Cobertura Minuto HM – Rock in Rio 2013 – MetallicA – parte 4 – resenha

Abrindo o post de uma forma diferente: com um vídeo recap pré-show. Enquanto as outras bandas se apresentavam no Palco Mundo neste 19/setembro/2013, o MetallicA se reunia na “Tuning Room” para aquecer/repassar/passar o tempo com algumas músicas, entre elas The Day That Never Comes, a surpresa …And Justice For All (com direito a um impaciente Hetfield perguntar ali nos 11’27s se já podiam ir tocar, no melhor estilo “Are We There Yet?” do Donkey do Shrek :-)), Hit The Lights e One. O vídeo traz ainda a terceira música do show, outra boa surpresa – Holier Than Thou – que comentarei mais abaixo.

Com os shows rolando pontualmente até então, esperava-se que o MetallicA entrasse no horário marcado – 00h05. Mas foi com cerca de meia hora de atraso após uma looooonga rodada de ajustes nos instrumentos – que, pelo menos, valorizaram a ótima qualidade deles durante todo o show, inclusive em termos de volume – para finalmente The Ecstasy Of Gold dar início ao espetáculo nas PAs e telões por toda a Cidade do Rock, acompanhada de um mar de luzes de telas de celular.

Lars faz o tradicional cumprimento ao público, Rob e Kirk vão para seus cantos direito e esquerdo do palco, respectivamente, e um Hetfield vai buscando o centro com sua linda Explorer branca e usando uma jaqueta muito legal, cheia de patches de bandas da NWoBHM (Tygers Of Pan Tang, Angel Witch, Blitzkrieg, Saxon, UFO, Jaguar, Satan, Fist, além de Thin Lizzy e Motörhead e, ainda, uma foto do saudoso Cliff Burton), enquanto a banda já executa a intro da faixa 1 do disco 1 da discografia da banda.

RockInRio2013_19set2013_MetallicA_02_jaquetaHetfield

Hit The Lights já era aguardada por quem acompanhava os últimos sets da banda, apesar da pausa após os shows que eles fizeram no Oriente no mês de agosto. E, assim como pode ser conferido em apresentações anteriores, apesar da ótima ideia da banda em usar esta música como abertura (afinal, muitos fãs pedem muito pelo Kill ‘Em All, que foi usado neste show nas duas extremidades do setlist), a coisa não vai bem do lado técnico, principalmente para Lars. Não, eu não vou fazer como fiz em 2011, onde me alonguei muito com as ressalvas ao dono da banda. Pelo contrário! Lars, desde pelo menos o segundo semestre do ano passado, pelo que venho acompanhando, vem novamente “encorpando” melhor as músicas, principalmente com viradas um pouco mais completas (ainda que não fidedignas ao que ele fazia ao vivo até o final dos anos 90) e melhor uso dos bumbos. Entretanto, há músicas que continuam extremamente comprometidas com sua atual performance e é o caso de Hit The Lights.

A voz de Hetfield neste início ainda não dava o indicador necessário, pelo jeito que ele a canta e os gritos necessários, mas o que se observou durante todo o show foi que Papa Het está em condições ainda melhores com sua voz do que a passagem em 2011 pelo mesmo festival – talvez pelo descanso que sua voz teve de agosto para a data, já que a banda está praticamente 100% do tempo focada no lançamento e divulgação de sua película 3D, Through The Never. O thrash metal do quarteto já fazia a galera abrir as primeiras rodas da noite.

Mas com a banda já emendando Master Of Puppets, parece que logo tudo se ajeitaria. Mais uma grande performance desta que, se eu tivesse que optar por UMA e somente UMA música da banda, seria a minha escolhida como preferida. O baixo estava alto e claro ; a voz de Hetfield já dava aquela alegria chegando a remeter em alguns momentos ao início dos anos 90. Kirk é outro que, em relação a 2011, foi, em minha opinião, melhor e “menos preguiçoso” de uma maneira geral.

