Minuto HM na Califórnia: The Fillmore e Hard Rock Cafe em San Francisco

Aos que não acreditam que, quando eu falo que um dia pago minhas pendências por aqui, eu vou pagar mesmo, segue mais uma nota promissória quitada, hehehe…

Continuando a trazer para todos aqui um pouco das atrações relacionadas ao tema principal deste blog, o tempo era curto na mais bonita cidade que já pude visitar até hoje no mundo: apenas 3 dias na linda San Francisco – a “casa” do MetallicA.

No dia 05/agosto/2012, a saída foi da capital do estado, Sacramento, a bordo de um Volvo T5 2013. A viagem entre as cidades é lindíssima (aliás, qualquer passeio de carro pelo estado vale a pena) e rápida. No caminho, o que se vê, além da larga e lisa estrada, é a vegetação amarelada, desértica. Estou, OBVIAMENTE, vestindo uma camiseta do MetallicA e tendo uma jaqueta (pasmem: do MetallicA) me esperando caso a temperatura pedisse. Mas, neste primeiro dia, não há a famosa “fog” na cidade e a temperatura está agradável – mas o fenômeno observado em passeios no dia seguinte, que faz a temperatura da cidade despencar bruscamente, mesmo em pleno verão.

Algo impressionante e mágico acontece: mesmo com toda a paixão pelo MetallicA, é impossível não pensar e cantarolar a música-tema da cidade de Scott McKenzie. Eis que aperto o botão de ligar o carro do Volvo e a primeira música que toca em uma das várias rádios de hard rock do dial traz o clássico, me deixando emocionado logo de cara…

Após uma passagem proposital pelo (lindo) parque Muir Woods (recheado de sequoias, a famosa árvore do Pica-Pau), a opção foi por entrar dirigindo logo de cara pela ponte mais famosa do planeta. E digo a vocês: visitar a ponte Golden Gate Bridge é demais, e dirigir nela é uma sensação indescritível.

Dirigindo na Golden Gate Bridge

Dirigindo na Golden Gate Bridge

A saída da ponte rumo ao hotel ainda teria outro clássico da cidade como passagem: um sonho de criança que tenho, dado ao clássico da Disney “Se Me Fusca Falasse” (The Love Bug), onde pude descer a inigualável Lombard Street dirigindo – outra sensação surreal. O carro foi devolvido na noite do primeiro dia – tudo que era para ser feito de carro foi feito (inclusive dar algumas boas aceleradas nas ladeiras, como nos bons filmes de perseguição hollywoodianos), e depois foi aproveitar de bonde, taxi, barco, a pé…

Dirigindo na sinuosa Lombard Street

Dirigindo na sinuosa Lombard Street

A “Fog City” possui muitas opções maravilhosas para turismo (e é engraçado os turistas “se batendo de costas” com as máquinas fotográficas, é muita gente mesmo), e em três dias, mesmo acordando bem cedo e aproveitando até tarde na noite, é difícil conseguir conseguir fazer tudo que se quer (fora o cansaço de se andar a pé nas ladeiras e o “sobe e desce” dos bondes).

Uma das coisas que não fiz foi, apesar de ter passado perto de taxi uma hora, foi visitar a San Quentin State Prison, local que a maior banda de heavy metal da cidade tocou em 2003, na época do St. Anger. A prisão visitada, em um recomendado passeio noturno, foi mesmo a mais famosa do mundo: Alcatraz – muito também por um de meus filmes prediletos, “Fuga de Alcatraz” (Escape from Alcatraz), que conta com o fabuloso Clint Eastwood no papel de Frank Morris.

Em uma das celas da prisão mais famosa do globo

Em uma das celas da prisão mais famosa do globo

(Para variar, nunca consigo falar apenas do assunto que vem no título, né?) 🙂

Durante o período que estava na cidade, não havia nenhum show no famoso The Fillmore, local que abrigou, no final de 2011, 4 shows do MetallicA para fãs do MetClub e que comemoraram os 30 anos de vida dos 4 cavaleiros. Mesmo assim, fiz questão de, mesmo rapidamente, dar uma passadinha pela histórica casa de shows:

Cruzando a Fillmore Street

Cruzando a Fillmore Street

Foi literalmente uma passagem, de taxi, na qual o taxista de Bangladesh não conseguia entender o motivo de encostar o carro para que eu pudesse pelo menos registrar o momento em rápidas fotos. A bilheteria estava pichada, justo na única pichação que lembro de ter visto por lá. De qualquer forma, aí está o registro de uma das laterais da casa:

A The Fillmore fica na esquina da 1805 Geary Blvd. com a própria Fillmore Street:

Já no coração do Pier 39, um dos pontos turísticos mais procurados de SF (e do mundo), fica o Hard Rock Cafe. A região do Pier 39 é legal por ter vista privilegiada para as ilhas de Alcatraz e Treasure, bem como das “Bay Bridges”, além das inúmeras opções de lugares para lazer, compras e alimentação, inclusive o famoso Bubba Gump Shrimp Co., do filme Forrest Gump, com vista deslumbrante.

A minha expectativa nesta HTC era óbvia: encontrar coisas relacionadas ao MetallicA, claro. E aí, a grande decepção: andei pelo local e não encontrei nada – absolutamente NADA –  da banda. Resolvo então chamar uma atendente do local e perguntar se a unidade não tinha mesmo nada do MetallicA. Apesar dela ter sido bastante simpática, ela claramente não sabia com certeza também e diz para mim que deveria ter algo sim.

