Jon Lord, 71, faleceu

Pessoal,

infelizmente John Lord é mais um gênio que acaba de perder a luta contra o maldito câncer. Segundo esta notícia, “o músico Jon Lord, co-fundador e tecladista do Deep Purple, morreu aos 71 anos nesta segunda-feira (16) após sofrer uma embolia pulmonar. Ele sofria de câncer no pâncreas e estava ao lado de sua família na London Clinic na hora de sua morte.”

Em 09/agosto/2011, fiz este post comunicando que Jon Lord já estava com a doença. Poucas notícias sobre o real estado de saúde dele vieram desde então – tudo que veio, fiz questão de atualizar por aqui – mas houve um período (até dezembro/2011) que nenhuma informação concreta chegou – apenas que ele estava trabalhando em uma versão de estúdio para o Concerto For Group and Orchestra, trabalho originalmente registrado pelo Deep Purple em 1969.

Depois, em fevereiro/2012, Ian Paice deu uma entrevista, a qual trazia uma breve informação que Jon dava sinais de recuperação. Desde lá, novamente, ficamos no escuro – o site oficial, por exemplo, parou de ser atualizado com notícia de agosto/2011!

Abaixo a nota do site oficial:

It is with deep sadness we announce the passing of Jon Lord, who suffered a fatal pulmonary embolism today, Monday 16th July at the London Clinic, after a long battle with pancreatic cancer. Jon was surrounded by his loving family.

Jon Lord, the legendary keyboard player with Deep Purple co-wrote many of the bands legendary songs including Smoke On The Water and played with many bands and musicians throughout his career.

Best known for his Orchestral work Concerto for Group & Orchestra first performed at Royal Albert Hall with Deep Purple and the Royal Philharmonic Orchestra in 1969 and conducted by the renowned Malcolm Arnold, a feat repeated in 1999 when it was again performed at the Royal Albert Hall by the London Symphony Orchestra and Deep Purple.

Jon’s solo work was universally acclaimed when he eventually retired from Deep Purple in 2002.

Jon passes from Darkness to Light.

Jon Lord 9 June 1941 – 16 July 2012.

Como disse, sou muito pessimista quanto a esta doença e a cada dia esse meu sentimento aumenta, infelizmente.

R.i.P., Jonathan Douglas “Jon” Lord. Você já está fazendo uma falta tremenda. Obrigado pelo inquestionável legado que você deixa para o mundo.

O mundo Hammond, Marshall e da distorção perde um de seus melhores…

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Deep Purple, Entrevistas, Instrumentos, Músicas, Off-topic / Misc, Whitesnake

13 replies

  1. Mais um que vai embora por conta dessa doença horrível…Vá em paz, Jon Lord!

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  2. Mais um gênio que se vai , nos deixando um legado que não conheço igual no mundo dos tecladistas . Pra mim, também o fundamento do uso do instrumento no hard rock veio de Jon. Depois dele, todos os outros vieram, todos influenciados de alguma forma por Lord .
    Apesar de saber da doença, me surpreendeu mais uma vez por não esperar tal revés, embora saibamos que trata-se de um mal muito traiçoeiro. Ficam as memórias da adolescência quando cresci conhecendo várias maravilhas tocadas pelo Lord dos teclados , são inúmeros trechos que posso citar, os solos de Highway Star, Burn, a linda orquestração em Soldier of fortune , os sons sintetizados de Stormbringer, o maravilhoso dueto com Hughes em This Time around, as clássicas introduções do retorno da banda em 1984 com Perfect Strangers e Knocking at your back door, a obra genial de Child in Time e Lazy, uma linda abertura de cordas em Love conquers All, e mesmo fora do Purple , um som clássico na abertura de Here I go again, que sempre considerei sua versão original no álbum Saints and Sinners bem superior àquela multiplatinada do álbum de 1987 do Whitesnake.
    Se continuar escrevendo , acho que não paro mais ….
    Vá em paz ,Jon, você nos deixou com dever pra lá de cumprido! Se encontrar o Richard Wright por onde quer que você esteja, diga a ele o mesmo.
    Deixo minha singela homenagem da descrição de como Jon fez o Purple soar como o verdadeiro Purple .Coisa de um autêntico gênio !

    Rest in peace, Jon

    Alexandre

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    • B-Side, fantástico comentário, linda homenagem! Muito bonito mesmo!

      O clássico vídeo por você trazido é mais um exemplo que uma ideia as vezes meio maluca no início pode virar um marco na história. Exemplos não faltam e este é um deles.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. É muito triste a notícia, vi ontem e nem tive ânimo para comentar. Realmente mais um GÊNIO que se vai. Lembro o quanto me impactou ouvir o Deep Purple pela primeira vez. Na época eu só gostava de Kiss e um amigo me disse que o Purple era muito melhor. Temi que fosse verdade, coisa de adolescente não querendo se decepcionar com a sua então banda favorita e supostamente inatingível. Não vou aqui comparar as bandas, nem faz sentido, vou apenas discorrer como foi um impacto ouvir a força do teclado numa banda com peso – um hard rock como nunca ouvira. Ouvir discos como Machine Head, Burn, Stormbringer, onde claramente se nota como John Lord carregava a harmonia da banda, com uma base consistente e os solos inspirados.
    Depois ao ver o gênio em ação em vídeo no California Jam de 1974, uma confrmação do talento como abaixo na introdução de You Fool No One

    E vou colocar também a intro de Here I Go Again de 1982, concordo com o Ale – a versão original com Lord, é mais sóbria e muito mais bonita:

    Sinceramente, apesar de todo o virtuosismo de Rick Wakeman ou Jordan Rudess, Jonh Lord era o cara que eu mais gostava de ver e ouvir atrás dos teclados. Que siga em paz para a sua nova jornada.
    RIP
    FR

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    • Remote, muito legal seu comentário também, principalmente a história de adolescente… quem não foi assim, né? Hehehe…

      Os vídeos colocados são sensacionais, assisti aos 2, e é muito bom ver esta versão de Here I Go Again.

      Como é triste ver esses caras partindo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Diversos artistas estão prestando suas homenagens ao-vivo ou através de mensagens. Lars, do MetallicA, escreveu uma bonita e bastante apaixonada carta a um de seus maiores ídolos da música: http://www.metallica.com/news/20120716-news.asp

    E Glenn Hughes acaba de enviar o seguinte tweet:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. No aniversário de um ano do falecimento do Jon Lord, estou aqui ouvindo “Child in Time” do “Made in Japan” e ponderando sobre a brevidade da existência física em contrapartida à eternidade da obra musical gravada…

    Uma cena que tenho impressa em minha mente é, num show em Curitiba em 1991 (Mk5 – Turner, Blackmore, Lord, Paice and Glover), o Jon deitando em cima de seu Hammond e as Leslie speakers girando atrás, fazendo solos devastadores de extremo bom gosto e técnica apurada, com um timbre inesquecível…

    Jon Lord foi também um dos meus “professores”, e minha singela homenagem a este músico inigualável pode ser ouvida na música “The Same Old Jokes – Not Meant to Be – Part II”, vale a pena conferir: https://soundcloud.com/abilioabreu/the-same-old-jokes-not-meant

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