Cobertura Minuto HM – Kiss e Viper em SP – parte 2 (resenha)

Dando sequência à nossa costumeira cobertura, vamos aos shows!

Viper:

O Viper fez um set curto, praticamente um “Greatest Hits” de Soldiers of Sunrise e Theatre Of Fate, ainda como parte da “To Live Again Tour” (tour esta que o Minuto HM esteve presente em duas datas: na noite de estreia – com gravação de DVD – em SP e no Teatro Rival, no RJ) e aproveitando pra promover o seu derradeiro show com esta formação com Andre Matos, dia 2 de dezembro no Via Marquês (informações na nossa agenda de shows).

O show começou com Knights Of Destruction, faixa que abre o Soldiers Of Sunrise e o que veio em seguida foram só clássicos atrás de clássicos com To Live Again, Prelude To Oblivion e a Cry From The Edge. Living For The Night, em uma versão menor do que vimos nos shows “solo” do Viper nesta tour, veio para fechar a dobradinha Soldier/Theatre, com grande participação da galera, principalmente dos que se encontravam mais próximos ao palco. Rebel Maniac, com a plateia caprichando no “everybody, everybody…” e novamente o cover acelerado de ‘We Will Rock You’ do Queen encerraram esta rápida porém eficiente apresentação da banda em sua cidade-natal.

Muito legal o Viper ter tido a oportunidade de abrir para o Kiss em São Paulo (e no Rio também, no dia seguinte). Os desgastes da tour ficaram mais claros nesta noite, com a voz do Andre dando algumas falhadas com o passar da meia hora de show mas, mesmo assim, uma apresentação legal, com o som bem alto e com ótima aceitação dos presentes desta banda que é um dos ícones do metal nacional.

Viper Setlist Arena Anhembi, São Paulo, Brazil 2012

Kiss:

Há basicamente duas linhas de eu escrever sobre o show. Uma delas é considerando apenas a questão geral da diversão, por uma ótica que normalmente quem vê a banda pela primeira vez ao-vivo fica (e fica deslumbrado mesmo, não tem jeito – ainda mais que grande parte do público presente era jovem), falar das explosões e toda a pirotecnia que poucas bandas trazem ao país, de como vale assistir a um show deles em relação ao dinheiro pago (porque a banda realmente entrega valor), a mágica que é ver esta banda ao-vivo e tudo mais. A outra linha é a musical apenas e, tentando ter o cuidado de manter em vista a idade avançada dos músicos em consideração, é ver também que a coisa anda ladeira abaixo e está previsível como nunca. Tentarei fazer um mix destas linhas pois, pelo menos para mim, a música é sempre prioridade ao-vivo.

O Kiss entrou pontualmente no palco, as 21h30, com sua triunfal abertura para cerca de 25.000 presentes. A abertura de um show deles é de deixar até artistas que prezam mais pelo visual e fazem playback no palco, muitos deles encontrados no estilo pop, comendo poeira mesmo. As músicas são setentistas, com Detroit Rock City, com aquele tempinho a mais em seu início para a banda poder “pousar” no solo do palco, seguida de Shout It Out Load, ambas do Destroyer. Infelizmente, o volume do som caiu e muito em relação ao Viper e assim ficou por todo o show.

E vou logo aqui, para tentar não ser muito repetitivo também, falar como é triste ver a situação do vocal de Stanley. Creio que não conheço UMA pessoa que curta rock and roll que não goste da voz deste cara que encantou por décadas a todos nós. Todos nós amamos! E, infelizmente, a voz dele realmente acabou ao-vivo. Tem a questão da idade que DEVE ser considerada SEMPRE, tem a questão da cirurgia e tudo mais… mas é impossível não citar esta questão. É mais triste ainda porque ele tenta, por muitas vezes, ser o Stanley que todos nos acostumamos a ver, mas é nítido como ele mal chega perto e agora se segura, com a banda estrategicamente o suportando cada vez mais. Que fique claro aqui que isso é um adendo estritamente musical, pois com essa “deficiência”, é claro que as músicas da banda perdem muito. E, nesta noite, até Gene estava um pouquinho rouco.

Voltando ao show, Stanley cumprimenta o público, pergunta sobre termos uma “rock and roll party”, fala que foram para Argentina e Chile mas que nós somos “number 1” (com aquela vaia tradicional para os países da América do Sul) e a banda segue com Calling Dr. Love, para Gene assumir também o microfone e mostrar ainda mais sua incrível presença de palco. Após os clássicos, a banda então traz uma dobradinha do recém-lançado álbum Monster: Hell Or Hallelujah, que funciona muito bem ao-vivo – é uma boa música, bem encaixadinha, uma ótima opção de single, inclusive (e quem não conhecia a música, logo já aprendeu ali mesmo o grudento refrão para cantar) e Wall Of Sound que, apesar de não ter virado single do disco, segue as mesmas características da primeira, em minha opinião.

