Geoff Tate fora do Queensrÿche!

Depois da saída de Mike Portnoy do Dream Theater, no fim de 2010, eu sinceramente achei que não haveria notícias envolvendo saídas de integrantes tradicionais que mais me surpreendessem. Pelo menos envolvendo bandas com tanta história e bagagem musical… me enganei redondamente …

Geoff Tate está fora do Queensrÿche! Depois de mais de 30 anos à frente da banda de Seatlle…

Enquanto me recupero do novo susto, menos de dois anos depois da saída de Portnoy, procuro entender os motivos que levaram essa grande mudança. Geoff Tate, pra quem não é muito familiarizado com a banda era tão ou mais importante no Queensrÿche quanto Portnoy no Dream Theater. Arrisco a dizer que ainda era mais importante… a separação, no entanto, traz tantas mágoas ou mais que o episódio envolvendo Portnoy e seus ex-companheiros: segundo o excelente blog Collector’s Room, na passagem da banda por São Paulo no mês passado, o ex-vocalista teria se desentendido com o guitarrista Michael Wilton, agredindo-o fisicamente, chegando a derrubá-lo durante a passagem de som e posteriormente partiu armado de uma faca em direção ao baterista Scott Rockenfield, quando foi contido por pessoas da equipe técnica que acompanhavam tal ensaio. O motivo seria que o restante da banda planejava seguir sem o vocalista, fato que ao que parece, foi confirmado ontem.

A banda segue com Todd LaTorre, vocalista da banda Crimson Glory, outra banda com menor repercussão formada no fim dos anos 70, início dos anos 80. Todd, no entanto, está à frente dessa banda desde 2010.

Inicialmente, a banda e Todd se reuniriam sob o nome Rising West para tocar única e exclusivamente canções dos 5 primeiros álbuns do Queensrÿche. Ainda conhecidos como Rising West (onde West tem as iniciais dos então 3 integrantes originais do Queensrÿche – Wilton, Eddie, Scott – e o próprio Todd), fizeram 2 shows no Hard Rock Café de Seatlle, em 08 e 09/06/12. O repertório, além de uma cover de Wratchild do Iron Maiden, só traz faixas dos 4 primeiros trabalhos da banda  Queensrÿche EP, The Warning, Rage for Order e Operation:Mindcrime.

Setlist:

Queen of The Reich, Speak, Walk in the Shadows,En Force, Child of Fire,The Whisper,Warning, The Needle Lies, Take hold of the Flame, Prophecy, My Empty Room, Eyes of a Stranger, Wratchild, Roads to Madness.

Para o fã do Queensrÿche, nada melhor, pois os primeiros álbuns ficaram na memória daqueles que admiravam o trabalho do grupo. Na minha opinião, falta incluir canções do Empire e do Promised Land, os dois subsequentes na ordem cronológica da banda. Aí ficaria perfeito.

Ontem, o projeto que se chamava Rising West definitivamente tomou o nome Queensrÿche, oficialmente. E como está Tate nessa história?

O ex-vocalista ainda não se pronunciou oficialmente, aparentemente estudando a melhor forma de trazer à tona a sua versão do acontecido, enquanto isso, trabalha em seu segundo álbum-solo e recentemente fez versões acústicas de algumas músicas do próprio Queensrÿche, entre covers, como Wish You Were Here, do Pink Floyd:

A notícia lembra muito a saída de Rob Halford do Judas Priest nos anos 90, por esse também ser a figura principal da banda, além de pertencer ao seleto grupo de grandes vocalistas do gênero e ter sido substituído por alguém que buscava uma semelhança nos timbres das gravações originais. Alguém tem dúvida ?

O fato é que a maioria dos fãs do Queensrÿche não estavam felizes com o material composto pela banda após a saída de Chris de Garmo, no fim da década de 90. Ao que parece, quase tudo composto desde então ficou sob a responsabilidade de Geoff Tate, o que não manteve o padrão dos primeiros 7 trabalhos da banda, ainda contando com Chris. Na minha opinião, apenas a continuação Operation: Mincrime 2 merece alguma menção desde então, os demais trabalhos apresentam algumas boas faixas que podem ser pinçadas de todo o restante. Essa é a minha opinião, sei que há fãs do Queensrÿche que gostam da fase mais recente da banda, mas entendo que também esses não constituem a maioria dos apreciadores do conjunto.