RockInRio2013_19set2013_MetallicA_02_Het_Kirk

A terceira música do set da banda vinha variando e eles nos presentearam com a primeira das 5 músicas que tocaria do álbum homônimo – Holier Than Thou fez então sua estreia por nossas terras (já que nem na época da tour do álbum por aqui, nos 2 shows em São Paulo em 1993, a música foi tocada). Achei bastante interessante ouvi-la ao vivo, combinando inclusive com a sonoridade que hoje o MetallicA vem adotando, por exemplo, no Death Magnetic. Foi como ouvir um b-side, praticamente, mesmo com o álbum em questão sendo o mais famoso (e vendido) deles. E, mais uma vez, é necessário elogiar Hetfield que, cada vez mais maduro, vai atraindo a atenção toda a ele – de maneira merecida, com ele ao final perguntando “Rock In Rio, how do you feel?” e todo o “script” que ele desenvolveu ao longo destes anos. Mas foi legal ele comentando, se não me engano “I get to go to work and look at you…” e rindo dele mesmo, comentando que “it’s not really work, we all know that”. Pois é, ele é cada vez mais um “pai” mesmo… antes que eu esqueça, vou logo falar: os mais atentos devem notar que Hetfield agora mal fala palavrões durante os shows e o mais “sujo” que ele fala agora é “sh*t” no lugar de “life off” onde ele sempre fez para “cut this sh*t from me” em One.

Antes de chamar a primeira do …And Justice For All, James dedicou a música a todos nós, dizendo que mesmo com tantas dificuldades e sofrimento na vida, lá estamos nós no show. Harvester Of Sorrow é, para mim, uma música que poderia ser fixada nos setlists da banda. Com James trocando de guitarra e tendo também todos os detalhes que a música já consagrou ao longo de tantas tours, com direito à famosa “paradinha / estátua”, a uma boa performance de Lars e de Kirk no solo. Falando nele, enquanto todos se arrumavam para a próxima, ele encaixou seu primeiro número solo.

Como vimos no vídeo no início do post, a representante do Death Magnetic foi escolhida e mais uma vez foi uma ótima opção para encaixe no setlist, com Hetfield usando a plataforma superior do palco e olhando para Kirk para dobrarem as guitarras mais para o final da música, ainda que Kirk deu uma leve “dormida” e errou a entrada de um solo. Já The Memory Remains, para mim, foi uma das escolhidas por se tratar de um festival com 85.000 presentes – a música ganha esta “conexão” com os presentes pelo seu apelo de todos não resistirem e cantarem. Foi a única música da era Load / Reload escolhida e o final, claro, ficou aberto para todos fazem coro enquanto Lars e Hetfield eram os maestros, com direito até a James mandar um beijo para a galera.

Mal acabou o “oh, oh oh” e o playback para Wherever I May Roam começou. Para mim, esta e uma “certa” música que viria logo logo valeram o ingresso. Eu tive o privilégio de ver a faixa 5 do disco 5 no meu primeiro show do MetallicA em 1999. Eu a considero uma obra-prima da banda – minha reação foi de uma alegria monstruosa mesmo, como criança ganhando seu presente de Natal. E ela veio com todo o pacote, uma ótima performance / interpretação de Hetfield. O público também reagiu muito bem ao som. Um dos picos da noite, sem dúvidas – e um sinal de positivo para Kirk, que foi muito bem. E agora foi Lars que mandou beijo…

Rob fez um solo (baixo de 5 cordas) e outra excelente escolha de 1986 viria: Welcome Home (Sanitarium). Ainda que uma ou outra “escapada” do Kirk, a música foi muito bem executada novamente sob a liderança de James – “Riiiioooo, just leave me aloooone…”. Lars não deixou de usar seus bumbos mais ao final e a banda fez também a paradinha antes de finalizá-la com Kirk solando.