Hora de voltar aos anos 70 com Hotter Than Hell – e a banda, que tirou Firehouse do set, aproveitou para usar a tradicional sirene para apagar o fogo nesta hora mesmo, com Gene fazendo seu número  de cuspir fogo. Stanley então anuncia que era hora de fazer algo do Creatures Of The Night, meu predileto, e a banda emenda o clássico I Love It Loud e seu “WHIPLASH, HEAVY METAL ACCIDENT…”. Uma delícia.

A banda então traz a última do Monster na noite, Outta This World, com Stanley apresentando Tommy e este assumindo os vocais com bastante competência. Eric também tem seu momento de diversão visual com um “bazuca”. O momento para os 2 não-originais da banda continua, com um solo meio estranho e sem sentido, calcado em blues, de Tommy com Eric acompanhando na batera e o guitarrista suspenso na plataforma atirando com sua guitarra ao final. E aí é hora do clássico cuspir sangue de Simmons para que ele pudesse também ser suspenso e o Destroyer voltasse com a excepcional e pesada God Of Thunder, com uma animação bem legal nos telões.

Paul chama a “Kiss Army” e anuncia que trariam uma música de um disco de 1998 e traz a faixa-título Psycho Circus, para minha enorme alegria de poder voltar àquela noite de 1999, com o show deles em Interlagos (e todo o frio que passei na saída do show). Deu para notar também que o público delirou com a inclusão da faixa, já que muitos ali presentes cresceram nesta época e tiveram este disco do Kiss como algo marcante. Só não entendi se Stanley errou a letra do início da música ou se foi algo proposital – ele inverteu o “Here I am! Here we are! We are one”, cantando “Here we are! Here I am! We are one!”. De resto, a música foi uma ótima pedida mesmo, um momento legal do show, apesar da rouquidão de Stanley estar cada vez mais evidente.

Aí veio o grande momento do show para mim e para o Rolf, que foi o retorno do Creatures Of The Night, mas com War Machine. Infelizmente a galera próxima mal conhecia a música – e fica a dica para a galera ir atrás deste maravilhoso som. Para mim, o ponto mais alto do show, até pela questão de não ser uma música sempre tocada pela banda e, mesmo assim, ser uma das minha prediletas de lendária discografia. E alguns vão lembrar dos shows de 1983 da banda pelo país (aqui e aqui). Uma animação muito legal acompanhou o som nos telões.

A partir daí, o Kiss liberou de vez clássico após clássico. Era hora de Paul voar para Love Gun e a gente viajar para 1977, em outro momento sempre muito especial, ainda que ele tenha se poupado bastante no vocal da música. Mesmo sendo algo repetido há tantas décadas, é de se admirar o sincronismo de tudo nesta música, com as esperadas explosões ao final.

Paul então repete a brincadeira que vimos no show de 2009 e toca o início de Black Diamond, música do fantástico primeiro disco da banda, com um globo dando um clima bem legal, e colocando a intro de Stairway To Heaven e fazendo a brincadeira de sempre, se a galera queria ouvir uma música do Kiss e tudo mais. O vocal então é assumido por Eric e sua “elevada” bateria para uma ótima performance geral do quarteto antes do retorno para o bis.

A banda volta ao palco com Stanley dizendo que é uma honra estar tocando para a gente e pergunta se gostaríamos de ver a banda no futuro, para então trazer Lick It Up, música do período que ficou marcado pelo Kiss removendo as maquiagens em uma forte tentativa que a banda tinha para recuperar o sucesso do início de carreira. A música é acompanhada por todos, principalmente em seu refrão, ainda que a galera tenha demorado a bater palmas, algo muito tradicional neste música. Ela ainda teve um rápido trechinho de Won’t Get Fooled Again, do The Who.

A banda vai se despedindo com I Was Made For Lovin’ You, com Stanley achando uma das câmeras que transmitia ao-vivo o show e se esforçando bastante na parte do “can’t get enough”, não comprometendo. Por fim, Rock And Roll All Nite em clima total de festa, claro, com Gene assumindo os vocais pela última vez na noite com a tradicional chuva de papéis picados pela pista e palco. Sempre um grande momento para se celebrar o rock and roll e a mágica da banda após um pouco mais de 1h30 de show. Uma linda queima de fogos finaliza a noite seguida do playback de God Gave Rock ‘N’ Roll To You II para o público poder continuar a cantoria enquanto deixava o estacionamento do Anhembi.