Resta o tempo para dirimir as lacunas que ficaram expostas com essa radical mudança: a versão de Tate, o caminho da banda com o novo vocalista (que aliás, acumulou o vocal das duas bandas, pois não saiu , a princípio, do Crimson Glory) que teoricamente aponta para um metal mais tradicional, o desenrolar da carreira-solo de Geoff, inegavelmente um dos maiores vocalistas que o gênero jamais ouviu, e quem sabe, uma reconciliação no futuro, eventualmente trazendo à tiracolo o outro músico original, Chris de Garmo.

Nos resta acompanhar.

Saudações

Alexandre Bside



Categories: Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Dream Theater, Entrevistas, Iron Maiden, Judas Priest, Pink Floyd, Queensrÿche, Setlists

70 replies

  1. Realmente um baita susto, apesar de estar acompanhando esses desentendimentos da banda… não achei que chegaria a algo tão drástico. Mas enfim, como você mesmo disse, só nos resta acompanhar…

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    • Chris

      Acompanho o seu trabalho com todos do Iron Maiden Brasil, é algo de muita qualidade, parabéns !
      E obrigado por comentar por aqui. Para acrescentar, o Queensrÿche só havia feito três shows esse ano, e um deles em São Paulo, tendo aquele desentendimento descrito no post acima .
      O último com Geoff Tate ainda traz uma inconteste demonstração que tudo estava muito fora de controle na banda, pois o próprio vocalista teceu comentário muito deselegantes acerca da platéia que os via :

      Eu sou outro que torço para que a banda original ( com De Garmo) volte, mas gostaria que eles voltassem em grande estilo, como foram os primeiros álbuns com aquela formação .
      Para trazer álbuns desinspirados , prefiro ver o que vai acontecer com essa mudança.

      Apesar de ser fã incondicional do vocal de Tate, um dos melhores que ouvi entre todos do gênero.

      Um abraço

      Alexandre Bside

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  2. É uma pena, depois de tanto tempo. Sei que não é justo classificar uma banda só por uma música, mas para mim Queensrÿche sempre valeu existir porque a música Silent Lucidity é a “the best romantic rock”! 🙂

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    • Kenia,

      Obrigado por comentar . Silent Lucidity deu à banda a notoriedade que eles sempre mereceram. Há outras excelentes canções, em especial nos primeiros 15 anos de carreira, inclusive belas balada , como I will remember , do Rage for Order .

      Mais uma vez , obrigado e continue conosco !

      Alexandre Bside

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  3. Talvez um paralelo também tenha sido a saída de Rob Halford em 1991… que notícia bomba….

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    • Isso, um paralelo muito claro , como citei no post . Halford voltou, será que Tate também segue esse caminho ?

      Alexandre Bside

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      • Vendo novamente os vídeos, levantaram-me novos pensamentos: Tate já não consegue cantar as musicas daquela época, seria também uma escolha para reviver este material? Apesar de cantar as músicas de uma forma muito próxima, percebe-se a dificuldade de atingir sobretudo os tons mais altos, o tal Todd tem timbre muito parecido, mas como se daria o processo de longas turnês e o desgaste? E posso até estar cometendo uma heresia aqui – mas nunca vi essas musicas sendo tão bem cantadas como em estúdio – ao vivo, nem nestes trechos com o Todd, nem com o original Tate. Existe um video ao vivo em 1984, onde Tate estava em perfeita forma, mas o vocal é refeito…

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        • É parece que cometi a tal heresia.
          Olhem isso aqui;

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          • Excelentes contribuições, Remote. Deixo entretanto a análise para vocês, especialistas…

            [ ] ‘ s,

            Eduardo.

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            • Realmente impressionante a perfomance vocal de Tate no show de 86′. Ele atinge quase tudo, diria que 99% do que foi gravado em estúdio. É contagiante a movimentação da banda também , percebe-se claramente um estilo mais metal daquela época , ainda que o segundo álbum da banda ( então recém lançado) trouxesse elementos mais modernos e até causasse alguma estranheza, algo que já foi comentado no post resenha deste Rage For Order aqui no MInuto HM, e que pode ser acessado simplesmente clicando o nome do álbum na resenha acima .
              Algo também próximo da perfeição são os backing vocals de Eddie Jackson e principalmente Chris de Garmo . Muitas das vezes ( eu diria praticamente todas ) as intervenções de segunda voz atingem um tom ainda mais alto que o já fantástico registro de Geoff.
              Enfim, esse é um tempo que não volta mais .
              Ainda que tenha ficado bastante impressionado com a qualidade vocal de Todd, o novo vocal do QR, não dá realmente para comparar, em especial se considerarmos todo o pacote . Tanto Tate como De Garmo fazem muita falta à banda .
              É torcer para os novos trabalhos trazerem qualidade que não se vê pelo menos desde o fim da década de 90, sem buscar alguma comparação .

