfação com o Tracy G, tanto no Rio, onde estivemos quanto ao que parece aí em São Paulo.
    Continue conosco, obrigado por participar !

    Alexandre

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  7. Novo álbum-tributo, “This Is Your Life”, vai contar com nomes de MUITO peso para homenagear o baixinho de enorme voz e de quebra contribuir para o Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund. Já tinha falado quando o Scorpions havia se pronunciado (https://minutohm.com/2011/06/12/discografia-homenagem-dio-parte-1/#comment-26925), mas agora saiu a notícia do álbum todo…

    O MetallicA fará um medley do Rising e para mim o risco aqui é altíssimo :-)… mas vamos aguardar…

    Diretamente do site oficial do saudoso RJD (http://www.ronniejamesdio.com):

    ————–

    CELEBRATING THE LIFE AND LEGACY OF RONNIE JAMES DIO

    This Is Your Life Pays Tribute To The Late Singer With Covers Of His Greatest Songs From Rainbow, Black Sabbath, And Dio

    Features Newly Recorded Tracks From Anthrax, Halestorm, Rob Halford, Metallica, Motörhead, Scorpions, Corey Taylor, And Tenacious D, Among Others!

    To Benefit The Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund

    Available On April 1 From Rhino

    LOS ANGELES – Ronnie James Dio is one of the most beloved figures in rock history. His gifts, both as a singer and songwriter, are instantly recognizable, whether he was with Rainbow, Black Sabbath, Heaven & Hell, or leading Dio. Sadly, Dio lost his battle with stomach cancer in 2010 but his towering voice and legacy live on.

    To celebrate one of rock’s most powerful voices, an all-star group of his friends and fans recorded 13 of their favorite tracks for a tribute album that will raise funds for the Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund (diocancerfund.org). Produced by his longtime manager and wife Wendy Dio, the album includes contributions by such metal heavyweights as Metallica, Motörhead, Scorpions, Anthrax, and Rob Halford, as well as appearances by many of the musicians who performed with Dio over the years.

    THIS IS YOUR LIFE will be available from Rhino on April 1 for a suggested list price of $18.98. A digital version will also be available.

    Although the songs featured on the album touch on the different eras of Dio’s career, several spotlight his time with Rainbow, including Metallica’s epic, nine-minute “Ronnie Rising Medley,” which combines the Rainbow songs “A Light In The Black,” “Tarot Woman,” “Stargazer,” and “Kill The King.” Scorpions add a scorching take on “The Temple Of The King” while Motörhead is joined by Biff Byford from Saxon on “Starstruck.” Rob Halford teams with frequent Dio collaborators Vinny Appice, Doug Aldrich, Jeff Pilson, and Scott Warren for “The Man On The Silver Mountain.” The final line-up of Dio’s solo band – Simon Wright, Craig Goldy, Rudy Sarzo and Scott Warren – are joined by Glenn Hughes (Deep Purple, Black Sabbath) for “Catch The Rainbow,” a track from Rainbow’s 1975 debut.

    Anthrax and Adrenaline Mob honor Dio’s memorable stint with Black Sabbath with their takes on “Neon Knights” and “The Mob Rules” respectively, as does a group, led by Oni Logan on vocals along with Jimmy Bain, Rowan Robertson, and Brian Tichy, which performs “I” from Dehumanizer.

    THIS IS YOUR LIFE also includes songs from Dio’s back-to-back platinum albums Holy Diver (1983) and The Last In Line (1984), with Doro’s take on “Egypt (The Chains Are On)”, Halestorm tackling “Straight Through The Heart,” Corey Taylor (Stone Sour, Slipknot) covering the classic “Rainbow In The Dark” and Tenacious D (Jack Black and Kyle Glass) putting their signature spin on “The Last In Line.” Killswitch Engage’s cover of “Holy Diver,” a hit in its own right when released in 2006, is also included here.

    Fittingly, Ronnie James Dio provides the finale (and the album’s title) with his moving performance of “This Is Your Life.” Originally released on Angry Machines (1996), the song’s lyrics explore mortality and are backed by a stark and beautiful arrangement that features Dio accompanied only by his longtime keyboardist Scott Warren on piano. The song serves as a poignant reminder that we will never hear a voice like Dio’s again.

    The Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund, co-founded by Wendy Dio, is a non-profit 501(c)(3) charitable fund dedicated to supporting cancer-prevention research, raising awareness and educating the public about the vital importance of early detection and prevention when dealing with this deadly disease.

    RONNIE JAMES DIO: THIS IS YOUR LIFE Track Listing

    1. “Neon Knights” – Anthrax*

    2. “The Last In Line” – Tenacious D*

    3. “The Mob Rules” – Adrenaline Mob

    4. “Rainbow In The Dark” – Corey Taylor, Roy Mayorga, Satchel, Christian Martucci, Jason Christopher*

    5. “Straight Through The Heart” – Halestorm*

    6. “Starstruck” – Motörhead with Biff Byford*

    7. “The Temple Of The King” – Scorpions*

    8. “Egypt (The Chains Are On)” – Doro

    9. “Holy Diver” – Killswitch Engage

    10. “Catch The Rainbow” – Glenn Hughes, Simon Wright, Craig Goldy, Rudy Sarzo, Scott Warren*

    11. “I” – Oni Logan, Jimmy Bain, Rowan Robertson, Brian Tichy*

    12. “Man On The Silver Mountain” – Rob Halford, Vinny Appice, Doug Aldrich, Jeff Pilson, Scott Warren*

    13. “Ronnie Rising Medley (Featuring A Light In The Black, Tarot Woman, Stargazer, Kill The King)” – Metallica*

    14. “This Is Your Life” – Dio

    * Previously unreleased

    The Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund is a privately funded 501(c)(3) charity organization which has already raised more than $600,000 in its short history. Monies raised to date have been committed to the cancer research work of the T. J. Martell Foundation for Cancer, AIDS and Leukemia Research and the gastric cancer research unit of the M.D. Anderson Cancer Center in Houston, where Ronnie was treated for gastric cancer during the last six months of his life. — with Jaime Cabello Sanchez and 11 others.

    ————–

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Eduardo, esta versão também participa com valores destinados à filantropia, assim como o projeto original ?
    Eu não vejo por que não haver também o mesmo objetivo,já que não é das melhores fases da carreira da banda, ainda que a canção seja boa dentro do cenário.

    Alexandre

    Like

  9. somente para deixar claro, aquela imagem do ingresso do Skol Rock de 1997 não é a correta. Abs.

    Like

Trackbacks

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