De volta ao “script”, James perguntou a todos se estavam por ali ainda e se tinham se divertido – mencionando o Ghost e o Alice In Chains, assunto que já foi mencionado na parte 3 desta cobertura, até brincar que o MetallicA chegou e “ferrou tudo”, já que eram muito altos e tal. Era a cama mais que preparada para Sad But True, que foi executada dentro do “padrão MetallicA”, mas desta vez, quase sem ter as tais “paradinhas”, e com Hetfield em frente ao retorno usando os efeitos de distorção e desafinando a guitarra ao final. Mas acho que a banda não estava naquele clima todo para ela, não…

Mal acabaria isso e eu já sabia que era o momento de incógnita no set, já que a banda vinha, show sim, show não, colocando …And Justice For All neste spot. Eu até brinquei com os amigos presentes – aliás, acertei todas as músicas da noite, não, amigos? – que a banda atenderia minhas preces e, já que este era o “show sim”, tocaria a faixa-título deste que é meu álbum favorito. E logo que o playback sinalizava que era isso mesmo, as lágrimas apareceram… lágrimas de alegria, de agradecimento por estar ali, mais uma vez, vendo um show do MetallicA e podendo realizar mais um sonho que tinha de ver esta música ao vivo. As sensações foram fortes assim como o resultado, maravilhoso. Se cabe uma crítica aqui, é para o público do Rock in Rio, que mal cantou a música como devia – acho que é tranquilo aqui dizer que uma GRANDE parcela dos presentes não sabia cantar mesmo. Hetfield voltou com sua Explorer branca e perguntou “Do you know what this is?”. Para os privilegiados que sabiam, o auge do show duraria estes próximos quase 10 minutos. Lars foi bem, ainda que aquelas rápidas e poderosas passagens de bumbo duplo fossem ou trocadas pela caixa, ou simplesmente ignoradas, assim como Kirk, com os solos precisos e ótimas “dobradas” com o cara da Explorer branca. A espera de tantos anos finalmente se pagava, e muito bem. Obrigado, Lars, Hetfield, Kirk e Rob.

A verdade é que depois de …And Justice For All, as coisas ficam até meio sem graça. O show, para mim, estava mais que bem aproveitado. Mas ainda teríamos mais clássicos sendo despejados, então essa sensação passa quase que instantaneamente. Falando em clássico, manteve-se o álbum de 1988 e One era a bola da vez, com todo seu pacote de efeitos e explosões. A execução seguiu dentro do esperado, mas é impossível nesta não dizer que o andamento dela fica arruinado, comprometido da forma que Lars a toca nos últimos anos. Para esta música, as “simplificações” adotadas realmente não permitem que se mantenha um nível aceitável de qualidade mesmo. É uma crítica forte, dolorida de ser feita (no caso, repetida), mas é a verdade. Infelizmente tudo isso estraga até a vontade de falar do restante, ainda que a parte das cordas e mesmo o vocal de Hetfield estejam bem ainda para o medalhão. Lars se salva apenas no uso do bumbo duplo, mas é pouco para o que a faixa demanda. De qualquer forma, o detalhe pirotécnico quando se fala “landmine” estava lá, assim como a função de Hetfield em agitar a galera (com sucesso). Sei que muitos não ligam para tudo isso que eu falei do Lars e a música acaba “passando”, mas não é meu caso…

James pergunta se a galera ainda estava com eles e é hora de se manter a linha clássica com For Whom The Bell Tolls, também simplificada por Lars, mas sem comprometer ao ponto que comentei mais acima. De resto, tudo como sempre – ainda bem – com destaque para Rob, que soa muito bem nestas músicas deste legado associado a Cliff Burton.

O passeio pelos anos 80 continuaria e em altíssimo estilo. A música que eu considero ideal para abertura de um show da banda também é ideal, na verdade, em qualquer lugar do set :-). Sim, mais um playback para que Hetfield entrasse absoluto com uma Flying V para Blackened. A pirotecnia também se destaca a cada “fire” proferido pela banda. Lars vai bem, assim como os outros 3, ainda que assim como em …And Justice For All, alguns marcantes bumbos pontuais façam falta para os ouvidos mais criteriosos. Novamente a parede de guitarras funciona bem quando requerida e Kirk entrega um bons solos, com a música terminando com as labaredas por todo o grande palco.