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  4. B-Side, as “amarrações” que você trouxe além do vasto conhecimento de causa deixaram este post excelente – e não apenas “informativo”.

    Muito legal, parabéns mesmo.

    Agora, aguardemos os resultados disso tudo e veremos se no futuro teremos uma reunião ou não…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. Entrevista do Geoff Tate sobre o caso, além de abordar o backstage do show por aqui.

    Vocês verão que a coisa ainda vai longe, as versões supostamente não batem (banda x Tate), claro que o dinheiro é um dos motivos e que a coisa vai se desgastar ainda mais com advogados e afins…

    http://www.rollingstone.com/music/news/exclusive-q-a-geoff-tate-on-queensryches-ugly-split-backstage-brawl-in-brazil-20120626?link=mostpopular2

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  6. A entrevista é bastante reveladora, ainda que saibamos que há muita coisa que não deve ter sido trazida à tona . As questões principais envolvem principalmente decisões financeiras e nesse ponto o que Geoff traz é bastante coerente.Ainda assim, é difícil de creditar toda a razão ao vocalista, em especial depois do incidente lamentável envolvendo agressões na passagem de som da banda em São Paulo.
    OUtra questão não menos relevante é a forma com que a banda deixou praticamente todas as decisões musicais na mão de Geoff Tate desde a saída de Chris de Garmo, após a tour do álbum Hear in the Now Frontier , de 1997.
    Algo muito claro é a queda de qualidade nas composições desde então, isso é a opinião da maioria dos fãs que acompanharam a banda desde o início. Alguns ainda são mais radicais, pois não gostam tanto deste Hear in the Now Frontier quanto talvez também o anterior, Promised Land. Não é o meu caso, considero este Promised Land um grande álbum, e aprecio o Hear in the Now Frontier, ainda que reconheça que nesse a banda perdeu um pouco da forma.
    Coincidentemente, a proposta do atual Queensrÿche com o novo vocal é tocar músicas até o Empire, o álbum anterior ao Promised Land.
    O fato é que não se sabe quem terá o direito do uso do nome da banda, isso será ao que parece uma conturbada batalha de tribunais …
    E considerando isso, não se vê no horizonte uma reconciliação em tão curto prazo.
    Quem puder ler a entrevista, muito bem mencionada aqui pelo Eduardo, vai ter uma boa noção do engodo em que se encontra o Queensrÿche agora, é recomendadíssimo…

    Alexandre

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    • Fico chateado em ver grandes nomes/bandas, já com tanta história, se “acabando” em brigas (e acabando também, no sentido de banda) em tribunais, quando deveriam estar é celebrando a carreira…

      A entrevista que eu postei aqui realmente é legal, e concordo com você, B-Side, quando comenta que nem tudo foi trazido ali. Toda moeda tem 2 lados…

      É uma pena, não há o que falar muito quando a coisa chega neste ponto onde interesses não-musicais atrapalham a arte…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Nesse momento , enquanto o nome QR é disputado legalmente, a “lavação de roupa suja” continua , com declarações duras de Scott Rockenfield sobre o comportamento violento e intempestivo de Geoff Tate, além de sua necessidade de assumir o controle de tudo que cercava a banda.
    Do outro lado, o produtor da continuação Operation Mindcrime II , aliás , uma das poucas coisas razoáveis musicalmente que ouvi da banda desde a saída de Chris de Garmo ainda antes da virada do milênio, afirma que quase tudo que foi gravado nesta segunda parte do OM não tem a participação dos demais membros oficiais da banda que não Tate.
    E a música continua perdendo…

    Alexandre

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    • Sim, B-Side, estamos exatamente nesta situação. A atualizacão é que o nome da banda ficará mesmo com a banda, não com Geoff, conforme tweet que coloquei.

      Sim, a música e os fãs que perdem com todos estes conflitos e interesses financeiros… uma lástima…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  10. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Ouvi…pois é , né , fazer o quê ….
    quem sabe o outro lado da moeda vem melhor ….aqui nem o Sarzo nem o Drover ( obviamente ) salvam …
    Aliás, ter o Kelly Gray de novo na empreitada já era um prenúncio do que podia ser… Foi ali o começo do fim..
    Vamos aguardar como vem o atual QR ( sabendo-se lá até quando podemos chamá-los assim….)