Começamos a andar pelas mesas e o inacreditável se confirma: naquele 07/agosto/2012, a Hard Rock Cafe San Francisco não tinha em seu acervo nenhuma item do MetallicA. A própria atendente, mesmo mostrando que não era fã da banda, se mostrou até envergonhada ao notar este “detalhe” (americanos, em termos de serviço, odeiam esta sensação de causar decepção em seus clientes). Pelo menos havia uma guitarra do Kerry King, do Slayer, representante do thrash metal da Bay Area.

E digo mais: é uma Hard Rock pequena e com uma coleção limitada perto das outras lojas que se encontra em outras cidades da própria Califórnia. Portanto, minha recomendação é a seguinte: estando no Pier 39, entre na loja sim, dê um passeio rápido, mas não perca tanto tempo assim. E, se possível, me avise se essa falha terrível da banda mais importante da cidade foi reparada – ouviram também, Lars, James, Kirk e Rob?

Mapa da HRC San Francisco:

Apenas para fechar: San Francisco, como disse acima, é a cidade mais bonita que já tive oportunidade de visitar. Dá vontade de registrar muito mais coisa fora do tema do blog, mas não é o caso. De qualquer forma, é sempre um prazer conversar sobre a Bay Area, terras da onde surgiram grandes nomes do heavy metal que fazem parte do nosso dia-a-dia sonoro.

MHM_California_San Francisco_29

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Curiosidades, Instrumentos, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, MetallicA, Nirvana, Off-topic / Misc, Pearl Jam, Slayer, Tá de Sacanagem!, The Beatles, The Police, Van Halen

12 replies

  1. Interessantíssimo. Keep it coming, xará!
    Apesar da falta de fotos sobre “the four horsemen” este Hard Rock Café tem coisas excelentes, hein? Cream, The Who, Van Halen, etc… show.
    São Francisco está na minha lista interminável de lugares a serem visitados.

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    • Xará, pois é, a ausência de fotos dos “King of the Road” foi um pouco decepcionante mesmo, mas estar decepcionado em São Francisco é praticamente impossível mesmo. Olhe, se possível, pegue sua lista interminável e coloque a Califórnia em algum lugar bem posicionado – você não vai se arrepender.

      Ainda haverá mais um “chorinho” desta viagem – provavelmente mais 2 posts.

      Valeu pelo comentário!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Excelente post que aumenta a vontade de conhecer a área . NY não me interessa tanto . Sempre tive curiosidade na bay area e suas dicas são preciosidades que estarão registradas para o momento certo, assim espero.
        Outro alvo é Londres – vou aguardar seu post Tb

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        • Acabei de ver o clip – desafinações sutis e inegavelmente sensacional – lembrei de duas coisas:
          Um comentário (acho George Harrison) dizendo ter ido num encontro em San Francisco, um protesto sei lá o que – é que era um bando de doidos drogados que pouco sabiam no que estavam participando.
          Robert Plant no meio de Dazed and Confused – cantando trechos desta musica.
          Vou tentar caçar os dois links…

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        • Remote, valeu e eu reforço: priorize, se possível, a ida a Califórnia. E, dentro do possível, vá com o maior tempo que puder, alugue um carro, viaje pela costa ouvindo as “n” rádios de hard e heavy locais… e “Frisco” é um show à parte mesmo, é linda demais e ainda tem todo esse clima.

          NY: bom, eu imagino que seja bem diferente do clima californiano. E este blog poderá ver algum material em 2014 de lá… 🙂

          Londres: ahhhh… Londres… Liverpool… Manchester… Donington…Birmingham… Inglaterra… Reino Unido… quem sabe em 2015, 2016?

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

          Like

  2. As fotos são muito legais, este é mais um capítulo internacional de alta qualidade aqui no Minuto HM. Como o Flávio citou, o clip ( com som ” live” ) tem sim algumas desafinações nas cordas , mas a música inegavelmente traz o espírito da cidade naqueles anos agitados.
    O Filmore também merecia aquela ” sacada” , afinal quantas e quantas bandas já passaram por lá…
    Em relação ao Hard Rock Café, super lamentável a ausência do MetallicA, representante da área, quando se pensa em música e rock. Mais ainda considerando que não há apenas representantes de uma geração mais antiga, afinal tem algo do Nirvana ali. Proximidade por proximidade ( nem se levando em conta gosto, representatividade, longevidade,etc..) , não faz o mínimo sentido ter algo de uma banda de Seatlle e não ter algo do MetallicA.

    Alexandre

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    • B-Side, valeu. Não podia deixar de registrar a passagem por ali e trazer a todos por aqui. Quantas e quantas bandas no Fillmore? O lugar foi inaugurado em 1912, passou por muitas e muitas mudanças, claro, desde então, e foi o centro da psicodelia dos anos 60 na Bay Area… alguns nomes listads no Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fillmore): John Mahon, The Grateful Dead, The Steve Miller Band, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service, The Doors, Jimi Hendrix Experience, The Byrds, Big Brother and the Holding Company, Carlos Santana, The Allman Brothers Band, Creedence Clearwater Revival, Miles Davis, and British acts The Who, Pink Floyd, Elton John, Cream… que tal?

      Já a HRC de lá é legal, possui um acervo interessante (apesar de pequeno), mas achei lamentável a ausência de qualquer coisa – QUALQUER COISA – do MetallicA. Uma pena. Mas, estando ali no Pier 39, vale a pena dar minimamente uma entrada de 20, 30 minutinhos hm para apreciação.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Excelente isso, heim ??

    Alexandre

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