É de se tirar o chapéu para o repertório da banda, pois eles trouxeram clássicos após clássicos e estrategicamente colocaram músicas do novo disco em momentos oportunos. Foi estranho não ver a banda tocando Deuce, ou Strutter, mas compreensível. A maior lamentação musical fica por conta mesmo do vocal de Stanley, mas há de se dar todos os descontos do mundo. Dói falar, mas infelizmente temos que nos acostumar com a realidade que o tempo está passando. Mas que eles ainda entregam – e muito.

Valeu, Kiss. É o de sempre – e o de sempre que tanto amamos. Não é?

KISS Setlist Arena Anhembi, São Paulo, Brazil 2012, Monster Tour

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Vídeo do show completo do Kiss:

Entre as exigências da banda para a realização do show, está a atenção especial da grande mídia (e eles tiveram a transmissão do show pelo Terra, além de notas em todos os portais, como pode ser conferido nos exemplos abaixo):

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Entrevistas, Instrumentos, Kiss, Led Zeppelin, Músicas, Queen, Resenhas, Setlists, The Who

22 replies

  1. Eduardo, que legal sua resenha. Mais legal ainda é ver que, apesar de termos assistindo praticamente o mesmo show em SP e no Rio, ainda conseguimos escrever coisas diferentes hehehe. Ótimas suas observações baseadas na discografia que você conhece tão bem!

    Paul Stanley realmente está com a voz bastante desgastada mas no Rio o som das guitarras estava bem alto o que ajudou a camuflar um pouco isto. Acho que não foi o que aconteceu em Sp… Mas como disse no meu texto sobre o show do Rio, ainda que sua voz não esteja como antes, é de se invejar sua disposição! Ao mesmo tempo que canta, ele toca, se equilibra no salto plataforma gigante, dança, pula, rebola e voa! E aos sessenta anos!!

    Mas ainda nesta linha dos sessentões que ainda estão aí na ativa, você que viu recentemente o Robert Plant ao vivo, quem ta melhor, ele ou Paul Stanley?

    Abraços,

    Su

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    • Su, obrigado pelas palavras, mas como disse ontem no nosso 10o podcast, ainda bem que publiquei esta resenha ANTES da sua do Rio – senão, o interesse da galera em ler cairia drasticamente… mas concordo com você, o show é o mesmo em termo de repertório e tudo mais e conseguimos escrever textos complementares, que legal!

      Em SP, não teve mesmo como camuflar a voz do Stanley, ainda que o som inteiro estivesse baixo durante todo o show. Sem dúvidas a disposição dele e do Gene, aliada à categoria do Eric, faz com que a banda mostre que ainda tem gás sim (outra coisa que falamos ontem no podcast) para continuar por mais um tempo. Mas isso, só o tempo dirá, sem trocadilhos.

      Sobre sua pergunta final… que dúvida… estou tendendo a dizer que o nível está o mesmo, ainda que Plant tenha me surpreendido em vários momentos nos 2 shows que vi, e Stanley não… não achei Plant tão desgastado como Stanley… mas escuto mais Kiss atual que Plant atual, então tendo a ter mais base apenas para o lado do Paul…

      Plant mudou muito sua forma de cantar e isso também camufla um pouco a atual situação. Stanley continua se arriscando, pelo menos mais que Plant. Acho que um empate é justo…

      E o resto da galera, o que acha?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Enrolou, enrolou… e não me respondeu hehehe

        Eu acho que baseado no ultimo show do Robert Plant por aqui, ele se saiu um pouco melhor que Paul Stanley, até porque suas atuais músicas tambem não exigem tanto de suas cordas vocais, fazendo com que ele não precise gritar tanto como nos tempos de Led. Mas mesmo nas músicas do Zeppelin, a voz dele pelo menos não dava as falhadas tão notáveis como Paul Stanley.

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        • Não enrolei, poxa… empatei os 2, hahahaha…

          Plant achou uma forma de cantar sem necessidade de abusar de seu vocal. O estilo das músicas não exige mais o que o Led exigiu dele e mesmos as músicas da clássica banda são cantadas de maneira a seguir isso. Já Stanley, ainda que também esteja bem “assessorado”, ainda procura em alguns instantes ser o vocalista de sempre – mas sem conseguir o que conseguia há alguns anos, infelizmente. A verdade é que Stanley não conseguiria “ajustar” as músicas como Plant faz atualmente. Mas realmente Plant se saiu melhor do que eu esperava.

          Por isso, repito: empate 🙂 .