    Alexandre

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  12. B-Side e galera, entrevista de hoje com Geoff Tate, dizendo que, por ele, tentava arrumar a situação o quanto antes e que se arrepende dos acontecimentos do show aqui em São Paulo: http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=180790&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    Será que vai dar em alguma coisa?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  13. Bem, Geoff certamente deu o primeiro passo, mas eu não acredito em sinceros arrependimentos, a coisa deve ter relação direta com quanto cada um pode ganhar com essa suposta reconciliação. E mais importante ainda continua em cheque : Será que a música vai ter também uma “volta” ? Uma “volta” ao tempo que o QR fazia excelentes álbuns ? Isso faz tanto tempo….. E definitivamente é o que mais importa . Se a separação fizer melhor musicalmente a um dos lados ou até quem sabe aos dois , melhor deixar assim.

    Alexandre

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  14. E cada vez piores os capítulos, diga-se de passagem…Lamentável ver a que ponto chegou, e pior, pensar no que ainda pode acontecer …

    Alexandre

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  15. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  16. Mais uma entrevista com Tate e a coisa longe de ter um resultado que esperamos… pelo contrário: o nível parece ainda mais baixo do que já estava: http://www.uberrock.co.uk/interviews/63-december-interviews/6778–geoff-tate-uber-rock-interview-exclusive.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  17. Dando uma atualizada nos dois QRs (!!!!!???) , o Geoff Tate’s QR ( melhor chamar assim, enquanto nada se decide ), já teve o batera do Ratt Bobby Blotzer, que se mandou pro Ratt de volta, agora conta com o ex- Dio SImon Wright, já teve o ex- Megadeth Glen Drover , que desistiu antes mesmo de começar , e nesse momento tem dois Sarzos ( o amigo do Rolf, e mais conhecido irmão Rudy e Robert, que já tocou guitarra também no Quiet Riot) , além do péssimo Kelly Gray , que tocou no péssimo primeiro álbum ruim do QR original, o q2k, de 2000, e o tecladista Rangy Gane ( famoso quem…). Duas participações no álbum foram citadas ultimamente, aliás ótimas , diga-se de passagem : Dois senhores alavanqueiros , KK Downing ( que dispensa apresentações) e Brad Gillis ( que gravou o maravilhoso speak of the devil,com Ozzy ) . Os músicos que Tate anda buscando são quase todos de ótima repercussão, agora, se o som for parecido com esse acima do album solo de eterno vocal do QR, tanto faz quem vai estar na banda…

    Por outro lado, o ex-Rising West e atual até sabe lá quando QR dos outros fundadores originais está prometendo um álbum que tem cara de buscar a sonoridade dos primeiros e maravilhosos trabalhos , já tendo inclusive lançado um teaser . Eu odeio os teasers, pois não consigo entender nada com eles, mas segue abaixo o vídeo . Se a banda vai trazer a criatividade daqueles momentos iniciais de volta, aí sim teríamos algo de interessante, senão….

    Saudações

    Alexandre

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  18. Segue um vídeo da The Whisper na atual tour do QR ( um deles…)

    – O vocal de Todd impressiona , mas tem umas leves rateadas … aliás, a música está no álbum selecionado para o próximo podcast, Rage for Order

    Aqui um teste de um amp no mesmo show, na passagem de som feito pelo guitarrista tapa-buraco atual desse QR , são vários licks de músicas clássicas do QR, dá até para emocionar vendo a qualidade do material mais antigo.

    E…

    aqui,por outro lado, enquanto o outro QR, o Geoff Tate’s QR não se ajeita de vez, ele tem feito uns pocket shows , com algumas músicas dos últimos cds do QR e músicas solo , tudo meio estranho, mas no meio rola alguma coisa boa , como essa Out of Mind. Ele ainda canta muito também, mas dá pra perceber que o estilo já é outro….

    Quem puder , compartilhe com seus comentários

    Alexandre

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    • B-Side, não conheço QR em quase nada, mas vi os vídeos e também achei que o estilo mais “agressivo” de Geoff não foi observado neste pocket show de out/2012. Já o vocalista novo do QR tem uma bela voz, mas realmente rateia em alguns momentos, será que em outros shows também?

      Já o vídeo da guitarra, um espetáculo mesmo – imagino que prato cheio para você, o guitarrista # 1 do blog…

      [ ]’ s,

      Eduardo.