Hetfield aproveita para emendar um rápido número solo enquanto Kirk faz a troca de seu instrumento. Era hora da banda trazer uma dupla fixa no setlist, ambas do Black Album e as duas últimas do disco na noite. Tudo dentro do figurino para ambas, com a galera cantando facilmente Nothing Else Matters, James terminando o solo e mostrando a palheta (que, como não podia ser diferente para o momento, promove o filme) enquanto sua guitarra ficava no feedback. É impressionante como muitos dos presentes parecem (vejam bem, eu disse PARECE) estarem ali APENAS para Enter Sandman – é sempre surpreendente observar a alegria da galera, que começa pular com a energia de um início de show. Não há como tirar a música do setlist, por mais que muitos possam querer. Os que assistem pela primeira vez ou não são fanáticos pela banda têm em Enter Sandman o grande momento do show. Para os mais “cascudos”, como eu, é hora de entender isso e curtir – afinal, é uma excelente música…

O MetallicA deixa o palco rapidamente e confesso que esperava por mais três músicas, que vem sendo o padrão do BIS. O setlist foi tão espetacular que confesso: ESQUECI de Creeping Death na hora. Quando a banda voltou com ela, abri um sorriso do tipo: “caramba, é mesmo”. Com outra Flying V e trocando a camiseta para uma do Black Album, Hetfield reinicia o show o trio para mais este clássico total. Aqui vai minha talvez última crítica a Lars, pois essa é OUTRA que realmente a performance dele compromete o som, com coisas que deformam mesmo a música. Vendo ele tocar, me lembra o que ele faz na tal Tuning Room, mas ali é de verdade, para 85.000 presentes e milhões pela TV por todo o mundo… enfim, como também não se pode ter um show da banda a penúltima faixa do Ride The Lightning, fica apenas essa ressalva, pois o restante da banda continua indo bem e a reação do público continua, claro, ótima, com direito aos “DIE! DIE! DIE” sem ser preciso pedir e, quando Hetfield pediu para a galera cantar, foi atendido com sobras.

James então anuncia que tinha um importante “announcement” para fazer. Na hora, cheguei a imaginar um convite para, por exemplo, Jerry (Alice In Chains) ir para o palco. Mas era apenas uma introdução para a última e agradável surpresa da noite, que foi a inserção de Battery no lugar onde se espera que a banda toque um cover. Desta forma, o MetallicA só “deixou” de tocar Fight Fire With Fire das 5 músicas de abertura dos 5 primeiros discos. O anúncio era pelo poderoso riff da faixa do Master Of Puppets que, desta vez, ficou sem o playback da introdução. Muito bom ver também que a voz de Hetfield ainda resistia e bem após praticamente 2 horas de show. Ainda com sua Gibson Flying V, Hetfield novamente invocou o “script” do “are you alive? How does it feel to be alive? Show me”. Lars foi bem na música, mas na nova forma que ele encontrou para tocar este tipo de música.

A galera, que já pedia Seek & Destroy desde o retorno para o BIS, aguardava pela última da noite. Papa Het ainda brincaria antes, dizendo que tinha acabado, que estava tarde e que era hora de dormir, tirando e colocando a guitarra algumas vezes do corpo para interagir com o público, até finalmente realizar a última troca da noite, voltar para o modelo Explorer e dizer que a banda já está há 32 anos por aí e ele é muito grato pela banda ainda ser o headliner do Rock In Rio. Com a música dedicada à família MetallicA do Brasil e com as luzes acesas, seguindo o que a banda vem fazendo sempre, o desejo estava atendido. Também como de costume, as bolas pretas alegravam aqueles que estavam mais próximos ao palco. Rob rodou com seu baixo e dividiu o microfone com Kirk, James perguntou se os presentes se divertiram, etc. Com mais de 2 horas de show, o MetallicA encerraria a quinta-feira.

Ah! Mas dava tempo para mais uma pequenina e mega bem-vinda surpresa! A banda fez uma graça emendando Seek & Destroy com um trecho de The Frayed Ends Of Sanity, do …And Justice For All. Ahhh, que maravilha, boys. Obrigado novamente por esse pequeno detalhe para os hard fans!

