Cobertura Minuto HM – Rock in Rio 2013 – bandas pré-MetallicA – parte 3 – resenha

Ingresso_Rock In Rio 2013

O Rock In Rio 5 efetivamente começou para nós no dia 19/setembro/2013. Este ano, exceção ao headliner desta noite, acabamos tendo um “Rock In Rio São Paulo”, com os principais nomes do festival passando pela terra da garoa também. Assim, para este post, comentarei brevemente as performances antes do MetallicA e, na parte 4 e final, o futuro post trará a resenha dos Kings Of The Roads. Ainda, em posts que complementarão toda a cobertura deste período de shows, teremos mais detalhes dos shows do Ghost B.C. e do Alice In Chains em seus shows em São Paulo.

Contando com interessantes shows vespertinos no Palco Sunset, minha antecipada chegada na Cidade do Rock se deu durante o show do Sebastian Bach. A tarde já tinha recebido República + Dr.Sin + Roy Z, que é um show que eu lamento ter perdido, especialmente pelo Dr.Sin (para mim, o melhor nome atualmente no cenário brasileiro) e, claro, pelo guitarrista que acompanhou tantos nomes já, como Bruce Dickinson. Almah + Hibria tocaram também.

Ao me dirigir para lá, encontrei o Remote e, após uma rápida assistida no show do eterno ex-Skid Row, sendo que eu cheguei exatamente para o início do clássico 18 And Life, fomos para o ponto de encontro. A voz de Sebastian Bach, que me desculpem todos, estava terrível, apesar do bom som do palco. A nota são 4 F’s para ele: fina, fraca, falha e fujona dos agudos. E olha que todos nós aqui gostamos dele, mas realmente não há defesa para a performance…

Sebastian Bach Setlist Rock In Rio 5 2013, Kicking & Screaming Tour

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Enquanto Rob Zombie iniciaria seu show 1 hora depois fechando o Palco Sunset, era hora da abertura do Palco Mundo com para variar o Sepultura.

Mais uma vez, a banda estava acompanhada dos latões franceses do Tambours du Bronx e, novamente também, pouco nos interessamos pelo show que pontualmente começava (18h30). A ideia, apesar de funcionar, deixa o som confuso e extremamente “quadrado”, parecendo que as músicas são todas iguais para quem está apenas para curtir. Claro que as músicas mais famosas eram facilmente reconhecíveis, como Territory e a esperada Roots Bloody Roots, mais uma vez fechando a apresentação da maior banda de metal da história do país. Destaque para o som altíssimo que vinha das diversas caixas do palco – mesmo com a gente longe, perto das bandeiras, mal conseguíamos conversar (entenda este comentário como um elogio contido, pois a coisa embolava e estava tão alta que dava a sensação de “som estourado”). Como de costume, a banda foi muito bem acolhida pelo público, que respondeu muito bem ao show.

Sepultura Setlist Rock In Rio 5 2013

A grande curiosidade da noite viria na sequência, já com o som devidamente ajustado (e muito bem): o Ghost B.C.. A primeira banda sueca a se apresentar no Rock in Rio confessou estar nervosa para se apresentar no festival e dividiu opiniões da galera – talvez uma divisão não muita justa, pois realmente muita gente não gostou do que viu – a “prova” fica na pergunta que Hetfield, que adora a banda, faria durante o show principal da noite e a reação é clara:

Eu atribuo isso à proposta da banda, bastante diferente do habitual de uma banda de heavy metal. A banda realmente deve funcionar melhor em shows de menor porte, fechados, do que em festivais. Eu, particularmente, fico inclinado aos que gostaram de ver a banda ao vivo pela primeira vez. O show é longe de ser algo animado, “contagiante” – quem procurou por isso deve ter se frustrado. O vocal do Papa Emeritus não possui quase variação, é um canto gregoriano, para mim, muito bem feito. A banda traz em sua músicas alguns riffs muito bons – eu diria que ao vivo funcionam ainda melhor – e um teclado muito azeitado.

A surpresa, para mim, foi agradável pois comprei a tal proposta da banda – entendo que é o show deles é um “ritual”, e você precisa “se conectar” a isso. Entendo ainda que é perfeitamente normal que essa conexão “falhe”, ainda mais em um festival e se você não estiver, literalmente, no espírito da coisa. Então, minha opinião é que o show “toca” a uma pessoa diferente do que a outra. É muito difícil entender algo que está sendo cantando – as letras, pesadíssimas (no sentido das mensagens que elas passam), fazem com que aqueles que se conectam percebam o que vem do palco de maneira diferente, mas eu entendo que quem fez a lição de casa e conhecia algo, conseguia absorver melhor.