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  2. ainda que a voz do Paul está desgastada o show foi melhor que o de 2009, parece que o Paul se entrega cada vez mais pra compensar a voz, e consegue,fazem um verdadeiro espetáculo, estavam todos eles muito animados ali no palco.
    gostei bastante e não importa o tempo que passe eles sempre serão a banda mais quente do mundo!

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    • Rafael, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Obrigado pelo comentário!

      Eu concordo com você, ainda que o show de 2009 tenha tido mais músicas. Mas realmente a banda está ajudando e muito ao Paul, e isso fica claro quando se olha com atenção tudo que eles fazem para dar uma compensada na questão do vocal dele. E ele mesmo também faz de tudo, se entrega, e merece todo nosso respeito e admiração!

      Continue conosco! Obrigado novamente!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Mais uma vez peço desculpas em demorar a comentar por aqui, o tempo parece cada vez mais curto ultimamente . A cobertura está no padrão do blog, e traz essa maravilhosa novidade que começamos a ver no post do show do Slash, que é ter na íntegra toda a apresentação para melhor complementar os excelentes textos , como mais uma vez temos o privilégio de ler agora.
    Muito legal foi ter o Viper abrindo os shows do KISS, como eles estiveram juntos também em São Paulo em 1994, no Monster of Rock, naquela oportunidade com a formação que não continha mais o André Matos . Mas o André também esteve naquele dia, com o primeiro álbum do Angra , uma banda novata abrindo os trabalhos daquele festival. Assim, ver tanto a banda quanto o André novamente reunidos abrindo pro KISS é sem dúvida um presente para os que não conheçem a banda e aqueles que já tiveram a oportunidade de vê-los antes , e agora numa fase bem bacana .
    O show do KISS trouxe, como sempre, aquele repertório de clássicos em cima de clássicos, onde alguns dos clássicos acabam sendo a surpresa dos shows, por terem sido preteridos por outros clássicos em outras turnês. É o caso de War Machine, Psycho Circus e Hotter than Hell, por exemplo. E no meio disso tudo, há uma inegável constatação que a banda procura hoje em dia , de forma estratégica, aliar sua pirotecnia que conta com uma tecnologia de ponta para ajudar cada vez mais , para poupar os sessentões. São muitos momentos de solos de bateria, guitarra, a parte do baixo de Gene , tudo isso ajuda principalmente a manter o fôlego de Paul Stanley. A questão envolvendo a voz do principal cantor da banda é de fácil percepção e realmente uma pena de constatar. Isso demorou , mas chegou, e Paul nesses últimos anos vem se juntar a outros grandes vocalistas , que perderam boa parte de sua capacidade vocal durante todos esses anos .
    Em relação ao show, acho que o solo de Thayer é meio sem sentido, assim como a bazuca que SInger ” detona ” ao fim do dueto. Eric pode fazer muito mais do que apresentou, quem tiver alguma dúvida , que veja os shows da banda na tour do Revenge, mas é sem dúvida uma decisão da banda, pela tradição de solos mais econômicos da fase clássica da banda, com Peter Criss.

    Um super parabéns ao Minuto HM por mais essa bela cobertura !

    Alexandre

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    • B-Side, é um grande prazer, como sempre, escrever dos shows por aqui, mas em se falando de Kiss, é uma responsabilidade tremenda, então “ouvir” elogios de autoridades como você me faz muito feliz, muito obrigado mesmo.

      A questão de disponibilizar o vídeo completo é mesmo legal. Neste caso, assim como no do Slash no Rio, os shows foram transmitidos – e com ótima qualidade de som (infelizmente, não em HD ainda) e imagem, diga-se de passagem – pelo Terra, então as chances de termos algo no YouTube assim aumenta exponencialmente.

      Seu comentário é um post à parte e complementa muito a resenha. Você é preciso quando comenta da estratégia em ajudar Sntaley, realmente está tudo “amarrado” para isso acontecer. E, por fim, realmente uma pena vê-lo se juntar a tantos outras poderosas vozes que, devido à idade, entre outros fatores, vão perdendo sua forma vocal…mas, ainda assim, continuamos valorizando e curtindo essas lendas, enquanto podemos…

      Obrigado novamente e precisamos ver o Kiss juntos, ok?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Um interessante vídeo num formato ” time line” que exemplifica com perfeição a curva vocal de Paul Stanley durante os últimos 35 anos, desde 77 . A análise do dono do vídeo, no meu entendimento, é além de bastante coerente , cheia de embasamentos técnicos que dão uma maior credibilidade em se tratando do assunto.

        Saudações

        Alexandre

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  5. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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