O MetallicA parece ter “redescoberto” seu amor pelos primeiros 5 discos, e isso é ótimo. Abaixo o incrível setlist e um gráfico que fiz para demonstrar a divisão das músicas pelos álbuns de estúdio. Ficará ainda mais claro como a banda focou na fase Kill ‘Em All até o Black Album com cerca de 90% do set, sendo que apenas 2 músicas foram escolhidas dos 4 discos de estúdio que a banda lançou após o mais famoso álbum preto do metal. Outra análise fácil do gráfico é: METADE do show foi composta pelos discos …And Justice For All e Black Album!

Metallica Setlist Rock In Rio 5 2013, 2013 Summer Tour

RockInRio2013_19set2013_MetallicA_01

O show:

Na saída, ainda deu tempo de ver um casal que havia ficado com uma das bolas que a banda distribui em Seek & Destroy. Não podia deixar a oportunidade passar: pedi para tirar uma foto com a bola.

RockInRio2013_19set2013_MetallicA_03_Eduardo_bola_Seek&Destroy

Fotos da mesa de som (créditos: Glaysson):

Mais algumas fotos do show:

E os fogos de encerramento de cada noite no Rock In Rio:

Medina, uma vez é bom, duas são ótimas, três seria demais!

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, MetallicA, Resenhas, Setlists

11 replies

  1. Belo post (isso está se tornando um pleonasmo…)!

    Já fui a quatro shows do Metallica e esse foi o melhor que já vi. Por uma conjunção de fatores: belo setlist, banda em melhor forma e um publico disposto a curtir o Metallica. Acredito que a banda teve sorte, pois não tivemos nenhum show de hard rock ou metal nas outras noites e nenhuma das bandas que tocaram no mesmo dia possui um grande número de fãs. Hit The Lights funcionou quase como uma barragem fosse rompida
    .
    Alguns pontos interessantes:

    – Adorei a escolha de The Day That… no setlist. Um tempo atrás estava no facebook em uma dessas comunidades banais (a Rock Wins) e um post perguntou: Qual sua música preferida do Metallica? Inclui minha música e fui ver a opinião dos outros. Muita gente (muita mesmo) escolheu essa música. Fãs mais jovens, que o primeiro contato com a banda foi no Death Magnetic. Ela seria a “One” da nova geração rs? Talvez por isso a boa resposta na execução da música!

    – O setlist pode ser bom, mas se a banda estiver em má forma, nada funciona. Hammett melhorou muito em relação a 2011, bem como Lars. E como é bom ouvir AJFA e Wherever I May Roam!

    – Nos últimos shows a banda tem tocada uma jam após Blackened. Serão testes para novas músicas? Aqui no RiR ocorreu o mesmo…

    – Na parada em Harvester, Hetfield fez uma cara feia. Será que ele não gosta dos últimos versos? Fala em infanticídio, etc. Em um Tunning Room antigo, Lars queria tocar Harvester e Het ficou falando que Ride era melhor. E Ride acabou sendo tocada por votação. Pode ser imaginação minha, pois é uma bela música (uma das melhores introduções do Metallica) e não é muito tocada
    .
    – Apesar de Lars não estar na ponta dos cascos. Para mim a imagem do show está em 05:30 do vídeo, com Lars gritando. Mesmo com 30 e poucos anos de carreira, nadando em dinheiro, ainda há gana de tocar, mesmo em limitações.
    Acredito que naquele instante ele sentia que estava começando um grande show com interação público-banda (um jornalista disse que nessa hora de Master virou um pandemônio, e posso dizer que lá na frente ninguém tinha controle sobre seu movimento, era uma massa única!).

    Parabéns pelo post !

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    • Glaysson, obrigado pelos elogios, ainda mais de um conhecedor e fã da banda como você. Muito obrigado.