Os Nameless Ghouls são bons músicos e o Papa (que não é o Het, ainda) chama muito da atenção para ele, movimentando sua mão em forma de sermão ao público. É uma coisa maluca e, novamente, a divisão é menos parcial que o normal: goste ou odeie. Eu gostei do que vi ao vivo, ainda que o som não seja da minha predileção. A fórmula de máscaras, longe de ser uma novidade no mundo do rock, é um resgate – e “kudos” para a banda ainda estar conseguindo se manter totalmente no anonimato. Não há como negar que é diferente e a banda vem angariando cada dias mais fãs, inclusive aqui no Brasil. Eu acho, entretanto, que a banda não devia estar no Palco Mundo nesta noite – o Palco Sunset seria bem mais adequado (talvez invertendo com Rob Zombie?). Neste ponto, acho que a amizade com o MetallicA pesou – sabemos que isso pesa. Mas acho que ela estava mal posicionada ali – quem sabe no futuro, caso ela vire MESMO uma realidade, a coisa não mude?

Para mim, os destaques foram as músicas mais conhecidas mesmo: Infestissumam, Con Clavi Con Dio, a meio circense Secular Haze, Year Zero, Ritual e Monstrance Clock – esta última, com a galera aprendendo na hora a cantar.

Ghost Setlist Rock In Rio 5 2013, Maiden England - North/South American Tour 2013 (Off-Date)

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O último show pré-MetallicA traria pontualmente (22h10) um nome consagrado ao Palco Mundo: o retorno do Alice In Chains ao Rio de Janeiro, que havia se apresentado na cidade com o saudoso Layne ainda no distante Hollywood Rock de 1993, exatamente na data que eu estava completando meus 11 anos de idade. A expectativa por um grande show era grande e o que a banda entregou na noite foi uma apresentação que superou tranquilamente esta enorme espera dos presentes.

Se há uma crítica a ser feita ao show do Alice In Chains é somente sua duração – um show perfeito que durou muito pouco – no intuito de se manter a pontualidade do festival, acredito. Em cerca de 60 minutos, a entrosada banda, com a não-novidade William DuVall assumindo o posto de vocalista principal com muita competência e qualidade (além de ainda tocar violão e guitarra em alguns momentos), ainda que com a enorme (e natural) sombra do “chefe”, despejou clássicos emocionantes da sua carreira, focando no excepcional álbum que já é maior de idade (Dirt) e trazendo músicas do último álbum de estúdio.

O grudentos riffs no ótimo sistema de som do Palco Mundo mostraram que a banda está excelente, contando ainda com uma “cozinha” extremamente encaixada e precisa. Jerry, claro, é o grande destaque – e nem poderia ser diferente. É inquestionável como o guitarrista, não só muito bom em estúdio, é igualmente excepcional ao vivo – base e solos – além do papel que dá a identidade da banda: os vocais dobrados.

O curto setlist é um jogo mais que ganho, e é curiosa a escolha da banda em encerrá-lo com Rooster, dando a sensação que o show foi abruptamente interrompido, pela característica mais lenta deste fantástico som. A abertura tradicional com Them Bones é mais do que um acerto, agitando a todos instantaneamente. Hollow funcionou muito bem ao vivo, ainda que a ainda nova música não contagiasse como outros clássicos. Claro que o auge ficou por conta de Man In The Box que, apesar de “batida”, não apresenta sinais de cansaço como medalhões de outras bandas (tipo Fear Of The Dark, do Maiden). Nutshell (com direito a homenagem a Layne) e Down In A Hole foram outros grandes momentos do show, e Would? merece nada mais que fortes elogios.

A banda foi tão bem que, sem exageros, me recordo de comentar com os amigos presentes que parecia um playback que havia passado ali. A banda parece ter ainda MUITO gás e, para nossa sorte, deveremos revê-los ainda por muitas vezes. Uma experiência e um show fantásticos mesmo – que diga Baldy em seu blog.