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  19. B-Side e galera, apenas um registro de hoje: ao chegar na minha aula de batera, estava rolando um DVD do Dream Theater. Papo vai e papo vem com meu professor, que escreve para uma revista de batera, ele me comento da oportunidade que esteve com Portnoy por 2 dias, justamente nesta visita dele com o Fates Warning abrindo para o Queensrÿche.

    Meu professor estava conversando com Portnoy, fazendo uma entrevista, quando começou o “mal-entendido” de Geoff com Michael Wilton. Ele comentou que a coisa começou com uma discussão séria, chegando a asustar a todos, inclusive Portnoy. Eles começaram a jogar água e líquidos um no outro e, infelizmente, o episódio da faca com Scott Rockenfield aconteceu mesmo.

    Já sobre Portnoy, ele comentou que o batera estava bastante relaxado e que, apesar da entrevista tentar não falar novamente da saída dele do DT, foi inevitável quando o assunto puxava o histórico da carreira e a amizade dele, MP, com o Fates Warning, de anos. Ele comentou que Portnoy estava muito relaxado e feliz com a decisão da saída do DT e que, quando ficou longe um pouco da banda, realmente se viu feliz, que não queria mais estudar 4, 5 horas de bateria por dia e que não tinha mais nada a provar a ninguém, sendo que o negócio agora era se divertir e tocar o que sempre gostou, como Beatles e Kiss e fazer projetos com músicos (e músicas) que gosta.

    Ele se viu aliviado não somente pelo DT, mas da rotina que tinha, ou seja, cuidar da arte da banda, da agenda, ou seja, coisas que ele tocava praticamente sozinho.

    Comentou ainda que está mesmo feliz em tocar e “errar” por aí as músicas que não são dele…

    Bom, realmente uma pena o episódio do QR.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  20. Nova entrevista com Tate, dando a entender que, mesmo que ele não ganhe o processo de naming rights, ele é vitorioso no processo… para mim, um papo diferente para fora do que ele deve sentir por dentro.

    http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=192363&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  21. Nova entrevista com Tate, onde mais uma vez ele diz algo como o processo que virá em novembro “não é uma questão de vencer, é de terminar logo com isso” e novamente confirma que não se vê voltando ao grupo original:

    http://ezinearticles.com/?Interview:-Geoff-Tate—Queensryche&id=7819628

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  22. Entrevista com o batera Scott Rockenfield que, entre outros aspectos, aborda ainda o momento que a banda vivia com Tate: http://www.fullthrottlerock.net/apps/blog/show/31299650-interview-scott-rockenfield-queensryche

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  23. Os irmãos Sarzo (Rudy e Robert) deverão ajudar Tate a “recriarem” o Operation: Mindcrime…

    Em resumo: apelação?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Obrigado Eduardo,

      Eu estava mesmo querendo saber como andava esta batalha judicial pelo nome e trademarks/royalties da banda.

      Tudo indica que o Geoff Tate terá que se conformar e fazer um bom acordo para garantir mais alguns anos de suas mordomias com a grana que pode levar neste “agreement”, para sair com o rabo entre as pernas e sem o nome da banda.

      Se ele for depender de venda de discos pra sobreviver, certamente vai acabar morando numa “van down by the river”…

      keep queensrychin’

      Abilio Abreu

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  24. Estamos indo para março/2014 e a novela sobre o ownership do nome da banda ainda não acabou… mas o discurso dele parece muito menos “agressivo”, se é que isso não é uma jogada – no show business, é difícil acreditar em algo: http://www.blabbermouth.net/news/geoff-tate-on-queensryche-court-case-i-hope-we-can-all-part-ways-on-good-terms/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blabbermouth+%28Blabbermouth.net%27s+Daily+Headlines%29

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  25. Aqui eu acho que Geoff segue os conselhos de seus advogados e deve deixar os comentários mais ácidos de lado para não atrapalhar suas chances na disputa. Que aliás, já deveria ter acabado, ninguém aguenta mais esta novela.

    Falando em QR, tenho ouvido bastante o Empire e quem sabe a banda recebe um novo capítulo aqui no Minuto HM? Adiantando,estou pensando em algo fora do padrão platinado do citado trabalho, com uma reflexão até que levante alguma polêmica… Que tal ?

    Alexandre

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    • B-Side, já deu mesmo, ainda mais que o assunto tinha previsão de término ainda para 2013. E quem perde? Sempre o elo mais fraco e justo os que os colocaram em evidência no mundo: os fãs.