      O setlist foi matador mesmo e a banda conseguiu ter uma performance digna a ele. Acho que isso resume tudo. Vamos aos comentários pontuais que você fez:

      – Hit The Lights: é verdade, como se a barreira fosse rompida. Mas não sei se você concorda comigo – apesar da proposta de abrir um show com ela seja ótima, não dá para ver o Lars tocando mais este som. E o vocal de Hetfield, ainda mais frio, também fica estranho, pois ele já sai forçando tudo. E eu penso: e se colocasse mais para frente no set? Acho que o Hetfield deve até preferir colocá-la mesmo no começo, para não ter que forçar lá na frente. Mas eu acho que Blackened seria a melhor escolha mesmo para o momento da banda (e minha opção predileta para abertura desde sempre), ou mesmo Battery, pois pelo menos os 2 sons, que foram inclusives tocados nesta noite, ainda contam com uma boa performance.

      – Desde que foi lançada, eu falo que The Day That Never Comes é a nova One. E ela, estruturalmente falando, parece mesmo com a clássica de 1988. O finl, então, ela praticamente quer SER a One mesmo, hehehe. Realmente o apelo com os fãs mais novos comprovam isso. E é uma ótima escolha para representar o também muito bom Death Magnetic.

      – Concordo… Kirk estava melhor mesmo e ver …AJFA e WhereverI May Roam foi demais… a primeira, um sonho, a segunda, fantástico, pois desde 1999 eu esperava por este momento de novo.

      – Cara, para mim é nítido que Hetfield se incomoda em falar partes das letras oitentistas hoje em dia. Concordo com você, não é imaginação. Harvester é pesadíssima de letra e o momento que James parece estar na vida, totalmente “clean”, faz com que ele fique mesmo incomodado – por isso, fiz questão de ressaltar tanto durante o show quanto no post que o Hetfield é outro cara, mais maduro, não fala mais palavrões (é só pegar ele cantando esta música antigamente para ver a fúria que saía dali).

      – Lars está melhor e foi melhor mesmo. Minhas restrições ficaram também mais pontuais a algumas músicas: Hit The Lights, One e Creeping Death são talvez as mais gritantes.

      Sobre o “pandemônio”, basta rever trechos do show no vídeo do post… eu estou fora disso, gosto mesmo de curtir o que paguei!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Acho Blackened a melhor música para abrir os shows. Bela música e a introdução cria um clima legal. Mas pela sequencia que vem após Hit the Lights, até que é uma boa pedida. E como nunca tinha visto ao vivo, ache maneiro!

        Verdade, só comparar Harvester em Moscou em 1991, em que ele dá uma cusparada na parada, e essa versão de 2013 para ver a diferença. Sorte que o Metallica não tem muitas letras sombrias, senão iriam sobrar meia dúzia.

        A sensação de assistir um show na frente e atrás é bem diferente. Nos shows do Metallica eu gosto de ficar mais na frente, principalmente em festivais. De qualquer lugar tem seu encanto.

        Abraços!

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  2. Falar o que da resenha? – o que vemos aqui é um documento infográfico, estatístico e também e principalmente, apaixonado de quem sabe tudo da banda, e aí o que conta aqui – o conteúdo é impecável.
    O Melhor show do Metallica da minha vida – acho que sim – não vou falar do 89, deixa para lá, nem vou comparar, mas esse foi superior ao de 2011, não há dúvidas e considero o melhor show do festival, o que já justifica o final do Post – Medina – 3 seria perfection…
    Abraços
    Flávio

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    • Remote, muito obrigado… fico feliz que tenha gostado e ainda mais feliz por termos, mais uma vez, assistido a um show da banda juntos, ainda mais se tratando do melhor show mesmo do festival (infelizmente o show do Iron Maiden, com os problemas do som, acabou ficando prejudicado na disputa desta título, pelo menos para mim…).

      Agora, me surpreendo com você falando sobre ser o melhor show deles da vida… não acho que deva superar o de 1989, mas fico feliz por fazer parte disso. O show foi mesmo um espetáculo e conseguiu superar o já ótimo de 2011, muito pelo setlist que foi AINDA melhor em geral.

      Medina, os pedidos já começam desde já para termos esta trinca…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Aonde isso aqui vai parar?

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  4. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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