Alice in Chains Setlist Rock In Rio 5 2013, The Devil Put Dinosaurs Here

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Mesa de som – crédito da foto: Glaysson

E pena que não teve um membro do MetallicA aparecendo no show – um Hetfield da vida… seria legal…

Falando nisso, até a quarta e última parte desta cobertura do dia 19/setembro/2013, com o headliner desta já saudosa noite.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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17 replies

  1. Bem, eu concordo com o show do Sepultura em relação ao som. Mais na frente parecia tudo muito confuso, o som não se distinguia. Achei a proposta deles boa, talvez com o som bom ficaria interessante. Mas será que não tem outra banda para abrir show??

    Ghost… Bem, pobre Ghost… Disse em um post antigo aqui do Minuto que era uma escolha errada pro Palco Mundo. Festival é música pra cima, é quase impossível atender 85 mil pessoas com um cântico monocórdio. Infelizmente não acredito que ganharam novos fãs nesse RiR, ao contrário do que ocorreu com Slipknot (eu passei a olhar e ouvir com mais atenção essa banda depois do enérgico show em 2011).

    Alice in Chains foi maravilha. Muito bom ver pela primeira vez uma banda que acompanho há tempos. Fiquei receoso, pois sou um “viúvo” de Layne, mas o Duvall arrebentou apesar de nervoso no início. Uma pena o pouco conhecimento de parte do público.

    Trocaria o show de Sepultura + Ghost por mais 1 hora de Alice!

    Uma honra ouvir “Would?” ao vivo! Tomara que voltem logo!

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    • Glaysson, exatamente isso quanto ao Sepultura. Um som misturado, confuso e com a altura que estava, eu realmente não estava entendendo mais nada… já havíamos conferido em 2011, sei lá cara… a proposta é legal, mas acho que já deu…

      O Ghost, como comentei, é uma banda que poderia mesmo ter sido headliner do Sunset e provavelmente a coisa tivesse sido melhor. Para a banda, valeu pela experiência de tocar para 85.000 fãs – o auge do grupo em termos de performance ao vivo. Para eles, a exposição era importante, entendo eu. Mas entendo também, como você disse, que não sei se eles conseguiram atingir o objetivo de angariar mais fãs. Realmente em festival o clima é outro e um show mais parado vai de encontro com tal clima…

      O Alice In Chains foi realmente fantástico, e é exatamente o que eu disse: única coisa ruim foi o pouco tempo em palco, o que a banda não tem qualquer culpa. Foram muito profissionais, pontuais e foi tão bom que ninguém viu o tempo passar.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Ótima resenha.
    Sobre o Alice in Chains, uma curiosidade muito da pertinente em se tratando do lineup do Palco Mundo é que a presença da banda só foi possível graças a um convite do próprio Metallica:

    http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/18/nunca-gostamos-do-termo-grunge-diz-guitarrista-do-alice-in-chains.htm

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    • Oi, Ana. Primeiramente, bem-vinda ao Minuto HM e ao seu primeiro comentário por aqui. Fico honrado com o elogio vindo de uma fã da banda e uma das responsáveis pelo fã-clube do AiC no país. Obrigado mesmo.

      Eu havia sim ouvido falar desse convite (e certa insistência) do MetallicA, mas não tinha uma fonte. Obrigado por compartilhar o link.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Bem, daqui pra frente vou fazer um esforço para tentar comentar com mais calma sobre os shows, tanto os que vi, quanto os que não vi, seja lá por qual razão.
    Assim, em relação ao show do DR Sin , República e Roy Z, hoje a internet já disponibiliza tudo para quem quiser ver. Sempre admirei a banda dos irmãos Busic e Edu Ardanuy, mas a repercussão deles no cenário nacional ( e internacional também,eu diria) se dá mais a nível de músicos admirados por instrumentistas amadores do que pela obra em si da banda, o que é uma pena, pois tem muita coisa boa no catálogo da banda, que já passou dos 20 anos de carreira.
    O show, que eu perdi por estar trabalhando, parece ter sido muito legal, inclusive pela interação da banda. Uma nítida sensação de diversão no palco, quando todos estavam juntos ( nas covers Breaking the Law e You really got me e também em uma música do República). Impressionante o talento de todos, me chama muito atenção o baixo do Andria Busic, em especial.
    Do República conheco pouco, mas eu gostei da banda, exceto talvez pelo vocal ( no que vi do show pela internet), que estava faltando pelo em clareza,achei que estava faltando força. A participação do Roy Z deu peso e importância ao show, e a galera parece ter gostado bastante, pela energia que se via. Quem quiser dar uma olhada , segue os links do show completo, mas quem não puder ver o show inteiro, sugiro ver a emotional castastrophe, que coloco abaixo também:

    Alexandre Bside

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    • B-Side, outro fantástico comentário. Estes shows da tarde eu também não pude ver, pois ainda estava em trânsito de voo + ônibus RiR. O Dr.Sin, que vi recentemente em SP, me parece ser o melhor nome nacional atualmente. Os caras estão muito bem e ao vivo entregam sempre um show espetacular.