      Eu apoio, but of course, a ideia… sem querer abusar, não vejo ninguém melhor que poderia arriscar ir do começo ao fim da carreira, a tal discografia… de qualquer forma, é sempre um prazer e uma aula qualquer coisa que vocês botam por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  26. Ao que parece, já há um entendimento amigável ente as partes quanto ao nome da banda e deveremos enfim ter um press release… http://www.examiner.com/article/second-coming-queensr-che-guitarist-michael-wilton-talks-touring-new-music

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Será que está novela está chegando próxima de seu epílogo? Na mesma entrevista foi falado que o próximo álbum do queensryche deve soar mais pesado e progressivov …

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      • Meu caro, vai saber? O prazo era final de 2013 e logo já estaremos chegando no meio de 2014… talvez isso também tenha sido falado para dar uma acalmada no assunto para finalmente ser resolvido, vai saber?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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        • Prezados Eduardos,

          Gostei muito da entrevista do Wilton, principalmente quando ele fala exatamente o que já disse por aqui: jovens músicos, aproveitem o tempo livre que tiverem para ESTUDAR! Música é perseverança e dedicação, e cada segundo com o instrumento em punho é muito precioso…

          Quanto ao novo disco “mais pesado e progressivo”, não vejo a hora de ouvir isso!

          E pensando bem no lance da disputa sobre o nome da banda, acredito que isso tudo é um grande truque comercial dos dois lados… vejam: ambos já lançaram um disco sob a “marca” Queensrÿche, foi criada a polêmica (tanto que estamos aqui falando sobre isso há anos), e no final do dia, quem quer que seja que acabe mudando de nome já vai ter garantido que os fãs já sabem que houve esta “briga” e que a banda TEVE que mudar de nome por força judicial… Ou seja, mesmo que a banda do Wilton se chame “The Nothings” todos saberemos que eles são o VERDADEIRO Queensrÿche e continuaremos a acompanhar a banda. Por conseguinte, se o Tate ficar com o nome, infelizmente a “franquia” vai estar com seus dias contados… Ao meu ver, pelo tom confiante do Wilton na entrevista, tudo indica que vai dar tudo certo para o lado claro da força!

          keep rÿchin’

          Abilio Abreu

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    • Excelente, o bem venceu mais uma vez!

      Entendo que por um lado a banda ficou com o nome, e por outro, o Geoff permaneceu com o direito de referir a si mesmo como “a voz do Queensrÿche”, porém foi obrigado a fazer um link em sua página para o site da banda verdadeira (e achei bem arrogante ele colocar “Queensrÿche Without Tate” nesse link…).

      Vamos aguardar agora se houve alguma divisão de royalties e/ou direitos sobre discos específicos. Lembro que no caso do Pink Floyd, o Roger Waters abriu direito do nome da banda, mas ficou sendo o “dono” de tudo relativo ao “The Wall” (o que não tem nada de surpreendente já que é fato notório este disco é praticamente um álbum solo do Waters que foi apenas tocado pela banda…)

      keep the name…

      Abilio Abreu

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      • Valeu Eduardo!

        Realmente o acordo acabou sendo concluído bem em linha com o que comentei sobre o Pink Floyd, mas Tate além de ficar sendo dono dos Operation Mindcrime I e II, ainda vai fazer mais uma tour com o nome Queensrÿche… Essa última parte achei estranha, pois ficará esta confusão: hoje tem Queensryche, mas qual das duas? E o fato dele estar “queimando” a marca da banda com músicos de qualidade duvidosa?

        Mas o mais engraçado é o fato do Tate estar enganando a si mesmo que “eles compraram o nome de mim…” Se este caso fosse para a corte, garanto que ele perdia feio…

        keep rychin´

        Abilio Abreu

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  27. Mais uma interessante entrevista, agora com Michael Wilton, que aborda os o momento da banda, futuro, o novo vocalista e o tema principal deste post: http://www.thevinyldistrict.com/storefront/2014/04/queensryches-michael-wilton-and-strypers-michael-sweet-the-tvd-m3-rock-festival-interview/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  28. Após o “processo do processo” ter chegado ao fim, eis que nosso amigo Geoff Tate vai chamar sua banda de… de…. “Operation: Mindcrime”.

    Vou deixar aos especialistas de plantão se manifestarem, porque para mim, essa apelação é muita feia: http://wikimetal.uol.com.br/site/banda-de-geoff-tate-se-chamara-operation-mindcrime/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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