      Vi alguns trechos acima e gostei bastante novamente do trabalho, e também vi os covers com igual aprovação. Bons nomes mesmo para figurarem em um festival como este, mais do que merecido.

      [ ] ‘s,

      Eduardo.

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  4. A segunda atração do palco Sunset neste dia 19 juntava duas bandas que não conhecia. Exceto pelo vocalista Edu Falaschi, nenhum nome aqui me era familiar.
    Novamente as bandas dividiram o tempo, a começar pelo Almah. Em ambas as apresentações , o outro vocalista dividiu uma das músicas com o vocal titular da banda.
    Falando dos shows, fiquei agradavelmente surpreso com a categoria dos músicos, todos exímios instrumentistas, seja do Almah , seja do Hibria.

    A bateria do Almah traz uma configuração diferente, com tons graves, e em seu ” entorno”, peças menores com outras cores. Algo diferente do normal, como a bateria do Hibria. O som me pareceu de uma tendência mais moderna, com toques de Dream Theater e afinações graves ( cordas a mais nas guitarras também, certamente) . O ponto fraco pra mim foi o vocal, sofrendo do mesmo mal que outros que vimos no Rock in Rio. Ser vocalista envolve uma musculatura, que se deteriora com o tempo, os exemplos hoje são muito claros quando pensamos nos vocalistas mais antigos ( recentemente, Paul Stanley está sofrendo deste mesmo mal, claramente, e nem a cirurgia que fez adiantou..) Acho que o Edu Falaschi apresenta o mesmo sintoma, como pude ver no show. A banda é excelente, a proposta interessante, mas o vocal…

    Do Hibria, um som mais tradicional, mas também nada voltado ao metal dos anos 80. A coisa me pareceu mais pro lado do Pantera, e algo voltado pra alguma sonoridade melódica, dependendo da música. Aqui o vocal é um dos destaques, como canta esse Iuri Sanson. Alguns problemas relacionado a uma das guitarras, mas o show certamente teve da platéia reação mais calorosa, talvez também pelo estilo, mais acelerado.

    O show está todo no youtube, segue abaixo, pra quem quiser ver .

    E eu destaquei uma das músicas do HIbria que me pareceu ser um single, Shoot me down:

    No fim as bandas se juntaram para tocar Rock and Roll do Led Zeppelin, numa versão meio bagunçada e cheio de solos, que vale mais pela integração entre todos no palco. Como não há vídeos de qualidade exclusivamente da versão , quem tiver curiosidade, veja o fim do show acima .

    Achei a idéia de chamar as bandas acertada, pois deu a oportunidade de pessoas como eu de conhecerem ambas. E o saldo me pareceu bem positivo.

    Alexandre Bside

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    • B-Side, muito obrigado por este comentário-resenha… só aqui mesmo que isso acontece assim (não me canso de dizer)… ouvi aqui um pouco do Hibria e me agradou, inclusive o vocal por você destacado.

      Sobre o Falaschi, eu tenho lá minhas restrições do pouquíssimo que conheço, mas não me pareceu, pelo pouco que ouvi, TÃO desgastado… mas isso é uma opinião de quem pouco ouviu e de quem pouco gosta, nem me atrevo a comentar muito…

      A versão da música do Led, nada demais para mim, fica mais pela boa homenagem e pela jam das bandas.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Eduardo, do Sebastian Bach, assino embaixo o que está na resenha: A voz acabou , mas o pior é ele estar desafinando inclusive quando não há qualquer esforço vocal. parece que não há mais controle algum sobre o que ele emite ao cantar.

    Segue outras duas versões que comprovam o que você falou acima, na de 18 and life parece que ele vai tentando um aquecimento vocal no início, o que não adianta nada, pois o que se segue é isso aí…

    A banda que acompanhou o ex Skid Row é bem legal, aliás os vocais cantam direitinho, o oposto de Bach. Também nada tenho contra o vocalista, mas as restriçoes vocais se referem a desafinações inclusive quando esta à capella , como abaixo em Wasted Time. A música emenda em Youth Gone Wild, no mesmo nível desastroso. O repertório ajuda bem, mas não dá mais para o Tiãozinho…Destaque para o batera, muito bom , toca fácil…

    O que seguiu foi o Sepultura, momento em que finalmente em consegui chegar no RIR. Mas pra frente eu comento.

    Alexandre Bside

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    • É, B-Side, a coisa está feia para a voz do Tiãozinho, infelizmente… não há como defender e não há notícias também de algum problema mais sério, pelo que sei, mas imagino que haja algo que ainda tem que aparecer dele.

      Espero que ele vá atrás disso e se recupere, pois do jeito que está, ele pode agravar ainda mais se continuar se expondo…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Enquanto o Sepultura tocava , consegui finalmente chegar no RIR, estava tocando Firestarter quando desci do ônibus primeira classe. Honestamente, tenho algumas restrições em relação ao som da banda, não me agrada o vocal gutural. No entanto, a banda merecia estar no palco principal, por ter influenciado tantas bandas daqui e de fora, e ter sido a grande representante do gênero que conseguiu tal repercussão internacional.

    Acho que o Eloy Casagrande poderia estar em outro projeto, pelo fato de ser um baterista tão técnico. Não vai aqui um desmerecimento ao Sepultura, mas há outros bateristas mais ” retos ” que fariam bonito na banda. O Eloy, é claro, está em uma banda que tem a projeção que ele merece como músico, mas falando apenas da questão musical, eu tenho pra mim que ele poderia buscar uma experimentação maior. Acho também que não havia necessidade dos franceses no palco. O Sepultura merecia estar lá sozinho, não precisa ter uma companhia que funciona mais pelo lado visual do que propriamente por acrescentar alguma sonoridade à banda. E o que acrescenta, sinceramente, eu passo.

    O Rob Zombie tocou no palco Sunset fechando a noite e o que vi ( não ao vivo – eu também passei) , não me agrada a nível de estilo, me parece um Nu-Metal com batidas eletrônicas . Parece competente pra quem gosta. A questão das máscaras também está aqui, parece uma epidemia atualmente. Voltando a questão musical, falta pra mim buscar algo que saia da coisa meio monocórdica que se apresenta, não há solos, realmente não é pra mim. Quem quiser avaliar melhor, vai aí embaixo alguns vídeos . A galera parece ter gostado..

    E a entrevista, pro Multishow, acompanhado do renomado guitarrista John 5, que tocou com Dave Lee Roth e Marilyn Manson. Tenho curiosidade de ouvir o trabalho deste com Lee Roth, pois Manson trabalha numa linha até parecida com a de Zombie, na minha opinião mais leiga.

    Voltando a falar em máscaras, eis que surge o Ghost B.C. no palco Mundo . Na minha opinião , foi um show meio frio, a banda não empolgou a grande maioria do público. A banda é competente, mas não consegui fazer a tal conexão entre visual e som. A questão das letras em latim talvez atrapalhe também. Acho que Medina apostou no visual como forma de tentar trazer um pouco da repercussão que o Slipknot teve no Rock in Rio 2011.

    Independente de se gostar ou não, a verdade é que não chegou nem perto do que aconteceu em 2011. Ficou a sensação de estranheza e a necessidade de conhecer melhor. A banda é competente, o vocal é ok, mas pra mim passou um pouco batido e meio dificil de entender o conceito. Achei o visual muito pesado para um som mais leve.

    O Alice in Chains, excelente, merece um comentário á parte!

    Alexandre Bside

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    • B-Side, as usual, um comentário fantástico sintetizando com mqestria os temas que você abordou. Parabéns.

      Concordo ABSURDAMENTE MUITO quando o assunto é o Eloy. Meu antigo professor de bateria conheceu o prodígio e comentou isso comigo, que ele sempre foi muito fora da curva mesmo e que é capaz (e gosta) de tocar qualquer coisa e estilo mesmo. O que vou falar agora é apenas uma opinião minha: a ida para o Sepultura é como um jovem jogador de futebol que deixa seu país rumo à Ucrânia, sei lá. É o pé-de-meia. No caso do Eloy, ele ainda foi para um “centro” conhecido, como se tivesse ido jogar na Itália, por exemplo, ainda na analogia boleira. Vamos ver o que o tempo dirá…

      De repente, o que você quer conhecer pode ficar como lição de casa para o próximo podcast… são tantas sugestões e na hora nunca lembramos de nada, hahaha…

      O comentário do AiC é aguardado com ansiedade…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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